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CrIvo de Almeida™

O paradigma da justiça em Portugal alterava-se assim que o bastonário da ordem dos advogados fosse algum dia ministro da justiça.

1 – Os passarinhos gritariam de alegria;
2- Os juízes jamais poderiam exercer o seu poder brutal sobre os cidadãos;
3- Só poderia ser um dia juiz, quem fosse eleito através do voto popular e, aí sim, imbuído do poder divino, que só o povo pode conceder pelo voto, poderia exercer o seu poder;
4- Sim, porque para o Bastonário da Ordem dos Advogados, os juizes têm poder, não têm deveres;
5- E então, o juiz teria de se candidatar em listas organizadas, prometendo fazer a melhor justiça;
6 – Distribuindo cartazes e autocolantes pelas ruas da comarca;
7 – Só assim o povo conheceria e respeitaria o juiz;
8 – Certamente, tanto melhor justiça faria o novo juiz, quanto o ajudassem a alcançar tão poderoso cargo;
9 – Numa genorisidade que o juiz iria, com generosidade, distribuir aos apoiantes;
10 – Os que tiveram o desplante de apoiar outros para juizes, teriam de passar a ter alguma cautela extra com a sua vida;
11 – Mas que paraíso seria a justiça no novo mundo do Bastonário da OA;
12 – O mundo da justiça do Bastonário da OA precisa de si para ministro;
13 – E os passarinhos gritariam de alegria...


Autch.
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Não há droga para isto. Comentava hoje com a minha mãe a caminho de casa, que não obstante a cada pessoa ter as suas próprias manias, feitios, e personalidades, teria de existir algo caracteristicamente comum entre as mulheres. (Não sei se teria mesmo, mas reunia toda a piada para mim que assim fosse). Aquele aspecto que independentemente do estado, local ou momento, todas elas partilhassem. O imperativo, que não conseguissem de forma alguma fugir. Depois de pensar, avancei bravo e orgulhoso com a sentença. As mulheres não sabem aceitar um “não estou interessado” de um rapaz. É oficial. Ele é o melhor do mundo, até dizer “Não obrigado”. Depois disso, ora, depois disso, passa a ser arrogante, convencido, prepotente e até manipulador. Passa a ser conversa fresca entre as amigas, onde se pode pejorar aquele patife que se deve achar. 'Nem foi capaz de olhar para mim! Tem o rei na barriga o pobre coitado'.
Foi pois, nesta quase dissertação que explicava o novo sentido que a palavra 'ressabiamento' me fazia, agora muito mais lógico. Quando no fim, tirei os olhos da estada e olhei para a mãe-silêncio, que respondeu; «Não são as mulheres, são as crianças».
É isso. Seis palavras, e fui calado até casa.
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Os portugueses têm uma habilidade especial para transformar uma boa ideia numa grande trapalhada. Em teoria, a limitação de mandatos para os presidentes das Câmaras Municipais é uma óptima ideia.

Garante a necessária rotatividade nos presidentes dos municípios para combater uma das tendências da democracia nacional no pós-25 de Abril - o nascimento dos dinossauros autárquicos.

Pelo País surgiram vários casos dos presidentes que se confundiam com as câmaras que geriam. Alguns com mérito pelo trabalho que apresentaram. Mas muitos beneficiaram do enviesamento do sistema. Com a desertificação económica e social do interior, as câmaras, as empresas municipais e as instituições sociais ligadas às autarquias transformaram-se nos maiores centros de emprego do concelho. Por isto, tornou-se fácil para os políticos mais habilidosos eternizarem-se no lugar através do controlo dos caciques locais. Noutras autarquias, surgiram as relações perigosas entre a câmara e empresários, com negócios pouco claros.

Por tudo isto, todas as medidas que promovam a transparência na política devem ser aplaudidas. A legislação que define a limitação de mandatos foi aprovada em 2005, durante o primeiro Governo de Sócrates e teve a concordância dos dois maiores partidos: PS e PSD. Tudo parecia seguir no caminho correcto, até que teve de ser aplicada pela primeira vez. Então surgiu a habilidade nacional. Muitos dinossauros autárquicos decidiram aproveitar um vazio da lei para tentar contorná-la. Dão um passo ao lado e candidatam-se a uma câmara vizinha e, desta forma, eternizam-se.

Todos percebemos esta finta à lei menos os maiores partidos políticos que decidiram meter a cabeça na areia. PSD, PS e CDS podiam ter feito uma simples alteração à lei no Parlamento e esclareciam todas as dúvidas, acabando com a barafunda. Preferiram o caos. Com a miopia de quem faz tudo para garantir mais uma câmara e mais uns lugares, avançaram com candidaturas que claramente pisam o risco. Fernando Seara em Lisboa e Menezes no Porto são os exemplos mais óbvios no PSD, mas também há casos no PCP. Agora os tribunais dizem que a candidatura de Seara em Lisboa não poderá avançar. O PSD, em vez de acatar a decisão, insiste e diz que tem outra interpretação da lei. Uma legislação que vai no caminho certo - a moralização da vida política - acaba a ser discutida nos tribunais. É por isto que o fosso entre os portugueses e os partidos políticos é cada vez maior.

É difícil respeitar uma classe política que transmite o pior dos sinais: quer o poder a todo custo, mesmo que para isso tenha de fintar a lei. Esta crise económica, política e social devia servir para mudanças que vão para além do sistema produtivo e da redução das dívidas. Devia servir para uma mudança radical nas políticas e nos políticos. Pelos vistos, os partidos não aprendem.

Para eles, vale tudo.
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A Relação confirmou uma decisão do Tribunal Cível de Lisboa que não autorizava a candidatura de Fernando Seara a Lisboa, devido à lei de limitação de mandatos, uma vez que já tinha cumprido três mandatos na autarquia de Sintra, e o que Fernando Seara faz? 
Apresentou hoje a sua candidatura á Câmara de Lisboa.
Se isto é desrespeitar uma decisão proferida por um órgão de soberania que administra a justiça em nome do povo? Pode ser.
Se isto vindo de uma social-DEMOCRATA ganha nova dimensão, visto desrespeitar directamente o estado de direito e por sua vez a democracia? Sim, é verdade.
Se o Ivo está admirado por isso? De forma nenhuma. 

Seara, que nem bom seguidor das ideologias/filosofias do actual governo, também ele pode não respeitar uma decisão de um tribunal. É um direito que em uniformização de jurisprudência nunca lhe será negado certamente. Seja uma decisão do Constitucional, da Relação ou até Primeira Instância.
O importante é ser coerente, e de tudo o mais, Seara está a ser.
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Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido.
Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados.
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.
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Noticias em ordem do dia!

1- São hoje os tempos em que se dispara as responsabilidades do estado do país para todo o lado e mais algum. O importante é que desapareça, se for para longe tanto melhor.

2- Um banqueiro disse ontem á noite, pomposo, solene e pesaroso, que "andámos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades" (José Maria Ricciardi a Mário Crespo). Como se os bancos não tivessem sido os primeiros a impingir crédito fácil para ganharem, como ganharam, muitos milhares de milhões. Antes tinha metido os pés pelas mãos a não explicar por que motivo traz dinheiro do BCE a 0,5 por cento e o empresta a 7 por cento, como disse o Presidente da República. Depois, negou qualquer conflito de interesses no facto de o BES assessorar a venda da TAP, tendo vendido a sua companhia aérea falida -a Portugália - à mesma TAP. Por fim, achou perfeitamente natural - como não? - que o Governo tenha contratado para assessorar a venda dos CTT um banco (o J.P.Morgan) que, ainda há poucas semanas, queria levar a tribunal por causa dos famigerados swaps. Há entrevistas a banqueiros que deviam ter bolinha vermelha.

3- O governo proibiu os organismos de pagar os subsídios de férias em Junho em razão de não existir fundos para tal. Ressurgiram-se inúmeras vozes a protestar que é absolutamente necessário deste modo, falar no total desrespeito por uma decisão do Tribunal Constitucional, e por inerência imperativa, no afastamento deste executivo do que é a democracia e o estado de direito. É certo que o governo não disse que não pagaria, mas antes que não o faria no prazo acordado também pelo Tribunal Constitucional. Quando/se eu não respeitar um acórdão de um tribunal no relativamente ao prazo, qual me obrigue a pagar uma indemnização, incorro imediatamente numa violação do disposto em sentença, onde por sinal existem imediatamente mecanismos que disparam para me forçar ao cumprimento da mesma. É isto.

4- Por fim, se hoje a marcha de BENFICA ganhar, é certo que vou festejar para o Marquês de Pombal. Que me perdoem, mas tenho este recalcamento de alguns meses, em festejar um título na rotunda mais conhecida de Lisboa. Compreendam!
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O mínimo que se pode dizer é que Barack Obama é um político integro como há poucos, e aqui está a prova de que as suas campanhas políticas foram absolutamente geradas na sua indiscutível sinceridade.

- Quando Barack Obama prometeu que ouviria todos os americanos, eu nunca pensei que fosse literalmente, e muito menos que a senda de vigilância se arrastaria ao resto do mundo.

- Até as estatísticas comprovam esta digna realidade. Quando o próprio atirou que tem feito de tudo para despistar os escândalos de toda a índole, 53% dos americanos disseram estar de acordo com o trabalho que Obama vem a fazer. Os outros 47% estão certamente a ser auditados.

«Yes, we (s)can!»
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Portanto xadrez deve ser isto. Xadrez sem escrúpulos claro. Mas alguém esperava que relativamente á proposta de greve pelos sindicatos, fossem estes de uma vez por todas pensar nos alunos como objecto primordial na defesa dos seus interesses? Claro. Tanto quanto o Ministro da Educação e da Ciência deixou ontem em tom de alerta, a possibilidade de avançar com uma requisição civil para garantir a realização dos exames de Português. Faz sentido! Até porque acho que assim estão reunidas todas as condições necessárias para os alunos realizarem as suas provas livres de pressões, verdade?
Isto de causídico até que é giro. No direito da família  em sede divórcios litigiosos é que vemos amor pela acção, quando os filhos se transformam constantemente em armas de garantia e arremesso para o outro cônjuge  Se nestes casos deviam ser os filhos a entidade por excelência a ser protegida? Pois, secalhar deviam. 
Então e os alunos no caso da greve? Pois, pensem lá nisso.
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Para o jantar me cair mal, nada melhor que a abertura do telejornal da RTP. Como primeira notícia ouvi o relato de um cidadão da Nazaré que só come uma vez por dia, e toma banho de água fria, porque não tem disponibilidade financeira para pagar nem alimentos, nem gás. A segunda notícia tratou de apresentar uma pequena reportagem, onde mostra ao país a entrega de Kits para idosos em risco. Entende-se então por idosos em risco, os que já não têm dinheiro para se alimentar. (Já nem se fala de medicamentos).
Este não é de todo uma publicação politica, é de bom senso. Mudem a táctica, técnica ou estratégia. Por mim, façam o pino! Agora a decadência a que este nosso Portugal chegou, já ultrapassou todos os limites aceitáveis. 

A honra e dignidade das pessoas é algo violado constantemente. 
Não quero prender-me em ideologias políticas, partidos ou ódios de estimação, porque o que falo aqui é bem mais nobre que tudo isso. Há uma enorme carência de valores hierárquicos relativo ás importâncias no mundo. Não se pode politizar o que transcende a vida social, passando para a esfera da vida humana. Urge que entendam a diferença entre temas importantes, e temas fundamentais.
A liberdade politico-governamental executiva, também tem os seus limites.
Se Portugal quando aboliu a pena capital se aclamou democrático e desenvolvido, deixar cidadãos passar fome, é então crime nesta ordem de ideias.
Ponham homens no poder, porque quem admite isto, de humano nada tem. Chega!
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Time heals all hounds, mas não sei se será realmente assim. Consigo ter opinião contrária.
O mais proveitoso no meio de tudo isto, não é tanto a passagem do tempo curar as feridas, mas antes a dor que sentimos, prevenir que as evitemos. Não o faz com um composto social nobre, porque julgo que o medo não deveria levar alguém a parar ou avançar; mas de facto, é esse mesmo medo o responsável por uma posição menos proactiva na busca das nossas vontades e desejos. É essa dor que de noite nos ameaça aos ouvidos do quanto perigoso se torna, caso não paremos a tempo. E se lhe damos ouvidos!
Em tempos de outrora, essa era uma das vozinha desprezíveis, inúteis que só nos faziam parar de viver. Aliás, nessa altura nem importava os arranhões com que lá chegávamos  e os receios ou duvidas eram só uma ventania mais forte, que nem me importunava.

Nos dias de hoje, tudo mudou. Vendeu-se o carro e comprou-se a mota. Agora as quedas doem na falta de 4 paredes, e aparece a voz da minha mãe em luzinha vermelha a dizer “Tem cuidado que agora os para-choques são as pernas”. É mesmo.
Se “Time heals all hounds”, “the pain teach you how to dodge/run away them”.

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A taxa de desemprego em Portugal está a cada minuto mais elevada, e atinge hoje os 17.5% das estatísticas que lhes dá jeito apresentar. (Sim jeito é a palavra certa, porque os desempregados não inscritos no CE não estão contabilizados, assim como os que estão hoje em formação/estágio -chamados POC'S - também passam ao lado desta estatística que tende a ser minimalista). 
O INE precisa mais que nunca de uma entidade independente para fiscalizar as estatísticas apresentadas e a proveniência dos seus resultados. Por sua vez esta entidade independente, necessitará de uma outra entidade independente para fiscalizar e zelar pela genuinidade dos resultados. Entidade esta, que obriga a uma outra entidade independente, com objectivo de... E por aí fora. Vamos ser sérios, pode ser?
A mim ensinaram-me que mesmo no meio de todo o panorama negro, temos de nos esforçar por retirar uma experiência produtiva, e algo positivo de tamanha adversidade. 
É bom sentir que este governo trata de despedir trabalhadores como se não houvesse amanhã (e pela forma como andam a passar fome, não haverá para alguns deles em breve) mas pelo resultado, certamente que tem uma máquina moderna e só joga fora aqueles que eram incompetentes no seu trabalho. Ficam assim ao serviço os demais que passam no casting da máquina governamental e são profissionais exímios. 
Prova disso é o que vos apresento. Deliberou-se sentença condenatória de indemnização ao AA, e para cumprimento da mesma foi interposta acção executória com penhora de bens. Foi marcada data fixa da diligência e recebeu o tribunal o relatório do oficial de justiça (já sei porque os solicitadores de execução são pagos) onde consta por palavras rebuscadas o seguinte significado: 
«A penhora saiu frustrada em razão da executada não concordar com a mesma, e ainda ter alegado a esperança de entrar em acordo com a executante».
Faz sentido? Não pois não. Vá lá ler novamente que eu espero aqui...

Portanto, uma sentença proveniente de um tribunal competente que tem obrigatoriamente forma de titulo executivo; um oficial de justiça que o trabalho dele é penhorar; uma penhora que a função da mesma é garantir o pagamento da indemnização á executante... É isto? E ele no relatório abandona a penhora porque a executada não concorda.
Alguém lhe explique o que é uma execução por favor!

Bem, eu sinceramente só espero que o oficial de justiça não tenha incomodado muito a senhora com a visita. É que isto de aparecer sem ser convidado tem disto.
Resumo, voltou o tribunal a ordenar a diligência, para o mesmo oficial de justiça. Desta vez se não levar bolinhos e rebuçados, ela ainda se zanga mais. Atenção! "Hoje não obrigado, não me dá jeito até porque o mais pequeno ainda não veio da escola e eu fico ralada quando assim é. Passe para a próxima"

É que quase nem se nota o desemprego no país, com profissionais e exigência como estes não é? Que satisfação a minha, é assim que andamos.
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'Ocê não gostava de corpinho sarado e barriga tanquinho'? 

Então vem daí. Hoje foi dia de Capoeira!



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Foi no dia 25 de Maio (sábado último) que tomei posse como delegado conselheiro da Federação Académica para a Informação e Representação Externa para o Ensino Superior particular e privado Português (FAIRe), que tem como principais objectivos representar os estudantes do ensino superior português a nível internacional (nomeadamente Europeu, através de SEU: European Students’ Union, sendo a única estrutura portuguesa a ela pertencente. Ainda a nível mediterrânico, através da MedNet: MEditerranean Network of Studentsm do qual é membro fundador), promover a internacionalização do associativismo estudantil e de apoiar os seus membros associados a nível formativo informático e técnico, contribuindo para que estes se tornem cada vez mais eficazes na sua acção. Actualmente a FAIRe representa 30 associações de estudantes provenientes de todos os subsistemas de ensino (Universitário público, politécnico público e politécnico público e particular e cooperativo) que, por sua vez representam 144.377 estudantes portugueses.
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O ar só por si não é suficiente enquanto não me mate esta sede de ti. É rafeiro. Por falar em ar, no outro dia até comprei um barco á vela mais que bonito, mas não me deixaram comprar uma brisa de esperança. É verdade, as brisas não se compram, e adquirimos assim bens incompletos.
Dizem que se conquistam, mas nada disso é justo quando as ancoras se oferecem.
Já que gravitamos por linguagem náutica, e ao fim de todo este tempo sem vento, quando a tal brisa messiânica aparecer, muda-se o paradigma mas o resultado mantêm-se.
Aí direi, «De que vale o vento, para o marinheiro sem destino?»
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É por situações destas que sou um causidico que não mais acredita na Justiça.

Renato Seabra a monte por Lisboa.

Fica a foto do próprio com os seus mandatários oficiais! (Grande Pedro!)



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É fantástico o quanto apetitosa é a figura do Ivo mais a sua conta do Facebook. Começou por aparecer contas fictícias, fotografias ofensivas para caracterizar-me, e acabou (pensava eu) em 17 mensagens por dia a dizer que tinham tentado aceder á minha conta do Facebook, em vários pontos do país. Não acabou afinal. Hoje durante a tarde acederam á minha conta, colocaram textos, e falaram com 22 pessoas (Julgo eu), pelo chat do Facebook, fazendo-se passar por mim, e ofendendo as mesmas. O local de acesso á minha conta, segundo o email que recebi por parte da administração do Facebook, foi no Marquês de Pombal (Curiosamente). É oficial que não se deve deixar sessão alguma iniciada em computador algum, mesmo que seja num local que achamos ser só nosso, ou reservado a pessoas específicas. Parece que nem sempre é assim, e existem sempre seres pequenos nesta sociedade triste, que têm uma vida tal como são, insignificantes. Às pessoas que foram abordadas, penso já ter entrado em contacto com todas elas e pedido desculpas pelo incómodo, mas por aqui, reitero essas mesmas palavras de lamento pelo sucedido. Desculpem, e obrigado às quem me avisaram.

Tenho como hábito aproveitar (mesmo nos dramas) o que de melhor existe, ou o mínimo que se possa retirar, se assim preferirem. O que é certo, é que ao mesmo tempo que um atrasado mental navegava pelo meu Facebook, me alterava fotos, falava com contactos, colocava frases no meu perfil, retirei o desagrado (talvez normal) de um dos 5 textos que o anormal escreveu “Apesar de nunca terem jogado Monopólio, muitos judeus tiveram a Companhia do gás”. 

Os comentários diversos que lá apareceram, deram ainda de certa forma o pontapé de saída para um debate que me interessa muitíssimo, mesmo afinal, para além de não parecer meu, não ser realmente meu. Nem o texto, nem as fotos, nem as conversas no chat. Mas o debate interessante, passa directamente pelo tema dos limites do humor, o que achei fantástico. É óbvio que muitas pessoas sentem que não se deve fazer piadas a propósito de tudo, o que é precioso. Este grupo de pessoas, ainda que inconscientemente, acaba sempre por delimitar um conjunto de temas acerca dos quais não se tolera que se faça humor. Não sou humorista nem tenho especial piada alguma, mas arrisco-me a identificar Deus; Morte; Poder; Pátria; Religião; Clube de futebol; Sexo; Família; Partido político; Salazar, e a lista continua. Ao vasto conjunto de pessoas de considera que o humor tem os seus limites desenhados de forma intransponível, deixem-me recordar-vos as últimas palavras de Oscar Wilde, proferidas enquanto jazia no seu leito de morte. Limitou-se a olhar para o papel de parede com um padrão e cor de gosto duvidoso, e disse: “One of us has to go”. Uma graçola sobre papéis de parede? Antes do último suspiro? De facto. Isso chama-se sentido de humor.
Tal como explica POSSENTI, o Sírio, o humor nem sempre é progressista. O que caracteriza o humor é muito provavelmente o facto de que ele permite dizer alguma coisa mais ou menos proibida, mas não necessariamente crítica, no sentido corrente. Isto é, revolucionária, contrária aos costumes arraigados e prejudiciais. O humor pode ser extremamente reaccionário, quando é absorvido por alguém de visão veiculadora de preconceitos, caso em que acaba sendo contrário a costumes que são de alguma forma, bons ou pelo menos razoáveis e civilizados, como os tendentes ao igualitarismo, sem dúvida melhores que os seus contrários.
A inquietação gerada por esta nova senda de humor, (Humor Negro - O humor negro é um sub-género do humor que utiliza situações consideradas por muitos como de mau gosto ou politicamente incorrectas, preconceitouso  para fazer rir ou divertir o público menos susceptível, geralmente abordando etnias excessivamente vitimizadas pelo status quo ou por algum evento histórico que façam os outros grupos vê-los como supostas "vítimas" implicitamente), vem demonstrar que Portugal ainda tem muito do pensamento teológico do séc. XIV, e significa que todos gostam muito de rir, desde que seja do vizinho do lado. Todos nós apreciamos uma boa piada, mas alto lá se o político ouvir uma piada de políticos. O músico não gosta de piadas de música, os actores, e chegamos então às pessoas que identificam os assuntos proibidos, e então também não gostam. Não posso discordar por completo desta postura de não gostar de piadas, mas definitivamente não as divido pelo tema, mas antes pela sua oportunidade, ou sentido de oportunidade. Desconfio que antes de ousarmos rir de piada alheia, ou contar uma graçola que seja, deveríamos ter um sentido auto-critico/auto-jocoso, para então posteriormente não acontecer contar-mos uma piada sobre alguém, que quando esse alguém toca num assunto que coabita nos intocáveis, não levarmos a mal.
A semana passada, o carro que conduzia explodiu e ardeu em telheiras. Tínhamos saído do McDonalds, compramos uns cheesburguers, e lá sucedeu o infeliz acidente. Saímos do carro e assistimos ás chamas a consumirem-no. Das inúmeras palavras e imagens que me passavam pela mente naquele momento específico, abri a boca para dizer o seguinte: “Agora os hambúrgueres vão arrefecer, deixa passar o fogo, dás um calorzinho ali no capot”. Por outro lado, quando o telefonista do reboque me questionou por telefone de que cor era o carro, respondi “Depende, portanto temos branquinho de meio para trás, e pretinho de meio para a frente”. Não pretendo desta forma identificar-me com a piada que este cobarde colocou no meu perfil, até porque sou sincero em dizer que não tenho especial apreço por elaborar humor negro, ou vernáculo. Consumo todos eles, adoro ler Bocage,  mas é simplesmente uma questão de estilo, e sem dúvida que nenhum destes é o meu, se é que tenho algum para o humor. 

A realidade, é que este era um tema recorrente, que é abordado por milhares de humoristas, e eu sempre tive a vontade de expressar opinião sobre o mesmo, mas nunca o pretexto suficiente para o fazer.
Sem gostar especialmente de humor negro, talvez me inclua (ainda que com reservas) no grupo de pessoas que pensa ser admissível fazer humor a propósito de todos os temas, discordando do “respeitinho” porque "disto não se deve falar". Talvez não deva, mas se assim for, que o filtro seja o sentido de oportunidade, e não o tema em si. 

Tenho de facto alguma resistência á frase “Não se brinca com coisas sérias”. Saliento que as coisas ditas sérias são também elas susceptíveis do olhar do humor, visto que com coisas não sérias, não faz muito sentido brincar, porque –elas já são a brincar. 
Segundo, e a mais importante, porque entendo que uma das virtudes do humor, é precisamente retirar peso às coisas sérias. Torná-las mais leves, mais fáceis de entender e muitas vezes suportar. Quando assim é, tornam-se mais humanas.
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Há uns anos um ditador disse que "Portugal não está preparado para uma democracia" Hoje confirmou-se.
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Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido. 

Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados. 
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.
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En Cataluña no aprecian muchos tribunales. El Constitucional entonces ...
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Faz hoje 27 anos que os meus super-pais de casaram.
27 anos é realmente muito tempo. Passa-se por acidentes, operações, e até filhos. Há quem viva tão menos que isso. Na realidade, 27 anos são uma vida, e uma vida repleta de uma causa nobre quando é passado ao lado de quem se ama, quando é passado para quem se ama. Uma entrega definitiva, uma tatuagem na alma, bem cravada até às veias. 27 Anos de união, é mais que uma história linda de amor, pois nos dias que correm é mesmo uma rara linda história de amor. 27 Anos, são a fiável cooperativa de ensino, reconhecida universalmente, que torna as partes em sofisticados Auto psicólogos, hetero-psicólogos, capacitados de medir tudo, apenas olhando. Não existem 27 anos porque sim, ou porque parece bem, ou porque tem de ser.
De 27 anos, retira-se ilações, lições e teses complexas, capazes de cilindrar o mais sábio dos filósofos. 27 Anos de coabitação, implica sacrifícios, provas e dilemas. Dilemas esses que normalmente acabam em mais sacrifícios. Simbiose de almas, simbiose de espíritos, sorrindo camufladamente com a certeza de serem um.
Parabéns, e obrigado por tudo.
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O maior incompetente é o Tempo, esse inútil. Eu fiz o meu trabalho, juro que fiz. Virei costas e zarpei no sentido oposto, disparei para longe e fi-lo a voar para não cair na tentação de voltar atrás pelas pegadas. Dormi todos os dias de phones, para calar as mil vozes revoltadas na cabeça, e assim não prestar atenção a nenhuma delas. Tentei esquecer lembrando-me de mim, lutei contra o silêncio e contra o som, contra aquelas músicas todas, e até me afastei do mundo porque ouvi dizer que ela andava por lá. Fiz o meu trabalho, juro que fiz.
O tempo, esse malfadado tempo, que tirou folga do Ivo, não passa. Não passa de passar mesmo, e não é para mim o requintado antibiótico que para todos costuma ser, apaziguador das tormentas, entregas ao domicílio de sorrisos. Para mim, esqueceu certamente a morada. Tempo, seu ignorante, nada mais és que um mito, um mito que deveria secar todas as lágrimas e fortalecer o espirito, devia aos poucos deixar-me dormir, e acima de tudo fazer-se sentir no meu corpo, na minha pele. Tiveste autorização para tudo, e a ordem era passares por aqui, dares-me a mão e levares-me contigo. Queria lá eu saber para onde. Levares-me simplesmente. Nada. Preferiste alardeares-te mais um pouco aos ouvidos dos ingénuos a prometer que curavas tudo. Que trabalho fácil essa tua difusão de mentiras. Não só não curas tudo, como pior, deixas os que em ti acreditaram á espera, mortificando e amargando quase com gosto, simplesmente por acharem que valia a pena esperar por ti Tempo.
Desisto de ti e da tua doutrina, sua amostra de solução. Tu nem és o verdadeiro Tempo, és só uma amostra, um protótipo desprezível que tem cotas em atraso no sindicado das fraudes. És o genérico do Tempo que cura de verdade, daquele Tempo que ajuda, aquele que cura feridas por muito grandes que sejam. Esse por quem te fazes passar, ainda não existe.
Eu desisto é de ti, não de mim, e aqui entre nós te digo, eu hei-de inventá-lo!
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Vítor Gaspar já nos habituou às suas investidas disparatadas. Ele erra, divaga, vagabundeia, em insultos, falsidades, atrocidades, dislates, alucinações; mas o que disse hoje em resposta á deputada Ana Drago, relativamente a não ter sido eleito, (na desesperada tentativa de se afastar do comportamento demérito dos paupérrimos ministros do governo) foi (Finalmente) absolutamente verdade.
Mas já que começamos esta senda de discurso verdadeiro, vou eu concluir o que Vítor Gaspar não foi capaz.
Se é verdade que Vítor Gaspar não foi eleito, é certo para mim que o governo de que ele faz parte, também não foi. Não foi este governo, não foi esta governação, nem este programa que os Portugueses sufragaram.
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Hoje faço um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são débeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, cumprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do Restelo  dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a mínima hipótese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugaz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem a ver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

PS: Bem sei que este texto foi publicado em Janeiro deste ano no IAB. No entanto, faz hoje (particularmente) todo o sentido relembra-lo; e por essa razão, aqui fica o mesmo na esperança de que seja lido por quem hoje me fez recorda-lo.
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Faz hoje 130 anos que partiu Manet. Mas ficou como um dos mais extraordinários criadores do séc. XIX. Quando o vi pela primeira vez percebi que é possível pintar a alma. Tinha de deixar por aqui este apontamento.
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“Jamais se nutre sentimento mais sincero, que aquele pela condutora do lado numa fila de trânsito”. Isto é universalmente certeiro, acreditem em mim porque ao meu lado, o professor Bambo é um amador que não adivinha um incêndio nem quando as chamas lhe estão a tostar o rabo. Na condução a caminho de casa, existe a folia do dia terminado, e lá vamos nós, sem imaginar que em menos de 1 km vamos estar paradinhos na fila da 25 de Abril em hora de ponta. E não é uma fila qualquer, é daquelas filas em que os condutores que avançam em sentido contrário já olham para mim com pena. É precisamente nesta altura que o rádio grita como nunca antes, “Trânsito lento nas saídas de Lisboa...” Lento? Isto está parado! “...nomeadamente a evitar os acessos á Ponte 25 de Abril, com atrasos de 45 a 60 minutos” Ainda bem que avisaste a tempo, boi! Enquanto ralhamos com a nossa má sorte, somos obervados por outros condutores que pouco mais têm de fazer senão olhar para as nossas esquizofrenias. No meio destes voyeurs de rodas, está lá uma loira, sozinha, de vidros abertos, a ouvir BonJovi, que mesmo nesta situação consegue ter um sorriso na cara como se esta fila fosse um golo do Benfica. Dentro dos carros, ganhamos aquela confiança de não desviar o olhar sempre que o cruzamos com outro, e deste modo torna-se inevitável não ver naquela loira as nossas dores e lamentos de trânsito. Sentir que alguém nos compreende desde logo, sem palavras, sem contacto, é algo que só nas filas de trânsito acontece. Tenho para mim que se a vida fossem filas de trânsito não haveria encalhados no mundo, nem o vaticano deixaria os padres conduzir.
Logo de seguida ouvimos uma buzina que diz “Tira os olhos da moça e anda com a lata velha para a frente oh atrasado!”, e lá vamos nós, trocando o ponto azul do GPS pelo amarelo da menina.
Quanto a mim, boas notícias. A mulher da minha vida, será tudo menos claustrofóbica. 

Vou ver se há filas de trânsito para os lados de Curitiba.
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Quando um rapaz como eu julga que tem a noite estragada, o Barcelona aparece e salva-o! Estava tudo a correr ligeiramente mal, mas aparece o Barcelona e levou 4 golos que é um alívio, e viva o Barcelona. É que até se dorme melhor e tudo.
Eu tenho para mim que o jogo de hoje entre o Bayern Munchen e o Barcelona (Já não consigo fazer isto sem rir), não foi bem um jogo. Aquilo foi sobretudo falta de educação. Receber as pessoas na própria casa, que ainda por cima são simpáticas e Espanholas, colocar a bola no chão e depois ensinar a melhor equipa do mundo a jogar futebol, metendo a bolinha das estrelas nas redes, e assim quatro vezes – não é futebol, é crueldade.
E o que dizer da disponibilidade física do Robben? Aquilo é fazer pouco! É que parece mesmo aquelas regras que nós putos inventávamos para equilibrar o jogo «Como vocês são fraquinhos, nós só podemos ganhar se for por mais de 3». 

E assim foi! (Ainda me estou a rir)
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É real, e não foi inventada por mim. 
Essa influência catastrófica vem desde o primeiro livro de Moisés – Génesis – e desse modo remete-nos para antes do nascimento de JESUS, pouco depois da criação da terra. Um paraíso visto daqui, porque Vítor Gaspar sendo pó, parece-me poético. 
Nesse tempo ADÃO andava sozinho na terra, tendo este sido criado para lavrar, guardar e dar nomes aos animais do planeta. Desde logo se coloca o homem a trabalhar arduamente sem fato nem gravata (Façam atenção nisto, e informem a nossa classe politica). Após longos campos de cultivo, Deus apercebeu-se então que ADÃO estava sozinho, e fez a EVA. Aqui é que a coisa mudou, e deu-se oportunidade para o nascimento do Vítor Gaspar, Relvas, Passos Coelho, e Sócrates. (Génesis 2.18-25) Eu sei que eles só iriam nascer milhares de anos depois, mas só essa possibilidade já era intimidadora na altura.
DEUS no princípio criou os céus e a terra, o mar e o ar, os animais e as árvores, assim como todas as condições á sobrevivência e multiplicação do homem. Mas a EVA não, não desta forma, e porquê? Digam-me a verdade, por uma costela não queriam milagres pois não? Foi o que se arranjou.
Ao ser criada, ADÃO olhou para EVA e comentou “ESTA, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada”. (Gn 2.23) Sabe-se então o porquê de EVA ter sido criada da costela de ADÃO, e não do barro.
É que EVA não foi criada para ralhar com ADÃO, ou para gritar ao ADÃO que está farta de futebol; que ADÃO tinha deixado a tampa da sanita levantada, ou mesmo para obrigar ADÃO a comprar sapatos de salto alto e oferecer-lhe. Nada disso. 

EVA foi criada, para ser companheira de ADÃO, estando ao seu lado e auxiliando-O em todas as situações.
Deste modo, a cumplicidade entre ADÃO e EVA era tão forte e verdadeira que ADÃO se deixou enganar.
ADÃO que até então sempre levara uma vida santa, baseada na confiança deixou finalmente EVA tomar as rédeas da situação, e confiando nela plenamente, nem a indagou quando esta lhe ofereceu uma peça de fruta que DEUS tinha proibido. (Sim, foi EVA que tentou e ofereceu a ADÃO a maçã – Gn 3.6). Ele simplesmente aceitou. 

EVA podia ter pedido que ADÃO escrevesse “ADÃO Love EVA” na árvore do conhecimento, podia ter-lhe até dado um Iphone, mas envés disso, ofereceu-lhe o fruto proibido. Está bem.
Caíram no pecado juntos, e conheceram o bem e o mal. Começaram a ver-se nus, e a ter um olhar diferente um sobre o outro. 

ADÃO fez-se amigo de EVA no Facebook, e ao fim de uns ‘Likes’, já andavam a esconder-se de DEUS. Apagaram comentários, mas DEUS, a quem nada escapou, fez print-screen, e chamou-OS (Gn 3.8).
Conclusão; deste pequeno texto, podemos então compreender que ADÃO e EVA são não somente um exemplo de companheirismo, mas acima de tudo a demonstração empírica do poder de persuasão da mulher, e da submissão que obriga ao homem.
O que a mim me parece é que se a mulher tivesse sido criada para influenciar nas decisões do marido, talvez DEUS a tivesse criado juntamente com ADÃO, para o ajudar a dar os nomes aos animais da terra, e não somente para O tirar da solidão nos jardins do Éden. Para isso, um Mp3 chegava.
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Para os adeptos de futebol em geral, Sportiguistas em particular;

"O tamanho do objeto que se carrega é proporcional à comichão no nariz".
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Acabaram os 90 minutos que mais nervos me fizeram ter. O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting, e fica assim muito mais próximo de validar o título de campeão nacional. Arbitragens aparte, ganhou a melhor equipa, é para mim justo comentar que já se vê muito de Jesualdo Ferreira naquele Sporting. Por outro lado, faz-me uma certa confusão ver o Bruma, o Ilori e o André Martins a jogarem da forma fantástica que fizeram, e o Sporting a gastar 14 Milhões em Bonjinov, e Elias. Da mesma forma, é também justo falar do segundo golo do Benfica, marcado por Gaitan e Lima. Quem joga ou jogou futebol, entende perfeitamente que aquele golo não acontece por acaso. Só por rara magia divina se constrói uma jogada daquelas. Parabéns ao Sporting pelo imenso jogo que fez. Parabéns ao meu Benfica, faltam só mais 5 desafios, onde o último é o Marquês.
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A paz sem voz não é paz, mas talvez medo. No entanto uma voz sem cara não é razão, é COBARDIA!
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Há horas que passam em minutos, e segundos que valem uma vida.






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Neste momento está a dar na Tvi um episódio do Inspector Max, onde tentam capturar um Skinhead chamado Adolfo Hilário.
O Inspector Max é mesmo fantástico. Resultado disso é só no tempo de vir aqui escrever isto, e já começou a passar uma cena em que capturaram um terrorista em Boston. O cão ainda agora estava na PJ de Setubal e entretanto já capturou um Russo na América. Não me canso, fantástico este Max!
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A busca da felicidade é desumana, e até Dalai Lama (14º) escreveu sobre esse esforço inócuo. Hoje, passados imensos anos de tal sapiência, ainda acrescento que ninguém quer ser feliz pelos motivos certos.
Fantástico eu sei, dois erros só numa frase, não me agoira grande texto mas assim como assim, é mais um desafogo.
Existe hoje a vontade frenética da perfeição, do resultado histórico, do tropeçar na simbiose perfeita, e ser o mais feliz do mundo. O coração grita por um lugar ao sol todos os dias, e como é cada um de nós que o atura, é mesmo melhor dar-lhe quanto antes. Nada menos que uma coroa, nada menos que um castelo. Essa história de o construir a dois, pedra a pedra, é para trolhas, e por isso mais vale investir na prospeção de mercado que perder tempo em obras. Vai no fim, ainda alguém a embarga. Os diamantes brutos são para vender a peso, e depois logo se arranja aquele fio que é mesmo a nossa cara.
Tenho para mim, que nesse raciocínio perro, há paradigmas que lhes escapam. Ainda não entenderam que a minha perfeição é diferente da tua, e ambas se constroem, ou não serão elas nossas, nem sequer perfeitas. Sejam descartáveis com a sopa, ou com as máquinas fotográficas. Não com as pessoas.
O que mais valoro nos génios é a sua capacidade de ser intemporal, e Dalai Lama foi inquestionavelmente de uma grandeza ímpar nesse sentido. Do despautério todo que acima referi, o Profeta termina o meu texto como o que mais o surpreendia; ‘o homem perder a saúde para juntar dinheiro, e depois, perder o dinheiro para recuperar a saúde’.
A lógica continua a mesma, seja em assuntos profundos a que Dalai Lama se referiu, quer em caprichos como eu escrevi.
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Não foi há muito tempo que usei a seguinte frase: ”…ainda estamos num país, em que para boa parte do mesmo, uma notícia sensacionalista, valerá sempre muito mais que um acórdão judicial”, mas afinal não é necessário nenhuma notícia sensacionalista; o desrespeito pelos tribunais materializa-se só porque sim. Coloque-se as questões deste modo;
- A República Portuguesa é um estado de direito democrático – Artigo 2º da CRP.
Uma das características de um estado de direito, é que as decisões dos tribunais são obrigatórias, e prevalecem sobre a toda e qualquer outra autoridade. Isto também não sou eu que digo, é o Artigo 205/2º da CRP. Toda a atitude que seja contrária a uma decisão de um tribunal, é uma afronta ao mesmo. (Como este exemplo). 

As conclusões a retirar desta situação, assim como a postura do PM em relação ao acórdão do TC, é no mínimo uma irreverência desrespeitosa que não fica bem a muita gente, e piora quando é o Primeiro-Ministro de um país. Um tribunal jamais poderá ser um adversário político, muito menos um bode expiatório de um mau resultado. O poder judicial não tem, nem pode ser subsidiário do poder político, mas antes um órgão norteador dos limites a implementar. (Estado de direito)
Já as nomeações dos Juízes do TC, não são para mim uma grande separação e interdependência de poderes, quando mais esta clara tentativa de desjudicialização dos tribunais, tentando politizar a todo o custo. Absolutamente contra.

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Facebook é incompatível com o amor. Sei que é radical a afirmação, mas infelizmente milhares de encalhados espalhados pelo mundo a apoiam. A sociedade vai sofrendo as metamorfoses normais da evolução, o chato é que essa modernidade glorifica a tecnologia prejudicando as relações. A culpa não é dele, nem dela. A culpa é do ‘like’, a culpa é da tal amiga do primeiro beijo que reapareceu, «tem cara de vaca, não tem?», a culpa é do rapaz que nunca mais a viu, e fala agora ao fim de 2 anos, como se ontem tivessem a chorar no ombro um do outro. Quem ama tem receio de perder, e é saudável se ficar por aqui. Não fica!
Não é que o planeta seja feito de egoístas, mas ter de partilhar a nossa cara-metade com 5.000 novos amigos, é um exercício que vai crescendo como lava, e a erupção surge um dia. «Não é que tenhas culpa amor, eles é que se esticam».
Se é verdade que bonitas relações começaram na rede social da moda, vos garanto que milhares delas são hoje só mudanças de estado (Por sinal com inúmeros Likes- vai-se lá entender). A linha é ténue e façam atenção a esse Facebook, pois é «Bullying cibernético» que esse Mark Zuckerber nos ofereceu.
O facebook foi aquele menino que tirou apontamentos do Hi5, a cor do Myspace e nasceu ainda mais forte na sua missão assolapada de dizimar os pombinhos. Corro o sério risco de me apaixonar pela primeira moçoila que no dia que ia abrir a conta de facebook, preferiu comer uma maçã.
Nesse dia, serei que nem Adão a trincar o fruto proibido da árvore da ciência.




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"CHIPRADO": adjectivo.
- Significado: que foi objecto de roubo, furtado, afanado, subtraído sem consentimento.
- Sinónimos: roubado, gamado, entroikado, depenado
- Utilizações célebres: sherife de Notingham, FMI, Goldman Sachs 

- Conjugações como verbo: eu chipro, tu chipras, o Gaspar chipra, nós no governo chipramos, vós na troika chiprais, eles na Alemanha chipram
- Conjugações comuns no Sul da Europa: eu sou chiprado, tu és chiprado, ele é chiprado.
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Soltaram-se as feras às novas que dão certo o acordo entre José Sócrates e a RTP. De ultraje a traição social, todas as injúrias, calúnias e difamações são válidas para apelidar a medida da RTP. Já se perdoa os Reality Shows e as demais ferramentas vocacionadas ao público que existe no país; agora José Sócrates, foi o rebenta-a-bolha de já 20.000 cidadãos que trataram de assinar uma petição que se intitula de “Não queremos José Sócrates como comentador da RTP”, e fazem questão de alcançar as 40.000 assinaturas para que a mesma seja discutida em plenário da AR. As feras são tremendamente revoltadas, imaginam-se astutamente politizadas, e admitem que a acção a ter é esta. Pois bem, é de todo aquilo que chamo incompatibilidade lógica. Nesta assolapada senda de criar petições para que a AR as discuta, em conversa sobre o tema propus como signatário elaborar a “Petição contra os pêlos no peito”, e outra ainda que não ouso colocar o título, pois temo a passagem de brinquedos pré-escolares por estas paragens. Não obstante a ser um disparate esta dita “actividade política” em forma de petição, faria muito melhor a todos nós, que a “actividade politica” não fosse manifestamente resultante numa abstenção de 70% nas últimas eleições. Mas as feras escolhem demonstrar a sua politização em Petições, que porventura nos tempos que correm, como os nossos políticos pouco mais têm de fazer e pensar, vão colocar uma AR inteira a esmiuçar um comentador da RTP. Faz bastante sentido, até porque me parece que um país não pode crescer economicamente, sem discussões políticas desta magnitude. Muito bem.
Outro lado da eloquente petição pública, passa por tentar fazer entender que em regra as leis existem para regular uma sociedade. Neste sentido surgem as minhas reservas para com essa petição, sendo que seria mais institucional começarem por lançar o assunto junto daquilo que foi criado para o efeito. Se para beber água costumo ir ao frigorífico, porque hei-de eu lutar contra uma almofada por ela não me matar a sede? As boas noticias aqui, é que a almofada nunca me vai servir água, e por outro lado a ERC- (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), é a entidade competente e legitima para o efeito a que se querem propor, fazendo desta forma a actividade para a qual foi concebida. É astuto este espirito reivindicativo, politizando a vida de todos e mais alguns, mas só para que não se magoem nas investidas, vamos lá apontar para o sítio certo.

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Era este o título da notícia, e eu sinceramente, encontro-me com muita dificuldade em compreender estas orientações. O apuramento da culpa, cabe em exclusivo ao tribunal e a sua comunicação de ilegalidades é obrigatória. Os funcionários públicos e inspectores estão obrigados a denunciar a prática de um crime, se tomarem conhecimento dele. A questão é, qual é a margem para comunicar esse crime, está certo. Mas não cabe ao funcionário fazer essa classificação. Cabe sim ao MP fazer a investigação. Não de todo é aceitável que um organismo do Estado faça uma interpretação sofisticada desse dever para decidir se deve haver participação ou não. Esta restrição, está a violar directamente o dever de denúncia. Mas que se anda a passar com estas leis?
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E eu que sempre pensei serem os Tribunais órgãos do Estado que administram a Jusdftiça em nome do povo...(cito Artigo 202.° da CRP), mas depois veio esta "moda" da desjurisdicionalização, com julgados de paz, solicitadores/agentes de execução, inventários nos notários e nas conservatórias, mediações penais, Etc.

Senhora Ministra da justiça, fica aqui algumas propostas á escassa criatividade
- Balcão Nacional das Reivindicações e Demarcações;
- Balcão Nacional dos Procedimentos Cautelares; - Balcão Nacional da Família e Menores;
- Balcão Nacional dos Crimes Rodoviários;
- Balcão Nacional das Injúrias, Difamações, Ameaças, Ofensas à Integridade Física e Quejandas;
- Balcão Nacional da Execução de Penas.

E já agora, tudo a funcionar em moldes semelhantes ao processo de injunção ou acção executiva com agentes de execução (como o balcão da execução de penas).
Claro que, no caso dos procedimentos cautelares, era só apresentar o requerimento para aposição da choca.
É o Futuro, caros concidadãos, muito rápido e eficaz! Só não compreendo por que razão não se parte (rectius, partiu) do que já existe (rectius, existia), os Tribunais, dotando-os dos meios necessários e adequados para que a Justiça se faça por quem a deve fazer.
Precisamente os Tribunais.
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Em tempos que a soberania de um país significa tanto para os governantes, como o meu báton para o cieiro, por dinheiro os nossos políticos até mãe enrolada á bandeira nacional venderiam se assim necessário. Foram as pescas, a agricultura, desde a TAP á EDP, com ANA’s pelo caminho tudo vai a seu tempo, chegando ao cúmulo de se vender a própria língua, com acordos ridículos. Hoje ninguém compreende mais do que se passa á superfície, e esta visão modernamente errada, cria os seus danos de profundidade impensável para uma recuperação breve. Esta política bate em todas as campaínhas, e chega a portas que seria impensável também elas contribuírem para esta onda de mudanças radicais, onde não interessa mais que meios se usa, que direitos ou garantias se violam. É a justiça também utilizada para aproveitar às novas medidas. As alterações legislativas podem ser medidas importantes para se aproximar a lei da sua eficácia prática, para se fazer com que a lei seja mutável ao ponto de acompanhar as mudanças também existentes na sociedade actual. Não é de todo o que acontece. Leis importantes criadas por grandes legisladores, em que os seus nomes ficarão para sempre salientes como grandes mentes do direito, da lei, e da justiça em Portugal, são hoje banalizadas. São hoje insultadas no seu núcleo, porque hoje, não são legisladores que a escrevem, mas políticos! Sim políticos que as alteram, sem sequer terem a prudência de estudar o seu factor histórico, a sua aplicabilidade, e/ou os seus efeitos na sociedade. Que nem políticos que promovem as novas reformas, são estas armas letais para responder aos interesses dos mesmos, e não mais á posição e situação actual que a sociedade. Deveria ser somente para esta, que a lei se altera. As reformas civis, penais, (as tentativas das constitucionais), são alteradas para atender a um momento de actualidade fugaz, indo ao encontro de interesses momentâneos. Amanhã, amanhã logo se vê, mas em princípio, o próximo governo que a altere novamente. Não deveria ser necessário relembrar que são as leis que regulam um país, que regulam um povo, que equilibram, e surgem para auxiliar quando o desequilíbrio toma conta de alguma forma. Aprovar diplomas, revogar leis, aprovar propostas legislativas em momento de desequilíbrio total, parece-me continuar o exercício de andar no trapézio, só que desta vez, sem a rede de segurança. Tenham cuidado! A lei não foi criada para ser alterada por políticos, mas antes por legisladores com o espirito de dever para com a sociedade.
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Quando dizem que a Analfabetização é o maior flagelo da sociedade estagnada, eu não posso concordar. A oligofrenia, é sem dúvida o mais recorrente!
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A inteligência não se pensa que se tem. Quem o faz, pouca usa. Aplica-se somente.
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Não sei o que mais brilhava. Se esses olhos azuis cor do pacifico nos filmes, ou a saliva a escorrer nos cantos da boca de sorriso descontrolado. ‘Artur concentra-te’, disseram-te quando olhaste para mim perdendo-te nos passos. Olhaste para os pés, para confirmar se ainda lá estavam, e então depois retomaste a marcha lenta e dolorosa. Observar-te na luta diária, fez-me desejar que pudesses responder a todas as pessoas que te chamavam ‘coitadinho’, todas aquelas que desistem, todas aquelas que julgam ter problemas, todas aquelas que choram a sua má sorte na vida, todas elas, elas que gritam desenfreadas no trânsito que ‘O dia não lhes está a correr bem’. Nada respondeste, não podias ou não querias, mas não o fizeste. Passaram 20 minutos, e voltavas tu resistente de 5 metros de chão, a demonstrar essa tua luta contra o piso que fugia. Desta vez notei que respondias a todas e a cada uma pessoa. Por quem passavas, olhavas nos olhos de sorriso descontrolado. A mensagem surgiu-me distorcida mas tornando-se clara aos poucos, cantando que ainda era tão cedo para querer parar. A cada um de nós, escreveste na planície que queres parar mas não assim, explicaste que a luz que todos víamos partia de ti, e que um dia de chuva pode bem ser mil estradas de vidro, bonitas e únicas como nunca outras. Deixaste como ponto final, “O mundo não compreende mais do que está á superfície”. Afinal, respondeste mesmo.

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O Sporting podia perder o campeonato apenas no Natal, mas optou pelos duodécimos, e perde em todas as jornadas.
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Hoje desenhei-te durante a noite. Lá estava eu semi-curvado á luz de uma lareira. Lareira das antigas, com chamas rugosas de tão gastas. De lápis a carvão, desenhava á luz de ondas que bailavam nas paredes, dançando a uma música só delas, lenta. Caprichei nos teus traços e feições, formas e contornos. Desenhei-te com minucia só para te poder apagar de seguida. De jeito atabalhoado para o desenho, tentava á pressa fazer-te nascer no maior dos mistérios sem produzir o mínimo som, não fosses tu acordar, e saltares da folha só para me abraçar. Não. Quando terminei, afastei-me da folha para te observar em conjunto, mas não parecias tu. Talvez nem fosses. Não te fiz renascer, nem me perguntaste como estou. Não me lançaste o teu olhar inquisitório, como quem observa a criança que fez asneira. A nada tive direito. Já em dança com as chamas, dobravas-te de dor, sangrando em cinza grafite, que te escorria que nem lágrimas pelo rosto de ninguém, desenhado. Podia jurar que a ouvia chorar em fogo, mas era malfadada ilusão, que de riso sádico se grisava com aquela dor. Afinal, esta noite eu não te fiz renascer.

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A morosidade da justiça portuguesa é de todos os factores possivelmente criticáveis, aquele mais apetitoso. Faz bastante sentido, quando na prática é precisamente este que é mais difícil de digerir, compreender, e aceitar. Várias são as prespectivas públicas no sentido de dar uma explicação que condene os responsáveis por tal maleita. As diferentes visões sobre o tema, abrem hostes para várias dissertações, inúmeros artigos jornalísticos, e infindos programas de televisão munidos de convidados especialistas. Nesta extensa panóplia de discussões, as palavras incriminatórias são dirigidas aos demais intervenientes da justiça. Desde os OPC’s, MP, Advogados, Magistrados, terminando nos Juízes, todos vão sentindo esse escárnio público. Nesta barca de remadores da justiça, é perfeitamente lógico agregar-se ainda os laboratórios de polícia científica, assim como outros. Não faltam alvos para se disparar, mas é certo que acima deste vasto campo de tiro, pede-se prudência de raciocínio na análise, e especialmente prudência no dedo que aponta. Julgo que seria propositado explorar os agentes enunciados, não tentando desde logo a busca de responsabilidade una e imperativa resultado de uma incompetência generalizada, mas antes numa visão estratega na observação de pontos comuns. A Lei e a aplicação da lei. Todos os intervenientes supracitados têm em comum a subordinação á lei, e posteriormente no discorrer do seu trabalho, a aplicação da mesma. Não obstante ao contributo que cada um deles pode dar para a morosidade na justiça, é nesta forma que as peças no tabuleiro permitem que, se identifique a lei, como factor principal de tal morosidade. A burocracia existente na lei vigente, é de uma violência que fica completamente estagnada pelas mil e uma hipóteses que os códigos processuais oferecem. É facto que na dependência legislativa, a atenção não pode recair na exclusiva descoberta da verdade material, sem oferecer as garantias essenciais a um estado democrático que a prossecução da verdade formal concerne. No entanto, esta segunda deve estabelecer-se com carácter de complementaridade, e não de forma alguma, oferecendo soluções que vão obstipando os tribunais, fazendo-os esquecer que o principio da investigação por completo. No processo penal recorre-se de uma decisão que indeferiu uma reclamação que contestava um despacho que indeferiu um pedido de aclaração que visava retardar o trânsito em julgado de um acórdão que condenava em pena de prisão, na sequência de um recurso interposto de uma decisão irrecorrível que indeferia uma arguição de nulidade de um despacho que indeferiu um pedido de aclaração que visava aclarar o que era claro, na sequência da improcedência de um recurso que se seguia a cinco arguições de nulidades que visavam retardar o trânsito em julgado de uma sentença que..... (balão de oxigénio). E é isto. Se estas garantias formais são necessárias á descoberta da verdade material; talvez sejam, mas mitigadamente. Mas se as colocarmos numa avaliação de Garantia Vs Justiça, talvez o resultado não seja nos dias de hoje o mais positivo. Por exemplo, acrescento que para mim este processo sobreviveria perfeitamente sem a fase de instrução. Actualmente não é esta uma fase que visa a comprovação judicial da decisão de deduzir acusação ou de arquivar um inquérito em ordem a submeter ou não a causa a julgamento. É uma espécie de recurso do inquérito, que se servem dela para arrastar o processo. Está estatisticamente comprovado, que são as fases mais morosas do processo penal. Tendo em conta que a mesma é de carácter facultativo, a abolição, ou a especificidade mais detalhada da sua aplicação, limitando-a, seria uma boa medida. Das primeiras lições de Direito que se aprende na universidade, é ‘ubi societas ibi jus’, e significa ela que, onde existe sociedade, aí está o direito. A sociedade muda por vários factores, e desse modo, sendo para ela que a lei existe, é a ela que a lei deve acompanhar.
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'No exercício de cargos do Estado exige-se prudência. A afirmação da PGR no Parlamento, de que "poderia introduzir-se um mecanismo de maior sanção disciplinar quando os juízes não cumprissem prazos além dos 3 ou 6 meses" e que, "sempre que houvesse um atraso destes, haveria abertura de um inquérito", representa um momento infeliz neste seu ainda curto mandato. Infeliz, por provir de quem sabe que os juízes são inspeccionados periodicamente e que os atrasos são elemento determinante, levando à instauração de processos disciplinares, sujeitos a um controlo do CSM. Infeliz, porque é dito por quem sabe que os atrasos na Justiça não derivam, em regra, da actuação dos juízes, e que, segundo as palavras do insuspeito Prof. Nuno Garoupa, se a Justiça ainda anda é porque os juízes a carregam às costas. Infeliz, porque num momento de reformas era desejável tranquilidade, expurgada de afirmações capazes de reacender divergências. Infeliz, porque parece centrar as problemáticas existentes na Justiça numa única classe, excluindo as demais'. Presidente do TRL
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A tua ausência não tem fim, e se um dia me perguntarem por ti, mantem-se aquela resposta toda senhora de si, como quem ainda fala do que é seu. «Foi ali e já vem». «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece». Tem de haver razões para te odiar. Tem de haver forma de não te desculpar, para me desculpar, e areia suficiente para que nem cobarde, lá colocar a cabeça. Tem de existir maneira de me libertares deste fato três números abaixo do meu. Eu sou pequeno não o consigo despir, e ouvi dizer que “lá fora faz mais frio”. Como posso eu escolher desligar-te da máquina, quando é apenas a ciência que diz que não tens salvação possível. Quando são apenas os livros que dizem que transitou em julgado. Quando são apenas os sábios que me mostram que és feliz a dormir. Quando é apenas o mundo que diz basta!
Nada sabem! A ciência erra, os livros foram escritos por cientistas, os sábios também escrevem livros, e o mundo, esse não sabe quem eu sou. Eu sou aquele que se um dia me perguntarem por ti, vai responder, «Foi ali e já vem», «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece».


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SAIBA COMO ENFRENTAR OS INSPECTORES TRIBUTÁRIOS NA RUA!
Há os textos bons, e depois há aqueles muito bons.
Este é uma maravilha.

Vai ser mais ou menos assim:
- “Bom dia. Sou Inspector tributário”.
- “Bom dia. E o que e que eu tenho a ver com isso?”
- “É que eu queria fiscalizá-lo.”
- “Fiscalize, se não tem nada melhor para fazer”.
- “Tomou café?”
- “Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos.”
- “Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura.”
- “Então não lhe respondo.”
- “Não me responde?”
- “Não!”
- “Mas porquê?”
- “Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se a faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me.”
- “Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura.”
- “Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar que não cumpri as minhas obrigações fiscais para o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda”.
- “Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!”
- “Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso…”
- “Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura.”
- “Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no…”
- “O quê? O que é que o senhor disse?”
- “Para o senhor ir tomar no… balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei”
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"Quando saí do café, o homem, engravatado e educado, abordou-me: "Boa tarde, sou da AT, Autoridade Tributária e Aduaneira..." Eu, que nisto de diálogos com as autoridades tenho pouca bagagem, desviei a conversa: "O senhor desculpe-me, mas como é que AT quer dizer Autoridade Tributária e Aduaneira?" Mas ele, com muito ano, não atou nem desatou: "Mostre-me a fatura, por favor." E eu: "Fatura, não tenho." Ele: "Mas tem de ter, tomou café." Eu: "Não tomei, não." Ele, que a sabe toda: "O senhor entrou no café e como consumidor final tem de pedir fatura." Eu: "Mas qual consumidor? E final? De onde é que me conhece para me chamar consumidor final?! Entrei no café para aquecer." Ele: "O senhor está a obtemperar..." Eu sabia, ponham uma autoridade tributária a fazer de GNR e ele fica logo a falar como um GNR... Fugi para a frente: "Exijo uma lavagem ao estômago para ver se há cafeína." Olhei para o interior do café e vi as saquetas de publicidade: "E tem de ser Delta! Porque ainda devo ter resíduos do Nespresso que tomei em casa..." O tributário hesitou, guardou o papelinho da contraordenação (é o que eu dizia, é assim que eles chamam à multa) e mandou-me seguir. Fiquei a vê-lo a caçar outro cliente. Este estava tramado, ainda mastigava o croissant... Dali até à esquina, fui pelo passeio sempre a fazer sinais de luzes aos consumidores finais que iam em sentido contrário".

Ferreira Fernandes
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Constata-la forte ou fraca, não pode ser feito quando se tirou férias dos problemas. A avaliação não é justa, e o resultado é beijo de cinema, bonito, romântico, mas sem sabor. Todo o mundo é forte quando nem força necessita de fazer, e por isso, aprendi que prefiro as conclusões tiradas em combate, do que no púlpito nobre debaixo de um iluminado projector.
Ser tão melhor pessoa quanto a vida lhe corra bem, é negligência grosseira de avaliação.
Pode ser que um dia entenda que o lado nobre dos princípios e valores, não é nunca terminaram, mas antes serem capazes de chegar ao fim e manterem-se.


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Melhor LETRA,
Melhor performance,
Melhor LETRA,
Melhor LETRA,
(...)
Melhor LETRA ...


http://youtu.be/E5T6j3e3jAg
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Que o amor é fogo não dúvido. Agora se vai aquecer o meu coração, ou queimar a minha casa, não faço ideia.
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Foram hoje julgados improcedentes os recursos intrepostos pelos arguídos (Exepção de Carlos Silvino - Moldura penal superior a 6 anos) no Tribunal Constitucional.
Segue-se o mesmo para consulta.

Acordão tc casa pia from Ivo de Almeida
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Completamente vidrado com o ‘Conta-me História – Documentários RTP’.
Factos relatados por um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Sempre num registo bem humorado, viajam no espaço e - volta e meia - pelo tempo, como testemunhas privilegiadas dos segredos, estratégias e façanhas que nos deveriam fazer a todos muito orgulhosos dos quase 900 anos deste país.
Finalmente o verdadeiro serviço público que a Televisão do estado tem para oferecer á sociedade, instigando á cultura e história do país.



http://www.rtp.pt/programa/tv/p29775
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- Oh amor, porque andas assim tão desanimada?...
- Até tenho vergonha de dizer...
- Anda lá filha, fala de uma vez.
- Porque tu já não me procuras Manel...
- Eu? Mas Maria, tu não te escondes...
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Atenção, atenção!
Hoje o melhor pai do mundo faz anos!


 Parabéns! *
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A saga do Harry Potter terminou, mas nem tudo são más noticias para os amantes da mesma. Porque nem em tempos de austeridade são necessárias as multivalências em habilidades laborais, e nem só da sétima arte vivem estes actores.
O PROFESSOR SNAPE lançou-se na música, e a solo!
http://www.youtube.com/watch?v=8s3TJuGNiJ4
Resultado impressionante!

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Eu ainda sou do tempo, em que uma notícia como esta do Público, era uma vergonha para uma sociedade dita de justa.
Pode isto ser verborreia do adiantar da hora, contudo, faz-me confusão esta medida de premiar um aluno, por este apenas ter feito o que é exigível. Pasme-se alma esta, que entende os prémios somente para os alunos com atitudes ou resultados extraordinários.
Mas mais grave que este estranho critério, torna-se todas estas elaboradas tácticas que têm como resultado a desigualdade e injustiça.
Se fui um aluno do ensino superior, o de um politécnico também foi. Se fiz questão de entrar numa universidade de referência, foi porque mereci e/ou tive médias para tal. Paguei as minhas propinas, e penso que um aluno de um politécnico também o faça. Se eu estudei para terminar o curso, penso que nos politécnicos faz-se o mesmo. Tenho a minha média ponderada, conforme os ECTS, porque assim mereci, e o aluno do politécnico é majorado porquê? Igualdade na Constituição da República de Relvas?
Partindo do principio da justificação dada pelos Presidentes dos Politécnicos de Lisboa e de Leiria, Vicente Ferreira e Nuno Manga, onde se entende que, um aluno que entra, acaba o curso, e sai do Politécnico, vai gerar menos encargos financeiros para o Estado, do que um outro que termina o curso ao fim de 10 anos, por razões óbvias de morosidade na inclusão no mercado de trabalho, e tantas outras.
Quem nem mente funesta esta que me habita, dá-me de imediato uma prespectiva bastante libertina.
Se os encargos do Estado são menores com esta senda de impulsos, encaro sem surpresa que um politécnico aufere mais rendimento se tiver constantemente alunos a saldar propinas de um ano inteiro de cadeiras, do que quinhentos ou mais alunos que andam a pagar uma ou duas cadeiras durante anos. Curiosamente, o Ministro da Educação e da Ciência Nuno Crato, coloca-se numa posição de praticamente não ingerência do estado (relativamente ao carácter injusto da mesma, entenda-se), quando nos passa a ideia de que este tipo de decisões é da responsabilidade de cada instituição, que têm a possibilidade de adoptar medidas como esta, no âmbito da autonomia que lhes é legalmente reconhecida.
Está certo que após o caso académico do Dr. Miguel Relvas, posso estar eu a cair no erro de efeméride passiva. Mas que mania a minha.

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O que é uma Democracia? Oh Ivo, mas que pergunta parva. Uma democracia é uma forma de governo, onde o poder reside essencialmente nos cidadãos, directa ou indiretamente, por meio de representantes eleitos. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. Na democracia, existem princípios e valores salvaguardados, como a liberdade, e a igualdade.
Está certo. Afinal o conceito mantém-se.

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Dar pérolas a porcos é das piores arrelias que se pode viver. Especialmente quando essas pérolas custam tanto a encontrar.
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.: Timeo hominem unius libri :. Ridendo castigat mores :. Ne quid nimis .:

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