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CrIvo de Almeida™

Torneio Nuno Gomes


















































































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Não sou um EuroCéptico, contudo estou hoje compenetrado que é aplicada uma política económica que potencia a subserviência, controlo, e intimidação de determinados Estados-Membros.

Essa política, afasta-nos assim dos objectivos iniciais de unificação dos Estados da Europa, que se lê nos tratados edificadores da União Europeia.
Hoje, são absolutamente inaceitáveis os estatutos do BCE, que se permitem a uma regulação dos juros por agências de Rating sediadas nos EUA de forma a demonstrar a distância da promiscuidade, mas que no fim, são de capital inteiramente alemão.

Deliberam em conformidade com indicações desta segunda.
Não há nenhuma ajuda externa actualmente. Existe somente um país que usa um banco para enriquecer através dos juros que aplica, tendo outros como cúmplices e, chegando ao cúmulo de contrair empréstimos a juros negativos(!).

Urge alterar os Estatutos do BCE, de forma a reflectir de vez uma verdadeira instituição de salvaguarda. Caso contrário, não existe União Europeia.




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Rejeito solenemente(!) esta pedagogia de disciplinar para o exemplo, e não tanto para a justiça.

E assim, a Grécia.
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Anda tudo às cores.
Esta tendência de se demonstrar que não se discriminam pessoas, exacerbando-se na manifestação, é em si, a demonstração tácita de um pensamento discriminatório, longe de igualitário.
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Porque eu admito que os olhos falam, os olhares esclarecem, e os gestos denunciam, tinha de repartir esta notícia procedente de um Tribunal na Alemanha, mas tão familiar por cá.

Quem diz um telemóvel, diz uma folha de papel que se rabisca, um anel que se trás no dedo, uma tampa de uma esferográfica que rodopia em infindas inquirições, ou até a nódoa da Beca que se persiste em raspar com a unha.


A linguagem não-verbal deverá ser, especialmente para a entidade julgadora, componente essencial em Inquirições, Declarações de parte, e estende-se às Alegações finais.
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Ó tocadora de harpa, se eu beijasse
Teu gesto, sem beijar as tuas mãos!,
E, beijando-o, descesse pelos desvãos
Do sonho, até que enfim eu o encontrasse


Tornado Puro Gesto, gesto-face
Da medalha sinistra — reis cristãos
Ajoelhando, inimigos e irmãos,
Quando processional o andor passasse!...


Teu gesto que arrepanha e se extasia...
O teu gesto completo, lua fria
Subindo, e em baixo, negros, os juncais...


Caverna em estalactites o teu gesto...
Não poder eu prendê-lo, fazer mais
Que vê-lo e que perdê-lo!... E o sonho é o resto...


Fernando Pessoa
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As declarações do nosso PR são incuriais. Pouco ponderadas.


- Como pode o mais alto Chefe de Estado dizer que não há excepções, quando facilmente se pode formar uma vasta lista das excepções em países como a França e Alemanha no que concerne ao seu défice, pois nunca os aceitaram discutir em conjunto com os outros.


- Como pode dizer que não há excepções, quando a medida Europeia que mais fez descer a dívida pública dos Estados-Membros, foi a adjudicação destas pelo BCE, e pela Quantitive Easing, onde a Grécia se vê agora fora dessa possibilidade.


Numa questão estamos de acordo, desejo que seja alcançado um entendimento, porque se isso não acontecer, estamos confrontados com um problema extremamente sério.


Todavia, à falta do silêncio apropriado, devemos um discurso com seriedade e prudência.
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Há momentos da nossa vida em que pensamos que já vimos de tudo, mas rapidamente nos desenganamos dessa inocência.


A proposta do governo de colocar militares a vigiar as escolas, é no mínimo grotesca. É risível do ponto de vista legal, moral, e até indecorosa para os militares adestrados para situações manifestamente exigentes na perspectiva da agressividade e perigosidade.

Quanto ao argumento economicista utilizado por muitas das vozes que se alteiam, cito quem foi meu ilustre Professor de Direito Constitucional, Jorge Bacelar Gouveia, é um «raciocínio de café(!)».
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Existe na nossa A.R. a ideia de que uma hiperactividade legislativa é o caminho para suprir lacunas em diplomas de vital importância para o normal funcionamento da sociedade. Não é.
O Código do Trabalho(!) é um denso exemplo claro desse infeliz facto.


É desnecessário legislar constantemente tentando responder a casos específicos, quando se deveriam salvaguardar as situações, promovendo a sua perspectiva geral.


Se por cada revogação, se investisse na fiscalização dessa mesma lei, seria muito mais útil para os trabalhadores, empresas e economia.


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O maior e mais nocivo dos fantasmas nacionais é a descredibilização.

A descredibilização nacional tomou de assalto organismos vitais da nossa sociedade. E tomou-o em doses industriais, de complicado retrocesso.
A Justiça, a Saúde, a Educação, a Política como agregadora de todos os anteriores, são de ponta a ponta, corridos a um descrédito social sem precedentes.
Assusta-me esta ideia.


O descrédito exponenciado a determinada dimensão, gera a apatia do renegado. Nasce o espírito do “não vale a pena”. E assim, de facto, não valerá de todo.
Tem de existir um iminente compromisso de inversão, e credibilizar as nossas instituições perante as massas, sendo que essa confiança se motiva com a responsabilização dos agentes desestabilizadores.


Portugal tem manifestamente um défice de assunção de responsabilidades. É possível que isto se aflore como corolário de 40 anos de ditadura e de opressão, certo é que tal dificuldade nasceu assente, no estímulo da cobardia.
Quando pode ser alguém, eu é que não fui!


Quase todos os dias o parlamento abre comissões de inquérito, de conclusões inconclusivas.
Deve-se percorrer o caminho das soluções práticas, em detrimento das mediáticas.


Vamos procurar utilizar da «ética do exemplo», «ética da responsabilização» que nos ensinou Platão, Aristóteles, e Hans Kelsen.


Um povo que não acredita, é um país sem caminho para andar(!)



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Não verso a minha apreciação no que concerne à inocência ou não de José Sócrates, apenas debruço a minha opinião, exclusivamente a nível processual, ou seja, na ordem subjectiva. Passo a explicar.
Primeiro o nosso sistema Penal é de estrutura “acusatória, e mista”, o que difere da “inquisitória”, que era própria do Antigo Regime.


Desde aí, preserva algumas diferenças notáveis no que respeita à legalidade e às liberdades.


O exemplo mais claro é o ‘Princípio de presunção de inocência’ que nós em direito comummente cognominamos de in dubio pro reo.
Já na estrutura inquisitória prevalecia o ‘Principio da presunção de culpabilidade’. Mas há muitos outros.


Na estrutura acusatória imperam os princípios da oficialidade, da acusação, da publicidade, da contraditoriedade, e muito importante, independência do Tribunal face à entidade acusadora. 

Sendo que na inquisitória falávamos em princípios aproximadamente opostos no seu espirito.
Não havia iniciativa processual por órgão estatal autónomo, o processo era em regra secreto, escrito, não existia contraditório, era o juiz que investigava, e o tribunal operava na dependência do poder político.


Esta alteração de estrutura é muito explicada pela uniformização de dois princípios que considero por excelência democráticos aquando respeitados em igualdade de valor.


1. O Principio da Verdade material/Principio da acusação – que nos explica que o tribunal pode usar de todos os meios necessários, e tem iniciativa para investigar, a par do M.P.


2. O princípio da verdade processual – que significa de forma muito resumida e descomplicada, que não se pode obter a prova a todo o qualquer custo. Isto é, obviamente, existem pressupostos a respeitar, e métodos proibidos, tanto de prova, como nomeadamente de obtenção desta.


A Prisão Preventiva é uma das medidas de coacção previstas no nosso C.P.P., para o efeito é a mais gravosa de todas.
Neste sentido é natural que existam requisitos específicos e musculados, que nos dizem que - Só aquando a existência de um deles, ou mesmo combinação de alguns requisitos impostos, se poderá aplicar essa medida. 


– O primeiro requisito é que só se poderá utilizar da aplicação desta medida em ultima ratio, isto é, quando TODAS AS OUTRAS MEDIDAS DE COACÇÃO SE MOSTREM INEFICAZES(!) para o tribunal, e não responderem eficazmente.

Além dos requisitos gerais para aplicação de qualquer das medidas de coacção, exige-se ainda o preenchimento dos requisitos específicos da Prisão Preventiva.
Se por um lado, os requisitos exigidos no que concerne à aplicação da Prisão Preventiva passam pela limitação de uma moldura penal mínima, os pressupostos gerais de aplicação de uma medida de coacção são, os já famosos:


1. Fuga ou perigo de fuga.


2. Perigo de perturbação do inquérito ou da instrução do processo e, nomeadamente, perigo para a aquisição, conservação ou veracidade da prova; ou


3. Perigo em razão da natureza e das circunstâncias do crime (…).


A Prisão Preventiva tem a par da obrigatoriedade de permanência na habitação, uma obrigação legal de reexame dos pressupostos. 


Isto é, de 3 em 3 meses o JIC (Juiz de instrução Criminal) oficiosamente verifica se continuam a subsistir as condições que lhe mencionei em 1) 2) e 3), ou se estas já desapareceram, e deve-as revogar, substituindo obviamente a medida de coação por outra, ou outras, ou nenhuma à exepção do Termo de Identidade e Residência (TIR) que é uma obrigatoriedade resultante da constituição de arguido.


O CASO EM CONCRETO:


O Ministério Público, ao promover nova medida de coacção como a “Obrigatoriedade de permanência na habitação – com controlo por dispositivo electrónico”, está automaticamente a dizer:


- (!) Houve uma alteração nos pressupostos de aplicação da medida de Prisão Preventiva, pelo que se afigura suficiente, por ora, aplicar-se outra. E por outra entende-se obrigatoriamente, menos gravosa.(!)


Porém a medida proposta pelo MP, (Obrigatoriedade de permanência na habitação – com controlo por dispositivo electrónico) tem uma prerrogativa obrigacional, que passa pelo consentimento do arguido nessa alteração.
O arguido disse não.


(!) Mas a realidade é esta (!) O arguido não disse não (porque não pode!) à medida de coacção, mas antes à fiscalização desta! Ou seja – À pulseira electrónica. (!)


Assim se trata, porque entende o legislador que o consentimento obrigatório do arguido assenta em valores relativos à sua dignidade.
(Esse consentimento ou não, tem obrigatoriamente de ser pessoal, e diante do JIC, o que não sucedeu). Mas não é por aí.


Visto recusado o consentimento do arguido, o JIC veio ontem manter a medida de coação de Prisão Preventiva.


Agora, ou o JIC mudou de opinião no prazo de 2 dias (e a ser tem de fundamentar com novas provas, e factos que justifiquem, sendo caso único na justiça Nacional) relativamente aos pressupostos da Prisão Preventiva, ou manteve-a sustentada em quê?


Se há 2 dias o Tribunal entendeu que não subsistiam os pressupostos para a Prisão Preventiva, agora e após, o não consentimento do arguido, voltaram a existir? Não creio; e a ser, não houve justificação.


Para mais, quando existem diferentes meios de controlo da Obrigatoriedade de permanência na habitação – como o recurso do controlo à distância, a verificação por voz, entre outros, deveria ser então promovido, tendo em conta o carácter de “Ultima Ratio” da Prisão Preventiva.


Um recurso desta decisão (que é admissível) neste momento, frisando estes pontos, deixar-me-ia de facto curioso com o desfecho.


Presumo que tudo isto tenha sido, estratégia da defesa.



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Parafraseando Churchill, «A democracia é a pior forma de governo, com a excepção de todas as outras que têm sido tentadas».

Este é o paradigma do “prémio de consolação” que temos assentido viver. A democracia tem sido aquela paisagem sublime, em que as flores nem sempre cheiram bem.


A Democracia é na sua génese locadora da Separação de poderes, dos Direitos Fundamentais como os Direitos Liberdades e Garantias, entre outros, consentindo assim um equilíbrio indispensável à vida em sociedade.


Contudo, parece-me que subsistem duas linhas cardeais, de importância hierarquicamente superior nesta concepção idílica, que gravitam em torno da tão necessária Liberdade.


1. Sufrágio – Liberdade de acção na mudança da vereda respeitante às vontades.


2. Abolição da Pena Capital – Garantia dessa Liberdade, respeitando-a como valor social.


Desculpem honestamente este desafogo…


É que eu sempre fui um ebuliente vaidoso desta minha condição de congénito do primeiro país a abolir a pena de morte sob a forma de lei.
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"E Morreram Felizes para Sempre” combina um edifício no Hospital Júlio de Matos, duas das mais marcantes estórias da História de Portugal e uma experiência labiríntica que desafia os intrépidos e curiosos. 

Neste espectáculo, os visitantes são convidados a mergulhar num universo multissensorial e a descobri-lo sem qualquer tipo de barreiras ou de inibições. 

As personagens movem-se sem palavras e vivem as cenas por meio de expressão corporal. Cada visitante é livre de traçar o seu caminho e de explorar o espaço ao seu próprio ritmo. A história é inspirada na tragédia amorosa de D Pedro I e Inês de Castro e na invenção da leucotomia, por Egas Moniz, vencedor do Nobel da Medicina em 1949, no seguimento de uma nomeação obtida no primeiro Congresso Internacional de Psicocirurgia, organizado no Júlio de Matos.

Este formato imersivo tem alcançado enorme sucesso em Londres e Nova Iorque, com destaque para produções como “The Drowned Man”, “Sleep no More”, ou “Then She Fell”. A estreia em Portugal está marcada para Abril, na semana do LISBONWEEK.














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O treinador Jorge Jesus não aceitou a nova dinâmica assente na contenção de custos e aproveitamento da formação de Luís Filipe Vieira, e decidiu “identificar-se economicamente” com o projecto (oportuno) de Bruno de Carvalho, assente no investimento, onde poderá auferir até 6 Milhões por ano.

(Afastando-me da circunstância económica), a minha inquietação não passa pela transferência de Jorge Jesus para o Sporting C. P, mas antes pela possível vinda de Rui Vitória para o S.L.Benfica.


Não duvido da sua habilidade como treinador, mas tenho as minhas reservas no que diz respeito ao impacto que a responsabilidade de treinar uma potência como o Benfica pode ter.
Descansava-me mais um treinador com alguma experiência europeia, e com o conhecimento da circunstância de 2 jogos por semana, como Paulo Bento ou Marco Silva(!).

Hoje deu-se uma jogada arriscada para os dois maiores clubes de Lisboa.


Se por um lado (S. L. Benfica) saiu um bom treinador, que nos deu muitas alegrias, confiança e querer; para os lados do Sporting C. P. chegou um bom treinador, que à sua imagem, terá de enfrentar um Presidente que não sabe ser figura de segundo plano.
A saída de Marco Silva poderá de facto ser uma pedra mais pesada do que se julga, num prazo não tão longo.
Há ainda a “situação Augusto Inácio” – que é pública a animosidade entre eles.


O Presidente Bruno de Carvalho, copulando-se à figura de líder de claque, não reúne de todo as exigências inerentes ao prestígio de qualquer instituição desportiva de grande dimensão como é o caso do Sporting C. P., porém toda esta repentina alteração na estratégia desportiva assente no investimento, tem um nome – Álvaro Madaleno Sobrinho.

Lanço um repto, a que façam uma rápida pesquisa por este senhor que certamente trará ao Sporting C. P. mais Milhões além dos 6, contudo também se levantarão suspeitas de que tudo o que entra sai, e nem sempre da mesma forma.


Nota: Benfica deveria repensar Marco Silva, demonstrando que quem ganha jogos é uma estrutura, acima de um treinador. Fechem as fronteiras a tempo, porque Sevilha é aqui tão perto.
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1. A investigação à FIFA foi experimentada pelos EUA.
2. O país visado com a criminalidade é a Suíça.
3. O país de origem dos altos dirigentes da FIFA que estão detidos são paraísos fiscais (Trindad e Tobago, Ilhas Caimão, etc.).


O antagonismo de ordenamentos jurídicos é tão vincado, que a verosimilhança de tudo isto cair num arquivamento desmemoriado é tão grande, como se falássemos de submarinos em Portugal.


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"Esta cultura de se apresentar uma narrativa embusteira para campanha eleitoral, e um discurso oposto aquando no governo, só promove de um maior descrédito na classe política nacional. Em momento algum se verificou tamanha desconsideração pelos políticos como hoje.
Nós portugueses já nos habituamos sem nos acostumar, a promessas eleitorais. Porém, este governo apresentou-nos uma inovação trágica.
Prometer aquilo que não se pode cumprir, tem sido absolutamente reiterado. Agora garantir aquilo que não se vai fazer e no fim fazê-lo, é no mínimo fraude, é uma burla. Uma falta de respeito aos portugueses.
Que essa memória se manifeste mais no de boletim de voto, e menos sob forma de greve".


- Meu Texto de opinião no Jornal Destak 02/06/2015.



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O Sporting conquistou a Taça de Portugal ao fim de 7 anos.

Foi um jogo mau. Pouco intenso a nível físico, vagaroso nas movimentações, paupérrimo a nível táctico, sem criatividade. Isto de parte a parte.

Esta final foi a (infeliz) demonstração do desnivelamento de qualidade do S.L Benfica e o F.C.Porto com as demais equipas do nosso campeonato. Relembro que foi o 3.º contra o 4.º lugar, era uma final e o espetáculo foi este.
Igualmente deplorável a equipa de arbitragem.
Esta desigualdade na competição não é positiva para nenhum amante de futebol, nem me rejubila especificamente enquanto Benfiquista.

Termino dando os meus parabéns ao Sporting C. P., pela vitória da 16.ª Taça de Portugal, estendendo as congratulações aos sócios do Sporting C. P. que sabem e merecem ganhar.

Parabéns Marco Silva, de quem tenho uma especial admiração.




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A Assembleia da República aprovou na 6.ª feira passada a lei do Enriquecimento Injustificável.
Esta proposta é a transferência do ‘Enriquecimento ilícito’ já consagrado na lei Civil para a tutela penal, estabelecendo-o como crime.


Apesar de ser um acérrimo defensor de tudo o que possa contribuir para uma maior transparência da justiça, tenho algumas ressalvas que me parecem importantes.


A regra de avaliação terá obrigatoriamente de incidir entre a discrepância de obtenção do património e os rendimentos declarados, pelo que me leva a questionar a admissibilidade desta proposta em matéria Constitucional.
Em modesta opinião, a terminologia ‘Ilicito’ e ‘Injustificado’ em muito difere na sua interpretação.


Se no ‘Enriquecimento ilícito’ se entende que existem factos que levam a uma suspeita de alguém ter enriquecido de forma ilegal e então se tenta provar essas circunstâncias, já a terminologia ‘Enriquecimento injustificável’, torna susceptível o entendimento de que basta a não justificação de determinado enriquecimento para que se considere preenchido os elementos do tipo de crime. Assim sendo:


1. Questiono até que ponto o legislador se afasta da estrutura acusatória da nossa tutela penal, especificamente no ‘Principio da Presunção de Inocência’ (Injustificado não é concreto – antes suspeição), e ainda nas regras do ónus da prova. (Quem alega/acusa, terá de provar).


2. No caso em que não se demonstra o ilícito do comportamento, temos de
perguntar qual o bem jurídico a proteger?


3. Afigura-se-me que uma fiscalização ao T.C. e o diploma chumba. (Mais uma vez).


Cuidado que “Legislar para inglês ver” só funciona enquanto o inglês não aprender a falar português.
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Quando fez 1 ano de idade, a mãe separara-se do pai, vivia com outro homem e, nunca mais tentou o contacto com a filha.
A pequena de agora 3 anos vivia com o pai (que padecia de alguns problemas mentais ligeiros), com uma tia, e a uma distância de 2 anos da mãe.
Fosse pela tenra idade, ou pela incomensurável ausência, não era de todo notória a falta da sua progenitora no comportamento da menor.

Tamanha ausência não a impediu porém (a mãe), 2 anos volvidos, de intentar uma acção de Regulação das Responsabilidades Parentais, onde tentava ficar com a tutela da menor.
O principal argumento era, “Eu sou a mãe, e o pai é maluco!”.
Automaticamente vi-me no “I am Sam” do Tom Hanks.

- “Veja Sr. Dr., veja como ela está bem”, esclarecia a tia a meio da audiência enquanto me exibia várias fotos no Iphone, onde a pequena menina pousava para as fotos agarrada aos seus peluches preferidos.

É inegável a proeminente relevância da figura maternal numa criança de três anos. Relacionando com a idade, quer na sua formação, mas particularmente na estrutura. A criança carece dessa referência para germinar valores e princípios que a possibilitarão crescer como cidadã mais consciente dos valores familiares.

Por muita censura que automaticamente queiramos atribuir à mãe aquando a abandonou por dois anos para ‘fugir com outro homem’, esse é um ónus que a menor não deve suportar, e por sua vez ver-se cerceada de tamanha figura essencial para o seu crescimento.

Obviamente que a tutela foi partilhada, musculada, e prudente no sentido de salvaguardar a menor de um futuro sumiço da mãe, que confiamos não acontecer. A pequena merece. Só ela.




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Provavelmente vou estragar milhões de argumentos sociais, mas ser objecto de estudo não significa de forma alguma estar “cientificamente provado”!

As vicissitudes económicas e financeiras sobrepõem-se cada vez mais ao nobre interesse de informar a sociedade. Essa consequência denota-se não somente nos meios de comunicação social, mas em estudos elaborados por entidades de “credibilidade pública”.
Infelizmente as entidades de “credibilidade pública” detêm a sua gestão segundo o mesmo princípio económico e vendem-se pelo melhor preço, ou até pelo negócio mais vantajoso - Sim, são situações diferentes.


Injúria e difamação são crimes sem justiça!


O Hospital de Santa Maria, independentemente de se saber que o estudo foi cabalmente encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, terá um árduo trabalho para repor a dignidade e bom nome da instituição quase centenária e, o património que esta representa.


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Sinto que sei menos agora do que sabia antes. Com certeza estou mais perto da sapiência.:
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“Podes observar a forma como um país é desenvolvido, na forma como ele trata os seus reclusos!”.
Esta é uma frase centenária que me faz cada dia mais sentido.


É certo que presentemente se observa uma enorme discordância entre a quimérica “recuperação dos infractores para a sociedade” e as condições dos Estabelecimentos Prisionais.
Só quem nunca entrou numa prisão o pode refutar.


Não me recordo de um candidato a primeiro-ministro ter alguma vez agregado nas suas propostas, medidas respeitantes aos reclusos.
A justificação é simples.


Primeiramente é uma matéria de extrema controvérsia na medida em que são todos os contribuintes a pagam essas garantias na persecução da reabilitação do agente, e normalmente o povo (em geral) não age com justiça, mas prepõe actuar que nem vingador, na odisseia de represália da vítima.


Segundo, e talvez mais importante, os reclusos não votam!


Não asseverando a minha subscrição na supra mencionada medida, pois embora aceite a sua necessidade, tenho as minhas ressalvas no que respeita ao seu sentido oportuno/conveniente.
Porém saliento a mesma como uma inovação na cultura eleitoral.
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O episódio que ocorreu em Guimarães após o jogo com o Benfica é a demonstração clara de que é polícia quem pode, não quem pretende.

O Subcomissário Filipe Macedo Silva, por muito que goste da profissão, não a pode ter, demonstrou não ter capacidade para tal.
Em modesta opinião, demonstrou exerce-la pelos motivos errados e objectivos distintos do que se exige. Representou um perigo para a sociedade, quando deveria modelar por fazer germinar a segurança.
Enquanto instituição, não se pode excluir a PSP de responsabilidades.

O episódio retrata uma violação tremenda aos princípios basilares da utilização da força. O Subcomissário Filipe Macedo Silva, violou profundamente o Princípio da legalidade, da necessidade, da proporcionalidade, e da conveniência. A nível moral, estende-se uma lista de violações superior.

Se incalculáveis vezes é imprescindível o uso da força pelos OPC’s para fazer imperar a calma e segurança social, em todas sem exepção seria necessário o uso do bom-senso, o respeito dos valores e profissionalismo! Falhou tudo quando tal submissão indigna (e na forma que ocorreu) é operada diante dos filhos do detido, para não abordar a agressão a um idoso. Pergunto:

Naquelas circunstâncias de facto e lugar, que perigo representava aquele Pai, filhos e Avô para o agente ou para a sociedade?


Eu que sou um medricas diria, pouco.
(Não vou sequer abordar as declarações do Subcomissário na tentativa vácua de legitimar tal atrocidade, porque seria desperdiçar tempo com um cidadão que por ignorância ou nervosismo, se contradisse de início ao fim das mesmas).

Por sua vez, quero terminar dizendo que a PSP não é isto! Acredito que a PSP representa um papel fundamental na segurança e perseverança da mesma. Apelo do mesmo modo, que não devemos de forma alguma generalizar as forças de segurança pública, com este acto infeliz.


Eu acredito. Mas também acredito que será extremamente complicado fazer aquela criança acreditar. E isso deve ser pensado.



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O S.L.Benfica foi Bi-Campeão nacional esta tarde em Guimarães.
Muitos são os festejos que se fazem sentir por todo o país, e inúmeros são os argumentos utilizados pelos clubes rivais na tentativa de minimizar o feito do Benfica.


Justificam-se essencialmente com o favorecimento das arbitragens, o que aqui entre nós, não deixa de ser formalmente admissível especialmente num país em que outrora essas circunstâncias alheias ao futebol ditaram tantos títulos em Portugal.


Relativamente ao conteúdo, parece-me arriscado apontar uma narrativa no favorecimento de um clube que está no primeiro lugar da liga desde a 4.ª jornada.
O Benfica venceu o seu único adversário directo fora por 2-0, empatou em casa, e garantiu a sua posição privilegiada no confronto directo.
Hoje muitos dos olhos estiveram colocados no jogo do Guimarães com o Benfica, mas a resposta deste campeonato para mim, passou muito pelo que sucedeu no Restelo. O F.C.Porto demonstrou um futebol lento, e sem soluções. Apático e sem o querer necessário para vencer. O empate permitiu que o Benfica, mesmo sem uma vitória, conseguisse festejar o título de campeão nacional.


Em modesta opinião, este título do S.L.Benfica é especialmente penoso para o F.C.Porto, porque este ano assistimos a um investimento histórico deste. Nunca um clube em Portugal investiu tanto. O F.C.Porto teve ao seu dispor jogadores fantásticos que poderiam facilmente ser hipóteses credíveis na maioria das equipas da Europa, e mesmo assim não conseguiu transformar essa mão-de-obra em resultados. Faltou o Arquitecto. Faltou o treinador.


Na verdade, o S.L.Benfica com um plantel de menor qualidade, (a ver o afastamento madrugador das competições europeias) teve um treinador que soube gerir com astúcia essa situação. Não é fácil fazer recuperar um clube de uma sangria de 18 jogadores, onde 8 desses eram titulares. Jorge Jesus, à sua maneira, soube responder e demonstrar que os 6 anos que leva de Benfica, traduz em muito da sua experiência enquanto treinador.



O Benfica é um justo vencedor desde Campeonato Nacional. Parabéns a nós! 34!
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“Enquanto somos distraídos com conversas da treta, todas elas dissimulando e escondendo a realidade, iludindo a verdade e ocupando a paródia politiqueira, tal como esta história de como saímos do esforço comum que fizemos com a troika, se à irlandesa, se à portuguesa, se à grega, outro mundo está aí, bizarro, impune, que dá cada vez mais razão ao autor do livro ‘A Suíça lava mais branco’.
Jean Ziegler, uma das referências mundiais do estudo das estruturas do Estado, admite que a curto prazo a principal organização criminosa de um país, sem referências éticas e judiciais bem firmes, é o próprio Estado. O Estado-Máfia que é, em si próprio, o promotor do crime organizado em grande escala. Não se passa uma semana em que as notícias não confirmem esta caminhada apressada para a evidência absoluta deste Estado-Bandido, cada vez mais dilacerado. Ainda ontem, era noticiado que milhões de euros de fundos comunitários destinados às PME tinham escapado para contas bancárias nas Caraíbas. No arranque da semana, as notícias davam conta de que mais um grupo de funcionários do sistema de Saúde, logo funcionários do Estado, conseguira desviar milhões de euros. Na semana anterior, já fora notícia a absolvição de todos os intervenientes no chamado processo dos submarinos.
Os corruptores presos na Alemanha, os corrompidos, gente inocente aqui, na nossa terra. Na mesma semana, ficámos a saber que o Estado assumiu mais dezenas de milhões de euros desse buraco sem fundo que é o BPN.
Das célebres PPP já nem vale a pena falar, embora a sangria de dinheiro do Estado não pare.
Isto é a ponta do icebergue. Se saímos à irlandesa desta terrível relação com a troika ou com programa cautelar é coisa irrelevante se esta hemorragia não parar. Se os negócios do Estado continuarem a ser movimentados nos interesses de alguns e bem se sabe até onde o negócio pode levar. Veja-se esta entrada nos PALOP de uma das mais terríveis ditaduras do mundo apenas com a finalidade de salvar um banco. É cada vez mais evidente que não há negócio anunciado que não tenha comprador acertado. É cada vez mais evidente que não fomos nós que vivemos acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Cada vez é mais claro que o Estado permitiu que um punhado de gente poderosa roubasse acima das nossas possibilidades durante muitos anos
”.


Francisco Moita Flores
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Isto além de falta de respeito pela dignidade pessoal dos candidatos e familiares em detrimento de interesses económicos é, de uma total ilegitimidade. Falta de proficiência. Porquê?

Escarnecer das orelhas de um rapaz num programa que tende a analisar a forma de cantar, agrava em muito quando nos Júris ocupa um estrábico (vulgo Vesgo!) que tem feito vida a produzir revistas de mulheres nuas, um que opina em tons aflautados (de quem tem uma flauta entalada na garganta) e mesmo assim da voz, ainda é foi capaz de gerar tremenda barracada em directo aos berros com Sónia Tavares, e por último uma mocinha com idade para ter juízo, que mal vê um rapaz com mais de 45 kg fica doidinha aos pulos que nem macaquinho de circo. Aconteceu o mesmo quando andou na peleja com Rita Pereira por causa do Gonçalo Castel-Branco.

Rapaz, confia em mim. Orelhas grandes? Eu tenho o nariz torto e provavelmente também não sei dar um Ré afinado. Vai à escola, lamenta a estupidez alheia, e ri-te dela, porque pior que as orelhas grandes ou narizes tortos são cérebros inexistentes.


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Chego a casa vindo de um julgamento de 4 horas e 15 minutos, (que terá a sua continuação na próxima segunda-feira), e vigiei cuidadoso por específica programação televisiva que planeava ver. Fim do dia,


1. O Barcelona suprimiu a melhor equipa do mundo, quando a jogar em casa.


2. António Costa foi vedado de proceder à sua campanha eleitoral antecipadamente calculada, e reavivado a cada minuto que estava numa entrevista e não numa exibição.


3. Exibição essa ficou reservada categoricamente para Passos Coelho na minha estimada Aula Magna, onde mimoseou todos os atentos com um fantástico número de Stand Up.


4. Finalizei com a RTP Informação, numa entrevista com Sampaio da Nóvoa, que se revelou uma golfada de ar fresco. Ganha particular relevo a inteligência sagaz deste, indicando uma preparação inapta para a comunicação, e particularmente na pedagogia do ensinamento das suas ideias. (Digam-se, apetrechadas de uma credibilidade que os políticos já nos descostumaram).
Sampaio da Nóvoa, para já, uma brisa fresca num panorama reiteradamente mofento.


Ps: José Sócrates queixa-se de estar preso preventivamente há 5 meses sem que o MP lhe dê a conhecer a acusação. Duarte Lima está preso preventivamente há 5 anos, e não se queixa nem um só momento. Calma Zé.
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Deixem-me ver se compreendo este episódio de complexidade em torno de uma mensagem de telemóvel.

Um jornalista dirigindo-se a António Costa, apelidando-o de alguém com “falta de coragem”, “ausência de um pensamento político”, que “faz política de tubo de ensaio”, que “encomenda umas contas que não comprometem ninguém”, é segundo o próprio, um - exercício da liberdade de pensar.


Todavia, se o alvo dessas apreciações resolve reagir, ingressamos no império da incursão e cerceamento à condição e liberdade do insatisfeito jornalista.
Não me cingindo somente ao caso em apreço, há muito tempo que a imprensa nacional (na sua imensa maioria) tem sido uma inquietação para mim, divulgando pouco mais que um reflexo de uma profissão soberana, influente, profícua, necessária, que em tempos era executada por profissionais, com valores, princípios e respeito. Particularmente conhecedores do próprio código deontológico, onde o carácter subjectivo é hoje, nada mais que uma palavra que ninguém sabe se dissipou o ‘C’.


Vivemos salvo raras excepções, de uma imprensa política(!) em detrimento de informável, desprezível, envés de publicamente útil.
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Agora que já é de agnição pública os alicerces da quezília que o treinador do F.C. Porto Jullen Lopatego protagonizou no final do jogo na Luz, creio intolerável a atitude do treinador do S.L Benfica.
Jorge Jesus já nos tinha acostumado ao seu estilo amotinado e desaprazível, porém, afigura-se-me uma incomensurável falta de urbanidade a forma jocosa como tem apelidado o Sr. Loucopegui nas mais variadas conferências de imprensa.


Como colega de profissão que é, seria mais que justo a abertura de um inquérito na Liga, de forma a restituir o prestígio e respeitabilidade ao Lopotrengo, que tem provas assentes do seu profissionalismo e reputação.
Lotepolgui, como treinador estrangeiro que é, deveria ser particularmente bem acolhido no seio da primeira liga nacional, longe deste bullying desportivo.
É ainda importante ressalvar que Totópegui não se destaca meramente na sua carreira como treinador, mas inclusive como jogador, actuou no F.C. Barcelona ao seu mais alto nível, alcançando um estatuto no panorama desportivo que merecia algum maior respeito.


Eu, prosélito do desporto, peço formalmente as desculpas ao Sr. Lopotolgui em nome de muitos dos Benfiquistas que hoje se reveem nesta missiva. Os demais, esses têm definitivamente bom gosto.
Exmo. Sr. Lotopegui, cordialmente me subscrevo,


Ivo Filipe de Almeida


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Aníbal Cavaco Silva foi mais uma vez ele mesmo, congregando a sua fragilidade demencial, sem noção de quem é, nem do cargo que ocupa. Quis sem pudor deixar para a História a sua indecorosa estória, aquela em que nunca se permitiu ou soube assumir a voz da nação, a representação dos cidadãos ou mesmo descer do seu pináculo de zurpação de interesses aos mortais do povo.Quis deixar a mensagem de um caminho de obstruções, onde com o seu facciosismo sempre foi estorvo principal deste trilho. 


Deixou o seu último trejeito num dia de liberdade, mas também eu anseio que os portugueses não se olvidem da sua estória. Não devem.
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Já é hoje é hoje virtualmente impossível para um particular transferir dinheiro para fora de angola pelas vias oficiais.
Os bancos comerciais são obrigados a converter kwanzas em dólar a uma taxa em torno da oficial, e porventura será este o motivo para recusarem a transferência aos clientes, afinal, estariam a perder dinheiro.


Por outro lado, a própria liquidez deverá estar bastante apertada, numa altura em que os mercados internacionais se fecham e o banco central deverá dosear a cedência de reservas, elas próprias depauperadas pela crise do petróleo.
Tempos difíceis para quem acreditou no "sonho Angolano".
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E se gostava de deter um relato histórico e esclarecer com minucia onde estava eu naquela manhã de 25 de Abril de 1974. Infelizmente, foi só passados 12 anos que nasci, o que parecendo que não, complica as memórias desse dia, e as tardes fantásticas a discorrer sobre o mesmo.

Aparte disso, a Revolução dos Cravos, é decisivamente o episódio histórico nacional que mais me agrada, que fiz questão de aprender, estudar, procurei os detalhes, livros, depoimentos, persuadi umas quantas visões no centro de conversa entre amigos do meu pai.

Serei um eterno Aprendiz. Estou consciente da impossibilidade de dilucidar com justiça o sentimento de 41 anos de opressão em textos de duas folhas ou reportagens de duas horas. É tanto mais do que isso.

Tenho para mim que 41 anos de opressão, isolamento e medo, ultrapassam em muito o dia 25 de Abril de 1974, e não sucumbem totalmente nem mesmo 41 anos volvidos.
Essas interiorizações em muitos dos Portugueses são inexplicáveis a quem as sente, ou a quem as tem sem sentir, porventura, até sem saber.
São 41 anos que descortinam o fundamento de muitas das decisões que o povo português tem vindo a tomar até então. São máculas de absolutismo que ainda hoje se sentem neste povo.

O que queria deixar claro é uma mensagem de coragem. Não posso oferecer esperança, mas gostaria de que se abstraísse o medo deste nosso povo.
Quando as televisões, rádios e jornais falam hoje sobre o 25 de Abril, acho primordial que se releve a perspectiva da coragem demonstrada por aqueles que acreditaram, que sonharam, e avançaram!
Em resultado da sua coragem, trouxeram-nos a Liberdade, e essa teve o seu pináculo no dia 25 de Abril de 1975, com eleições democráticas.
Infelizmente, hoje o medo é uma constante, e em inúmeras cabeças surge a imagem que todos podemos ter tanto a perder quando expomos a nossa ideia, os nossos desejos, os nossos juízos, conceitos, opiniões, e mesmo quando se grita que é injusto! por aí se fica, admitindo-se cercearem-nos da nossa liberdade.

Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Este temor instalado, é um desagradecimento vincado para com aqueles que tanto me fazem sentir orgulhoso de ser Português.

Não sei o que é viver no domínio da opressão de livre opinião, na persecução persistente do medo, ou não gozar o direito de sufrágio, mas tenho a certeza da minha convicção, dos valores que devo seguir, do que quero, e de como quero o meu país. De como quero viver.

Isto foi-nos oferecido. Um legado de força e combate ao medo.



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Ontem deu-se o terror em Munique. O F.C.Porto foi goleado pela melhor equipa em prova, que só precisou de 37 minutos para arrumar com esta celeuma da esperança Portuguesa.

Não foi estranho notar que muitos adeptos do F.C.Porto, após a primeira mão, e no fervor natural da emoção, sentissem que o favoritismo era seu, e que a passagem às meias-finais um corolário da radiosa exibição no Dragão.
Porém, o que me faz alguma confusão, é o Treinador, Sr. Lopetegui, partilhar dessa superfluidade de euforia, que veio a alterar substancialmente as suas resoluções tácticas.


Acompanho com gosto este Bayern de forma mais rigorosa desde Guardiola, e desde logo me apercebi que funciona como um compressor. O treinador do Porto deveria ter preparado os seus jogadores para essa situação, a si mesmo, e jamais colocar-se em campo linhas tão recuadas, o que gerou (naturalmente) um sufoco de 45 minutos, cinco golos, e a eliminatória resolvida em 37 minutos.


O Porto (sem Danilo e Alex Sandro) foi eliminado pela melhor equipa da actualidade, porém, também não foi essa equipa que os eliminou. Não se enganem.

Estas derrotas são engenhosas em desmotivar, cerceando a confiança e inspiração de uma equipa, e por isso, sabiamente os adeptos correram em massa ao aeroporto, recebendo os jogadores, e demonstrando que é importante saber perder.
 

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Todos os dias centenas de imigrantes ilegais tentam alcançar a Europa. É pérfido dizer-se que sucumbem às águas impiedosas do mediterrânio, na vácua tentativa de alcançar o sonho de uma europa em forma de sucesso. Mas agrava na razão.
A realidade passa uns furos abaixo dessa decência, e o pulo para o Adamastor é nada menos que uma evasão ao domínio. Domínio da fome, da miséria, da tristeza. Lançam-se na viagem conscientes da probabilidade de ser a última, conhecedores dos perigos, cientes das suas fragilidades (des) humanas.


Mas expliquem-me, qual a porção de desespero necessário para se arrojarem à prova onde só a minoria conquista? Como se vive um destino na ponta de uma arma?

Tudo serve de nada, se não for a vida inquietação premente no mundo. Exige-se imediatamente que a U.E. execute de uma vez, o cumprimento da solidariedade, que vem plasmado como um dos seus princípios fundadores, disponibilizando recursos para estancar de imediato estas letargias de líderes profanos.





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As afirmações de Declan Hill terão tanta alerta na comunicação social nacional, como logrou a confissão do Casagrande sobre o uso normalíssimo de dopping no F.C.Porto.

Por detrás de todas estas descontentes evidências, alimenta-se um risco de dano crítico no prestígio internacional que a todos os amantes de desporto e não só, deveria desassossegar.
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Pela cadência de prenúncios, permanecia eu muito pacífico na expectativa de que isto fosse acontecer, mas nunca vos transmiti do quê.

Ora, nesta senda onde os media nacionais fincam pé na sua constante ingerência em tudo o mais que não sustam legitimidade, finalmente chega o dia que um ‘Jornal’, pasme-se, decide elaborar uma proposta de revisão constitucional.


Portugal passa assim, a ser o único país do mundo onde um ‘Jornal’ quer elaborar a Revisão Constitucional de um país.
Orgulho.


O ‘Jornal’ é o já conhecido “Observador/Jornal-oficial-do-Durão-Barroso”, e a proposta já pode ser consultada.
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O Benfica acaba de se sagrar Campeão Nacional de hóquei em patins, no Pavilhão da Luz, goleando o F.C. Porto por 4-1.
Mais que futebol, Benfica é uma das maiores instituições desportivas do mundo, alcançando resultados invejáveis nas mais variadas modalidades.

Benfiquistas orgulhosos, porque só nós compreendemos.



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Desde o meu primeiro ano de curso que me instruíram a analisar a qualidade de um país, na forma como tratam os seus reclusos.
Após uma apressada reflexão, conclui-se pela incontestável assertividade dessa máxima.


Contudo, hoje ao assistir à “Repórter TV”, retira-se algo especialmente tenebroso. A capacidade que as nossas elites têm de menosprezar o que de mais valioso existe no mundo. A vida.
A deterioração daqueles que devem ser os pilares principais e intocáveis da nossa sociedade (Justiça, Saúde, Educação), são a manifestação empírica que esta crise é muito mais penetrante e dilatada do que o nível financeiro que nos querem fazer acreditar.


Despertar esta sociedade para a crise, na sua face dura e real, seria papel para os nossos lideres, que não temos, para o nosso governo, inexistente, seria o papel das nossas forças sociais, que estão mais interessados e metidas em jogos de poder, do que na atitude de serviço. Tal como Camões transmitia, que «Fraco rei faz fraco a forte gente»; e nós temos uma falta desesperante de líderes, temos uma sociedade montada numa espécie de Sebastianismo.


É urgente, e urgente gerar, um sentido de solidariedade, um sentido de coesão social nacional. Por ora, o que se apela é sempre á fractura, é sempre e só à deflagração social, na busca de votos e reputação política.
O nosso Presidente da República está no poder desde 1980. Estamos a encarar questões muito graves, com os mesmos profissionais da política que nos conduziram até aqui.


Seria este o tempo de demitirmos os políticos profissionais, substituindo-os por profissionais na política. Nós temos tantos denunciantes, e não vejo proclamadores, e os poucos que temos, mentem em estratagema.
Andamos outra vez com esta quimera estatística da politização, mas a realidade é que temos um nível cultural paupérrimo. Governar para estatística, tal jogo de interesse. Não podemos esperar por um Messias, temos é de fazer de todos nós a pessoa que aponta o dedo e grita «O Rei vai nú», por muito engravatado que esteja.


A Reportagem que hoje vi, conta-me mais.
Diz-me que estamos a produzir uma sociedade montada na fachada. Estamos a desfigurar gerações, que vão ser o futuro deste país. Receio pelos meus filhos, pelos meus netos.


Estão jovens a desenvolver-se sem bases, estão a crescer sem valores, estão a agraudar-se numa sociedade que está montada no ter, e esqueceu o ser.


Negociar seres humanos daquela forma, vulgarizar os nossos idosos nos nossos hospitais com tal naturalidade, é procriar gerações de jovens sem memória, é criar gente sem história. Quando a memória e a história não se encontram, encontram-se os cataclismos sociais.


Estamos a crescer colectivamente sem memória.
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Os génios da literatura são seres superioras, que nos dão sonhos, asas e o mundo. Porém, aprecio particularmente aqueles que têm a incomensurável capacidade da intemporalidade no que escrevem. Esse é o crivo. Hoje, ao ler pela centésima vez o livro “Processo” de Franz Kafka, deixo aqui a personificação do ser intemporal em cada um de nós.

«À porta da lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá para dentro.
Ao ver tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”.
O homem do campo não esperava tantas dificuldades. A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre, pensa ele. Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba à tártaro, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar. O guarda dá-lhe um banco e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.
Ali fica, dias e anos. Faz diversas tentativas para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores, no fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.
O homem, que se preparara bem para a viagem, emprega todos os meios dispendiosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo mas diz sempre: – ”Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste”.
Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe o único obstáculo à entrada na Lei. Nos primeiros anos diz mal da sua sorte, em alto e bom som e depois, ao envelhecer, limita-se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil e como, ao fim de tanto examinar o guarda durante anos já lhe conhece as pulgas das peles que ele veste, e pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda.
Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro ao seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda apercebe, no meio da escuridão, um clarão que eternamente cintila sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima.
Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz-lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo. – ”Que queres tu saber ainda?”, pergunta o guarda. – ”És insaciável”.
– ”Se todos aspiram a Lei”, disse o homem. – ”Como é que, durante todos esses anos, ninguém mais, senão eu, pediu para entrar?”.
O guarda da porta, apercebendo-se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte: – ”Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou-me embora e fecho-a”»
.



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Um dia, quando a dor exasperada já for capaz de mortificar o perdão que tenho, provavelmente os teus esforços sejam meramente penitência do tempo perdido.
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O poder inutiliza o ser humano. Melhor, a persecução que se faz em prejuízo desse poder, decompõe o ser humano à sua raiz inválida. Controla-o, define-o, e coloca no mostruário do mundo o que cada um é hábil de fazer por tal perseguição desenfreada.
Seja por dinheiro, protagonismo, confiança, verifica-se de há anos até então, que se vende a alma ao diabo por exígua dose de alguma dessas buscas. É uma adição ao requinte de alibi perfeito, onde se transfere o perigo de overdose eminente para quem nunca procurou consumir. A política nacional é um reflexo e exemplo de excelência deste mesmo facto.
Quando tudo vale, não mais há vencedores.
A ambição própria levada ao extremo (o que sucede mais apressadamente do que parece), consegue ser das particularidades mais arrebatadoras do próprio humanismo, anatomizando a disposição social que se carece à comunidade.

Estava a ler ‘Shatterer of Worlds’, de P. Goodchild, onde se narra a reacção de Robert Oppenheimer, aquando comparada com a do Presidente Truman, no que concerne ao primeiro lançamento da bomba atómica.
Robert Oppenheimer na qualidade de cientista criador da Bomba Atómica, relatou com alguma minucia o que observou no primeiro teste executado, em estiradas diversas como, “(…) então, à medida que a nuvem de gás quente arrefecia e se tornava menos vermelha, via-se uma chama sem azul circundante, um clarão de ar ionizado… (…) Era um espetáculo terrível. Quem alguma vez presenceia uma explosão atómica, nunca mais a esquecerá. E tudo em silêncio absoluto, a detonação veio minutos depois, bastante forte. As pessoas tapavam os ouvidos, mas o ruído mantinha-se. As pessoas ficaram todas em silêncio”.
Quando questionado sobre a sua invenção, Oppenheimer respondeu, “I become death, the shatterer of worlds”, como que comprometendo-se com o desconsolo.

Por sua vez, e em sequência desta primeira experiência, o Presidente Trauman foi peremptório nas suas alegações; - “O que fizemos foi o maior acontecimento histórico da ciência organizada. Foi feito sob elevada pressão e sem falhanço. Gastámos 2 milhões de dólares no maior jogo científico existente até à data – e ganhámos!”.

Quando tudo vale, não existem mais vencedores.




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Urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania.
Temos vivido na senda de armas mal apontadas. Material bélico dispendioso e lubrificado, mas atestado de pólvora seca. Bem bonito para museu, porém inútil para abater as nossas crises. Certo, são várias.
A que trato hoje é a de Cidadania.


Enceta-se na escola primária quando um professor requer a caderneta do aluno (aquela verde que eu arrancava as folhas para a mãe não descobrir as queixas do professor Manuel), e escrevinha rude relatório referente à falta de educação do petiz. Aquele em que o ‘puto’ andou a saltar por cima das mesas, e a atirar afias à porta da sala.
Os pais não legaram, ele não apreendeu, a televisão não fortaleceu, mas o que é certo, é que no dia seguinte, despontam-se os pais gladiadores de uma honra violada, e apontam o dedo (e ás vezes facas) a tão malévolo docente que não sabe instruir nem controlar mais uma criança.


Há hoje uma impossibilidade absoluta de um grande número de cidadãos, em compreender que a escola é para formar, e a educação não desponta em apêndice de orgulhosos (senão arrogantes) títulos académicos.
É esta uma verdade que assisto desde a pré-escola até às salas de audiência de um qualquer tribunal.
Assisto aquando em instâncias de divórcio, o menor deixa de ser cúpula do amor, metamorfoseando-se em letífera arma de arremesso. Quando em sede de acção laboral a entidade patronal trapaça a confiança do empregador de 20 anos de casa, para que, com justa causa o despedir abandonando-o à mercê das faltas dos seus 3 filhos.


O problema de fundo não passa por sermos o povo do espertismo libertino, mas levanta-se especialmente quando esse ladear de regras, operam no ‘no matter what’, sem agravo nem apelo, amor nem compaixão. Sem princípios ou valores. Em jeito de quem não pagou renda, simula um sub-arrendamento ao amigo, para a acção de despejo sair forjada.


Em cada espaço, circunstância ou ápice das nossas vidas, é sabida esta inadaptação do cidadão em compreender os padrões comunitários. Pode até ir à missa ou reclamar do que está mal com o governo, mas a fim de contas, «a ocasião faz o ladrão» é um aforismo praticamente inabalável com a conjuntura actual.


Em ocasião que se tem licenciado exclusívamente para a estatística, neste país de Exmos. Dr.(s), (porque nada mais somos que números a tentar acompanhar as médias europeias, em modo “no matter what”) urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania, visando a assistência para uma geração de pessoas mais responsáveis, autónomas, solidárias, que dominam e praticam os seus direitos, deveres em diálogo, e no respeito pelos outros. Pessoas com espírito democrático, pluralista, critico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos.




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Não consigo deixar de ciladear o espirito existente na máxima incontornável “É mil vezes preferível absolver dez culpados, que condenar um só inocente”.
Deste modo, em situação de condenação, deve a asseveração do julgador ser formada por completo, indubitavelmente, não sendo bastante a mera desconfiança, ou a noção de que tudo tenha corrido de acordo com determinado nexo causal. Não é de todo satisfatório.


Reiteradamente comento que – Oxalá nos livrem da denominada justiça popular (que de justiça pouco tem), ainda que gostemos de ver filmes como ‘1900’, de Bernardo Bertolucci, ou do ‘Nome da Rosa’.


A justiça popular, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas, têm uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.


A comunicação social, em geral, vem a fabricar Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos sobre ‘a justiça em Portugal’.
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável.
Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos quase obrigacionais. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. Casamento perfeito.


Essa comunicação decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações dos ofendidos e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
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Esta cultura de se apresentar uma narrativa embusteira para campanha eleitoral, e um discurso discordante aquando no governo constituído, só promove de um maior descrédito sem precedentes na classe política nacional.
Em momento algum se verificou tamanha desconsideração pelos políticos como hoje.


Infelizmente já nos habituamos sem nos acostumar, ou acostumamos sem nos habituar, a promessas eleitorais e políticos a mentir. Porém, este governo apresentou-nos uma inovação trágica.


Prometer aquilo que não se pode cumprir, tem sido absolutamente reiterado. Agora garantir aquilo que não se vai fazer e no fim fazê-lo, é no mínimo fraude, é uma burla. Uma falta de respeito a milhões de Portugueses.


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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada".
Nada. Nem nome, nem alma nem esperança. Só um vazio embrulhado em folha arrebatante. Prenda de coisa nenhuma, ausência de rés. Sem peso, forma nem rosto. Sou a incompatibilidade de ser. Um punho aberto, uma despedida na aparição, ou vento que não sopra.
Sou eu. Quem?
Ninguém



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Sempre julguei este como um dos mais perigosos problemas da sociedade actual. A míngua da meritocracia, produz em cascata das mais nefastas consequências deterioradoras de uma comunidade que aprende a injustiça e a revolta. Promove a apatia e principalmente descredibiliza as elites.
Um estado democrático que não reconhece os méritos em detrimento das mais fanáticas ideologias, forçadamente inverte o motor da evolução do país.
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Faço por não assistir a programação bélica para o intelecto, seja o programa da Teresa onde contracena com um olho azul, as festas onde desdentados ao domingo imitam o Quim Barreiros, ou qualquer conteúdo da CMTV.
Porém, o título da reportagem "Penalista arrasar defesa de Sócrates", fez-me negar aos meus tão nobres e convenientes princípios, usei da fibra óptica e assisti ao canal da exasperação.
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Ainda falta mais de um ano para que Cavaco Silva tenha alta do Palácio de Belém, mas mesmo a soro, conseguiu de uma só estopada afastar Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa, Marinho e Pinto, Santana Lopes entre outros. (Este último ainda não reparou nisso).

Depois de ouvir as reacções dos intervenientes, afigura-se arguto um Marcelo Rebelo de Sousa como candidato do PS.
É que este esperneou muito mais que os outros!


Barroso, a visita é às 17 horas.
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A velha e ferrugenta bengala creme parecia moderna à força das rugas que a apertavam, e assim, tentava sondar mais meio palmo de chão que teimava em fintar-lhe o corpo.

De coração em esforço, arquejante como outrora perto assisti, balançava da esquerda à direita, onde os cabelos brancos de tantos anos, ao vento iam acusando os solavancos, arrítmicos a cada passo tentado.

 Estoica de inúmeras viagens sem tempo, foi perjurada sob a calçada declivosa de Lisboa, e então, em plena Avenida Dom. João XXI, a bengala não tateou a pequena falha de pedras porque as cataratas não consentiram, esta soltou-se da mão que a fixava, e lançou-se ao chão abandonando-a e traçando-lhe o mesmo infeliz destino.

Que nem portageiro em fuga terminei-lhe a viagem inevitável, agarrando-a. Senti-lhe a fragilidade no corpo, o pânico nos ossos, a afastamento no olhar.
- Obrigado filho, agora é que lá ia eu.
- Tem de ter cuidado, respondi.
- Obrigado. Sabes, fazes-me lembrar o meu neto.
Silêncio. Sorri.


- Quer lhe telefonar? – Mostrei o telemóvel.
Os olhos bem encetados decaíram ao chão, soltou-se do meu braço individualizando-se, como que a sacudir-se da queda que não deu. Inspirou fundo e contestou sem me fitar.

- Não, ele está a trabalhar. Ele não pode. Está a trabalhar. Obrigado, sim?


Acondicionei o telefone no bolso interior do casaco e disse;
- Ele gosta muito de si.
- Como? – Perguntou admirada.
- Dizia que o seu neto, ele gosta muito de si.


Ergueu novamente os olhos brilhantes de entusiasmo, projectou o sorriso mais genuíno da rua, e interrogou-me;
- Tens a certeza?
- Tenho a certeza. Absoluta.



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