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CrIvo de Almeida™




Quando o Governo critica os Juízes do Tribunal Constitucional, parece-me claro que, ainda que não saibam, as recensões são dirigidas à Constituição da República Portuguesa, e não ao Juízes propriamente.

Ao que parece, este executivo, acompanhado de diversos comentadores ‘sociais-democratas imparciais’, apontam uma Constituição impreparada para o Euro, visto esta ter sido criada na sémita do escudo. É um argumento interessante de facto, não fosse outro, um pormenor de importância ‘mínima’.

Acontece que os vários OE e medidas avulsas que foram chumbadas pelo TC, incidem com especial nodosidade no Art. 13º, ou seja, o nosso já cógnito ‘Princípio da Igualdade’. Neste sentido, ainda que aceitando sem de modo conceder, temos hoje uma Constituição preparada para o Escudo, e certo é que foi corolário de um Principio de Protecção Constitucional, desta vez consagrado nos Direitos e Deveres Fundamentais, que justamente, não deu provimento as propostas apresentadas.
Em primeira instância, não se atende a que o princípio da igualdade seja então consequência de uma Lei Fundamental preparada para uma moeda actualmente inexistente, e desse modo, para o caso em apreço, exclui-se a deformação da lei fundamental para julgar moções de unidades monetárias diferenciadas das existentes em 1976.

Ainda que se afigure suplementar qualquer apropriação da Constituição no sentido de assistir uma alomorfia social e económica, não revejo que essa apatia, tenha sido então, conclusão das inconstitucionalidades promulgadas.
Por outro lado e assim sendo, aos legisladores hiperactivos, relembrem-me por favor, da existência de uma Constituição de algum país, democrático, ou dito como tal, que careça deste Principio da igualdade. É que não me recordo de alguma que não conserve este, ou preceito de núcleo idêntico.

Salvo casos expressamente consignados na lei, as decisões políticas devem ser subservientes à Constituição da República, nunca conservando esta o ónus de se flexibilizar às resoluções do executivo.

Para qualquer inversão, pasme-se, nós temos políticos profissionais, e poucos ou nenhuns, Profissionais na política.


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Um ano é uma data que muito embora seja razão de celebração, eu prefiro contar os dias passados, festejando a história do dia em que desligamos a máquina ao medo. As histórias bonitas começam sempre assim, com pequenos nadas insuspeitos, e afinal vêm a transformar-se no que para mim se revela no quebrar de amarras, cadeados e eu, que nem prisioneiro de Shawshank, por tua permissão me solto ao vento num sonho sem trela, onde posso voar, correr, e no fim descansar no teu colo.

O teu colo, é verdade. Não sei se já te contei, mas esse meu colo, é o tálamo da serenidade, harmonia das músicas que só tocam com notas perfeitas, o meu Debussy privativo criado só por nós, que sem Cd’s nem Ipod’s, construo assim as viagens onde somente está sintonizada a delicadeza da carícia, onde permite à lua descer e balançar, no típico som do teu abraço, na singular sentença do teu beijo. De sentença em sentença, não há acórdão recorrível para quando brincar com as palavras se torna extemporâneo sempre que os meus olhos cruzam os teus. E por lá permaneço, linda falua que lá vem lá vem, de algodão doce e fadas pequeninas, volto de novo a ser menino de chupa-chupa e calções, de ingenuidade primitiva de quem vive a sorrir. Assim sou eu, em ti.

Ao longo de um ano, libertaste-me eternamente sem saber. Revogaste á minha condenação sempre que os meus dedos agentes infiltrados nos teus cabelos procuravam revelar o que de vocabulário não possuo, sempre que a minha pele se ria ao teu toque, sem saber em que rota disparar toda a força procriada numa brusca escolha de enlaçar o teu rosto no meu peito. Ar para quê.

Por todo esse trilho, ensinaste-me que a dor é soalho imperfeito com farpas de sentido único, que todo e cada um de nós deve atravessar tantas vezes descalço. Conheci mais. Instrui-me que não é só a robustez, a resiliência ou mesmo a pertinácia que nos faz marchar. É a esperança. Esperança de um fim com grandeza, esperança do fim contigo. Obrigado por teres esperado por mim, obrigado.

E hoje, nesta minha circunstância de livre, és mélica dádiva corrompida de embriaguez, porquanto, mais asas me brindas, mais amarrado estou. Tendo a ser em anos, o encarcerado mais antigo do mundo, e se assim for, equitativamente o homem mais feliz de todas as ocasiões.

Obrigado
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Há um dia atrás coloquei no meu mural a imagem do massacre sangrento que é infligido aos touros, com o simples objectivo da diversão do homem, onde por sua vez, e com a mesma, se retirava correntemente a minha posição quanto ao tema.

Depressa e bem, surgiram comentários de pessoas que se reviam na revolta por mim encetada, e outros, também sempre bem recebidos, de pessoas que defendem a tourada como uma tradição, arte, e tudo o que de benéfico para o país daí poderá advir.

De facto, porventura limitação minha, mas não consigo observar as touradas como uma forma de cultura. Se alguma cultura e tradição é provocar dor a qualquer que seja o animal, que gosto ou agrade poderá ter essa arte? Não vale a pena frisar para se colocarem na pelo dos animais, porque quem o faz, certamente não o concebeu sequer. Aparentemente, não é sozinho que penso desta forma. As pessoas lutam pelos seus direitos diariamente, e eu, sou da opinião que os animais também têm os seus direitos. São então os grupos de defesa dos direitos dos animais que lutam para que as touradas acabem, pois estes acham, assim como eu, este acto, um acto de crueldade e insensibilidade. Em Portugal, já foram proibidas as touradas por quatro autarquias. Dever-se-ia seguir o exemplo.
Uma sociedade justa não deve admitir procedimentos eticamente reprováveis (mesmo que se sustenham na suposta tradição), cujas vítimas directas são milhares de animais. É horrível ver que nas praças de touros torturam-se bois e cavalos para proporcionar aberrantes prazeres a um animal que se diz racional. A sustentar a tourada no argumento da tradição, andaríamos hoje a lutar com leões em arenas de gladiadores.

Neste ponto, gostaria agora, responder naturalmente a todo a cada comentário válido que por aqui foi deixado.
Primeiro, pareceu-me absolutamente claro que abordando a minha posição relativamente às touradas, mais especificamente à actividade de maltratar um animal, não estava com ela a dizer ao mundo, que tudo o resto era perfeito, e que porque há fome em África, então já não fez sentido prestar a minha posição. Nada disso. Apesar de ser contra as touradas, pelo menos na forma como são, não significa que seja a favor do aborto, contra o casamento homossexual ou a favor da eutanásia. Nada. Isto porque quando nos predispomos a abordar um tema, devemos fazê-lo com a certeza da capacidade de não nos perder-mos em temas que para o momento, nada têm a ver com ele. É o caso do abordo. É um não-argumento contra ou a favor das touradas.
De seguida, vou de alguma forma defender-me da ‘demagogia’ do meu post, na certeza porém que não faz parte do meu estilo, a pessoalização dos assuntos, muito menos tudo o que seja para lá da justa medida da elegância no trato. Desse modo, aproveito para dizer que sou Português, vivo em Portugal, e a única coisa que ainda não entendi, é como algumas pessoas alegam a lei como proibição dos touros de morte, ignorando que a prática reiterada passa precisamente por violação desse mesmo normativo, em várias zonas do país. Ignorar esse facto, utilizando-o como ‘atenuante’ para o que se inflige aos animais, é no mínimo preocupante. Eu se um dia não cumprir a lei, os tribunais punem-me. As touradas quando não cumprem a lei, diz-nos o passado recente que o tribunal cria exepções, onde a mesma não se aplica em determinadas terras. Para não falar que não é só a morte que dói. Estou até convencido que a morte do touro, à altura que acontece, acaba por ser o que melhor lhe podia sobrevir, tal não são as atrocidades que lhe vem a promover. Vamos então ser sérios.
É também tema de importância os argumento de que os touros não são massacrados, em virtude de que espetar o ferro numa zona em específico, não se reflecte em dor para o animal. É de facto difícil afirmar o que é que um Touro sente numa tourada. No entanto, os estudos científicos feitos até agora apontam no sentido de que as agressões sofridas antes e durante as corridas sejam não só dolorosas mas incapacitantes, e desse resultado, solicito desde já qualquer pessoa a demonstrar-me um único artigo científico, que caminhe no sentido de que o animal não sente dor nos seus ferimentos. Até lá, é tão mais fácil assinalar que não dói nos outros, não custa naquele, deixai-me divertir.

Não consigo concordar que são então os toureiros e todos os que trabalham para a materialização deste auto de fé, os únicos que realmente valorizam e promovem o touro enquanto animal. Senão vejamos. ‘O touro que só existe porque há hábitos como este?’ Os Pandas e outros animais que correm risco de extinção nunca serviram para as touradas e continuam a existir. Porquê? Porque humanos se preocupam com eles. Para não falar, serem hoje criados animais de raça específica para a tourada, o que assim sendo, faz cair por terra o argumento da prevenção à extinção do touro. Ainda que não, e de qualquer forma com certeza de que os aficionados que tanto dizem “amar” os Touros, se esforçariam para que estes sobrevivessem mesmo que não servissem para nada. Afinal, amam-nos. Agora, é o massacre do animal, disfarçado de ‘arte’ que soluciona esse problema? Não creio. Arte e cultura de facto, é tudo aquilo que contribui para tornar a humanidade mais sensível, mais inteligente e civilizada. A violência, o sangue, a crueldade, tudo o que humilha e desrespeita a vida jamais poderá ser considerado arte ou cultura.

Não devo pedir desculpa por ter uma opinião diferente das demais, mas se assim facilitar, eu faço-o.

Peço desculpa por achar a tauromaquia uma actividade de culto do sangue e da violência sobre os animais.

Desculpa por sentir que só os motivos económicos ganham na luta de ódio que o Homem tem a cobardia de exercer sobre os animais.

Desculpa igualmente por verificar que em toda a História da Humanidade sempre existiram tradições, cultos e crenças cruéis, mas não devemos persistir no erro da manutenção de tradições retrógradas e sangrentas.

Finalmente desculpa, porque tenho para mim, que a violência é a negação da inteligência.
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É com alguma satisfação que vejo finalmente o grande amigo, António Costa, dar um passo para o que era inevitável. Não obstante a cores partidárias, António José Seguro consegue não ser fantástico em nada. É apático na política, do mesmo modo que impassível em momentos que se exigia uma vitória mais folgada. Não agrada nem aos socialistas, pelo que o seu possível afastamento causa compreensível temor a uma direita que vê a susceptibilidade de sair um elo mais fraco, dando lugar a um político de peso.
Chamem a ‘facada de Costa’, o ‘beijo de judas’. Mas a realidade é esta, um partido como o Socialista, terá sempre de ter um S.G muito mais activo, e credível.
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Preciso urgentemente que me indiciem ao meu país. O Presidente da República que se chegue a mim, e nos apresente por exemplo. Ivo, este é Portugal. Portugal, este é o Ivo.

Não é que eu já não o saiba, mas por esquecimento ou distracção, não tenho acompanhado estas novas vagas desta sapiência desmesurada.

Dou por mim a ligar a televisão, ver um homem andar fugido durante 34 dias por ter tentado matar quatro pessoas. A idade já não era a melhor, e ‘só’ assassinou duas. Problemas de vista, mira torta, o que seja. Problemas.

É finalmente capturado e à saída do carro para o tribunal é ovacionado(?) por largo número de pessoas.

Podem dizer [os cautos] que os aplausos foram para a Polícia que o capturou. Certo, alguns aplausos com certeza, mas notório foi, que a maior ovação, acontece quando o Sr. Baltazar sai da viatura. Dirigem-se irrefutavelmente a ele. Porém, é só a minha opinião, e o relato que o CM conseguiu do local.

Tenho para mim, que a população, incorporou naquele procedimento um recalcamento notório que tem vindo a existir, contra o ‘sistema’. De alguma forma, aquele ‘Palito’, fez-lhes frente. Não tanto à polícia, mas ao sistema.

É esse o sentimento por detrás dos aplausos. Esse e parvoíce aguda.

Estou incomodado, mas não surpreso. Relembro-me que não há muito tempo, se montou um cordão humano, de solidariedade, para com um rapaz Português que assassinou um Carlos Castro em Nova Iorque. Nobre, não foi? Quase chorei.

É impressionante a veia novelesca, romântica, quase trôpega, que faz com que este nosso povo tenha uma incompabilidade absoluta de se colocar ‘do outro lado da barricada’.

Porque do outro lado do Herói, e nas costas do bom Renato, vive a dor de uma família e amigos que perderam duas pessoas que amam. Que irrecuperavelmente não ultrapassarão a dor da morte injusta de quem, no fim de contas, é aplaudido e/ou homenageado.

Peço um minuto de barulho, para estas mentalidades.
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Estava aprontado para comentar sobre a recente disposição do Primeiro Ministro para abordar a proposta, anteriormente lançada, relativa ao aumento do salário mínimo.
Ora, se verdade é que da esquerda à direita todos estão finalmente de acordo com a medida, ia eu, que nem ‘Advogado do Diabo’, versar sobre os problemas que esse aumento de salário levanta, no que diz respeito, por exemplo, à taxa de desemprego. Mas nada feito!
A meio do meu jantar, oiço José Sócrates, apelidar arguciosamente José Rodrigues dos Santos de ‘Burro’, e ‘Papagaio’. Procurei de imediato o botão vermelho na esperança que a minha cadeira rodasse para a Televisão. [vide, The Voice]
Hoje fica em suspenso mas não extinto, o comentário acerca do salário mínimo, tal não é o regozijo que nutro, com este espaço que a RTP criou na tentativa de tramar António José Seguro. Muito bom.
Nunca mais é domingo à noite. Bolas!
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O vulgar é muitas pessoas acordarem ao toque. Outras, com o timbre de quem as chama, ou então, até mesmo com os ruídos que lhes varre o sonho e desabotoam os olhos.
Acordar ao teu lado, é por sua vez, o acordar pela tenuidade do aroma. Afinal, e descobri, que a fragrância pode acordar-me.
Acordar a teu lado, é o aconchego inigualável das torradas quentes, um dia que se estreou num Sábado, e os relógios param só para mim.
Só. Porque o restante é acordar sozinho.
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Pequeno filho de pais separados, de conversa em solavancos, exorcizava fantasmas com gigantes negros, e os seus botões, esses, sussurravam aos vidros da Starbucks, que aquela conversa era segredo só deles.
O pai, de cabelo diminuto, pardacento mas bem-parecido, afundava-se na alta definição do seu Iphone, como se deslocar os olhos daquele ecrã fosse heresia, olhar o mundo sacrilégio, e ouvir o filho, perca de tempo.
O petiz, de nariz enfiado no 'Frappuccino de chocolate', aprendia a solidão no meio do mundo, entendia que gostar nem sempre é doce, e se aquilo é o amor, teria preferido antes uma bebida quente.
Aliás, com o cruzar dos anos, adivinho-lhe tendência a enjoar o chocolate.
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Em dia de tempestade, nada mais posso fazer, senão ensinar-te a sorrir à chuva. Paga-me com o teu sorriso, terás o meu coração em troco. Que esse vendaval seja na ternura, e desse modo, aceito o teu alerta vermelho, estado de sítio, ou outros desesperantes pedidos de auxílio, como meus.
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É inegável a proactividade que a Exma. Ministra da Justiça, Dra. Paula Teixeira da Cruz trouxe ao panorama judicial. Contudo, permanece questionável se toda essa hiperactividade reformadora, se espelha numa maior eficiência para a justiça.

Em nome da celeridade processual, e sempre esta, alterou-se, o Prazo de prescrição dos processos.

Acontece que segundo a nova proposta de lei, as contraordenações aproximam-se agora à vigente lei penal, onde o prazo de prescrição suspende sempre que existe uma condenação em primeira instância.

Certo é, que de há muito tempo até então, se carece de uma medida capaz de colmatar as lacunas das prescrições em processos que se encontram estagnados em razão de manobras processuais dilatórias. No entanto deixa-me a pensar que,

1. Se esta proposta responde com plenitude à problemática da prescrição de processos após uma primeira condenação, não sei se trará o mesmo beneficio relativamente á celeridade processual. Questiono-me até que ponto as prescrições não seriam de certo modo, uma «pressão» para que os tribunais se apressassem, na tentativa de decidir a tempo oportuno.

2. Partindo do princípio do meu primeiro ponto, não obstante a que possivelmente os processos ainda que não prescrevam, se atrasem, indaga-se até que ponto aqueles que se arrastam após primeira instância e por sua vez, o tempo para que o recurso seja apreciado se estenda, diligenciem uma exposição pública ainda mais perdurável, sem se saber publicamente, de uma decisão que transite em julgado, e/ou que possa provir um recurso interposto para suprir ilegalidades ou discordância do acórdão em primeira instância. A condenação social, tão criticada por mim, poderá potenciar-se aqui, num registo violador do princípio da Presunção de inocência.

Pessoalmente, e após ler a proposta, não lhe chamaria uma «alteração dos prazos», todavia, talvez uma alteração legal que incide sob os prazos de prescrição, suspendendo-os. Terminologias, entenda-se.

O que é mesmo fundamental, banalizando-se terminologias e semânticas, é repor a credibilidade da justiça aos Portugueses. Não discuto a importância da prescrição dos processos que deixam impunes diversos Réus e Arguidos, que é determinante.
Mas mais que nunca, e especialmente após ter sida declarada a inconstitucionalidade do art.º 381. do CPP, as medidas reformadoras, sem transgredir as garantias de defesa, devem seguir no sentido de uma maior celeridade processual.
Por sua vez, sempre que assim não seja possível, canalize-se então as atenções para que nenhuma outra proposta seja susceptível de intensificar a morosidade processual. Se não podemos ganhar, em última instância preocupemo-nos em não perder. É isto.

Quando se diz “ [que] à mulher de César não basta ser, tem de parecer”, não significa que se somente ‘parecer’, não seja necessário ‘ser’. Também o é.
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Foi com singular pesar que acordei hoje com a notícia do falecimento do Doutor José Medeiros Ferreira.

É ainda susceptível do meu mais profundo lamento, o conceito de oportunidade de uns acéfalos militantes, aproveitaram-se da plataforma ‘Wikipédia’ para denegrir a imagem, enegrecer a dignidade, e especialmente, desrespeitar a dor de familiares, amigos e admiradores da vida, obras, e pessoa, que foi o Doutor José Medeiros Ferreira.

As divergências de opinião, ideias e conceitos tornam-nos úteis, e de certa forma produtivos. Contudo, e não obstante, devem essas divergências de opiniões, ideologias políticas, cores politicas, ser balizadas/mitigadas pelo bom senso. A esse bom senso, tenho hábito de lhe chamar princípios, valores e referências.

Caro Lavoisier, claro que te questiono, «(…) Nada se perde, tudo se transforma (…)?»

Era bom era.
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Congratulo-me com esta harmonização das leis relativas aos direitos e garantias do consumidor, dando efectividade às directivas europeias, e aproximando os estados-membros com uma legislação mais justa e equilibrada.

Esperemos que esta, sirva também de mote, para a necessária alteração às cláusulas contratuais de fidelização vigentes pela ANACOM, em minha opinião, são em primeira instância dissonantes das regras plasmadas na nossa Constituição, e não obstante, retratam uma permissão indisciplinada da limitação à liberdade contractual do consumidor.

Contudo, saudosista me subscrevo,

"No meu tempo, não era nada assim".
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Desconfio solenemente que é amor profundo.
Afinal, enamoramo-nos não só por uma capa, ou algumas folhas, nem mesmo por uma bonita combinação de 23 letras.
Mais grave e penetrante que isso, apaixonamo-nos por tudo o mais que elas dizem, pensam e sussurram. Pelo que nos ensinam, e oferecem. Apaixonamo-nos por um interior, porque é esse o mais sublime.
Lá está, quando eu me apaixono pelo interior, não é somente paixão. É feitiço, é amor.
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O Tribunal Constitucional, arbitrou Inconstitucional o projecto de lei que almejava o referendo público concernente á Co-Adopção e Adopção por casais do mesmo sexo.
É neste ponto cronológico, que está demonstrado o que compreendo por inversão colossal das mais relevantes entidades governativas, judiciais, e políticas.

1. Não se remete para fiscalização constitucional, matérias relativas á consciência da sociedade.
2. Ainda que de outra forma se entenda, a matéria em causa aborda Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos, o que desde logo não me parece susceptível de ser referendada.
3. Este Projecto de Lei foi sucumbir às mãos dos ilustres Doutos Juízes do Tribunal Constitucional, mas antes disso, deveria ter sido solucionado na Assembleia da República, ou por incompetência desta, pelo Presidente da República.
4. Sendo o Tribunal Constitucional o órgão de soberania que encerrou a odisseia da adopção e co-adopção por casais do mesmo sexo, erguem-se (novamente) as vozes ciosas de uma reforma constitucional, desta vez com o fundamento da vigente ser um texto retrogrado, e que não acompanha as metamorfoses da sociedade.
5. A resolução conseguiu agradar a quase todos. Para os que estão contra, a inconstitucionalidade faz todo o sentido por razões ideológicas. Para os que estão a favor, se o referendo se realiza-se, ganharia por larga margem o «não», logo, actualmente ainda não é um ‘não assunto’.
6. Não há sexto ponto, mas mal fiz «Enter» ele apareceu.
7. É tudo.
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Já não jornadeava pelo Twitter há imenso tempo. Não é ‘a minha rede social de eleição’, mas depois disto, acho que o cânone modificou-se. Após a ver o Programa Prós&Contras na RTP, vou encontrar isto.

                       

Louvores para a RTP, e o seu serviço público, que solicitam a pessoas como Fernanda Câncio para a sua participação. Multifacetada, os despautérios não se esgotaram no pequeno ecrã, estendendo-se simultaneamente [Em directo] a estiradas como;

- “olha esta diz que há praxes entre jornalistas. sinto-me excluída”; 


- “esta miuda é q deve ter bebido uns belos shots d absinto”;


- “nao ha paciencia para este vera cruz”, entre muitos outros.
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Tinha dito a mim mesmo que havendo inúmeros capas negras a usar da sua experiência [essa sim, útil], explicando ao mais desconfiado dos ignorantes o que é a Praxe, não iria também eu, passar por essa situação.

Ora foi precisamente por ignorância, que me vi com a necessidade de deixar umas palavras relativas à celeuma patética que se erige em torno das praxes, e especialmente às infelizes afirmações que acabei de ouvir de um tão popular Miguel de Sousa Tavares. Lamentavelmente doloroso.

Em primeiro lugar, não posso deixar de lamentar o triste desfecho dos cinco cidadãos, e assim envio as maiores condolências às famílias.

E de seguida, [para não fugir ao tema], umas das tragédias desta ‘Odisseia Praia do Meco’, é achar-se que o problema é a Praxe.

Não se deve gerar um pensamento fundamentalista a favor ou contra as Praxes, muito menos discuti-lo de forma exaltada, debaixo de uma tragédia.
Sou péssimo para ensinar, tenho consciência disso, mas posso tentar.

Para os menos informados, todo o ritual aplicado nas praxes, assim como a própria etnografia das vestimentas (vulgo trajes), têm os seus conceitos, que diga-se, nobres. Debaixo de um traje e capa negra, vive a justiça do princípio da não discriminação, afinal a sua criação em Coimbra, ensina-nos que entre trajados, não existem classes subordinadas, dissemelhanças de cultura, distinção de país, ou mesmo desníveis financeiros. Todos são iguais.

Relativamente aos rituais utilizados, sempre visionados por órgãos hierarquicamente superiores, [Directores de Praxe, Director de Curso, Tribunal de Praxes, Associação de estudantes], têm a seu cargo entre outras responsabilidades, promover uma verdadeira integração na comunidade académica assim como recusar acolhimento ou apoios a acções que põem objectivamente em causa a liberdade e a dignidade humana.

Ingenuamente julguei ser esta matéria assente, mas como aparentemente não é, eu repito;

‘As práticas de humilhação e de agressão física e psicológica com carácter fascista’ [Dr. Mariano Gago], não são Praxes. O ‘Bullying institucionalizado’ [Dr. Marinho e Pinto], não são Praxes. O exercício masturbatorio de um poder, não são Praxes.

Os excessos podem porventura ocorrer nas Praxes, assim como acontecem na nossa vida, no entanto aquele (não tão pequeno) grupo de pessoas, que ao estilo de Miguel de Sousa Tavares, Pacheco Pereira, entre os demais, têm atacado desmesuradamente as Praxes académicas, apontando-as como sendo directamente responsáveis pelo desaparecimento dos cinco jovens na Praia do Meco, estão a entrar no semelhante e ignóbil raciocínio de criticar os homens ou mulheres no seu género, porque um dia alguém traiu.
O conceito de «Praxes», «Homens» ou «Mulheres», são absolutamente distintos de «Praxes abusivas», «Homens infiéis», e «Mulheres adúlteras».

Por fim, julgo inteiramente assombrosa esta capacidade que os fundamentalistas tapados de um peso ideológico, apinhados de ignorância quanto ao tema, caracterizam erroneamente as Praxes á luz dos últimos acontecimentos mediáticos; quando ainda este ano, despontaram ‘Praxes solidarias’, em que ofereceram alimentos a famílias carenciadas, pintou-se igrejas em mau estado, melhorou-se prédios danificados, e benfeitorias a bairros problemáticos são tão somente banalizadas. Esta hipocrisia é extrema e desnecessária.

Um Caloiro, um Pato, um Doutor, um Veterano, um Director de Curso, um Dirigente associativo, um estudante, um cidadão, eu, Ivo Almeida.

PS: Quanto á responsabilidade jurídico-criminal, relembro que nem provado está que o cenário seja resultante de alguma Praxe, para não dizer especificamente que todos maiores, estavam no local voluntariamente.
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É um facto que já Pessoa dizia «existir no silêncio a mais profunda sabedoria».
Não posso deixar de concordar a fundo com o nosso distinto Português.
 
Todavia, o que mais espécie me faz, é que esta só é uma realidade tão evidente, em razão da mais profunda ignorância, se manifestar tantas vezes no maior dos palratórios confiantes de certeza.
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Eu sei quem levou anos a responsabilizar juízes enquanto classe, e agora cessante, apela ao bom entendimento destes, pois descobriu nesta nova perspectiva, que [afinal] todos são imprescindíveis à administração da boa justiça em Portugal.
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Hoje o dia ficou marcado como um dos mais negros na casa da Democracia.

Não fosse este, resultado premonitório de um cavernoso futuro nos quadros do PSD, e até poderia ser quase espirituoso. Mas não é. Nada disso.

Hoje só existiu um partido político a votar, e mesmo esse, votou dividido e quebradiço.
Quando exclusivamente um partido vota uma proposta de referendo, e para isso é obrigado á disciplina de voto, e isto só pode ter uma interpretação simples; - Não existe assentimento no parlamento quanto à pasta na mesa.

Esse facto, quer se queira ou não, borra toda uma competência/legitimidade só por si.
Emerge assim, um referendo oportunista, assente na prognosticada vontade de um povo, que na realidade, apenas circunscreve o referendo a um utensílio dilatório. Um plano artificial.

Em súmula, apareceu oposição, vislumbrou-se votos contra o próprio parceiro de coligação [CDS], deu-se a demissão de uma vice-presidente [PSD], emergiram inúmeros votos «against heart», e por fim, ocorreram inúmeras declarações de voto por parte de deputados do PSD e CDS, no mínimo humilhantes para a Assembleia da República.
No mínimo, extraordinário.

Louvores para este esboço de referendo, que felizmente nunca o será.
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Peço previamente as minhas desculpas aos castos, mas este meu lado de espectador inveteradamente romântico não se me autoriza de abordar o tema na perspectiva mais conforme [Da nação].

Desculpem, mas um Presidente Francês a fugir aos media [ainda que mal] em cima de uma mota, para se ir juntar em segredo com a sua apaixonada; torna-se assim um chavão imperativo para qualquer livro ou filme no dia de São Valentim.

James Cameron, mãos à obra nisso, por favor.
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