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CrIvo de Almeida™



Na impossibilidade logística de agradecer todas as mensagens de Natal, deixo aqui o meu muito obrigado, assim como o desejo sentido de que este Natal tenha sido revitalizante de paz, tradição, e especialmente princípios nobres no coração de todos nós.

O (re)inicio de um pensamento livre, mas que este cresça verdadeiramente de uma liberdade útil. Uma reflexão mais vertida na sociedade e não tanto na pessoa-singular. Um pensamento como pessoa una, vai concentrar-se de alguma forma no seu engrandecimento e beneficio, enquanto porventura dever-se-ia focar na igualdade.

Igualdade como resposta. Igualdade, pois desta surge a justiça, impugnando as divergências culturais, financeiras e intelectuais. Igualdade para trazer o respeito social e humano.
Que este Natal seja realmente instigador de uma fraternidade influente para o equilíbrio social, especialmente nestes períodos mais rigorosos que atravessamos.:.

Obrigado a todos.
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Aquele (não tão pequeno) grupo de pessoas, que ao estilo de Mariano Gago, têm atacado desmesuradamente as Praxes académicas, apontando-as como sendo directamente responsáveis pelo desaparecimento dos cinco jovens na Praia do Meco, estão a entrar no semelhante e ignóbil raciocínio de criticar os homens ou mulheres no seu género, porque um dia alguém traiu.

O conceito de «Praxes», «Homens» ou «Mulheres», são absolutamente diferentes de «Praxes abusivas», «Homens infiéis», e «Mulheres adulteras».
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Os confrontos entre manifestantes e a polícia continuam incessantes em Kiev. Da forma renovada como sucedem, pode dizer-se tudo, menos que estes amotinados não estejam desassossegados com as direcções que o país toma.

De facto, só me ocorre uma motivação de extrema grandeza, que faça com que estes manifestantes protestem com violência a uma temperatura de 10 graus negativos. O Medo.

É de gente que sabe o que quer, e melhor, o que não quer.

É na minha perspectiva um apavoramento da ‘noite comunista’ que os Ucranianos têm vindo a espreitar. Desde logo, a convicção que o regime comunista deixou marcas profundas naquele país.

Digo isto, porque não me parece de todo bastante, o facto de estar pendente o pedido de adesão á UE, valorizando-se a acoplagem á Rússia.

É este um povo que testemunhou a democracia, e não mais quer abeirar-se sequer de quem, com repressão lha arrancou durante muitos anos, amontoando uma miséria geral, que exaltando inúmeras percas humanas.
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Foi com profundo pesar que recebi a notícia da morte de Nelson Mandela. O mundo deixou ontem ausentar-se um ‘profeta do tempo em que não haverá escravos nem indignos’. Lições de paz, liberdade e humanismo que nos deixaram, ficando a obra. Partiu ontem um prémio Nobel da Paz que considerava que o ódio se aprende, mas aprender o amor era sempre mais fácil.

Solto aqui as minhas sentidas condolências á família, e, quer se queira ou não, deixo-as similarmente e infelizmente, a uma humanidade que fica mais pobre.

--/--
Não podia falar do assunto ‘Mandela’, sem arrolar ao texto, o que Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República enviou a Jacob-Zuma. Vernaculamente, palratório de Presidentes.

Entre as inúmeras apreciações sentidas, e compaixões pesadas, Cavaco, ainda solta a sua colossal apreciação pelo legado deixado por Mandela. Vai mais distante, em repuxados vocábulos que preadivinham que o seu conceito de coragem, liberdade e humanismo, se perpetuem por gerações.
Ora, tudo isto pode revestir aspecto absolutamente exemplar, e até apropriado á situação pesarosa.

No entanto, em 1987 era o mesmo Cavaco Silva o Primeiro-ministro, quando votou contra uma resolução das Nações Unidas que tratava precisamente da libertação de Nelson Mandela então detido há 25 anos.
Hoje desfaz-se em lamúrias (hipócritas?) para a África do Sul.

Das possíveis considerações que a morte de um homem indulgente nos permite analisar, é sem dúvida a constante inclinação do Ser humano em valorar o homem-vivo de forma distinta do Homem-memória, ou do homem-obra. Sim, 80% das homenagens são pós-mortem.
Se me entendem, vou evitar a divulgação das minhas pinturas sem valor, sob risco de falecer contra vontade.
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«Talk sense to a fool and he'll say you're foolish»

Euripides
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Há dias que a minha troika privada se patenteia.

Lá vem ela com um prejuízo que como só ela sabe, sabota a posteridade breve, austeriza a dignidade, decência e o bom-nome.

A violência verbal é um comprimido muito forte, que se arremessa ao alvo, sem lembrar que os efeitos subalternos são muito mais nefastos que os primeiros.
Não somente por isto, embora também, é extraordinariamente incipiente travar uma discórdia onde empregamos todos as inferiores, vis e mais funestos recursos.
Incipiente porque a partir daí, não mais há triunfo.

Ambos os lados sofrem, ambos os lados retiram-se derrotados de mil e uma formas, ainda que não saibam.

Pratiquem o desarmamento interno. Significa este, absolvermo-nos de inúmeras comoções negativas, que exclusivamente redundam em impetuosidade na violência.

Para não se tatuar espinhos incessantes na alma, faço-o, e apelo a todos, que se desengatilhem internamente, e sejam um pouco mais felizes e fraternos.
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Deixem-se disso gente!

Imploro diariamente que uma luz desça á terra e subtraía ás infindas aptidões humanas, aquela capacidade que desponta em cada uma, quando ao não saber o que verbalizar, então refugiam-se em aforismos obtusos.

- “Às vezes é no meio da escuridão, que se vê melhor a luz”.
- “Às vezes é quando estamos no meio da multidão, que estamos realmente sozinhos”.

E a humanidade diz de urgente, “olha, bem visto!”.
Vamos lá tentar. Se alguém profere;

- “Às vezes é quando uma coisa mais parece uma coisa, que é o contrário dessa coisa!”

Não é uma grandiosa ajuda, nem mesmo um discurso brilhante. Às vezes é só parvo.
Só para que conste.
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Os tribunais, assim como todo o sistema judicial deve operar no sentido da descoberta da verdade material, respeitando por sua vez a verdade processual.

Não sei até que ponto conjunturas análogas a esta, podem ser reflexo de uma amplificação da Verdade Formal em prejuízo da Material no sentido em que, porventura, possa não verter uma justiça social efectiva.
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"Arquiva-se o processo na tentativa de desanuviar a tensão última entre o estado Português e Angolano".

Deste modo, é com este desventurado e desgostoso dedo, que aponto o corolário factual de uma indigente Magistratura, que se deixa invadir num presumível equilíbrio político, abandonando a sua idoneidade e função, na descoberta da verdade material, conforme os ditames jurídicos.
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Ainda me recordo da mescla de cheiros vindo dos incontáveis restaurantes castiços e de preços despretensiosos.

Aparecia o clamor do palhaço que esguichava água, e os dedos pegajosos de surripiar o algodão-doce do primo. Em seguida, lá voava eu para a lua como o maior dos astronautas, enquanto preservava o mundo vinte vezes ao lado do super-homem.

Não bastante, tinha ainda tempo de entrar em saloon de faroeste, e salvar a donzela mais formosa, das cordas que a amarravam.

Na dimensão dos sonhos, de universos encantados com majestades, dragões e princesas, tudo se tornava possível.
Os mais pequeninos, defrontavam os seus desassossegos entre gargalhadas, sorrisos e animação.

Era isto e muito mais, que impelia milhares de pessoas a divertirem-se neste espaço no centro de Lisboa.

Hoje com um frio depressivo, jazem inúmeras exultações dentro de quatro muros débeis de acabados. No centro de Lisboa, vive o Adamastor das memórias distantes, o antídoto da esperança.

Senhores governantes acreditem, nem só de números vive o homem.
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São absolutamente tormentosos os cenários que o tufão Haiyan debelou na sua passagem pela cidade de Tacloban. Avança-se com mais de 100.000 mortos, e 600 deslocados que não têm acesso a água ou alimento.

Fica na narrativa incompreendida litros de lágrimas por secar, milhares de corpos por honrar, e sofrimento do tamanho do mundo por parte dos desafortunados que já só vivem fisicamente.

É especialmente a estes últimos, que deixo o meu pesar e enternecido testemunho.

Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado, até que seja enfrentado.
Com esta máxima, creio na intelectualidade dos líderes mundiais, para o amparo premente a estes nossos, e dignos irmãos.

A todos eles, um abraço fraterno.
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O vulgar, é muitas pessoas acordarem ao toque. Outras com o timbre de quem as chama, ou então até mesmo com ruídos que lhes varrem o sonho e desabotoam os olhos.

Acordar ao teu lado, é nada menos que ser acordado pela tenuidade do aroma. Afinal, a fragrância pode acordar-me.

Acordar ao teu lado é o aconchego inigualável das torradas quentes, um dia que se estreou num sábado, e os relógios param só para mim.
Só. Porque o restante é acordar sozinho.
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«Se um dia for vedeta, quero sempre manter um pé na sarjeta».

Há vários intuitos que tornam imprescindível saber conservar distâncias. Seja por reserva pessoal, por conservação intelectual ou até por amor. Sim, o amor pode distanciar duas ou mais pessoas.

No entanto, a superior e mais difícil distância de todas, é aquela que nos afasta de nós próprios. Suspeito dizer que seja conjuntamente a mais proveitosa de se desenvolver.
É sobretudo em ápices de palmas, abraços, glórias e sucessos, que a distâncias de nós próprios faz ainda mais sentido.

A vizinhança de nós connosco, faz com que andemos constantemente a auto elogiarmo-nos, enaltecendo em arco de luzes pomposas. No seu extremo, não mais andamos; levitamos.

É o distanciamento entre cada um de nós e o produto dos nossos feitos, que consentem o lugar para a crítica essencial.

«Se um dia eu for vedeta, quero sempre manter um pé na sarjeta».
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É estupenda esta habilidade de se admirar um livro por tudo, menos o que lá vem escrito. Faz-me rejubilar esta capacidade que o Homem tem de se apaixonar por um quadro, do qual nunca viu as cores. Mas a paixão está lá!

Hoje enquanto eu almoçava de figura especialmente desentendida; - (não fosse a repulsa pelo que ouvia exteriorizar-se pelos olhos) - ostentava-se um cliente, dizendo que era o «José Mourinho a colocar azulejos nas paredes».

Alguém perdia tempo a dizer, “Não te deves gabar oh Zé!”; senão quando «o Zé» contrapõe lá do pináculo da sua sapiência;
- “Não me devo gabar? Olha o Mourinho! Ele gaba-se e todo o mundo se cala porque sabe que ele é bom! Mau é quem se gaba sem ser nada de jeito!”

Por mais que se estude áreas diversas, para mim o Homem continua a ser o objecto de estudo mais complexo e cativante.

Neste caso do José Mourinho por exemplo, há pessoas que são autênticos embaixadores de Portugal no estrangeiro, mas nem por isso devidamente agraciadas.

Parte das que gostam, admiram, apreciam, apoiam e protegem; existe ainda parcela que «Gosta do livro sem saber ler».

Concebam só o que sucedia, se fosse exequível trazer o Sr. Padre António Vieira, para dissecar o seu “Sermão de Santo António aos peixes”, sobre o qual este nos chamava de «criativos», pois a alegoria se dirigia realmente aos peixes e nunca aos homens.

Era o escarcéu! Mas admiração por tão bela escrita, certamente que se mantinha em cada um de nós, ainda que por razões quase adversas.
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Em tempos não muito idos, Pedro Passos Coelho solicitou participação do líder do maior partido da oposição, para um ‘governo de salvação nacional’ (ou espécie - interroguem o PR), que acabaria a ser governado com natureza tricéfala. (PSD, CDS e PS)

António José Seguro declinou a proposta de participar no governo sem sufrágio.

Soltou-se a repulsão imediata do PM e restante governo, com a posição de António José Seguro.

Será esta indignação efeito de amnésia grave, ou sou eu o mesquinho que tem o cisma de ter boa memória?
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É amargura rude aperceber-me que cada vez gosto menos do Português moderno.
Para claras compreensões, deixo aqui uma reacção da Igreja Católica ao Decreto-Lei de 20 de Abril de 1911. (que veio decretar a ‘Lei da separação’)

«Receava-se a dureza, veio a atrocidade; receava-se a sujeição, veio a tirania (…). O que contém o diploma? (…) Injustiça, espoliação, opressão, ludibrio (…). A Joeira de Satanaz(s) vai trabalhar (…) Senhor estou pronto para ir convosco ao cárcere e á morte.»
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Continuam a forçar-nos a olhar para as reformas e pensões, como um beneficio de solidariedade social., quando foi, é, e sempre será, um Direito dos contribuintes.
E agora com efeitos retroactivos?

Não se alterem conceitos, muito menos os efeitos directos dos mesmos.

Vergonha.
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Para qualquer Juiz, diligenciar em Oeiras deve ser o fastígio da preferência. Tudo é mais célere nesta comarca.

Em sede de «finalidade das penas», notem que em Oeiras acautelam a reinserção do agente na sociedade muito antes de o mesmo ser libertado.

É o sucesso na Justiça.
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A mentira é a meu ver, a suprema prova de deslealdade e inconfidência. Há gente moderna que tende a fazê-la coexistir com a amizade.

Ridículo.
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Mesmo após Pedro Passos Coelho em declarações oficiais ter vindo acolher uma «derrota estrondosa» para o PSD, ainda se insurgem laranjinhas revoltados, na vã tentativa de apaziguar a sua dor, arrastando o PS para uma análoga derrota. (PS derrotado?)

Verbalizam que é em pelo facto do PS ter perdido autarquias de alguma utilidade.

Bem, perder autarquias e ganhar autarquias, é trivial a todos os partidos, (desta vez) com a prerrogativa do BE que unicamente experimentou a primeira.

No entanto, parece-me ponderado que se considere vencedor de umas legislações autárquicas, o partido que chega ao fim das mesmas com o maior número de autarquias. Esse partido foi o PS.

Acrescento ainda, que no sentido dos resultados conquistados, torna-se incongruente identificar o PS como derrotado. Afinal, um partido que além de atingir o maior número de autarquias, regista também o seu melhor resultado de sempre, «derrotado» é grotesco.

Bem, 150 Câmaras, é exclusivamente o melhor resultado de qualquer partido em Portugal.

Derrotado?
Vamos lá tentar notar o mundo com olhos empenhados de quem se exime de toda essa limitação, que se chama facciosismo, fanatismo e intolerância.
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