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CrIvo de Almeida™

Urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania.
Temos vivido na senda de armas mal apontadas. Material bélico dispendioso e lubrificado, mas atestado de pólvora seca. Bem bonito para museu, porém inútil para abater as nossas crises. Certo, são várias.
A que trato hoje é a de Cidadania.


Enceta-se na escola primária quando um professor requer a caderneta do aluno (aquela verde que eu arrancava as folhas para a mãe não descobrir as queixas do professor Manuel), e escrevinha rude relatório referente à falta de educação do petiz. Aquele em que o ‘puto’ andou a saltar por cima das mesas, e a atirar afias à porta da sala.
Os pais não legaram, ele não apreendeu, a televisão não fortaleceu, mas o que é certo, é que no dia seguinte, despontam-se os pais gladiadores de uma honra violada, e apontam o dedo (e ás vezes facas) a tão malévolo docente que não sabe instruir nem controlar mais uma criança.


Há hoje uma impossibilidade absoluta de um grande número de cidadãos, em compreender que a escola é para formar, e a educação não desponta em apêndice de orgulhosos (senão arrogantes) títulos académicos.
É esta uma verdade que assisto desde a pré-escola até às salas de audiência de um qualquer tribunal.
Assisto aquando em instâncias de divórcio, o menor deixa de ser cúpula do amor, metamorfoseando-se em letífera arma de arremesso. Quando em sede de acção laboral a entidade patronal trapaça a confiança do empregador de 20 anos de casa, para que, com justa causa o despedir abandonando-o à mercê das faltas dos seus 3 filhos.


O problema de fundo não passa por sermos o povo do espertismo libertino, mas levanta-se especialmente quando esse ladear de regras, operam no ‘no matter what’, sem agravo nem apelo, amor nem compaixão. Sem princípios ou valores. Em jeito de quem não pagou renda, simula um sub-arrendamento ao amigo, para a acção de despejo sair forjada.


Em cada espaço, circunstância ou ápice das nossas vidas, é sabida esta inadaptação do cidadão em compreender os padrões comunitários. Pode até ir à missa ou reclamar do que está mal com o governo, mas a fim de contas, «a ocasião faz o ladrão» é um aforismo praticamente inabalável com a conjuntura actual.


Em ocasião que se tem licenciado exclusívamente para a estatística, neste país de Exmos. Dr.(s), (porque nada mais somos que números a tentar acompanhar as médias europeias, em modo “no matter what”) urge uma restruturação interna na base do nosso sistema de educação, potenciando a formação para a cidadania, visando a assistência para uma geração de pessoas mais responsáveis, autónomas, solidárias, que dominam e praticam os seus direitos, deveres em diálogo, e no respeito pelos outros. Pessoas com espírito democrático, pluralista, critico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos.




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Não consigo deixar de ciladear o espirito existente na máxima incontornável “É mil vezes preferível absolver dez culpados, que condenar um só inocente”.
Deste modo, em situação de condenação, deve a asseveração do julgador ser formada por completo, indubitavelmente, não sendo bastante a mera desconfiança, ou a noção de que tudo tenha corrido de acordo com determinado nexo causal. Não é de todo satisfatório.


Reiteradamente comento que – Oxalá nos livrem da denominada justiça popular (que de justiça pouco tem), ainda que gostemos de ver filmes como ‘1900’, de Bernardo Bertolucci, ou do ‘Nome da Rosa’.


A justiça popular, normalmente anónima e tendenciosa, reacionária e vingativa, ecoa e faz-se apreciar através das várias formas de comunicação disponíveis, tendo por especial objectivo manipular e condicionar as decisões judiciais.
Jamais se deveria anuir que os jornalistas sejam os mais actuantes agentes políticos, cravando pé a uma ingerência a toda a prova, danificando o mais medular do Estado de Direito. Jornalistas, têm uma real e muito nobre missão. A de informar. Actualmente são associações partidárias.


A comunicação social, em geral, vem a fabricar Adamastores aos olhos do povo, afixando muitos desígnios pejorativos sobre ‘a justiça em Portugal’.
São os políticos, comentadores de serviço, e demais agentes que elucidam o povo no sentido económico do que é, ou não vendável.
Certo é que em ‘país de reality shows’, estranho seria reconhecer-se os méritos quase obrigacionais. A cusquice requer tão mais. A comunicação social presenteia. Casamento perfeito.


Essa comunicação decreta julgamentos e sentenças, costumadamente por via televisiva, parcialmente, e com base em entendimentos que nem sequer chegam a ser superficiais. Normalmente provêm de declarações dos ofendidos e dos juízos e latejos de pessoas que por ali também se encontram e nunca serão ouvidas em Audiência de Discussão e Julgamento, porque em bom rigor, nada sabem.
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Esta cultura de se apresentar uma narrativa embusteira para campanha eleitoral, e um discurso discordante aquando no governo constituído, só promove de um maior descrédito sem precedentes na classe política nacional.
Em momento algum se verificou tamanha desconsideração pelos políticos como hoje.


Infelizmente já nos habituamos sem nos acostumar, ou acostumamos sem nos habituar, a promessas eleitorais e políticos a mentir. Porém, este governo apresentou-nos uma inovação trágica.


Prometer aquilo que não se pode cumprir, tem sido absolutamente reiterado. Agora garantir aquilo que não se vai fazer e no fim fazê-lo, é no mínimo fraude, é uma burla. Uma falta de respeito a milhões de Portugueses.


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"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada".
Nada. Nem nome, nem alma nem esperança. Só um vazio embrulhado em folha arrebatante. Prenda de coisa nenhuma, ausência de rés. Sem peso, forma nem rosto. Sou a incompatibilidade de ser. Um punho aberto, uma despedida na aparição, ou vento que não sopra.
Sou eu. Quem?
Ninguém



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Sempre julguei este como um dos mais perigosos problemas da sociedade actual. A míngua da meritocracia, produz em cascata das mais nefastas consequências deterioradoras de uma comunidade que aprende a injustiça e a revolta. Promove a apatia e principalmente descredibiliza as elites.
Um estado democrático que não reconhece os méritos em detrimento das mais fanáticas ideologias, forçadamente inverte o motor da evolução do país.
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Faço por não assistir a programação bélica para o intelecto, seja o programa da Teresa onde contracena com um olho azul, as festas onde desdentados ao domingo imitam o Quim Barreiros, ou qualquer conteúdo da CMTV.
Porém, o título da reportagem "Penalista arrasar defesa de Sócrates", fez-me negar aos meus tão nobres e convenientes princípios, usei da fibra óptica e assisti ao canal da exasperação.
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Ainda falta mais de um ano para que Cavaco Silva tenha alta do Palácio de Belém, mas mesmo a soro, conseguiu de uma só estopada afastar Rui Rio, Marcelo Rebelo de Sousa, Sampaio da Nóvoa, Marinho e Pinto, Santana Lopes entre outros. (Este último ainda não reparou nisso).

Depois de ouvir as reacções dos intervenientes, afigura-se arguto um Marcelo Rebelo de Sousa como candidato do PS.
É que este esperneou muito mais que os outros!


Barroso, a visita é às 17 horas.
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A velha e ferrugenta bengala creme parecia moderna à força das rugas que a apertavam, e assim, tentava sondar mais meio palmo de chão que teimava em fintar-lhe o corpo.

De coração em esforço, arquejante como outrora perto assisti, balançava da esquerda à direita, onde os cabelos brancos de tantos anos, ao vento iam acusando os solavancos, arrítmicos a cada passo tentado.

 Estoica de inúmeras viagens sem tempo, foi perjurada sob a calçada declivosa de Lisboa, e então, em plena Avenida Dom. João XXI, a bengala não tateou a pequena falha de pedras porque as cataratas não consentiram, esta soltou-se da mão que a fixava, e lançou-se ao chão abandonando-a e traçando-lhe o mesmo infeliz destino.

Que nem portageiro em fuga terminei-lhe a viagem inevitável, agarrando-a. Senti-lhe a fragilidade no corpo, o pânico nos ossos, a afastamento no olhar.
- Obrigado filho, agora é que lá ia eu.
- Tem de ter cuidado, respondi.
- Obrigado. Sabes, fazes-me lembrar o meu neto.
Silêncio. Sorri.


- Quer lhe telefonar? – Mostrei o telemóvel.
Os olhos bem encetados decaíram ao chão, soltou-se do meu braço individualizando-se, como que a sacudir-se da queda que não deu. Inspirou fundo e contestou sem me fitar.

- Não, ele está a trabalhar. Ele não pode. Está a trabalhar. Obrigado, sim?


Acondicionei o telefone no bolso interior do casaco e disse;
- Ele gosta muito de si.
- Como? – Perguntou admirada.
- Dizia que o seu neto, ele gosta muito de si.


Ergueu novamente os olhos brilhantes de entusiasmo, projectou o sorriso mais genuíno da rua, e interrogou-me;
- Tens a certeza?
- Tenho a certeza. Absoluta.



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- E na reportagem da SIC diz uma mulher toda moderna e bem entendida que uma relação para durar “uma mulher tem de ser ouvida, e bem comida”. A expressão ‘bem comida’ é no mínimo reveladora, mas foi aguardar uns poucos minutos, e a mesma mulher diz, “É que eu continuo a gostar de um homem que me abra a porta do carro, e me afaste a cadeira para me sentar”.
Aplausos!

- Desculpem-me o radicalismo, mas sempre que observo estas personagens vindas de um futuro que a mim me arrepia, tropeço na ignorância de concluir que muitas são as meninas que sonham ser Rainhas, porém nunca souberam ou sabem, comportar-se como princesas.

Há pessoas capazes de envergonhar um género.
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Próxima Segunda-Feira tornar-se-á pública a certeza de que mesmo que o TRL assista de razão o recurso apresentado pelo mandatário do Eng. José Sócrates, e determine a detenção e/ou a medida de coacção de Prisão Preventiva ilegal, o arguido permanecerá no Instituto Prisional de Évora.

Isto porque o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre irá na próxima Segunda-Feira, ao abrigo do disposto do art. 113.º n.º 1 al. a) do Código de Processo Penal, diligenciar o reexame dos pressupostos da prisão preventiva, e em cooperação musculada do incansável (este sim, Super!) Exmo. Procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, que entretanto e ao longo dos três meses, reuniu novas provas, que juntou aos autos e irá confrontar o Eng. José Sócrates com as mesmas.


Em suma, mesmo que os Colendos Juízes Desembargadores votem no sentido da ilegalidade da Prisão Preventiva, esta será mantida sustentada nos novos factos trazidos ao processo pelo Exmo. Procurador do Ministério Público Rosário Teixeira, que à data o TRL não se pode pronunciar sobre eles.


Ou seja, a Prisão manter-se-á independentemente da decisão do TRL.


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1. Como Benfiquista, só me recordo de festejar um empate há uns anos no estádio do Bessa, porque esse, nos deu o título de campeão nacional. Deste modo, recuso-me absolutamente a partilhar da euforia de tantos Benfiquistas de hoje.


2. Hoje só uma equipa quis, e mereceu ganhar. Foi o Sporting.


3. Hoje e novamente, o treinador Jorge Jesus não esteve à altura da equipa que representa. Não obstante ao muito valor que tem, já demonstrou e continua a revelar não saber o que é ser Benfica, e hoje, mandou 2 pontos fora, por medo. Por falta de coragem. Simples.


AOS SPORTINGUISTAS,
- Foi impressão minha, ou escutei “olés” no estádio após o golo aos 85 minutos? Pareceu-me que eles não ganham jogos.
- Apontar perder pontos aos 92 minutos é astuto. Mas expliquem-me, sofrer golos aos 94 minutos dói mesmo, ou é só uma lenda?



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Eu sou um ignorante. 
Não, não é falsa modéstia, ou psicologia invertida. Realidade. Ignorante no que diz respeito a tudo isto que sempre que posso vou escrevendo; desde observação política, comentário jurídico, análise social, ou outra alguma parvoíce, é inteiramente uma recreação de folia em mim, e nem um pouco mais sério que isso lograria ser.

Faço-o pelo imensurável deleite que me dá, faço-o em nome dos sorrisos que me despega a cada vocábulo que redijo, e leio-o. Uma, duas, sete vezes. Faço-o, porque gosto. Escrevo porque sim.
Sou o apaixonado pela música que não sabe ler pauta.


Dei por mim tantas vezes a desejar ser autor d’O elogio ao amor puro’ do Miguel Esteves Cardoso, possuir a inteligência de fazer com que as palavras nos bradem a mente quando as interpretamos em ‘Sinto muito’ de Nuno Lobo Antunes, ou a magia de Sofia Vieira n’O amor atrevido’. E claro, seria negligente não cobiçar materializar-me em Charlie Chaplin no assombroso ‘A vida é curta para ser insignificante’. Conheço as palavras de cor, e nunca as liguei daquele modo.


Mas não sou, mas não tenho, mas não possuo, mas não fiz.
Aparte disso Fernando, oh! Aparte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
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A real dimensão analítica da violência doméstica finda-se no agressor/a?

A resposta apresenta-se positiva sempre que a redigimos na perspectiva do/a arguido/a; contudo, que resposta dar às inúmeras mulheres (e alguns homens) que se apresentam em tribunal de forma reiterada, vitimas de violência doméstica em 5 casamentos consecutivos?


Será adequado pensar que existe de alguma forma, ‘uma carência codificada nessas pessoas, criando-lhes a necessidade de pertença a alguém, onde o abraço que dá conforto é o mesmo que sufoca?’


Será que estudar o ‘facto criminoso’ enquanto consciência global, não seria proveitoso do ponto de vista preventivo, e posteriormente legislativo?
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Viver a injustiça de cada etapa da vida, transformar-se-á no orgulho de ter estado presente em todas as batalhas importantes do mundo.
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"Isto à posteriori é fácil, queria ver era à anteriori" - comentando a violência doméstica.

Hernâni carvalho

Quando esta é a figura da sapiência e credibilidade, demonstrando o aclamado Serviço Público, só posso lamentar.
Este nosso Mestre dos relatos noticiosos em ironia e... pouco mais.
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Passo a passo, nem sempre para a frente.
Mas passo a passo.
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Eu não quero tomar muito tempo, mas não podia passar o dia de hoje, sem deixar uns poucos apontamentos.

 1. Alguns cidadãos da Covilhã, terem-se deslocado a Évora em comitiva numerosa, com cravos, tentarem entrar no Estabelecimento Prisional de Évora para demonstrar o seu apoio ao Eng. José Sócrates, cantando "Grândola Vila Morena", pedindo um 25 de Abril, é intelectualmente equiparável à programação da TVI em noite de ‘Casa dos Segredos’. Nula.

 2. É bom que a maioria que Syriza conquistou hoje, ainda que não absoluta, sirva de ímpeto a uma nova democracia. Aguardo para observar não só uma Grécia mais igual, humana, e integrada, como uma Europa mais competitiva. Que os nossos líderes, nomeadamente António Costa, dê continuidade ao movimento, e saiba retirar deste resultado, o melhor dos impulsos para Portugal se fazer ouvir, aprendendo.

3. Julen Lopetegui, treinador do Futebol Clube do Porto, expressa-se muito bem. Tem uma capacidade oratória acima da média, e penso que desse facto, todos os adeptos do FC. Porto devem estar extremamente orgulhosos. Parabéns.




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É totalmente obsceno lutar diariamente por uma justiça onde um Procurador do Ministério Público, aparentemente, declara querer ir ao Tribunal da Relação de Lisboa, para garantir a aleatoriedade na distribuição de um processo.

Com esta afirmação, levanta instantaneamente uma suspicácia de incompetência, falta de profissionalismo, e um profundo sentido corruptível a todos os Juízes Desembargadores, especialmente os da Relação de Lisboa.


Mm.º Sr. Dr. Rosário Teixeira que tanto prezo, um país onde os Juízes são julgados desta forma, no mediatismo descontrolado, é um país em que a justiça me assusta.


Com o muito respeito, essa declaração atenta-me a vislumbrar o encapotar de um possível corruptor, na figura de um fiscalizador.


Questiono;


- Se necessita de se deslocar ao TRL para fiscalizar a distribuição aleatória de um processo em particular, quem estará lá para o fiscalizar a si?
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Cheguei ao dia em que a limpeza dos ‘amigos’ de Facebook faz algum sentido para mim. Já vi suceder antes por vários utilizadores mais astutos que eu, e sempre julguei que era necessidade acessória de quem queria evidenciar-se pela distinta. Afinal não será assim obrigatoriamente. Faz sentido especial, quando vejo alguns dos meus “amigos”, a colocar ‘like’, numa verborreia acéfala como esta. Diz um tanto sobre o “tanque em que vou nadando”.

Primeiro aos meus contactos.
 
A rede social ‘Facebook’ pode realmente ser um perigo no que alude ao ‘Abuso de Menores’, à ‘Perseguição’, à ‘Difamação’, à ‘Injúria’, à ‘Organização Ilícita/Criminosa’, entre outras manobras socialmente reprováveis. Porém hoje, gostaria de expôr um perigo que ainda não vi comentado. O perigo do ‘Facebook’ no que se relaciona com a consciência social, com o perigo do arrastão dos influenciáveis. Quer por ser Figura pública, ou por escrever com alguma forma, independentemente do conteúdo, gera um inúmero lote de seguidores prontinhos a dar o salto solidário para o abismo.

Agora ao senhor Gustavo Santos.

Que não conheço senão das suas aparições mediáticas, intitula-se de “Life Coach”, e passou de um grotesco sinaleiro (literalmente) de banalidades, para um anómalo comentador de igual nível. Paupérrimo.
Inicialmente pensei que os seus vídeos “Quanto tempo esperavas pelo amor da tua vida?” não passavam de uma pândega; ficando desde cedo chocado com a quantidade de pessoas que julgavam não ser. Depois veio o maior abalroamento. Até o Gustavo achava que não eram. Enquanto lhe iam prestando salvas, observava eu de esguelha, aquele que trocava a palavra ‘primordialmente’ por ‘primariamente’, lançava um, dois, três, dez livros.
Agora, com (mais) este capítulo, Gustavo ao compor esse texto, explicando que o Charlie se ‘colocou a jeito’, elabora o mesmo raciocínio de quem diz que uma mulher a usar mini-saia na rua quer ser violada, ou apronta-se a tal.
Respeitando as suas opiniões, aceitará as minhas como “life coach temporário”, pode ser? Aqui vai.

1. Caro Gustavo, respire fundo, relei-a o que escreveu com calma, e então aperceba-se que acabou de afirmar que quem ataca com uma AK-47 está no mesmo grau de culpa e motivo, de quem satiriza com um lápis Nº4.

2. Na sua linguagem lhe explico, peço-lhe, estou ofendido com o seu trabalho, choca com as minhas crenças. Por favor, pare.

3. Liberdade de Expressão, aqui em Portugal foi conquistada há quase 41 anos mas pelos vistos ainda há muito boa gente que desconhece o seu significado, sendo o Gustavo uma delas. As únicas pessoas que ultrapassaram limites foram os psicopatas que se lembraram de sair à rua e mataram pessoas inocentes.


4. Gustavo, faltou absolutamente às lições de Direitos Fundamentais. Quer a sua crença religiosa, quer a sua liberdade de expressão estão totalmente protegidas na Constituição do seu país, bem como em qualquer Estado que se diga de Direito e Democrático.


5. Por fim, e de Life Coach temporário, para si, altamente profissional, proponho um novo vídeo dentro da temática, sustentando-se do anterior para constituir saga. “Quanto tempo esperaria por um cérebro na sua vida?”

E é tudo. Espero não estar a exigir demais. 


É que subitamente me caiu a ficha, e afinal, o que esperar de alguém cuja definição de sentido de humor são os ‘sketches’ que o Sr. João do ‘Querido Mudei a Casa’ e o Sr. Electricista de bigode fazem enquanto metem um soalho flutuante num T2 em Algueirão?

Poderia eu continuar, mas paro por aqui. Receio que Gustavo me venha bater à porta com uma caçadeira de canos. Não, não temo a morte, mas assim evito ouvi-lo falar.

PS: A limpeza do Facebook não foi esquecida.




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É precisamente quando o terror ganha, que se deve ao mundo a coragem de suportar pé firme na luta pelos direitos humanos. A Liberdade de expressão, como pedra basilar de um ser livre, autónomo e feliz, merece e tem de ser defendida.
Quando o terror ganha, devemos usamos a melhor de todas as armas. A coragem que diz não ao medo. A coragem de mostrar aos assassinos que jamais colherão os frutos desse acto bárbaro.



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