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CrIvo de Almeida™

“Rapaz de 16 anos (Martin) destrói doutorada em directo no Prós&Contras da RTP”

São estes os títulos que ainda se notam por redes sociais da moda.
Já se passou imenso tempo, mas ainda pelo Facebook continuam os laivos deste nosso povo-romântico para o bem e para o mal. Adoram sê-lo.

O (quase) herói nacional Martin, foi ao programa Prós&Contras, falar de empreendedorismo e disse em resposta; “é melhor ganhar o salário mínimo do que estar desempregado”.

Foi fantástico! Foi a humilhação da verdade da boca de uma criança a superiorizar-se á teoria académica. Foi o bom senso da prática a evidenciar-se e a dobrar a intelectual que se julgava ‘espertinha’.
O Português adora. Adora mesmo. Foram palmas, rios de tinta, e medalhas no peito dos românticos.

Note-se, a questão da Dr.ª Raquel Varela, vem no sentido de demonstrar o quanto é miserável o ordenado mínimo nacional, e as dificuldades que uma pessoa que o aufira, sente.
Responder “é melhor ganhar o salário mínimo do que estar desempregado”, parece-me certamente uma verdade imperativa, mas é também mera matemática.

É tal como em exemplo foi dito; “É melhor comer uma carcaça de anteontem que não comer nada”. Ora bem, de facto.
A realidade, além do brilhantismo do Martin, é que no final das palma, se concorde que ter uma alimentação à base de carcaças de anteontem continua a ser miserável.
Se assim for, tudo bem.
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É preciso maturidade para entender que é da clivagem que surge a luz, mas por vezes, é preciso muita paciência para aceitar alguma dela.
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O culto da personalidade nunca leva a bom porto e eu, sinceramente, não sei quais os objetivos que, com esses métodos, o Vaticano pretende atingir. Uma coisa é motivar a adesão consciente a valores e a princípios de ação, outra - bem diferente - é fazer com que as pessoas se anulem como seres pensantes para seguirem irracionalmente um chefe.
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Nos Companheiros de futebol, é talvez dos poucas situações onde dois homens amam a mesma “menina”, e não existe ciume.
Fábio, todos nós cometemos erros na vida, especialmente quando não estamos preparados para o que conquistamos. 

Sei que vais conseguir ultrapassar este momento, sei que mantens esse enorme coração, e sabes que não é perder que torna os sonhos impossíveis, é desistir!
Os apoios não servem só para tentar finalizar esses cruzamentos.

Grande abraço escola!










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Este Presidente da República, não o é, senão um salvador do PSD. Entretanto chama o PS para que no desastre se possam apontar dedos, ao que este último, se não aceitar colaborar a titulo de última Ratio, ainda será apelidado de agente de obstrução á Salvação Nacional. No fim e por resultado de não aceitar esta brincadeira, ainda será o PS responsabilizado pelas politicas desastrosas deste executivo arrogante. Com todo o respeito, Tomem juízo.


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Porky's Camden. Bbq food in north London. Great ribs, cocktails & cherry pie. Very casual with old school rock n roll playing in the background!



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Só se fosse muito louco, estaria eu á espera de uma surpresa na posição do nosso Presidente da República. Aliás, tenho para mim que jamais em tempo algum, seria o Presidente da República, capaz de convocar eleições antecipadas. É uma incompatibilidade absoluta que vive dentro daquele esqueleto. É do fundo, entendem? Mesmo se o Governo se demitir um dia, creio que a expressão de “salvação nacional” ganhará uma nova dimensão, somente para recriar possíveis soluções que afastem novas eleições, ainda assim.
Mas, voltando ao inicio, não me surpreendeu de todo o conteúdo da sua posição, contudo, em muito me admirou a forma. Com a posição que o Presidente da República, confirmou hoje, deixou o Presidente da República de ser cúmplice desta politica devastadora, e passou a ser instigador de tal demolição. Obviamente que não se trata somente de uma alteração de terminologia, mas antes de uma responsabilidade de maior amplitude, com a figura do instigador. É ver na lei. Comparticipação. É disto que Cavaco Silva tomou hoje posse, instigador. Novo cargo, os meus parabéns, não outro o mereceu tanto.
Diz ainda, o nosso Presidente da República em tom revelador, que o Governo reúne actualmente a estabilidade política mais que necessária para a continuação do executivo. Não fosse eu ser uma batata, e faz-me alguma espécie essa conclusão. Se em primeira instância ‘o Governo está politicamente estável’, de seguida, afirma que o país necessita de um acordo a médio prazo com o PS. O Presidente da República, ao tentar agregar, o Partido Socialista no Governo, reconhece de imediato as fragilidades politicas do actual executivo, o que entra em contradição com a sua primeira afirmação. Outro aspecto interessante dentro do tema, é o Sr. Presidente da República apontar hoje como táctica imperativa para solução de algumas divergências (que afinal existem), a junção do PS ao Governo. Bem, se a memória não me falha, não foi assim há muito tempo que dois partidos (CDS e PSD), foram mais que suficientes para em conflito provocarem no país danos assombrosos. Não? A aposta do nosso Presidente da República, passa por lá colocar três. Eu não quero parecer negativista, mas acho que era de mérito absoluto que SE o Sr. Cavaco Silva, conseguir juntar os três partidos no governo, deveria o mesmo ser enviado para Israel só para acabar com aquele barulho chato na Palestina. É uma visão utilitária.
Eu lamento ter mais ainda para dizer, mas a legitimidade que a Constituição da República Portuguesa concerne ao Presidente da República, foi hoje um tanto contraditória com o facto de ter sido precisamente Aníbal Cavaco Silva, um agente preponderante no desencadear da crise politica de 2011, que/e por sua vez, hoje diz-nos que não deve haver uma crise politica, a meio de uma crise económica. Está certo, assim sim.
Eu sou um criativo. Enquanto vi Cavaco Silva a discursar, imaginava-o com um colete laranja, sim laranja, a esbracejar tão ao estilo de hospedeira de bordo, a explicar os procedimentos de emergência.
Foi sem dúvida um discurso lamentável em vários aspectos. Lamentável na forma como o conduziu, lamentável nas estiradas que teve, falando em exemplo, de ter chegado a hora da responsabilidade dos agentes políticos, quando deveria falar antes de uma RESPONSABILIZAÇÃO dos mesmos. Lamentável porque ao afirmar-lo, assume o péssimo trabalho do executivo até então. Hoje o Sr. Cavaco Silva, quis dar um murro na mesa, sem criticar nem apontar erros. Afinal se assim é, de onde surge o ímpeto de tal acção?
Lamentável, porque esperava tudo, menos ouvir um discurso na ordem do "Agora é que é Portugal”. São muitos os erros, e hoje temos um Presidente da República que já não o é.
Não talvez porque não queira, ou nem porque não saiba, mas certamente porque não consegue. Há patologias que podem ser controladas mas nunca melhoradas, e para o caso, há coisas que não mudam. O nosso Presidente da República já é sempre o último a saber das coisas.
Demitiu-se Paulo Portas, e não o avisaram.
Diz que o governo está estável, mas precisa do PS, não o avisaram do erro no discurso.
Hoje falou ao país e ninguém o avisou que era Presidente da República, vejam só.
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Só quem sai do país é que nota o quanto é absolutamente fantástica esta capacidade que o Português tem de menosprezar todo o facto ou artefacto de índole nacional, em detrimento de qualquer outro país. Até pode ser o Butão.
Em primeiro lugar, os portugueses falam dos escândalos nacionais como se Portugal fosse o único país do mundo com corruptos. A pátria adora falar assim: "isto cá é uma vergonha; se fosse lá fora eles iam ver como era!". Este "lá fora" é uma entidade mítica, uma entidade civilizada que aparece em oposição ao incivilizado "cá dentro". Na mente portuguesa, o mundo divide-se assim em duas esferas: nós, as bestas lusitanas, versus eles, os estrangeiros perfeitos. Por outras palavras, temos um excepcionalismo mui especial. O excepcionalismo americano, por exemplo, acha que o seu "cá dentro" (EUA) vai salvar o "lá fora". Para o excepcionalismo francês, o "lá fora" é um sítio obscuro à espera da luz francesa. Portugal é o absoluto contrário desta inclinação. Nós temos um excepcionalismo invertido: para o português, Portugal é a única distopia corrupta do mundo, e os restantes países são altivas Camelots.
Existe realmente muito por onde limar em Portugal, muitos pequenos grandes pormenores que ao se alterarem, fariam toda uma diferença; mas pouca gente ainda entendeu, que grande parte dessa mudança passa também por muitas mentalidades que por cá se fazem ouvir. Se não gostarmos de nós, se não potenciarmos o que é nosso, se não tivermos em nós cimentado que somos muito mais que isto, é certo que ninguém nos vai olhar com ternura e dizer ‘Ai que flôr tão bonita no meio deste ferro-velho’.
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Sáo reveladores as manchetes que se fazem sentir nos jornais Portugueses. Pelo que parece, o CDS foi a Belém tentar convencer o Presidente da República que as divergências foram todas colmatadas, e agora sim, têm reunidas todas as condições para poder governar. Relativamente a isto, a noticia foi a seguinte;

- CDS garantiu a Cavaco que há ‘estabilidade governativa’.

Fiquei a pensar como seria a manchete se o CDS tivesse ido a Belém, dizer que não reunia as condições necessárias para a continuação do contributo ao executivo. Simples;

- Cavaco garantiu ao CDS que estes, ainda têm ‘estabilidade governativa’.

Ainda há duvidas?
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Hoje apetece-me a escrita básica. Básica daquela que só falo do óbvio, do que todo o mundo sabe. A complexidade ficou no arroz de marisco de hoje, e soube tão bem.
Não é necessário ser-se um génio para notar que o que a sociedade oferece em abundância, é precisamente nessa abundância que existe a procura. É nestes pontos que me sinto, inadaptado. Sou um amputado emocional, Freak, Snob, força nos nomes. É tudo isso, certamente.
Devem tomar cuidado para não perder tempo comigo. Sou um saco de maus hábitos, de costumes. Por várias razões diga-se. O contacto comigo pode sair ínutil, na medida em que não sou um corpo que foi encontrado á noite, nem sequer uma boca que procura/precisa de ser beijada por uma outra qualquer. Não, afinem os filtros, apontem melhor, eu não sou esse rapaz. Esse estado de necessidade faz-me olhar o mundo como banal. Vê bem então, eu não preciso do teu dinheiro, nem mesmo do teu carro, nada disso me faz falta, como se de falta falasse. Na verdade, talvez eu, até fosse precisar dos teus braços, das tuas mãos para um cafuné, ou até do teu colo para me deitar. Talvez fosse precisar porventura, do teu concelho para quando eu tiver dúvidas sobre o que fazer comigo.
Não faço intenção de te pedir nada, ou cobrar aquilo que sei que não poderás dar. Seria estranho. Mas agora que falo, se nisto de estar próximo, existe ou cria em algum sentido a legitimidade e competência de poder pedir algo; bem, se assim for, eu peço. Arrisco-me, vá.
Peço que quando estiveres comigo, que sejas tu. Tu de corpo e alma. Ás vezes mais alma, outras mais corpo, mas o que não podes, é aparecer pela metade. Isso não seria justo para nenhum de nós.
Não tenho maturidade para falsas promessas, mas podes tentar, porque a ilusão terei de ser somente eu a criar, normalmente de olhos fechados. Faz sentido? E não, não estou á venda, nem quero saber onde tu moras, basta que tu saibas o caminho da minha casa. Muito menos quero saber o que fazes ou quanto tu ganhas, porque o essencial é saber se ganhas o dia, quando estás comigo.

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Dizem que não posso ficar desagradado com o regresso do Dr. Paulo Portas ao Governo. Não posso? E eu que penso justamente o contrário.

É uma brincadeira irresponsável sim, e bastante claro o porquê de eu não ficar contente com o suposto regresso de Paulo Portas, e permanência do Governo. E é fácil explicar porquê. A nossa classe politica com estas últimas andanças, está claramente a brincar aos políticos, a brincar ás governações. É uma tremenda falta de respeito o que se passou Nuno. Para teres ideia, o ter vindo a público a forma como PPC trata o restante executivo, o ter sido tornado público o clima de guerra que brotou entre o PPC e o líder da coligação, a questão da infantilidade de PPC ao não ter dado ouvidos ao Paulo Portas, as birras constantes que tem vindo a fazer... Digam o que disserem, e independentemente de cores partidárias, mas este governo perdeu a réstia de credibilidade que tinha. Já não era muita, mas agora, são crianças a brincar aos poderes. Tu sabes, eu sei, que não fosse o inábil PR e este governo era passado. Claro que não posso achar que será melhor para nós. Chegou um comunicado de Bruxelas no dia 6, a dizer que o governo Português tinha perdido imensa da pouca credibilidade que tinha ganho. Podem querer por perfume no podre, mas, não é correcto. Também eu gostava de ter hoje um Governo (fosse ele qual fosse, ok) mas com sustento e credibilidade. Com políticos e não crianças. Com atitudes e não infantilidades. Com democracia e não arrogância. A panóplia de cenas já passadas á volta desde (ou fosse qual fosse o governo), jamais poder garantir a sustentabilidade para a continuidade credível. Eu sei quando dizem que a situação é grave. É mesmo. Mas a postura e conduta deste governo também tem sido no seu núcleo mais directo, Os Portugueses. A irresponsabilidade de Portas e Passos figura hoje numa página muito negra na história contemporânea de Portugal. Os prejuízos que estes dois senhores já causaram ao país são irrecuperáveis, devem e vão ser retidos na memória dos cidadãos e não fosse a minha posição especifica relativa á responsabilidade política, seriam cobrados integralmente. Nesta grave situação política é imperioso evitar o caos social, que poria seguramente em causa, agora sim definitivamente, os fundamentos democráticos e os adquiridos civilizacionais. É preciso sangue frio, sentido de estado e racionalidade. Ora, na floresta de egoísmo em que se transformou a política em Portugal só um partido longe deste descrédito criado em primeira pessoa por este governo, está em condições de surgir, aos olhos dos portugueses, como um factor positivo e catalisador para a ultrapassagem da crise. Não, não será fácil. Um governo terá em primeiro lugar de se afirmar como o garante das instituições e do regime, em segundo lugar, como colateral das obrigações externas assumidas e, finalmente, como agente activo de políticas publicas e renegociações internacionais dirigidas ao bem estar dos portugueses e à indispensável recuperação económica, financeira e social. Não há os bons de um lado e os maus do outro. Existe apenas Portugal, e todos deveriam ter esse sentido hierarquicamente superior a todos os outros, birras inclusive. Tenho para mim que o governo de momento, não tem actualmente capacidade para continuar. Tens o Ex-Ministro da economia a fazer “Mea-Culpa” das estratégias relativas á curva deflectora do desemprego. Não é a oposição a falar atenção! São os Portugueses que hoje não acreditam mais no Governo de PPC, e pouco me importa qual a cor que falamos, ou qualquer outro partido. Os portugueses tem de identificar um partido vindouro ao governo, com uma agenda de consenso em volta da defesa do regime e na luta contra o desemprego e pelo crescimento económico. Tal Vitor Gaspar já falou na sua última carta. Sabemos que não é fácil, mas este é roteiro que tem de estimular a actual direcção próximo partido no governo. O regime democrático e as instituições que o representam estão primeiro que tudo. Segundo um filósofo muito conhecido e respeitado, "quando o povo tem fome, começa, muitas vezes, por incendiar as padarias". Lembrei- me dele quando ouvi alguns comentadores parciais, que dizem falar em nome do PS (porque são atrevidos ou porque os deixam?) defenderem soluções institucionais que acabariam no caos e na desgraça social. É preciso meditar nisto, pois o voluntarismo é pior que a incompetência e quando se juntam, formam uma combinação explosiva e incontornável.
A postura de PPC para com o país, para com os portugueses, para com o Paulo Portas, para com o TC, para com a eleição da nova ministra das finanças, é para mim, um governante que está afastado da realidade politica. Ele tem de descer á terra, entender que perdeu a confiança não só dos Portugueses, como dos próprios ministros, como até do seu ministro das finanças, a confiança do seu ministro dos negócios estrangeiros, e líder da coligação. Este PM e o seu governo, colocou o país numa crise política sem história. O que se passou, foi como disse, uma falta de respeito por todos os sacrifícios políticos que têm vindo a ser pedido aos Portugueses. Tornou-se intolerável, e os Portugueses não mereciam tamanha falta de respeito. Está a faltar autoridade politica hoje.
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"Exmo. Senhor Presidente da República

Num dos mais conturbados e tristes momentos da História Portuguesa, a última coisa farei será remeter-me ao silêncio ou assistir, passivo, ao violento bater da bigorna que tem esmagado o país.
Depois de 48 anos de ditadura, altura em que a República foi suspensa e a voz da esmagadora maioria da população amordaçada, Portugal viveu uma verdadeira primavera: a Revolução de 25 de Abril de 1974. Esta, devolveu não só a voz ao povo, como, e sobretudo, a sua Dignidade.
Instaurada a democracia, abolida a censura, aniquilada a vergonhosa polícia secreta, a PIDE, legalizaram-se os partidos e legitimou-se um Governo nas urnas, pela primeira vez em meio século. E assim aconteceu. O País passou ordeiramente da pior das ditaduras à candura da Democracia. E todos aplaudimos porque essa foi a nossa vontade, e, por tal sonho, milhares de portugueses haviam perecido, sido torturados ou simplesmente abatidos, na cobardia escura dum dos muitos cárceres do Estado Novo.
Volvidos 39 anos sobre a corajosa Revolução dos Capitães, pergunto-me onde teremos falhado nós os que sonhámos um País sem pobres, sem desafortunados, sem excluídos, onde haja direito a Saúde, Justiça, Ensino integralmente gratuitos para todos, todos, todos os Portugueses. Assim o consagrámos na Constituição, assim foi sufragada pelos partidos que nós elegemos, assim consta dessa suprema Lei à qual eu agora apelo e anseio se faça cumprir de vez.
Onde foi, neste percurso de Democracia já madura, que decidimos que eram os 'mercados' a quem devia Portugal prestar contas e não aos seus, aos Portugueses, aos que pela manhã se levantam e labutam até ao cair do sol, aos que pagam do fundo do seu já desgastado bolso a imensa fatia com que alimentam uma obscura máquina fiscal que, por sua vez, pouco lhes dá em troca? Que segurança poderão ter os Portugueses, agora que o contrato social foi quebrado e as reformas que descontaram durante décadas servem para suprir fundos privados de 'segurança social' a quem um dia recorrerão e obterão um 'não' como resposta garantida? Que Democracia é esta? A quem entregámos nós o poder ao longo destas quatro décadas, e que lentamente foi deixando cair, um após outro, todos os avanços civilizacionais que havíamos conquistado à força do voto e da inocência colectiva? Porque regredimos tanto e empossámos um Presidente que jurou fidelidade à nossa Constituição e que, permita.me V. Exa, na realidade, a parece desprezar? Que Governos tem sido estes, por nós permitidos, que tem sabido manter as hostes bem alinhadas, bem alimentadas, numa massa balofa de nacional-favorismo onde já não impera ideologia alguma mas a lei do mais selvático capitalismo, o contratozinho assinado agora 'enquanto for ministro, secretário de estado, para dele usufruir amanhã quando for gestor da parte contrária'? Até que ponto fomos cegos ou apenas não quisemos ver que venderam Portugal fatiado, a metro, a granel às mega Corporations a quem temos ainda que pagar o que é legitimamente nosso se quisermos os ossos de volta? Como permitiram as elites dos Partidos do falacioso 'arco do poder ' que esses nobres instrumentos de Democracia fossem tomados de assalto por uma gente arrivista, sem qualquer preparação política, anti-democratas, que os usaram, desfazendo-os aos olhos de todos nós, para arranjarem o emprego, talvez a quimera de riqueza, que fora deles jamais conseguiriam? Como deixámos nós, eleitores, militantes, simpatizantes, que isto acontecesse debaixo das nossas barbas? Apenas pelo recato do nosso impuro silêncio.
E quem ajuda V.Exa, senhor Presidente da Republica, que afinal é nosso e devemos-lhe respeito institucional, a terminar o mandato com alguma dignidade para que reste Dignidade a nós, Portugueses, pagadores de impostos e pouco mais?
E que fazer a este Governo, morto como um feto no útero e que teima ainda que tem personalidade jurídica, autoridade, sabedoria?
Nestes pobres e tristes dias de verão de 2013, pautados pelo calor tardio e a cegueira medíocre dos que ocupam de momento as cadeiras do poder, não me podia permitir o silêncio.
Como cidadão ainda livre, reclamo eleições. Quero legitimar um Governo que me legitime e não me traía.
Aja, senhor Presidente da República. Ouça aqueles que votaram em si. E, por uma vez, os que não votaram também. Somos todos Portugueses. E queremos todos estar consigo ao tomar esta difícil, mas inultrapassável, decisão. O povo Português saberá manter-se ordeiro mas não submisso. Que desta tremenda instabilidade se construa a verdadeira Paz. Em Paz. Sempre em Paz".
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Se a ENDEMOL os apanha, é menina para acabar com o Big Brother.
Mais uma telenovela (Igualmente da vida real) produzida por este governo, com guião de Vítor Gaspar. A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, disse no Parlamento, na Comissão sobre o assunto, que o anterior governo não mencionou o problema dos 'swap' quando passou a pasta. Que desgraça rude. Teixeira dos Santos disse por sua vez, que o tinha feito numa reunião com o novo titular da pasta das finanças, no dia 18 de Junho de 2011. O ministério de Vítor Gaspar reconhece que lhe foi fornecida a informação (Afinal reconhece, calma!), mas para sacudir a água do capote, como é seu timbre, acrescenta: "mas nada acrescentava sobre as características dos contratos e, sobretudo, não apontava para nenhuma solução". Então é isso. Pasme-se. Vítor Gaspar queria que Teixeira dos Santos, ex-ministro, lhe desse a solução. Não há briefings diários que disfarcem esta incúria e esta desfaçatez.
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"Dor é apenas dor, não lhe podemos dar tanta importância senão ela fica"

Dra. Ana Paula Oliveira Sequeira
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Com o cinismo, mesquinhes, e mau génio que existe actualmente, se não fores politico com grande parte, nunca ganharás a boa sorte no mundo.
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O paradigma da justiça em Portugal alterava-se assim que o bastonário da ordem dos advogados fosse algum dia ministro da justiça.

1 – Os passarinhos gritariam de alegria;
2- Os juízes jamais poderiam exercer o seu poder brutal sobre os cidadãos;
3- Só poderia ser um dia juiz, quem fosse eleito através do voto popular e, aí sim, imbuído do poder divino, que só o povo pode conceder pelo voto, poderia exercer o seu poder;
4- Sim, porque para o Bastonário da Ordem dos Advogados, os juizes têm poder, não têm deveres;
5- E então, o juiz teria de se candidatar em listas organizadas, prometendo fazer a melhor justiça;
6 – Distribuindo cartazes e autocolantes pelas ruas da comarca;
7 – Só assim o povo conheceria e respeitaria o juiz;
8 – Certamente, tanto melhor justiça faria o novo juiz, quanto o ajudassem a alcançar tão poderoso cargo;
9 – Numa genorisidade que o juiz iria, com generosidade, distribuir aos apoiantes;
10 – Os que tiveram o desplante de apoiar outros para juizes, teriam de passar a ter alguma cautela extra com a sua vida;
11 – Mas que paraíso seria a justiça no novo mundo do Bastonário da OA;
12 – O mundo da justiça do Bastonário da OA precisa de si para ministro;
13 – E os passarinhos gritariam de alegria...


Autch.
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Não há droga para isto. Comentava hoje com a minha mãe a caminho de casa, que não obstante a cada pessoa ter as suas próprias manias, feitios, e personalidades, teria de existir algo caracteristicamente comum entre as mulheres. (Não sei se teria mesmo, mas reunia toda a piada para mim que assim fosse). Aquele aspecto que independentemente do estado, local ou momento, todas elas partilhassem. O imperativo, que não conseguissem de forma alguma fugir. Depois de pensar, avancei bravo e orgulhoso com a sentença. As mulheres não sabem aceitar um “não estou interessado” de um rapaz. É oficial. Ele é o melhor do mundo, até dizer “Não obrigado”. Depois disso, ora, depois disso, passa a ser arrogante, convencido, prepotente e até manipulador. Passa a ser conversa fresca entre as amigas, onde se pode pejorar aquele patife que se deve achar. 'Nem foi capaz de olhar para mim! Tem o rei na barriga o pobre coitado'.
Foi pois, nesta quase dissertação que explicava o novo sentido que a palavra 'ressabiamento' me fazia, agora muito mais lógico. Quando no fim, tirei os olhos da estada e olhei para a mãe-silêncio, que respondeu; «Não são as mulheres, são as crianças».
É isso. Seis palavras, e fui calado até casa.
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Os portugueses têm uma habilidade especial para transformar uma boa ideia numa grande trapalhada. Em teoria, a limitação de mandatos para os presidentes das Câmaras Municipais é uma óptima ideia.

Garante a necessária rotatividade nos presidentes dos municípios para combater uma das tendências da democracia nacional no pós-25 de Abril - o nascimento dos dinossauros autárquicos.

Pelo País surgiram vários casos dos presidentes que se confundiam com as câmaras que geriam. Alguns com mérito pelo trabalho que apresentaram. Mas muitos beneficiaram do enviesamento do sistema. Com a desertificação económica e social do interior, as câmaras, as empresas municipais e as instituições sociais ligadas às autarquias transformaram-se nos maiores centros de emprego do concelho. Por isto, tornou-se fácil para os políticos mais habilidosos eternizarem-se no lugar através do controlo dos caciques locais. Noutras autarquias, surgiram as relações perigosas entre a câmara e empresários, com negócios pouco claros.

Por tudo isto, todas as medidas que promovam a transparência na política devem ser aplaudidas. A legislação que define a limitação de mandatos foi aprovada em 2005, durante o primeiro Governo de Sócrates e teve a concordância dos dois maiores partidos: PS e PSD. Tudo parecia seguir no caminho correcto, até que teve de ser aplicada pela primeira vez. Então surgiu a habilidade nacional. Muitos dinossauros autárquicos decidiram aproveitar um vazio da lei para tentar contorná-la. Dão um passo ao lado e candidatam-se a uma câmara vizinha e, desta forma, eternizam-se.

Todos percebemos esta finta à lei menos os maiores partidos políticos que decidiram meter a cabeça na areia. PSD, PS e CDS podiam ter feito uma simples alteração à lei no Parlamento e esclareciam todas as dúvidas, acabando com a barafunda. Preferiram o caos. Com a miopia de quem faz tudo para garantir mais uma câmara e mais uns lugares, avançaram com candidaturas que claramente pisam o risco. Fernando Seara em Lisboa e Menezes no Porto são os exemplos mais óbvios no PSD, mas também há casos no PCP. Agora os tribunais dizem que a candidatura de Seara em Lisboa não poderá avançar. O PSD, em vez de acatar a decisão, insiste e diz que tem outra interpretação da lei. Uma legislação que vai no caminho certo - a moralização da vida política - acaba a ser discutida nos tribunais. É por isto que o fosso entre os portugueses e os partidos políticos é cada vez maior.

É difícil respeitar uma classe política que transmite o pior dos sinais: quer o poder a todo custo, mesmo que para isso tenha de fintar a lei. Esta crise económica, política e social devia servir para mudanças que vão para além do sistema produtivo e da redução das dívidas. Devia servir para uma mudança radical nas políticas e nos políticos. Pelos vistos, os partidos não aprendem.

Para eles, vale tudo.
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A Relação confirmou uma decisão do Tribunal Cível de Lisboa que não autorizava a candidatura de Fernando Seara a Lisboa, devido à lei de limitação de mandatos, uma vez que já tinha cumprido três mandatos na autarquia de Sintra, e o que Fernando Seara faz? 
Apresentou hoje a sua candidatura á Câmara de Lisboa.
Se isto é desrespeitar uma decisão proferida por um órgão de soberania que administra a justiça em nome do povo? Pode ser.
Se isto vindo de uma social-DEMOCRATA ganha nova dimensão, visto desrespeitar directamente o estado de direito e por sua vez a democracia? Sim, é verdade.
Se o Ivo está admirado por isso? De forma nenhuma. 

Seara, que nem bom seguidor das ideologias/filosofias do actual governo, também ele pode não respeitar uma decisão de um tribunal. É um direito que em uniformização de jurisprudência nunca lhe será negado certamente. Seja uma decisão do Constitucional, da Relação ou até Primeira Instância.
O importante é ser coerente, e de tudo o mais, Seara está a ser.
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Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido.
Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados.
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.
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