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CrIvo de Almeida™

Não tenho peculiar apreço por desaprovar o comportamento de quem quer que seja, se o faço, que faço, é no preciso espaço assegurado à minha livre opinião, nunca acerando os limites do respeito e urbanidade.
Neste pequeno mundo, por vezes torna-se ingrato anotar relativamente ao desaplauso de uma pessoa de maior proximidade, seja ela social, pessoal, ou de outra natureza relacional, o que vai sucedendo.

O Dr. António Marinho e Pinto, Ex-Bastonário da Ordem dos Advogados, após a sua saída da Ordem dos Advogados, pautou por um discurso de apelação ao não voto, com uma greve à democracia. SIC. «Não sei se o povo Português não fazia melhor em fazer greve à democracia por um dia, e fazê-lo no dia das eleições (…)», e ainda SIC. «Não vou votar no dia das eleições porque o meu voto não adianta nada, só a abstenção envergonharia a classe política que destruiu o país», e não muito tempo passou para se tornar Eurodeputado, eleito através dos votos do Movimento do Partido da Terra. 


Desde então, de característico discurso acutilante, não o tenho visto fazer muito mais, senão colocar em causa a utilidade do Parlamento Europeu, no que cinge ao seu proveito, e ainda aos salários escandalosos que os Eurodeputados auferem.
No entanto, e entretanto, de uma só assentada impugna o que até à data tinha protegido. 


1. Ameaça a demissão de Eurodeputado, (Desrespeitando todos aqueles que em Marinho e Pinto votaram, creditando-o, e ‘oferecendo-lhe’ a possibilidade de auferir um dos tais salários escandalosos tão criticados, para exercer o seu cargo como Eurodeputado), porém, não abdica do seu salário.


2. Apontou bravuras a uma candidatura à Assembleia da República, e para o efeito, vai criar um novo partido político para concorrer às próximas legislativas. (Contrariando desta vez a inicial narrativa da responsabilização partidária, e do apelo ao não voto, da greve à democracia, onde aparentemente o voto afinal, já se calcula a sua utilidade).


3. Na senda das suas várias e últimas decisões, coincidentemente após esta manifestação de candidatar-se à Assembleia da República, manifestou-se relativamente ao paupérrimo salário dos deputados da Assembleia da República, apontando desde logo que abaixo de €4.800.00 não é um salário condigno para o cargo. (Sendo este, teoricamente superior ao do Primeiro-Ministro, não fosse ele esquecer-se do que vem recebendo).

Existe uma facilidade enorme para os portugueses escutarem discursos populistas, inflamados de retóricas apolitizadas de conteúdos, porém cheias de formas astuciosas. Mas uma coisa é certa, esse espírito de inocência messiânica do povo Português, que em sufrágio se pratica, não confere o titulo de vitima, tornando-se em cota parte cúmplice.



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Hoje no Palácio de Justiça de Almada, aguardei 1 hora e 30 minutos para uma abertura de instrução, com debate instrutório. Aquando de pernas dormentes e formigueiro nos pés, ergui-me em dificuldade, arrastando-me à secção central, onde solicitei amavelmente à funcionária, pois tendo em conta o adiantar da hora, se ainda se iria efectivar a audiência. Após os 30 segundos de silêncio entre a questão e sem erigir os olhos acima dos papéis, retorquiu rispidamente;
- «Aqui tem de se esperar, as testemunhas só entram quando são chamadas!»
Observei em redor a autenticar que não tinha sonhado aquela resposta, sorri timidamente para o chão, e redargui;


- «Excelentíssima Senhora funcionária, eu compreendo a azáfama que a reforma judicial tem causado, contudo eu não sou testemunha de processo algum».


Desta vez, lá se lhe ergueram os olhos negros pequenos por cima dos óculos fundos, a voz falhou à primeira, porém de seguida, aflita;

- «Ah.. É o Senhor Dr., e eu pensei que fosse uma testemunha. Eu vou já verificar. Não pensei que fosse o Senhor Dr. Ivo Almeida».


- «Sabe, com o devido respeito, eu não sou Senhor porque a idade é tenra, Dr., isso não consta no meu cartão de cidadão. Sou apenas, Ivo de Almeida. Contudo, se tudo o resto tornar mais célere o processo de me arranjar uma sala de audiência, tudo bem. Porém lamento».

Vivemos num país de concepções arrevesadas. Multiplicam-se as críticas às inúmeras distinções de pessoas por títulos académicos, porque acolhem que é daí que surge o mal ao mundo. Não especialmente.
Pessoalmente, hierarquicamente superior a qualquer título, partido, filiação, sociedade, estão as ideias, estão as acções.
Tenho o cândido hábito, ortodoxo porventura, de desacreditar na caracterização pessoal através do rótulo, da legenda, ou dístico, sustentando então que são as ideias de cada um, que me dizem como podem vir a ser, e as acções que me dizem como são.
Contudo, lamentável é que este cândido hábito não me deve empurrar para a inocência de humanitário samaritano, neste país onde a oportunidade é oportunamente selectiva. Oportunamente, lá se chegam à frente os oportunistas.


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Isto de ser português tem que se lhe diga. Somos os piores do mundo em tudo na boca de cada um. Terminou umas das etapas do mega processo «Face Oculta» no Tribunal de Aveiro. Após «Casa Pia», foi este o mais mediático processo judicial em Portugal, repleto de condimentos apreciados. Acusados influentes na sociedade, dinheiro como chuva em Dezembro, e em resultado de tal brado, parte do país parou em ansia de ‘ver sangue’. E desta vez, viu mesmo.


Surgiu um «acórdão a pedido». Se fosse referendado, não teria desfecho distinto. “A justiça, finalmente, apontou os canhões aos poderosos”. “Verguem-se os tubarões”.


Se há outro facto inesperado, é o rol de pesadas molduras penais. Aliás, “se há deliberação que Portugal está habituado é à impunidade”.
Dos 36 arguidos, nenhum seduziu com encanto, e todos acabaram condenados. Nenhuma pena suspensa. Mélico na boca dos revoltados!
Será? Nem tanto.

De imediato voltaram as sombras do mega sistema tenebroso e implacável. “Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.

Certo é que vai agora avançar a saga para nova temporada. A matéria que vai saltar dos recursos será animalesca, lei da sobrevivência, e surgirão nomes. Muitos nomes. Qualquer das formas, o calcanhar de Aquiles deste mega processo já foi adoptado pelos ilustres advogados de defensa, e certamente gravitará numas quaisquer escutas telefónicas, de um qualquer Primeiro-Ministro.


Vão chover recursos e porventura passar anos, com a certeza que não mais prescreve o processo, ou crime, respeitando-se a última reforma de processo penal.


Mas há algo que não deveria expirar. A congratulação que o Ministério Público merece desde já. Para existir um desfecho desta índole em primeira instância, existiu uma preparação absoluta dos procuradores. A investigação foi absolutamente letal, e desta vez, deveríamos nós portugueses sentir algum brio, alarde e vanglória. Mas não.
“Foram condenados mas de recurso em recurso, prescreve-se o processo”. “Condenados foram, não acredito é que cheguem a ser presos”.


Isto de ser português tem que se lhe diga.




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Se outrora já eu tinha ficado estupefacto com a verborreia desconexa da Dra. Paula Teixeira nas infelizes intervenções que não conseguia fugir, ontem na entrevista com Clara de Sousa, perdoei-lhe todos os erros. Com a oligofrenia bárbara não se brinca.

1. «A reforma foi feita de forma tranquila»,
2. «A distância maior face ao que existia é de 59 quilómetros. Foi tudo equacionado em termos de transportes e até medido o tempo para percorrer a distância»,
3. «Os contentores não são contentores, são módulos, devidamente apetrechados, que até têm celas».
4. «Há juízes que até dizem que têm mais condições nestes módulos».
5. «A plataforma não bloqueia».

Se a reforma, ocorreu de forma tranquila, conjecturava-se alguma organização, planeamento, disposição. Tenho para mim que organização não culmina certamente em ver um par de juízes que jornadeando de olhos esgazeados, observam com assombro uns quantos corredores do novo ‘tribunal’ de Loures ao estilo de quem avalia casa para comprar, mas no final, a sorte dita que ficarão entre quatro tabiques metálicas de 2.40m por 4m. As celas, lá está.

Certamente que a ideia de «pena efectiva» ganha agora novos contornos na convicção destes magistrados, após esta experiência tranquila, mas claustrofóbica.

Interrogo se de forma tranquila é dezenas de processos remansearem no chão do átrio principal, e na secção central do Tribunal de Loures, acervados pois acabaram de chegar sem alfabetização de lugar, estes rebeldes. Forma tranquila, é isso? Arrisco que sucede, quando uma advogada chega ao tribunal, estuda a pilha de processos no chão, e expõe que tem um prazo a terminar hoje, e outro amanhã. Não quer sair do tribunal nem consultar o processo. O resultado passa por dezenas de risadas vindas dos funcionários, onde entre folgo e folgo lhe explicam, «Dra. aqui não há telefone ainda, quanto mais plataforma de acesso a processos».

Público que se patenteou em tribunal hoje, foi mandado embora.

Passado uns minutos, os juízes cansados do pouco ar que a sua nova sala de trabalho presenteia, voltam a ficar surpresos. «Eh lá, mas que é isto?». Era uma sala de audiência, mas para o espanto destes, não possui a configuração correcta. E não é que foi desenhada para julgamentos de processos-crime, quando por lá são varas cíveis? «Isto resolve-se. Difícil vai ser conseguir espaço para sentar a testemunha». A inspecção continua, mas tudo de forma muito tranquila, como quem faz reformas.

No que concerne aos «59 km de maior distância face ao que existia», tudo seria desmistificado se Clara de Sousa, desocupada de coerções, coloca-se as discussões necessárias, anexando documentos, como é da situação da senhora que em Outubro terá de percorrer 180 km numa viagem de 4 horas de autocarro de Montalegre a Vila Real, como testemunha num julgamento. Clara não me acatou, ou outra voz assomou mais alta.

Por fim, tenho de coincidir de opinião com a última das estiradas, compenetrada aliás, da nossa Exma. Ministra da Justiça. «A plataforma não bloqueia!».
Desta vez confere. Articulou-se bem.
Desde as férias judiciais até então, que o CITIUS não funciona, portanto, certo é que não bloqueia.
Vamos a méritos. Inabilitada porventura, mas ao menos, tranquilamente verdadeira. 


Aplausos!




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Opus Dei proíbe 79 livros

Liberdade. Passados tantos anos, este equilíbrio será espinhoso de ser mantido ainda hoje, em pleno Séc. XXI. Há na igreja católica uma organização, que age sob a nobre ideia de trocar ar armas pelos cravos, os explosivos pelas palavras, a agressão pelo amor. Questiono-me, tal ignorante, se é realmente este o ideal (nobre) que os move.


Organização essa, que é então caracterizada pela ‘Comunhão e Liberdade’, ou os ‘Legionários de Cristo’, são a facção mais radical no que diz respeito à catolicidade, e a também a financeiramente mais poderosa. Salvo melhor opinião, a essa radicalidade, se devem os santos e as figuras que hoje se assinalam em igrejas, e que em tanto hostilizam o descrito na Bíblia. 


O exemplo da falência dos empórios Rumasa e Matesa, assim como o Banco Ambrosiano, mancharam onde a água benta não purificou, porém, a nódoa não foi suficientemente profunda de forma a impedir a canonização do fundador.


Este tipo de mentalidade elitista, radicalista, são sem dúvida o tapete de despedida, para muitos que ao se identificarem na nobreza dos conceitos, se prendem na limitação de arquétipo antiquado, quando estes se mostram impulsionadores das beatificações e canonizações, e dilataram a indústria dos milagres, industrializando a santidade.


A par do julgamento perfeito, onde teoricamente deveria ser criado na sémita do ‘véu da imparcialidade’, necessitariam também, as sociedades de culto, realizar uma introspecção de fundo, de forma a acompanhar um raciocínio moderno, de acordo com uma sociedade em mutação.


Deveriam por sua vez, ser caracterizadas por uma pluralidade, reconduzindo-se antes, aos bons costumes, livre pensamento e de ideias. Especialmente carente de concorrência ou competição entre religiões, mas antes ideias. Liberdade.
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Sem o Dr. Rui Rio no caminho das Presidenciais, Dr. António Costa , teve a inteligência de evitar o confronto com o Engº António Guterres. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, igualmente perspicaz, soube arranjar o ‘amuo’ certo (com Dr. Passos Coelho) e para por sua vez, retirar-se do caminho de uma batalha de hipóteses diminutas para este.

Ao contrário de Rui Rio, António Costa, e Marcelo Rebelo de Sousa, o Dr. Pedro Santana Lopes, não foi capaz de segurar a sua vontade de contornar a ausência política, e abriu portas à sua candidatura a Belém.
Santana Lopes, certamente respondendo à sua emergente necessidade de intervenção no país, voltará a ser inoportuno na sua materialização política, que inegavelmente a tem.

António Guterres, tem várias valências a seu favor. Não é um arrivista, político educado, conduziu ao longo da sua vida, um perfil académico que deixa pouca susceptibilidade de ser discutido ou confrontado em páginas frontais de jornais, tem perfil político de responsabilidade extrema a nível internacional, tem uma carreira na ONU à frente de um cargo particularmente difícil e exigente como é o ACNUR, e especialmente não usa fatos castanhos na televisão, o que é, no mínimo importante.

Não quero com isto dizer, e se por mero entendimento se compreende desde já se revoga, que Santana Lopes não possui estas, com demais capacidades e predicados necessários ao cargo que por agora se disponibiliza.

Contudo, expresso antes uma opinião de que infelizmente ou não, nesta nossa curta sociedade de eleitores, à mulher de «César não basta ser, terá igualmente de parecer», e contra si, pesará a imagem gerada da infeliz traição que Durão Barroso lhe imprimiu, levando-o a aceitar o cargo de Primeiro-ministro, e depois disso, já cada um sabe como terminou a feitiçaria.



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Tão estranha como esta política de conteúdos do Facebook, são algumas das pessoas que por aqui andam.
Se por um lado se bloqueiam pessoas por convidarem outras, desvirtuando o conceito de ‘Rede Social’, por outro, só em dois dias tive a infelicidade de:


- Ver um cão ser morto a tiro,
- Um gato incendiado,
- Um recém-nascido ser espancado,
- Atropelamento sádico a uma criança chinesa,
- Inúmeras crianças de crânio aberto por agressões na faixa de Gaza.


Entre tantas outras pandemias, aos meus contactos que presumem ser necessária a informação/exposição a qualquer custo moral, desejo-vos uma brilhante dor de barriga, e dois litros de bom senso.
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A postura dos EUA para com Edward Snowden representou para mim desde cedo, tudo aquilo que me repugna na democracia disfarçada dos EUA, no reiterado democratismo de ostentação, como queiram apelidar.


A polícia do Texas anunciou a semana passada que deteve um homem de 41 anos por guardar na sua caixa de email imagens pornográficas de uma menina de oito anos. Certo é, que ninguém lamentará que ele tenha sido apanhado, mas o caso, faz-me novamente pensar no grau de segurança que a nossa correspondência possui.
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Não critiquem quem teve amigos imaginários na infância. Há quem ainda os tenha em adulto.
Pensam que são amigos, mas afinal, era imaginação.
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Não sei se é geral, mas na minha televisão o BES, de pés juntos, disparou o valor de 3.577 milhões de euros de prejuízo no primeiro semestre de 2014, o que faz com que este necessite de um aumento de capital, pois o défice está abaixo do legalmente permitido pelo banco de Portugal.
Certamente que já repararam que o BES é um banco totalmente privado, contudo a injecção de capital, será deferida com dinheiro público, dos contribuintes, de todos nós.
Estou tão orgulhoso do meu país, que só me vem à memória ‘Governar’ do brilhante Carlos Drummond de Andrade.


“Os garotos da rua resolveram brincar de governo, escolheram o presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.
– Pois não – aceitou Martim. – Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança.
Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.
– Com que dinheiro? – atalhou Januário.
– Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do governo.
– E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.
– Lucram a certeza de que têm um bom presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.
– Assim não vale. O presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.
– Eu sou o presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser presidente é moleza? Já estou sentindo como esse cargo é cheio de espinhos.
Foi deposto, e dissolvida a República”.
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Já o vi 10 para 15 vezes, e ao longo de anos nunca aprovei da história, só do filme. Porquê? Facto desconhecido.

Ontem, acelerei em zapping de pesquisa rápida, e apareceu-me o Danny e o Rafe do Pear Harbor em casa. Recorri à fibra, e o AXN concedeu-me o filme do início. De tempos a tempos, recorro a filmes que já vi. Tenho para mim que jamais são o mesmo, e que mudam na pertinaz proporcional do meu estado de alma.

Porém no fim, mais do mesmo. Não aprovei da história, só do filme.
Acatava o “Tennessee” de Hans Zimmer, quando me apercebi que o filme brinda aquilo que a sociedade já não concebe. A amizade.

Faz brotar em mim um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são débeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, cumprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do Restelo, dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a mínima hipótese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugaz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem a ver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

Afinal descobri o meu porquê. Enfim, existe um motivo. Existe sempre um motivo.



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Muitos políticos são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a praticar a honestidade.
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Li 3 dos 4 livros que Maria Vieira lançou, e certo é que não revejo nas suas obras importância, conhecimento, mestria na escrita, pensamento astuto, ou qualquer outra virtude passível de se mencionar como virtude. Afinal, lançar livros onde se narram férias com o marido e um cão, não é de todo a minha saga de eleição. Contudo, não é por isso que antipatizo a nossa ilustre Maria Vieira. Apreciando ou não a sua obra, resisto-me de opinar pejorativamente a algo atinente à sua autora, salvaguardando o respeito que todo e cada um de nós, merece. No máximo, reprovo a obra.

Apreciei por horas a fio o trabalho de Diego Maradona. E com isto, não significa que aprove todas as suas condutas e opiniões na sua vida pública e pessoal. Parece-me simples.

Mas no que aos factos concerne, encetou pelo Diogo Morgado, passando agora para a Mãe do Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro. Maria Vieira, bem ao estilo do Dr. Mario Soares, perde todos os dias incalculáveis oportunidades de se retirar de cena nas boas estimas, como alguém de respeito na sociedade portuguesa, e afinal, agora com a adiantar da idade, deixa-se levar pela frustração cobiçosa de quem observa do sofá, os que fazem sucesso através de um mérito e valor, que não mais lhe é atribuído. Há pessoas que não lidam bem quando os aplausos terminam.

Infelizmente são poucos os Portugueses que levam o nome do nosso retângulo aos quatro cantos do mundo por bons motivos, e Maria Vieira inicialmente, debruçou-se a criticar Diogo Morgado, e desta vez, a Mãe de Cristiano Ronaldo. Daniela Ruah, José Mourinho, entre outros, tomem cuidado, porque pézinho em ramo verde, e ganham ingresso VIP e directo para o perfil do Facebook da nossa Maria.

Certo é, que Maria Vieira enquanto cidadã livre, de bons costumes, e num país democrático, tem ao seu alcance, a crónica, o comentário, o parecer ou a apreciação, que lhe permitem, como a qualquer um de nós, tecer opiniões relativamente a alguma situação, estado as figuras públicas como é natural, numa condição de maior escrutínio.

Contudo, a liberdade de expressão, convém ser musculadamente diferenciada de ‘Liberdade de excreção’. Excreção Ivo? No comentário da amiga Maria Vieira encontramos :

“Esta mulher vale o seu peso em ouro e, pesada como ela é, calcula-se que o seu peso dê para alimentar muitas famílias...”

Quando assim é, entramos por sua vez, no âmbito da deselegância no trato, de instrumentalização de princípios, valores, banalizando o facto de também Maria Vieira ser uma figura pública, acarinhada por muitos Portugueses, que neste momento, não se revêm nesta hiperactividade, porventura resultante de uma crise de idade avançada.

Ajudem a nossa ‘Parrachita’ por favor.




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'Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que p…ra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar!
Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado!
O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo!
A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade!
Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este! Já chega!!!
O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra uma geração de vergonha!
Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol'.

Jô Soares
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Em sede de consciência social há um grande declive em Portugal, quando em comparação com outros países de Europa. Confunde-se constantemente a Justiça com a violência. Tanto é, que é vulgar não haver reacção contra o crime, mas inúmeras contra a pena.
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São as atitudes que ratificam as teorias, e muitas vezes comprovam ou não um curriculum extenso. As segundas sem as primeiras, não aproveitam de mérito.

Se essa [mudança mundial/social] é corolário de carência de humildade, esquecimento da educação, e banalização do respeito, saltando princípios e valores, errou. Não é forte mudança, é 'triste decadência'.
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O Brasil tem reivindicações diárias que ajuízam o Mundial de Futebol carrasco de inúmeras injustiças económicas ao país.

A dar força a essas reclamações, aparece Scolari, Júlio César, Maicon, Ramirez, Dante, Hulk, Fred, Oscar, Marcelo, que vão ao jogo e não pagam sequer bilhete.

Assim, não há economia que relute, nem boca que se omita.

Querem ver o jogo, pagam bilhete como os outros, ora!



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A quem priva comigo, e me escutou inúmeras vezes dizer 'Este mundo é uma ervilha', esqueçam lá isso!

Afinal existe humanidade a anos-luz de distância.
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Merecidamente as portas do Panteão se abrem, para que agora se brote aquela índole de recordação, como uma pertença ou partilha, que não se esfuma com os sinais desagregadores da morte.

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

Obrigado.
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Quando era mais novinho adorava ir com os meus pais à Portugália. Ir à Portugália significava à data, uma parafernália de sensações e prazeres, especialmente ao nível da degustação. Isto tudo porque não estava ao alcance de qualquer outra casa de pasto, oferecer aquele molho amarelo, de mistura de leite com mostarda. Era a ‘chicha’ de uma vazia sagrada, certamente proveniente de príncipe bovino, que tinha crescido só para me agradar em Algés, precisamente antes do passeio a Belém.

Hoje de passagem pelo Campo Pequeno, os olhinhos piscaram no placard luminoso da ‘Portugália ao balcão’ – ao balcão? Mas que conversa é esta? – e atentaram-se a lançar-me aos sabores de infância.

A infância esgotou-se na memória. De salto da inovação para a modernidade, lá aparece também a Portugália a oferecer menus, bebidas pequenas, médias e grandes, e no fim, juro que tive receio que me perguntassem se ia desejar brinquedo e uma caixinha de cartão para montar em casa.

Portugália virou um fast food – not so fast, not so food – para fazer frente à restauração de centro comercial.



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