Com tecnologia do Blogger.
  • Home
  • Regras sobre conteúdos
  • Ivo de Almeida em olhares
  • Biografia
  • A Prova Digital (Livro)
facebook twitter instagram Tumblr bloglovin Email

CrIvo de Almeida™

De forma geral e sem abordar nenhum processo em específico, faz-me alguma aflição quando distintos comentadores jurídicos deslindam que uma providência cautelar traduz o desmoronar da democracia. (?)
Em modesta opinião desmoronar a democracia, passaria por um cidadão assistir de primeira fila à violação de inúmeros direitos fundamentais, sem ter a oportunidade de prevenir ou reparar a sua imensa violação.
É necessário clarificar que a justiça popular não existe.
Quando insistem, nasce antes uma vingança social, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
E isto é, a edificação da democracia?
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas têm, uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.
E isto é, a edificação da democracia?
Nesta odisseia imensa, observo órgãos de comunicação sociais que são autênticos boletins oficiosos da justiça no país. Trapaceira total.
Tanta é a comunicação social, que fabrica Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos, apontando o dedo ao arguido, que nesta tramitação muito própria, já é culpado antes de o ser.
E isto é, a edificação da democracia?
Demonizado, perseguido, e não mais merece a salvaguarda da sua dignidade social. Venha o comboio da violação da honra, do bom nome, vida privada, reputação.
E isto é, a edificação da democracia?
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável. Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. O casamento perfeito.
Mas apesar disso, digam-me, isto contribui para a edificação da democracia?
Infelizmente, alguma comunicação social decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações politizadas e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
E isto é, a edificação da democracia?
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Depois de toda a propaganda em torno da devolução da sobretaxa, esta desce de 35% para 9,7%. Afinal existem surpresas! Calma. É tradição?

José Gomes Ferreira :


" Uma vergonhosa manipulação das contas do Estado".
" Uma vergonhosa manipulação política".
" Já passaram as eleições, já o podem dizer claramente"
.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Porque quem manda na democracia não é a tradição. Aparentemente Cavaco Silva conseguiu em 8 minutos o que não tinha acontecido em 41 anos de democracia: a união da esquerda. Parabéns ao Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República. Saudações extensivas ao Diogo Leão e João Torres. Força e convicção no exercício das novas funções na luta e defesa pelos direitos dos portugueses.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Preciso iniciar esta nota dizendo que a decisão do Presidente da República era espectável e, quanto a mim, sensata e legítima! Em democracia governa quem ganha as eleições. Contudo, a comunicação é no mínimo insólita.  O conteúdo assertivo de hoje dissipou-se, no ruído da forma como o fez. Ouvimos novamente, um dirigente partidário e não um Presidente da República.

- A fundamentação que o Presidente da República utilizou, revelou a sua já ratificada tendenciosidade, omitindo que ‘tradição’ pode ser lei Civil, porém, jamais Constitucional. Nem pode ser invocada para resolver uma situação nova.
- Deveria ter aberto a sua justificação, recordando-se do valor da palavra. Valor da palavra quando expressou apenas indigitar um Primeiro-Ministro com maioria parlamentar. Era perfeitamente contornável, mas não se ouviu.


- O Presidente da República pode definir quais são os partidos na governação, porém, jamais com o fundamento de serem antí-europeístas. Catalogou-os, e deixou passar uma imagem perigosa – que BE e PCP, em razão da sua ideologia política, não têm os mesmos direitos democráticos do que os outros partidos – (Democraticamente) anulou a existência de dois partidos.


- Neste sentido interrogo, quando é que Cavaco vai recomendar a ilegalização do PC e do BE? Postura perigosa Sr. Presidente.

- Recordo-me do CDS ser um partido antí-europeísta. Neste caso o Presidente da República já credenciou a fidelidade da sua conversão?


- Por fim e no que à Lei diz respeito, falhou!
O Exmo. Sr. Presidente da República jamais deveria abalroar o art. 187.º n.º 1 da C.R.P., interpretando-o como obrigacional na indigitação que acabara de promover. Não é. Está claro na letra da lei que “Ter em conta os resultados” não significa “em consequência dos resultados”. O que modifica substancialmente a interpretação inadequada que fez.


- Caro Presidente da República era “proibido” dar a entender um impedimento ou incumbência emergente do Art. 187.º n.º 1 da C.R.P., porque manifestamente não existe. E porque o P.R. deveria acima de tudo, dominar a Constituição. Esse tema pedia o seu silêncio. Optou por evidenciá-lo, quanto a mim, erroneamente.
(Para não falar que existiu em 1982 um proposta de alteração à redacção do artigo, que concluiu chumbada).


- Aparenta-se notória a decisão de apresentar na A.R. uma moção de rejeição por parte da CDU. Deveria imperar o sentido de estado, e mais que nunca, a sagacidade.
Astúcia ao ponto de se produzir anuências com a coligação, serenar as hostes com algum eleitorado, unificar o partido, e o PS ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.


Na política não se ganha pelo vigor do ataque, mas pelo momento certo de o lançar. Não é agora.


Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Para quem trabalha todos os dias para se conceber a justiça, poucas consequências serão tão relevantes e satisfatórias, como a vinculação teórica da “finalidade das penas”, à realidade dos estabelecimentos prisionais.
Este é um relato pesaroso contudo, enche-nos de esperança.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Em democracia governa quem ganha as eleições. É sabida a horrenda complexidade de assumir derrotas eleitorais em Portugal, mas seria imprescindível existir a firmeza do novo governo e demais líderes partidários, colherem as mensagens claras que o povo português desordenadamente deixou expresso nas legislativas. Contudo, aproveitar-se, para alcançar uma vitória pretensiosa na secretaria, não me parece que seja esse o propósito das eleições. Deveria predominar o sentido de estado.
Tenho para mim que toda esta odisseia de entendimento entre a esquerda em contraponto com a reunião contraproducente à direita, nada mais é que um factor intencionalmente destabilizador. Com tremenda eficácia, diga-se. Disso não passa. Não creio que um governo PS/BE/CDU seja materializável.
Em oposição à visão democrática, temos um P.R.(?) que sem encapotar a sua ideologia política, violou a C.R.P. no seu art. 187.º n.º 1, e/ou não sendo este o entendimento, jamais deveria ter reunido com P.P.C., descorando os demais partidos com assento parlamentar.
Não que este não merece-se, mas acredito que o PS será astucioso ao ponto de se entender com a coligação, fazendo as pazes com algum eleitorado, e ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.
Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Eram 18:12h e em Celorico de Basto, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa anunciou ser candidato a Presidente da República.
Desenganem-se os que acreditam tratar-se de um rasgo de última vontade. Esta candidatura, e do que tão bem conheço do Professor Marcelo, foi uma medida cuidada com minudência. É então, uma decisão que resulta de uma “campanha eleitoral privada” de longos meses. Aparições imprevistas na Festa do Avante, o primeiro a chegar e, o último a abandonar concertos em Oeiras cumprimentando pessoas até às 5 da manhã, Marcelo fê-lo com habilidade. É sem dúvida, a figura que mais apoio obtém no espectro político nacional, da direita à esquerda.
No seu discurso de hoje, conseguiu em 12 minutos demonstrar o que é ser um presidente. Aquilo que Cavaco Silva em 10 anos fracassou.
Demonstrou nesses mesmos 12 minutos, uma cariz Social-democrata, como o PSD desde 2010 não o faz.
Ergue-se o primeiro candidato verdadeiramente presidenciável.

Esquerda portuguesa, façam atenção.
Muita atenção.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Não me permitiria dar sequência à ausência do Presidente da República das celebrações ou sequer ao feriado que sucumbiu às privações europeias. Não podia sem deixar uma observação sobre o dia comemorativo do 105.º aniversário da implementação da República.
A República está anémica. Amontoavam-se infindos sonhos, mas hoje, pelo espelho retrovisor admiram-se os estilhaços dos vidros quebrados, de um tempo de igualdade que nunca chegou. Uma liberdade que se desformou, e uma fraternidade que ainda não conheci.
É tempo de vigília às palavras. Retirar do papel, e oferecer ao mundo. É tempo de esperança.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade, e não podia ser de outra forma.
Viva a República!



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Nunca ninguém morre politicamente. Aliás, conheço um político que mesmo depois da sua morte terrena, ao fim de 45 anos, ainda se manifesta em força no país.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Abandona-me no local onde ocupa uma dor superior a cinco continentes unidos, no cerco onde as palavras não mais têm vivacidade e o riso é um luxo do passado.

Gritam todas as noites as memórias da ‘ida ás molas’, dos smarties em sofisticados calmantes de descanso soalheiro, e o aconchego do amor. Não do amor dito, comentado ou escrito. Gritam as nostalgias do amor exprimido, das mil e uma maneiras possíveis que alguém possui de gritar que nos ama.

Foi embora fragmento de mim, fracção da minha história, retalho do meu passado. Foi embora a professora, retirou-se a anciã, afastou-se a amiga, alienou-se a pequena mãe, transferiu-se a Avó, a minha Avozinha.

Com esta saída, fico cerceado de liberdade, por não haver eco do amor que te tenho.

Fica agora o sobressalto dos dias sem pé, a claustrofobia do metro e noventa dentro do frasco de formol. Só algo supera. O Orgulho incomensurável de te ter vivido.

Amo-te, e amar-te-ei até ao último suspiro de força que tenha para o libertar.

Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Amo-te*


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Está naturalmente cumprido o meu dever cívico.
Em consequência dos princípios que há 41 anos foram com bravura conquistados, é justo enaltecer que hoje é o dia maior da democracia. Temos de triunfar contra a abstenção.
A redução desta será sempre observada, com uma enorme jubilação, para qualquer democrata, independentemente das suas convicções políticas ou partidárias.
É o voto que concede a verdadeira liberdade individual de cada cidadão, fundando a vontade colectiva.
Por ora, devemos lutar para que a abstenção caía.
Que vença a democracia!



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Após uma descida do Chiado apoteótica, encerra em Almada, a campanha do PS com um discurso vitalizador e afónico de António Costa, para uma moldura humana atestada de gente com vontade em mudar este paradigma nefasto da direita. Nunca vi um comício em Almada com tamanha adesão, de um partido que não a CDU.
Fantástico.




Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Orgulho! Hoje tivemos um Benfica de Champions. Num jogo complicado, foi uma vitória de garra, perseverança, concatenação e, principalmente, de personalidade. Uma equipa matura com a irreverência dos mais jovens da nossa formação, onde só a gestão precisa com a sagaz inteligência de um treinador, permitiu somar 3 pontos de forma sólida.
Caros amigos, aqui ficam alguns detalhes.
1. O Cérebro não acreditava nessa ciência, mas afinal parece que Gonçalo Guedes e Nelson Semedo nasceram mesmo 10 vezes, conseguiram lugar na equipa principal, e pasme-se, foram a Madrid vencer.
2. O Benfica já não ganhava em Espanha há 2 anos.
3. Benfica em 2 jogos arrecada 3 Milhões de Euros.
4. Diego Simeone é treinador do Atlético de Madrid há 4 anos e nunca tinha perdido em casa.
5. Nesses 4 anos, nem Cristiano Ronaldo nem Messi venceram no Vicente Calderón.
6. Atlético de Madrid já ganhou ao Real Madrid este ano.
7. O Atlético de Madrid não perdia há 27 jogos para competições europeias.
8. Não sofria golos há 7 jogos.
9. Atlético de Madrid é actualmente finalista da Liga dos Campeões.
10. O meu treinador utilizou a palavra “Redundância” na flash interview. Irreal.


Hoje existiu um V de Vitória.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
O PCTP/MRPP foi severamente criticado em razão dos seus cartazes “Morte aos traidores”. Faz sentido.
Nem tanto é que, o PCTP/MRPP tem como cabeça de lista o Dr. António Garcia Pereira, que foi, por sua vez, advogado do Dr. Paulo Portas no Processo Portucale.
É isto.



Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Tornou-se pública a decisão do T.R.L., e em vários órgãos de comunicação social, muitas foram as vozes de experientes juristas, que se levantaram em torno dos arts. 86.º n.º 4, e 5, 88.º e 89 do C.P.P., alegando peremptóriamente que os despachos do J.I.C. relativamente ao Segredo de justiça são irrecorríveis, e neste sentido, não lhes caberia recurso para o T.R.L..
Sem querer colocar em causa a opinião política, de inúmeros juristas, não posso corroborar com tal entendimento.

O Processo Penal é em regra público, contudo, pode o J.I.C., mediante requerimento do arguido, do assistente, e ouvindo o M.P., determinar, durante a fase de inquérito, que o processo fica sujeito ao Segredo de Justiça, se entender que essa publicidade prejudicaria a investigação necessária. Foi o que aconteceu no processo Marquês.
O Segredo de Justiça, cfr. art. 86.º n.º 4 do C.P.P., poderá ser levantado mediante requerimento do arguido, do assistente, ou mesmo oficiosamente pelo M.P.. No caso do arguido ou assistente solicitar o levantamento do Segredo de Justiça, todavia o M.P. assim não o determinar, o requerimento é remetido ao J.I.C., que decide por despacho irrecorrível, cfr. art. 86.º n.º 5 do C.P.P..
Por sua vez, o n.º 6 de art. 89.º do mesmo diploma, plasma que o M.P. pode em requerimento, solicitar ao J.I.C., uma prorrogação do Segredo de Justiça por um período de 3 meses, contados após findar a fase de Inquérito.

É aqui que, na minha opinião, se sustenta a aparente confusão pública, porque o T.R.L. não apreciou um recurso apresentado pela defesa do arguido, mas antes, um pedido do M.P. para prorrogar o Segredo de Justiça nos termos e ao abrigo do disposto do art. 89.º n.º6, que é por sua vez, absolutamente recorrível (!).

NO QUE RESPEITA À DECISÃO

O despacho de prorrogação do Segredo de Justiça apresentado pelo M.P., deve ser fundamentado explicando tal necessidade, porém é absolutamente ilegal observá-lo como medida cautelar, ou baseando-se noutro processo que corre os seus termos nos mesmo Tribunal. Foi, infelizmente para a imagem do nosso M.P., o que aconteceu, e em humilde opinião, a bem da justiça nacional, parcialmente provido o recurso apresentado.

NOTA:
1. José Sócrates: Ao contrário da defesa do Eng.º José Sócrates, não observo esta decisão como uma vitória para estes.
2. M.P.: Observo uma lancinante derrota para o M.P., pela decisão, e principalmente, pela fundamentação subtilmente indiciosa de uma estratégia do investigador, servindo-se do Segredo de Justiça como uma arma de arremesso ao serviço da ignorância do arguido.
3. J.I.C.: Também o J.I.C. não foi poupado no acórdão, na medida em que toda a “auto-estrada do segredo”, sem regras, passou sem qualquer portagem pelo Dr. Carlos Alexandre, que desprotegeu de forma grave os interesses e as garantias do arguido, que desde 2003 continua sem ser confrontado com os factos e provas que existem contra ele.

Por outro lado, levantando-se o Segredo de Justiça desde a data de 15 de Abril de 2015, e existindo meios de comunicação social constituídos assistentes no processo, temo seriamente, que dimensões trará este acesso no que respeita à esfera política já nas eleições de dia 4 de Outubro.


Justiça social é um nome pomposo para “Vingança”.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Bem-vindos à política - Quem vier atrás que feche a porta.
Esta coligação irresponsável vê cair o desamparado baluarte, que à falta de mais, vangloriou para demonstrar uma evolução inexistente – O Défice (!).
- Neste momento o défice não é de 4,5% mas antes de 7,2% (!) que é o mesmo que dizer, o Défice é exactamente igual ao de 2011!

O Défice é neste momento, o maior fracasso da governação desta Coligação.
A Srª. Ministras das Finanças Maria Luís Albuquerque, deveria escrever isto 100 vezes no quadro de argila para aprender que mentir é feio. (Entretanto vou ser ameaçado pelo seu marido!).

Mais longe, este Governo conseguiu gastar num semestre a verba que tinha para 10 meses.

Isto são pérfidas notícias para todos os portugueses, mas agravam-se acentuadamente aquando o Primeiro-ministro reflecte sobre o tema em nome de eleições. Então tudo vale:
- “ É dinheiro que está a render”
- “ É dinheiro que os bancos portugueses vão pagar”.

Estatístico e a render?!
Sr. Primeiro-Ministro, se fosse um investimento rentável já estaria vendido a privados como tão bem nos acostumou.

Bancos a pagar?!
É insultar a inteligência dos Portugueses olvidar que as fontes de receita desses bancos somos nós (!)
Somos todos nós e mais ninguém quem irá pagar 731 Milhões de Euros!

Podemos hoje dizer que a custosa austeridade funcionou em cheio?
Somos o país dos cofres (ditos) de cheios, e com os bolsos vazios.
De que valeram tantos sacrifícios?

- A Educação para um estado deplorável (Vide: Professores).
- A Justiça mais injusta de sempre, onde quilómetros desmesurados são feitos a tentar encontrar um tribunal que não tenha encerrado, onde se legalizou que o apoio judiciário NÃO permite o acesso a todos. (Primeiro-Ministro já faz petições!).
- A Saúde está em paliativos com cortes profundos ao ponto de faltar macas, gazes, com administrações hospitalares a demitirem-se em bloco, com um Serviço Nacional de Saúde moribundo.
- Dividida pública aumentou.
- PIB diminuiu.
- Desemprego a tocar nos píncaros, e quando nos convencem que a taxa diminuiu, esquecem-se que, temos menos desemprego porém a taxa de empregados é bastante menor! Camuflagem pura com os números dos Centros de Emprego. O emprego que este Governo criou, foi em França, na Suíça, Inglaterra, e Alemanha.
- Poupanças das famílias recuam para os valores mais baixos de sempre.

- Reformas e pensões.
- 13.º mês
- Feriados

Resumo, sabem quem vai pagar não sabem?
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Por infeliz acordo em data para nunca mais lembrar, tive mesmo de acompanhar a Patrícia a uma grande superfície comercial para «fazer umas comprinhas», dizia ela com cara angelical, sobre o que seria camuflagem para 1259 facadas nas costas, e um banho de álcool de seguida.
Ir fazer compras com a namorada, é o equivalente à cera fria que nos arranca os pelos das pernas ou de uma borracha que se esfrega de baixo para cima nas patilhas. Pensando melhor, a cera e a borracha em união de esforços. É isso.
Entramos na primeira loja e, conheci um espaço oculto onde a anarquia domina o mundo, e a Patrícia desaparece do meu ângulo de visão em 0,03 segundos.
Misturou-se com os nativos daquele lugar assustador. E aquela gente não é normal. Assemelham-se a uma excursão de anões que se locomovem a uma velocidade frenética, passam por mim com cabeçadas nos cotovelos, nas costas e pisadelas, enquanto sem parar ou olhar para trás, algumas gritam (já ao longe) “desculpe!”.

Observo então, alguns bancos em forma de cubo, onde mais de 10 homens, desesperados definham. Alguns ressonam. Após levar uma literal ‘marrada pelas costas’ de um gnomo, escapo-me e sento-me num dos bancos. Foram 0,5 segundos de descanso até a Patrícia me ligar.
“Por favor! Vem à secção das echarpes. Rápido. Preciso de ti!”.

Antes de perguntar onde era a dita secção, fui ao Google ver o que era uma ‘echarpes’, mas a Internet é farrusca naqueles locais.
Sem tempo a perder, saltei do banco que nem cavaleiro preocupado com uma chamada em aflição da sua donzela, corri entre corredores, saltei por crianças que rebolavam no chão, mães que falavam gesticulando, e eu, sentia-me o “Hugo”, daquele programa da RTP, onde os concorrentes sem vida jogavam de casa, através das teclas do telefone.
Vi a Patrícia ao fundo, e desviei-me dos mais estranhos obstáculos, tendo chegado a passar de nível quando deslizei por baixo de um grupo de adolescentes tentavam uma selfie. Quando perto, quis saber qual a urgência, quem lhe tinha feito mal, o que lhe doía. 

“Amor, qual me fica melhor?”.
(…)
Para piorar, os danados dos lenços eram iguais! Assumi não ter jeito algum para moda.

Nas 279 horas seguintes, decidi dizer que tudo lhe ficava bem para tentar acelerar o processo, mas após ter visto a Patrícia transformar-se em mais de 200 vestidos e peças de roupa, ela escondeu-os entre prateleiras dizendo-me, “Ficam aqui para ver se há mais bonitos noutras lojas!”. 

Como?! 
Já se tinha teleportado para a Maximo Dutti.


O chão tremeu, as mãos suaram-me.
Fui peregrino em círculos de todas as lojas daquele Centro Comercial inacabável. Senti-me familiarizado com os manequins nas montras, e vi como olhavam para mim e pensavam “Pobre Ivo…”. Tentei discutir futebol com o boneco sem cabeça da Lion of Porches.
Arrastei-me feito mono atrás da Patrícia uma tarde inteira, superei a minha forma física, e hoje posso dizer que futebol e ginásio é para meninos de coro!


Pensar positivo Ivo. E pensei, “custa muito hoje, mas fica resolvido por uns belos tempos em que passarei o fim-de-semana (inteiro) de rabo alapado no meu sofá a ver a liga inglesa, espanhola, brasileira, das Honduras”. Qualquer uma é melhor! “Até espreito a Liga Portuguesa. Viva o Porto! – Estou por tudo!”

No fim do dia, sentados no silêncio do meu carro, olho a sorrir para a Patrícia, que nem “namorado que correspondeu a todas as necessidades e caprichos mesmo sem entender metade deles, etc., etc., etc….”, e ela olha-me com cara enfadada, e diz-me:
“Levaram-me aquele cinto que eu tanto queria! Em dois minutos, já foi! Há mesmo pessoas fanáticas com isto das compras! Temos de ir às Amoreiras!”.
Eu, incrédulo, “Mas Patrícia…”
“Vai pela segunda circular, senão apanhas trânsito e demoramos imenso”.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Na infeliz mas não inocente decisão de abordar a Justiça no próximo Prós e Contras, aguardo com solene reserva que a discussão verse sobre as questões realmente estruturais, alheando-se o mais possível da instrumentalização partidária.
Seriam inúmeros os temas em debate, como por exemplo:

1. O actual valor das custas judiciais desajustados à real economia do país,
2. A morosidade processual como factor preponderante da descredibilização da justiça junta das populações.
3. A alteração do mapa judiciário, distanciando os poucos tribunais que não encerraram das comunidades.
4. As condições físicas e logísticas dos tribunais eternamente temporários.
5. Falta de funcionários.
6. Os critérios do Apoio Judiciário, onde se promoveu a impossibilidade da “classe média”, de aceder aos tribunais.

Seriam estes os temas num programa útil, numa estação que respeita o interesse público.
Seriam.
Tudo o que daqui fugir ou focalizar-se, é nada menos que subserviência a uma campanha eleitoral.
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Prós&Contras próxima segunda-feira com o tema: “A independência da Justiça”.

Na vanguarda da Politização da justiça, e da Judicialização da Política, oferecem-nos por ora, como última hora, a «Partidarização do Serviço Público de Televisão!».
Absolutamente vergonhoso!


A RTP, como televisão pública tem (ou devia ter), por excelência, o dever da isenção.
É paga pelos contribuintes, e surge no período eleitoral com um debate de nítido interesse partidário.


Usar-se de uma estação pública como instrumento de campanha eleitoral é intelectualmente repelente.
Esta subordinação da estação, aos interesses partidários, ao actual poder político é uma desonestidade para com todos os portugueses, e desonra eticamente a jornalista que o apresenta, Fátima Campos Ferreira, irmã do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Campos Ferreira.


Há muito para falar quanto à justiça.
Foi tema, entre outros, que sucumbiram às querelas pessoais dos candidatos e não ouvi no debate mais aguardado de todos. Mas escolher uma formulação ignóbil, lançada pela propaganda de um partido, é absolutamente impudico.
- Uma vergonha esta Comissão Nacional de Eleições!
(Que como órgão independente, que funciona junto da Assembleia da República, deveria demarcar já a sua posição de forma clara e isenta).
- Uma vergonha esta RTP!
- Uma vergonha esta Democracia!
Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Newer Posts
Older Posts

Autor

About Me

.: Timeo hominem unius libri :. Ridendo castigat mores :. Ne quid nimis .:

Redes Sociais

  • facebook
  • twitter
  • instagram
  • Google+
  • pinterest
  • youtube

Pesquisar neste blogue

Os seguidores

ASSINAR NEWSLETTER

Vizinhos de qualidade

  • Entre as brumas da memória
    Recordar é viver
    Há 42 minutos
  • Aventar
    Bom natal, óptimo ano novo!
    Há 1 hora
  • Ladrões de Bicicletas
    Dead can Dance - The arrival and the reunion
    Há 1 hora
  • Delito de Opinião
    Todos os que ouviram se admiraram do que lhes disseram
    Há 2 horas
  • Visão de Mercado
    Feliz Natal, família Visão de Mercado!
    Há 2 horas
  • A Destreza das Dúvidas
    Postal de Natal tradicional
    Há 2 horas
  • A Estátua de Sal
    Bom Natal
    Há 3 horas
  • Aspirina B
    Cuidado, não enfies o sapato neste buraco negro
    Há 3 horas
  • Corta-fitas
    O milagre do Natal
    Há 4 horas
  • duas ou três coisas
    Festas felizes para todos
    Há 21 horas
  • Patologia Social
    Advogados! Directiva ECN+: prazo prorrogado
    Há 1 dia
  • Economia e Finanças
    Como pode a tecnologia ajudar na saúde da tesouraria de uma empresa?
    Há 1 dia
  • Da Literatura
    CONTO DE NATAL
    Há 1 dia
  • Malomil
    Alegrias (da Luisinha)
    Há 1 dia
  • BLASFÉMIAS
    Os beto-bimbos urbanos continuam a deixar rasto
    Há 2 dias
  • Às nove no meu blogue
    voltar a casa *
    Há 3 dias
  • O Insurgente
    Em Casa Onde Não Há Pão… Não Há Alternativa À Suborçamentação
    Há 3 dias
  • Causa Nossa
    SNS, 40 anos (20): A ideologia custa dinheiro
    Há 6 dias
  • Esquerda Republicana
    Baixar IVA da eletricidade: uma má medida social e ambientalmente
    Há 6 dias
  • A Terceira Noite
    A polémica equiparação fascismo-comunismo
    Há 1 semana
  • A Areia dos Dias
    O QUE NOS DIZEM OS NOVOS DADOS SOBRE A POBREZA MONETÁRIA PUBLICADOS PELO INE
    Há 2 semanas
  • bomba inteligente
    Diário outonal (3)
    Há 5 semanas
  • Geringonça
    Coerência Democrata Cristã
    Há 4 meses
  • um amor atrevido
    Há 10 meses
  • Pedras no Caminho
    CÂMARA DE ESPOSENDE ANUNCIA NA SUA PÁGINA DA INTERNET QUE SE ENCONTRA EM DISCUSSÃO PÚBLICA OS PROJECTOS DO PARU – PARTE II
    Há 1 ano
  • Verbo Jurídico
    A adopção: a identidade pessoal e genética
    Há 5 anos
  • Log into Facebook | Facebook

Blog Archive

Created with by ThemeXpose