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CrIvo de Almeida™

Agora que já é de agnição pública os alicerces da quezília que o treinador do F.C. Porto Jullen Lopatego protagonizou no final do jogo na Luz, creio intolerável a atitude do treinador do S.L Benfica.
Jorge Jesus já nos tinha acostumado ao seu estilo amotinado e desaprazível, porém, afigura-se-me uma incomensurável falta de urbanidade a forma jocosa como tem apelidado o Sr. Loucopegui nas mais variadas conferências de imprensa.


Como colega de profissão que é, seria mais que justo a abertura de um inquérito na Liga, de forma a restituir o prestígio e respeitabilidade ao Lopotrengo, que tem provas assentes do seu profissionalismo e reputação.
Lotepolgui, como treinador estrangeiro que é, deveria ser particularmente bem acolhido no seio da primeira liga nacional, longe deste bullying desportivo.
É ainda importante ressalvar que Totópegui não se destaca meramente na sua carreira como treinador, mas inclusive como jogador, actuou no F.C. Barcelona ao seu mais alto nível, alcançando um estatuto no panorama desportivo que merecia algum maior respeito.


Eu, prosélito do desporto, peço formalmente as desculpas ao Sr. Lopotolgui em nome de muitos dos Benfiquistas que hoje se reveem nesta missiva. Os demais, esses têm definitivamente bom gosto.
Exmo. Sr. Lotopegui, cordialmente me subscrevo,


Ivo Filipe de Almeida


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Aníbal Cavaco Silva foi mais uma vez ele mesmo, congregando a sua fragilidade demencial, sem noção de quem é, nem do cargo que ocupa. Quis sem pudor deixar para a História a sua indecorosa estória, aquela em que nunca se permitiu ou soube assumir a voz da nação, a representação dos cidadãos ou mesmo descer do seu pináculo de zurpação de interesses aos mortais do povo.Quis deixar a mensagem de um caminho de obstruções, onde com o seu facciosismo sempre foi estorvo principal deste trilho. 


Deixou o seu último trejeito num dia de liberdade, mas também eu anseio que os portugueses não se olvidem da sua estória. Não devem.
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Já é hoje é hoje virtualmente impossível para um particular transferir dinheiro para fora de angola pelas vias oficiais.
Os bancos comerciais são obrigados a converter kwanzas em dólar a uma taxa em torno da oficial, e porventura será este o motivo para recusarem a transferência aos clientes, afinal, estariam a perder dinheiro.


Por outro lado, a própria liquidez deverá estar bastante apertada, numa altura em que os mercados internacionais se fecham e o banco central deverá dosear a cedência de reservas, elas próprias depauperadas pela crise do petróleo.
Tempos difíceis para quem acreditou no "sonho Angolano".
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E se gostava de deter um relato histórico e esclarecer com minucia onde estava eu naquela manhã de 25 de Abril de 1974. Infelizmente, foi só passados 12 anos que nasci, o que parecendo que não, complica as memórias desse dia, e as tardes fantásticas a discorrer sobre o mesmo.

Aparte disso, a Revolução dos Cravos, é decisivamente o episódio histórico nacional que mais me agrada, que fiz questão de aprender, estudar, procurei os detalhes, livros, depoimentos, persuadi umas quantas visões no centro de conversa entre amigos do meu pai.

Serei um eterno Aprendiz. Estou consciente da impossibilidade de dilucidar com justiça o sentimento de 41 anos de opressão em textos de duas folhas ou reportagens de duas horas. É tanto mais do que isso.

Tenho para mim que 41 anos de opressão, isolamento e medo, ultrapassam em muito o dia 25 de Abril de 1974, e não sucumbem totalmente nem mesmo 41 anos volvidos.
Essas interiorizações em muitos dos Portugueses são inexplicáveis a quem as sente, ou a quem as tem sem sentir, porventura, até sem saber.
São 41 anos que descortinam o fundamento de muitas das decisões que o povo português tem vindo a tomar até então. São máculas de absolutismo que ainda hoje se sentem neste povo.

O que queria deixar claro é uma mensagem de coragem. Não posso oferecer esperança, mas gostaria de que se abstraísse o medo deste nosso povo.
Quando as televisões, rádios e jornais falam hoje sobre o 25 de Abril, acho primordial que se releve a perspectiva da coragem demonstrada por aqueles que acreditaram, que sonharam, e avançaram!
Em resultado da sua coragem, trouxeram-nos a Liberdade, e essa teve o seu pináculo no dia 25 de Abril de 1975, com eleições democráticas.
Infelizmente, hoje o medo é uma constante, e em inúmeras cabeças surge a imagem que todos podemos ter tanto a perder quando expomos a nossa ideia, os nossos desejos, os nossos juízos, conceitos, opiniões, e mesmo quando se grita que é injusto! por aí se fica, admitindo-se cercearem-nos da nossa liberdade.

Não foi para isto que se fez o 25 de Abril. Este temor instalado, é um desagradecimento vincado para com aqueles que tanto me fazem sentir orgulhoso de ser Português.

Não sei o que é viver no domínio da opressão de livre opinião, na persecução persistente do medo, ou não gozar o direito de sufrágio, mas tenho a certeza da minha convicção, dos valores que devo seguir, do que quero, e de como quero o meu país. De como quero viver.

Isto foi-nos oferecido. Um legado de força e combate ao medo.



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Ontem deu-se o terror em Munique. O F.C.Porto foi goleado pela melhor equipa em prova, que só precisou de 37 minutos para arrumar com esta celeuma da esperança Portuguesa.

Não foi estranho notar que muitos adeptos do F.C.Porto, após a primeira mão, e no fervor natural da emoção, sentissem que o favoritismo era seu, e que a passagem às meias-finais um corolário da radiosa exibição no Dragão.
Porém, o que me faz alguma confusão, é o Treinador, Sr. Lopetegui, partilhar dessa superfluidade de euforia, que veio a alterar substancialmente as suas resoluções tácticas.


Acompanho com gosto este Bayern de forma mais rigorosa desde Guardiola, e desde logo me apercebi que funciona como um compressor. O treinador do Porto deveria ter preparado os seus jogadores para essa situação, a si mesmo, e jamais colocar-se em campo linhas tão recuadas, o que gerou (naturalmente) um sufoco de 45 minutos, cinco golos, e a eliminatória resolvida em 37 minutos.


O Porto (sem Danilo e Alex Sandro) foi eliminado pela melhor equipa da actualidade, porém, também não foi essa equipa que os eliminou. Não se enganem.

Estas derrotas são engenhosas em desmotivar, cerceando a confiança e inspiração de uma equipa, e por isso, sabiamente os adeptos correram em massa ao aeroporto, recebendo os jogadores, e demonstrando que é importante saber perder.
 

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Todos os dias centenas de imigrantes ilegais tentam alcançar a Europa. É pérfido dizer-se que sucumbem às águas impiedosas do mediterrânio, na vácua tentativa de alcançar o sonho de uma europa em forma de sucesso. Mas agrava na razão.
A realidade passa uns furos abaixo dessa decência, e o pulo para o Adamastor é nada menos que uma evasão ao domínio. Domínio da fome, da miséria, da tristeza. Lançam-se na viagem conscientes da probabilidade de ser a última, conhecedores dos perigos, cientes das suas fragilidades (des) humanas.


Mas expliquem-me, qual a porção de desespero necessário para se arrojarem à prova onde só a minoria conquista? Como se vive um destino na ponta de uma arma?

Tudo serve de nada, se não for a vida inquietação premente no mundo. Exige-se imediatamente que a U.E. execute de uma vez, o cumprimento da solidariedade, que vem plasmado como um dos seus princípios fundadores, disponibilizando recursos para estancar de imediato estas letargias de líderes profanos.





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As afirmações de Declan Hill terão tanta alerta na comunicação social nacional, como logrou a confissão do Casagrande sobre o uso normalíssimo de dopping no F.C.Porto.

Por detrás de todas estas descontentes evidências, alimenta-se um risco de dano crítico no prestígio internacional que a todos os amantes de desporto e não só, deveria desassossegar.
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Pela cadência de prenúncios, permanecia eu muito pacífico na expectativa de que isto fosse acontecer, mas nunca vos transmiti do quê.

Ora, nesta senda onde os media nacionais fincam pé na sua constante ingerência em tudo o mais que não sustam legitimidade, finalmente chega o dia que um ‘Jornal’, pasme-se, decide elaborar uma proposta de revisão constitucional.


Portugal passa assim, a ser o único país do mundo onde um ‘Jornal’ quer elaborar a Revisão Constitucional de um país.
Orgulho.


O ‘Jornal’ é o já conhecido “Observador/Jornal-oficial-do-Durão-Barroso”, e a proposta já pode ser consultada.
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O Benfica acaba de se sagrar Campeão Nacional de hóquei em patins, no Pavilhão da Luz, goleando o F.C. Porto por 4-1.
Mais que futebol, Benfica é uma das maiores instituições desportivas do mundo, alcançando resultados invejáveis nas mais variadas modalidades.

Benfiquistas orgulhosos, porque só nós compreendemos.



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Desde o meu primeiro ano de curso que me instruíram a analisar a qualidade de um país, na forma como tratam os seus reclusos.
Após uma apressada reflexão, conclui-se pela incontestável assertividade dessa máxima.


Contudo, hoje ao assistir à “Repórter TV”, retira-se algo especialmente tenebroso. A capacidade que as nossas elites têm de menosprezar o que de mais valioso existe no mundo. A vida.
A deterioração daqueles que devem ser os pilares principais e intocáveis da nossa sociedade (Justiça, Saúde, Educação), são a manifestação empírica que esta crise é muito mais penetrante e dilatada do que o nível financeiro que nos querem fazer acreditar.


Despertar esta sociedade para a crise, na sua face dura e real, seria papel para os nossos lideres, que não temos, para o nosso governo, inexistente, seria o papel das nossas forças sociais, que estão mais interessados e metidas em jogos de poder, do que na atitude de serviço. Tal como Camões transmitia, que «Fraco rei faz fraco a forte gente»; e nós temos uma falta desesperante de líderes, temos uma sociedade montada numa espécie de Sebastianismo.


É urgente, e urgente gerar, um sentido de solidariedade, um sentido de coesão social nacional. Por ora, o que se apela é sempre á fractura, é sempre e só à deflagração social, na busca de votos e reputação política.
O nosso Presidente da República está no poder desde 1980. Estamos a encarar questões muito graves, com os mesmos profissionais da política que nos conduziram até aqui.


Seria este o tempo de demitirmos os políticos profissionais, substituindo-os por profissionais na política. Nós temos tantos denunciantes, e não vejo proclamadores, e os poucos que temos, mentem em estratagema.
Andamos outra vez com esta quimera estatística da politização, mas a realidade é que temos um nível cultural paupérrimo. Governar para estatística, tal jogo de interesse. Não podemos esperar por um Messias, temos é de fazer de todos nós a pessoa que aponta o dedo e grita «O Rei vai nú», por muito engravatado que esteja.


A Reportagem que hoje vi, conta-me mais.
Diz-me que estamos a produzir uma sociedade montada na fachada. Estamos a desfigurar gerações, que vão ser o futuro deste país. Receio pelos meus filhos, pelos meus netos.


Estão jovens a desenvolver-se sem bases, estão a crescer sem valores, estão a agraudar-se numa sociedade que está montada no ter, e esqueceu o ser.


Negociar seres humanos daquela forma, vulgarizar os nossos idosos nos nossos hospitais com tal naturalidade, é procriar gerações de jovens sem memória, é criar gente sem história. Quando a memória e a história não se encontram, encontram-se os cataclismos sociais.


Estamos a crescer colectivamente sem memória.
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Os génios da literatura são seres superioras, que nos dão sonhos, asas e o mundo. Porém, aprecio particularmente aqueles que têm a incomensurável capacidade da intemporalidade no que escrevem. Esse é o crivo. Hoje, ao ler pela centésima vez o livro “Processo” de Franz Kafka, deixo aqui a personificação do ser intemporal em cada um de nós.

«À porta da lei está um guarda. Vem um homem do campo e pede para entrar na Lei. Mas o guarda diz-lhe que, por enquanto, não pode autorizar-lhe a entrada. O homem considera e pergunta se poderá entrar mais tarde. – ”É possível” – diz o guarda. – ”Mas não agora!”. O guarda afasta-se então da porta da Lei, aberta como sempre, e o homem curva-se para olhar lá para dentro.
Ao ver tal, o guarda ri-se e diz. – ”Se tanto te atrai, experimenta entrar, apesar da minha proibição. Contudo, repara, sou forte. E ainda assim sou o último dos guardas. De sala para sala estão guardas cada vez mais fortes, de tal modo que não posso sequer suportar o olhar do terceiro depois de mim”.
O homem do campo não esperava tantas dificuldades. A Lei havia de ser acessível a toda a gente e sempre, pensa ele. Mas, ao olhar o guarda envolvido no seu casaco forrado de peles, o nariz agudo, a barba à tártaro, longa, delgada e negra, prefere esperar até que lhe seja concedida licença para entrar. O guarda dá-lhe um banco e manda-o sentar ao pé da porta, um pouco desviado.
Ali fica, dias e anos. Faz diversas tentativas para entrar e com as suas súplicas acaba por cansar o guarda. Este faz-lhe, de vez em quando, pequenos interrogatórios, perguntando-lhe pela pátria e por muitas outras coisas, mas são perguntas lançadas com indiferença, à semelhança dos grandes senhores, no fim, acaba sempre por dizer que não pode ainda deixá-lo entrar.
O homem, que se preparara bem para a viagem, emprega todos os meios dispendiosos para subornar o guarda. Esse aceita tudo mas diz sempre: – ”Aceito apenas para que te convenças que nada omitiste”.
Durante anos seguidos, quase ininterruptamente, o homem observa o guarda. Esquece os outros e aquele afigura-se-lhe o único obstáculo à entrada na Lei. Nos primeiros anos diz mal da sua sorte, em alto e bom som e depois, ao envelhecer, limita-se a resmungar entre dentes. Torna-se infantil e como, ao fim de tanto examinar o guarda durante anos já lhe conhece as pulgas das peles que ele veste, e pede também às pulgas que o ajudem a demover o guarda.
Por fim, enfraquece-lhe a vista e acaba por não saber se está escuro ao seu redor ou se os olhos o enganam. Mas ainda apercebe, no meio da escuridão, um clarão que eternamente cintila sobre a porta da Lei. Agora a morte está próxima.
Antes de morrer, acumulam-se na sua cabeça as experiências de tantos anos, que vão todas culminar numa pergunta que ainda não fez ao guarda. Faz-lhe um pequeno sinal, pois não pode mover o seu corpo já arrefecido. O guarda da porta tem de se inclinar até muito baixo porque a diferença de alturas acentuou-se ainda mais em detrimento do homem do campo. – ”Que queres tu saber ainda?”, pergunta o guarda. – ”És insaciável”.
– ”Se todos aspiram a Lei”, disse o homem. – ”Como é que, durante todos esses anos, ninguém mais, senão eu, pediu para entrar?”.
O guarda da porta, apercebendo-se de que o homem estava no fim, grita-lhe ao ouvido quase inerte: – ”Aqui ninguém mais, senão tu, podia entrar, porque só para ti era feita esta porta. Agora vou-me embora e fecho-a”»
.



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Um dia, quando a dor exasperada já for capaz de mortificar o perdão que tenho, provavelmente os teus esforços sejam meramente penitência do tempo perdido.
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O poder inutiliza o ser humano. Melhor, a persecução que se faz em prejuízo desse poder, decompõe o ser humano à sua raiz inválida. Controla-o, define-o, e coloca no mostruário do mundo o que cada um é hábil de fazer por tal perseguição desenfreada.
Seja por dinheiro, protagonismo, confiança, verifica-se de há anos até então, que se vende a alma ao diabo por exígua dose de alguma dessas buscas. É uma adição ao requinte de alibi perfeito, onde se transfere o perigo de overdose eminente para quem nunca procurou consumir. A política nacional é um reflexo e exemplo de excelência deste mesmo facto.
Quando tudo vale, não mais há vencedores.
A ambição própria levada ao extremo (o que sucede mais apressadamente do que parece), consegue ser das particularidades mais arrebatadoras do próprio humanismo, anatomizando a disposição social que se carece à comunidade.

Estava a ler ‘Shatterer of Worlds’, de P. Goodchild, onde se narra a reacção de Robert Oppenheimer, aquando comparada com a do Presidente Truman, no que concerne ao primeiro lançamento da bomba atómica.
Robert Oppenheimer na qualidade de cientista criador da Bomba Atómica, relatou com alguma minucia o que observou no primeiro teste executado, em estiradas diversas como, “(…) então, à medida que a nuvem de gás quente arrefecia e se tornava menos vermelha, via-se uma chama sem azul circundante, um clarão de ar ionizado… (…) Era um espetáculo terrível. Quem alguma vez presenceia uma explosão atómica, nunca mais a esquecerá. E tudo em silêncio absoluto, a detonação veio minutos depois, bastante forte. As pessoas tapavam os ouvidos, mas o ruído mantinha-se. As pessoas ficaram todas em silêncio”.
Quando questionado sobre a sua invenção, Oppenheimer respondeu, “I become death, the shatterer of worlds”, como que comprometendo-se com o desconsolo.

Por sua vez, e em sequência desta primeira experiência, o Presidente Trauman foi peremptório nas suas alegações; - “O que fizemos foi o maior acontecimento histórico da ciência organizada. Foi feito sob elevada pressão e sem falhanço. Gastámos 2 milhões de dólares no maior jogo científico existente até à data – e ganhámos!”.

Quando tudo vale, não existem mais vencedores.




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Urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania.
Temos vivido na senda de armas mal apontadas. Material bélico dispendioso e lubrificado, mas atestado de pólvora seca. Bem bonito para museu, porém inútil para abater as nossas crises. Certo, são várias.
A que trato hoje é a de Cidadania.


Enceta-se na escola primária quando um professor requer a caderneta do aluno (aquela verde que eu arrancava as folhas para a mãe não descobrir as queixas do professor Manuel), e escrevinha rude relatório referente à falta de educação do petiz. Aquele em que o ‘puto’ andou a saltar por cima das mesas, e a atirar afias à porta da sala.
Os pais não legaram, ele não apreendeu, a televisão não fortaleceu, mas o que é certo, é que no dia seguinte, despontam-se os pais gladiadores de uma honra violada, e apontam o dedo (e ás vezes facas) a tão malévolo docente que não sabe instruir nem controlar mais uma criança.


Há hoje uma impossibilidade absoluta de um grande número de cidadãos, em compreender que a escola é para formar, e a educação não desponta em apêndice de orgulhosos (senão arrogantes) títulos académicos.
É esta uma verdade que assisto desde a pré-escola até às salas de audiência de um qualquer tribunal.
Assisto aquando em instâncias de divórcio, o menor deixa de ser cúpula do amor, metamorfoseando-se em letífera arma de arremesso. Quando em sede de acção laboral a entidade patronal trapaça a confiança do empregador de 20 anos de casa, para que, com justa causa o despedir abandonando-o à mercê das faltas dos seus 3 filhos.


O problema de fundo não passa por sermos o povo do espertismo libertino, mas levanta-se especialmente quando esse ladear de regras, operam no ‘no matter what’, sem agravo nem apelo, amor nem compaixão. Sem princípios ou valores. Em jeito de quem não pagou renda, simula um sub-arrendamento ao amigo, para a acção de despejo sair forjada.


Em cada espaço, circunstância ou ápice das nossas vidas, é sabida esta inadaptação do cidadão em compreender os padrões comunitários. Pode até ir à missa ou reclamar do que está mal com o governo, mas a fim de contas, «a ocasião faz o ladrão» é um aforismo praticamente inabalável com a conjuntura actual.


Em ocasião que se tem licenciado exclusívamente para a estatística, neste país de Exmos. Dr.(s), (porque nada mais somos que números a tentar acompanhar as médias europeias, em modo “no matter what”) urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania, visando a assistência para uma geração de pessoas mais responsáveis, autónomas, solidárias, que dominam e praticam os seus direitos, deveres em diálogo, e no respeito pelos outros. Pessoas com espírito democrático, pluralista, critico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos.




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Não consigo deixar de ciladear o espirito existente na máxima incontornável “É mil vezes preferível absolver dez culpados, que condenar um só inocente”.
Deste modo, em situação de condenação, deve a asseveração do julgador ser formada por completo, indubitavelmente, não sendo bastante a mera desconfiança, ou a noção de que tudo tenha corrido de acordo com determinado nexo causal. Não é de todo satisfatório.


Reiteradamente comento que – Oxalá nos livrem da denominada justiça popular (que de justiça pouco tem), ainda que gostemos de ver filmes como ‘1900’, de Bernardo Bertolucci, ou do ‘Nome da Rosa’.


A justiça popular, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas, têm uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.


A comunicação social, em geral, vem a fabricar Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos sobre ‘a justiça em Portugal’.
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável.
Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos quase obrigacionais. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. Casamento perfeito.


Essa comunicação decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações dos ofendidos e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
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Esta cultura de se apresentar uma narrativa embusteira para campanha eleitoral, e um discurso discordante aquando no governo constituído, só promove de um maior descrédito sem precedentes na classe política nacional.
Em momento algum se verificou tamanha desconsideração pelos políticos como hoje.


Infelizmente já nos habituamos sem nos acostumar, ou acostumamos sem nos habituar, a promessas eleitorais e políticos a mentir. Porém, este governo apresentou-nos uma inovação trágica.


Prometer aquilo que não se pode cumprir, tem sido absolutamente reiterado. Agora garantir aquilo que não se vai fazer e no fim fazê-lo, é no mínimo fraude, é uma burla. Uma falta de respeito a milhões de Portugueses.


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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada".
Nada. Nem nome, nem alma nem esperança. Só um vazio embrulhado em folha arrebatante. Prenda de coisa nenhuma, ausência de rés. Sem peso, forma nem rosto. Sou a incompatibilidade de ser. Um punho aberto, uma despedida na aparição, ou vento que não sopra.
Sou eu. Quem?
Ninguém



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Sempre julguei este como um dos mais perigosos problemas da sociedade actual. A míngua da meritocracia, produz em cascata das mais nefastas consequências deterioradoras de uma comunidade que aprende a injustiça e a revolta. Promove a apatia e principalmente descredibiliza as elites.
Um estado democrático que não reconhece os méritos em detrimento das mais fanáticas ideologias, forçadamente inverte o motor da evolução do país.
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Faço por não assistir a programação bélica para o intelecto, seja o programa da Teresa onde contracena com um olho azul, as festas onde desdentados ao domingo imitam o Quim Barreiros, ou qualquer conteúdo da CMTV.
Porém, o título da reportagem "Penalista arrasar defesa de Sócrates", fez-me negar aos meus tão nobres e convenientes princípios, usei da fibra óptica e assisti ao canal da exasperação.
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Ainda falta mais de um ano para que Cavaco Silva tenha alta do Palácio de Belém, mas mesmo a soro, conseguiu de uma só estopada afastar Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa, Marinho e Pinto, Santana Lopes entre outros. (Este último ainda não reparou nisso).

Depois de ouvir as reacções dos intervenientes, afigura-se arguto um Marcelo Rebelo de Sousa como candidato do PS.
É que este esperneou muito mais que os outros!


Barroso, a visita é às 17 horas.
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