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CrIvo de Almeida™

É estupenda esta habilidade de se admirar um livro por tudo, menos o que lá vem escrito. Faz-me rejubilar esta capacidade que o Homem tem de se apaixonar por um quadro, do qual nunca viu as cores. Mas a paixão está lá!

Hoje enquanto eu almoçava de figura especialmente desentendida; - (não fosse a repulsa pelo que ouvia exteriorizar-se pelos olhos) - ostentava-se um cliente, dizendo que era o «José Mourinho a colocar azulejos nas paredes».

Alguém perdia tempo a dizer, “Não te deves gabar oh Zé!”; senão quando «o Zé» contrapõe lá do pináculo da sua sapiência;
- “Não me devo gabar? Olha o Mourinho! Ele gaba-se e todo o mundo se cala porque sabe que ele é bom! Mau é quem se gaba sem ser nada de jeito!”

Por mais que se estude áreas diversas, para mim o Homem continua a ser o objecto de estudo mais complexo e cativante.

Neste caso do José Mourinho por exemplo, há pessoas que são autênticos embaixadores de Portugal no estrangeiro, mas nem por isso devidamente agraciadas.

Parte das que gostam, admiram, apreciam, apoiam e protegem; existe ainda parcela que «Gosta do livro sem saber ler».

Concebam só o que sucedia, se fosse exequível trazer o Sr. Padre António Vieira, para dissecar o seu “Sermão de Santo António aos peixes”, sobre o qual este nos chamava de «criativos», pois a alegoria se dirigia realmente aos peixes e nunca aos homens.

Era o escarcéu! Mas admiração por tão bela escrita, certamente que se mantinha em cada um de nós, ainda que por razões quase adversas.
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Em tempos não muito idos, Pedro Passos Coelho solicitou participação do líder do maior partido da oposição, para um ‘governo de salvação nacional’ (ou espécie - interroguem o PR), que acabaria a ser governado com natureza tricéfala. (PSD, CDS e PS)

António José Seguro declinou a proposta de participar no governo sem sufrágio.

Soltou-se a repulsão imediata do PM e restante governo, com a posição de António José Seguro.

Será esta indignação efeito de amnésia grave, ou sou eu o mesquinho que tem o cisma de ter boa memória?
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É amargura rude aperceber-me que cada vez gosto menos do Português moderno.
Para claras compreensões, deixo aqui uma reacção da Igreja Católica ao Decreto-Lei de 20 de Abril de 1911. (que veio decretar a ‘Lei da separação’)

«Receava-se a dureza, veio a atrocidade; receava-se a sujeição, veio a tirania (…). O que contém o diploma? (…) Injustiça, espoliação, opressão, ludibrio (…). A Joeira de Satanaz(s) vai trabalhar (…) Senhor estou pronto para ir convosco ao cárcere e á morte.»
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Continuam a forçar-nos a olhar para as reformas e pensões, como um beneficio de solidariedade social., quando foi, é, e sempre será, um Direito dos contribuintes.
E agora com efeitos retroactivos?

Não se alterem conceitos, muito menos os efeitos directos dos mesmos.

Vergonha.
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Para qualquer Juiz, diligenciar em Oeiras deve ser o fastígio da preferência. Tudo é mais célere nesta comarca.

Em sede de «finalidade das penas», notem que em Oeiras acautelam a reinserção do agente na sociedade muito antes de o mesmo ser libertado.

É o sucesso na Justiça.
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A mentira é a meu ver, a suprema prova de deslealdade e inconfidência. Há gente moderna que tende a fazê-la coexistir com a amizade.

Ridículo.
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Mesmo após Pedro Passos Coelho em declarações oficiais ter vindo acolher uma «derrota estrondosa» para o PSD, ainda se insurgem laranjinhas revoltados, na vã tentativa de apaziguar a sua dor, arrastando o PS para uma análoga derrota. (PS derrotado?)

Verbalizam que é em pelo facto do PS ter perdido autarquias de alguma utilidade.

Bem, perder autarquias e ganhar autarquias, é trivial a todos os partidos, (desta vez) com a prerrogativa do BE que unicamente experimentou a primeira.

No entanto, parece-me ponderado que se considere vencedor de umas legislações autárquicas, o partido que chega ao fim das mesmas com o maior número de autarquias. Esse partido foi o PS.

Acrescento ainda, que no sentido dos resultados conquistados, torna-se incongruente identificar o PS como derrotado. Afinal, um partido que além de atingir o maior número de autarquias, regista também o seu melhor resultado de sempre, «derrotado» é grotesco.

Bem, 150 Câmaras, é exclusivamente o melhor resultado de qualquer partido em Portugal.

Derrotado?
Vamos lá tentar notar o mundo com olhos empenhados de quem se exime de toda essa limitação, que se chama facciosismo, fanatismo e intolerância.
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Sempre fui acérrimo patrocinador do compromisso de sufragar. O artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, sempre me pareceu aprumadinho e pimpão.

É um dever cívico, e acima de todas as classificações, é a única forma de exercer o maior dos poderes que enquanto povo embargamos; «o de escolher e delimitar o nosso futuro».


Ainda que as opções de escolha sejam entre o meu e o péssimo, é de ressalvar que entre votos em branco, e estratégias de nos fazer ouvir enquanto cidadãos, o importante é fazer um voto activo.


De tantas pessoas, aquelas que não votam; pouco me diz a sua indignação. Pouco me diz a sua revolta pelo rumo do país, e pouco me diz a sua resistência ao sistema que o governo implementa. De facto, nada me diz tudo isso. 


Reprovam tudo e todos, e olvidam que a sua insurreição deveria ter sido «sentida» no dia das eleições. Mas não. Optam o não-voto, agendando ulteriormente a sua luta por através manifestações, brados e insultos extemporâneos, onde já de pouco vale.
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Causa-me genuína agitação, os Portugueses não dedicarem efectivamente o seu voto ás pessoas que nos governam.

Ainda no Domingo Ângela Merkel ganhou as eleições, e nós nem votámos.

Viva a ‘Demo!’, que também é ‘Cracia!’.
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Certo é que, refutar a ignorância alheia, é cair numa igual ignorância, ou pior. A postura elegante é ignorar.

Por outro lado ignorá-la, é que nem refeição vegetariana. Tem (quase todos) os nutrientes necessários, mas jamais nos sentimos inteiramente saciados.

Certamente que isto se resolve com maturidade.

Aceitam-se sugestões.
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Ao meu lado loira, não obesa mas cheia, tinha o seu primeiro encontro de café com o mecânico, da sua irmã.

Vestida de ganga justa ás curvas, embora sóbria, prescindia toda a pro-actividade emocional para o sofisticado mecânico que de camisa branca, respigava distintos argumentos para a convencer da sua nobreza e distinção.


- «Podes não ter namorado, mas tens muitos pretendentes de certeza»


Em clara negação com a mente, ela retribuía negativamente ás investidas dele, – no esforço de o agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava – 


Por outro lado, mesmo que sem pergunta, fazia este mecânico tema, o de enfatuar-se, discorrendo das mil e uma mulheres que o desejavam, e ele somente considerava a que estava á sua frente. Tudo isto, – no esforço de a agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava –


Hoje, acho absolutamente ignóbil esta forma de aleitar, gerar, fazer nascer algo pelos caminhos surreais. Iniciar um caminho pela ostentação, falando do que não é, abordando o que nunca foi, para agradar ao que se pensa ser. Esquecer que somos todos susceptíveis a esta debandada (assustadora) de metamorfoses da sociedade, pelo que, dá-se o não tão raro acaso, de encarar-mos numa mesa de café, com alguém precisamente como nós. 


«Era uma vez, um embuste a criar paixão» Não é uma história de facto, mas infelizmente as crianças hão-de aprender.


Sim, hoje não se criam relações, antes empresas. As partes, somente comerciais de si próprios.
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Doutor, feche os livros e ria da ciência - Tire a gravata Doutor, e por uma vez, peço-lhe, cale os seus olhos.
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As Oréus estão ao rubro!!!
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Se dizem que na Internet, todos nós podemos ser o que quisermos, então porque razão tanta gente escolhe ser estúpida?
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Falamos de risco. Pequenina crescida de mortíferos ataques. Nível bélico superior ao químico, não há G20 que sossegue, ‘Obamas’ que reivindiquem, ou concertações que apazigúem esses ataques categóricos. 
De design aerodinâmico para distribuir sofrimento, saudades, saudades, mágoas e todas as outras que a ciência não classificou. 
Daquelas que fazem o estômago ir á boca e voltar ao sitio habitual. Tudo no mesmo fuso horário. 
Predadora eficaz, ali se reúne todos os apetrechos úteis ao disparo.

Nem vale a pena falar em camuflagem. Mestre da arte da discrição, de semblante brando, hábitos bem-nascidos, encanta de viola do lado canhoto, da mesma forma que dança aquele sinal do lado direito do coração.


O humano que invulgarmente dorme.
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Como nunca antes sucedera, aceitei o auxílio de uma amiga para a crónica mensal.
Tinha até á meia-noite, para fazê-la chegar á redacção, para posteriormente ser editada e publicada.
Mesmo de empenhos aglomerados em solidariedade, não foi possível a entrega em prazo útil.

Incapaz de ficar desgostoso com o decorrido, encontro-me por sua vez, orgulhoso do texto que me chegou para “eu alterar”.

Texto esse que ao invés de alterado, o reproduzo na integra, da forma que me chegou.

“A mudança é difícil, mas mais difícil ainda é quando se decide realmente fazer. No entanto é também a mudança mais necessária.
Quando é essencial tomar alguma decisão importante as pessoas deixam sempre para depois. Aliás o provérbio “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” não se aplica no povo Português, sendo mais “se podes fazer amanha porquê fazer hoje?”
Será o medo do desconhecido? O orgulho? A resistência? A ambivalência?
Num dia como tantos outros, esperando pela minha boleia começo a ouvir um grupo de jovens a falar sobre o peso. Cliché feminino.
Ao olhar, reparo que a jovem mais “cheiinha” está agarrada a uma tablete de chocolate, a comer com os olhos e empanturrar-se com a boca. “Vocês são tão magras e olhem para mim ”, frase que me ficou na cabeça. Repito agarrada a uma tablete de chocolate.
As amigas, pelo menos naquele momento, com uma pancadinha nas costas confortam a adolescente dizem “oh não digas isso, estás óptima”, olhando umas para as outras com um olhar que mostrava o oposto.
Querer mudar é fácil, aliás querer é fácil. Mas decerto nunca ninguém conseguiu algo apenas por teoria.
O primeiro passo para superar essas resistências é mudar a nossa forma de pensar sobre a mudança. Não nos vamos dando conta, como o medo de mudar vai ocupando tanto da nossa vida, começamos a tecer uma teia que aos poucos nos vai imobilizando. E muitas vezes falta discernimento e coragem para interromper esse ciclo vicioso.
Comece por mudar o pensamento, "Eu espero que as coisas mudem", para o pensamento, "A única forma de as coisas mudarem é quando eu mudo"


Patricia Henriques

Obrigado.
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Os olhos são inúteis sempre que a mente é cega. O contínuo e necessário aperfeiçoamento do carácter, é na sua boa forma, libertar a mente de tanto que o vicio a prende.

Só assim podemos todos nós chegar tanto quando possível, ao máximo do nosso potencial, e por sua vez auxiliar o próximo.'.
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Salvo o devido e merecido respeito por entendimento distinto,
é aqui que o Juiz deixa de ser julgador, e abraça a política.

“(…) entendo que tal limitação é apenas territorial e não funcional. Ou seja, apenas se aplica àquele concreto município e não a um outro.
Defender posição contrária é, antes de mais, uma menorização e perda de confiança no funcionamento das regras da democracia e do princípio democrático no sentido em que revela mesmo uma desconfiança perante a livre decisão dos eleitores nas urnas (…)”

Trecho retirado do ACÓRDÃO N.º 480/2013, do Tribunal Constitucional, relativo ao recurso de impugnação á candidatura de Luís Filipe Menezes á Câmara do Porto.
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Acrescento, estamos na presença do mais recente modelo sexy homo sapien otariens.

Palmas por favor!



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Luís Filipe Menezes, candidato do PSD á Câmara do Porto, assegurou agora um espectáculo musical com o artista Tony Carreira a encerrar a sua campanha.

Tony Carreira, aufere por cada espectáculo 45 mil euros. (como se pode verificar http://fama.sapo.pt/fotogaleria/tony-carreira-cobra-45-mil-euros )
O orçamento (que é público) de Luís Filipe Menezes, fixa 10 mil euros para espectáculos e actividades lúdicas.

É este um absoluto e fiel retrato da classe politica a mais no nosso país.
Enquanto existir flagrantemente politica de executivo, e politica para campanha, jamais o nome do país consistirá em primeiro lugar de considerações.

Com este cenário de gerência, é caso para comunicar que se era um «sonho de menino», este nosso Luís que ponha os pés na terra, seja íntegro em detrimento de político de campanha.

Com Luís Filipe Menezes no Porto, «Depois de ti mais nada».



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.: Timeo hominem unius libri :. Ridendo castigat mores :. Ne quid nimis .:

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