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CrIvo de Almeida™

Opus Dei proíbe 79 livros

Liberdade. Passados tantos anos, este equilíbrio será espinhoso de ser mantido ainda hoje, em pleno Séc. XXI. Há na igreja católica uma organização, que age sob a nobre ideia de trocar ar armas pelos cravos, os explosivos pelas palavras, a agressão pelo amor. Questiono-me, tal ignorante, se é realmente este o ideal (nobre) que os move.


Organização essa, que é então caracterizada pela ‘Comunhão e Liberdade’, ou os ‘Legionários de Cristo’, são a facção mais radical no que diz respeito à catolicidade, e a também a financeiramente mais poderosa. Salvo melhor opinião, a essa radicalidade, se devem os santos e as figuras que hoje se assinalam em igrejas, e que em tanto hostilizam o descrito na Bíblia. 


O exemplo da falência dos empórios Rumasa e Matesa, assim como o Banco Ambrosiano, mancharam onde a água benta não purificou, porém, a nódoa não foi suficientemente profunda de forma a impedir a canonização do fundador.


Este tipo de mentalidade elitista, radicalista, são sem dúvida o tapete de despedida, para muitos que ao se identificarem na nobreza dos conceitos, se prendem na limitação de arquétipo antiquado, quando estes se mostram impulsionadores das beatificações e canonizações, e dilataram a indústria dos milagres, industrializando a santidade.


A par do julgamento perfeito, onde teoricamente deveria ser criado na sémita do ‘véu da imparcialidade’, necessitariam também, as sociedades de culto, realizar uma introspecção de fundo, de forma a acompanhar um raciocínio moderno, de acordo com uma sociedade em mutação.


Deveriam por sua vez, ser caracterizadas por uma pluralidade, reconduzindo-se antes, aos bons costumes, livre pensamento e de ideias. Especialmente carente de concorrência ou competição entre religiões, mas antes ideias. Liberdade.
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Sem o Dr. Rui Rio no caminho das Presidenciais, Dr. António Costa , teve a inteligência de evitar o confronto com o Engº António Guterres. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, igualmente perspicaz, soube arranjar o ‘amuo’ certo (com Dr. Passos Coelho) e para por sua vez, retirar-se do caminho de uma batalha de hipóteses diminutas para este.

Ao contrário de Rui Rio, António Costa, e Marcelo Rebelo de Sousa, o Dr. Pedro Santana Lopes, não foi capaz de segurar a sua vontade de contornar a ausência política, e abriu portas à sua candidatura a Belém.
Santana Lopes, certamente respondendo à sua emergente necessidade de intervenção no país, voltará a ser inoportuno na sua materialização política, que inegavelmente a tem.

António Guterres, tem várias valências a seu favor. Não é um arrivista, político educado, conduziu ao longo da sua vida, um perfil académico que deixa pouca susceptibilidade de ser discutido ou confrontado em páginas frontais de jornais, tem perfil político de responsabilidade extrema a nível internacional, tem uma carreira na ONU à frente de um cargo particularmente difícil e exigente como é o ACNUR, e especialmente não usa fatos castanhos na televisão, o que é, no mínimo importante.

Não quero com isto dizer, e se por mero entendimento se compreende desde já se revoga, que Santana Lopes não possui estas, com demais capacidades e predicados necessários ao cargo que por agora se disponibiliza.

Contudo, expresso antes uma opinião de que infelizmente ou não, nesta nossa curta sociedade de eleitores, à mulher de «César não basta ser, terá igualmente de parecer», e contra si, pesará a imagem gerada da infeliz traição que Durão Barroso lhe imprimiu, levando-o a aceitar o cargo de Primeiro-ministro, e depois disso, já cada um sabe como terminou a feitiçaria.



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Tão estranha como esta política de conteúdos do Facebook, são algumas das pessoas que por aqui andam.
Se por um lado se bloqueiam pessoas por convidarem outras, desvirtuando o conceito de ‘Rede Social’, por outro, só em dois dias tive a infelicidade de:


- Ver um cão ser morto a tiro,
- Um gato incendiado,
- Um recém-nascido ser espancado,
- Atropelamento sádico a uma criança chinesa,
- Inúmeras crianças de crânio aberto por agressões na faixa de Gaza.


Entre tantas outras pandemias, aos meus contactos que presumem ser necessária a informação/exposição a qualquer custo moral, desejo-vos uma brilhante dor de barriga, e dois litros de bom senso.
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A postura dos EUA para com Edward Snowden representou para mim desde cedo, tudo aquilo que me repugna na democracia disfarçada dos EUA, no reiterado democratismo de ostentação, como queiram apelidar.


A polícia do Texas anunciou a semana passada que deteve um homem de 41 anos por guardar na sua caixa de email imagens pornográficas de uma menina de oito anos. Certo é, que ninguém lamentará que ele tenha sido apanhado, mas o caso, faz-me novamente pensar no grau de segurança que a nossa correspondência possui.
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Não critiquem quem teve amigos imaginários na infância. Há quem ainda os tenha em adulto.
Pensam que são amigos, mas afinal, era imaginação.
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Não sei se é geral, mas na minha televisão o BES, de pés juntos, disparou o valor de 3.577 milhões de euros de prejuízo no primeiro semestre de 2014, o que faz com que este necessite de um aumento de capital, pois o défice está abaixo do legalmente permitido pelo banco de Portugal.
Certamente que já repararam que o BES é um banco totalmente privado, contudo a injecção de capital, será deferida com dinheiro público, dos contribuintes, de todos nós.
Estou tão orgulhoso do meu país, que só me vem à memória ‘Governar’ do brilhante Carlos Drummond de Andrade.


“Os garotos da rua resolveram brincar de governo, escolheram o presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.
– Pois não – aceitou Martim. – Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança.
Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.
– Com que dinheiro? – atalhou Januário.
– Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do governo.
– E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.
– Lucram a certeza de que têm um bom presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.
– Assim não vale. O presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.
– Eu sou o presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser presidente é moleza? Já estou sentindo como esse cargo é cheio de espinhos.
Foi deposto, e dissolvida a República”.
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Já o vi 10 para 15 vezes, e ao longo de anos nunca aprovei da história, só do filme. Porquê? Facto desconhecido.

Ontem, acelerei em zapping de pesquisa rápida, e apareceu-me o Danny e o Rafe do Pear Harbor em casa. Recorri à fibra, e o AXN concedeu-me o filme do início. De tempos a tempos, recorro a filmes que já vi. Tenho para mim que jamais são o mesmo, e que mudam na pertinaz proporcional do meu estado de alma.

Porém no fim, mais do mesmo. Não aprovei da história, só do filme.
Acatava o “Tennessee” de Hans Zimmer, quando me apercebi que o filme brinda aquilo que a sociedade já não concebe. A amizade.

Faz brotar em mim um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são débeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, cumprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do Restelo, dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a mínima hipótese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugaz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem a ver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

Afinal descobri o meu porquê. Enfim, existe um motivo. Existe sempre um motivo.



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Muitos políticos são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a praticar a honestidade.
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Li 3 dos 4 livros que Maria Vieira lançou, e certo é que não revejo nas suas obras importância, conhecimento, mestria na escrita, pensamento astuto, ou qualquer outra virtude passível de se mencionar como virtude. Afinal, lançar livros onde se narram férias com o marido e um cão, não é de todo a minha saga de eleição. Contudo, não é por isso que antipatizo a nossa ilustre Maria Vieira. Apreciando ou não a sua obra, resisto-me de opinar pejorativamente a algo atinente à sua autora, salvaguardando o respeito que todo e cada um de nós, merece. No máximo, reprovo a obra.

Apreciei por horas a fio o trabalho de Diego Maradona. E com isto, não significa que aprove todas as suas condutas e opiniões na sua vida pública e pessoal. Parece-me simples.

Mas no que aos factos concerne, encetou pelo Diogo Morgado, passando agora para a Mãe do Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro. Maria Vieira, bem ao estilo do Dr. Mario Soares, perde todos os dias incalculáveis oportunidades de se retirar de cena nas boas estimas, como alguém de respeito na sociedade portuguesa, e afinal, agora com a adiantar da idade, deixa-se levar pela frustração cobiçosa de quem observa do sofá, os que fazem sucesso através de um mérito e valor, que não mais lhe é atribuído. Há pessoas que não lidam bem quando os aplausos terminam.

Infelizmente são poucos os Portugueses que levam o nome do nosso retângulo aos quatro cantos do mundo por bons motivos, e Maria Vieira inicialmente, debruçou-se a criticar Diogo Morgado, e desta vez, a Mãe de Cristiano Ronaldo. Daniela Ruah, José Mourinho, entre outros, tomem cuidado, porque pézinho em ramo verde, e ganham ingresso VIP e directo para o perfil do Facebook da nossa Maria.

Certo é, que Maria Vieira enquanto cidadã livre, de bons costumes, e num país democrático, tem ao seu alcance, a crónica, o comentário, o parecer ou a apreciação, que lhe permitem, como a qualquer um de nós, tecer opiniões relativamente a alguma situação, estado as figuras públicas como é natural, numa condição de maior escrutínio.

Contudo, a liberdade de expressão, convém ser musculadamente diferenciada de ‘Liberdade de excreção’. Excreção Ivo? No comentário da amiga Maria Vieira encontramos :

“Esta mulher vale o seu peso em ouro e, pesada como ela é, calcula-se que o seu peso dê para alimentar muitas famílias...”

Quando assim é, entramos por sua vez, no âmbito da deselegância no trato, de instrumentalização de princípios, valores, banalizando o facto de também Maria Vieira ser uma figura pública, acarinhada por muitos Portugueses, que neste momento, não se revêm nesta hiperactividade, porventura resultante de uma crise de idade avançada.

Ajudem a nossa ‘Parrachita’ por favor.




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'Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que p…ra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar!
Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado!
O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo!
A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade!
Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este! Já chega!!!
O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra uma geração de vergonha!
Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol'.

Jô Soares
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Em sede de consciência social há um grande declive em Portugal, quando em comparação com outros países de Europa. Confunde-se constantemente a Justiça com a violência. Tanto é, que é vulgar não haver reacção contra o crime, mas inúmeras contra a pena.
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São as atitudes que ratificam as teorias, e muitas vezes comprovam ou não um curriculum extenso. As segundas sem as primeiras, não aproveitam de mérito.

Se essa [mudança mundial/social] é corolário de carência de humildade, esquecimento da educação, e banalização do respeito, saltando princípios e valores, errou. Não é forte mudança, é 'triste decadência'.
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O Brasil tem reivindicações diárias que ajuízam o Mundial de Futebol carrasco de inúmeras injustiças económicas ao país.

A dar força a essas reclamações, aparece Scolari, Júlio César, Maicon, Ramirez, Dante, Hulk, Fred, Oscar, Marcelo, que vão ao jogo e não pagam sequer bilhete.

Assim, não há economia que relute, nem boca que se omita.

Querem ver o jogo, pagam bilhete como os outros, ora!



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A quem priva comigo, e me escutou inúmeras vezes dizer 'Este mundo é uma ervilha', esqueçam lá isso!

Afinal existe humanidade a anos-luz de distância.
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Merecidamente as portas do Panteão se abrem, para que agora se brote aquela índole de recordação, como uma pertença ou partilha, que não se esfuma com os sinais desagregadores da morte.

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

Obrigado.
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Quando era mais novinho adorava ir com os meus pais à Portugália. Ir à Portugália significava à data, uma parafernália de sensações e prazeres, especialmente ao nível da degustação. Isto tudo porque não estava ao alcance de qualquer outra casa de pasto, oferecer aquele molho amarelo, de mistura de leite com mostarda. Era a ‘chicha’ de uma vazia sagrada, certamente proveniente de príncipe bovino, que tinha crescido só para me agradar em Algés, precisamente antes do passeio a Belém.

Hoje de passagem pelo Campo Pequeno, os olhinhos piscaram no placard luminoso da ‘Portugália ao balcão’ – ao balcão? Mas que conversa é esta? – e atentaram-se a lançar-me aos sabores de infância.

A infância esgotou-se na memória. De salto da inovação para a modernidade, lá aparece também a Portugália a oferecer menus, bebidas pequenas, médias e grandes, e no fim, juro que tive receio que me perguntassem se ia desejar brinquedo e uma caixinha de cartão para montar em casa.

Portugália virou um fast food – not so fast, not so food – para fazer frente à restauração de centro comercial.



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Foi durante um Sushi de esmero que me coloquei em posição de vos dizer a todos:

- Jorge Jesus não continua no Benfica!

Por ser verdade, já conta com alguns trabalhos desta vez ligados à sétima arte.
Assombroso.


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Quando o Governo critica os Juízes do Tribunal Constitucional, parece-me claro que, ainda que não saibam, as recensões são dirigidas à Constituição da República Portuguesa, e não ao Juízes propriamente.

Ao que parece, este executivo, acompanhado de diversos comentadores ‘sociais-democratas imparciais’, apontam uma Constituição impreparada para o Euro, visto esta ter sido criada na sémita do escudo. É um argumento interessante de facto, não fosse outro, um pormenor de importância ‘mínima’.

Acontece que os vários OE e medidas avulsas que foram chumbadas pelo TC, incidem com especial nodosidade no Art. 13º, ou seja, o nosso já cógnito ‘Princípio da Igualdade’. Neste sentido, ainda que aceitando sem de modo conceder, temos hoje uma Constituição preparada para o Escudo, e certo é que foi corolário de um Principio de Protecção Constitucional, desta vez consagrado nos Direitos e Deveres Fundamentais, que justamente, não deu provimento as propostas apresentadas.
Em primeira instância, não se atende a que o princípio da igualdade seja então consequência de uma Lei Fundamental preparada para uma moeda actualmente inexistente, e desse modo, para o caso em apreço, exclui-se a deformação da lei fundamental para julgar moções de unidades monetárias diferenciadas das existentes em 1976.

Ainda que se afigure suplementar qualquer apropriação da Constituição no sentido de assistir uma alomorfia social e económica, não revejo que essa apatia, tenha sido então, conclusão das inconstitucionalidades promulgadas.
Por outro lado e assim sendo, aos legisladores hiperactivos, relembrem-me por favor, da existência de uma Constituição de algum país, democrático, ou dito como tal, que careça deste Principio da igualdade. É que não me recordo de alguma que não conserve este, ou preceito de núcleo idêntico.

Salvo casos expressamente consignados na lei, as decisões políticas devem ser subservientes à Constituição da República, nunca conservando esta o ónus de se flexibilizar às resoluções do executivo.

Para qualquer inversão, pasme-se, nós temos políticos profissionais, e poucos ou nenhuns, Profissionais na política.


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Um ano é uma data que muito embora seja razão de celebração, eu prefiro contar os dias passados, festejando a história do dia em que desligamos a máquina ao medo. As histórias bonitas começam sempre assim, com pequenos nadas insuspeitos, e afinal vêm a transformar-se no que para mim se revela no quebrar de amarras, cadeados e eu, que nem prisioneiro de Shawshank, por tua permissão me solto ao vento num sonho sem trela, onde posso voar, correr, e no fim descansar no teu colo.

O teu colo, é verdade. Não sei se já te contei, mas esse meu colo, é o tálamo da serenidade, harmonia das músicas que só tocam com notas perfeitas, o meu Debussy privativo criado só por nós, que sem Cd’s nem Ipod’s, construo assim as viagens onde somente está sintonizada a delicadeza da carícia, onde permite à lua descer e balançar, no típico som do teu abraço, na singular sentença do teu beijo. De sentença em sentença, não há acórdão recorrível para quando brincar com as palavras se torna extemporâneo sempre que os meus olhos cruzam os teus. E por lá permaneço, linda falua que lá vem lá vem, de algodão doce e fadas pequeninas, volto de novo a ser menino de chupa-chupa e calções, de ingenuidade primitiva de quem vive a sorrir. Assim sou eu, em ti.

Ao longo de um ano, libertaste-me eternamente sem saber. Revogaste á minha condenação sempre que os meus dedos agentes infiltrados nos teus cabelos procuravam revelar o que de vocabulário não possuo, sempre que a minha pele se ria ao teu toque, sem saber em que rota disparar toda a força procriada numa brusca escolha de enlaçar o teu rosto no meu peito. Ar para quê.

Por todo esse trilho, ensinaste-me que a dor é soalho imperfeito com farpas de sentido único, que todo e cada um de nós deve atravessar tantas vezes descalço. Conheci mais. Instrui-me que não é só a robustez, a resiliência ou mesmo a pertinácia que nos faz marchar. É a esperança. Esperança de um fim com grandeza, esperança do fim contigo. Obrigado por teres esperado por mim, obrigado.

E hoje, nesta minha circunstância de livre, és mélica dádiva corrompida de embriaguez, porquanto, mais asas me brindas, mais amarrado estou. Tendo a ser em anos, o encarcerado mais antigo do mundo, e se assim for, equitativamente o homem mais feliz de todas as ocasiões.

Obrigado
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Há um dia atrás coloquei no meu mural a imagem do massacre sangrento que é infligido aos touros, com o simples objectivo da diversão do homem, onde por sua vez, e com a mesma, se retirava correntemente a minha posição quanto ao tema.

Depressa e bem, surgiram comentários de pessoas que se reviam na revolta por mim encetada, e outros, também sempre bem recebidos, de pessoas que defendem a tourada como uma tradição, arte, e tudo o que de benéfico para o país daí poderá advir.

De facto, porventura limitação minha, mas não consigo observar as touradas como uma forma de cultura. Se alguma cultura e tradição é provocar dor a qualquer que seja o animal, que gosto ou agrade poderá ter essa arte? Não vale a pena frisar para se colocarem na pelo dos animais, porque quem o faz, certamente não o concebeu sequer. Aparentemente, não é sozinho que penso desta forma. As pessoas lutam pelos seus direitos diariamente, e eu, sou da opinião que os animais também têm os seus direitos. São então os grupos de defesa dos direitos dos animais que lutam para que as touradas acabem, pois estes acham, assim como eu, este acto, um acto de crueldade e insensibilidade. Em Portugal, já foram proibidas as touradas por quatro autarquias. Dever-se-ia seguir o exemplo.
Uma sociedade justa não deve admitir procedimentos eticamente reprováveis (mesmo que se sustenham na suposta tradição), cujas vítimas directas são milhares de animais. É horrível ver que nas praças de touros torturam-se bois e cavalos para proporcionar aberrantes prazeres a um animal que se diz racional. A sustentar a tourada no argumento da tradição, andaríamos hoje a lutar com leões em arenas de gladiadores.

Neste ponto, gostaria agora, responder naturalmente a todo a cada comentário válido que por aqui foi deixado.
Primeiro, pareceu-me absolutamente claro que abordando a minha posição relativamente às touradas, mais especificamente à actividade de maltratar um animal, não estava com ela a dizer ao mundo, que tudo o resto era perfeito, e que porque há fome em África, então já não fez sentido prestar a minha posição. Nada disso. Apesar de ser contra as touradas, pelo menos na forma como são, não significa que seja a favor do aborto, contra o casamento homossexual ou a favor da eutanásia. Nada. Isto porque quando nos predispomos a abordar um tema, devemos fazê-lo com a certeza da capacidade de não nos perder-mos em temas que para o momento, nada têm a ver com ele. É o caso do abordo. É um não-argumento contra ou a favor das touradas.
De seguida, vou de alguma forma defender-me da ‘demagogia’ do meu post, na certeza porém que não faz parte do meu estilo, a pessoalização dos assuntos, muito menos tudo o que seja para lá da justa medida da elegância no trato. Desse modo, aproveito para dizer que sou Português, vivo em Portugal, e a única coisa que ainda não entendi, é como algumas pessoas alegam a lei como proibição dos touros de morte, ignorando que a prática reiterada passa precisamente por violação desse mesmo normativo, em várias zonas do país. Ignorar esse facto, utilizando-o como ‘atenuante’ para o que se inflige aos animais, é no mínimo preocupante. Eu se um dia não cumprir a lei, os tribunais punem-me. As touradas quando não cumprem a lei, diz-nos o passado recente que o tribunal cria exepções, onde a mesma não se aplica em determinadas terras. Para não falar que não é só a morte que dói. Estou até convencido que a morte do touro, à altura que acontece, acaba por ser o que melhor lhe podia sobrevir, tal não são as atrocidades que lhe vem a promover. Vamos então ser sérios.
É também tema de importância os argumento de que os touros não são massacrados, em virtude de que espetar o ferro numa zona em específico, não se reflecte em dor para o animal. É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes, e desse resultado, solicito desde já qualquer pessoa a demonstrar-me um único artigo científico, que caminhe no sentido de que o animal não sente dor nos seus ferimentos. Até lá, é tão mais fácil assinalar que não dói nos outros, não custa naquele, deixai-me divertir.

Não consigo concordar que são então os toureiros e todos os que trabalham para a materialização deste auto de fé, os únicos que realmente valorizam e promovem o touro enquanto animal. Senão vejamos. ‘O touro que só existe porque há hábitos como este?’ Os Pandas e outros animais que correm risco de extinção nunca serviram para as touradas e continuam a existir. Porquê? Porque humanos se preocupam com eles. Para não falar, serem hoje criados animais de raça específica para a tourada, o que assim sendo, faz cair por terra o argumento da prevenção à extinção do touro. Ainda que não, e de qualquer forma com certeza de que os aficionados que tanto dizem “amar” os Touros, se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada. Afinal, amam-nos. Agora, é o massacre do animal, disfarçado de ‘arte’ que soluciona esse problema? Não creio. Arte e cultura de facto, é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada. A violência, o sangue, a crueldade, tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais poderá ser considerado arte ou cultura.

Não devo pedir desculpa por ter uma opinião diferente das demais, mas se assim facilitar, eu faço-o.

Peço desculpa por achar a tauromaquia uma actividade de culto do sangue e da violência sobre os animais.

Desculpa por sentir que só os motivos económicos ganham na luta de ódio que o Homem tem a cobardia de exercer sobre os animais.

Desculpa igualmente por verificar que em toda a História da Humanidade sempre existiram tradições, cultos e crenças cruéis, mas não devemos persistir no erro da manutenção de tradições retrógradas e sangrentas.

Finalmente desculpa, porque tenho para mim, que a violência é a negação da inteligência.
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