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CrIvo de Almeida™

O Sporting conquistou a Taça de Portugal ao fim de 7 anos.

Foi um jogo mau. Pouco intenso a nível físico, vagaroso nas movimentações, paupérrimo a nível táctico, sem criatividade. Isto de parte a parte.

Esta final foi a (infeliz) demonstração do desnivelamento de qualidade do S.L Benfica e o F.C.Porto com as demais equipas do nosso campeonato. Relembro que foi o 3.º contra o 4.º lugar, era uma final e o espetáculo foi este.
Igualmente deplorável a equipa de arbitragem.
Esta desigualdade na competição não é positiva para nenhum amante de futebol, nem me rejubila especificamente enquanto Benfiquista.

Termino dando os meus parabéns ao Sporting C. P., pela vitória da 16.ª Taça de Portugal, estendendo as congratulações aos sócios do Sporting C. P. que sabem e merecem ganhar.

Parabéns Marco Silva, de quem tenho uma especial admiração.




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A Assembleia da República aprovou na 6.ª feira passada a lei do Enriquecimento Injustificável.
Esta proposta é a transferência do ‘Enriquecimento ilícito’ já consagrado na lei Civil para a tutela penal, estabelecendo-o como crime.


Apesar de ser um acérrimo defensor de tudo o que possa contribuir para uma maior transparência da justiça, tenho algumas ressalvas que me parecem importantes.


A regra de avaliação terá obrigatoriamente de incidir entre a discrepância de obtenção do património e os rendimentos declarados, pelo que me leva a questionar a admissibilidade desta proposta em matéria Constitucional.
Em modesta opinião, a terminologia ‘Ilicito’ e ‘Injustificado’ em muito difere na sua interpretação.


Se no ‘Enriquecimento ilícito’ se entende que existem factos que levam a uma suspeita de alguém ter enriquecido de forma ilegal e então se tenta provar essas circunstâncias, já a terminologia ‘Enriquecimento injustificável’, torna susceptível o entendimento de que basta a não justificação de determinado enriquecimento para que se considere preenchido os elementos do tipo de crime. Assim sendo:


1. Questiono até que ponto o legislador se afasta da estrutura acusatória da nossa tutela penal, especificamente no ‘Principio da Presunção de Inocência’ (Injustificado não é concreto – antes suspeição), e ainda nas regras do ónus da prova. (Quem alega/acusa, terá de provar).


2. No caso em que não se demonstra o ilícito do comportamento, temos de
perguntar qual o bem jurídico a proteger?


3. Afigura-se-me que uma fiscalização ao T.C. e o diploma chumba. (Mais uma vez).


Cuidado que “Legislar para inglês ver” só funciona enquanto o inglês não aprender a falar português.
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Quando fez 1 ano de idade, a mãe separara-se do pai, vivia com outro homem e, nunca mais tentou o contacto com a filha.
A pequena de agora 3 anos vivia com o pai (que padecia de alguns problemas mentais ligeiros), com uma tia, e a uma distância de 2 anos da mãe.
Fosse pela tenra idade, ou pela incomensurável ausência, não era de todo notória a falta da sua progenitora no comportamento da menor.

Tamanha ausência não a impediu porém (a mãe), 2 anos volvidos, de intentar uma acção de Regulação das Responsabilidades Parentais, onde tentava ficar com a tutela da menor.
O principal argumento era, “Eu sou a mãe, e o pai é maluco!”.
Automaticamente vi-me no “I am Sam” do Tom Hanks.

- “Veja Sr. Dr., veja como ela está bem”, esclarecia a tia a meio da audiência enquanto me exibia várias fotos no Iphone, onde a pequena menina pousava para as fotos agarrada aos seus peluches preferidos.

É inegável a proeminente relevância da figura maternal numa criança de três anos. Relacionando com a idade, quer na sua formação, mas particularmente na estrutura. A criança carece dessa referência para germinar valores e princípios que a possibilitarão crescer como cidadã mais consciente dos valores familiares.

Por muita censura que automaticamente queiramos atribuir à mãe aquando a abandonou por dois anos para ‘fugir com outro homem’, esse é um ónus que a menor não deve suportar, e por sua vez ver-se cerceada de tamanha figura essencial para o seu crescimento.

Obviamente que a tutela foi partilhada, musculada, e prudente no sentido de salvaguardar a menor de um futuro sumiço da mãe, que confiamos não acontecer. A pequena merece. Só ela.




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Provavelmente vou estragar milhões de argumentos sociais, mas ser objecto de estudo não significa de forma alguma estar “cientificamente provado”!

As vicissitudes económicas e financeiras sobrepõem-se cada vez mais ao nobre interesse de informar a sociedade. Essa consequência denota-se não somente nos meios de comunicação social, mas em estudos elaborados por entidades de “credibilidade pública”.
Infelizmente as entidades de “credibilidade pública” detêm a sua gestão segundo o mesmo princípio económico e vendem-se pelo melhor preço, ou até pelo negócio mais vantajoso - Sim, são situações diferentes.


Injúria e difamação são crimes sem justiça!


O Hospital de Santa Maria, independentemente de se saber que o estudo foi cabalmente encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, terá um árduo trabalho para repor a dignidade e bom nome da instituição quase centenária e, o património que esta representa.


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Sinto que sei menos agora do que sabia antes. Com certeza estou mais perto da sapiência.:
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“Podes observar a forma como um país é desenvolvido, na forma como ele trata os seus reclusos!”.
Esta é uma frase centenária que me faz cada dia mais sentido.


É certo que presentemente se observa uma enorme discordância entre a quimérica “recuperação dos infractores para a sociedade” e as condições dos Estabelecimentos Prisionais.
Só quem nunca entrou numa prisão o pode refutar.


Não me recordo de um candidato a primeiro-ministro ter alguma vez agregado nas suas propostas, medidas respeitantes aos reclusos.
A justificação é simples.


Primeiramente é uma matéria de extrema controvérsia na medida em que são todos os contribuintes a pagam essas garantias na persecução da reabilitação do agente, e normalmente o povo (em geral) não age com justiça, mas prepõe actuar que nem vingador, na odisseia de represália da vítima.


Segundo, e talvez mais importante, os reclusos não votam!


Não asseverando a minha subscrição na supra mencionada medida, pois embora aceite a sua necessidade, tenho as minhas ressalvas no que respeita ao seu sentido oportuno/conveniente.
Porém saliento a mesma como uma inovação na cultura eleitoral.
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O episódio que ocorreu em Guimarães após o jogo com o Benfica é a demonstração clara de que é polícia quem pode, não quem pretende.

O Subcomissário Filipe Macedo Silva, por muito que goste da profissão, não a pode ter, demonstrou não ter capacidade para tal.
Em modesta opinião, demonstrou exerce-la pelos motivos errados e objectivos distintos do que se exige. Representou um perigo para a sociedade, quando deveria modelar por fazer germinar a segurança.
Enquanto instituição, não se pode excluir a PSP de responsabilidades.

O episódio retrata uma violação tremenda aos princípios basilares da utilização da força. O Subcomissário Filipe Macedo Silva, violou profundamente o Princípio da legalidade, da necessidade, da proporcionalidade, e da conveniência. A nível moral, estende-se uma lista de violações superior.

Se incalculáveis vezes é imprescindível o uso da força pelos OPC’s para fazer imperar a calma e segurança social, em todas sem exepção seria necessário o uso do bom-senso, o respeito dos valores e profissionalismo! Falhou tudo quando tal submissão indigna (e na forma que ocorreu) é operada diante dos filhos do detido, para não abordar a agressão a um idoso. Pergunto:

Naquelas circunstâncias de facto e lugar, que perigo representava aquele Pai, filhos e Avô para o agente ou para a sociedade?


Eu que sou um medricas diria, pouco.
(Não vou sequer abordar as declarações do Subcomissário na tentativa vácua de legitimar tal atrocidade, porque seria desperdiçar tempo com um cidadão que por ignorância ou nervosismo, se contradisse de início ao fim das mesmas).

Por sua vez, quero terminar dizendo que a PSP não é isto! Acredito que a PSP representa um papel fundamental na segurança e perseverança da mesma. Apelo do mesmo modo, que não devemos de forma alguma generalizar as forças de segurança pública, com este acto infeliz.


Eu acredito. Mas também acredito que será extremamente complicado fazer aquela criança acreditar. E isso deve ser pensado.



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O S.L.Benfica foi Bi-Campeão nacional esta tarde em Guimarães.
Muitos são os festejos que se fazem sentir por todo o país, e inúmeros são os argumentos utilizados pelos clubes rivais na tentativa de minimizar o feito do Benfica.


Justificam-se essencialmente com o favorecimento das arbitragens, o que aqui entre nós, não deixa de ser formalmente admissível especialmente num país em que outrora essas circunstâncias alheias ao futebol ditaram tantos títulos em Portugal.


Relativamente ao conteúdo, parece-me arriscado apontar uma narrativa no favorecimento de um clube que está no primeiro lugar da liga desde a 4.ª jornada.
O Benfica venceu o seu único adversário directo fora por 2-0, empatou em casa, e garantiu a sua posição privilegiada no confronto directo.
Hoje muitos dos olhos estiveram colocados no jogo do Guimarães com o Benfica, mas a resposta deste campeonato para mim, passou muito pelo que sucedeu no Restelo. O F.C.Porto demonstrou um futebol lento, e sem soluções. Apático e sem o querer necessário para vencer. O empate permitiu que o Benfica, mesmo sem uma vitória, conseguisse festejar o título de campeão nacional.


Em modesta opinião, este título do S.L.Benfica é especialmente penoso para o F.C.Porto, porque este ano assistimos a um investimento histórico deste. Nunca um clube em Portugal investiu tanto. O F.C.Porto teve ao seu dispor jogadores fantásticos que poderiam facilmente ser hipóteses credíveis na maioria das equipas da Europa, e mesmo assim não conseguiu transformar essa mão-de-obra em resultados. Faltou o Arquitecto. Faltou o treinador.


Na verdade, o S.L.Benfica com um plantel de menor qualidade, (a ver o afastamento madrugador das competições europeias) teve um treinador que soube gerir com astúcia essa situação. Não é fácil fazer recuperar um clube de uma sangria de 18 jogadores, onde 8 desses eram titulares. Jorge Jesus, à sua maneira, soube responder e demonstrar que os 6 anos que leva de Benfica, traduz em muito da sua experiência enquanto treinador.



O Benfica é um justo vencedor desde Campeonato Nacional. Parabéns a nós! 34!
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“Enquanto somos distraídos com conversas da treta, todas elas dissimulando e escondendo a realidade, iludindo a verdade e ocupando a paródia politiqueira, tal como esta história de como saímos do esforço comum que fizemos com a troika, se à irlandesa, se à portuguesa, se à grega, outro mundo está aí, bizarro, impune, que dá cada vez mais razão ao autor do livro ‘A Suíça lava mais branco’.
Jean Ziegler, uma das referências mundiais do estudo das estruturas do Estado, admite que a curto prazo a principal organização criminosa de um país, sem referências éticas e judiciais bem firmes, é o próprio Estado. O Estado-Máfia que é, em si próprio, o promotor do crime organizado em grande escala. Não se passa uma semana em que as notícias não confirmem esta caminhada apressada para a evidência absoluta deste Estado-Bandido, cada vez mais dilacerado. Ainda ontem, era noticiado que milhões de euros de fundos comunitários destinados às PME tinham escapado para contas bancárias nas Caraíbas. No arranque da semana, as notícias davam conta de que mais um grupo de funcionários do sistema de Saúde, logo funcionários do Estado, conseguira desviar milhões de euros. Na semana anterior, já fora notícia a absolvição de todos os intervenientes no chamado processo dos submarinos.
Os corruptores presos na Alemanha, os corrompidos, gente inocente aqui, na nossa terra. Na mesma semana, ficámos a saber que o Estado assumiu mais dezenas de milhões de euros desse buraco sem fundo que é o BPN.
Das célebres PPP já nem vale a pena falar, embora a sangria de dinheiro do Estado não pare.
Isto é a ponta do icebergue. Se saímos à irlandesa desta terrível relação com a troika ou com programa cautelar é coisa irrelevante se esta hemorragia não parar. Se os negócios do Estado continuarem a ser movimentados nos interesses de alguns e bem se sabe até onde o negócio pode levar. Veja-se esta entrada nos PALOP de uma das mais terríveis ditaduras do mundo apenas com a finalidade de salvar um banco. É cada vez mais evidente que não há negócio anunciado que não tenha comprador acertado. É cada vez mais evidente que não fomos nós que vivemos acima das nossas possibilidades durante muitos anos. Cada vez é mais claro que o Estado permitiu que um punhado de gente poderosa roubasse acima das nossas possibilidades durante muitos anos
”.


Francisco Moita Flores
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Isto além de falta de respeito pela dignidade pessoal dos candidatos e familiares em detrimento de interesses económicos é, de uma total ilegitimidade. Falta de proficiência. Porquê?

Escarnecer das orelhas de um rapaz num programa que tende a analisar a forma de cantar, agrava em muito quando nos Júris ocupa um estrábico (vulgo Vesgo!) que tem feito vida a produzir revistas de mulheres nuas, um que opina em tons aflautados (de quem tem uma flauta entalada na garganta) e mesmo assim da voz, ainda é foi capaz de gerar tremenda barracada em directo aos berros com Sónia Tavares, e por último uma mocinha com idade para ter juízo, que mal vê um rapaz com mais de 45 kg fica doidinha aos pulos que nem macaquinho de circo. Aconteceu o mesmo quando andou na peleja com Rita Pereira por causa do Gonçalo Castel-Branco.

Rapaz, confia em mim. Orelhas grandes? Eu tenho o nariz torto e provavelmente também não sei dar um Ré afinado. Vai à escola, lamenta a estupidez alheia, e ri-te dela, porque pior que as orelhas grandes ou narizes tortos são cérebros inexistentes.


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Chego a casa vindo de um julgamento de 4 horas e 15 minutos, (que terá a sua continuação na próxima segunda-feira), e vigiei cuidadoso por específica programação televisiva que planeava ver. Fim do dia,


1. O Barcelona suprimiu a melhor equipa do mundo, quando a jogar em casa.


2. António Costa foi vedado de proceder à sua campanha eleitoral antecipadamente calculada, e reavivado a cada minuto que estava numa entrevista e não numa exibição.


3. Exibição essa ficou reservada categoricamente para Passos Coelho na minha estimada Aula Magna, onde mimoseou todos os atentos com um fantástico número de Stand Up.


4. Finalizei com a RTP Informação, numa entrevista com Sampaio da Nóvoa, que se revelou uma golfada de ar fresco. Ganha particular relevo a inteligência sagaz deste, indicando uma preparação inapta para a comunicação, e particularmente na pedagogia do ensinamento das suas ideias. (Digam-se, apetrechadas de uma credibilidade que os políticos já nos descostumaram).
Sampaio da Nóvoa, para já, uma brisa fresca num panorama reiteradamente mofento.


Ps: José Sócrates queixa-se de estar preso preventivamente há 5 meses sem que o MP lhe dê a conhecer a acusação. Duarte Lima está preso preventivamente há 5 anos, e não se queixa nem um só momento. Calma Zé.
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Deixem-me ver se compreendo este episódio de complexidade em torno de uma mensagem de telemóvel.

Um jornalista dirigindo-se a António Costa, apelidando-o de alguém com “falta de coragem”, “ausência de um pensamento político”, que “faz política de tubo de ensaio”, que “encomenda umas contas que não comprometem ninguém”, é segundo o próprio, um - exercício da liberdade de pensar.


Todavia, se o alvo dessas apreciações resolve reagir, ingressamos no império da incursão e cerceamento à condição e liberdade do insatisfeito jornalista.
Não me cingindo somente ao caso em apreço, há muito tempo que a imprensa nacional (na sua imensa maioria) tem sido uma inquietação para mim, divulgando pouco mais que um reflexo de uma profissão soberana, influente, profícua, necessária, que em tempos era executada por profissionais, com valores, princípios e respeito. Particularmente conhecedores do próprio código deontológico, onde o carácter subjectivo é hoje, nada mais que uma palavra que ninguém sabe se dissipou o ‘C’.


Vivemos salvo raras excepções, de uma imprensa política(!) em detrimento de informável, desprezível, envés de publicamente útil.
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Agora que já é de agnição pública os alicerces da quezília que o treinador do F.C. Porto Jullen Lopatego protagonizou no final do jogo na Luz, creio intolerável a atitude do treinador do S.L Benfica.
Jorge Jesus já nos tinha acostumado ao seu estilo amotinado e desaprazível, porém, afigura-se-me uma incomensurável falta de urbanidade a forma jocosa como tem apelidado o Sr. Loucopegui nas mais variadas conferências de imprensa.


Como colega de profissão que é, seria mais que justo a abertura de um inquérito na Liga, de forma a restituir o prestígio e respeitabilidade ao Lopotrengo, que tem provas assentes do seu profissionalismo e reputação.
Lotepolgui, como treinador estrangeiro que é, deveria ser particularmente bem acolhido no seio da primeira liga nacional, longe deste bullying desportivo.
É ainda importante ressalvar que Totópegui não se destaca meramente na sua carreira como treinador, mas inclusive como jogador, actuou no F.C. Barcelona ao seu mais alto nível, alcançando um estatuto no panorama desportivo que merecia algum maior respeito.


Eu, prosélito do desporto, peço formalmente as desculpas ao Sr. Lopotolgui em nome de muitos dos Benfiquistas que hoje se reveem nesta missiva. Os demais, esses têm definitivamente bom gosto.
Exmo. Sr. Lotopegui, cordialmente me subscrevo,


Ivo Filipe de Almeida


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Aníbal Cavaco Silva foi mais uma vez ele mesmo, congregando a sua fragilidade demencial, sem noção de quem é, nem do cargo que ocupa. Quis sem pudor deixar para a História a sua indecorosa estória, aquela em que nunca se permitiu ou soube assumir a voz da nação, a representação dos cidadãos ou mesmo descer do seu pináculo de zurpação de interesses aos mortais do povo.Quis deixar a mensagem de um caminho de obstruções, onde com o seu facciosismo sempre foi estorvo principal deste trilho. 


Deixou o seu último trejeito num dia de liberdade, mas também eu anseio que os portugueses não se olvidem da sua estória. Não devem.
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Já é hoje é hoje virtualmente impossível para um particular transferir dinheiro para fora de angola pelas vias oficiais.
Os bancos comerciais são obrigados a converter kwanzas em dólar a uma taxa em torno da oficial, e porventura será este o motivo para recusarem a transferência aos clientes, afinal, estariam a perder dinheiro.


Por outro lado, a própria liquidez deverá estar bastante apertada, numa altura em que os mercados internacionais se fecham e o banco central deverá dosear a cedência de reservas, elas próprias depauperadas pela crise do petróleo.
Tempos difíceis para quem acreditou no "sonho Angolano".
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E se gostava de deter um relato histórico e esclarecer com minucia onde estava eu naquela manhã de 25 de Abril de 1974. Infelizmente, foi só passados 12 anos que nasci, o que parecendo que não, complica as memórias desse dia, e as tardes fantásticas a discorrer sobre o mesmo.

Aparte disso, a Revolução dos Cravos, é decisivamente o episódio histórico nacional que mais me agrada, que fiz questão de aprender, estudar, procurei os detalhes, livros, depoimentos, persuadi umas quantas visões no centro de conversa entre amigos do meu pai.

Serei um eterno Aprendiz. Estou consciente da impossibilidade de dilucidar com justiça o sentimento de 41 anos de opressão em textos de duas folhas ou reportagens de duas horas. É tanto mais do que isso.

Tenho para mim que 41 anos de opressão, isolamento e medo, ultrapassam em muito o dia 25 de Abril de 1974, e não sucumbem totalmente nem mesmo 41 anos volvidos.
Essas interiorizações em muitos dos Portugueses são inexplicáveis a quem as sente, ou a quem as tem sem sentir, porventura, até sem saber.
São 41 anos que descortinam o fundamento de muitas das decisões que o povo português tem vindo a tomar até então. São máculas de absolutismo que ainda hoje se sentem neste povo.

O que queria deixar claro é uma mensagem de coragem. Não posso oferecer esperança, mas gostaria de que se abstraísse o medo deste nosso povo.
Quando as televisões, rádios e jornais falam hoje sobre o 25 de Abril, acho primordial que se releve a perspectiva da coragem demonstrada por aqueles que acreditaram, que sonharam, e avançaram!
Em resultado da sua coragem, trouxeram-nos a Liberdade, e essa teve o seu pináculo no dia 25 de Abril de 1975, com eleições democráticas.
Infelizmente, hoje o medo é uma constante, e em inúmeras cabeças surge a imagem que todos podemos ter tanto a perder quando expomos a nossa ideia, os nossos desejos, os nossos juízos, conceitos, opiniões, e mesmo quando se grita que é injusto! por aí se fica, admitindo-se cercearem-nos da nossa liberdade.

Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Este temor instalado, é um desagradecimento vincado para com aqueles que tanto me fazem sentir orgulhoso de ser Português.

Não sei o que é viver no domínio da opressão de livre opinião, na persecução persistente do medo, ou não gozar o direito de sufrágio, mas tenho a certeza da minha convicção, dos valores que devo seguir, do que quero, e de como quero o meu país. De como quero viver.

Isto foi-nos oferecido. Um legado de força e combate ao medo.



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Ontem deu-se o terror em Munique. O F.C.Porto foi goleado pela melhor equipa em prova, que só precisou de 37 minutos para arrumar com esta celeuma da esperança Portuguesa.

Não foi estranho notar que muitos adeptos do F.C.Porto, após a primeira mão, e no fervor natural da emoção, sentissem que o favoritismo era seu, e que a passagem às meias-finais um corolário da radiosa exibição no Dragão.
Porém, o que me faz alguma confusão, é o Treinador, Sr. Lopetegui, partilhar dessa superfluidade de euforia, que veio a alterar substancialmente as suas resoluções tácticas.


Acompanho com gosto este Bayern de forma mais rigorosa desde Guardiola, e desde logo me apercebi que funciona como um compressor. O treinador do Porto deveria ter preparado os seus jogadores para essa situação, a si mesmo, e jamais colocar-se em campo linhas tão recuadas, o que gerou (naturalmente) um sufoco de 45 minutos, cinco golos, e a eliminatória resolvida em 37 minutos.


O Porto (sem Danilo e Alex Sandro) foi eliminado pela melhor equipa da actualidade, porém, também não foi essa equipa que os eliminou. Não se enganem.

Estas derrotas são engenhosas em desmotivar, cerceando a confiança e inspiração de uma equipa, e por isso, sabiamente os adeptos correram em massa ao aeroporto, recebendo os jogadores, e demonstrando que é importante saber perder.
 

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Todos os dias centenas de imigrantes ilegais tentam alcançar a Europa. É pérfido dizer-se que sucumbem às águas impiedosas do mediterrânio, na vácua tentativa de alcançar o sonho de uma europa em forma de sucesso. Mas agrava na razão.
A realidade passa uns furos abaixo dessa decência, e o pulo para o Adamastor é nada menos que uma evasão ao domínio. Domínio da fome, da miséria, da tristeza. Lançam-se na viagem conscientes da probabilidade de ser a última, conhecedores dos perigos, cientes das suas fragilidades (des) humanas.


Mas expliquem-me, qual a porção de desespero necessário para se arrojarem à prova onde só a minoria conquista? Como se vive um destino na ponta de uma arma?

Tudo serve de nada, se não for a vida inquietação premente no mundo. Exige-se imediatamente que a U.E. execute de uma vez, o cumprimento da solidariedade, que vem plasmado como um dos seus princípios fundadores, disponibilizando recursos para estancar de imediato estas letargias de líderes profanos.





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As afirmações de Declan Hill terão tanta alerta na comunicação social nacional, como logrou a confissão do Casagrande sobre o uso normalíssimo de dopping no F.C.Porto.

Por detrás de todas estas descontentes evidências, alimenta-se um risco de dano crítico no prestígio internacional que a todos os amantes de desporto e não só, deveria desassossegar.
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Pela cadência de prenúncios, permanecia eu muito pacífico na expectativa de que isto fosse acontecer, mas nunca vos transmiti do quê.

Ora, nesta senda onde os media nacionais fincam pé na sua constante ingerência em tudo o mais que não sustam legitimidade, finalmente chega o dia que um ‘Jornal’, pasme-se, decide elaborar uma proposta de revisão constitucional.


Portugal passa assim, a ser o único país do mundo onde um ‘Jornal’ quer elaborar a Revisão Constitucional de um país.
Orgulho.


O ‘Jornal’ é o já conhecido “Observador/Jornal-oficial-do-Durão-Barroso”, e a proposta já pode ser consultada.
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