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CrIvo de Almeida™

Enquanto cidadão, sinto-me no preceito de soltar uma «nota de despedida» a este nosso Presidente da República, o Sr. Aníbal Cavaco Silva.
Gostaria inicialmente de salvaguardar que para conhecer bem Cavaco Silva, teremos de nos distanciar da narrativa apática que o próprio tantos anos reiterou, dando a compreender à nação que nada teve a ver com a situação calamitosa em que este nosso Portugal chegou.
Mais, quem o escutou pessoalmente como eu, poderia de forma leviana, alvitrar que atentou em infindos momentos alguém que podia ser/ter efectivamente a solução para um trilho distinto daquele até aqui se escoltou. Nada mais falso.

Fica a questão necessária;
Teve Cavaco Silva responsabilidade na situação a que Portugal se acercou? Existe essa relação? Nexo Causal?

Posto isto, deixo um “curriculum sem saudade” que este nosso Presidente da República se esqueceu.

- Cavaco Silva foi Ministro das Finanças entre 1980 e 1981 no governo da Aliança Democrática.
- Foi Primeiro-Ministro de Portugal entre 1985 e 1995, o que perfaz 10 anos, tornando-o assim:
- Na pessoa que mais tempo esteve no comando do Governo neste país desde o 25 de Abril.
- Foi presidente da República desde 2005 até hoje.
- Cavaco Silva enquanto primeiro-ministro modificou drasticamente as práticas na economia, nomeadamente reduzindo o intervencionismo do Estado, atribuindo um papel mais relevante à iniciativa privada e aos mecanismos de mercado.


- Foi Cavaco Silva quem desferiu o primeiro assalto sobre o ensino “tendencialmente gratuito”, conforme a nossa Constituição que o mesmo jurou cumprir e fazer cumprir.

- Foi Cavaco Silva o progenitor do célebre “Job for the boys” com a concepção de milhares de “jobs” para os “boys” do PPD/PSD e amigos.
- Acrescentando que inseriu outros milhares de “boys” a recibos verdes no aparelho do Estado.


- Foi na “constância da sua sombra” que principiou a destruição do aparelho produtivo português. Em troca dos subsídios diários vindos da então CEE, iniciou a aniquilação das Pescas, da Agricultura e de alguns sectores da Indústria. EM suma, o aniquilamento dos nossos recursos e capacidades.

- Durante essa época, entravam em Portugal muitos milhões de Euros diariamente como fundos estruturais da CEE. Recordamo-nos todos do quase castiço popular do termo “Tempo das vacas gordas”. Interrogo, como foram aplicados esses fundos?
- O que se investiu na saúde? E na educação? E na formação profissional?
- Que reforma se fez na agricultura? O que foi feito para o desenvolvimento industrial?

Teríamos uma resposta inteligível unicamente estudando os mercados nacionais, mas continuemos.
Terão esses fundos sido sobriamente dissipado sem rigor nem fiscalização?

- Os habitantes do Vale do Ave, minimamente atentos, sabem como muitos milhões vindos da CEE foram subtraídos com a conivência do governo de Cavaco Silva.

- Recordo-me que na época, o concelho de Felgueiras era o local em Portugal com mais Ferrari’s por metro quadrado. Todavia, quando findaram os subsídios da CEE, onde estava a modernização e o investimento das empresas?
Nos carros topo de gama? Seria nas casas de praia em Esposende? Ofir?

- Indago agora, Torres Couto com o seu vencimento durante o Governo de Cavaco Silva.
- Porque teve Torres Couto de ir a tribunal legitimar o desaparecimento de milhões de escudos (na altura) de subsídios para formação profissional.

- Talvez lhe possa perguntar: Como, Porquê e para quê, Cavaco Silva o obsequiou com esse dinheiro.

- Foi também o Primeiro-Ministro Cavaco Silva que em 1989 declinou conceder ao Capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se encontrava bastante doente, uma pensão por “Serviços excepcionais e relevantes prestados ao país”
(Isto, após do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade).

- Mas foi o mesmo primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1992, assinou os pedidos de reforma de 2 Inspectores da polícia PIDE/DGS. (António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão que festejava a liberdade).

- Adivinhem, curiosamente, Cavaco Silva, premiou os 2 Inspectores da polícia PIDE/DGS com a mesma reforma que havia negado ao capitão de Abril Salgueiro Maia, ou seja: “Serviços excepcionais ou relevantes prestados ao país".

- Cavaco Silva pertenceu aos “quadros da PIDE”.

- Recordo-me igualmente que Cavaco Silva e o seu amigo e ministro Dias Loureiro foram os responsáveis por um dos episódios mais repressivos da democracia portuguesa. Quando um movimento de cidadãos, formado de forma espontânea, se juntou na Ponte 25 de Abril, no afamado "buzinão" de bloqueio, em asseveração pelo aumento incomportável das portagens, Dias Loureiro com a concordância de Cavaco Silva, ordenou uma inadequada e desproporcional carga policial contra os manifestantes. Nessa carga policial “irracional”, foi disparado um tiro contra um jovem, que acabou por ficar tetraplégico.

- Foi esta a forma, eram assim a solução. Foi assim na ponte, foi assim com os mineiros da Marinha Grande, foi assim com os estudantes nas galerias do Parlamento.

- Foi ainda no Governo do Primeiro-Ministro Cavaco Silva, que o governo vetou a candidatura de José Saramago a um prémio literário europeu por considerar que o seu romance “O Evangelho segundo Jesus Cristo” era uma ofensiva ao património religioso nacional.
(Este veto, levou José Saramago a abandonar o país para se instalar em Lanzarote, na Espanha, onde viveu até morrer. Considerou Saramago, que não poderia viver num país com censura).

- Sempre se fez acompanhar e, movimentar manifestamente bem. Senão vejamos:

1. Oliveira e Costa - Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do governo Cavaquista entre 1985 e 1991. Ex-presidente do ilustre BPN.

2. Dias Loureiro - Ministro dos governos de Cavaco. Assuntos Parlamentares entre 1987 e 1991, Administração Interna entre 1991 e 1995. Associado aos crimes financeiros do BPN, com ligações ainda não desobscurecidas ao traficante de armas libanês, Abdul Rahman El-Assir, de quem é pessoal amigo.
Foi conselheiro de estado por nomeação directa de Cavaco Silva, função que ocupou com, até já não ser possível manter-se no lugar devido às pressões políticas e judiciais.

3. Ferreira do Amaral - Ministro dos governos de Cavaco. Comércio e Turismo, entre 1985 e 1990, Obras Públicas, Transportes e Comunicações entre 1990 e 1995. Foi nesta condição (ministro das obras públicas) que assinou os contratos de construção da Ponte Vasco da Gama com a Lusoponte, e a concessão (super-vantajosa para a Lusoponte, diga-se) de 40 anos sobre as portagens das duas pontes de Lisboa.
POR COICIDÊNCIA, Ferreira do Amaral é actualmente presidente do conselho de administração da Lusoponte.

4. Cavaco Silva deu a aprovação à lei que obriga o estado a suportar as campanhas eleitorais e os partidos políticos.

5. Cavaco Silva gastou 1,8 milhões na sua última campanha. "A candidatura de Cavaco Silva às eleições presidenciais de Janeiro gastou na campanha um total de 1,79 milhões de euros, menos de metade do limite legal máximo".

6. Cavaco Silva beneficiou da compra e venda de acções do BPN, que não estavam cotadas na bolsa. Foram transaccionadas pelo próprio presidente do banco. Lucrando Cavaco Silva, mais de 300 mil euros, com prejuízo para o banco.

7. Oliveira Costa vendeu a Cavaco Silva e filha (Patrícia) 250 mil acções da SLN perdendo 1,10 euros em cada".

8. Cavaco Silva dispôs, apenas para a presidência, de um orçamento de 16 milhões de euros. Mais que o Rei de Espanha. Para o primeiro ano deste segundo mandato de Cavaco Silva estiveram disponíveis 16 milhões de euros. Em 1976, havia apenas 99 mil euros para gastar. Mesmo sem calcular com a inflação, em democracia, as despesas de Belém têm subido 18% por ano".

9. Presidência de Cavaco Silva custou 5 vezes mais que a casa Real espanhola, em valores absolutos e 18 vezes mais por habitante.

10. Cavaco Silva recebeu financiamentos da SLSN/BPN, para a sua campanha, 11 figuras ligadas à SLN entre os financiadores da campanha de Cavaco Silva a Belém em 2006. 130 mil Euros.

11. Cavaco Silva e o Pavilhão Atlântico.

12. A declaração de rendimentos de Cavaco Silva e de Maria Cavaco Silva, em 2010, entregue no Tribunal Constitucional, denuncia ganhos superiores a 999 mil euros, entre trabalho dependente, pensões, ajudas de custo, aplicações em bolsa, depósitos à ordem e a prazo, planos poupança reforma e ações.

13. Ganharam em média, 83 mil euros por mês.

14. O Ex Presidente da República e a sua esposa são ainda titulares de um plano de poupança reforma, no valor de 53 mil euros. Os investimentos do casal também são feitos em obrigações, com uma aplicação na Caixa Geral de Depósitos de 15 mil euros.

15. Cavaco Silva também é depositário de ações, em 10 empresas nacionais, com 101 960 ações.

16. Em 2010, Cavaco Silva reportou rendimentos de trabalho dependente que ascenderam a 138.942,02 euros.

17. Entre o fundo de pensões do Banco de Portugal e a reforma da Caixa Geral de Aposentações, Cavaco silva recebeu em 2010, € 141.519,56.

18. De acordo com a declaração entregue no Tribunal Constitucional, Cavaco Silva era, em 2010, titular de quatro contas à ordem, cujo valor total era de 41.417,16 euros, distribuídos da seguinte forma: BCP (16.881,65 euros); BPI (5543,24 euros); CGD (10.688,15 euros); Montepio Geral (6.304,12 euros).

19. Cavaco Silva surgia, em 2010, como titular de cinco depósitos a prazo: BCP (185.000,00 euros); BCP (175.000,00 euros); BPI (91.000,00 euros); BPI (141.000,00 euros); CGD (20.000,00 euros)

20. O Presidente da República é detentor de um plano de poupança reforma que, no final de 2010, tinha € 53.016,21.

21. Cavaco Silva reportou também uma aplicação em obrigações, constituída na CGD, que era de 15.000,00 euros.

22. O Presidente da República declarou ter 101.960 acções de 10 empresas portuguesas, incluindo da Jerónimo Martins e do BCP.

23. Em 2011, os aposentados que prestam serviço remunerado em serviços públicos ou ocupam cargos públicos, passaram a ter de optar entre receber o vencimento ou a pensão. Cavaco Silva optou pelas reformas, prescindindo assim do vencimento de 6523 euros que a lei atribui ao Chefe de Estado.

24. Cavaco Silva criou a lei que prevê verbas específicas para eleições. O Estado deu 70,5 milhões para financiar as três campanhas. O Orçamento do Estado para 2009 prevê 70,5 milhões de euros para as campanhas partidárias das três eleições que vão acontecer em 2009.

25. O Orçamento do Estado prevê ainda que os sete partidos com representação parlamentar (PS, PSD, CDS, PCP, Verdes e Bloco de Esquerda) venham a receber, no total, 17,2 milhões de euros de subvenção anual. O valor atribuído a cada partido é dependente do número de votos que obteve nas últimas eleições legislativas.

26. Cavaco Silva, recusa-se a revelar as despesas.

27. A Presidência da República continua a não publicar os seus contratos e despesas detalhadas. No portal Base, por exemplo, não se encontra qualquer despesa de Belém.


28. No site da Presidência da República existia desde 2011 uma secção chamada Contratos que nunca teve qualquer informação. Este órgão de soberania chegou a garantir à TVI24 que a situação iria ser corrigida. Como a Presidência nunca mostrou interesse em partilhar essa informação, a secção foi agora apagada.


Cavaco Silva, não outro, é dono e senhor da famosa frase: “Nunca tenho dúvidas e raramente me engano”.

E mais outra frase, também mais recente: “Para ser mais honesto do que eu tem de nascer duas vezes”.




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Disse precedentemente que o tema Eutanásia, quer pela sua complexidade técnica, quer por se consubstanciar num Direito individuai, não deve ser susceptível de referendo.
Após ver a reportagem que a SIC passou logo após o Jornal da noite, e a avaliar pelo aglomerado de despropósitos que em dose industrial por ali se foi exposto, cada vez tenho mais essa certeza.
A comunidade portuguesa não está de modo algum preparada, talvez nem devesse estar, para resolver a favor ou contra o direito à Eutanásia. Por outro lado, a questão é uma falácia. Tecnicamente, um falso dilema. Genuinamente, não se poderá responder unicamente, “sim” ou “não”, a uma questão desta natureza, amplitude e particularmente com inúmeras especificidades.




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O lado bom de não saber quando a vida acaba, não saber se estarei aqui na próxima primavera, é eu poder brincar ao imortal neste momento, e sem culpa alguma.


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Hoje fui ter contigo e disse-te só para tu ouvires, "fracassaste…"
Fracassaste quando tentaste ser o meu passado. Tu não és passado. Não consegues ser. Tentaste bastante, mas não és. Não és passado nem nunca serás. Sabes, tu és presente. Tu és esperança. És hoje e amanhã. És o dia após dia e, cada dia ainda és mais um pouco. És oferta, dádiva e amor. Oh, e se és amor! És amor do princípio ao fim, e o fim ainda está tão demorado, sabias? És reflexo, e figurão do meu mundo. Do meu pequeno mundo, neste corpo gigante. És. És uma metade que se abotoou ao meu inteiro. És um espectro que se alastrou em mim primeiro.
Podes viver nas minhas palavras, no meu frio, na solidão, no meu choro, na minha dor, no meu chão, na minha carteira, no meu nome e, até na minha mão.
Mas fracassaste. Tentaste ser passado, e isso não!
Parabéns.



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A velha e ferrugenta bengala creme parecia moderna à força das rugas que a apertavam, e assim, tentava sondar mais meio palmo de chão que teimava em fintar-lhe o corpo.
De coração em esforço, arquejante como outrora perto assisti, balançava da esquerda à direita, onde os cabelos brancos de tantos anos, ao vento iam acusando os solavancos, arrítmicos a cada passo tentado.
Estóica de inúmeras viagens sem tempo, foi perjurada sob a calçada declivosa de Lisboa, e então, em plena Avenida Dom. João XXI, a bengala não tacteou a pequena falha de pedras porque as cataratas não consentiram, esta soltou-se da mão que a fixava, e lançou-se ao chão abandonando-a e traçando-lhe o mesmo infeliz destino.
Que nem portageiro em fuga terminei-lhe a viagem inevitável, agarrando-a. Senti-lhe a fragilidade no corpo, o pânico nos ossos, a afastamento no olhar.
- Obrigado filho, agora é que lá ia eu.
- Tem de ter cuidado, respondi.
- Obrigado. Sabes, fazes-me lembrar o meu neto.
Silêncio. Sorri.
- Quer lhe telefonar? – Mostrei o telemóvel.
Os olhos bem encetados decaíram ao chão, soltou-se do meu braço individualizando-se, como que a sacudir-se da queda que não deu. Inspirou fundo e contestou sem me fitar.
- Não, ele está a trabalhar. Ele não pode. Está a trabalhar. Obrigado, sim?
Acondicionei o telefone no bolso interior do casaco e disse;
- Ele gosta muito de si.
- Como? – Perguntou admirada.
- Dizia que o seu neto, ele gosta muito de si.
Ergueu novamente os olhos brilhantes de entusiasmo, projectou o sorriso mais genuíno da rua, e interrogou-me;
- Tens a certeza?
- Tenho a certeza. Absoluta.


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Todos nós conhecemos, ao longo da nossa vida, aquela pessoa que é impossível perguntar as horas, sem que já seja tarde. Porquê? Porque há pessoas que vivem absolutamente sôfregas por contar coisas. Coisas! Elas existem com a garganta atascada de umas quantas palavras que o cérebro não organizou.
Quando assim é, um banal «Bom dia Senhor Artur!», transfigura-se no libertar as amarras, abrindo os portões daquelas palavras outrora presas, que pulam, escorregam, e se agitam na precisa direcção dos nossos ouvidos, por sinal sensíveis.


- “Mas diga-me minha senhora, parece-lhe ter sido intencional o atropelamento ao seu marido?”
- “Escute, eu já cá ando há munto tempo! Lembro-me como se fosse ontem! Tinha pedido ao Artur para me ir comprar umas batatas à mercearia da Dona Olívia, porque pronto, sei que lá é produto sem aditivos e tudo isso que faz mal... Eu cá prefiro pagar mais, do que ir para Jumbos e quês, tudo bem, mas a batata não presta e vem cheia de olhos… prontos. O meu marido é que já não gosta tanto, porque coitadinho… diz que parece mal. Parece mal porque o Sr. João que é o marido da Dona Olívia le deve uns favores de canalização, porque houve um dia, aqui há uns anos, uns… 3 anos, ou 4. Não, foi há uns 3 sim, sim foi há 3 porque foi quando a minha mais piquena se juntou com o filho do Sr. Tomás. O Tomás da… da… o presidente da junta. Ela andava a tirar lá o curso das massagens e o Sr. Presidente até le arranjou para estagiar e fazer as coisas dela. Diz que tem umas mãos de anjo, e digo-le não é por ser minha filha, não é, mas é munto boa naquilo que faz. Eu a esse respeito tive munta sorte com os meus filhos que nunca foram de drogas nem saídas, nem nada dessas coisas. Por isso, é como le digo.”
- “Exacto, mas diga-me onde estava no dia do atropelamento do seu marido?”
-“ Do meu marido? Credo! Não! Foi o nosso cão que foi atropelado…”


Se neste momento não te ocorre nenhuma pessoa que disperse as conversas, atenção!
Provavelmente tu és a pessoa a quem nunca irei perguntar as horas…
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Como apaixonado por futebol, devo dizer que ver um jogo de futebol ao lado da namorada é o equivalente a levarmos uma calculadora para um exame de matemática, mas sem pilhas. Não fazemos as contas, nem o exame.
É impraticável desfrutar do brilhantismo da equipa, do regozijo da finta ou mesmo da mágica do golo. Porquê? Porque somos bombardeados com interrogações de quem compreende tanto de futebol como eu de física quântica. Experiência insuportável.
Quando assistimos a um jogo, há de forma obrigatória uma questão que surge, porque serve de mote à sua demonstração de interesse:
«Então, onde é que é isto?»
Ora bem, mas qual é o interesse de onde seja o jogo? É num campo. Tanto faz.
Já não bastava o Eliseu ter 256 kg, a rapidez de uma lesma em marcha-atrás, o Benfica estar a perder desde os 3 minutos de jogo e, ainda tenho de saber o número de polícia e morada do estádio onde se realiza o jogo. Neste momento sinto-me competente de enviar cartas, de cabeça, para qualquer estádio de Europa! Foi o que esta idiotice me regalou.
Quando senão, após dois delongados minutos em que coerentemente diga-se, liberto grunhidos histéricos ao mundo porque o árbitro concede “lei de vantagem” a um jogador no meio de 3 adversários, surge:
- “Amor, é possível marcar penalties de cabeça?”
- “Então não é… nos matraquilhos! Agora deixa-me ver o jogo, vá”.


Germinam 7 caretas indigestas porque fui bruto na resposta e, após cinco, sim cinco(!) minutos de silêncio onde focado, transpiro mais que o meio campo do Benfica, ela berra como se um antílope lhe estivesse a mastigar um pé, e afirma:
«AGORA!!! Agora é que o Benfica podia aproveitar para atacar porque a defesa contrária está muito subida amor!»
«Agora… É o intervalo».
(…)
«Pois, mas eu também não concordo com a selecção dos jogadores o Benfica Ivo».
«… Não?»
«Não. Eles só mete os jogadores grandes em campo. Os pequeninos coitados, que estão ali à aquecer há imenso tempo e nada!»
«… São os apanha-bolas
».


E ainda faltam 45 minutos…





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De facto, há imenso tempo que sentia (ou não?) que o Bloco de Esquerda na querela da «adopção por pessoas do mesmo sexo», se movia por questões de fé.
É isso e a minha oposição agressiva à doutrina que determina uma “Família modelo” com: dois pais, uma mãe, e uma Pomba. Não sei... mas parece-me tão irreflectido como principiar um texto com: “De facto”.



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Camilo Lourenço não pagou a mensalidade e, cortaram-lhe o acesso à informação económica do país.
José Gomes Ferreira apercebeu-se e, convidou-o para “ir ver lá a casa”.
Para infortúnio de ambos, também neste o sistema estava em baixo, porque umas vastíssimas Palas bloqueavam o sinal em absoluto.
Exasperados com a situação, quiseram imediatamente mudar de operadora, e foi quando descobriram que se encontravam fidelizados por 250 anos à PàFiana-Telecomunicações .S.A.
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O ódio e o rancor, é a secreção em recipiente fechado de prolongadas impotências.
- Quem odeia deve ultrapassar, e renunciar ao facilitismo de odiar.
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Os proclamadores da aflição estão em depressão. Os cartomantes da desgraça processam as bolas de cristal. Os mensageiros da calamidade incriminam o árbitro.
Os juros a 2 anos caem mais de 50%;
Os juros a 5 anos caem cerca de 10%;
Os juros a 10 anos caem mais de 3%;


A notícia só pode ser falsa, ou é o holocausto que se avizinha.
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A vida também danifica as pessoas.
Hoje, incontáveis são as frases que só me colhem a atenção, quando chegam ao «Mas…».
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Se eu não vencesse um campeonato nacional ...
• há 13 anos, em futebol ...
• há 33 anos, em basquetebol ...
• há 27 anos, em hóquei em patins ...
• há 21 anos, em voleibol ...
• há 18 anos, em corta-mato ...
• há 9 anos, em andebol ...
• há 5 anos, em atletismo de pista ...
• há 4 anos, em atletismo em pista coberta ...
• há 3 anos, em corta-mato curto ...
• há 3 anos, em ténis de mesa ...
• há 1 ano, em futsal ...
... não teria lata para afirmar
"... queremos manter estatuto de maior potência desportiva nacional"!!!
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“Só quando estou sozinho me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesmo e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, numa sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contacto novamente consigo. É um movimento de contracção necessário para recuperar o equilíbrio”
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Na impotência humana de demonstrar a dimensão do meu amor por ti, sobra-me a vida que me deste, para te fazer entender tudo aquilo que é impossível de te explicar.
Obrigado pelo exemplo, pelo amor, pelo tempo. Obrigado por tudo, obrigado por ti!
Obrigado por seres, o melhor de mim.
Amo-te, daqui até à França.
Melhor mãe do mundo.
Filho.



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A inferioridade dos mentirosos é que são acusáveis sem motivo. Ao contrário de outro qualquer delito, onde a indagação incide sobre o “motivo, meio e oportunidade” nestes, a mentira é muitas vezes, tão involuntária quanto a respiração.
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É vital sabermo-nos rir de nós, afinal assim não sendo, sobrevive uma ilegitimidade moral aquando nos rimos de alguém.

Declarada a penhora de 1/6 do vencimento mensal do Executado para pagamento de uma dívida, vem a tribunal requerer em Oposição, que a sua carência económica, não lhe permite após douta decisão, de subsistir pagando as suas obrigações correntes.

Após nobre e filantropa sensatez, delibera o tribunal em REDUZIR a penhora do Executado para 1/5(!) do seu vencimento.

A matemática é uma ciência admirável.



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É natural dizer-se que António Costa é um político que fica aquém do discurso entusiasta de tantos outros. É legítimo julgarem-no ineficaz por tal facto, porém, quem pensava que António Costa era igual a outros do passado, está equivocado.
Há um mérito absoluto que lhe deve ser entregue. António Costa é um homem de consensos. Fê-lo internamente, e destacou-se repetidamente nas negociações internacionais.
António Costa conseguiu de uma só retesada cumprir as suas promessas eleitorais, honrando compromissos europeus. Pela primeira vez, diga-se.
Quem do alto da sua sapiência sectária bramava-se a pulmões plenos que não existia alternativa. Ainda há curtas semanas se traçava a obrigatória devolução da sobretaxa. Desacertaram profundamente.
Podem concordar, discordar, contudo, não é intelectualmente honesto ignorar que este orçamento é diferente. Repõe rendimentos, luta contra as desigualdades sociais, é inovador, é anti - austeridade e pró- futuro.
É dissemelhante taxar a gasolina, os bancos, o IMI dos imóveis (dos bancos), o tabaco, do que os baixos rendimentos dos portugueses. É esta a enorme diferença para com o Governo anterior.
António Costa demonstrou finalmente que não existe mais um Governo submisso. Que não pensa em ir além da Troika. Existe até então, um Governo que se pode discutir a forma, mas jamais o empenho na construção de um futuro assente num novo paradigma para a sua comunidade.
Aprovado este orçamento, António Costa acabou com o aluno subserviente.
E pasmem-se os comentadores do infortúnio, o Governo não caiu? A coligação não se desfez? A comissão Europeia aceitou o orçamento?
Os Deuses estão absolutamente loucos!



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É hoje um dia pesaroso!
Em matérias sensíveis como esta não há clubes, cores, ou sentimentos revanchistas. Assistimos por ora ao sumiço de uma promessa desportiva inestimável. E conceber que há tão pouco tempo Carrillo era na opinião do Cérebro, pedra basilar da sua equipa (!) enquanto no Ritz, degustavam a tentadora sugestão de “Trufa Branca”. Chegou mesmo, a ser mencionado como condição sine qua non porém hoje, tão drasticamente se inutilizou, de uma assinatura para outra.
Tornou-se pérfido, deplorável, paupérrimo.
Ora deixem lá, a equipa B precisa de reforços.



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Só um apontamento e, sem de forma alguma lançar ideias epidérmicas.
Naturalmente que após o arquivamento de um processo como é o “Caso dos Vouchers”, parece-me que uma instituição como o Sport Lisboa e Benfica, fica numa posição desconfortável no que concerne ao seu bom-nome, credibilidade e honra, quando determinadas declarações ao serem proferidas através de um meio de comunicação social, em horário nobre e, onde a difusão da mesma é obviamente amplificada, e pela pessoa que foi, com as responsabilidades que tem, abre-se aqui um espaço onde a instituição visada poderá querer ver-se judicialmente ressarcida dos seus direitos.
Á luz do arquivamento do processo, poder-se-á entender que as palavras proferidas pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal, não tiveram outro conteúdo ou sentido senão o da difamação, tendo sido verdadeiramente lesivas da honra e consideração do visado.
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Há alguns anos que não beneficiávamos um inquilino em Belém capaz.
A eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, nas circunstâncias actuais, só pode ser observada como uma notícia generosa.
Hoje a vitória é de todos os votantes. De todos menos daqueles que rebuscam leituras partidárias atribuindo vitórias e derrotas em eleições presidenciais. Não as há. Por favor, Portugal.
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É como visado que escrevo estas dolorosas palavras. Têm sido veiculadas infelizes e falsas declarações que colocam em causa a rectidão da minha formação pessoal.
Vejamos:
«Vem Doutor para aqui, Doutor para ali» e, qualquer pessoa de boa-fé, pode averiguar que desde meados de Dezembro de 1986, em todas as formações básicas que frequentei, só não chumbei por faltas por especial altruísmo das entidades avaliadoras. Sempre fui um deplorável aluno e, nunca consegui iludir para benefício conveniente. Nada.

Como declaração de interesse, repúdio essa conotação sub-entendida de diplomacia que me é dirigida em feição de ultraje e desonra, especialmente, em momento que mais que nunca se discute a sua parca eficácia na sociedade portuguesa. Quero crescer como pessoa, alicerçar a minha família de forma estável e confiante, contudo são estas sombras pesadas demais.
Não existe da minha parte o menor preconceito acerca dos Srs. Drs., convivo com alguns, sou a favor do casamento entre si, e mesmo a adopção, porém não sei, nem irei aprender a fazer um nó de gravata. Isso não.
Doutor é que não, há lá maior difamação!
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Quintino Aires é em si, uma vigorosa campanha de difamação e descredibilidade da Psicologia e, dos seus profissionais.
Aquando da repreensão feita pelo Conselho Jurisdicional da Ordem dos Psicólogos, lamenta-se a pena de dois anos ter sido deliberada como suspensa na sua execução, pelo que consente que tal figura com (i)responsabilidades manifestas, gravite no panorama audiovisual, envolto de apreciações mundanas bem ao estilo de Reality Shows baratos.
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Ausentou-se com 89 anos uma figura ímpar da história nacional, onde nas mais altas funções do estado, o seu contributo para a consolidação democrática não deve ser esquecido.
O país está mais árido e, a política portuguesa de luto.
Um abraço fraterno.:



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Ultrapassar a estupefacção da "criminalização do piropo" é, apercebermo-nos que este, tipifica uma moldura penal superior ao crime de "Injuria" ou "Difamação".
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"Eu sou a esquerda da direita, a direita da esquerda, o centro do centro, a parte baixa dos que estão em cima, a parte superior dos que estão em baixo, o liberal dos conservadores, o conservador dos liberais, o católico dos ateus, o ateu dos católicos. Sou o que os senhores quiserem desde que votem em mim".
Ass: Marcelo Rebelo de Sousa
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Se é óbvio que Marcelo Rebelo de Sousa vencerá estas presidenciais de cadeira, não é menos evidente que tem a avidez necessária para ser indistintamente tudo e, meticulosamente o seu contrário.
A supremacia que Marcelo conserva neste momento, coloca-o no trono da apatia onde tem medo de saber algo, não opina sobre nada e, não sente coisa alguma.
Este “Cavaco Silva a cores” recorda-me aquele petiz que na escola olha para a tampa da caneta ou finca a unha na borracha verde, porque sente que assim dissimulado, a professora jamais o chamará para ir ao quadro.



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Para a última mensagem deste ano, quero deixar um grande reconhecimento a todos vós que de alguma forma fizeram parte do meu ano, desejando-vos os infindos sucessos merecidos.
Que 2016 traga a luz e humanidade que escasseia.
Um abraço Fraterno.



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Ao inverso dos 45 minutos do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, a SIC somente brindou o Professor Sampaio da Nóvoa com 20 minutos rápidos. Todavia, foi mais que o suficiente para que este revela-se aos mais desatentos a sua personalidade, o discurso fascinante, confiante e, esperançoso.
Os jornalistas sem facilitar, arrojaram as oportunas e comerciais armadilhas envoltas da «política politiqueira» com que o queriam enredar, mas com sagacidade e elegância livrou-se destas, sobressaindo o essencial da sua carta de princípios.
Sampaio da Nóvoa conseguiu hospedar a ordem na entrevista, em nome da sensatez e, da escusa em confirmar palpites entretanto irradiados pelos jornais e ali contestados.
Sampaio da Nóvoa reiterou a característica independente da sua candidatura, neutra e exógena em relação aos partidos, capaz de admitir apoios de todos os partidos de esquerda, e não só, porque também reproduz sectores sociais e culturais não diretamente a ela vinculados.
Quando persistiram no tom, a resposta foi elegante, mas sem contemplações: “não venho aqui em nome de tricas políticas, em nome de intrigas, em nome de ajustes de contas partidárias, não venho em nome da política do mesmo. (…) Venho em nome de outra maneira de estar na política, numa outra maneira de participar no futuro de Portugal – do país da Educação, do Conhecimento, da Cultura. Do país que leva tudo isso para a Economia e para a sociedade. De um país que leva tudo isso para a livre iniciativa das pessoas, das instituições e das empresas.”
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"Aquele que crê possuir a verdade não se preocupa em procurá-la, da mesma forma que o justo satisfeito com a sua virtude negligencia o seu aperfeiçoamento moral.
A intuição dirige-se aos espíritos inquietos, àqueles que não se satisfazem com aquilo que puderam aprender.
Aquele que adere a um intangível credo religioso, filosófico, científico ou político comete um erro em dirigir-se à porta do Templo: aí só poderá comportar-se como um intruso.
A vocação iniciática encontra-se no seio desses vagabundos espirituais que erram na noite após terem desertado da sua escola ou igreja por lá não terem encontrado a verdadeira Luz
".



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Faz hoje 80 anos que partiu o eterno Fernando Pessoa .:

"Ó tocadora de harpa, se eu beijasse
Teu gesto, sem beijar as tuas mãos!,
E, beijando-o, descesse pelos desvãos
Do sonho, até que enfim eu o encontrasse
Tornado Puro Gesto, gesto-face
Da medalha sinistra — reis cristãos
Ajoelhando, inimigos e irmãos,
Quando processional o andor passasse!...
Teu gesto que arrepanha e se extasia...
O teu gesto completo, lua fria
Subindo, e em baixo, negros, os juncais...
Caverna em estalactites o teu gesto...
Não poder eu prendê-lo, fazer mais
Que vê-lo e que perdê-lo!... E o sonho é o resto...
"


Mantém-se perpétuo na alma de todos nós, deixando-nos a sua Arte-Real .:



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Estamos a amamentar um mundo indesejável. Os nossos apetites têm vindo a obliterar todo e qualquer valor imprescindível a uma sociedade fraterna. As nossas elites embriagam-nos com elocuções inflamadas, que nos concebem sôfregos do prazer. Terroristas dos nossos gozos. Discursos galvanizadores têm-se destapado como o perigo dos últimos 50 anos.
- O desporto transformou-se no lugar onde o despautério e ofensas pessoais são toleráveis demonstrações de vigor.
- Na política, sub-roga-se o interesse nacional ao oportunismo e habilidades vantajosas, soltando um incomensurável espaço para o revanchismo crónico.
- Mesmo a religião, propaga hoje um requintado efeito bélico, dilacerante para a nobreza do conceito.
Carecemos urgentemente de líderes que saibam apartar-se da atitude dos liderados.
Basta do líder que clama de veias dilaceradas o nome de um clube, partido, ou herói, porque hoje temos ânsia de uma elite que acima de proteger as suas cores, considere germinar consensos.
Não por si, por nós. Por todos.
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Deixo em exclusivo uma nota de congratulação à nomeação da Professora Doutora Constança Urbano de Sousa.
Foi Co-Orientadora da minha Dissertação de Mestrado, e abandona a Direcção do Departamento de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa, para nos representar como Ministra da Administração Interna do XXI Governo da República.
Sai da mui nobre Universidade Autónoma de Lisboa, mas deixa-nos a convicção que a todos nos trará orgulho e admiração.
Obrigado.


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«Desde 1982, com a revisão constitucional, os governos deixaram de responder politicamente perante o presidente da República. Ora, se um governo que passa na Assembleia, partindo da hipótese que passa na Assembleia, não responde perante o presidente da República - e só responde perante a Assembleia da República - então não fazem qualquer sentido governos de iniciativa presidencial».

Aníbal Cavaco Silva, Julho de 2013
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Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em
consideração as condições do mundo.
Esta é a minha religião.



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Para as relações resultarem, mais do que amor é necessário disponibilidade para amar. 
Há momentos da nossa vida em que necessitamos de que seja alguém a dar o tiro de partida por muitas armas carregadas que possuamos. Estamos tristes e magoados. Na verdade, estamos pela primeira vez impedidos de oferecer o que queremos dar. Queremos, mas simplesmente não conseguimos, porque dói. Dói muito. Imenso.
Todos esses momentos são superáveis quando encontramos alguém disposto a dar o tiro por nós. Alguém a antecipar-se à nossa dor e dizer, «hoje sou eu e estou aqui por ti». É bom.
Mas por sua vez, torna-se particularmente complexo quando o nosso melhor guerreiro precisa do mesmo que nós. Então aí, aguarda que do outro lado se dispare com força bastante para nos libertar. Produz-se uma indisponibilidade de disparo. Um beco de apatia, onde ambos querem mas ninguém faz. Ninguém pode, aliás.
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Hoje em Paris, atacou-se a humanidade.
Nunca se fará justiça.
Perpetuarão-se incólumes todos os ataques cobardes praticados e, tentar que a justiça os emende, tornar-se-ia num desempenho absolutamente egoísta.

A Liberdade, Igualdade e, a Fraternidade são valores da humanidade.




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Foram 4 anos onustos do mais elevado vitupério ao Tribunal Constitucional, com a hiperactividade acéfala de quem desconhece a constituição e, por indissociabilidade a democracia.
Inúmeras propostas foram e nenhuma delas incidiu sobre uma revisão da Constituição, mas em odisseia de aflições, Passos demissionário grita em rebuliço e alarido: “Constituição é quando um homem quiser/precisa!”
O pânico do pesadelo da esquerda tornou-se o desespero da direita e, por ora, reflecte-se em cartazes imorais da JSD e, nesta atitude pirómana que revela que por ideologia sediciosa o poder legislativo pode viver subordinado ao partidário.
Errado meu caro Chávez.


Mais me aguça a curiosidade, que este PM demissionário tendo como comparsa de governo, a única deputada que leu e domina a Constituição da República Portuguesa, não o informar que há um adamastor no art. 286.º chamado “dois terços”.
Nota: Sr.ª deputada, única que leu e domina a Constituição da República Portuguesa, redima-se da insolência, mantenha-se persuadida da sua aparente sapiência, e familiarize o PR que se for incompatibilidade ideológica indigitar o único programa maioritário da AR a formar Governo, tem sempre o art. 131.º/1.
Com estilo, renuncia o cargo.
Disse(?)
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Em 1999, o PS ganhou as eleições e teve mais votos e mais deputados do que na eleição anterior, em 1995. Mas não conseguiu a maioria absoluta, ficando com 115 deputados. Perante isto, e sem dispor de qualquer maioria ou solução de governo alternativa, PSD apresenta uma moção de rejeição e tenta derrubar o governo.
Moção de rejeição N.º 2/VIII apresentada pelo PSD.

O Programa apresentado à Assembleia da República pelo XIV Governo Constitucional é, confessadamente, a simples reprodução do manifesto eleitoral com que o Partido Socialista se apresentou a eleições em 10 de Outubro último.
O seu conteúdo é, pois, em tudo idêntico àquilo contra o que o PSD, democrática e convictamente, se bateu durante a campanha eleitoral e que afinal não mereceu a adesão maioritária dos portugueses.
O PSD disputou as eleições combatendo os propósitos socialistas e apresentando propostas diferentes, que consubstanciavam claramente um governo e uma governação alternativa à governação socialista.

É precisamente em nome dessa clareza e da necessária transparência política de princípios e dos compromissos assumidos com o eleitorado, que o PSD afirma hoje a sua rejeição ao mesmíssimo programa político que ontem denunciou e combateu perante o País.
O programa socialista não era bom para Portugal antes das eleições e continua a ser mau nesta sua segunda edição, agora publicado pelo Governo.
Esse foi, também, o entendimento expresso pela maioria dos eleitores, pelo que competia ao Partido Socialista a procura de soluções que merecessem o apoio político que sozinho não obteve.
Não o ter feito é aos socialistas e apenas aos socialistas que naturalmente responsabiliza.

Nestes termos, ao abrigo do n.º 3 do artigo 192.º da Constituição e das normas regimentais competentes, o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata propõe que seja rejeitado o Programa do Governo apresentado à Assembleia da República pelo XIV Governo Constitucional.
Palácio de São Bento, 3 de Novembro de 1999. O Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, António d' Orey Capucho.

E hoje, das palavras de Jack Kerouac retiro:
«Vive a tua memória e assombra-te».



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Virou-se a página do chavão litigante que o “procedimento foi executado com o total respeito LEGIS ARTIS do ofício”, mas mais importante é, que estas transformações sejam concebidas ao abrigo de uma justiça cada vez mais nobre.
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O Estabelecimento Prisional do Linhó promoveu na semana passada uma sessão de “Justiça Restaurativa”.
Ou seja, o momento em que alguns reclusos (condenados por violência doméstica e roubo) se confrontam com as vítimas, no ensaio de compreenderem e suplantar o mal do crime.
Observei imensas lágrimas, alguns abraços e uma máxima evidenciou-se, “Qualquer homem é maior que o seu erro”.
Este tipo de iniciativas promovem um contributo essencial para a recuperação emocional das vítimas, ao mesmo tempo que se caminha para a recuperação social do recluso.
Seria positivo que todos os agentes da justiça notassem que a história do direito penal não finda no crime nem na condenação. Num estado de direito democrático, onde naturalmente não é solução a neutralização dos infractores, ressocializar é uma necessidade.
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De forma geral e sem abordar nenhum processo em específico, faz-me alguma aflição quando distintos comentadores jurídicos deslindam que uma providência cautelar traduz o desmoronar da democracia. (?)
Em modesta opinião desmoronar a democracia, passaria por um cidadão assistir de primeira fila à violação de inúmeros direitos fundamentais, sem ter a oportunidade de prevenir ou reparar a sua imensa violação.
É necessário clarificar que a justiça popular não existe.
Quando insistem, nasce antes uma vingança social, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
E isto é, a edificação da democracia?
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas têm, uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.
E isto é, a edificação da democracia?
Nesta odisseia imensa, observo órgãos de comunicação sociais que são autênticos boletins oficiosos da justiça no país. Trapaceira total.
Tanta é a comunicação social, que fabrica Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos, apontando o dedo ao arguido, que nesta tramitação muito própria, já é culpado antes de o ser.
E isto é, a edificação da democracia?
Demonizado, perseguido, e não mais merece a salvaguarda da sua dignidade social. Venha o comboio da violação da honra, do bom nome, vida privada, reputação.
E isto é, a edificação da democracia?
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável. Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. O casamento perfeito.
Mas apesar disso, digam-me, isto contribui para a edificação da democracia?
Infelizmente, alguma comunicação social decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações politizadas e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
E isto é, a edificação da democracia?
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Depois de toda a propaganda em torno da devolução da sobretaxa, esta desce de 35% para 9,7%. Afinal existem surpresas! Calma. É tradição?

José Gomes Ferreira :


" Uma vergonhosa manipulação das contas do Estado".
" Uma vergonhosa manipulação política".
" Já passaram as eleições, já o podem dizer claramente"
.
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Porque quem manda na democracia não é a tradição. Aparentemente Cavaco Silva conseguiu em 8 minutos o que não tinha acontecido em 41 anos de democracia: a união da esquerda. Parabéns ao Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República. Saudações extensivas ao Diogo Leão e João Torres. Força e convicção no exercício das novas funções na luta e defesa pelos direitos dos portugueses.
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Preciso iniciar esta nota dizendo que a decisão do Presidente da República era espectável e, quanto a mim, sensata e legítima! Em democracia governa quem ganha as eleições. Contudo, a comunicação é no mínimo insólita.  O conteúdo assertivo de hoje dissipou-se, no ruído da forma como o fez. Ouvimos novamente, um dirigente partidário e não um Presidente da República.

- A fundamentação que o Presidente da República utilizou, revelou a sua já ratificada tendenciosidade, omitindo que ‘tradição’ pode ser lei Civil, porém, jamais Constitucional. Nem pode ser invocada para resolver uma situação nova.
- Deveria ter aberto a sua justificação, recordando-se do valor da palavra. Valor da palavra quando expressou apenas indigitar um Primeiro-Ministro com maioria parlamentar. Era perfeitamente contornável, mas não se ouviu.


- O Presidente da República pode definir quais são os partidos na governação, porém, jamais com o fundamento de serem antí-europeístas. Catalogou-os, e deixou passar uma imagem perigosa – que BE e PCP, em razão da sua ideologia política, não têm os mesmos direitos democráticos do que os outros partidos – (Democraticamente) anulou a existência de dois partidos.


- Neste sentido interrogo, quando é que Cavaco vai recomendar a ilegalização do PC e do BE? Postura perigosa Sr. Presidente.

- Recordo-me do CDS ser um partido antí-europeísta. Neste caso o Presidente da República já credenciou a fidelidade da sua conversão?


- Por fim e no que à Lei diz respeito, falhou!
O Exmo. Sr. Presidente da República jamais deveria abalroar o art. 187.º n.º 1 da C.R.P., interpretando-o como obrigacional na indigitação que acabara de promover. Não é. Está claro na letra da lei que “Ter em conta os resultados” não significa “em consequência dos resultados”. O que modifica substancialmente a interpretação inadequada que fez.


- Caro Presidente da República era “proibido” dar a entender um impedimento ou incumbência emergente do Art. 187.º n.º 1 da C.R.P., porque manifestamente não existe. E porque o P.R. deveria acima de tudo, dominar a Constituição. Esse tema pedia o seu silêncio. Optou por evidenciá-lo, quanto a mim, erroneamente.
(Para não falar que existiu em 1982 um proposta de alteração à redacção do artigo, que concluiu chumbada).


- Aparenta-se notória a decisão de apresentar na A.R. uma moção de rejeição por parte da CDU. Deveria imperar o sentido de estado, e mais que nunca, a sagacidade.
Astúcia ao ponto de se produzir anuências com a coligação, serenar as hostes com algum eleitorado, unificar o partido, e o PS ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.


Na política não se ganha pelo vigor do ataque, mas pelo momento certo de o lançar. Não é agora.


Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.



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Para quem trabalha todos os dias para se conceber a justiça, poucas consequências serão tão relevantes e satisfatórias, como a vinculação teórica da “finalidade das penas”, à realidade dos estabelecimentos prisionais.
Este é um relato pesaroso contudo, enche-nos de esperança.
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Em democracia governa quem ganha as eleições. É sabida a horrenda complexidade de assumir derrotas eleitorais em Portugal, mas seria imprescindível existir a firmeza do novo governo e demais líderes partidários, colherem as mensagens claras que o povo português desordenadamente deixou expresso nas legislativas. Contudo, aproveitar-se, para alcançar uma vitória pretensiosa na secretaria, não me parece que seja esse o propósito das eleições. Deveria predominar o sentido de estado.
Tenho para mim que toda esta odisseia de entendimento entre a esquerda em contraponto com a reunião contraproducente à direita, nada mais é que um factor intencionalmente destabilizador. Com tremenda eficácia, diga-se. Disso não passa. Não creio que um governo PS/BE/CDU seja materializável.
Em oposição à visão democrática, temos um P.R.(?) que sem encapotar a sua ideologia política, violou a C.R.P. no seu art. 187.º n.º 1, e/ou não sendo este o entendimento, jamais deveria ter reunido com P.P.C., descorando os demais partidos com assento parlamentar.
Não que este não merece-se, mas acredito que o PS será astucioso ao ponto de se entender com a coligação, fazendo as pazes com algum eleitorado, e ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.
Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.
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Eram 18:12h e em Celorico de Basto, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ser candidato a Presidente da República.
Desenganem-se os que acreditam tratar-se de um rasgo de última vontade. Esta candidatura, e do que tão bem conheço do Professor Marcelo, foi uma medida cuidada com minudência. É então, uma decisão que resulta de uma “campanha eleitoral privada” de longos meses. Aparições imprevistas na Festa do Avante, o primeiro a chegar e, o último a abandonar concertos em Oeiras cumprimentando pessoas até às 5 da manhã, Marcelo fê-lo com habilidade. É sem dúvida, a figura que mais apoio obtém no espectro político nacional, da direita à esquerda.
No seu discurso de hoje, conseguiu em 12 minutos demonstrar o que é ser um presidente. Aquilo que Cavaco Silva em 10 anos fracassou.
Demonstrou nesses mesmos 12 minutos, uma cariz Social-democrata, como o PSD desde 2010 não o faz.
Ergue-se o primeiro candidato verdadeiramente presidenciável.

Esquerda portuguesa, façam atenção.
Muita atenção.



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Não me permitiria dar sequência à ausência do Presidente da República das celebrações ou sequer ao feriado que sucumbiu às privações europeias. Não podia sem deixar uma observação sobre o dia comemorativo do 105.º aniversário da implementação da República.
A República está anémica. Amontoavam-se infindos sonhos, mas hoje, pelo espelho retrovisor admiram-se os estilhaços dos vidros quebrados, de um tempo de igualdade que nunca chegou. Uma liberdade que se desformou, e uma fraternidade que ainda não conheci.
É tempo de vigília às palavras. Retirar do papel, e oferecer ao mundo. É tempo de esperança.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade, e não podia ser de outra forma.
Viva a República!



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Nunca ninguém morre politicamente. Aliás, conheço um político que mesmo depois da sua morte terrena, ao fim de 45 anos, ainda se manifesta em força no país.
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Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Abandona-me no local onde ocupa uma dor superior a cinco continentes unidos, no cerco onde as palavras não mais têm vivacidade e o riso é um luxo do passado.

Gritam todas as noites as memórias da ‘ida ás molas’, dos smarties em sofisticados calmantes de descanso soalheiro, e o aconchego do amor. Não do amor dito, comentado ou escrito. Gritam as nostalgias do amor exprimido, das mil e uma maneiras possíveis que alguém possui de gritar que nos ama.

Foi embora fragmento de mim, fracção da minha história, retalho do meu passado. Foi embora a professora, retirou-se a anciã, afastou-se a amiga, alienou-se a pequena mãe, transferiu-se a Avó, a minha Avozinha.

Com esta saída, fico cerceado de liberdade, por não haver eco do amor que te tenho.

Fica agora o sobressalto dos dias sem pé, a claustrofobia do metro e noventa dentro do frasco de formol. Só algo supera. O Orgulho incomensurável de te ter vivido.

Amo-te, e amar-te-ei até ao último suspiro de força que tenha para o libertar.

Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Amo-te*


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Está naturalmente cumprido o meu dever cívico.
Em consequência dos princípios que há 41 anos foram com bravura conquistados, é justo enaltecer que hoje é o dia maior da democracia. Temos de triunfar contra a abstenção.
A redução desta será sempre observada, com uma enorme jubilação, para qualquer democrata, independentemente das suas convicções políticas ou partidárias.
É o voto que concede a verdadeira liberdade individual de cada cidadão, fundando a vontade colectiva.
Por ora, devemos lutar para que a abstenção caía.
Que vença a democracia!



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Após uma descida do Chiado apoteótica, encerra em Almada, a campanha do PS com um discurso vitalizador e afónico de António Costa, para uma moldura humana atestada de gente com vontade em mudar este paradigma nefasto da direita. Nunca vi um comício em Almada com tamanha adesão, de um partido que não a CDU.
Fantástico.




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Orgulho! Hoje tivemos um Benfica de Champions. Num jogo complicado, foi uma vitória de garra, perseverança, concatenação e, principalmente, de personalidade. Uma equipa matura com a irreverência dos mais jovens da nossa formação, onde só a gestão precisa com a sagaz inteligência de um treinador, permitiu somar 3 pontos de forma sólida.
Caros amigos, aqui ficam alguns detalhes.
1. O Cérebro não acreditava nessa ciência, mas afinal parece que Gonçalo Guedes e Nelson Semedo nasceram mesmo 10 vezes, conseguiram lugar na equipa principal, e pasme-se, foram a Madrid vencer.
2. O Benfica já não ganhava em Espanha há 2 anos.
3. Benfica em 2 jogos arrecada 3 Milhões de Euros.
4. Diego Simeone é treinador do Atlético de Madrid há 4 anos e nunca tinha perdido em casa.
5. Nesses 4 anos, nem Cristiano Ronaldo nem Messi venceram no Vicente Calderón.
6. Atlético de Madrid já ganhou ao Real Madrid este ano.
7. O Atlético de Madrid não perdia há 27 jogos para competições europeias.
8. Não sofria golos há 7 jogos.
9. Atlético de Madrid é actualmente finalista da Liga dos Campeões.
10. O meu treinador utilizou a palavra “Redundância” na flash interview. Irreal.


Hoje existiu um V de Vitória.
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O PCTP/MRPP foi severamente criticado em razão dos seus cartazes “Morte aos traidores”. Faz sentido.
Nem tanto é que, o PCTP/MRPP tem como cabeça de lista o Dr. António Garcia Pereira, que foi, por sua vez, advogado do Dr. Paulo Portas no Processo Portucale.
É isto.



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Tornou-se pública a decisão do T.R.L., e em vários órgãos de comunicação social, muitas foram as vozes de experientes juristas, que se levantaram em torno dos arts. 86.º n.º 4, e 5, 88.º e 89 do C.P.P., alegando peremptóriamente que os despachos do J.I.C. relativamente ao Segredo de justiça são irrecorríveis, e neste sentido, não lhes caberia recurso para o T.R.L..
Sem querer colocar em causa a opinião política, de inúmeros juristas, não posso corroborar com tal entendimento.

O Processo Penal é em regra público, contudo, pode o J.I.C., mediante requerimento do arguido, do assistente, e ouvindo o M.P., determinar, durante a fase de inquérito, que o processo fica sujeito ao Segredo de Justiça, se entender que essa publicidade prejudicaria a investigação necessária. Foi o que aconteceu no processo Marquês.
O Segredo de Justiça, cfr. art. 86.º n.º 4 do C.P.P., poderá ser levantado mediante requerimento do arguido, do assistente, ou mesmo oficiosamente pelo M.P.. No caso do arguido ou assistente solicitar o levantamento do Segredo de Justiça, todavia o M.P. assim não o determinar, o requerimento é remetido ao J.I.C., que decide por despacho irrecorrível, cfr. art. 86.º n.º 5 do C.P.P..
Por sua vez, o n.º 6 de art. 89.º do mesmo diploma, plasma que o M.P. pode em requerimento, solicitar ao J.I.C., uma prorrogação do Segredo de Justiça por um período de 3 meses, contados após findar a fase de Inquérito.

É aqui que, na minha opinião, se sustenta a aparente confusão pública, porque o T.R.L. não apreciou um recurso apresentado pela defesa do arguido, mas antes, um pedido do M.P. para prorrogar o Segredo de Justiça nos termos e ao abrigo do disposto do art. 89.º n.º6, que é por sua vez, absolutamente recorrível (!).

NO QUE RESPEITA À DECISÃO

O despacho de prorrogação do Segredo de Justiça apresentado pelo M.P., deve ser fundamentado explicando tal necessidade, porém é absolutamente ilegal observá-lo como medida cautelar, ou baseando-se noutro processo que corre os seus termos nos mesmo Tribunal. Foi, infelizmente para a imagem do nosso M.P., o que aconteceu, e em humilde opinião, a bem da justiça nacional, parcialmente provido o recurso apresentado.

NOTA:
1. José Sócrates: Ao contrário da defesa do Eng.º José Sócrates, não observo esta decisão como uma vitória para estes.
2. M.P.: Observo uma lancinante derrota para o M.P., pela decisão, e principalmente, pela fundamentação subtilmente indiciosa de uma estratégia do investigador, servindo-se do Segredo de Justiça como uma arma de arremesso ao serviço da ignorância do arguido.
3. J.I.C.: Também o J.I.C. não foi poupado no acórdão, na medida em que toda a “auto-estrada do segredo”, sem regras, passou sem qualquer portagem pelo Dr. Carlos Alexandre, que desprotegeu de forma grave os interesses e as garantias do arguido, que desde 2003 continua sem ser confrontado com os factos e provas que existem contra ele.

Por outro lado, levantando-se o Segredo de Justiça desde a data de 15 de Abril de 2015, e existindo meios de comunicação social constituídos assistentes no processo, temo seriamente, que dimensões trará este acesso no que respeita à esfera política já nas eleições de dia 4 de Outubro.


Justiça social é um nome pomposo para “Vingança”.
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Bem-vindos à política - Quem vier atrás que feche a porta.
Esta coligação irresponsável vê cair o desamparado baluarte, que à falta de mais, vangloriou para demonstrar uma evolução inexistente – O Défice (!).
- Neste momento o défice não é de 4,5% mas antes de 7,2% (!) que é o mesmo que dizer, o Défice é exactamente igual ao de 2011!

O Défice é neste momento, o maior fracasso da governação desta Coligação.
A Srª. Ministras das Finanças Maria Luís Albuquerque, deveria escrever isto 100 vezes no quadro de argila para aprender que mentir é feio. (Entretanto vou ser ameaçado pelo seu marido!).

Mais longe, este Governo conseguiu gastar num semestre a verba que tinha para 10 meses.

Isto são pérfidas notícias para todos os portugueses, mas agravam-se acentuadamente aquando o Primeiro-ministro reflecte sobre o tema em nome de eleições. Então tudo vale:
- “ É dinheiro que está a render”
- “ É dinheiro que os bancos portugueses vão pagar”.

Estatístico e a render?!
Sr. Primeiro-Ministro, se fosse um investimento rentável já estaria vendido a privados como tão bem nos acostumou.

Bancos a pagar?!
É insultar a inteligência dos Portugueses olvidar que as fontes de receita desses bancos somos nós (!)
Somos todos nós e mais ninguém quem irá pagar 731 Milhões de Euros!

Podemos hoje dizer que a custosa austeridade funcionou em cheio?
Somos o país dos cofres (ditos) de cheios, e com os bolsos vazios.
De que valeram tantos sacrifícios?

- A Educação para um estado deplorável (Vide: Professores).
- A Justiça mais injusta de sempre, onde quilómetros desmesurados são feitos a tentar encontrar um tribunal que não tenha encerrado, onde se legalizou que o apoio judiciário NÃO permite o acesso a todos. (Primeiro-Ministro já faz petições!).
- A Saúde está em paliativos com cortes profundos ao ponto de faltar macas, gazes, com administrações hospitalares a demitirem-se em bloco, com um Serviço Nacional de Saúde moribundo.
- Dividida pública aumentou.
- PIB diminuiu.
- Desemprego a tocar nos píncaros, e quando nos convencem que a taxa diminuiu, esquecem-se que, temos menos desemprego porém a taxa de empregados é bastante menor! Camuflagem pura com os números dos Centros de Emprego. O emprego que este Governo criou, foi em França, na Suíça, Inglaterra, e Alemanha.
- Poupanças das famílias recuam para os valores mais baixos de sempre.

- Reformas e pensões.
- 13.º mês
- Feriados

Resumo, sabem quem vai pagar não sabem?
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Por infeliz acordo em data para nunca mais lembrar, tive mesmo de acompanhar a Patrícia a uma grande superfície comercial para «fazer umas comprinhas», dizia ela com cara angelical, sobre o que seria camuflagem para 1259 facadas nas costas, e um banho de álcool de seguida.
Ir fazer compras com a namorada, é o equivalente à cera fria que nos arranca os pelos das pernas ou de uma borracha que se esfrega de baixo para cima nas patilhas. Pensando melhor, a cera e a borracha em união de esforços. É isso.
Entramos na primeira loja e, conheci um espaço oculto onde a anarquia domina o mundo, e a Patrícia desaparece do meu ângulo de visão em 0,03 segundos.
Misturou-se com os nativos daquele lugar assustador. E aquela gente não é normal. Assemelham-se a uma excursão de anões que se locomovem a uma velocidade frenética, passam por mim com cabeçadas nos cotovelos, nas costas e pisadelas, enquanto sem parar ou olhar para trás, algumas gritam (já ao longe) “desculpe!”.

Observo então, alguns bancos em forma de cubo, onde mais de 10 homens, desesperados definham. Alguns ressonam. Após levar uma literal ‘marrada pelas costas’ de um gnomo, escapo-me e sento-me num dos bancos. Foram 0,5 segundos de descanso até a Patrícia me ligar.
“Por favor! Vem à secção das echarpes. Rápido. Preciso de ti!”.

Antes de perguntar onde era a dita secção, fui ao Google ver o que era uma ‘echarpes’, mas a Internet é farrusca naqueles locais.
Sem tempo a perder, saltei do banco que nem cavaleiro preocupado com uma chamada em aflição da sua donzela, corri entre corredores, saltei por crianças que rebolavam no chão, mães que falavam gesticulando, e eu, sentia-me o “Hugo”, daquele programa da RTP, onde os concorrentes sem vida jogavam de casa, através das teclas do telefone.
Vi a Patrícia ao fundo, e desviei-me dos mais estranhos obstáculos, tendo chegado a passar de nível quando deslizei por baixo de um grupo de adolescentes tentavam uma selfie. Quando perto, quis saber qual a urgência, quem lhe tinha feito mal, o que lhe doía. 

“Amor, qual me fica melhor?”.
(…)
Para piorar, os danados dos lenços eram iguais! Assumi não ter jeito algum para moda.

Nas 279 horas seguintes, decidi dizer que tudo lhe ficava bem para tentar acelerar o processo, mas após ter visto a Patrícia transformar-se em mais de 200 vestidos e peças de roupa, ela escondeu-os entre prateleiras dizendo-me, “Ficam aqui para ver se há mais bonitos noutras lojas!”. 

Como?! 
Já se tinha teleportado para a Maximo Dutti.


O chão tremeu, as mãos suaram-me.
Fui peregrino em círculos de todas as lojas daquele Centro Comercial inacabável. Senti-me familiarizado com os manequins nas montras, e vi como olhavam para mim e pensavam “Pobre Ivo…”. Tentei discutir futebol com o boneco sem cabeça da Lion of Porches.
Arrastei-me feito mono atrás da Patrícia uma tarde inteira, superei a minha forma física, e hoje posso dizer que futebol e ginásio é para meninos de coro!


Pensar positivo Ivo. E pensei, “custa muito hoje, mas fica resolvido por uns belos tempos em que passarei o fim-de-semana (inteiro) de rabo alapado no meu sofá a ver a liga inglesa, espanhola, brasileira, das Honduras”. Qualquer uma é melhor! “Até espreito a Liga Portuguesa. Viva o Porto! – Estou por tudo!”

No fim do dia, sentados no silêncio do meu carro, olho a sorrir para a Patrícia, que nem “namorado que correspondeu a todas as necessidades e caprichos mesmo sem entender metade deles, etc., etc., etc….”, e ela olha-me com cara enfadada, e diz-me:
“Levaram-me aquele cinto que eu tanto queria! Em dois minutos, já foi! Há mesmo pessoas fanáticas com isto das compras! Temos de ir às Amoreiras!”.
Eu, incrédulo, “Mas Patrícia…”
“Vai pela segunda circular, senão apanhas trânsito e demoramos imenso”.


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Na infeliz mas não inocente decisão de abordar a Justiça no próximo Prós e Contras, aguardo com solene reserva que a discussão verse sobre as questões realmente estruturais, alheando-se o mais possível da instrumentalização partidária.
Seriam inúmeros os temas em debate, como por exemplo:

1. O actual valor das custas judiciais desajustados à real economia do país,
2. A morosidade processual como factor preponderante da descredibilização da justiça junta das populações.
3. A alteração do mapa judiciário, distanciando os poucos tribunais que não encerraram das comunidades.
4. As condições físicas e logísticas dos tribunais eternamente temporários.
5. Falta de funcionários.
6. Os critérios do Apoio Judiciário, onde se promoveu a impossibilidade da “classe média”, de aceder aos tribunais.

Seriam estes os temas num programa útil, numa estação que respeita o interesse público.
Seriam.
Tudo o que daqui fugir ou focalizar-se, é nada menos que subserviência a uma campanha eleitoral.
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Prós&Contras próxima segunda-feira com o tema: “A independência da Justiça”.

Na vanguarda da Politização da justiça, e da Judicialização da Política, oferecem-nos por ora, como última hora, a «Partidarização do Serviço Público de Televisão!».
Absolutamente vergonhoso!


A RTP, como televisão pública tem (ou devia ter), por excelência, o dever da isenção.
É paga pelos contribuintes, e surge no período eleitoral com um debate de nítido interesse partidário.


Usar-se de uma estação pública como instrumento de campanha eleitoral é intelectualmente repelente.
Esta subordinação da estação, aos interesses partidários, ao actual poder político é uma desonestidade para com todos os portugueses, e desonra eticamente a jornalista que o apresenta, Fátima Campos Ferreira, irmã do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Campos Ferreira.


Há muito para falar quanto à justiça.
Foi tema, entre outros, que sucumbiram às querelas pessoais dos candidatos e não ouvi no debate mais aguardado de todos. Mas escolher uma formulação ignóbil, lançada pela propaganda de um partido, é absolutamente impudico.
- Uma vergonha esta Comissão Nacional de Eleições!
(Que como órgão independente, que funciona junto da Assembleia da República, deveria demarcar já a sua posição de forma clara e isenta).
- Uma vergonha esta RTP!
- Uma vergonha esta Democracia!
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É o que chamamos em direito, uma «confissão sem reserva».
Perante a insistência de um manifestante, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, aconselhou-o por diversas vezes a recorrer à Justiça, e acabou por dizer que - Se não têm dinheiro para ir lá, o próprio organizará uma subscrição pública para os ajudar a recorrer ao tribunal -
Isto é quase tão revelador como grave.


O Primeiro-Ministro de Portugal, como o primeiro responsável por toda a administração pública, incluindo a administração da justiça, sugere que o direito de acesso à justiça e aos tribunais se garante por via da caridade, confessa imediatamente, a ineficiência do sistema de apoio judiciário(!)


Esta confissão é dramática, porque se o acesso aos tribunais está vedado a quem quer que seja por motivos económicos, a administração da justiça (i.e., o governo) deve rever a lei, sob pena de se estar a caminhar na ilicitude e desrespeito na nossa lei fundamental.
Exmo. Sr. Passos Coelho, pode apoiar as causas que entender, mas sendo Primeiro-Ministro, numa situação destas, tem de assumir as suas responsabilidades (!)
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Queria muito escrever sobre a minha relação com a solidão, fiz a minha pesquisa habitual e, desisti. Deixo o meu sentimento nas palavras de génios.

“Só quando estou sozinho me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesmo e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, numa sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contato novamente consigo. É um movimento de contracção necessário para recuperar o equilíbrio”
Mireia Darder

A “Sociedade do Cansaço” (Ed. Relógio D’Agua, de Portugal), defende a necessidade de recuperar nossa capacidade contemplativa para compensar nossa hiperatividade destrutiva. Segundo esse autor, somente tolerando o tédio e o vácuo seremos capazes de desenvolver algo novo e de nos desintoxicarmos de um mundo cheio de estímulos e de sobrecarga informativa.

“Esquecemos que ninguém está mais activo do que quando não faz nada, nunca está menos sozinho do que quando está consigo mesmo”.
Byung-Chul Han
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Não queria deixar passar o dia de hoje sem deixar uma pequena nota a relembrar o aniversário de uma das maiores estrelas da música.
Freedie Mercury faria hoje 69 anos de idade, vendeu mais de 55 milhões de discos, e criou, para mim, a mais genial letra e música de todos os tempos. ‪


#‎Weareallbritains‬!





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É fundamental salientar que escusar os princípios de uma União Europeia criada na fraternidade entre os povos, no consenso e equilíbrio das nações, é simplesmente renegar a sua existência.
O factor económico é de facto vital para Portugal. É uma preocupação. 

E por isso, é marcante delimitar quanto antes, quem é «Refugiado», de quem é «Migrante». 
São condições dissemelhantes, que devem e são, orientadas por normativos reguladores específicos, neste caso, a “Lei da Imigração”.
Dos muitos angustiados na Hungria, estão hoje, aliás, neste preciso momento, a tentar fintar a morte, a tentar enganar fome. 

Aí pouco importa o país de origem, porque a sua condição de humanos deveria ser mais que suficiente para aclamar a necessidade de auxiliar quem necessita (!)
Ao mesmo tempo, dever-se-ia incitar conversações imediatas na fonte, expondo a necessidade de anuências. É indispensável que a Europa se una em conversações com a Síria, Jordânia e demais, de forma a pressionar um entendimento interno urgente.


Ps: O Sr. Naguib Sawiris, que se liberte de recreações, porque verborreia social populista, não reproduz nenhuma solução, senão o total desrespeito pela dignidade humana, bem ao estilo do "Ensaio sobre a cegueira" do nosso Nobel Saramago.





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Já vos sucedeu parar a meio, e retornar ao início só para se certificarem do que interpretaram? Bem, eu ainda não consegui chegar ao fim.
Esta gente foi gravemente abandonada.



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O primeiro contacto de milhares de adolescentes em Portugal com a política foi, através de Joana Amaral Dias. Desconfio até que algum eleitorado de borbulhas expressivas da cara, penderam o seu voto para o Bloco de Esquerda baseando-se naquela narrativa loira e sorridente.
Por todos esses aspectos, intuo e lamento a vossa dor.
Cristina Ferreira, não podias.



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Rui Rio, o político conciso.
Dr. Rui Rio principia, ainda antes de ser candidato, com a revelação do que um Presidente da República não deve ser.
E para já, não deve ser Rui Rio.
Na condição de candidato a candidato e, com uma asserção apenas, que célere foi em amalgamar os poderes executivos, legislativos, e no meio da azáfama, viola a separação de poderes e sai de mansinho.
Nesta simples de derradeira afirmação, consegue ainda assegurar que nunca seria o Presidente da República dos portugueses, mas antes de uma direita, inquilino de Belém, vinculado a partidarismos, ideologias sectaristas, que aparentemente não se unificam com a posição do Exmo. Comandante Supremo das Forças Armadas.
Tudo em tão pouco. Quase merecedor de aplausos.




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O primeiro debate eleitoral resultou num debate que nunca o foi.

O BE, convergiu com a CDU na maioria dos temas abordados e quando o moderador acalentava ter encontrado ponto de discórdia entre eles (Euro), depressa Catarina Martins elucida, «Calma, não sei se existe discórdia».
Nada de novo, com a CDU com a mesma ideologia política impraticável de sempre, e um BE que abdicou completamente de uma autonomia que deveria ser explorada. Optou por se tornar um eco da CDU, que ao mesmo tempo que criticou a coligação e o PS, deixando em aberto um entendimento desde que não subordinado às políticas deste.

Merecíamos mais. Especialmente esta coligação (PAF), merecia um pensamento estratégico mais astuto por parte de uma esquerda que teima em não conseguir convergir interesses, reinando a inflexibilidade ideológica.
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