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CrIvo de Almeida™

Fazemos um acordo, hoje eu falo de justiça e não de política.

Correram rios de tinta no que respeita à detenção do Eng. José Sócrates, e como se não fosse suficiente, intensificou-se quando o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, aplicou como medida de coacção a prisão preventiva a este.
Não tenho por intenção, nem posso, pronunciar-me relativamente à culpabilidade dos sete crimes de que é indiciado, nem aceito que alguém o possa fazer em consciência de certeza, ou mesmo suposição. É esse um assunto encerrado.
Tentarei discorrer em primeira instância relativamente ao Segredo de Justiça, posteriormente à detenção. Finalmente, às medidas de coacção, com especial incidência na de Prisão Preventiva, dando uma breve conclusão a cada um dos institutos.

Do segredo de justiça.

Se existe assunto que me preocupa, é a persistente violação do Segredo de Justiça, como corolário essencial de um Estado de Direito Democrático.
É colossal a odisseia concebida em torno das legitimidades de dois princípios legais que aparentemente colidem, o Segredo de Justiça, e a Liberdade de imprensa. Não creio que seja de facto um conflito, nem legal qualquer ingerência no núcleo de cada um deles. Vejamos.

O Segredo de Justiça, consagrado no art. 86.º do Código de Processo Penal vigente, vincula em qualquer processo até ao seu levantamento a partir da decisão instrutória, os sujeitos processuais deste (sejam assistentes, ou arguidos), assim como qualquer pessoa que tiver contacto com o processo, ou com conhecimento deste. A sua violação, não é somente uma opção criticável, pois constitui um Crime.

Por outro lado, Constitucionalmente consagrada, está a Liberdade de Imprensa, que implica a liberdade de expressão e criação dos jornalistas, e o direito destes ao acesso às fontes de informação e à protecção da independência e do sigilo profissionais.
Contudo, se este direito é conferido pela Constituição aos jornalistas, é obrigatoriamente com reserva de legislador, pelo que para conhecermos o seu conteúdo, devemos procura-los nos preceitos da lei. (Cfr. Lei de imprensa, Estatuto do jornalista, e no Código de Processo Penal)

Encontramos deste modo, limites Constitucionais e processuais à Liberdade de Imprensa, para que, respeitando-os, não colidam com o Segredo de Justiça. Dessa leitura, retira-se que existe o limite necessário para garantir o Direito ao bom nome, à reserva da intimidade e da vida privada, à imagem, à palavra, e especialmente, o Direito a defender a ordem democrática, sendo todos estes, aquando violados, punidos em forma de ‘Crime através da imprensa’, no número 1) do art. 31.º da Lei 2/1999.

Concluindo, retirando-se da letra da lei, e não obstante a melhor entendimento, não podem os Órgãos de comunicação social: 


A. Produzir peças processuais ou documentos incorporados no processo até à sentença da 1.ª instância.
B. Transmitir, registar imagens, ou fazer tomadas de som relativas à prática de qualquer acto processual.

Entre outros, que para o efeito são desnecessários trazer à colação.
Deste modo, para o caso em apreço, coloca-se a questão da presença de meios de comunicação sociais no aeroporto, ainda antes do Eng.º José Sócrates ter sequer embarcado de Charles de Gaulle, Paris.

1. Seria expectável que a investigação seguisse também, neste sentido, de forma a apurar responsabilidades.

_______________________________________________________


Da detenção.
Ao contrário de muitas vozes que se levantaram ultimamente reiterando que a detenção ao Eng.º José Sócrates é ilegal, tenho a dizer que não concordo.
Concordo por sua vez, em dizer que em senso comum, não parecem estar reunidos os pressupostos necessários para que a mesma tenha ocorrido daquele modo, sendo legal.
A detenção existe segundo a Lei processual penal, em flagrante delito, e fora de flagrante delito.
Para o caso em apreço, torna-se necessário identificar a presente detenção como sendo fora de flagrante delito, ficando porém, a meu entender, um acúleo de dúvida relativamente ao entendimento que os órgãos de polícia criminal fizeram, no que respeita ao número 3) do artº. 256.º do Código de Processo penal. «É flagrante delito (…) em caso de crime permanente, o estado de flagrante delito só persiste, enquanto se mantiverem sinais que mostrem claramente que o crime está a ser cometido e o agente nele a participar».

Qualquer das formas, aceitando sem nunca conceder, identificá-lo-ia como sendo fora de flagrante delito, e deste modo, tornar-se-ia complicado identificar o preenchimento dos requisitos necessários a tal, como consagra claramente o art.º 257º, com uma remissão ao 204º.

A. Quando houver fundadas razões para considerar que o visado se não apresentaria voluntariamente perante autoridade judiciária no prazo que lhe fosse fixado;
B. Quando se verifique, em concreto, alguma das situações previstas no artigo 204.º, que apenas a detenção permita acautelar;
C. Se tal se mostrar imprescindível para a protecção da vítima.

Articulando-se com o art. 204º do mesmo diploma;


A. Fuga ou perigo de fuga;
B. Perigo de perturbação do decurso do inquérito ou da instrução do processo e, nomeadamente, perigo para a aquisição, conservação ou veracidade da prova;
C. Perigo, em razão da natureza e das circunstâncias do crime ou da personalidade do arguido, de que este continue a actividade criminosa ou perturbe gravemente a ordem e a tranquilidade públicas.

2. Assim exposto, torna-se extremamente dedáleo convir a detenção do arguido, nas matrizes em que a mesma ocorreu. Para já, é sensato esclarecer que a forma como a detenção adveio, vai irreversivelmente para além da regra das formalidades judiciais.


_________________________________________________

Prisão Preventiva

Do mesmo modo que se torna improdutivo desenredar a culpabilidade do Eng.º José Sócrates, presumindo-se a sua inocência por não provado até ao seu trânsito, a aplicação da medida de coacção de prevenção de Prisão Preventiva, torna-se consequência do que foi tomado em conhecimento pelo Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, em sede de interrogatório judicial.

3. Contudo, faltando fundamentos notórios para a sua aplicação nos termos do art. 204º e 202º do Código de Processo Penal, pode aceitar-se a aplicação da mesma, muito embora, ainda que sem caracter obrigatório, mas pelo peculiar agente que se expõe, deveria o Exmo. Sr. Dr. Juiz Carlos Alexandre, ter junto à aplicação da medida, o(s) fundamento(s) que lhe deram motivo, o que não sobreveio.


_____________________________________________

Fizemos um acordo, hoje eu falava de justiça e não de política. Quem disser o contrário, está provavelmente, atestado de razão.

No mais, que seja feita, e aplicada e costume justiça.




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A diferença entre a estupidez e a inteligência, é que a segunda tem limites.

Hoje, na Grande Reportagem 'Vergonha & Honra' da Sic, é por demais notória essa evidência.
Em visões de casamentos forçados, tradições e culturas, assistiu-se ao pináculo da ignorância humana.


Desgosto.
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Censurar a existência de Vistos Dourados de Portugal, é nada mais que atacar o problema pelo lado da liberdade, e não o da corrupção.
O sector imobiliário é, e deve ser explorado como factor de incremento de capital económico no estado. Para o efeito, a par da empregabilidade.
A consciência tem de ser outra, e passar por uma construção de uma consciência social e colectiva de co-responsabilidade social.
As nossas elites têm manifestamente perguntado ao país o que ele pode fazer por nós, quando a pergunta assertiva seria, ‘pergunta-te a ti, o que podes fazer pelo teu país.’
E no fim a culpa é dos Vistos?
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Terás sempre a inocência no olhar de quem me quer saborear?


Ao teu lado apetece a eternidade.
Apetece ganhar-te o secreto amor,
abençoado esse modo delicado de ser
como se o desejo em ti fosse beber...


Contigo apetece o espanto do despertar.
Dando-te a o céu e a lua,
pois se te olho, a riqueza do mundo
é minha, e muito mais tua!
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Nós somos da margem do deserto. Pertinho da praia, sol, e onde ‘jamé’ haverá um aeroporto, o que é bom.
Tudo bem que somos hospitaleiros, gostamos de receber com afabilidade, boa música, boa comida e festa rija, mas a vizinhança anda aqui com visitas a meio da noite, para as quais não surgiu convocação para o festim. ( http://www.cmjornal.xl.pt/…/veja_o_assalto_a_casa_de_artur_… )
Parece que não, mas fica chato. Especialmente o pijama do Artur.
Mas não é de agora. ( http://www.dn.pt/desporto/benfica/interior.aspx… )
Bem pertinho, vive o Sálvio, o Gaitan ou o Maxi, mas como têm estatura de matraquilhos, os invasores não querem espancar os candeeiros com a cabeça, e então escolhem as casas dos crescidos.
Está claro que o Peter Crouch ou o Jan Koller nunca lograriam jogar no Maior do mundo, ou então os salários não lhes chegavam para os banquetes surpresa.


Assim capitalizada a situação, quero deixar bem claro que não jogo no Benfica. Sim, aparenta-se óbvio a todos, mas para escumalha que se confunde, e assalta a casa com o Artur a dormir só por não saber que o Benfica foi para a Madeira no próprio dia do jogo e não antes, também me podem muito bem confundir com o Luís Filipe em grande. (Sim, o Luís Filipe não é jogador do Benfica, mas eles são confusos, recordam-se? Bom!)


Como dizia, fica maçador viver numa zona onde seleccionaram para assaltar casas, todavia, um verdadeiro residente da margem sul, mantém-se estoicamente fiel às suas origens, e não é por meia dúzia pertencente à plebe ralé, que se abandona a margem certa!
Por outro lado, e mais calmo, se o Artur insiste em dormir com um pijama daquela cor, eu vendo esta casa.
E anseio que lhe assaltem o guarda-roupa! Inaceitável!



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Para se poder alcançar a paz mundial genuína, duradoura e baseada na compaixão fraterna, é necessário que haja um sentido de responsabilidade universal. Em primeiro lugar, temos de tentar o desarmamento interior - reduzirmos a nossa raiva e o nosso ódio ao mesmo tempo que aumentamos a nossa confiança mútua e o nosso carinho humano.
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A ideia de enviar centenas de jovens pré-delinquentes para casas de correcção, é na realidade, tentar capacitar o menor/jovem, daquilo que os pais não foram capazes. É dar-lhe uma oportunidade de reintegração. Não deixo de abordar estas situações, como uma transferência de 'legitimidade educativa' dos pais, (incapazes) para o Estado.
Aparece então uma entidade de nome comprido que nada é ao jovem, e tenta fornecer-lhe os valores, princípios, a educação, porque os seus progenitores foram incompetentes nessa matéria.
À porta do tribunal contemplo mães que incitaram os filhos a extorquir, por ora, choram por se responsabilizar da conduta amarga dos seus descendentes.


É neste âmbito que relaciono o acima descrito, com a ajuda externa ao país. É que também nós, somos filhos desacertados de um pai incompetente
A sociedade que vota num o governo irresponsável demais para governar, incapaz de o fazer, e então, obriga-se a uma transferência de legitimidade governamental para uma ‘Entidade’, por sinal externa, que nada é ao governo, e vem tentar ensinar-nos(lhes) a governar um país.


A diferença é que não tive a aptidão de observar o pranto da auto-responsabilização governamental, a vergonha da incapacidade a que nos obrigaram, e por sua vez, Ministros da Economia fazem shows de Stand-up na Assembleia da República, em torno de risos e galhofa.
A educação, a justiça, a economia, a saúde. São colunas primárias para o progresso de um Estado.

Porém, pior está a política. A governamentação.


Estes, vêm a receber aulas de um ‘professor fraudulento’, que ao contrário destes alunos não é totalmente órfão do seu encéfalo, contudo, não os vejo instruir-se minimamente com a lição.


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Neste fim-de-semana participei na ‘maratona e meia de Carnide’. Em pista coberta dizem-me. Certo; mas a adversária era temerosamente resistente!
De uma preparação inextinguível. Em 3 horas da minha vida, a missão foi correr em perseguição da Patricia, na tentativa, inútil diga-se, de a amover das lojas de roupa.
Mas façam atenção gente. O Colombo tem o quê? 36589 lojas? Muito bem, multipliquem por sete sem medo, porque fi-lo em circuitos repetidos. Apercebi-me que já era a 59.ª vez que passava pelo corredor da Ana Sousa, quando os manequins que há uma hora atrás faziam pouco de mim, agora examinavam-me com lamúria de tal condenação.
Ir ao Colombo é equipolência de um curso intensivo de ‘Casa dos Segredos in loco’, porém encaminhar-se ao Colombo com a namorada, é a certeza que no fim da vida terrena temos o paraíso nos espera. Sim, porque se aquilo não valer como redenção, libertação, resgate, então tragam-me o Belzebu! Acho que o vi na Tiffosi!


A revelação é minha. ‘Sou racista de superfícies comerciais!’.


A proposta é austera, socorram aqueles casais, porque os esposos, maridos, namorados, ali, não se safam!

Prosseguia a narrativa, mas tenho a carência de estacionar de robe no meu sofá da sala, nutrir-me com 2 kg de gelado com marshmallows, pensar na vida, e ver o Diário de Bridget Jones com lenços de papel nos bolsos.
Destruído.



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Podia passar a vida a interpretar comunicados da Merkel, que daí, só eram claras duas asseverações. 

1. O Ivo é imbecil.
2. Discordaria da descomunal generalidade deles.


Assim colocado, parece-vos claro que estou a escrever para revelar que discordo da verborreia do peso pesado germânico, e bem podia estar sossegado, e comer uma maçã. Mas não.
É preferentemente para manifestar o ‘Quanto’ discordo.


Quando a Chanceler Alemã afirma que “Portugal tem demasiados licenciados", faltou-lhe a segunda premissa. Seria então;


“Portugal tem demasiados licenciados, em licenciaturas absurdas, de 3 anos, repletas de um facilitismo assustador, que nada brindam à empregabilidade e cultura do país, transformando-nos em números, que infinito savoir-faire vai dando para os ostentar numa bandeja de estatísticas luxuosas”.

Já que é para se admitir a ingerência profunda de uma alemã que se despia com as amigas na universidade, na gestão e soberania nacional, ao menos que lhe transmitam o que afirmar, não vá repetidamente dar um tiro no pé, como sucedeu com o número de feriados.
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José Mourinho, o nosso Special one, disse, e cito;

“Julgo que o regulamento proíbe que estejam treinadores que foram eliminados da Champions League na fase de grupos”.

 Ele é o melhor do mundo a treinar equipas de futebol, e eu como melhor em escaldões à meia-noite, ou dos melhores, também tenho algo que me apetece achar.

 Acho que, ainda que ironicamente, quando se fala de regras, leis, ou normas, deve-se no mínimo conhecê-las.

Daqui, do melhor do mundo em escaldões à meia-noite, para o melhor do mundo a treinar equipas de futebol, fica a réplica da explicação que regulamento é esse que ele tanto julga.

 Por outro lado, Recordo-me que, entre os nomeados, contam nomes como Antonio Conte, treinador da Juventus, que também foi eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões (e posteriormente eliminado pelo Benfica na Liga Europa). Alejandro Sabella, Joachim Löw, Louis Van Gaal e Jurgen Klinsmann são (ou eram) selecionadores, pelo que nem disputaram a prova.
Sinto-me inesperadamente alheio destas leis que nascem para fazer nascer a ironia.

 E sim, são 04:54 da manhã. Cheguei de um jantar de halloween, e não sou saudável.
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Sinto-me saudosista de um tempo que não vivi. Nostálgico do ‘respeitinho é bonito’, eu gosto, e não só. Também fica bem. Melancólico da vergonha de cortejar, da ansiedade do soneto perdido, da apresentação com três nomes, do cumprimento em osculação da mão direita da Senhora. Porque das meninas não se fala. O levantar do chapéu liso do senhor na chegada, a ligeira oscilação de joelhos da Senhora na partida.
Hoje saio à noite, e a modernidade arranca-me anos de magia.
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Não sei se sabem mas a hora muda esta noite!
Uma para trás assim como quem não quer. Muda e diz que quando for uma da manhã, volta a ser meia-noite. Impecável. Assim vai bem com tudo, e não envelhecemos tão depressa.


Eu sei Lili, uma hora não substitui o 'peelling', mas o certo é que também nunca que pagou impostos para a hora mudar. Por outro lado mergulhar a frontal numa banheira de ácido tricloroacéptico, ainda tem os seus custos. É de aproveitar, e agradecer amanhã na missa. Mas uma hora antes, atenção, ou já só vão a tempo de papar a hóstia, e cumprimentar a irmã cheia de barba na ‘paz de Cristo’.

Só há aqui uma questão quem e faz espécie. Isto de à uma da manhã voltar a ser meia-noite, significa que há risco de aturar mais uma hora do ‘extra da casa dos segredos’?

Bem, façam lá atenção a isso que o país não está para aventuras.
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A lei tem obrigatoriamente de se flexibilizar, cobrindo a modernidade e transformações que a sociedade impõe.
Já há algum tempo que era por mim aguardado uma causa neste sentido, e vejo agora um acórdão que improcede um recurso de despedimento ilícito, estando em causa um ‘post’ no Facebook.


A questão levantada ao julgamento, passou por saber se o ‘post’ que o Autor publicou no mural da sua página pessoal do Facebook se insere na chamada esfera pessoal, ou se, por outro lado, o seu conteúdo assumiu natureza pública.


Leitura fascinante para os interessados, onde os desembargadores se mostraram à altura dos conceitos cibernéticos que todos os dias utilizamos.


Acórdão na íntegra em: 
http://www.dgsi.pt/jtrl.nsf/33182fc732316039802565fa00497eec/ecca98e591fa824780257d66004b4283?OpenDocument


Ps: Evitava-se a prolação de despacho de aperfeiçoamento do recurso, e já agora, NÃO PARTILHEM ESTE TEXTO AMIGOS!
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Em meados de 1475 realizavam-se em Portugal os aclamados ‘autos de fé’, que como se conhece, expunham situações de tortuosidade a pessoas inocentes, queimando-as em praça pública, onde o que era a inquisição da justiça do momento, tornava-se por sua vez, no evento atractivo da época.


Em 2014, há um programa chamado ‘Prós&Contras’, que tem duas bancadas, e uma plateia. Na bancada da ‘direita’ lá estão as marionetas com os cordéis escondidos. No fundo, é uma atracção na busca do share, e a cremação exposta a quem deveria ser Nuno Crato, Teixeira da Cruz, Maria Luis Albuquerque, Miguel Macedo, mas no fundo nunca chega a ser. Marionetas.
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Sempre que há uma decisão, naturalmente surgem apreciações criticamente opostas a esta. Ter capacidade de decidir, é, ou deve ser, ao mesmo tempo, ter consciência das inúmeras possíveis discordâncias de propósitos.
Não estou, nem vou debruçar-me relativamente à descoberta do ‘quantum indemnizatório’ do art. 564º do CC, porém, não me revejo numa especial e infeliz fundamentação do STA, servindo-se ainda desta para proceder o recurso interposto, respeitando o Art. 566º do mesmo diploma:

“Por outro lado, importa não esquecer que a Autora na data da operação já tinha 50 anos e dois filhos, isto é, uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança.”

Para consulta
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Já não me rememorava o porquê de não atender chamadas em números privados, quando senão;


- «Dr. estamos a ligar-lhe para realização de um inquérito, relativo à intensão de voto nas próximas eleições autárquicas»


- «Bom dia. Disse Autárquicas?»


- «Sim. Só um momento. (…) Não, desculpe não são autárquicas, são as… outras.»


- «As outras, estou a ver».


- «Desse modo gostaríamos de saber a sua intensão de voto, sendo que é totalmente anónimo. As alternativas são entre o CDS –PP, PPD-PDS, PS, MPT, PEV, CDU e BE».


- «Frisou anónimo, mas chamou-me Dr.?»


- « Sim.»


- « Exacto. Disse MPT?»


- «Sim, é um partido… Daquele senhor que fala muito alto (…)».


- « (…) E que não tem representação parlamentar.»


- « (…) Então, qual é a sua escolha?»


- «Olhe, peço imensa desculpa, poderia repetir as opções?»


E é isto.
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Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Abandona-me no local onde ocupa uma dor superior a cinco continentes unidos, no cerco onde as palavras não mais têm vivacidade e o riso é um luxo do passado.


Gritam todas as noites as memórias da ‘ida ás molas’, dos smarties em sofisticados calmantes de descanso soalheiro, e o aconchego do amor. Não do amor dito, comentado ou escrito. Gritam as nostalgias do amor exprimido, das mil e uma maneiras possíveis que alguém possui de gritar que nos ama.


Foi embora fragmento de mim, fracção da minha história, retalho do meu passado. Foi embora a professora, retirou-se a anciã, afastou-se a amiga, alienou-se a pequena mãe, transferiu-se a Avó, a minha Avozinha.


Com esta saída, fico cerceado de liberdade, por não haver eco do amor que te tenho.


Fica agora o sobressalto dos dias sem pé, a claustrofobia do metro e noventa dentro do frasco de formol. Só algo supera. O Orgulho incomensurável de te ter vivido.


Amo-te, e amar-te-ei até ao último suspiro de força que tenha para o libertar.


Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.




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Não tenho peculiar apreço por desaprovar o comportamento de quem quer que seja, se o faço, que faço, é no preciso espaço assegurado à minha livre opinião, nunca acerando os limites do respeito e urbanidade.
Neste pequeno mundo, por vezes torna-se ingrato anotar relativamente ao desaplauso de uma pessoa de maior proximidade, seja ela social, pessoal, ou de outra natureza relacional, o que vai sucedendo.

O Dr. António Marinho e Pinto, Ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, após a sua saída da Ordem dos Advogados, pautou por um discurso de apelação ao não voto, com uma greve à democracia. SIC. «Não sei se o povo Português não fazia melhor em fazer greve à democracia por um dia, e fazê-lo no dia das eleições (…)», e ainda SIC. «Não vou votar no dia das eleições porque o meu voto não adianta nada, só a abstenção envergonharia a classe política que destruiu o país», e não muito tempo passou para se tornar Eurodeputado, eleito através dos votos do Movimento do Partido da Terra. 


Desde então, de característico discurso acutilante, não o tenho visto fazer muito mais, senão colocar em causa a utilidade do Parlamento Europeu, no que cinge ao seu proveito, e ainda aos salários escandalosos que os Eurodeputados auferem.
No entanto, e entretanto, de uma só assentada impugna o que até à data tinha protegido. 


1. Ameaça a demissão de Eurodeputado, (Desrespeitando todos aqueles que em Marinho e Pinto votaram, creditando-o, e ‘oferecendo-lhe’ a possibilidade de auferir um dos tais salários escandalosos tão criticados, para exercer o seu cargo como Eurodeputado), porém, não abdica do seu salário.


2. Apontou bravuras a uma candidatura à Assembleia da República, e para o efeito, vai criar um novo partido político para concorrer às próximas legislativas. (Contrariando desta vez a inicial narrativa da responsabilização partidária, e do apelo ao não voto, da greve à democracia, onde aparentemente o voto afinal, já se calcula a sua utilidade).


3. Na senda das suas várias e últimas decisões, coincidentemente após esta manifestação de candidatar-se à Assembleia da República, manifestou-se relativamente ao paupérrimo salário dos deputados da Assembleia da República, apontando desde logo que abaixo de €4.800.00 não é um salário condigno para o cargo. (Sendo este, teoricamente superior ao do Primeiro-Ministro, não fosse ele esquecer-se do que vem recebendo).

Existe uma facilidade enorme para os portugueses escutarem discursos populistas, inflamados de retóricas apolitizadas de conteúdos, porém cheias de formas astuciosas. Mas uma coisa é certa, esse espírito de inocência messiânica do povo Português, que em sufrágio se pratica, não confere o titulo de vitima, tornando-se em cota parte cúmplice.



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Hoje no Palácio de Justiça de Almada, aguardei 1 hora e 30 minutos para uma abertura de instrução, com debate instrutório. Aquando de pernas dormentes e formigueiro nos pés, ergui-me em dificuldade, arrastando-me à secção central, onde solicitei amavelmente à funcionária, pois tendo em conta o adiantar da hora, se ainda se iria efectivar a audiência. Após os 30 segundos de silêncio entre a questão e sem erigir os olhos acima dos papéis, retorquiu rispidamente;
- «Aqui tem de se esperar, as testemunhas só entram quando são chamadas!»
Observei em redor a autenticar que não tinha sonhado aquela resposta, sorri timidamente para o chão, e redargui;


- «Excelentíssima Senhora funcionária, eu compreendo a azáfama que a reforma judicial tem causado, contudo eu não sou testemunha de processo algum».


Desta vez, lá se lhe ergueram os olhos negros pequenos por cima dos óculos fundos, a voz falhou à primeira, porém de seguida, aflita;

- «Ah.. É o Senhor Dr., e eu pensei que fosse uma testemunha. Eu vou já verificar. Não pensei que fosse o Senhor Dr. Ivo Almeida».


- «Sabe, com o devido respeito, eu não sou Senhor porque a idade é tenra, Dr., isso não consta no meu cartão de cidadão. Sou apenas, Ivo de Almeida. Contudo, se tudo o resto tornar mais célere o processo de me arranjar uma sala de audiência, tudo bem. Porém lamento».

Vivemos num país de concepções arrevesadas. Multiplicam-se as críticas às inúmeras distinções de pessoas por títulos académicos, porque acolhem que é daí que surge o mal ao mundo. Não especialmente.
Pessoalmente, hierarquicamente superior a qualquer título, partido, filiação, sociedade, estão as ideias, estão as acções.
Tenho o cândido hábito, ortodoxo porventura, de desacreditar na caracterização pessoal através do rótulo, da legenda, ou dístico, sustentando então que são as ideias de cada um, que me dizem como podem vir a ser, e as acções que me dizem como são.
Contudo, lamentável é que este cândido hábito não me deve empurrar para a inocência de humanitário samaritano, neste país onde a oportunidade é oportunamente selectiva. Oportunamente, lá se chegam à frente os oportunistas.


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Isto de ser português tem que se lhe diga. Somos os piores do mundo em tudo na boca de cada um. Terminou umas das etapas do mega processo «Face Oculta» no Tribunal de Aveiro. Após «Casa Pia», foi este o mais mediático processo judicial em Portugal, repleto de condimentos apreciados. Acusados influentes na sociedade, dinheiro como chuva em Dezembro, e em resultado de tal brado, parte do país parou em ansia de ‘ver sangue’. E desta vez, viu mesmo.


Surgiu um «acórdão a pedido». Se fosse referendado, não teria desfecho distinto. “A justiça, finalmente, apontou os canhões aos poderosos”. “Verguem-se os tubarões”.


Se há outro facto inesperado, é o rol de pesadas molduras penais. Aliás, “se há deliberação que Portugal está habituado é à impunidade”.
Dos 36 arguidos, nenhum seduziu com encanto, e todos acabaram condenados. Nenhuma pena suspensa. Mélico na boca dos revoltados!
Será? Nem tanto.

De imediato voltaram as sombras do mega sistema tenebroso e implacável. “Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.

Certo é que vai agora avançar a saga para nova temporada. A matéria que vai saltar dos recursos será animalesca, lei da sobrevivência, e surgirão nomes. Muitos nomes. Qualquer das formas, o calcanhar de Aquiles deste mega processo já foi adoptado pelos ilustres advogados de defensa, e certamente gravitará numas quaisquer escutas telefónicas, de um qualquer Primeiro-Ministro.


Vão chover recursos e porventura passar anos, com a certeza que não mais prescreve o processo, ou crime, respeitando-se a última reforma de processo penal.


Mas há algo que não deveria expirar. A congratulação que o Ministério Público merece desde já. Para existir um desfecho desta índole em primeira instância, existiu uma preparação absoluta dos procuradores. A investigação foi absolutamente letal, e desta vez, deveríamos nós portugueses sentir algum brio, alarde e vanglória. Mas não.
“Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.


Isto de ser português tem que se lhe diga.




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