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CrIvo de Almeida™

Os génios da literatura são seres superioras, que nos dão sonhos, asas e o mundo. Porém, aprecio particularmente aqueles que têm a incomensurável capacidade da intemporalidade no que escrevem. Esse é o crivo. Hoje, ao ler pela centésima vez o livro “Processo” de Franz Kafka, deixo aqui a personificação do ser intemporal em cada um de nós.

«À porta da lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá para dentro.
Ao ver tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”.
O homem do campo não esperava tantas dificuldades. A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre, pensa ele. Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba à tártaro, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar. O guarda dá-lhe um banco e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.
Ali fica, dias e anos. Faz diversas tentativas para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores, no fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.
O homem, que se preparara bem para a viagem, emprega todos os meios dispendiosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo mas diz sempre: – ”Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste”.
Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe o único obstáculo à entrada na Lei. Nos primeiros anos diz mal da sua sorte, em alto e bom som e depois, ao envelhecer, limita-se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil e como, ao fim de tanto examinar o guarda durante anos já lhe conhece as pulgas das peles que ele veste, e pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda.
Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro ao seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda apercebe, no meio da escuridão, um clarão que eternamente cintila sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima.
Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz-lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo. – ”Que queres tu saber ainda?”, pergunta o guarda. – ”És insaciável”.
– ”Se todos aspiram a Lei”, disse o homem. – ”Como é que, durante todos esses anos, ninguém mais, senão eu, pediu para entrar?”.
O guarda da porta, apercebendo-se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte: – ”Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou-me embora e fecho-a”»
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Um dia, quando a dor exasperada já for capaz de mortificar o perdão que tenho, provavelmente os teus esforços sejam meramente penitência do tempo perdido.
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O poder inutiliza o ser humano. Melhor, a persecução que se faz em prejuízo desse poder, decompõe o ser humano à sua raiz inválida. Controla-o, define-o, e coloca no mostruário do mundo o que cada um é hábil de fazer por tal perseguição desenfreada.
Seja por dinheiro, protagonismo, confiança, verifica-se de há anos até então, que se vende a alma ao diabo por exígua dose de alguma dessas buscas. É uma adição ao requinte de alibi perfeito, onde se transfere o perigo de overdose eminente para quem nunca procurou consumir. A política nacional é um reflexo e exemplo de excelência deste mesmo facto.
Quando tudo vale, não mais há vencedores.
A ambição própria levada ao extremo (o que sucede mais apressadamente do que parece), consegue ser das particularidades mais arrebatadoras do próprio humanismo, anatomizando a disposição social que se carece à comunidade.

Estava a ler ‘Shatterer of Worlds’, de P. Goodchild, onde se narra a reacção de Robert Oppenheimer, aquando comparada com a do Presidente Truman, no que concerne ao primeiro lançamento da bomba atómica.
Robert Oppenheimer na qualidade de cientista criador da Bomba Atómica, relatou com alguma minucia o que observou no primeiro teste executado, em estiradas diversas como, “(…) então, à medida que a nuvem de gás quente arrefecia e se tornava menos vermelha, via-se uma chama sem azul circundante, um clarão de ar ionizado… (…) Era um espetáculo terrível. Quem alguma vez presenceia uma explosão atómica, nunca mais a esquecerá. E tudo em silêncio absoluto, a detonação veio minutos depois, bastante forte. As pessoas tapavam os ouvidos, mas o ruído mantinha-se. As pessoas ficaram todas em silêncio”.
Quando questionado sobre a sua invenção, Oppenheimer respondeu, “I become death, the shatterer of worlds”, como que comprometendo-se com o desconsolo.

Por sua vez, e em sequência desta primeira experiência, o Presidente Trauman foi peremptório nas suas alegações; - “O que fizemos foi o maior acontecimento histórico da ciência organizada. Foi feito sob elevada pressão e sem falhanço. Gastámos 2 milhões de dólares no maior jogo científico existente até à data – e ganhámos!”.

Quando tudo vale, não existem mais vencedores.




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Urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania.
Temos vivido na senda de armas mal apontadas. Material bélico dispendioso e lubrificado, mas atestado de pólvora seca. Bem bonito para museu, porém inútil para abater as nossas crises. Certo, são várias.
A que trato hoje é a de Cidadania.


Enceta-se na escola primária quando um professor requer a caderneta do aluno (aquela verde que eu arrancava as folhas para a mãe não descobrir as queixas do professor Manuel), e escrevinha rude relatório referente à falta de educação do petiz. Aquele em que o ‘puto’ andou a saltar por cima das mesas, e a atirar afias à porta da sala.
Os pais não legaram, ele não apreendeu, a televisão não fortaleceu, mas o que é certo, é que no dia seguinte, despontam-se os pais gladiadores de uma honra violada, e apontam o dedo (e ás vezes facas) a tão malévolo docente que não sabe instruir nem controlar mais uma criança.


Há hoje uma impossibilidade absoluta de um grande número de cidadãos, em compreender que a escola é para formar, e a educação não desponta em apêndice de orgulhosos (senão arrogantes) títulos académicos.
É esta uma verdade que assisto desde a pré-escola até às salas de audiência de um qualquer tribunal.
Assisto aquando em instâncias de divórcio, o menor deixa de ser cúpula do amor, metamorfoseando-se em letífera arma de arremesso. Quando em sede de acção laboral a entidade patronal trapaça a confiança do empregador de 20 anos de casa, para que, com justa causa o despedir abandonando-o à mercê das faltas dos seus 3 filhos.


O problema de fundo não passa por sermos o povo do espertismo libertino, mas levanta-se especialmente quando esse ladear de regras, operam no ‘no matter what’, sem agravo nem apelo, amor nem compaixão. Sem princípios ou valores. Em jeito de quem não pagou renda, simula um sub-arrendamento ao amigo, para a acção de despejo sair forjada.


Em cada espaço, circunstância ou ápice das nossas vidas, é sabida esta inadaptação do cidadão em compreender os padrões comunitários. Pode até ir à missa ou reclamar do que está mal com o governo, mas a fim de contas, «a ocasião faz o ladrão» é um aforismo praticamente inabalável com a conjuntura actual.


Em ocasião que se tem licenciado exclusívamente para a estatística, neste país de Exmos. Dr.(s), (porque nada mais somos que números a tentar acompanhar as médias europeias, em modo “no matter what”) urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania, visando a assistência para uma geração de pessoas mais responsáveis, autónomas, solidárias, que dominam e praticam os seus direitos, deveres em diálogo, e no respeito pelos outros. Pessoas com espírito democrático, pluralista, critico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos.




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Não consigo deixar de ciladear o espirito existente na máxima incontornável “É mil vezes preferível absolver dez culpados, que condenar um só inocente”.
Deste modo, em situação de condenação, deve a asseveração do julgador ser formada por completo, indubitavelmente, não sendo bastante a mera desconfiança, ou a noção de que tudo tenha corrido de acordo com determinado nexo causal. Não é de todo satisfatório.


Reiteradamente comento que – Oxalá nos livrem da denominada justiça popular (que de justiça pouco tem), ainda que gostemos de ver filmes como ‘1900’, de Bernardo Bertolucci, ou do ‘Nome da Rosa’.


A justiça popular, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas, têm uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.


A comunicação social, em geral, vem a fabricar Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos sobre ‘a justiça em Portugal’.
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável.
Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos quase obrigacionais. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. Casamento perfeito.


Essa comunicação decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações dos ofendidos e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
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Esta cultura de se apresentar uma narrativa embusteira para campanha eleitoral, e um discurso discordante aquando no governo constituído, só promove de um maior descrédito sem precedentes na classe política nacional.
Em momento algum se verificou tamanha desconsideração pelos políticos como hoje.


Infelizmente já nos habituamos sem nos acostumar, ou acostumamos sem nos habituar, a promessas eleitorais e políticos a mentir. Porém, este governo apresentou-nos uma inovação trágica.


Prometer aquilo que não se pode cumprir, tem sido absolutamente reiterado. Agora garantir aquilo que não se vai fazer e no fim fazê-lo, é no mínimo fraude, é uma burla. Uma falta de respeito a milhões de Portugueses.


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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada".
Nada. Nem nome, nem alma nem esperança. Só um vazio embrulhado em folha arrebatante. Prenda de coisa nenhuma, ausência de rés. Sem peso, forma nem rosto. Sou a incompatibilidade de ser. Um punho aberto, uma despedida na aparição, ou vento que não sopra.
Sou eu. Quem?
Ninguém



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Sempre julguei este como um dos mais perigosos problemas da sociedade actual. A míngua da meritocracia, produz em cascata das mais nefastas consequências deterioradoras de uma comunidade que aprende a injustiça e a revolta. Promove a apatia e principalmente descredibiliza as elites.
Um estado democrático que não reconhece os méritos em detrimento das mais fanáticas ideologias, forçadamente inverte o motor da evolução do país.
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Faço por não assistir a programação bélica para o intelecto, seja o programa da Teresa onde contracena com um olho azul, as festas onde desdentados ao domingo imitam o Quim Barreiros, ou qualquer conteúdo da CMTV.
Porém, o título da reportagem "Penalista arrasar defesa de Sócrates", fez-me negar aos meus tão nobres e convenientes princípios, usei da fibra óptica e assisti ao canal da exasperação.
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Ainda falta mais de um ano para que Cavaco Silva tenha alta do Palácio de Belém, mas mesmo a soro, conseguiu de uma só estopada afastar Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa, Marinho e Pinto, Santana Lopes entre outros. (Este último ainda não reparou nisso).

Depois de ouvir as reacções dos intervenientes, afigura-se arguto um Marcelo Rebelo de Sousa como candidato do PS.
É que este esperneou muito mais que os outros!


Barroso, a visita é às 17 horas.
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A velha e ferrugenta bengala creme parecia moderna à força das rugas que a apertavam, e assim, tentava sondar mais meio palmo de chão que teimava em fintar-lhe o corpo.

De coração em esforço, arquejante como outrora perto assisti, balançava da esquerda à direita, onde os cabelos brancos de tantos anos, ao vento iam acusando os solavancos, arrítmicos a cada passo tentado.

 Estoica de inúmeras viagens sem tempo, foi perjurada sob a calçada declivosa de Lisboa, e então, em plena Avenida Dom. João XXI, a bengala não tateou a pequena falha de pedras porque as cataratas não consentiram, esta soltou-se da mão que a fixava, e lançou-se ao chão abandonando-a e traçando-lhe o mesmo infeliz destino.

Que nem portageiro em fuga terminei-lhe a viagem inevitável, agarrando-a. Senti-lhe a fragilidade no corpo, o pânico nos ossos, a afastamento no olhar.
- Obrigado filho, agora é que lá ia eu.
- Tem de ter cuidado, respondi.
- Obrigado. Sabes, fazes-me lembrar o meu neto.
Silêncio. Sorri.


- Quer lhe telefonar? – Mostrei o telemóvel.
Os olhos bem encetados decaíram ao chão, soltou-se do meu braço individualizando-se, como que a sacudir-se da queda que não deu. Inspirou fundo e contestou sem me fitar.

- Não, ele está a trabalhar. Ele não pode. Está a trabalhar. Obrigado, sim?


Acondicionei o telefone no bolso interior do casaco e disse;
- Ele gosta muito de si.
- Como? – Perguntou admirada.
- Dizia que o seu neto, ele gosta muito de si.


Ergueu novamente os olhos brilhantes de entusiasmo, projectou o sorriso mais genuíno da rua, e interrogou-me;
- Tens a certeza?
- Tenho a certeza. Absoluta.



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- E na reportagem da SIC diz uma mulher toda moderna e bem entendida que uma relação para durar “uma mulher tem de ser ouvida, e bem comida”. A expressão ‘bem comida’ é no mínimo reveladora, mas foi aguardar uns poucos minutos, e a mesma mulher diz, “É que eu continuo a gostar de um homem que me abra a porta do carro, e me afaste a cadeira para me sentar”.
Aplausos!

- Desculpem-me o radicalismo, mas sempre que observo estas personagens vindas de um futuro que a mim me arrepia, tropeço na ignorância de concluir que muitas são as meninas que sonham ser Rainhas, porém nunca souberam ou sabem, comportar-se como princesas.

Há pessoas capazes de envergonhar um género.
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Próxima Segunda-Feira tornar-se-á pública a certeza de que mesmo que o TRL assista de razão o recurso apresentado pelo mandatário do Eng. José Sócrates, e determine a detenção e/ou a medida de coacção de Prisão Preventiva ilegal, o arguido permanecerá no Instituto Prisional de Évora.

Isto porque o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre irá na próxima Segunda-Feira, ao abrigo do disposto do art. 113.º n.º 1 al. a) do Código de Processo Penal, diligenciar o reexame dos pressupostos da prisão preventiva, e em cooperação musculada do incansável (este sim, Super!) Exmo. Procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, que entretanto e ao longo dos três meses, reuniu novas provas, que juntou aos autos e irá confrontar o Eng. José Sócrates com as mesmas.


Em suma, mesmo que os Colendos Juízes Desembargadores votem no sentido da ilegalidade da Prisão Preventiva, esta será mantida sustentada nos novos factos trazidos ao processo pelo Exmo. Procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, que à data o TRL não se pode pronunciar sobre eles.


Ou seja, a Prisão manter-se-á independentemente da decisão do TRL.


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1. Como Benfiquista, só me recordo de festejar um empate há uns anos no estádio do Bessa, porque esse, nos deu o título de campeão nacional. Deste modo, recuso-me absolutamente a partilhar da euforia de tantos Benfiquistas de hoje.


2. Hoje só uma equipa quis, e mereceu ganhar. Foi o Sporting.


3. Hoje e novamente, o treinador Jorge Jesus não esteve à altura da equipa que representa. Não obstante ao muito valor que tem, já demonstrou e continua a revelar não saber o que é ser Benfica, e hoje, mandou 2 pontos fora, por medo. Por falta de coragem. Simples.


AOS SPORTINGUISTAS,
- Foi impressão minha, ou escutei “olés” no estádio após o golo aos 85 minutos? Pareceu-me que eles não ganham jogos.
- Apontar perder pontos aos 92 minutos é astuto. Mas expliquem-me, sofrer golos aos 94 minutos dói mesmo, ou é só uma lenda?



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Eu sou um ignorante. 
Não, não é falsa modéstia, ou psicologia invertida. Realidade. Ignorante no que diz respeito a tudo isto que sempre que posso vou escrevendo; desde observação política, comentário jurídico, análise social, ou outra alguma parvoíce, é inteiramente uma recreação de folia em mim, e nem um pouco mais sério que isso lograria ser.

Faço-o pelo imensurável deleite que me dá, faço-o em nome dos sorrisos que me despega a cada vocábulo que redijo, e leio-o. Uma, duas, sete vezes. Faço-o, porque gosto. Escrevo porque sim.
Sou o apaixonado pela música que não sabe ler pauta.


Dei por mim tantas vezes a desejar ser autor d’O elogio ao amor puro’ do Miguel Esteves Cardoso, possuir a inteligência de fazer com que as palavras nos bradem a mente quando as interpretamos em ‘Sinto muito’ de Nuno Lobo Antunes, ou a magia de Sofia Vieira n’O amor atrevido’. E claro, seria negligente não cobiçar materializar-me em Charlie Chaplin no assombroso ‘A vida é curta para ser insignificante’. Conheço as palavras de cor, e nunca as liguei daquele modo.


Mas não sou, mas não tenho, mas não possuo, mas não fiz.
Aparte disso Fernando, oh! Aparte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
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A real dimensão analítica da violência doméstica finda-se no agressor/a?

A resposta apresenta-se positiva sempre que a redigimos na perspectiva do/a arguido/a; contudo, que resposta dar às inúmeras mulheres (e alguns homens) que se apresentam em tribunal de forma reiterada, vitimas de violência doméstica em 5 casamentos consecutivos?


Será adequado pensar que existe de alguma forma, ‘uma carência codificada nessas pessoas, criando-lhes a necessidade de pertença a alguém, onde o abraço que dá conforto é o mesmo que sufoca?’


Será que estudar o ‘facto criminoso’ enquanto consciência global, não seria proveitoso do ponto de vista preventivo, e posteriormente legislativo?
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Viver a injustiça de cada etapa da vida, transformar-se-á no orgulho de ter estado presente em todas as batalhas importantes do mundo.
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"Isto à posteriori é fácil, queria ver era à anteriori" - comentando a violência doméstica.

Hernâni carvalho

Quando esta é a figura da sapiência e credibilidade, demonstrando o aclamado Serviço Público, só posso lamentar.
Este nosso Mestre dos relatos noticiosos em ironia e... pouco mais.
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Passo a passo, nem sempre para a frente.
Mas passo a passo.
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Eu não quero tomar muito tempo, mas não podia passar o dia de hoje, sem deixar uns poucos apontamentos.

 1. Alguns cidadãos da Covilhã, terem-se deslocado a Évora em comitiva numerosa, com cravos, tentarem entrar no Estabelecimento Prisional de Évora para demonstrar o seu apoio ao Eng. José Sócrates, cantando "Grândola Vila Morena", pedindo um 25 de Abril, é intelectualmente equiparável à programação da TVI em noite de ‘Casa dos Segredos’. Nula.

 2. É bom que a maioria que Syriza conquistou hoje, ainda que não absoluta, sirva de ímpeto a uma nova democracia. Aguardo para observar não só uma Grécia mais igual, humana, e integrada, como uma Europa mais competitiva. Que os nossos líderes, nomeadamente António Costa, dê continuidade ao movimento, e saiba retirar deste resultado, o melhor dos impulsos para Portugal se fazer ouvir, aprendendo.

3. Julen Lopetegui, treinador do Futebol Clube do Porto, expressa-se muito bem. Tem uma capacidade oratória acima da média, e penso que desse facto, todos os adeptos do FC. Porto devem estar extremamente orgulhosos. Parabéns.




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É totalmente obsceno lutar diariamente por uma justiça onde um Procurador do Ministério Público, aparentemente, declara querer ir ao Tribunal da Relação de Lisboa, para garantir a aleatoriedade na distribuição de um processo.

Com esta afirmação, levanta instantaneamente uma suspicácia de incompetência, falta de profissionalismo, e um profundo sentido corruptível a todos os Juízes Desembargadores, especialmente os da Relação de Lisboa.


Mm.º Sr. Dr. Rosário Teixeira que tanto prezo, um país onde os Juízes são julgados desta forma, no mediatismo descontrolado, é um país em que a justiça me assusta.


Com o muito respeito, essa declaração atenta-me a vislumbrar o encapotar de um possível corruptor, na figura de um fiscalizador.


Questiono;


- Se necessita de se deslocar ao TRL para fiscalizar a distribuição aleatória de um processo em particular, quem estará lá para o fiscalizar a si?
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Cheguei ao dia em que a limpeza dos ‘amigos’ de Facebook faz algum sentido para mim. Já vi suceder antes por vários utilizadores mais astutos que eu, e sempre julguei que era necessidade acessória de quem queria evidenciar-se pela distinta. Afinal não será assim obrigatoriamente. Faz sentido especial, quando vejo alguns dos meus “amigos”, a colocar ‘like’, numa verborreia acéfala como esta. Diz um tanto sobre o “tanque em que vou nadando”.

Primeiro aos meus contactos.
 
A rede social ‘Facebook’ pode realmente ser um perigo no que alude ao ‘Abuso de Menores’, à ‘Perseguição’, à ‘Difamação’, à ‘Injúria’, à ‘Organização Ilícita/Criminosa’, entre outras manobras socialmente reprováveis. Porém hoje, gostaria de expôr um perigo que ainda não vi comentado. O perigo do ‘Facebook’ no que se relaciona com a consciência social, com o perigo do arrastão dos influenciáveis. Quer por ser Figura pública, ou por escrever com alguma forma, independentemente do conteúdo, gera um inúmero lote de seguidores prontinhos a dar o salto solidário para o abismo.

Agora ao senhor Gustavo Santos.

Que não conheço senão das suas aparições mediáticas, intitula-se de “Life Coach”, e passou de um grotesco sinaleiro (literalmente) de banalidades, para um anómalo comentador de igual nível. Paupérrimo.
Inicialmente pensei que os seus vídeos “Quanto tempo esperavas pelo amor da tua vida?” não passavam de uma pândega; ficando desde cedo chocado com a quantidade de pessoas que julgavam não ser. Depois veio o maior abalroamento. Até o Gustavo achava que não eram. Enquanto lhe iam prestando salvas, observava eu de esguelha, aquele que trocava a palavra ‘primordialmente’ por ‘primariamente’, lançava um, dois, três, dez livros.
Agora, com (mais) este capítulo, Gustavo ao compor esse texto, explicando que o Charlie se ‘colocou a jeito’, elabora o mesmo raciocínio de quem diz que uma mulher a usar mini-saia na rua quer ser violada, ou apronta-se a tal.
Respeitando as suas opiniões, aceitará as minhas como “life coach temporário”, pode ser? Aqui vai.

1. Caro Gustavo, respire fundo, relei-a o que escreveu com calma, e então aperceba-se que acabou de afirmar que quem ataca com uma AK-47 está no mesmo grau de culpa e motivo, de quem satiriza com um lápis Nº4.

2. Na sua linguagem lhe explico, peço-lhe, estou ofendido com o seu trabalho, choca com as minhas crenças. Por favor, pare.

3. Liberdade de Expressão, aqui em Portugal foi conquistada há quase 41 anos mas pelos vistos ainda há muito boa gente que desconhece o seu significado, sendo o Gustavo uma delas. As únicas pessoas que ultrapassaram limites foram os psicopatas que se lembraram de sair à rua e mataram pessoas inocentes.


4. Gustavo, faltou absolutamente às lições de Direitos Fundamentais. Quer a sua crença religiosa, quer a sua liberdade de expressão estão totalmente protegidas na Constituição do seu país, bem como em qualquer Estado que se diga de Direito e Democrático.


5. Por fim, e de Life Coach temporário, para si, altamente profissional, proponho um novo vídeo dentro da temática, sustentando-se do anterior para constituir saga. “Quanto tempo esperaria por um cérebro na sua vida?”

E é tudo. Espero não estar a exigir demais. 


É que subitamente me caiu a ficha, e afinal, o que esperar de alguém cuja definição de sentido de humor são os ‘sketches’ que o Sr. João do ‘Querido Mudei a Casa’ e o Sr. Electricista de bigode fazem enquanto metem um soalho flutuante num T2 em Algueirão?

Poderia eu continuar, mas paro por aqui. Receio que Gustavo me venha bater à porta com uma caçadeira de canos. Não, não temo a morte, mas assim evito ouvi-lo falar.

PS: A limpeza do Facebook não foi esquecida.




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É precisamente quando o terror ganha, que se deve ao mundo a coragem de suportar pé firme na luta pelos direitos humanos. A Liberdade de expressão, como pedra basilar de um ser livre, autónomo e feliz, merece e tem de ser defendida.
Quando o terror ganha, devemos usamos a melhor de todas as armas. A coragem que diz não ao medo. A coragem de mostrar aos assassinos que jamais colherão os frutos desse acto bárbaro.



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Na impossibilidade de explicar a razão do meu amor por ti, sobra-me a vida para te fazer entender o que jamais serei capaz de explicar. Não desistindo de o fazer, é certo que só saberás no fim, no último segundo, no folgo final, no cair do pano.
Não é o primeiro Natal que passo afastado de ti, mas cada dia mais custa esta distância. São insignificantes quilómetros de muitas saudades, de falta, de aperto. Cerceado desta minha determinação de te abraçar, decotado, incluso deste vazio, sem ti.

Nesta época de luz, amor e família, quero muito salientar-me no teu coração, evidenciar-me na tua vida, porque afinal se é de família que se trata, é da tua que quero fazer parte, criando todos os dias um pouco mais a nossa. Queria deixar que te (re)lembres de uma razão para te amar, e se assim é, o resto da minha vida não chegaria. Daqui a 50 anos estaria eu curvado à luz de vela, escrevinhando mais uma linha dos mil blocos com o sorriso de quem recorda a música mais bela, a imagem mais bonita, a dança mais viciante. E eras tu. Nascer-me-ias dos dedos por me transbordares da imaginação, ultrapassarias o vocabulário conexo, e daria por mim a inventar palavras para te desenhar na escrita irrepetível.

Amo quando te vejo a dormir, alheada do mundo, enroscada em 4 ou 5 cobertores que roubas só para ti, deixando-me meio destapado. Depois acordas a meio da noite, verificas esse teu jeito, tapas-me enquanto eu finjo que durmo, para tu, passado trinta segundos me abraçares por já estar a tiritar de frio. Depois vem esse abraço, abraço-lar, abraço-amor, abraço-abraço. Com esse aperto fico pronto para dançar no gelo, mergulhar nos polos, e rir-me da neve. Com esse abraço devolves-me a casa, a família e os meus peluches preferidos. Com essa pressão à minha volta, vivo o mundo, conheço as leis, e a fundamental é entrelaçar os meus dedos nos teus. És minha.

Amo quando acordo de manhã para ir trabalhar, sento-me de fato bonito e gravata aprumada na cama ao teu lado, passo os dedos pelo teu cabelo e digo que te amo enquanto dormes, fazendo-te deambular entre o sono e a vida, e sopita sem abrir os olhos, condescendes e correspondes o amor que te presto, somente abanando a cabeça afirmativamente. Como adoro a tua letargia matutina que quase faz começar audiências sem mim. Fascinado com mil serpentes ali fico, até o relógio me bradar que estou atrasado. Sorrio, afastando-me sem te apartar de mim. Não há melhor dia, que aquele que se inicia sabendo que termina em ti.

Amo quando acordas ao meu lado. Quando acordas com cabelos que parecem lisos mas terminam revoltados, ondulando de forma perfeita às curvas dos meus olhos. Foram feitos para os meus dedos os cruzarem, descobrindo mil caminhos de ternura, descobrindo-nos.

Amo esses teus olhos rasgados, vivos. Olhos que riem, e fazem sorrir o meu espirito. Olhos sempre prontos a deplorar pelas injustiças, por tantas tristezas, por inumeráveis alegrias. Olhos singulares, puros. Teus. Meus. Tens o olhar de me fazer estancar a ventilação, de me mimosear com a serenidade. Petrifico nos teus olhos, e por lá ficaria o resto da vida, atentando a cada ‘pormenor-pormaior’, principiando nas sobrancelhas vigorosas, findando no minudente sinal ocular abaixo da retina direita. Olhos de cristal, aspiro preleccionar o meu destino neles, viagens, gargalhadas, choros e até memórias.

Amo esse teu sorriso. Sorriso de maravilhas, desenhado a pincel de óleo capaz de fazer disparar o meu. Perdi a conta ao número de vezes que me perdi nele, me encontrei e sonhei acordado. Se usufruísse de desenhar o teu semblante, não teria arte suficiente para o retractar a forma perfeita como aos meus olhos ele se apresenta.

Verdade é que uma vida não chegaria para evidenciar o quanto assisto em ti, o quanto és, o quanto tens. Tenho em mim uma pessoa complicada, tu não és uma pessoa absolutamente fácil, porém, e aparte disso, és a pessoa mais fantástica que alguma vez conheci. Quero tornar-te consciente, hoje e sempre, que mesmo no centro das nossas arrelias, continuo a amar-te como fosse hoje o nosso primeiro dia, mesmo em torno dos teus ciúmes inexoráveis, continuas a destacar-te como a melhor, procedes como a minha princesa de histórias encantadas, que leio, releio-o vezes em conta sem planear cerrar o livro, ou encerrar capítulos. Especialmente ao inverso, acalento escrever inúmeras linhas deste nosso conto mágico, misturando a minha com a tua caligrafia, formando e gerando ‘flores que vamos regar’ por toda a vida, e na memória.

Contigo, basta-me existir para ser o homem mais feliz, o mais afortunado da pessoa maravilhosa que conheci, o maior felizardo deste meu destino, o significado de valer a fundo todas as minhas causas. És essa razão, obrigado.

Na impossibilidade de explicar a razão do meu amor por ti, sobra-me a vida para te fazer entender o que jamais serei capaz de explicar. Não desistindo de o fazer, é certo que só saberás no fim, no último segundo, no folgo final, no cair do pano.

Amo-te



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Uma tarde em Paris, enquanto Eduardo Lourenço apresentava uma conferência na delegação da Fundação Gulbenkian, proferiu sobre Marcelo Rebelo de Sousa, o que hoje observei incomensuravelmente no comentário de Domingo à noite.


“O Marcelo é uma figura que, desde há vários anos, está como que numa janela a fazer comentários sobre o país que passa na rua, lá em baixo, e, por vezes, nessa mesma rua passa também o próprio Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o qual, com naturalidade, ele também se pronuncia”.

Voltamos à imagem do imenso comentador, que quando na política, rebenta a bolha.




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É vergonhosa a posição da Sony.
Vergonhosa, porque revela a cobardia perante as ameaças, vergonhosa porque demonstra a irresponsabilidade de se abrir o precedente da opressão, da chantagem, da chantoeira.

É tudo isto e ao mesmo tempo, o maior marketing possível ao humano consumidor. É o jogo com os seus instintos. É privar o homem do que é pecado. Ora, o homem é pecador por natureza, curioso de raiz, e rebelde na bisbilhotice.

 A história demonstra-nos isso em saliente memória. O Líder religioso do Islão Ayatolla decretou pena de morte ao escritor Salman Rushdie, por considerar herege o seu livro “Os versículos Satânicos”. Resultado, foi best-seller, e o livro mais vendido da editora Viking. Salman Rushdie ainda hoje sob ameaça, continuou e continua a escrever, agregando milhões de leitores, milhões de vendas.

Passaram-se 35 anos, e pessoas como Salman Rushdie arriscam a vida para fazer notar a rainha das liberdades do ser humano, “A Liberdade de Expressão”.
Em pleno Século XXI, o homem vai à lua comprar terrenos, realizam-se transplantes a fetos, tiram-se fotos de Marte, enquanto isso, tantos não sabem o significado da palavra Liberdade.

Se é de lamentar a visão ditatorial de quem proíbe determinado conteúdo, é também Vergonhosa esta postura de vitimização em que a Sony Pictures se demandou, apontando o dedo aos grandes e fortes que são tiranos.

 É vergonhosa a posição da Sony.
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Então mas o capital financiado pela Tróica não tem de ser obrigatoriamente utilizado em remuneração de títulos da dívida pública e para empréstimos à banca?


A minha questão surge porque o governo alardeia a glória de cortar nos ‘gastos intermédios’, o que significa que irá então trinchar os trabalhadores para atingir o equivalente a 1% do PIB nacional, certamente para remunerar os títulos da dívida pública.


Agora acompanhem-me neste raciocínio não muito esforçado, mas salvo melhor e douta opinião, o Governo com esta demanda, está a transformar o capital vindo do serviço público, num serviço mercantil, subcontractualizando a privados esse mesmo serviço. Já tinha sido feito na saúde, mesmo parcialmente na educação, e agora, apontam-se as miras à segurança social.
Assim, despediu-se os trabalhadores da Segurança Social, mas ao mesmo tempo, procedeu à alteração da Lei de bases da economia social, permitindo que Fundações como Glubenkian, EDP, Francisco Manuel dos Santos, entre muitas outras, se vejam então capacitadas de ser equiparadas a uma instituição particular de solidariedade social, e como se não fosse suficiente, alterou ainda os Decreto-lei relativo às competências dessas inúmeras IPSS, permitindo-lhes assim não só o nobre cuidado de idosos e crianças, e passam a poder pagar prestações.


Numa leitura simples, este Orçamento de estado plasma que o que eram serviços públicos, defendidos e pagos por todos nós, serão entregues a instituições privadas que passam a fazer a gestão da pobreza, mas atenção, falamos aqui de uma administração de pobreza com lucro.
É impressionante que sempre que descem os gastos do estado, sobem na mesma proporção as subcontractações externas do mesmo a entidades privadas.


Não é combate à pobreza, é negócio. Não é buscar o melhor da humanidade, é usar-se da fragilidade desta. Lutar pelos oprimidos, tem sido definitivamente um bom negócio.
Não são profissionais na política, são políticos profissionais.




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     É isto que eu chamo um GOVERNO à la Harry Houdini.
     Como por magia, feitiço ou bruxaria, desaparecem documentos.


1. Do Centro Português para a Cooperação – Organização Não-Governamental criada pelo Dr. Pedro Passos Coelho.


2. Similarmente em sortilégio metafisico, desapareceram os projectos submetidos à aprovação governamental para efeitos de financiamento, por parte da organização sediada nas instalações da Tecnoforma, em Almada.


3. Do Ministério da Defesa, lá sucumbiram os documentos relativos aos negócios dos Submarinos.


4. Com os documentos do ponto anterior, ausentam-se particularmente os registos das posições que a antiga equipa ministerial do Dr. Paulo Portas assumiu na negociação.


     Eu prosseguia mas terei de ‘me desaparecer’. Tenho às 15:30 um julgamento de ‘Peculato’ no Tribunal Penal de Grande Instância de Hogwards.




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Fazemos um acordo, hoje eu falo de justiça e não de política.

Correram rios de tinta no que respeita à detenção do Eng. José Sócrates, e como se não fosse suficiente, intensificou-se quando o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, aplicou como medida de coacção a prisão preventiva a este.
Não tenho por intenção, nem posso, pronunciar-me relativamente à culpabilidade dos sete crimes de que é indiciado, nem aceito que alguém o possa fazer em consciência de certeza, ou mesmo suposição. É esse um assunto encerrado.
Tentarei discorrer em primeira instância relativamente ao Segredo de Justiça, posteriormente à detenção. Finalmente, às medidas de coacção, com especial incidência na de Prisão Preventiva, dando uma breve conclusão a cada um dos institutos.

Do segredo de justiça.

Se existe assunto que me preocupa, é a persistente violação do Segredo de Justiça, como corolário essencial de um Estado de Direito Democrático.
É colossal a odisseia concebida em torno das legitimidades de dois princípios legais que aparentemente colidem, o Segredo de Justiça, e a Liberdade de imprensa. Não creio que seja de facto um conflito, nem legal qualquer ingerência no núcleo de cada um deles. Vejamos.

O Segredo de Justiça, consagrado no art. 86.º do Código de Processo Penal vigente, vincula em qualquer processo até ao seu levantamento a partir da decisão instrutória, os sujeitos processuais deste (sejam assistentes, ou arguidos), assim como qualquer pessoa que tiver contacto com o processo, ou com conhecimento deste. A sua violação, não é somente uma opção criticável, pois constitui um Crime.

Por outro lado, Constitucionalmente consagrada, está a Liberdade de Imprensa, que implica a liberdade de expressão e criação dos jornalistas, e o direito destes ao acesso às fontes de informação e à protecção da independência e do sigilo profissionais.
Contudo, se este direito é conferido pela Constituição aos jornalistas, é obrigatoriamente com reserva de legislador, pelo que para conhecermos o seu conteúdo, devemos procura-los nos preceitos da lei. (Cfr. Lei de imprensa, Estatuto do jornalista, e no Código de Processo Penal)

Encontramos deste modo, limites Constitucionais e processuais à Liberdade de Imprensa, para que, respeitando-os, não colidam com o Segredo de Justiça. Dessa leitura, retira-se que existe o limite necessário para garantir o Direito ao bom nome, à reserva da intimidade e da vida privada, à imagem, à palavra, e especialmente, o Direito a defender a ordem democrática, sendo todos estes, aquando violados, punidos em forma de ‘Crime através da imprensa’, no número 1) do art. 31.º da Lei 2/1999.

Concluindo, retirando-se da letra da lei, e não obstante a melhor entendimento, não podem os Órgãos de comunicação social: 


A. Produzir peças processuais ou documentos incorporados no processo até à sentença da 1.ª instância.
B. Transmitir, registar imagens, ou fazer tomadas de som relativas à prática de qualquer acto processual.

Entre outros, que para o efeito são desnecessários trazer à colação.
Deste modo, para o caso em apreço, coloca-se a questão da presença de meios de comunicação sociais no aeroporto, ainda antes do Eng.º José Sócrates ter sequer embarcado de Charles de Gaulle, Paris.

1. Seria expectável que a investigação seguisse também, neste sentido, de forma a apurar responsabilidades.

_______________________________________________________


Da detenção.
Ao contrário de muitas vozes que se levantaram ultimamente reiterando que a detenção ao Eng.º José Sócrates é ilegal, tenho a dizer que não concordo.
Concordo por sua vez, em dizer que em senso comum, não parecem estar reunidos os pressupostos necessários para que a mesma tenha ocorrido daquele modo, sendo legal.
A detenção existe segundo a Lei processual penal, em flagrante delito, e fora de flagrante delito.
Para o caso em apreço, torna-se necessário identificar a presente detenção como sendo fora de flagrante delito, ficando porém, a meu entender, um acúleo de dúvida relativamente ao entendimento que os órgãos de polícia criminal fizeram, no que respeita ao número 3) do artº. 256.º do Código de Processo penal. «É flagrante delito (…) em caso de crime permanente, o estado de flagrante delito só persiste, enquanto se mantiverem sinais que mostrem claramente que o crime está a ser cometido e o agente nele a participar».

Qualquer das formas, aceitando sem nunca conceder, identificá-lo-ia como sendo fora de flagrante delito, e deste modo, tornar-se-ia complicado identificar o preenchimento dos requisitos necessários a tal, como consagra claramente o art.º 257º, com uma remissão ao 204º.

A. Quando houver fundadas razões para considerar que o visado se não apresentaria voluntariamente perante autoridade judiciária no prazo que lhe fosse fixado;
B. Quando se verifique, em concreto, alguma das situações previstas no artigo 204.º, que apenas a detenção permita acautelar;
C. Se tal se mostrar imprescindível para a protecção da vítima.

Articulando-se com o art. 204º do mesmo diploma;


A. Fuga ou perigo de fuga;
B. Perigo de perturbação do decurso do inquérito ou da instrução do processo e, nomeadamente, perigo para a aquisição, conservação ou veracidade da prova;
C. Perigo, em razão da natureza e das circunstâncias do crime ou da personalidade do arguido, de que este continue a actividade criminosa ou perturbe gravemente a ordem e a tranquilidade públicas.

2. Assim exposto, torna-se extremamente dedáleo convir a detenção do arguido, nas matrizes em que a mesma ocorreu. Para já, é sensato esclarecer que a forma como a detenção adveio, vai irreversivelmente para além da regra das formalidades judiciais.


_________________________________________________

Prisão Preventiva

Do mesmo modo que se torna improdutivo desenredar a culpabilidade do Eng.º José Sócrates, presumindo-se a sua inocência por não provado até ao seu trânsito, a aplicação da medida de coacção de prevenção de Prisão Preventiva, torna-se consequência do que foi tomado em conhecimento pelo Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, em sede de interrogatório judicial.

3. Contudo, faltando fundamentos notórios para a sua aplicação nos termos do art. 204º e 202º do Código de Processo Penal, pode aceitar-se a aplicação da mesma, muito embora, ainda que sem caracter obrigatório, mas pelo peculiar agente que se expõe, deveria o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, ter junto à aplicação da medida, o(s) fundamento(s) que lhe deram motivo, o que não sobreveio.


_____________________________________________

Fizemos um acordo, hoje eu falava de justiça e não de política. Quem disser o contrário, está provavelmente, atestado de razão.

No mais, que seja feita, e aplicada e costume justiça.




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A diferença entre a estupidez e a inteligência, é que a segunda tem limites.

Hoje, na Grande Reportagem 'Vergonha & Honra' da Sic, é por demais notória essa evidência.
Em visões de casamentos forçados, tradições e culturas, assistiu-se ao pináculo da ignorância humana.


Desgosto.
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Censurar a existência de Vistos Dourados de Portugal, é nada mais que atacar o problema pelo lado da liberdade, e não o da corrupção.
O sector imobiliário é, e deve ser explorado como factor de incremento de capital económico no estado. Para o efeito, a par da empregabilidade.
A consciência tem de ser outra, e passar por uma construção de uma consciência social e colectiva de co-responsabilidade social.
As nossas elites têm manifestamente perguntado ao país o que ele pode fazer por nós, quando a pergunta assertiva seria, ‘pergunta-te a ti, o que podes fazer pelo teu país.’
E no fim a culpa é dos Vistos?
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Terás sempre a inocência no olhar de quem me quer saborear?


Ao teu lado apetece a eternidade.
Apetece ganhar-te o secreto amor,
abençoado esse modo delicado de ser
como se o desejo em ti fosse beber...


Contigo apetece o espanto do despertar.
Dando-te a o céu e a lua,
pois se te olho, a riqueza do mundo
é minha, e muito mais tua!
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Nós somos da margem do deserto. Pertinho da praia, sol, e onde ‘jamé’ haverá um aeroporto, o que é bom.
Tudo bem que somos hospitaleiros, gostamos de receber com afabilidade, boa música, boa comida e festa rija, mas a vizinhança anda aqui com visitas a meio da noite, para as quais não surgiu convocação para o festim. ( http://www.cmjornal.xl.pt/…/veja_o_assalto_a_casa_de_artur_… )
Parece que não, mas fica chato. Especialmente o pijama do Artur.
Mas não é de agora. ( http://www.dn.pt/desporto/benfica/interior.aspx… )
Bem pertinho, vive o Sálvio, o Gaitan ou o Maxi, mas como têm estatura de matraquilhos, os invasores não querem espancar os candeeiros com a cabeça, e então escolhem as casas dos crescidos.
Está claro que o Peter Crouch ou o Jan Koller nunca lograriam jogar no Maior do mundo, ou então os salários não lhes chegavam para os banquetes surpresa.


Assim capitalizada a situação, quero deixar bem claro que não jogo no Benfica. Sim, aparenta-se óbvio a todos, mas para escumalha que se confunde, e assalta a casa com o Artur a dormir só por não saber que o Benfica foi para a Madeira no próprio dia do jogo e não antes, também me podem muito bem confundir com o Luís Filipe em grande. (Sim, o Luís Filipe não é jogador do Benfica, mas eles são confusos, recordam-se? Bom!)


Como dizia, fica maçador viver numa zona onde seleccionaram para assaltar casas, todavia, um verdadeiro residente da margem sul, mantém-se estoicamente fiel às suas origens, e não é por meia dúzia pertencente à plebe ralé, que se abandona a margem certa!
Por outro lado, e mais calmo, se o Artur insiste em dormir com um pijama daquela cor, eu vendo esta casa.
E anseio que lhe assaltem o guarda-roupa! Inaceitável!



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Para se poder alcançar a paz mundial genuína, duradoura e baseada na compaixão fraterna, é necessário que haja um sentido de responsabilidade universal. Em primeiro lugar, temos de tentar o desarmamento interior - reduzirmos a nossa raiva e o nosso ódio ao mesmo tempo que aumentamos a nossa confiança mútua e o nosso carinho humano.
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A ideia de enviar centenas de jovens pré-delinquentes para casas de correcção, é na realidade, tentar capacitar o menor/jovem, daquilo que os pais não foram capazes. É dar-lhe uma oportunidade de reintegração. Não deixo de abordar estas situações, como uma transferência de 'legitimidade educativa' dos pais, (incapazes) para o Estado.
Aparece então uma entidade de nome comprido que nada é ao jovem, e tenta fornecer-lhe os valores, princípios, a educação, porque os seus progenitores foram incompetentes nessa matéria.
À porta do tribunal contemplo mães que incitaram os filhos a extorquir, por ora, choram por se responsabilizar da conduta amarga dos seus descendentes.


É neste âmbito que relaciono o acima descrito, com a ajuda externa ao país. É que também nós, somos filhos desacertados de um pai incompetente
A sociedade que vota num o governo irresponsável demais para governar, incapaz de o fazer, e então, obriga-se a uma transferência de legitimidade governamental para uma ‘Entidade’, por sinal externa, que nada é ao governo, e vem tentar ensinar-nos(lhes) a governar um país.


A diferença é que não tive a aptidão de observar o pranto da auto-responsabilização governamental, a vergonha da incapacidade a que nos obrigaram, e por sua vez, Ministros da Economia fazem shows de Stand-up na Assembleia da República, em torno de risos e galhofa.
A educação, a justiça, a economia, a saúde. São colunas primárias para o progresso de um Estado.

Porém, pior está a política. A governamentação.


Estes, vêm a receber aulas de um ‘professor fraudulento’, que ao contrário destes alunos não é totalmente órfão do seu encéfalo, contudo, não os vejo instruir-se minimamente com a lição.


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Neste fim-de-semana participei na ‘maratona e meia de Carnide’. Em pista coberta dizem-me. Certo; mas a adversária era temerosamente resistente!
De uma preparação inextinguível. Em 3 horas da minha vida, a missão foi correr em perseguição da Patricia, na tentativa, inútil diga-se, de a amover das lojas de roupa.
Mas façam atenção gente. O Colombo tem o quê? 36589 lojas? Muito bem, multipliquem por sete sem medo, porque fi-lo em circuitos repetidos. Apercebi-me que já era a 59.ª vez que passava pelo corredor da Ana Sousa, quando os manequins que há uma hora atrás faziam pouco de mim, agora examinavam-me com lamúria de tal condenação.
Ir ao Colombo é equipolência de um curso intensivo de ‘Casa dos Segredos in loco’, porém encaminhar-se ao Colombo com a namorada, é a certeza que no fim da vida terrena temos o paraíso nos espera. Sim, porque se aquilo não valer como redenção, libertação, resgate, então tragam-me o Belzebu! Acho que o vi na Tiffosi!


A revelação é minha. ‘Sou racista de superfícies comerciais!’.


A proposta é austera, socorram aqueles casais, porque os esposos, maridos, namorados, ali, não se safam!

Prosseguia a narrativa, mas tenho a carência de estacionar de robe no meu sofá da sala, nutrir-me com 2 kg de gelado com marshmallows, pensar na vida, e ver o Diário de Bridget Jones com lenços de papel nos bolsos.
Destruído.



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Podia passar a vida a interpretar comunicados da Merkel, que daí, só eram claras duas asseverações. 

1. O Ivo é imbecil.
2. Discordaria da descomunal generalidade deles.


Assim colocado, parece-vos claro que estou a escrever para revelar que discordo da verborreia do peso pesado germânico, e bem podia estar sossegado, e comer uma maçã. Mas não.
É preferentemente para manifestar o ‘Quanto’ discordo.


Quando a Chanceler Alemã afirma que “Portugal tem demasiados licenciados", faltou-lhe a segunda premissa. Seria então;


“Portugal tem demasiados licenciados, em licenciaturas absurdas, de 3 anos, repletas de um facilitismo assustador, que nada brindam à empregabilidade e cultura do país, transformando-nos em números, que infinito savoir-faire vai dando para os ostentar numa bandeja de estatísticas luxuosas”.

Já que é para se admitir a ingerência profunda de uma alemã que se despia com as amigas na universidade, na gestão e soberania nacional, ao menos que lhe transmitam o que afirmar, não vá repetidamente dar um tiro no pé, como sucedeu com o número de feriados.
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José Mourinho, o nosso Special one, disse, e cito;

“Julgo que o regulamento proíbe que estejam treinadores que foram eliminados da Champions League na fase de grupos”.

 Ele é o melhor do mundo a treinar equipas de futebol, e eu como melhor em escaldões à meia-noite, ou dos melhores, também tenho algo que me apetece achar.

 Acho que, ainda que ironicamente, quando se fala de regras, leis, ou normas, deve-se no mínimo conhecê-las.

Daqui, do melhor do mundo em escaldões à meia-noite, para o melhor do mundo a treinar equipas de futebol, fica a réplica da explicação que regulamento é esse que ele tanto julga.

 Por outro lado, Recordo-me que, entre os nomeados, contam nomes como Antonio Conte, treinador da Juventus, que também foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (e posteriormente eliminado pelo Benfica na Liga Europa). Alejandro Sabella, Joachim Löw, Louis Van Gaal e Jurgen Klinsmann são (ou eram) selecionadores, pelo que nem disputaram a prova.
Sinto-me inesperadamente alheio destas leis que nascem para fazer nascer a ironia.

 E sim, são 04:54 da manhã. Cheguei de um jantar de halloween, e não sou saudável.
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Sinto-me saudosista de um tempo que não vivi. Nostálgico do ‘respeitinho é bonito’, eu gosto, e não só. Também fica bem. Melancólico da vergonha de cortejar, da ansiedade do soneto perdido, da apresentação com três nomes, do cumprimento em osculação da mão direita da Senhora. Porque das meninas não se fala. O levantar do chapéu liso do senhor na chegada, a ligeira oscilação de joelhos da Senhora na partida.
Hoje saio à noite, e a modernidade arranca-me anos de magia.
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Não sei se sabem mas a hora muda esta noite!
Uma para trás assim como quem não quer. Muda e diz que quando for uma da manhã, volta a ser meia-noite. Impecável. Assim vai bem com tudo, e não envelhecemos tão depressa.


Eu sei Lili, uma hora não substitui o 'peelling', mas o certo é que também nunca que pagou impostos para a hora mudar. Por outro lado mergulhar a frontal numa banheira de ácido tricloroacéptico, ainda tem os seus custos. É de aproveitar, e agradecer amanhã na missa. Mas uma hora antes, atenção, ou já só vão a tempo de papar a hóstia, e cumprimentar a irmã cheia de barba na ‘paz de Cristo’.

Só há aqui uma questão quem e faz espécie. Isto de à uma da manhã voltar a ser meia-noite, significa que há risco de aturar mais uma hora do ‘extra da casa dos segredos’?

Bem, façam lá atenção a isso que o país não está para aventuras.
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A lei tem obrigatoriamente de se flexibilizar, cobrindo a modernidade e transformações que a sociedade impõe.
Já há algum tempo que era por mim aguardado uma causa neste sentido, e vejo agora um acórdão que improcede um recurso de despedimento ilícito, estando em causa um ‘post’ no Facebook.


A questão levantada ao julgamento, passou por saber se o ‘post’ que o Autor publicou no mural da sua página pessoal do Facebook se insere na chamada esfera pessoal, ou se, por outro lado, o seu conteúdo assumiu natureza pública.


Leitura fascinante para os interessados, onde os desembargadores se mostraram à altura dos conceitos cibernéticos que todos os dias utilizamos.


Acórdão na íntegra em: 
http://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/ecca98e591fa824780257d66004b4283?OpenDocument


Ps: Evitava-se a prolação de despacho de aperfeiçoamento do recurso, e já agora, NÃO PARTILHEM ESTE TEXTO AMIGOS!
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Em meados de 1475 realizavam-se em Portugal os aclamados ‘autos de fé’, que como se conhece, expunham situações de tortuosidade a pessoas inocentes, queimando-as em praça pública, onde o que era a inquisição da justiça do momento, tornava-se por sua vez, no evento atractivo da época.


Em 2014, há um programa chamado ‘Prós&Contras’, que tem duas bancadas, e uma plateia. Na bancada da ‘direita’ lá estão as marionetas com os cordéis escondidos. No fundo, é uma atracção na busca do share, e a cremação exposta a quem deveria ser Nuno Crato, Teixeira da Cruz, Maria Luis Albuquerque, Miguel Macedo, mas no fundo nunca chega a ser. Marionetas.
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Sempre que há uma decisão, naturalmente surgem apreciações criticamente opostas a esta. Ter capacidade de decidir, é, ou deve ser, ao mesmo tempo, ter consciência das inúmeras possíveis discordâncias de propósitos.
Não estou, nem vou debruçar-me relativamente à descoberta do ‘quantum indemnizatório’ do art. 564º do CC, porém, não me revejo numa especial e infeliz fundamentação do STA, servindo-se ainda desta para proceder o recurso interposto, respeitando o Art. 566º do mesmo diploma:

“Por outro lado, importa não esquecer que a Autora na data da operação já tinha 50 anos e dois filhos, isto é, uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança.”

Para consulta
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Já não me rememorava o porquê de não atender chamadas em números privados, quando senão;


- «Dr. estamos a ligar-lhe para realização de um inquérito, relativo à intensão de voto nas próximas eleições autárquicas»


- «Bom dia. Disse Autárquicas?»


- «Sim. Só um momento. (…) Não, desculpe não são autárquicas, são as… outras.»


- «As outras, estou a ver».


- «Desse modo gostaríamos de saber a sua intensão de voto, sendo que é totalmente anónimo. As alternativas são entre o CDS –PP, PPD-PDS, PS, MPT, PEV, CDU e BE».


- «Frisou anónimo, mas chamou-me Dr.?»


- « Sim.»


- « Exacto. Disse MPT?»


- «Sim, é um partido… Daquele senhor que fala muito alto (…)».


- « (…) E que não tem representação parlamentar.»


- « (…) Então, qual é a sua escolha?»


- «Olhe, peço imensa desculpa, poderia repetir as opções?»


E é isto.
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Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Abandona-me no local onde ocupa uma dor superior a cinco continentes unidos, no cerco onde as palavras não mais têm vivacidade e o riso é um luxo do passado.


Gritam todas as noites as memórias da ‘ida ás molas’, dos smarties em sofisticados calmantes de descanso soalheiro, e o aconchego do amor. Não do amor dito, comentado ou escrito. Gritam as nostalgias do amor exprimido, das mil e uma maneiras possíveis que alguém possui de gritar que nos ama.


Foi embora fragmento de mim, fracção da minha história, retalho do meu passado. Foi embora a professora, retirou-se a anciã, afastou-se a amiga, alienou-se a pequena mãe, transferiu-se a Avó, a minha Avozinha.


Com esta saída, fico cerceado de liberdade, por não haver eco do amor que te tenho.


Fica agora o sobressalto dos dias sem pé, a claustrofobia do metro e noventa dentro do frasco de formol. Só algo supera. O Orgulho incomensurável de te ter vivido.


Amo-te, e amar-te-ei até ao último suspiro de força que tenha para o libertar.


Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.




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Não tenho peculiar apreço por desaprovar o comportamento de quem quer que seja, se o faço, que faço, é no preciso espaço assegurado à minha livre opinião, nunca acerando os limites do respeito e urbanidade.
Neste pequeno mundo, por vezes torna-se ingrato anotar relativamente ao desaplauso de uma pessoa de maior proximidade, seja ela social, pessoal, ou de outra natureza relacional, o que vai sucedendo.

O Dr. António Marinho e Pinto, Ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, após a sua saída da Ordem dos Advogados, pautou por um discurso de apelação ao não voto, com uma greve à democracia. SIC. «Não sei se o povo Português não fazia melhor em fazer greve à democracia por um dia, e fazê-lo no dia das eleições (…)», e ainda SIC. «Não vou votar no dia das eleições porque o meu voto não adianta nada, só a abstenção envergonharia a classe política que destruiu o país», e não muito tempo passou para se tornar Eurodeputado, eleito através dos votos do Movimento do Partido da Terra. 


Desde então, de característico discurso acutilante, não o tenho visto fazer muito mais, senão colocar em causa a utilidade do Parlamento Europeu, no que cinge ao seu proveito, e ainda aos salários escandalosos que os Eurodeputados auferem.
No entanto, e entretanto, de uma só assentada impugna o que até à data tinha protegido. 


1. Ameaça a demissão de Eurodeputado, (Desrespeitando todos aqueles que em Marinho e Pinto votaram, creditando-o, e ‘oferecendo-lhe’ a possibilidade de auferir um dos tais salários escandalosos tão criticados, para exercer o seu cargo como Eurodeputado), porém, não abdica do seu salário.


2. Apontou bravuras a uma candidatura à Assembleia da República, e para o efeito, vai criar um novo partido político para concorrer às próximas legislativas. (Contrariando desta vez a inicial narrativa da responsabilização partidária, e do apelo ao não voto, da greve à democracia, onde aparentemente o voto afinal, já se calcula a sua utilidade).


3. Na senda das suas várias e últimas decisões, coincidentemente após esta manifestação de candidatar-se à Assembleia da República, manifestou-se relativamente ao paupérrimo salário dos deputados da Assembleia da República, apontando desde logo que abaixo de €4.800.00 não é um salário condigno para o cargo. (Sendo este, teoricamente superior ao do Primeiro-Ministro, não fosse ele esquecer-se do que vem recebendo).

Existe uma facilidade enorme para os portugueses escutarem discursos populistas, inflamados de retóricas apolitizadas de conteúdos, porém cheias de formas astuciosas. Mas uma coisa é certa, esse espírito de inocência messiânica do povo Português, que em sufrágio se pratica, não confere o titulo de vitima, tornando-se em cota parte cúmplice.



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Hoje no Palácio de Justiça de Almada, aguardei 1 hora e 30 minutos para uma abertura de instrução, com debate instrutório. Aquando de pernas dormentes e formigueiro nos pés, ergui-me em dificuldade, arrastando-me à secção central, onde solicitei amavelmente à funcionária, pois tendo em conta o adiantar da hora, se ainda se iria efectivar a audiência. Após os 30 segundos de silêncio entre a questão e sem erigir os olhos acima dos papéis, retorquiu rispidamente;
- «Aqui tem de se esperar, as testemunhas só entram quando são chamadas!»
Observei em redor a autenticar que não tinha sonhado aquela resposta, sorri timidamente para o chão, e redargui;


- «Excelentíssima Senhora funcionária, eu compreendo a azáfama que a reforma judicial tem causado, contudo eu não sou testemunha de processo algum».


Desta vez, lá se lhe ergueram os olhos negros pequenos por cima dos óculos fundos, a voz falhou à primeira, porém de seguida, aflita;

- «Ah.. É o Senhor Dr., e eu pensei que fosse uma testemunha. Eu vou já verificar. Não pensei que fosse o Senhor Dr. Ivo Almeida».


- «Sabe, com o devido respeito, eu não sou Senhor porque a idade é tenra, Dr., isso não consta no meu cartão de cidadão. Sou apenas, Ivo de Almeida. Contudo, se tudo o resto tornar mais célere o processo de me arranjar uma sala de audiência, tudo bem. Porém lamento».

Vivemos num país de concepções arrevesadas. Multiplicam-se as críticas às inúmeras distinções de pessoas por títulos académicos, porque acolhem que é daí que surge o mal ao mundo. Não especialmente.
Pessoalmente, hierarquicamente superior a qualquer título, partido, filiação, sociedade, estão as ideias, estão as acções.
Tenho o cândido hábito, ortodoxo porventura, de desacreditar na caracterização pessoal através do rótulo, da legenda, ou dístico, sustentando então que são as ideias de cada um, que me dizem como podem vir a ser, e as acções que me dizem como são.
Contudo, lamentável é que este cândido hábito não me deve empurrar para a inocência de humanitário samaritano, neste país onde a oportunidade é oportunamente selectiva. Oportunamente, lá se chegam à frente os oportunistas.


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Isto de ser português tem que se lhe diga. Somos os piores do mundo em tudo na boca de cada um. Terminou umas das etapas do mega processo «Face Oculta» no Tribunal de Aveiro. Após «Casa Pia», foi este o mais mediático processo judicial em Portugal, repleto de condimentos apreciados. Acusados influentes na sociedade, dinheiro como chuva em Dezembro, e em resultado de tal brado, parte do país parou em ansia de ‘ver sangue’. E desta vez, viu mesmo.


Surgiu um «acórdão a pedido». Se fosse referendado, não teria desfecho distinto. “A justiça, finalmente, apontou os canhões aos poderosos”. “Verguem-se os tubarões”.


Se há outro facto inesperado, é o rol de pesadas molduras penais. Aliás, “se há deliberação que Portugal está habituado é à impunidade”.
Dos 36 arguidos, nenhum seduziu com encanto, e todos acabaram condenados. Nenhuma pena suspensa. Mélico na boca dos revoltados!
Será? Nem tanto.

De imediato voltaram as sombras do mega sistema tenebroso e implacável. “Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.

Certo é que vai agora avançar a saga para nova temporada. A matéria que vai saltar dos recursos será animalesca, lei da sobrevivência, e surgirão nomes. Muitos nomes. Qualquer das formas, o calcanhar de Aquiles deste mega processo já foi adoptado pelos ilustres advogados de defensa, e certamente gravitará numas quaisquer escutas telefónicas, de um qualquer Primeiro-Ministro.


Vão chover recursos e porventura passar anos, com a certeza que não mais prescreve o processo, ou crime, respeitando-se a última reforma de processo penal.


Mas há algo que não deveria expirar. A congratulação que o Ministério Público merece desde já. Para existir um desfecho desta índole em primeira instância, existiu uma preparação absoluta dos procuradores. A investigação foi absolutamente letal, e desta vez, deveríamos nós portugueses sentir algum brio, alarde e vanglória. Mas não.
“Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.


Isto de ser português tem que se lhe diga.




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Se outrora já eu tinha ficado estupefacto com a verborreia desconexa da Dra. Paula Teixeira nas infelizes intervenções que não conseguia fugir, ontem na entrevista com Clara de Sousa, perdoei-lhe todos os erros. Com a oligofrenia bárbara não se brinca.

1. «A reforma foi feita de forma tranquila»,
2. «A distância maior face ao que existia é de 59 quilómetros. Foi tudo equacionado em termos de transportes e até medido o tempo para percorrer a distância»,
3. «Os contentores não são contentores, são módulos, devidamente apetrechados, que até têm celas».
4. «Há juízes que até dizem que têm mais condições nestes módulos».
5. «A plataforma não bloqueia».

Se a reforma, ocorreu de forma tranquila, conjecturava-se alguma organização, planeamento, disposição. Tenho para mim que organização não culmina certamente em ver um par de juízes que jornadeando de olhos esgazeados, observam com assombro uns quantos corredores do novo ‘tribunal’ de Loures ao estilo de quem avalia casa para comprar, mas no final, a sorte dita que ficarão entre quatro tabiques metálicas de 2.40m por 4m. As celas, lá está.

Certamente que a ideia de «pena efectiva» ganha agora novos contornos na convicção destes magistrados, após esta experiência tranquila, mas claustrofóbica.

Interrogo se de forma tranquila é dezenas de processos remansearem no chão do átrio principal, e na secção central do Tribunal de Loures, acervados pois acabaram de chegar sem alfabetização de lugar, estes rebeldes. Forma tranquila, é isso? Arrisco que sucede, quando uma advogada chega ao tribunal, estuda a pilha de processos no chão, e expõe que tem um prazo a terminar hoje, e outro amanhã. Não quer sair do tribunal nem consultar o processo. O resultado passa por dezenas de risadas vindas dos funcionários, onde entre folgo e folgo lhe explicam, «Dra. aqui não há telefone ainda, quanto mais plataforma de acesso a processos».

Público que se patenteou em tribunal hoje, foi mandado embora.

Passado uns minutos, os juízes cansados do pouco ar que a sua nova sala de trabalho presenteia, voltam a ficar surpresos. «Eh lá, mas que é isto?». Era uma sala de audiência, mas para o espanto destes, não possui a configuração correcta. E não é que foi desenhada para julgamentos de processos-crime, quando por lá são varas cíveis? «Isto resolve-se. Difícil vai ser conseguir espaço para sentar a testemunha». A inspecção continua, mas tudo de forma muito tranquila, como quem faz reformas.

No que concerne aos «59 km de maior distância face ao que existia», tudo seria desmistificado se Clara de Sousa, desocupada de coerções, coloca-se as discussões necessárias, anexando documentos, como é da situação da senhora que em Outubro terá de percorrer 180 km numa viagem de 4 horas de autocarro de Montalegre a Vila Real, como testemunha num julgamento. Clara não me acatou, ou outra voz assomou mais alta.

Por fim, tenho de coincidir de opinião com a última das estiradas, compenetrada aliás, da nossa Exma. Ministra da Justiça. «A plataforma não bloqueia!».
Desta vez confere. Articulou-se bem.
Desde as férias judiciais até então, que o CITIUS não funciona, portanto, certo é que não bloqueia.
Vamos a méritos. Inabilitada porventura, mas ao menos, tranquilamente verdadeira. 


Aplausos!




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Opus Dei proíbe 79 livros

Liberdade. Passados tantos anos, este equilíbrio será espinhoso de ser mantido ainda hoje, em pleno Séc. XXI. Há na igreja católica uma organização, que age sob a nobre ideia de trocar ar armas pelos cravos, os explosivos pelas palavras, a agressão pelo amor. Questiono-me, tal ignorante, se é realmente este o ideal (nobre) que os move.


Organização essa, que é então caracterizada pela ‘Comunhão e Liberdade’, ou os ‘Legionários de Cristo’, são a facção mais radical no que diz respeito à catolicidade, e a também a financeiramente mais poderosa. Salvo melhor opinião, a essa radicalidade, se devem os santos e as figuras que hoje se assinalam em igrejas, e que em tanto hostilizam o descrito na Bíblia. 


O exemplo da falência dos empórios Rumasa e Matesa, assim como o Banco Ambrosiano, mancharam onde a água benta não purificou, porém, a nódoa não foi suficientemente profunda de forma a impedir a canonização do fundador.


Este tipo de mentalidade elitista, radicalista, são sem dúvida o tapete de despedida, para muitos que ao se identificarem na nobreza dos conceitos, se prendem na limitação de arquétipo antiquado, quando estes se mostram impulsionadores das beatificações e canonizações, e dilataram a indústria dos milagres, industrializando a santidade.


A par do julgamento perfeito, onde teoricamente deveria ser criado na sémita do ‘véu da imparcialidade’, necessitariam também, as sociedades de culto, realizar uma introspecção de fundo, de forma a acompanhar um raciocínio moderno, de acordo com uma sociedade em mutação.


Deveriam por sua vez, ser caracterizadas por uma pluralidade, reconduzindo-se antes, aos bons costumes, livre pensamento e de ideias. Especialmente carente de concorrência ou competição entre religiões, mas antes ideias. Liberdade.
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Sem o Dr. Rui Rio no caminho das Presidenciais, Dr. António Costa , teve a inteligência de evitar o confronto com o Engº António Guterres. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, igualmente perspicaz, soube arranjar o ‘amuo’ certo (com Dr. Passos Coelho) e para por sua vez, retirar-se do caminho de uma batalha de hipóteses diminutas para este.

Ao contrário de Rui Rio, António Costa, e Marcelo Rebelo de Sousa, o Dr. Pedro Santana Lopes, não foi capaz de segurar a sua vontade de contornar a ausência política, e abriu portas à sua candidatura a Belém.
Santana Lopes, certamente respondendo à sua emergente necessidade de intervenção no país, voltará a ser inoportuno na sua materialização política, que inegavelmente a tem.

António Guterres, tem várias valências a seu favor. Não é um arrivista, político educado, conduziu ao longo da sua vida, um perfil académico que deixa pouca susceptibilidade de ser discutido ou confrontado em páginas frontais de jornais, tem perfil político de responsabilidade extrema a nível internacional, tem uma carreira na ONU à frente de um cargo particularmente difícil e exigente como é o ACNUR, e especialmente não usa fatos castanhos na televisão, o que é, no mínimo importante.

Não quero com isto dizer, e se por mero entendimento se compreende desde já se revoga, que Santana Lopes não possui estas, com demais capacidades e predicados necessários ao cargo que por agora se disponibiliza.

Contudo, expresso antes uma opinião de que infelizmente ou não, nesta nossa curta sociedade de eleitores, à mulher de «César não basta ser, terá igualmente de parecer», e contra si, pesará a imagem gerada da infeliz traição que Durão Barroso lhe imprimiu, levando-o a aceitar o cargo de Primeiro-ministro, e depois disso, já cada um sabe como terminou a feitiçaria.



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Tão estranha como esta política de conteúdos do Facebook, são algumas das pessoas que por aqui andam.
Se por um lado se bloqueiam pessoas por convidarem outras, desvirtuando o conceito de ‘Rede Social’, por outro, só em dois dias tive a infelicidade de:


- Ver um cão ser morto a tiro,
- Um gato incendiado,
- Um recém-nascido ser espancado,
- Atropelamento sádico a uma criança chinesa,
- Inúmeras crianças de crânio aberto por agressões na faixa de Gaza.


Entre tantas outras pandemias, aos meus contactos que presumem ser necessária a informação/exposição a qualquer custo moral, desejo-vos uma brilhante dor de barriga, e dois litros de bom senso.
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A postura dos EUA para com Edward Snowden representou para mim desde cedo, tudo aquilo que me repugna na democracia disfarçada dos EUA, no reiterado democratismo de ostentação, como queiram apelidar.


A polícia do Texas anunciou a semana passada que deteve um homem de 41 anos por guardar na sua caixa de email imagens pornográficas de uma menina de oito anos. Certo é, que ninguém lamentará que ele tenha sido apanhado, mas o caso, faz-me novamente pensar no grau de segurança que a nossa correspondência possui.
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