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CrIvo de Almeida™

O Tribunal da Relação de Guimarães (TRG) decidiu que só não deve ser autorizada a mudança de residência do menor para o estrangeiro, na companhia do progenitor que tenha a sua guarda, quando o impacto negativo dessa mudança no equilíbrio psíquico, emocional e afetivo da criança seja superior ao impacto negativo que teria a rutura na relação com esse mesmo progenitor, no caso da guarda ser transferida para o outro.

O caso
Uma mãe recorreu a tribunal pedindo para que fosse alterada a regulação das responsabilidades parentais relativas à sua filha menor por forma a poder levá-la consigo para a Suíça, onde pretendia ir viver com o seu novo marido e obter melhores condições de vida e de trabalho.
Fê-lo sugerindo, para que não fosse afectada a relação da filha com o pai, que todos os períodos de férias fossem passados com este e que se pudessem sempre falar por videoconferência.
Mas o pai não aceitou, tendo pedido para que lhe fosse confiada a guarda da menor, para que passasse a viver consigo e se mantivesse em Portugal.
O tribunal acabou por recusar o pedido formulado pela mãe ao considerar que ficara por provar que ela tivesse mesmo de sair do país para, desse modo, lograr alcançar as condições mínimas para satisfazer as suas necessidades e as necessidades da sua filha.
Discordando dessa decisão, a mãe e o Ministério Público recorreram para o TRG defendendo que devia ser deferido o pedido de alteração da regulação das responsabilidades parentais de forma a permitir que a menor fosse viver com a mãe para a Suíça.

Apreciação do Tribunal da Relação de Guimarães
O TRG concedeu provimento ao recurso, autorizando a mudança de residência da menor, ao decidir que esta só não deve ser autorizada quando o seu impacto negativo no equilíbrio psíquico, emocional e afectivo da criança seja superior ao impacto negativo que teria a ruptura na relação com o progenitor que tem a sua guarda, no caso desta ser transferida para o outro progenitor.
Segundo o TRG, para se aferir da justeza da mudança de residência do menor, nomeadamente quando esteja em causa a sua deslocação para o estrangeiro na companhia de um dos progenitores, devem os princípios do superior interesse e bem-estar do menor ser complementados por um critério de proporcionalidade, aferindo-se se essa mudança é necessária, adequada e se se verifica na justa medida.
Tais situações têm também de ser ponderadas e analisadas à luz duma dupla perspectiva, tendo em conta, por um lado, a legitimidade do Estado para intervir no exercício dum direito fundamental dos cidadãos, como é a liberdade de circulação, e, por outro, o interesse do menor e da protecção da sua relação afectiva com a figura primária de referência, o progenitor com quem reside.
Assim sendo, são também factores essenciais a ter em consideração a relação afectiva do menor com cada um dos pais, a vontade do menor, as consequências para a relação entre o progenitor guardião e o filho de uma proibição judicial de mudar de terra e as consequências para o filho de uma alteração da decisão de regulação do poder paternal a favor do outro progenitor e da consequente ruptura na relação afectiva com a figura primária de referência.
Nesse sentido, não é possível presumir que a mudança de residência de um país para outro provoque, por si só, um dano significativo na estabilidade das condições de vida da criança, além dos simples e normais transtornos que qualquer mudança de residência de um local para outro acarretam. Nem aceitar que a ruptura na estabilidade social da vida do menor constitua fundamento para a intervenção do Estado na família, uma vez que os pais casados gozam em absoluto da liberdade de mudarem de terra ou de país, sem que o Estado pretenda controlar os efeitos dessa decisão na personalidade do filho.
Mas o factor mais importante a ter em conta é o da relação do menor com o progenitor guardião, por este ser a sua figura primária de referência e esta relação ser inevitavelmente afectada com a alteração da guarda a favor do outro progenitor.
Sendo que, para o desenvolvimento da criança é menos traumatizante a redução do contacto com o progenitor sem a guarda do que uma ruptura na relação com o progenitor com quem tem vivido, que será aquele com quem construiu uma relação afectiva mais forte.
E assim sendo, desde que a relação da criança com a figura primária de referência seja uma relação que funcione em termos normais, deve reconhecer-se a esse progenitor a liberdade de mudar de cidade ou país, levando a criança consigo.
Só não será assim se o impacto negativo dessa mudança no equilíbrio social, emocional e afectivo do menor for de tal modo grave que não seja devidamente contrabalançado pelo facto de manter a relação com a figura primária de referência.
Referências
Acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, proferido no processo n.º 1233/14.8TBGMR.G1, de 4 de Fevereiro de 2016
Organização Tutelar de Menores, artigo 182.º
Constituição da República Portuguesa, artigo 44.º



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O técnico português vai vestir a pele de seleccionador de Inglaterra na Soccer AId e será coadjuvado por Robbie Williams e Sam Allardyce

O treinador português José Mourinho vai orientar a Inglaterra num jogo particular de caridade "Soccer Aid", a 05 de Junho, em Old Trafford, anunciou na terça-feira a organização do evento.

Do outro lado, pela equipa do Resto do Mundo, estará o italiano Claudio Ranieri, cada vez mais próximo de se sagrar campeão de Inglaterra pelo Leicester.

A sexta edição do "Soccer Aid" pretende angariar fundos para crianças carenciadas, em colaboração com a UNICEF.

No jogo de 05 de Junho, Mourinho será coadjuvado por Sam Allardyce, técnico do Sunderland, e pelo cantor Robbie Williams, co-fundador da "Soccer Aid".

"Quero ser o primeiro a vencer o 'Soccer Aid' pelas duas equipas, Inglaterra e Resto do Mundo", disse José Mourinho, que em 2014 venceu este jogo aos comandos do Resto do Mundo.

Ainda em tom de brincadeira, José Mourinho, sem clube desde que foi despedido do Chelsea, em Dezembro, acredita que fará "uma boa equipa" com Sam Allardyce, manifestando-se convicto que conseguirá fazer com que Claudio Ranieri "perca finalmente um jogo".



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É o tálamo da serenidade, harmonia das músicas que só tocam com notas perfeitas, o meu Debussy privativo criado só por nós, que sem Cd’s nem Ipod’s. Construo assim as viagens onde somente está sintonizada a delicadeza da carícia, onde permite à lua descer e balançar, no típico som do teu abraço, na singular sentença do teu beijo.


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Tribunal da Relação do Porto, Acórdão de 9 Mar. 2016, Processo 11744/13
Relator: JORGE LANGWEG.
Processo: 11744/13

No caso da morte da vítima de um homicídio ocorrer após a sentença condenatória pelo respetivo crime de homicídio sob a forma tentada, a perda daquela vida já não poderá originar novo processo, nem reabrir o primeiro

Os factos não autonomizáveis determinam a continuação do processo sem alteração do respetivo objecto, pelo que para os casos de homicídio em que a morte ocorra até ao final da audiência de julgamento, a solução será a mesma quando a morte ocorra depois. Porquanto, a conduta do arguido anteriormente julgada mantém-se, pretendendo-se agora apenas relacioná-la com um resultado anteriormente não considerado, estabelecendo-se o respetivo nexo causal, nexo causal este que não pode ser apreciado e julgado autonomamente sem que não seja ou possa ser afetado o processo anterior. No caso dos autos, a morte da vítima ocorreu depois de transitado em julgado do acórdão que condenou o arguido pela prática do crime de homicídio qualificado sob a forma tentada. Ora, considerando que a morte da vítima não pode ser autonomizada da conduta que produziu as lesões mortais, o arguido não cometeu um novo crime. Deste modo, ao abrigo do princípio non bis in idem, ninguém pode ser julgado mais do que uma vez pela prática do mesmo crime, determinando-se o arquivamento dos autos.

Disposições aplicadas
DL n.º 78/87, de 17 de Fevereiro (Código de Processo Penal) ( art. 311; art. 359
DL n.º 10 de Abril de 1976 (Constituição da República Portuguesa) 7/1976) art. 29/5




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Ela, uma fantástica cliente NOS de 36€ por mês. Ele, um assombroso Cliente NOS de 130€ por mês. Estão os 2 fidelizados. Ele porque mudou de casa, ela porque aceitou novas condições da NOS.
A NOS, por sua vez, diz não poder colocar 2 serviços na mesma casa.

Nesta medida, a NOS considera incumprimento de contrato 2 clientes da NOS se casarem e obriga-os a pagar os 15 meses que faltam, no valor de € 540,00.

A única alternativa que a linha de retenção lhe propôs, foi impingir o seu serviço a alguém, sendo que todos na família têm a infelicidade de já ser clientes. Vão desmarcar o casamento, ou  pagar 540€ à NOS.


E viveram felizes para sempre!



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Os génios da literatura são seres superiores, que nos dão sonhos, asas e o mundo. Porém, aprecio particularmente aqueles que têm a incomensurável capacidade da intemporalidade no que escrevem. Esse é o crivo. Hoje, ao ler pela centésima vez o livro “Processo” de Franz Kafka, deixo aqui a personificação do ser intemporal em cada um de nós.

«À porta da lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá para dentro.
Ao ver tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”.
O homem do campo não esperava tantas dificuldades. A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre, pensa ele. Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba à tártaro, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar. O guarda dá-lhe um banco e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.
Ali fica, dias e anos. Faz diversas tentativas para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores, no fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.
O homem, que se preparara bem para a viagem, emprega todos os meios dispendiosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo mas diz sempre: – ”Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste”.
Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe o único obstáculo à entrada na Lei. Nos primeiros anos diz mal da sua sorte, em alto e bom som e depois, ao envelhecer, limita-se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil e como, ao fim de tanto examinar o guarda durante anos já lhe conhece as pulgas das peles que ele veste, e pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda.
Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro ao seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda apercebe, no meio da escuridão, um clarão que eternamente cintila sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima.
Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz-lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo. – ”Que queres tu saber ainda?”, pergunta o guarda. – ”És insaciável”.
– ”Se todos aspiram a Lei”, disse o homem. – ”Como é que, durante todos esses anos, ninguém mais, senão eu, pediu para entrar?”.
O guarda da porta, apercebendo-se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte: – ”Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou-me embora e fecho-a”».
Franz Kafka



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E é isto a política. Promessas que não passam do papel, (e modernices), algumas finam-se numa rede social. É isto que a descredibiliza visceralmente.
A política nacional está como o F.C. Porto. «Bateu no fundo». Fez um estrondo, ressoou até lá acima, e desembaraçam-se chacotas e raspanetes à nossa classe politiqueira.
Hoje aqui venho, arraigado da agudeza do “Garanhão Italiano, Rocky Balboa”, e apelo, honrem as promessas!
Quem mais senão o Ministro da Cultura para evidenciar a Arte(!) e Tradição(!) tão lusitana de “enfiar” um par de sopapos, virar costas e vociferar lá do fundo, «Nem tu nem ninguém, meu cabrão!»



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Gloria Taylor, canadiana, tem esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida por doença de Lou Gehrig. Nos próximos anos, os seus músculos depauperarão até que já não consiga andar, manusear um copo, afagar o rosto dos que ama, mastigar, engolir, comunicar, e por fim, mesmo respirar. Então aí, Gloria Taylor falecerá, após vários anos de inaptidão, abraçada em memórias de sofrimento.
Acontece que Gloria Taylor não quer passar por tudo isso. Ela diz querer desaparecer na altura que escolher.
O suicídio não é um criminalizado no Canadá, portanto, como Taylor exprime: «Simplesmente não consigo compreender porque é que a lei diz que os doentes terminais fisicamente aptos estão autorizados a disparar sobre si quando já não podem mais, por serem capazes de empunhar uma arma com firmeza, mas porque a minha doença afecta a capacidade de me mover e controlar o meu corpo, não me é permitida uma ajuda compassiva que me permita cometer um acto equivalente utilizando medicação letal».

Taylor contempla a lei presenteando-a com uma escolha cruel:
- Ou terminar a sua vida quando ainda a acha agradável, mas é capaz de se matar;
- Ou resignar do direito análogo aos demais de terminar as suas vidas quando escolhem.

Ela foi a tribunal, arguindo que as previsões do Código Penal que a acautelam de receber assistência à morte são incongruentes com a Carta Canadiana de Direitos e Liberdades, que dá aos canadianos os direitos à vida, à liberdade, à segurança pessoal e à igualdade.
O processo foi notável pela exaustividade com que a Meritíssima juíza Lynn Smith deslindou as questões éticas que se lhe expunham. Recebeu opiniões periciais de figuras proeminentes, informou-se sobre as partes litigantes. Não apenas canadianos, mas também autoridades na Austrália, Bélgica, Países-Baixos, Nova Zelândia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. A gama de competências abarcava medicina geral, cuidados paliativos, neurologia, análise de invalidez, gerontologia, psiquiatria, psicologia, direito, filosofia e bioética.
Vários destes peritos foram contra-interrogados em tribunal.
Juntamente com o direito de Taylor a morrer, décadas de discussão, polémica e controvérsia sobre assistência à morte foram subordinas ao escrutínio.
No mês passado, Lynn Smith emitiu a sua sentença.

O caso, Carter vs. Canada, poderia servir como um manual de factos, leis e ética da assistência à morte. Por exemplo, tem havido intenso debate sobre a dissemelhança entre a prática aceite de suspender o apoio de vida ou qualquer outro tratamento, sabendo que o paciente provavelmente morrerá por essa falta, e a prática contestada de ajudar activamente um paciente a morrer.
A sentença de Lynn Smith estabelece que «uma distinção ética categórica é ilusória», e de que a ideia de que não existe tal distinção ética é “persuasiva”. Considera, e aceita, um argumento avançado por Wayne Sumner, um distinto filósofo canadiano: «se as circunstâncias do paciente são tais que o suicídio seria eticamente permissível se o paciente o pudesse executar, então é também eticamente permissível ao médico fornecer os meios para que o paciente o execute».
A Meritíssima Lynn Smith também teve de aquilatar se existem considerações ao nível das políticas públicas que contem contra a legalização da morte medicamente assistida. A sua decisão absorve-se principalmente no risco de pessoas vulneráveis – por exemplo, os idosos ou os que são incapazes – serem pressionadas/coagidas a aceitar assistência à morte quando na realidade não a aspiram.
Há pontos de vista conflituantes sobre se a legalização da eutanásia voluntária nos Países Baixos, e da morte medicamente assistida no Oregon, levaram a um aumento no número de pessoas vulneráveis mortas ou assistidas na morte sem o seu consentimento informado e completo. Desde há muitos anos, Herbert Hendin, um psiquiatra e perito em suicídios, vem advogando que as ressalvas incorporadas nestas leis não protegem os vulneráveis. Ostentou provas de tal opinião no julgamento. Também o fez, por outro lado, Hans van Delden, um médico em lares de idosos e bioético holandês que durante os últimos 20 anos tem estado envolvido em todos os principais estudos empíricos de decisões sobre o fim da vida no seu país. Também Peggy Battin, a mais proeminente bioética norte-americana a trabalhar na morte assistida e na eutanásia, prestou declarações.
Nesta disputa, Smith tende firmemente para o lado de van Delden e Battin, concluindo que «as provas empíricas colhidas nas duas jurisdições não suportam a hipótese de que a morte medicamente assistida impôs um risco especial a populações socialmente vulneráveis». Ao contrário, diz: «As provas apoiam a posição do dr. Van Delden de que é possível a um Estado desenhar um sistema que simultaneamente permita a alguns indivíduos o acesso à morte medicamente assistida e proteja socialmente indivíduos e grupos vulneráveis». (O mais recente relatório holandês, publicado depois de Smith ter proferido a sua sentença, confirma que não houve um aumento dramático dos casos de eutanásia nos Países Baixos.)
Smith declarou então, depois de considerar a lei aplicável, que as previsões normativas do Código Penal relativas à assistência médica à morte violam(!) o direito das pessoas incapazes não apenas à igualdade, mas também à vida, à liberdade e à segurança.
Deste modo, A Meritíssima Lynn Smith abriu assim a porta para a assistência médica na morte para qualquer adulto competente, grave e irremediavelmente doente, sob condições não muito diferentes daquelas que se aplicam noutras jurisdições onde a morte clinicamente assistida é legal.
A decisão será quase certamente contestada e, o resultado final parece provável que venha a depender das interpretações que o tribunal de recurso fizer da lei canadiana.
Contudo, o veredicto de Lynn Smith quanto à ética da morte clinicamente assistida – e dos factos relativos a outras jurisdições, como os Países Baixos ou o Oregon, que a consideram – provavelmente permanecerá firme durante muito tempo.



Adaptação de Peter Singer.
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"O PIPOL E A ESCOLA"

«Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem Direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. Primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto Montanhoso? Ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? Ou cuantas estrofes tem um cuadrado? Ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os Lesiades''s, q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a Malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a Malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, quês ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a Malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. Tarei a inzajerar?».
_____________________________
PS: [Texto verídico retirado de uma prova livre de Língua Portuguesa, realizada por um aluno do 9.º ano, numa Escola Secundária das Caldas da Rainha].
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Lograria escrever relativamente a uma grande penalidade não assinalada contra o Bayern. Ou mesmo quanto ao facto do árbitro ir mostrar o segundo cartão amarelo ao Juan Bernat, mas recuar, apercebendo-se que seria a sua expulsão. Poderia sim, mas não faz de todo o meu estilo, muito menos a minha vontade.
Nem mesmo me contenta comentar sobre futebol, (tal como não o fiz em vitórias importantíssimas do meu Benfica) mas hoje, exclusivamente uma palavra me sobrevém. Orgulho! Orgulho que nutro por ser Benfica. Presumivelmente será uma segunda mão complicadíssima e, a ausência do Jonas, infelizmente para Portugal, notar-se-á.
Apesar de tudo, hoje o Benfica foi em grande parte o grão de areia no motor do colossal Bayern. Não é fácil. Não foi.
Mas que orgulho…



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Faria hoje 456 anos de vida. Foi para mim, o edificador do racionalismo moderno, no dia em que defendeu a tese de que «A dúvida é o primeiro passo para o conhecimento».
René Descartes foi acima de tudo o mais, um Guerreiro na subsistência do legado intelectual deixado por Aristóteles que à data, o Clero tentava ostensivamente disseminar.
Mesmo vivendo numa época de descomunais batalhas religiosas, Descartes com a sua sapiência, conservou uma visão clara sobre a perspectiva, o olhar, e a tradição. Conspecção essa que se sustentou, mantém e, manter-se-á inteiramente intemporal como só os colossais Génios sabem germinar.



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Não confio em elegância de exibição. A autêntica, ajusta-se pela discrição, do mesmo modo que da virtude, espera-se o silêncio.


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A necessidade jurídica da criação do termo “Bom pai de família”, que nos acompanha até 2016, é tão romântico que hoje, cai no trôpego.
Não era suficiente aclamar o dever de zelo, o cuidado, a responsabilidade. «Bom pai de família» é uma preciosidade, só que entretanto o homem já foi à lua.
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Lugares-comuns são uma espécie de outlets da inteligência onde, por preços muito fáceis, se compram imitações do pensamento.

Exemplo 1.º: «Portugal - País Pequeno e Periférico»
Que ninguém diga que eu vivo longe porque, na verdade, estou perto do meu vizinho, e se alguma vez a minha casa se tornar significativa, o centro passará por onde eu moro.


Exemplo 2.º: «Não há fumo sem fogo».
Este é o lugar comum que mais me indigna. É o princípio da presunção da inocência, substituído pela presunção da culpabilidade. É bom que se diga bem alto: há, (muitas vezes), fumo sem fogo, sobretudo quando grassa a calúnia, a inveja e a mediocridade.


Exemplo 3: «Duas cabeças pensam melhor que uma».
É falso, notoriamente falso. Quando duas cabeças se juntam, há uma que pensa melhor que a outra (embora, por vezes, se possam complementar). Quando Einstein emigrou para os EUA foi editado na Alemanha um livro intitulado «Cem cientistas contra Einstein». Resposta do visado: «porquê cem? Se estou errado, bastava um!» ou, como dizia o General Paton ao seu Estado-Maior: «se nesta sala todos pensam como eu, então, alguém não está a pensar!».


Exemplo 4.º : «Lá fora...» (referindo-se ao estrangeiro).
A este aplico o último post que escrevi.


Exemplo 5.º: «Vem nos livros...»
Mas quais livros Deus meu! Escritos por quem? Mas será que as pessoas não percebem que a autoridade de um livro é apenas de quem o escreveu, naturalmente uma pessoa que, como qualquer outra, tem os seus «bias», erros, enviesamentos? (uma variante muito utilizada pelos médicos é: «Eles» dizem). Em oposição, o reitor de Harvard, no discurso de encerramento do curso de Medicina começou da seguinte forma: «metade do que vos ensinámos é mentira...não sei qual é essa metade!»


Exemplo 6.º: «Ele(a) tem muita experiência...»
Lembro-me sempre do meu Pai, que gostava de citar Pascal: «Experiência não é o que nos acontece, mas o que fazemos com o que nos acontece...»
para acrescentar da sua própria lavra: «olha o burro, toda a vida à volta da nora... pergunta-lhe o que é uma circunferência!»


Exemplo 7.º: «É o País que temos...»
Habitualmente acompanhado de um movimento de ombros e sobrancelhas que parece querer dizer: nada a fazer, país de idiotas, incúria de irresponsáveis. Este é um País de suplentes, em que poucos parecem querer entrar no campo, e os que ficam sentados, não reconhecem que é a sua equipa que está a perder. Como gostaria de ouvir alguém responder: Este é o País que somos!


Exemplo 8.º: «Da maneira que falaste, perdeste a razão!»
Não, idiotas, não a perdi, (se a tinha), porque se a razão me assiste, bem posso ser malcriado, arrogante, snob, insuportável, desprezível ou colérico, que mantenho como minha a coerência do argumento, independentemente dos decibéis com que a expresso.


Num jantar, ouvi uma vez esta tirada, bem digna de um certo personagem queirosiano.
«Portugal, é um País que não estimula o raciocínio!».
Como tem razão, meu caro Conselheiro.




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Parecia-me suficiente este título, mas se me solicitam para o aprofundar, tornando a ideia mais clara, tudo bem.
- Portugal pode ser o «barquinho à vela» que a destreza da tripulação não permite que vá ao fundo, contudo só navega para onde o vento o leva. E vivemos orgulhosos disso.
Vivemos com a pedagogia iniciática da gesta dos descobrimentos naqueles malfadados testes da primária, e interrogo-me, e depois? E depois afigura-se redutor. Temos gente fantástica, desde que a unidade de medida do nosso valor e grandeza seja o número de prémios ganhos internacionalmente. É isto.
Em súmula, nas mais variadas matérias de fundo, assumimos o nosso mérito pela apreciação que os estrangeiros (seja lá que classe é essa) têm de nós. E vivemos orgulhosos disso.
Entretanto ocorre-me que o Prémio Liderança Transatlântica, a Grande Cruz da Lituânia, e a Medalha de Honra da Cidade de Nicósia, foram todos prémios concedidos ao Sr. Durão Barroso.
O Sr. Durão Barroso está apinhado de prémios estrangeiros, e é quando senão, atestamos que afinal, auferir prémios lá fora, não me aparenta ser um sinal de algo assim tão relevante.
Perdoem-me a memória, é que não me recordo do Sr. Durão Barroso ser rigorosamente fantástico.
Mas claro, vivemos orgulhosos disso.




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Saudade,
Querer a luz de uma janela que não abre.
Adormecer um sono ausente de verdade.
É estar liberto sem liberdade.
Viver um tempo com outra idade.
É ver o fim sem que ele acabe.
Saudade,
É pisar um solo que foi manhã e agora é tarde.
É viver um fogo lento que não arde.
Estar inteiro pela metade.
Viver metade, sem ser cobarde.
É ser poeta...
Saudade,
É estar em pé.
Querer um mundo que não é mas que uma sombra.
É ser capaz de ver a paz onde se esconde.
Amar de longe, estando tão perto.
Amor que dói por ser tão verdadeiro.
Saudade,
É dizer a quem se ama que se guarde.
Descer ao fundo sem sentir que que o fundo acabe.
É ser contente sem felicidade.
Ter a certeza do que não se sabe.
É ter razão sem sentir vaidade.


Pedro Abrunhosa & Duquende



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Para os mais distraídos, desta vez ratificou-se: Dilma Roussef acabou politicamente.
A provável anuência de Lula da Silva, hoje como Ministro de Dilma, beneficiando assim de uma imunidade política que lhe obsta à detenção é, a evidência tácita que o Brasil não está, nunca esteve, e sem mutações de fundo não estará, preparado para ser um “Estado de Direito”.
Não há cores nem partidos. Não pode haver. Quando as instituições são coordenadas ao préstimo individual de políticos, assistimos em poltrona a nada mais que o demolir o conceito de política como instrumento de serviço público.

Repito-me por indispensabilidade e relevo:
- Os governantes com problemas verosímeis com a justiça, devem renunciar de imediato aos seus cargos. Não se coloca em causa o princípio da sua presunção de inocência, mas não é suportável que tornem um governo refém de uma investigação judicial.

A falta de sensatez política de chamar um Ex-Presidente a Ministro, presenteando-o com uma imunidade política que há muito deveria ter sido esmiuçada e legislada convenientemente, excede qualquer limite. Em análise, belisca o sistema democrático brasileiro.



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Este meu malicioso automatismo de delinear perfis com uma antecedência tal que roça a demagogia, ainda vai acabar comigo…
Desde início, disse que Marcelo Rebelo de Sousa partia nesta odisseia com a colossal bonificação de ser sucessor de Cavaco Silva. Todavia, tem o seu elo mais fraco: - O de ser um decisor medíocre.
Um formidável comentador, temerário assistente, porém, fraco juiz.
Até então, Marcelo Rebelo de Sousa enquanto Presidente de República tenta agradar a Deus e ao Demónio.
Replica tudo em concisas e perspicazes deduções e, imediatamente todo o seu inverso.
Tenho firmeza na lufada de ar necessário que Marcelo nos presenteará no pós-Cavaco, contudo, ele terá de ser Presidente da República, tomando decisões pragmáticas.
Por ora, e no início, muitos cairão no erro de confundir as respostas empáticas, com ponderação e equilíbrio, mas quando os jogos amigáveis se volverem profissionais, exigir-lhe-ão que seja um Presidente com decisão.
Há temas estruturantes em que o “Nim” não será uma atitude.



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Vimos partir um ícone maior da representação em Portugal. Nicolau Breyner, acima de actor, era um artista. Mais que a representação, Nicolau Breyner ficará para sempre associado à caixinha dos sonhos que nos habituamos a ter em nossa casa, por onde de vez em quando, ele descia para nos visitar em inúmeras noites após o jantar, e bebia café connosco.


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Ninguém é condenado a uma pena de prisão efectiva, como represália, ou punição pelo mal que perpetrou. As penas, com as suas várias molduras penais, têm as suas finalidades muito próprias de retratar o cidadão para a sociedade. Reintegrá-lo. Outra das suas finalidades assenta naturalmente, na perspectiva da prevenção.
Nesta exacta medida, e respondendo às inúmeras questões colocadas hoje a respeito de um determinado processo, em que a Juíza pela segunda vez recusa a liberdade condicional do recluso, afigura-se, entre outras, uma conclusão simplista.

1. No processo penal para a condenação se aplicar, impõe-se a certeza absoluta da prática do crime. Dizendo isto, significa que não são bastantes os indícios, os prenúncios ou apenas livres vaticínios. É indispensável uma certeza inabalável, de que determinada conduta tipificada como crime, foi praticada por uma exacta pessoa com um nexo causal de efeito específico, consciente das suas acções.

2. Assumindo a veracidade do número anterior, aquando do pedido de liberdade condicional ao tribunal, o recluso não assumindo a culpa, automaticamente está a delimitar uma impossibilidade. A sua reabilitação para a sociedade. Não existe retratamento sem assunção de culpa.



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Celebram-se por ora anos, de uns dos projectos que mais gosto e orgulho me deu em participar.

A Associação Académica da UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE LISBOA (Académica Autónoma), com o impulso apaixonado do seu grande presidente Nuno Nabais, a sempre simpática Arlinda Mestre, restante direcção e demais associados, brindamos a Família Ualense, com o que para muitos parecia ser um propósito de complexo alcance.

Assim, hoje vive a certeza que com esforço, dedicação, e crença, se edificam infindas memórias capazes de subsistir aos tempos e, nos deixam orgulhosos por uma vida.







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O meu nome é Ivo de Almeida, e sou Snoozeahólic.
Posso dormir onze horas num dia que momento algum suplantará o prazer, que aqueles dez minutos em que (no meio de vernáculo deleitante), carrego no botão de Snooze do meu telemóvel, e me afundo na cama mais dez minutos.
Mas atenção. Não são uns dez minutos triviais. São no mínimo, o pináculo da qualidade de vida. É uma versão moderna do Jardim do Éden que surge com música ambiente a oferecer-me Sultans of Swing matutino.
Mas droga para quê? Nos dez minutos de Snooze o deleite é tal, que dou por mim a vulgarizar o fim-de-semana, onde me posso levantar ao meio-dia. Mas não. Não tem o mesmo sabor… Permitam-me viver a vida em pequenos dez minutos repetidos!

Assinado: Um Snoozeahólic pouco anónimo.



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Conhecem aquela sensação de organizar a festa de aniversário, convidar a universidade em peso, e no próprio dia ás 19 horas reparar que nessa precisa noite, naquela maldita hora, há Lady’s night na melhor discoteca de Lisboa? É com as melhores bailarinas, com a melhor música, com as melhores miúdas, e com os rapazes do ginásio. Não se paga entrada, e todo o mundo é Guest List…
Hoje Cavaco Silva arruinou a festa de Marcelo Rebelo de Sousa, organizando uma festa 10 vezes mais apelativa a todos os portugueses.
A festa de “Boas vindas”, será amplamente suplantada pela euforia desmedida da festa do “Adeus a Cavaco”.
Estamos satisfeitos com Marcelo? É possível. Mas deliciosamente fulgurantes com o comboio que fará Cavaco viajar para longe de Belém.



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Enquanto cidadão, sinto-me no preceito de soltar uma «nota de despedida» a este nosso Presidente da República, o Sr. Aníbal Cavaco Silva.
Gostaria inicialmente de salvaguardar que para conhecer bem Cavaco Silva, teremos de nos distanciar da narrativa apática que o próprio tantos anos reiterou, dando a compreender à nação que nada teve a ver com a situação calamitosa em que este nosso Portugal chegou.
Mais, quem o escutou pessoalmente como eu, poderia de forma leviana, alvitrar que atentou em infindos momentos alguém que podia ser/ter efectivamente a solução para um trilho distinto daquele até aqui se escoltou. Nada mais falso.

Fica a questão necessária;
Teve Cavaco Silva responsabilidade na situação a que Portugal se acercou? Existe essa relação? Nexo Causal?

Posto isto, deixo um “curriculum sem saudade” que este nosso Presidente da República se esqueceu.

- Cavaco Silva foi Ministro das Finanças entre 1980 e 1981 no governo da Aliança Democrática.
- Foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1985 e 1995, o que perfaz 10 anos, tornando-o assim:
- Na pessoa que mais tempo esteve no comando do Governo neste país desde o 25 de Abril.
- Foi presidente da República desde 2005 até hoje.
- Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro modificou drasticamente as práticas na economia, nomeadamente reduzindo o intervencionismo do Estado, atribuindo um papel mais relevante à iniciativa privada e aos mecanismos de mercado.


- Foi Cavaco Silva quem desferiu o primeiro assalto sobre o ensino “tendencialmente gratuito”, conforme a nossa Constituição que o mesmo jurou cumprir e fazer cumprir.

- Foi Cavaco Silva o progenitor do célebre “Job for the boys” com a concepção de milhares de “jobs” para os “boys” do PPD/PSD e amigos.
- Acrescentando que inseriu outros milhares de “boys” a recibos verdes no aparelho do Estado.


- Foi na “constância da sua sombra” que principiou a destruição do aparelho produtivo português. Em troca dos subsídios diários vindos da então CEE, iniciou a aniquilação das Pescas, da Agricultura e de alguns sectores da Indústria. EM suma, o aniquilamento dos nossos recursos e capacidades.

- Durante essa época, entravam em Portugal muitos milhões de Euros diariamente como fundos estruturais da CEE. Recordamo-nos todos do quase castiço popular do termo “Tempo das vacas gordas”. Interrogo, como foram aplicados esses fundos?
- O que se investiu na saúde? E na educação? E na formação profissional?
- Que reforma se fez na agricultura? O que foi feito para o desenvolvimento industrial?

Teríamos uma resposta inteligível unicamente estudando os mercados nacionais, mas continuemos.
Terão esses fundos sido sobriamente dissipado sem rigor nem fiscalização?

- Os habitantes do Vale do Ave, minimamente atentos, sabem como muitos milhões vindos da CEE foram subtraídos com a conivência do governo de Cavaco Silva.

- Recordo-me que na época, o concelho de Felgueiras era o local em Portugal com mais Ferrari’s por metro quadrado. Todavia, quando findaram os subsídios da CEE, onde estava a modernização e o investimento das empresas?
Nos carros topo de gama? Seria nas casas de praia em Esposende? Ofir?

- Indago agora, Torres Couto com o seu vencimento durante o Governo de Cavaco Silva.
- Porque teve Torres Couto de ir a tribunal legitimar o desaparecimento de milhões de escudos (na altura) de subsídios para formação profissional.

- Talvez lhe possa perguntar: Como, Porquê e para quê, Cavaco Silva o obsequiou com esse dinheiro.

- Foi também o Primeiro-Ministro Cavaco Silva que em 1989 declinou conceder ao Capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se encontrava bastante doente, uma pensão por “Serviços excepcionais e relevantes prestados ao país”
(Isto, após do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade).

- Mas foi o mesmo primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1992, assinou os pedidos de reforma de 2 Inspectores da polícia PIDE/DGS. (António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão que festejava a liberdade).

- Adivinhem, curiosamente, Cavaco Silva, premiou os 2 Inspectores da polícia PIDE/DGS com a mesma reforma que havia negado ao capitão de Abril Salgueiro Maia, ou seja: “Serviços excepcionais ou relevantes prestados ao país".

- Cavaco Silva pertenceu aos “quadros da PIDE”.

- Recordo-me igualmente que Cavaco Silva e o seu amigo e ministro Dias Loureiro foram os responsáveis por um dos episódios mais repressivos da democracia portuguesa. Quando um movimento de cidadãos, formado de forma espontânea, se juntou na Ponte 25 de Abril, no afamado "buzinão" de bloqueio, em asseveração pelo aumento incomportável das portagens, Dias Loureiro com a concordância de Cavaco Silva, ordenou uma inadequada e desproporcional carga policial contra os manifestantes. Nessa carga policial “irracional”, foi disparado um tiro contra um jovem, que acabou por ficar tetraplégico.

- Foi esta a forma, eram assim a solução. Foi assim na ponte, foi assim com os mineiros da Marinha Grande, foi assim com os estudantes nas galerias do Parlamento.

- Foi ainda no Governo do Primeiro-Ministro Cavaco Silva, que o governo vetou a candidatura de José Saramago a um prémio literário europeu por considerar que o seu romance “O Evangelho segundo Jesus Cristo” era uma ofensiva ao património religioso nacional.
(Este veto, levou José Saramago a abandonar o país para se instalar em Lanzarote, na Espanha, onde viveu até morrer. Considerou Saramago, que não poderia viver num país com censura).

- Sempre se fez acompanhar e, movimentar manifestamente bem. Senão vejamos:

1. Oliveira e Costa - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo Cavaquista entre 1985 e 1991. Ex-presidente do ilustre BPN.

2. Dias Loureiro - Ministro dos governos de Cavaco. Assuntos Parlamentares entre 1987 e 1991, Administração Interna entre 1991 e 1995. Associado aos crimes financeiros do BPN, com ligações ainda não desobscurecidas ao traficante de armas libanês, Abdul Rahman El-Assir, de quem é pessoal amigo.
Foi conselheiro de estado por nomeação directa de Cavaco Silva, função que ocupou com, até já não ser possível manter-se no lugar devido às pressões políticas e judiciais.

3. Ferreira do Amaral - Ministro dos governos de Cavaco. Comércio e Turismo, entre 1985 e 1990, Obras Públicas, Transportes e Comunicações entre 1990 e 1995. Foi nesta condição (ministro das obras públicas) que assinou os contratos de construção da Ponte Vasco da Gama com a Lusoponte, e a concessão (super-vantajosa para a Lusoponte, diga-se) de 40 anos sobre as portagens das duas pontes de Lisboa.
POR COICIDÊNCIA, Ferreira do Amaral é actualmente presidente do conselho de administração da Lusoponte.

4. Cavaco Silva deu a aprovação à lei que obriga o estado a suportar as campanhas eleitorais e os partidos políticos.

5. Cavaco Silva gastou 1,8 milhões na sua última campanha. "A candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de Janeiro gastou na campanha um total de 1,79 milhões de euros, menos de metade do limite legal máximo".

6. Cavaco Silva beneficiou da compra e venda de acções do BPN, que não estavam cotadas na bolsa. Foram transaccionadas pelo próprio presidente do banco. Lucrando Cavaco Silva, mais de 300 mil euros, com prejuízo para o banco.

7. Oliveira Costa vendeu a Cavaco Silva e filha (Patrícia) 250 mil acções da SLN perdendo 1,10 euros em cada".

8. Cavaco Silva dispôs, apenas para a presidência, de um orçamento de 16 milhões de euros. Mais que o Rei de Espanha. Para o primeiro ano deste segundo mandato de Cavaco Silva estiveram disponíveis 16 milhões de euros. Em 1976, havia apenas 99 mil euros para gastar. Mesmo sem calcular com a inflação, em democracia, as despesas de Belém têm subido 18% por ano".

9. Presidência de Cavaco Silva custou 5 vezes mais que a casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante.

10. Cavaco Silva recebeu financiamentos da SLSN/BPN, para a sua campanha, 11 figuras ligadas à SLN entre os financiadores da campanha de Cavaco Silva a Belém em 2006. 130 mil Euros.

11. Cavaco Silva e o Pavilhão Atlântico.

12. A declaração de rendimentos de Cavaco Silva e de Maria Cavaco Silva, em 2010, entregue no Tribunal Constitucional, denuncia ganhos superiores a 999 mil euros, entre trabalho dependente, pensões, ajudas de custo, aplicações em bolsa, depósitos à ordem e a prazo, planos poupança reforma e ações.

13. Ganharam em média, 83 mil euros por mês.

14. O Ex Presidente da República e a sua esposa são ainda titulares de um plano de poupança reforma, no valor de 53 mil euros. Os investimentos do casal também são feitos em obrigações, com uma aplicação na Caixa Geral de Depósitos de 15 mil euros.

15. Cavaco Silva também é depositário de ações, em 10 empresas nacionais, com 101 960 ações.

16. Em 2010, Cavaco Silva reportou rendimentos de trabalho dependente que ascenderam a 138.942,02 euros.

17. Entre o fundo de pensões do Banco de Portugal e a reforma da Caixa Geral de Aposentações, Cavaco silva recebeu em 2010, € 141.519,56.

18. De acordo com a declaração entregue no Tribunal Constitucional, Cavaco Silva era, em 2010, titular de quatro contas à ordem, cujo valor total era de 41.417,16 euros, distribuídos da seguinte forma: BCP (16.881,65 euros); BPI (5543,24 euros); CGD (10.688,15 euros); Montepio Geral (6.304,12 euros).

19. Cavaco Silva surgia, em 2010, como titular de cinco depósitos a prazo: BCP (185.000,00 euros); BCP (175.000,00 euros); BPI (91.000,00 euros); BPI (141.000,00 euros); CGD (20.000,00 euros)

20. O Presidente da República é detentor de um plano de poupança reforma que, no final de 2010, tinha € 53.016,21.

21. Cavaco Silva reportou também uma aplicação em obrigações, constituída na CGD, que era de 15.000,00 euros.

22. O Presidente da República declarou ter 101.960 acções de 10 empresas portuguesas, incluindo da Jerónimo Martins e do BCP.

23. Em 2011, os aposentados que prestam serviço remunerado em serviços públicos ou ocupam cargos públicos, passaram a ter de optar entre receber o vencimento ou a pensão. Cavaco Silva optou pelas reformas, prescindindo assim do vencimento de 6523 euros que a lei atribui ao Chefe de Estado.

24. Cavaco Silva criou a lei que prevê verbas específicas para eleições. O Estado deu 70,5 milhões para financiar as três campanhas. O Orçamento do Estado para 2009 prevê 70,5 milhões de euros para as campanhas partidárias das três eleições que vão acontecer em 2009.

25. O Orçamento do Estado prevê ainda que os sete partidos com representação parlamentar (PS, PSD, CDS, PCP, Verdes e Bloco de Esquerda) venham a receber, no total, 17,2 milhões de euros de subvenção anual. O valor atribuído a cada partido é dependente do número de votos que obteve nas últimas eleições legislativas.

26. Cavaco Silva, recusa-se a revelar as despesas.

27. A Presidência da República continua a não publicar os seus contratos e despesas detalhadas. No portal Base, por exemplo, não se encontra qualquer despesa de Belém.


28. No site da Presidência da República existia desde 2011 uma secção chamada Contratos que nunca teve qualquer informação. Este órgão de soberania chegou a garantir à TVI24 que a situação iria ser corrigida. Como a Presidência nunca mostrou interesse em partilhar essa informação, a secção foi agora apagada.


Cavaco Silva, não outro, é dono e senhor da famosa frase: “Nunca tenho dúvidas e raramente me engano”.

E mais outra frase, também mais recente: “Para ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes”.




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Disse precedentemente que o tema Eutanásia, quer pela sua complexidade técnica, quer por se consubstanciar num Direito individuai, não deve ser susceptível de referendo.
Após ver a reportagem que a SIC passou logo após o Jornal da noite, e a avaliar pelo aglomerado de despropósitos que em dose industrial por ali se foi exposto, cada vez tenho mais essa certeza.
A comunidade portuguesa não está de modo algum preparada, talvez nem devesse estar, para resolver a favor ou contra o direito à Eutanásia. Por outro lado, a questão é uma falácia. Tecnicamente, um falso dilema. Genuinamente, não se poderá responder unicamente, “sim” ou “não”, a uma questão desta natureza, amplitude e particularmente com inúmeras especificidades.




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O lado bom de não saber quando a vida acaba, não saber se estarei aqui na próxima primavera, é eu poder brincar ao imortal neste momento, e sem culpa alguma.


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Hoje fui ter contigo e disse-te só para tu ouvires, "fracassaste…"
Fracassaste quando tentaste ser o meu passado. Tu não és passado. Não consegues ser. Tentaste bastante, mas não és. Não és passado nem nunca serás. Sabes, tu és presente. Tu és esperança. És hoje e amanhã. És o dia após dia e, cada dia ainda és mais um pouco. És oferta, dádiva e amor. Oh, e se és amor! És amor do princípio ao fim, e o fim ainda está tão demorado, sabias? És reflexo, e figurão do meu mundo. Do meu pequeno mundo, neste corpo gigante. És. És uma metade que se abotoou ao meu inteiro. És um espectro que se alastrou em mim primeiro.
Podes viver nas minhas palavras, no meu frio, na solidão, no meu choro, na minha dor, no meu chão, na minha carteira, no meu nome e, até na minha mão.
Mas fracassaste. Tentaste ser passado, e isso não!
Parabéns.



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A velha e ferrugenta bengala creme parecia moderna à força das rugas que a apertavam, e assim, tentava sondar mais meio palmo de chão que teimava em fintar-lhe o corpo.
De coração em esforço, arquejante como outrora perto assisti, balançava da esquerda à direita, onde os cabelos brancos de tantos anos, ao vento iam acusando os solavancos, arrítmicos a cada passo tentado.
Estóica de inúmeras viagens sem tempo, foi perjurada sob a calçada declivosa de Lisboa, e então, em plena Avenida Dom. João XXI, a bengala não tacteou a pequena falha de pedras porque as cataratas não consentiram, esta soltou-se da mão que a fixava, e lançou-se ao chão abandonando-a e traçando-lhe o mesmo infeliz destino.
Que nem portageiro em fuga terminei-lhe a viagem inevitável, agarrando-a. Senti-lhe a fragilidade no corpo, o pânico nos ossos, a afastamento no olhar.
- Obrigado filho, agora é que lá ia eu.
- Tem de ter cuidado, respondi.
- Obrigado. Sabes, fazes-me lembrar o meu neto.
Silêncio. Sorri.
- Quer lhe telefonar? – Mostrei o telemóvel.
Os olhos bem encetados decaíram ao chão, soltou-se do meu braço individualizando-se, como que a sacudir-se da queda que não deu. Inspirou fundo e contestou sem me fitar.
- Não, ele está a trabalhar. Ele não pode. Está a trabalhar. Obrigado, sim?
Acondicionei o telefone no bolso interior do casaco e disse;
- Ele gosta muito de si.
- Como? – Perguntou admirada.
- Dizia que o seu neto, ele gosta muito de si.
Ergueu novamente os olhos brilhantes de entusiasmo, projectou o sorriso mais genuíno da rua, e interrogou-me;
- Tens a certeza?
- Tenho a certeza. Absoluta.


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Todos nós conhecemos, ao longo da nossa vida, aquela pessoa que é impossível perguntar as horas, sem que já seja tarde. Porquê? Porque há pessoas que vivem absolutamente sôfregas por contar coisas. Coisas! Elas existem com a garganta atascada de umas quantas palavras que o cérebro não organizou.
Quando assim é, um banal «Bom dia Senhor Artur!», transfigura-se no libertar as amarras, abrindo os portões daquelas palavras outrora presas, que pulam, escorregam, e se agitam na precisa direcção dos nossos ouvidos, por sinal sensíveis.


- “Mas diga-me minha senhora, parece-lhe ter sido intencional o atropelamento ao seu marido?”
- “Escute, eu já cá ando há munto tempo! Lembro-me como se fosse ontem! Tinha pedido ao Artur para me ir comprar umas batatas à mercearia da Dona Olívia, porque pronto, sei que lá é produto sem aditivos e tudo isso que faz mal... Eu cá prefiro pagar mais, do que ir para Jumbos e quês, tudo bem, mas a batata não presta e vem cheia de olhos… prontos. O meu marido é que já não gosta tanto, porque coitadinho… diz que parece mal. Parece mal porque o Sr. João que é o marido da Dona Olívia le deve uns favores de canalização, porque houve um dia, aqui há uns anos, uns… 3 anos, ou 4. Não, foi há uns 3 sim, sim foi há 3 porque foi quando a minha mais piquena se juntou com o filho do Sr. Tomás. O Tomás da… da… o presidente da junta. Ela andava a tirar lá o curso das massagens e o Sr. Presidente até le arranjou para estagiar e fazer as coisas dela. Diz que tem umas mãos de anjo, e digo-le não é por ser minha filha, não é, mas é munto boa naquilo que faz. Eu a esse respeito tive munta sorte com os meus filhos que nunca foram de drogas nem saídas, nem nada dessas coisas. Por isso, é como le digo.”
- “Exacto, mas diga-me onde estava no dia do atropelamento do seu marido?”
-“ Do meu marido? Credo! Não! Foi o nosso cão que foi atropelado…”


Se neste momento não te ocorre nenhuma pessoa que disperse as conversas, atenção!
Provavelmente tu és a pessoa a quem nunca irei perguntar as horas…
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Como apaixonado por futebol, devo dizer que ver um jogo de futebol ao lado da namorada é o equivalente a levarmos uma calculadora para um exame de matemática, mas sem pilhas. Não fazemos as contas, nem o exame.
É impraticável desfrutar do brilhantismo da equipa, do regozijo da finta ou mesmo da mágica do golo. Porquê? Porque somos bombardeados com interrogações de quem compreende tanto de futebol como eu de física quântica. Experiência insuportável.
Quando assistimos a um jogo, há de forma obrigatória uma questão que surge, porque serve de mote à sua demonstração de interesse:
«Então, onde é que é isto?»
Ora bem, mas qual é o interesse de onde seja o jogo? É num campo. Tanto faz.
Já não bastava o Eliseu ter 256 kg, a rapidez de uma lesma em marcha-atrás, o Benfica estar a perder desde os 3 minutos de jogo e, ainda tenho de saber o número de polícia e morada do estádio onde se realiza o jogo. Neste momento sinto-me competente de enviar cartas, de cabeça, para qualquer estádio de Europa! Foi o que esta idiotice me regalou.
Quando senão, após dois delongados minutos em que coerentemente diga-se, liberto grunhidos histéricos ao mundo porque o árbitro concede “lei de vantagem” a um jogador no meio de 3 adversários, surge:
- “Amor, é possível marcar penalties de cabeça?”
- “Então não é… nos matraquilhos! Agora deixa-me ver o jogo, vá”.


Germinam 7 caretas indigestas porque fui bruto na resposta e, após cinco, sim cinco(!) minutos de silêncio onde focado, transpiro mais que o meio campo do Benfica, ela berra como se um antílope lhe estivesse a mastigar um pé, e afirma:
«AGORA!!! Agora é que o Benfica podia aproveitar para atacar porque a defesa contrária está muito subida amor!»
«Agora… É o intervalo».
(…)
«Pois, mas eu também não concordo com a selecção dos jogadores o Benfica Ivo».
«… Não?»
«Não. Eles só mete os jogadores grandes em campo. Os pequeninos coitados, que estão ali à aquecer há imenso tempo e nada!»
«… São os apanha-bolas
».


E ainda faltam 45 minutos…





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De facto, há imenso tempo que sentia (ou não?) que o Bloco de Esquerda na querela da «adopção por pessoas do mesmo sexo», se movia por questões de fé.
É isso e a minha oposição agressiva à doutrina que determina uma “Família modelo” com: dois pais, uma mãe, e uma Pomba. Não sei... mas parece-me tão irreflectido como principiar um texto com: “De facto”.



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Camilo Lourenço não pagou a mensalidade e, cortaram-lhe o acesso à informação económica do país.
José Gomes Ferreira apercebeu-se e, convidou-o para “ir ver lá a casa”.
Para infortúnio de ambos, também neste o sistema estava em baixo, porque umas vastíssimas Palas bloqueavam o sinal em absoluto.
Exasperados com a situação, quiseram imediatamente mudar de operadora, e foi quando descobriram que se encontravam fidelizados por 250 anos à PàFiana-Telecomunicações .S.A.
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O ódio e o rancor, é a secreção em recipiente fechado de prolongadas impotências.
- Quem odeia deve ultrapassar, e renunciar ao facilitismo de odiar.
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Os proclamadores da aflição estão em depressão. Os cartomantes da desgraça processam as bolas de cristal. Os mensageiros da calamidade incriminam o árbitro.
Os juros a 2 anos caem mais de 50%;
Os juros a 5 anos caem cerca de 10%;
Os juros a 10 anos caem mais de 3%;


A notícia só pode ser falsa, ou é o holocausto que se avizinha.
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A vida também danifica as pessoas.
Hoje, incontáveis são as frases que só me colhem a atenção, quando chegam ao «Mas…».
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Se eu não vencesse um campeonato nacional ...
• há 13 anos, em futebol ...
• há 33 anos, em basquetebol ...
• há 27 anos, em hóquei em patins ...
• há 21 anos, em voleibol ...
• há 18 anos, em corta-mato ...
• há 9 anos, em andebol ...
• há 5 anos, em atletismo de pista ...
• há 4 anos, em atletismo em pista coberta ...
• há 3 anos, em corta-mato curto ...
• há 3 anos, em ténis de mesa ...
• há 1 ano, em futsal ...
... não teria lata para afirmar
"... queremos manter estatuto de maior potência desportiva nacional"!!!
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“Só quando estou sozinho me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesmo e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, numa sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contacto novamente consigo. É um movimento de contracção necessário para recuperar o equilíbrio”
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Na impotência humana de demonstrar a dimensão do meu amor por ti, sobra-me a vida que me deste, para te fazer entender tudo aquilo que é impossível de te explicar.
Obrigado pelo exemplo, pelo amor, pelo tempo. Obrigado por tudo, obrigado por ti!
Obrigado por seres, o melhor de mim.
Amo-te, daqui até à França.
Melhor mãe do mundo.
Filho.



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A inferioridade dos mentirosos é que são acusáveis sem motivo. Ao contrário de outro qualquer delito, onde a indagação incide sobre o “motivo, meio e oportunidade” nestes, a mentira é muitas vezes, tão involuntária quanto a respiração.
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É vital sabermo-nos rir de nós, afinal assim não sendo, sobrevive uma ilegitimidade moral aquando nos rimos de alguém.

Declarada a penhora de 1/6 do vencimento mensal do Executado para pagamento de uma dívida, vem a tribunal requerer em Oposição, que a sua carência económica, não lhe permite após douta decisão, de subsistir pagando as suas obrigações correntes.

Após nobre e filantropa sensatez, delibera o tribunal em REDUZIR a penhora do Executado para 1/5(!) do seu vencimento.

A matemática é uma ciência admirável.



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É natural dizer-se que António Costa é um político que fica aquém do discurso entusiasta de tantos outros. É legítimo julgarem-no ineficaz por tal facto, porém, quem pensava que António Costa era igual a outros do passado, está equivocado.
Há um mérito absoluto que lhe deve ser entregue. António Costa é um homem de consensos. Fê-lo internamente, e destacou-se repetidamente nas negociações internacionais.
António Costa conseguiu de uma só retesada cumprir as suas promessas eleitorais, honrando compromissos europeus. Pela primeira vez, diga-se.
Quem do alto da sua sapiência sectária bramava-se a pulmões plenos que não existia alternativa. Ainda há curtas semanas se traçava a obrigatória devolução da sobretaxa. Desacertaram profundamente.
Podem concordar, discordar, contudo, não é intelectualmente honesto ignorar que este orçamento é diferente. Repõe rendimentos, luta contra as desigualdades sociais, é inovador, é anti - austeridade e pró- futuro.
É dissemelhante taxar a gasolina, os bancos, o IMI dos imóveis (dos bancos), o tabaco, do que os baixos rendimentos dos portugueses. É esta a enorme diferença para com o Governo anterior.
António Costa demonstrou finalmente que não existe mais um Governo submisso. Que não pensa em ir além da Troika. Existe até então, um Governo que se pode discutir a forma, mas jamais o empenho na construção de um futuro assente num novo paradigma para a sua comunidade.
Aprovado este orçamento, António Costa acabou com o aluno subserviente.
E pasmem-se os comentadores do infortúnio, o Governo não caiu? A coligação não se desfez? A comissão Europeia aceitou o orçamento?
Os Deuses estão absolutamente loucos!



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É hoje um dia pesaroso!
Em matérias sensíveis como esta não há clubes, cores, ou sentimentos revanchistas. Assistimos por ora ao sumiço de uma promessa desportiva inestimável. E conceber que há tão pouco tempo Carrillo era na opinião do Cérebro, pedra basilar da sua equipa (!) enquanto no Ritz, degustavam a tentadora sugestão de “Trufa Branca”. Chegou mesmo, a ser mencionado como condição sine qua non porém hoje, tão drasticamente se inutilizou, de uma assinatura para outra.
Tornou-se pérfido, deplorável, paupérrimo.
Ora deixem lá, a equipa B precisa de reforços.



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Só um apontamento e, sem de forma alguma lançar ideias epidérmicas.
Naturalmente que após o arquivamento de um processo como é o “Caso dos Vouchers”, parece-me que uma instituição como o Sport Lisboa e Benfica, fica numa posição desconfortável no que concerne ao seu bom-nome, credibilidade e honra, quando determinadas declarações ao serem proferidas através de um meio de comunicação social, em horário nobre e, onde a difusão da mesma é obviamente amplificada, e pela pessoa que foi, com as responsabilidades que tem, abre-se aqui um espaço onde a instituição visada poderá querer ver-se judicialmente ressarcida dos seus direitos.
Á luz do arquivamento do processo, poder-se-á entender que as palavras proferidas pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal, não tiveram outro conteúdo ou sentido senão o da difamação, tendo sido verdadeiramente lesivas da honra e consideração do visado.
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Há alguns anos que não beneficiávamos um inquilino em Belém capaz.
A eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, nas circunstâncias actuais, só pode ser observada como uma notícia generosa.
Hoje a vitória é de todos os votantes. De todos menos daqueles que rebuscam leituras partidárias atribuindo vitórias e derrotas em eleições presidenciais. Não as há. Por favor, Portugal.
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É como visado que escrevo estas dolorosas palavras. Têm sido veiculadas infelizes e falsas declarações que colocam em causa a rectidão da minha formação pessoal.
Vejamos:
«Vem Doutor para aqui, Doutor para ali» e, qualquer pessoa de boa-fé, pode averiguar que desde meados de Dezembro de 1986, em todas as formações básicas que frequentei, só não chumbei por faltas por especial altruísmo das entidades avaliadoras. Sempre fui um deplorável aluno e, nunca consegui iludir para benefício conveniente. Nada.

Como declaração de interesse, repúdio essa conotação sub-entendida de diplomacia que me é dirigida em feição de ultraje e desonra, especialmente, em momento que mais que nunca se discute a sua parca eficácia na sociedade portuguesa. Quero crescer como pessoa, alicerçar a minha família de forma estável e confiante, contudo são estas sombras pesadas demais.
Não existe da minha parte o menor preconceito acerca dos Srs. Drs., convivo com alguns, sou a favor do casamento entre si, e mesmo a adopção, porém não sei, nem irei aprender a fazer um nó de gravata. Isso não.
Doutor é que não, há lá maior difamação!
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Quintino Aires é em si, uma vigorosa campanha de difamação e descredibilidade da Psicologia e, dos seus profissionais.
Aquando da repreensão feita pelo Conselho Jurisdicional da Ordem dos Psicólogos, lamenta-se a pena de dois anos ter sido deliberada como suspensa na sua execução, pelo que consente que tal figura com (i)responsabilidades manifestas, gravite no panorama audiovisual, envolto de apreciações mundanas bem ao estilo de Reality Shows baratos.
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Ausentou-se com 89 anos uma figura ímpar da história nacional, onde nas mais altas funções do estado, o seu contributo para a consolidação democrática não deve ser esquecido.
O país está mais árido e, a política portuguesa de luto.
Um abraço fraterno.:



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Ultrapassar a estupefacção da "criminalização do piropo" é, apercebermo-nos que este, tipifica uma moldura penal superior ao crime de "Injuria" ou "Difamação".
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"Eu sou a esquerda da direita, a direita da esquerda, o centro do centro, a parte baixa dos que estão em cima, a parte superior dos que estão em baixo, o liberal dos conservadores, o conservador dos liberais, o católico dos ateus, o ateu dos católicos. Sou o que os senhores quiserem desde que votem em mim".
Ass: Marcelo Rebelo de Sousa
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Se é óbvio que Marcelo Rebelo de Sousa vencerá estas presidenciais de cadeira, não é menos evidente que tem a avidez necessária para ser indistintamente tudo e, meticulosamente o seu contrário.
A supremacia que Marcelo conserva neste momento, coloca-o no trono da apatia onde tem medo de saber algo, não opina sobre nada e, não sente coisa alguma.
Este “Cavaco Silva a cores” recorda-me aquele petiz que na escola olha para a tampa da caneta ou finca a unha na borracha verde, porque sente que assim dissimulado, a professora jamais o chamará para ir ao quadro.



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Para a última mensagem deste ano, quero deixar um grande reconhecimento a todos vós que de alguma forma fizeram parte do meu ano, desejando-vos os infindos sucessos merecidos.
Que 2016 traga a luz e humanidade que escasseia.
Um abraço Fraterno.



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Ao inverso dos 45 minutos do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, a SIC somente brindou o Professor Sampaio da Nóvoa com 20 minutos rápidos. Todavia, foi mais que o suficiente para que este revela-se aos mais desatentos a sua personalidade, o discurso fascinante, confiante e, esperançoso.
Os jornalistas sem facilitar, arrojaram as oportunas e comerciais armadilhas envoltas da «política politiqueira» com que o queriam enredar, mas com sagacidade e elegância livrou-se destas, sobressaindo o essencial da sua carta de princípios.
Sampaio da Nóvoa conseguiu hospedar a ordem na entrevista, em nome da sensatez e, da escusa em confirmar palpites entretanto irradiados pelos jornais e ali contestados.
Sampaio da Nóvoa reiterou a característica independente da sua candidatura, neutra e exógena em relação aos partidos, capaz de admitir apoios de todos os partidos de esquerda, e não só, porque também reproduz sectores sociais e culturais não diretamente a ela vinculados.
Quando persistiram no tom, a resposta foi elegante, mas sem contemplações: “não venho aqui em nome de tricas políticas, em nome de intrigas, em nome de ajustes de contas partidárias, não venho em nome da política do mesmo. (…) Venho em nome de outra maneira de estar na política, numa outra maneira de participar no futuro de Portugal – do país da Educação, do Conhecimento, da Cultura. Do país que leva tudo isso para a Economia e para a sociedade. De um país que leva tudo isso para a livre iniciativa das pessoas, das instituições e das empresas.”
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"Aquele que crê possuir a verdade não se preocupa em procurá-la, da mesma forma que o justo satisfeito com a sua virtude negligencia o seu aperfeiçoamento moral.
A intuição dirige-se aos espíritos inquietos, àqueles que não se satisfazem com aquilo que puderam aprender.
Aquele que adere a um intangível credo religioso, filosófico, científico ou político comete um erro em dirigir-se à porta do Templo: aí só poderá comportar-se como um intruso.
A vocação iniciática encontra-se no seio desses vagabundos espirituais que erram na noite após terem desertado da sua escola ou igreja por lá não terem encontrado a verdadeira Luz
".



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