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CrIvo de Almeida™

Não foi há muito tempo que usei a seguinte frase: ”…ainda estamos num país, em que para boa parte do mesmo, uma notícia sensacionalista, valerá sempre muito mais que um acórdão judicial”, mas afinal não é necessário nenhuma notícia sensacionalista; o desrespeito pelos tribunais materializa-se só porque sim. Coloque-se as questões deste modo;
- A República Portuguesa é um estado de direito democrático – Artigo 2º da CRP.
Uma das características de um estado de direito, é que as decisões dos tribunais são obrigatórias, e prevalecem sobre a toda e qualquer outra autoridade. Isto também não sou eu que digo, é o Artigo 205/2º da CRP. Toda a atitude que seja contrária a uma decisão de um tribunal, é uma afronta ao mesmo. (Como este exemplo). 

As conclusões a retirar desta situação, assim como a postura do PM em relação ao acórdão do TC, é no mínimo uma irreverência desrespeitosa que não fica bem a muita gente, e piora quando é o Primeiro-Ministro de um país. Um tribunal jamais poderá ser um adversário político, muito menos um bode expiatório de um mau resultado. O poder judicial não tem, nem pode ser subsidiário do poder político, mas antes um órgão norteador dos limites a implementar. (Estado de direito)
Já as nomeações dos Juízes do TC, não são para mim uma grande separação e interdependência de poderes, quando mais esta clara tentativa de desjudicialização dos tribunais, tentando politizar a todo o custo. Absolutamente contra.

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Facebook é incompatível com o amor. Sei que é radical a afirmação, mas infelizmente milhares de encalhados espalhados pelo mundo a apoiam. A sociedade vai sofrendo as metamorfoses normais da evolução, o chato é que essa modernidade glorifica a tecnologia prejudicando as relações. A culpa não é dele, nem dela. A culpa é do ‘like’, a culpa é da tal amiga do primeiro beijo que reapareceu, «tem cara de vaca, não tem?», a culpa é do rapaz que nunca mais a viu, e fala agora ao fim de 2 anos, como se ontem tivessem a chorar no ombro um do outro. Quem ama tem receio de perder, e é saudável se ficar por aqui. Não fica!
Não é que o planeta seja feito de egoístas, mas ter de partilhar a nossa cara-metade com 5.000 novos amigos, é um exercício que vai crescendo como lava, e a erupção surge um dia. «Não é que tenhas culpa amor, eles é que se esticam».
Se é verdade que bonitas relações começaram na rede social da moda, vos garanto que milhares delas são hoje só mudanças de estado (Por sinal com inúmeros Likes- vai-se lá entender). A linha é ténue e façam atenção a esse Facebook, pois é «Bullying cibernético» que esse Mark Zuckerber nos ofereceu.
O facebook foi aquele menino que tirou apontamentos do Hi5, a cor do Myspace e nasceu ainda mais forte na sua missão assolapada de dizimar os pombinhos. Corro o sério risco de me apaixonar pela primeira moçoila que no dia que ia abrir a conta de facebook, preferiu comer uma maçã.
Nesse dia, serei que nem Adão a trincar o fruto proibido da árvore da ciência.




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"CHIPRADO": adjectivo.
- Significado: que foi objecto de roubo, furtado, afanado, subtraído sem consentimento.
- Sinónimos: roubado, gamado, entroikado, depenado
- Utilizações célebres: sherife de Notingham, FMI, Goldman Sachs 

- Conjugações como verbo: eu chipro, tu chipras, o Gaspar chipra, nós no governo chipramos, vós na troika chiprais, eles na Alemanha chipram
- Conjugações comuns no Sul da Europa: eu sou chiprado, tu és chiprado, ele é chiprado.
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Soltaram-se as feras às novas que dão certo o acordo entre José Sócrates e a RTP. De ultraje a traição social, todas as injúrias, calúnias e difamações são válidas para apelidar a medida da RTP. Já se perdoa os Reality Shows e as demais ferramentas vocacionadas ao público que existe no país; agora José Sócrates, foi o rebenta-a-bolha de já 20.000 cidadãos que trataram de assinar uma petição que se intitula de “Não queremos José Sócrates como comentador da RTP”, e fazem questão de alcançar as 40.000 assinaturas para que a mesma seja discutida em plenário da AR. As feras são tremendamente revoltadas, imaginam-se astutamente politizadas, e admitem que a acção a ter é esta. Pois bem, é de todo aquilo que chamo incompatibilidade lógica. Nesta assolapada senda de criar petições para que a AR as discuta, em conversa sobre o tema propus como signatário elaborar a “Petição contra os pêlos no peito”, e outra ainda que não ouso colocar o título, pois temo a passagem de brinquedos pré-escolares por estas paragens. Não obstante a ser um disparate esta dita “actividade política” em forma de petição, faria muito melhor a todos nós, que a “actividade politica” não fosse manifestamente resultante numa abstenção de 70% nas últimas eleições. Mas as feras escolhem demonstrar a sua politização em Petições, que porventura nos tempos que correm, como os nossos políticos pouco mais têm de fazer e pensar, vão colocar uma AR inteira a esmiuçar um comentador da RTP. Faz bastante sentido, até porque me parece que um país não pode crescer economicamente, sem discussões políticas desta magnitude. Muito bem.
Outro lado da eloquente petição pública, passa por tentar fazer entender que em regra as leis existem para regular uma sociedade. Neste sentido surgem as minhas reservas para com essa petição, sendo que seria mais institucional começarem por lançar o assunto junto daquilo que foi criado para o efeito. Se para beber água costumo ir ao frigorífico, porque hei-de eu lutar contra uma almofada por ela não me matar a sede? As boas noticias aqui, é que a almofada nunca me vai servir água, e por outro lado a ERC- (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), é a entidade competente e legitima para o efeito a que se querem propor, fazendo desta forma a actividade para a qual foi concebida. É astuto este espirito reivindicativo, politizando a vida de todos e mais alguns, mas só para que não se magoem nas investidas, vamos lá apontar para o sítio certo.

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Era este o título da notícia, e eu sinceramente, encontro-me com muita dificuldade em compreender estas orientações. O apuramento da culpa, cabe em exclusivo ao tribunal e a sua comunicação de ilegalidades é obrigatória. Os funcionários públicos e inspectores estão obrigados a denunciar a prática de um crime, se tomarem conhecimento dele. A questão é, qual é a margem para comunicar esse crime, está certo. Mas não cabe ao funcionário fazer essa classificação. Cabe sim ao MP fazer a investigação. Não de todo é aceitável que um organismo do Estado faça uma interpretação sofisticada desse dever para decidir se deve haver participação ou não. Esta restrição, está a violar directamente o dever de denúncia. Mas que se anda a passar com estas leis?
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E eu que sempre pensei serem os Tribunais órgãos do Estado que administram a Jusdftiça em nome do povo...(cito Artigo 202.° da CRP), mas depois veio esta "moda" da desjurisdicionalização, com julgados de paz, solicitadores/agentes de execução, inventários nos notários e nas conservatórias, mediações penais, Etc.

Senhora Ministra da justiça, fica aqui algumas propostas á escassa criatividade
- Balcão Nacional das Reivindicações e Demarcações;
- Balcão Nacional dos Procedimentos Cautelares; - Balcão Nacional da Família e Menores;
- Balcão Nacional dos Crimes Rodoviários;
- Balcão Nacional das Injúrias, Difamações, Ameaças, Ofensas à Integridade Física e Quejandas;
- Balcão Nacional da Execução de Penas.

E já agora, tudo a funcionar em moldes semelhantes ao processo de injunção ou acção executiva com agentes de execução (como o balcão da execução de penas).
Claro que, no caso dos procedimentos cautelares, era só apresentar o requerimento para aposição da choca.
É o Futuro, caros concidadãos, muito rápido e eficaz! Só não compreendo por que razão não se parte (rectius, partiu) do que já existe (rectius, existia), os Tribunais, dotando-os dos meios necessários e adequados para que a Justiça se faça por quem a deve fazer.
Precisamente os Tribunais.
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Em tempos que a soberania de um país significa tanto para os governantes, como o meu báton para o cieiro, por dinheiro os nossos políticos até mãe enrolada á bandeira nacional venderiam se assim necessário. Foram as pescas, a agricultura, desde a TAP á EDP, com ANA’s pelo caminho tudo vai a seu tempo, chegando ao cúmulo de se vender a própria língua, com acordos ridículos. Hoje ninguém compreende mais do que se passa á superfície, e esta visão modernamente errada, cria os seus danos de profundidade impensável para uma recuperação breve. Esta política bate em todas as campaínhas, e chega a portas que seria impensável também elas contribuírem para esta onda de mudanças radicais, onde não interessa mais que meios se usa, que direitos ou garantias se violam. É a justiça também utilizada para aproveitar às novas medidas. As alterações legislativas podem ser medidas importantes para se aproximar a lei da sua eficácia prática, para se fazer com que a lei seja mutável ao ponto de acompanhar as mudanças também existentes na sociedade actual. Não é de todo o que acontece. Leis importantes criadas por grandes legisladores, em que os seus nomes ficarão para sempre salientes como grandes mentes do direito, da lei, e da justiça em Portugal, são hoje banalizadas. São hoje insultadas no seu núcleo, porque hoje, não são legisladores que a escrevem, mas políticos! Sim políticos que as alteram, sem sequer terem a prudência de estudar o seu factor histórico, a sua aplicabilidade, e/ou os seus efeitos na sociedade. Que nem políticos que promovem as novas reformas, são estas armas letais para responder aos interesses dos mesmos, e não mais á posição e situação actual que a sociedade. Deveria ser somente para esta, que a lei se altera. As reformas civis, penais, (as tentativas das constitucionais), são alteradas para atender a um momento de actualidade fugaz, indo ao encontro de interesses momentâneos. Amanhã, amanhã logo se vê, mas em princípio, o próximo governo que a altere novamente. Não deveria ser necessário relembrar que são as leis que regulam um país, que regulam um povo, que equilibram, e surgem para auxiliar quando o desequilíbrio toma conta de alguma forma. Aprovar diplomas, revogar leis, aprovar propostas legislativas em momento de desequilíbrio total, parece-me continuar o exercício de andar no trapézio, só que desta vez, sem a rede de segurança. Tenham cuidado! A lei não foi criada para ser alterada por políticos, mas antes por legisladores com o espirito de dever para com a sociedade.
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Quando dizem que a Analfabetização é o maior flagelo da sociedade estagnada, eu não posso concordar. A oligofrenia, é sem dúvida o mais recorrente!
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A inteligência não se pensa que se tem. Quem o faz, pouca usa. Aplica-se somente.
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Não sei o que mais brilhava. Se esses olhos azuis cor do pacifico nos filmes, ou a saliva a escorrer nos cantos da boca de sorriso descontrolado. ‘Artur concentra-te’, disseram-te quando olhaste para mim perdendo-te nos passos. Olhaste para os pés, para confirmar se ainda lá estavam, e então depois retomaste a marcha lenta e dolorosa. Observar-te na luta diária, fez-me desejar que pudesses responder a todas as pessoas que te chamavam ‘coitadinho’, todas aquelas que desistem, todas aquelas que julgam ter problemas, todas aquelas que choram a sua má sorte na vida, todas elas, elas que gritam desenfreadas no trânsito que ‘O dia não lhes está a correr bem’. Nada respondeste, não podias ou não querias, mas não o fizeste. Passaram 20 minutos, e voltavas tu resistente de 5 metros de chão, a demonstrar essa tua luta contra o piso que fugia. Desta vez notei que respondias a todas e a cada uma pessoa. Por quem passavas, olhavas nos olhos de sorriso descontrolado. A mensagem surgiu-me distorcida mas tornando-se clara aos poucos, cantando que ainda era tão cedo para querer parar. A cada um de nós, escreveste na planície que queres parar mas não assim, explicaste que a luz que todos víamos partia de ti, e que um dia de chuva pode bem ser mil estradas de vidro, bonitas e únicas como nunca outras. Deixaste como ponto final, “O mundo não compreende mais do que está á superfície”. Afinal, respondeste mesmo.

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O Sporting podia perder o campeonato apenas no Natal, mas optou pelos duodécimos, e perde em todas as jornadas.
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Hoje desenhei-te durante a noite. Lá estava eu semi-curvado á luz de uma lareira. Lareira das antigas, com chamas rugosas de tão gastas. De lápis a carvão, desenhava á luz de ondas que bailavam nas paredes, dançando a uma música só delas, lenta. Caprichei nos teus traços e feições, formas e contornos. Desenhei-te com minucia só para te poder apagar de seguida. De jeito atabalhoado para o desenho, tentava á pressa fazer-te nascer no maior dos mistérios sem produzir o mínimo som, não fosses tu acordar, e saltares da folha só para me abraçar. Não. Quando terminei, afastei-me da folha para te observar em conjunto, mas não parecias tu. Talvez nem fosses. Não te fiz renascer, nem me perguntaste como estou. Não me lançaste o teu olhar inquisitório, como quem observa a criança que fez asneira. A nada tive direito. Já em dança com as chamas, dobravas-te de dor, sangrando em cinza grafite, que te escorria que nem lágrimas pelo rosto de ninguém, desenhado. Podia jurar que a ouvia chorar em fogo, mas era malfadada ilusão, que de riso sádico se grisava com aquela dor. Afinal, esta noite eu não te fiz renascer.

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A morosidade da justiça portuguesa é de todos os factores possivelmente criticáveis, aquele mais apetitoso. Faz bastante sentido, quando na prática é precisamente este que é mais difícil de digerir, compreender, e aceitar. Várias são as prespectivas públicas no sentido de dar uma explicação que condene os responsáveis por tal maleita. As diferentes visões sobre o tema, abrem hostes para várias dissertações, inúmeros artigos jornalísticos, e infindos programas de televisão munidos de convidados especialistas. Nesta extensa panóplia de discussões, as palavras incriminatórias são dirigidas aos demais intervenientes da justiça. Desde os OPC’s, MP, Advogados, Magistrados, terminando nos Juízes, todos vão sentindo esse escárnio público. Nesta barca de remadores da justiça, é perfeitamente lógico agregar-se ainda os laboratórios de polícia científica, assim como outros. Não faltam alvos para se disparar, mas é certo que acima deste vasto campo de tiro, pede-se prudência de raciocínio na análise, e especialmente prudência no dedo que aponta. Julgo que seria propositado explorar os agentes enunciados, não tentando desde logo a busca de responsabilidade una e imperativa resultado de uma incompetência generalizada, mas antes numa visão estratega na observação de pontos comuns. A Lei e a aplicação da lei. Todos os intervenientes supracitados têm em comum a subordinação á lei, e posteriormente no discorrer do seu trabalho, a aplicação da mesma. Não obstante ao contributo que cada um deles pode dar para a morosidade na justiça, é nesta forma que as peças no tabuleiro permitem que, se identifique a lei, como factor principal de tal morosidade. A burocracia existente na lei vigente, é de uma violência que fica completamente estagnada pelas mil e uma hipóteses que os códigos processuais oferecem. É facto que na dependência legislativa, a atenção não pode recair na exclusiva descoberta da verdade material, sem oferecer as garantias essenciais a um estado democrático que a prossecução da verdade formal concerne. No entanto, esta segunda deve estabelecer-se com carácter de complementaridade, e não de forma alguma, oferecendo soluções que vão obstipando os tribunais, fazendo-os esquecer que o principio da investigação por completo. No processo penal recorre-se de uma decisão que indeferiu uma reclamação que contestava um despacho que indeferiu um pedido de aclaração que visava retardar o trânsito em julgado de um acórdão que condenava em pena de prisão, na sequência de um recurso interposto de uma decisão irrecorrível que indeferia uma arguição de nulidade de um despacho que indeferiu um pedido de aclaração que visava aclarar o que era claro, na sequência da improcedência de um recurso que se seguia a cinco arguições de nulidades que visavam retardar o trânsito em julgado de uma sentença que..... (balão de oxigénio). E é isto. Se estas garantias formais são necessárias á descoberta da verdade material; talvez sejam, mas mitigadamente. Mas se as colocarmos numa avaliação de Garantia Vs Justiça, talvez o resultado não seja nos dias de hoje o mais positivo. Por exemplo, acrescento que para mim este processo sobreviveria perfeitamente sem a fase de instrução. Actualmente não é esta uma fase que visa a comprovação judicial da decisão de deduzir acusação ou de arquivar um inquérito em ordem a submeter ou não a causa a julgamento. É uma espécie de recurso do inquérito, que se servem dela para arrastar o processo. Está estatisticamente comprovado, que são as fases mais morosas do processo penal. Tendo em conta que a mesma é de carácter facultativo, a abolição, ou a especificidade mais detalhada da sua aplicação, limitando-a, seria uma boa medida. Das primeiras lições de Direito que se aprende na universidade, é ‘ubi societas ibi jus’, e significa ela que, onde existe sociedade, aí está o direito. A sociedade muda por vários factores, e desse modo, sendo para ela que a lei existe, é a ela que a lei deve acompanhar.
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'No exercício de cargos do Estado exige-se prudência. A afirmação da PGR no Parlamento, de que "poderia introduzir-se um mecanismo de maior sanção disciplinar quando os juízes não cumprissem prazos além dos 3 ou 6 meses" e que, "sempre que houvesse um atraso destes, haveria abertura de um inquérito", representa um momento infeliz neste seu ainda curto mandato. Infeliz, por provir de quem sabe que os juízes são inspeccionados periodicamente e que os atrasos são elemento determinante, levando à instauração de processos disciplinares, sujeitos a um controlo do CSM. Infeliz, porque é dito por quem sabe que os atrasos na Justiça não derivam, em regra, da actuação dos juízes, e que, segundo as palavras do insuspeito Prof. Nuno Garoupa, se a Justiça ainda anda é porque os juízes a carregam às costas. Infeliz, porque num momento de reformas era desejável tranquilidade, expurgada de afirmações capazes de reacender divergências. Infeliz, porque parece centrar as problemáticas existentes na Justiça numa única classe, excluindo as demais'. Presidente do TRL
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A tua ausência não tem fim, e se um dia me perguntarem por ti, mantem-se aquela resposta toda senhora de si, como quem ainda fala do que é seu. «Foi ali e já vem». «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece». Tem de haver razões para te odiar. Tem de haver forma de não te desculpar, para me desculpar, e areia suficiente para que nem cobarde, lá colocar a cabeça. Tem de existir maneira de me libertares deste fato três números abaixo do meu. Eu sou pequeno não o consigo despir, e ouvi dizer que “lá fora faz mais frio”. Como posso eu escolher desligar-te da máquina, quando é apenas a ciência que diz que não tens salvação possível. Quando são apenas os livros que dizem que transitou em julgado. Quando são apenas os sábios que me mostram que és feliz a dormir. Quando é apenas o mundo que diz basta!
Nada sabem! A ciência erra, os livros foram escritos por cientistas, os sábios também escrevem livros, e o mundo, esse não sabe quem eu sou. Eu sou aquele que se um dia me perguntarem por ti, vai responder, «Foi ali e já vem», «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece».


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SAIBA COMO ENFRENTAR OS INSPECTORES TRIBUTÁRIOS NA RUA!
Há os textos bons, e depois há aqueles muito bons.
Este é uma maravilha.

Vai ser mais ou menos assim:
- “Bom dia. Sou Inspector tributário”.
- “Bom dia. E o que e que eu tenho a ver com isso?”
- “É que eu queria fiscalizá-lo.”
- “Fiscalize, se não tem nada melhor para fazer”.
- “Tomou café?”
- “Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos.”
- “Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura.”
- “Então não lhe respondo.”
- “Não me responde?”
- “Não!”
- “Mas porquê?”
- “Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se a faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me.”
- “Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura.”
- “Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar que não cumpri as minhas obrigações fiscais para o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda”.
- “Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!”
- “Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso…”
- “Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura.”
- “Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no…”
- “O quê? O que é que o senhor disse?”
- “Para o senhor ir tomar no… balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei”
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"Quando saí do café, o homem, engravatado e educado, abordou-me: "Boa tarde, sou da AT, Autoridade Tributária e Aduaneira..." Eu, que nisto de diálogos com as autoridades tenho pouca bagagem, desviei a conversa: "O senhor desculpe-me, mas como é que AT quer dizer Autoridade Tributária e Aduaneira?" Mas ele, com muito ano, não atou nem desatou: "Mostre-me a fatura, por favor." E eu: "Fatura, não tenho." Ele: "Mas tem de ter, tomou café." Eu: "Não tomei, não." Ele, que a sabe toda: "O senhor entrou no café e como consumidor final tem de pedir fatura." Eu: "Mas qual consumidor? E final? De onde é que me conhece para me chamar consumidor final?! Entrei no café para aquecer." Ele: "O senhor está a obtemperar..." Eu sabia, ponham uma autoridade tributária a fazer de GNR e ele fica logo a falar como um GNR... Fugi para a frente: "Exijo uma lavagem ao estômago para ver se há cafeína." Olhei para o interior do café e vi as saquetas de publicidade: "E tem de ser Delta! Porque ainda devo ter resíduos do Nespresso que tomei em casa..." O tributário hesitou, guardou o papelinho da contraordenação (é o que eu dizia, é assim que eles chamam à multa) e mandou-me seguir. Fiquei a vê-lo a caçar outro cliente. Este estava tramado, ainda mastigava o croissant... Dali até à esquina, fui pelo passeio sempre a fazer sinais de luzes aos consumidores finais que iam em sentido contrário".

Ferreira Fernandes
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Constata-la forte ou fraca, não pode ser feito quando se tirou férias dos problemas. A avaliação não é justa, e o resultado é beijo de cinema, bonito, romântico, mas sem sabor. Todo o mundo é forte quando nem força necessita de fazer, e por isso, aprendi que prefiro as conclusões tiradas em combate, do que no púlpito nobre debaixo de um iluminado projector.
Ser tão melhor pessoa quanto a vida lhe corra bem, é negligência grosseira de avaliação.
Pode ser que um dia entenda que o lado nobre dos princípios e valores, não é nunca terminaram, mas antes serem capazes de chegar ao fim e manterem-se.


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Melhor LETRA,
Melhor performance,
Melhor LETRA,
Melhor LETRA,
(...)
Melhor LETRA ...


http://youtu.be/E5T6j3e3jAg
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Que o amor é fogo não dúvido. Agora se vai aquecer o meu coração, ou queimar a minha casa, não faço ideia.
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Foram hoje julgados improcedentes os recursos intrepostos pelos arguídos (Exepção de Carlos Silvino - Moldura penal superior a 6 anos) no Tribunal Constitucional.
Segue-se o mesmo para consulta.

Acordão tc casa pia from Ivo de Almeida
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Completamente vidrado com o ‘Conta-me História – Documentários RTP’.
Factos relatados por um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Sempre num registo bem humorado, viajam no espaço e - volta e meia - pelo tempo, como testemunhas privilegiadas dos segredos, estratégias e façanhas que nos deveriam fazer a todos muito orgulhosos dos quase 900 anos deste país.
Finalmente o verdadeiro serviço público que a Televisão do estado tem para oferecer á sociedade, instigando á cultura e história do país.



http://www.rtp.pt/programa/tv/p29775
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- Oh amor, porque andas assim tão desanimada?...
- Até tenho vergonha de dizer...
- Anda lá filha, fala de uma vez.
- Porque tu já não me procuras Manel...
- Eu? Mas Maria, tu não te escondes...
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Atenção, atenção!
Hoje o melhor pai do mundo faz anos!


 Parabéns! *
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A saga do Harry Potter terminou, mas nem tudo são más noticias para os amantes da mesma. Porque nem em tempos de austeridade são necessárias as multivalências em habilidades laborais, e nem só da sétima arte vivem estes actores.
O PROFESSOR SNAPE lançou-se na música, e a solo!
http://www.youtube.com/watch?v=8s3TJuGNiJ4
Resultado impressionante!

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Eu ainda sou do tempo, em que uma notícia como esta do Público, era uma vergonha para uma sociedade dita de justa.
Pode isto ser verborreia do adiantar da hora, contudo, faz-me confusão esta medida de premiar um aluno, por este apenas ter feito o que é exigível. Pasme-se alma esta, que entende os prémios somente para os alunos com atitudes ou resultados extraordinários.
Mas mais grave que este estranho critério, torna-se todas estas elaboradas tácticas que têm como resultado a desigualdade e injustiça.
Se fui um aluno do ensino superior, o de um politécnico também foi. Se fiz questão de entrar numa universidade de referência, foi porque mereci e/ou tive médias para tal. Paguei as minhas propinas, e penso que um aluno de um politécnico também o faça. Se eu estudei para terminar o curso, penso que nos politécnicos faz-se o mesmo. Tenho a minha média ponderada, conforme os ECTS, porque assim mereci, e o aluno do politécnico é majorado porquê? Igualdade na Constituição da República de Relvas?
Partindo do principio da justificação dada pelos Presidentes dos Politécnicos de Lisboa e de Leiria, Vicente Ferreira e Nuno Manga, onde se entende que, um aluno que entra, acaba o curso, e sai do Politécnico, vai gerar menos encargos financeiros para o Estado, do que um outro que termina o curso ao fim de 10 anos, por razões óbvias de morosidade na inclusão no mercado de trabalho, e tantas outras.
Quem nem mente funesta esta que me habita, dá-me de imediato uma prespectiva bastante libertina.
Se os encargos do Estado são menores com esta senda de impulsos, encaro sem surpresa que um politécnico aufere mais rendimento se tiver constantemente alunos a saldar propinas de um ano inteiro de cadeiras, do que quinhentos ou mais alunos que andam a pagar uma ou duas cadeiras durante anos. Curiosamente, o Ministro da Educação e da Ciência Nuno Crato, coloca-se numa posição de praticamente não ingerência do estado (relativamente ao carácter injusto da mesma, entenda-se), quando nos passa a ideia de que este tipo de decisões é da responsabilidade de cada instituição, que têm a possibilidade de adoptar medidas como esta, no âmbito da autonomia que lhes é legalmente reconhecida.
Está certo que após o caso académico do Dr. Miguel Relvas, posso estar eu a cair no erro de efeméride passiva. Mas que mania a minha.

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O que é uma Democracia? Oh Ivo, mas que pergunta parva. Uma democracia é uma forma de governo, onde o poder reside essencialmente nos cidadãos, directa ou indiretamente, por meio de representantes eleitos. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico. Na democracia, existem princípios e valores salvaguardados, como a liberdade, e a igualdade.
Está certo. Afinal o conceito mantém-se.

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Dar pérolas a porcos é das piores arrelias que se pode viver. Especialmente quando essas pérolas custam tanto a encontrar.
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São passos de magia, e rebuscadas tácticas, o que se faz para se parecer em detrimento de ser. Ostentação de um perfil inexistênte, que nem convento de Mafra, aprecia-se a fachada criada apenas para a inauguração, deixando o interior esse, para acesso exclusívo do artista. Encontramos aqui o 'atrás do pano', bastidores ou balneários invioláveis. Nada mais que ilusão propositada, jogo de marionetas. As mudanças quando não são fruto de um crescimento interior, de uma percepção diferente da realidade, em que olhamos por nós a admitir um caminho com mais luz, essa não foi uma mudança. Foi uma intermitência e apenas obrigas a que te julguem como irregular e não diferente, como tanto querias.
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Rui Moreira apenas avança para o Porto, se as eleições autárquicas forem arbitradas pelo Pedro Proença, ou Lucílio Baptista.
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Enquanto se confirma o Liedson como o mais recente jogador do FC Porto, estes acabaram de ganhar por 5-0 ao Gil Vicente.
Significa isto que a equipa do Sporting 2006/2007 está cada vez mais próxima de ser campeã nacional 2012/2013.
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'Qual é a pressa?' 'Qual é a pressa?'
- A pressa não passa por ileger o Secretário-Geral do Partido Socialista, mas após a bela lealdade governamental do PSD, é escolher já o próximo Primeiro-Ministro português com maioria absoluta.


A cadeira é maior do que aparenta.
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Posso até ser suspeito da declaração que faço, e apontado como limitado por uma antí-cor política, mas é uma suspeição infundada a meu respeito. Acredito em pessoas e não em cores, acredito em ideias e não em partidos. Acredito na gestão igualitária, sempre baseada numa visão de paridade. Interpreto o princípio da igualdade no seu sentido extensivo, e só assim justo. Próximo da igualdade está a injustiça, sempre que se aborde o mesmo num sentido lato. Um perigo.
Sou da área da justiça, mas remeter-me á mesma, é em 90% dos casos abordar a política na sua maior natureza. Sabem, tudo isto é política.
O exercício não é complicado, juro que não é. Assumo para mim, que legítimo a todos nós, é um raciocínio de observância simples. De espectador, mesmo sem ser dos ‘muito atentos’, é suficiente. Vejam que; políticos a mentir é normal, sempre houve e sempre vai haver. Talvez lhes esteja na massa do sangue e/ou seja condição sem a qual não reuniriam 10 assinaturas ou 2 votos. Não digo que esteja correcta tal ideia, mas tendo em conta a conjuntura actual, dou por mim a aceita-la como facto imperativo. 

- Que os políticos prometam aquilo que não podem cumprir, sem aceitar como correcto, diga-se que é frequente. Agora, garantir que não se vai tomar certa medida, e depois tomá-la, é na minha prespectiva, uma fraude, uma burla - 
Em linguagem semelhante a vernácula, diga-se, o povo português foi enganado nas últimas eleições, pois acreditou nas garantias dadas pelo partido político que venceu as mesmas, e que agora a governar, fazem indubitavelmente o contrário do que garantiram que não iriam fazer.
E não, não estamos a falar da discussão técnica de existir ou não mandato para governar desta ou outra forma, porque até se entende que uma ditadura é política. Por sua vez, falamos aqui de algo que reitera o problema dos governantes no país destas últimas décadas. Por favor, urge substituição de políticos profissionais, por profissionais na politica.
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- O ódio e o rancor, é a secreção em recipiente fechado de prolongadas impotências.
- Quem odeia deve ultrapassar, e renunciar ao facilitismo de odiar.
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In Mexico way of life;

'Why don't you wanna 'Taco' 'bout it too?'

''Coz i'm 'Nacho' friend anymore!'

Bueno...
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Os jogadores do Sporting correm mais agora, porque já viram que com esforço ainda podem ir para o Porto!
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For now ♥

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am


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Hoje faço um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são debeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, comprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do restelo, dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a minima hipotese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugáz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem haver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperânça, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.
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Não teres tempo para o meu raciocínio de cem metros barreiras, sempre foi teu apanágio e a minha salvação. O que sinto por ti é como ter contraído malária: o bicho está cá dentro e volta e meia manifesta-se, apesar dos cuidados profiláticos que faço questão de ter, antes de cada viagem. Aliás, a profilaxia induz, ela própria, sintomas ligeiros da doença que é suposto prevenir e é por essa razão que as cautelas e os caldos de galinha, que engulo a horas certas, não me evitam suores frios, febres súbitas e tremuras, face à hipótese remota da tua presença no meu metro quadrado.
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O sol de inverno olha de esguelha para o mar, só para preparar a aterragem. É nesta azafama de sair ao serviço, que nem leva em conta o quando estava a ser necessário. Numa esplanada da Praça da Figueira, (ou então do Comércio, faço sempre confusão), sentam-se os nostálgicos, abraçados por tal calor, pedem-lhe horas extraordinárias, mediante pagamento em sorrisos. É nas horas finais que se dão as maiores surpresas, e por bom profissional que foi na pontualidade, mandou que a Lei, o Crime, e a Notícia se entendessem naquele momento. Sol, sol, não voltes a banalizar os fracos.
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Fui a bruxas, médiuns e feiticeiros; rezei ateu e descrente em igrejas e outros templos; avé marias e pais nossos, rogai por nós pecadores; acendi velas, espalhei incensos, soletrei mantras, tomei comprimidos, fui a médicos e a curandeiros; mudei de vida, de cidade, de país, de corte de cabelo e de canções favoritas. Evito a tua aldeia na linha do meu horizonte porque olho sempre para o lado, para a rua ingreme onde assenta o casario e onde te escondes cobarde, e não para cima, onde a paisagem campestre se define e o céu começa. Desfiz-me do anel, do mundo, das roupas onde um dia te roçaste de amor e no fim despejaste o ódio. Esfreguei-te da pele até quase sangrar, desisti de saber as respostas que não me deixaste; arranjei outros, outras, gente perdida como eu, ouvintes forçados da tragédia que tentei em vão banalizar de tanto e tanto a contar, passa a palavra, passa a outro e não ao mesmo, espalha por aí, espalha brasas, espalhafato. Carrego esta culpa como um nado morto ao colo; não tenho onde a largar, despejar ou enterrar, não consigo separar-me dela, e o tempo - Ah, o tempo! - que não desfaz em pó este cordão umbilical. Estás comigo a toda a hora. Amoral, assexuada; nem feia nem bonita, linda, nem boa e afável nem ávida e cruel; só te desejo e arrepias: estás, apenas. Segues-me para onde vou; não és sombra nem espectro, impressão ou sopro breve, mas carne viva num sorriso corpóreo, aflita. Não te julgo, não me faltas, não te afasto nem te agarro; serias uma excrescência suportável, não fora definires aquilo em que me tornei por dentro. És um átomo de dor, imortal e imbatível, és o toque subtil do tormento, o embalo desajeitado do choro, a saturação dos fins de dia, o sono inquieto das noites. És. Mas vou a bruxas e curandeiros, acendo velas e papo missas, mudo de vida e de pessoas, de roupas e de horizonte, para que um dia sejas Foste.
Por hoje, sonho todos os dias com os mistérios na curva do teu nariz e os poemas por descobrir no teu corpo mini-arranha-céus. O universo diz que é coisa para levar a vida toda a ler e eu confio, nele e em ti a caminho de mim. Não há nada em ti que eu não queira, nada em ti que não me sirva, que não me pareça ter sido feito à medida das minhas preces mais antigas. Tu, que és tudo o que eu sempre esperei da vida mas que a vida me dizia que não havia. Tu, a surpresa e a prova, o destino.
No entanto tenho algo ainda mais teu que meu. Um herdeiro, um filho nosso, a mudança que em mim criaste. É meu dever dizer-te que tudo isto seria despiciendo não fora uma lacuna imperdoável. Se eu quisesse mesmo, mesmo muito, dar-te-ia a conhecer um mundo novo, um filho só teu: a minha cabeça superhipersónica. A todas que se aproximam, confundi-las, banzadas, com as minhas piruetas mentais, as exasperantes contradições e o excesso emocional; perder-se-iam no meu labirinto interior, de tantas voltas que as deixariam tontas e incongruentes, incapazes de rotinas e obrigadas a reacções inesperadas, livres da dormência do tédio. Mas não quero. Sabes Porquê? Pelo que mais releva no universo amoroso: elas não entendem as minhas piadas.





(É este David Antunes...)
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(Clicar nas fotos para amplicar)
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In my dreams, it was real!
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Dizer que nos pequenos pormenores surgem as grandes pessoas, significa por vezes estar sozinho ou isolado, mas ao mesmo tempo, ser aquele que até em lágrimas, adormece a sorrir.
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♥O amor para quem é mais novo, e não sabe como o fazer, não é uma técnica ou uma táctica. Não há segredo. Não há lições. Ou se ama, ou não se ama. Ou se é amado, ou não se é amado. (...) O segredo não é ter paciência, é antes conseguir manter a impaciência num estado de excelsitude. É como o ‘Nunca mais é domingo’. Se não sentirmos, que todos os dias, nunca mais é Domingo, quando Domingo chegar, parecer-se-á com outro dia qualquer. Os dias bons não são os que ficam na lembrança. São aqueles que se esquecem, porque se repetem na mais estúpida felicidade mas que, todos juntos, servirão para um dia eu poder dizer, ‘Sim, eu já fui feliz’.♥

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O Eng. António Ferreira da Silva, foi ontem (08/12/2012) condenado a 20 anos de prisão efectiva, e pagamento de 50.000.00€ pelo crime de homicídio qualificado atípico do advogado Dr. Cláudio Rio Mendes. Novamente a imprensa nacional, a marcar um tipo de posição que nos tem vindo a habituar. No CM de hoje, lê-se na capa “Pai de Juíza condenado a 20 anos de prisão”. Ora aqui está uma primeira capa com uma manchete reveladora. O arguido, podia ser ‘O arguído’, ‘Ferreira da Silva’, ‘o homicida’, ‘o ex-genro’, e por muitos outros nomes identificado. Mas não. A capa, é o ‘Pai de Juíza APANHA 20 anos’. Faz sentido. Além de ser verdade, é assim que mais vende, porque é desta forma que mais suscita o aspecto critico ao público, é desta forma que deixa levantar um pouco de desconfiança ou indício de falta de transparência no julgamento. O importante é o ruído que causa, simplesmente porque o ruído é o que mais vende. ‘A justiça está mal’, e o que tem de se fazer é potenciar que todos os sinais tendem a ir de acordo a essa missiva. Arrisco-me a dizer que SE um dia ‘a justiça deixar de estar assim tão mal’, alguns jornais correm o risco de fechar, ou alguns jornalistas serem despedidos.
É uma ideia, mas na verdade, não é este o maior problema que se eleva com estas tendenciais manchetes a espicaçar constantemente o leitor, mas a frase ‘Justiça está má’, é sem dúvida apetitosa. Destaco desde já os dois problemas mais graves que se colocam nesta atitude sistemática da imprensa.
1) Problemática que vem no sentido de se poder vir a realizar sério risco de um julgamento livre de pressões.
O raciocínio torna-se simples, quando imaginamos que neste caso em concreto, quer por tramitação ou vicissitudes processuais em fase de alegações ou prova, o arguido era julgado no sentido da absolvição por falta de provas, ou até não condenado por provado. Estava instalado o caos. A notícia fala do ‘Pai de Juíza’, e assim todos os leitores saberiam, afinal, porque é que o arguido tinha sido absolvido de tal crime. Que nem Portugueses somos, para as sombras tenebrosas do conluio e cabala surgirem mais uma vez. Por outro lado, o do Magistrado que julga o caso, sério será o pensamento de uma quase coacção mental de pressão, na prespectiva de saber que ao absolver este arguido, será seriamente contestado por público sem informação, e por imprensa sem moral. Afinal talvez o princípio do julgador, seja hoje partilhado por uns quantos julgadores sem formação específica para tal.
2) A problemática no sentido da dupla condenação. Condenação judicial, e a condenação social.
Os tribunais são os órgãos que têm a legitimidade para julgar os casos a que aos mesmos se apresentem. Desse julgamento, obrigatoriamente sai uma decisão reflectida e que melhor de adeque á parte. Das várias decisões possíveis, a condenação é uma bastante sonante, e chamo-lhe então a condenação judicial. A liberdade de imprensa em nada se aproxima da competência de um tribunal para julgar, mas consegue constantemente decretar sentenças sensivelmente mais rudes e drásticas que os próprios tribunais, As condenações sociais. Mais graves e drásticas no sentido que abordam processos em que o agente indiciado pelo crime já é o criminoso aos olhos do público, e muitas vezes ainda não foi sequer presente á fase de inquérito. Há doutrina séria em sede de direito penal, da qual eu partilho opinião, que identifica um crime de Difamação, ou o de Difamação com o Art.º184, que é a sua agravação, como o crime sem justiça. Esta ideia é retirada na prespectiva em que, mesmo que um arguido indiciado por prática de crime de Difamação agravada seja condenado em tribunal, poderá a vítima dizer que se fez justiça quando a nível pessoal, ainda está e ficará privado da sua paz social? É que essa não muda. Não me parece. É de vital importância, alguns jornalistas assimilarem que poderão estar em posições de maior responsabilidade do que porventura têm demonstrado que conhecem, e dessa forma agir em conformidade não só com essa responsabilidade, mas também com o conhecimento do país que deviam como profissionais ter. É que infelizmente, ainda estamos num país, em que para boa parte do mesmo, uma notícia sensacionalista, valerá sempre muito mais que um acórdão judicial.
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Dois pontos de hoje.

1) Há dois tipos de filas de trânsito.

- a) As resultantes de um sinistro na via.
- b) As resultantes da curiosidade dos restantes que param para ver.

- Conclusão: A alínea b) enerva muito mais que a a)!

2) Descobri! Fazer a barba é a condição que me faz chegar atrasado a todo o lado.

Em apenso:
- a) Qualquer relação com os factos supracitados e a minha condição de super atrasado/sem paciência para o trânsito, é mera coecidência.
- b) Bom dia! *
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‘August Rush’, sei que não é um filme propriamente recente, mas um tanto intemporal no conteúdo. Talvez até eu tenha sido geneticamente programado para apreciar esse teor, mas o que comento agora é diferente. Intemporal sim, na medida em que retrata um Grande amor, uma enorme paixão, com uma tremenda dedicação. Um porquê de vida, como são os ‘amores’ daquelas pessoas especiais que têm coração suficiente para isso. Em resultado, uma lição emprestada por uma criança de doze anos a todos nós.
Não podia deixar de finalizar o escrito com uma passagem que se encaixa como das melhores de sempre. (2:46 – vídeo)


- ‘What do you want to be in the world? I mean the whole world. What do you want to be? Close your eyes and think about that.
 

- ‘Found…’


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Porquê fazer uma mulher chorar com sofrimento e dor, quando se pode obrigá-la a chorar de tanto rir? É que ficam muito mais bonitas dessa forma!
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Quando dizemos que actualmente temos um país diferente, infelizmente, é em atitudes como estas que chegamos á conclusão que essas conclusões não passam de uma grande vontade que assim fosse, nada mais do que vontade. A cegueira e raiva deliberada, como se viu hoje em frente á Assembleia da República, demonstra que inúmeros energúmenos não entendem sequer o que significa vida e valor humano, quanto mais Democracia. Infelizmente não se pode esperar que esta gentinha saiba a diferença entre o direito de greve e manifestação (consagrado especialmente para se fazer sentir um desacordo com as visões politicas de um governo), com a figura de desacatos em via pública, vandalismo, ou mesmo atitudes criminosas contra agentes de segurança. A nossa lei fundamental, explica que a todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação, mas é tão explícito quanto o frisado, que no mesmo diploma se entende por manifestação, o direito de se reunir pacificamente e sem armas. Sento-me e reparo na assolapada impossibilidade de explicar a vândalos revoltados que o caminho não é a agressão, especialmente contra quem em nada tem haver com todos os pontos que reivindicam. Sejam eles, austeridade, acordos internacionais, dívidas públicas, visões políticas de esquerda, de direita, até horizontais se conhecerem alguma. Não são os órgãos de polícia que são responsáveis por tais danos na sociedade portuguesa. Primeiro, o ordenado deles é pago com os impostos de todos nós, segundo e mais importante, mesmo que fossem eles os responsáveis, a luta faz-se nas ELEIÇÕES, e não atirando pedras e demais objectos, que nem selvagens se demonstram. É que no fundo, não deixa de ser irónico as inúmeras manifestações, as várias demonstrações de incompreensão com o governo, quando nas últimas eleições o partido que as ganhou foi a ‘ABSTENÇÃO’, com cerca de 70% dos votos eleitorais. É esta mentalidade que me faz alguma espécie. Em massa, são omissos quando se devem fazer notar e utilizar a maior arma que o povo tem, o voto no sufrágio. Por outro lado, extravasam todo e qualquer limite de respeito, justiça, princípios, valores, e dignidade com atitudes que julgam nobres na defesa de direitos! A sério? Eu não defendo cores, mas antes pessoas. Eu não sou de esquerda, ou de direita, ou do centro. Sou Português. Essa cor, não tem sido defendida tão veementemente como as partidárias. É uma pena, quase vergonha. É com distância político-partidária que faço o seguinte comentário. É com clara ousadia que o Secretário-Geral da CGTP, o senhor Arménio Carlos, em declarações posteriores ao levantamento de calçada portuguesa, diz que ‘Lamenta profundamente’, o sucedido. Folgo em dizer que partilhamos o sentimento de lamento profundo, até vergonha, relativamente ao cenário que se viu. A diferença não é bem essa. Essa diferença acontece porque o Ivo Filipe Almeida, não esteve no Terreiro do Paço, com um discurso bélico, disfarçado de diplomático, a atiçar os cidadãos que têm tendência especial para a influência, e o nosso Arménio Carlos esteve. As manifestações, devem ter um fundamento, e as greves argumentadas com um motivo coerente, é certo. O discurso do Secretário Geral da Organização Intersindical Nacional que promoveu a mesma, faz todo o sentido, numa prespectiva de esclarecimento, e de agradecimento aos que a esta aderiram; no entanto, perde toda a sua causa nobre, quando é feito num ambiente de revolta contagiosa, de quem coloca pólvora e dá tiros para o ar, potenciando o confronto com palavras que motivam ao próximo motim. Isto sem estar a criticar negativamente o teor ideológico da CGTP enquanto organização, mas por outro lado, reprovo acima de tudo, que na pessoa de Secretário-Geral da maior Organização Sindical em Portugal, que certamente está munido de flexibilidade e astucia suficiente, deveria então colocar as cores nacionais em primeiro lugar, alegando as suas ideias e criticas, mas sem nunca em detrimento ou prejuízo da estabilidade e equilíbrio do país. O que se viu hoje, foi um país desequilibrado não só em ideias políticas, como principalmente em mentalidade cívica. A mentalidade que existe hoje em algumas pessoas é medíocre, e urge alteração. Essa alteração não se fará por ela própria e todas as ajudas nesse sentido serão fulcrais. Desse modo, que comece por quem está á frente de grupos de pessoas, pois esses sim, têm forma muito mais eficiente de difundir uma mentalidade politica mais racional e pacifica.


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Hoje tive um sonho,

– Filha, deixa os brinquedos. Está na hora de ires dormir.

– Porquê, pai?

– Porque já é tarde. Olha, são quase onze horas da noite e já não são horas das meninas de três anos estarem acordadas.

– Porquê, pai?

– Porque as meninas, e todas as pessoas, têm de descansar. Depois de andarem todo o dia a correr e a brincar e a fazer coisas, têm de descansar. Além disso, amanhã, tens de acordar pronto para mais um dia. Amanhã, vai ser um dia mesmo bom, vais brincar mais, vais passear, vais ver muitas coisas novas.

– Porquê, pai?

– Porque é assim todos os dias. Cada dia tráz sempre muitas coisas novas. Agora, neste momento, não sabemos ainda tudo aquilo que vamos ver, mas tenho a certeza de que vai ser assim. Amanhã, vais aprender palavras novas e, quando voltar a ser hora de ir dormir, já vais ser uma menina mais crescida, a saber coisas que agora ainda não sabes. Vai ser assim todos os dias, todos os dias.

– Porquê, pai?

– Porque cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.

– Porquê, pai?

– Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filha. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.

– Porquê, pai?

– Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.

– Porquê, pai?

– Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.

– Porquê, pai?

– Porque tivemos sempre boas intenções, porque tentámos sempre proteger aquilo que nos era mais precioso e aqueles que conhecíamos como importantes e válidos, aqueles que tínhamos visto sempre perto de nós a acharem-nos importantes, válidos e a protegerem-nos também. Mas isto que acontece connosco acontece também com aqueles que não conhecemos. Também esses acreditam que têm boas intenções e que tentam escolher o melhor. E, se escolhem um mal, tentam que seja um mal mínimo. E também eles choram às vezes.

– Porquê, pai?

– Porque somos todos iguais na fragilidade com que percebemos que temos um corpo e ilusões. As ambições que demorámos anos a acreditar que alcançávamos, a pouco e pouco, a pouco e pouco, não são nada quando vistas de uma perspectiva apenas ligeiramente diferente. Daqui, de onde estou, tudo me parece muito diferente da maneira como esse tudo é visto daí, de onde estás. Depois, há os olhos que estão ainda mais longe dos teus e dos meus. Para esses olhos, esse tudo é nada. Ou esse tudo é ainda mais tudo. Ou esse tudo é mil coisas vezes mil coisas que nos são impossíveis de compreender, apreender, porque só temos uma única vida.

– Porquê, pai?

– Não sei. Mas creio que é assim. Só temos uma única vida. E foi-nos dado um corpo sem respostas. E, para nos defendermos dessa indefinição, transformámos as certezas que construímos na nossa própria biologia. Fomos e somos capazes de acreditar que a nossa existência dependia delas e que não seríamos capazes de continuar sem elas. Aquilo em que queremos acreditar corre no nosso sangue, é o nosso sangue. Mas, em consciência absoluta, não podemos ter a certeza de nada. Nem de nada de nada, nem de nada de nada de nada. Assim, repetido até nos sentirmos ridículos. E sentimo-nos ridículos muitas vezes e, em cada uma delas, a única razão desse ridículo é não conseguirmos expulsar da nossa biologia, do nosso sangue, dos nossos órgãos, essas certezas injustificadas, ou justificadas por palavras sempre incompletas. Mas é bom que seja assim. Porque podemos continuar e, enquanto continuamos, continuamos. Estamos vivos. Ou acreditamos que estamos vivos, o que é, talvez, a mesma coisa.

– Porquê, pai?

– Porque o amor, filha.


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O Ponto G das mulheres está nos ouvidos, e por isso escusam de procurar noutro lugar. Vá, deixem-se de infantilidade e vamos todos ser homens, para uma sociedade mais higiénica!
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Terminou ontem às 22:40 a odisseia que algum tempo me tomou, e imensa realização me deu. O SL Benfica, com os seus adeptos e sócios, demonstrou ontem uma dimensão activa á altura de um nome que se julgava adormecido, e foi desta forma que conseguimos não só o MAIOR número de votantes de toda a história do SL Benfica, como o maior número de votos numa lista concorrente á lista A. Nesta importante prespectiva, agradeço desde já a todas as pessoas que apoiaram este movimento, mensagens, emails e demais iniciativas de colaboração comigo e com a campanha. Um ‘agradecimento especial’ também por todas as outras chamadas que resultavam de ofensas, ameaças e perseguições, dando-me a ideia que mesmo com humildade, rectidão e atitude proactiva, conseguimos provocar algum desconforto democrático e temor de quem tal engenho utilizou para apaziguar os seus fantasmas. Os resultados de ontem são hoje uma evidente demonstração de diversas situações; entre elas, e a de maior prioridade ao momento, passa por ter contribuído para uma maior democraticidade, vitalidade e liberdade deste nosso Benfica. É não só com orgulho que me senti parte deste grande desafio, criando história e que a mesma lavrou em resultados históricos na longa vida do Benfica com a maior votação se sempre, como feliz, pois mais uma vez o Benfica indubitavelmente marcou a minha, de forma absolutamente pura e genuína. Os benefícios tentaram ser alicerçados ao máximo, cultivando assim, a ideia do não-silêncio, e da discussão do Benfica. Ainda, espero eu, a prespectiva de uma competitividade salutar na medida em que outros projectos podem surgir com novas soluções, assim como uma conduta e de vigilância constante dos adeptos do Benfica, na procura de um ideal comum a todos nós, que passa pelo sucesso do Benfica; pois independentemente do que se vote ou pense, a realidade é que o Benfica é nosso, e nós todos somos o Benfica, somos o maior clube do mundo. Obrigado por tudo.










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Um dos comportamentos típicos e reiterados do ser humano enquanto ser social, é observar o valor de variados momentos apenas quando diz ‘Mas que saudades’, em detrimento de os viver com a consciência real ou aproximada de sua efectiva importância.
Por esse secular fenómeno, foi com o maior orgulho que me fiz presente na cerimónia solene do Doutoramento Honoris Causa do Ex-Presidente da República do Brasil, Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso.
Na presença das mais ilustres e relevantes individualidade do país, a Universidade Autónoma de Lisboa, foi escolhida como mui nobre instituição, para eternizar este marco á escala mundial, onde se escutou a fantástica intervenção de sapiência do Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso, relatando uma visão geral sobre a conjuntura que se observa nos dias de hoje com esta crise económica sem precedentes, denotando toda a sua boa reputação, virtude, mérito ou acções de serviço que transcenderam famílias, pessoas e instituições.












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SABEM O QUE É SER DO BENFICA?!

Ao contrário dos demais clubes do mundo, sei que ser BENFIQUISTA é ser diferente. Ninguém pode ser do BENFICA por gostar da cor, ou simplesmente porque até simpatiza com os atletas e restante administração. Ser do BENFICA, exige de todos e cada um de nós, tanto mais que isso. Ser do BENFICA, traduz-se em palavras fortes e sentimentos nobres. Falamos de Paixão por um clube, Amor por uma história, um passado e uma bandeira. Amor por ser BENFICA.
Falamos de um sentimento inexplicável, transversal a sexos, idades, ordens sociais, religiões e mesmo ideologias, onde acaba por se comprovar que os homens choram mesmo, se pelo BENFICA tiver de ser.

Ser do BENFICA é ‘ser BENFICA’!

Atendendo a todas estas realidades completamente alheias ao nosso controlo, quem senão nós, sim, nós adeptos, sócios, amantes e apaixonados por este nosso BENFICA, temos toda a legitimidade de cada vez mais fazer parte deste nosso amor. Não fazer parte festejando os golos e as vitórias, nem mesmo, e apenas, comentando o que os jornais tanto intrigados com a nossa grandeza, vão lançando em verborreia invejosa. Não. Fazer parte activa deste BENFICA, saber a realidade de todas as situações, é denotar e ter opinião sobre quem está á frente, o que fez, e o que tenciona fazer. Após onze, sim onze anos de uma presidência, que em sucessos, se enquadrava em muitos clubes apenas aspirantes a Grandes, recheados de promessas e devoções, que ficaram por terra quando o factor monetário mais alto falou, e até se opinava por sua vez, construir um estádio em simbiose com o nosso maior rival, a fim de minimizar os custos. Caros BENFIQUISTAS, isso não é gestão! É perder a soberania, uma alma, de um espirito e uma mística. Sim, quem não vive o BENFICA não sabe, mas o nosso BENFICA, é muito mais que um nome, uma bandeira ou um estádio. O BENFICA, tem uma alma, um espirito e uma história.

É então em momento de eleições, que todos nós, amantes do BENFICA, merecemos ser esclarecidos, merecemos ouvir falar do que realmente não nos deixa mais crescer como outrora. Merecemos, por um BENFICA que nunca virámos costas e o sentimos, sentar os candidatos frente a frente, cara a cara, e que Luis Filipe Vieira nos esclareça o porquê deste défice de resultados, o porquê desta venda de património, o porque desta dívida, o porquê deste passivo ser superior ao passivo conjunto dos dois nossos maiores rivais! Urge esclarecimento, não apenas porque estamos a falar de condutas semelhantes ás de corrupção, mas especialmente porque estamos a falar do NOSSO BENFICA!

A BENFICA TV, como órgão de comunicação social, é por excelência a plataforma logística capacitada para nos informar, e esmiuçar estas eleições, mas infelizmente não o faz nem vai fazer! Não o faz porque as cotas que todos nós pagamos (Que aumentaram), porque o bilhetes que todos nós comprámos (Sem resultados), porque todo o tempo e amor que disponibilizamos não se revertem em crescimento para o nosso BENFICA, não servem os nossos adeptos, e preferem deste modo bloquear a informação, deixar os BENFIQUISTAS no escuro, de forma a que a falta da informação relativamente á praticamente ‘FALÊNCIA TÉCNICA’ em que o presidente cessante nos colocou, seja banalizada, e até ignorada. A não-democracia praticada pela actual direcção, é gritante, quando ao fim de onze anos de lista única, uma lista com valor e legítima, ao formalizar aos sócios a sua candidatura, a BENFICA TV, monopolizada por interesses pessoais e ditatoriais, não comparece ao contrário dos demais órgãos de comunicação social. Está visto que os interesses do BENFICA não são de forma nenhuma os prioritários para a direcção de Luis Filipe Vieira.

O candidato á presidência do BENFICA, RUI MANUEL DE FREITAS RANGEL, quando ontem decidiu dar vóz a todos nós que queremos um BENFICA para verdadeiros BENFIQUISTAS, foi esclarecedor e prático, reiterando mais uma vez a TOTAL disponibilidade para o DEBATE PÚBLICO que todos nós, BENFIQUISTAS merecemos!
RUI RANGEL assim o fez, não apenas por ser um homem da justiça há 30 anos, não apenas por ser uma das mais mediáticas figuras nacionais que sempre pautou a sua vida pela exactidão das suas palavras e pela rectidão dos seus actos, mas acima de tudo e indubitavelmente, por ser um de nós, por SER BENFIQUISTA!

Luis Filipe Vieira, ao não aceitar o desafio, ao não esclarecer os BENFIQUISTAS sobre os temas que deve fazer, é sem dúvida, e mais uma vez, preocupar-se mais com interesses de ordem pessoal, que no real interesse no BENFICA. O BENFICA, sou eu, és tu, o BENFICA somos todos nós! Quem olvida tal situação, não merece sequer estar associado a este nosso clube, e não pode de todo, ‘SER BENFICA!’


                                          Vota Rui Rangel!
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Caros consócios,

É desígnio da nossa candidatura recuperar os valores, a grandeza histórica, a vida e essência que marcaram o Sport Lisboa e Benfica. O desafio é enorme, a situação difícil, mas temos a paixão, a entrega, as ideias e o projeto adequado.

Construiremos uma equipa vibrante, apostaremos na formação, queremos ver, no futuro jovens portugueses guindarem-se à nossa equipe principal. De
acordo com a nossa história, a nossa identidade, a matriz que já foi nossa.

Pugnaremos por um modelo económico líder que nos permita ser uma referência no desporto Português. Dotaremos o clube duma estrutura profissional e de vanguarda (e de benfiquistas) e voltaremos a ser uma força desportiva capaz de trazer sonho, paixão e alegrias (como no passado) aos sócios fazendo do Benfica uma instituição inexpugnável e liderando pelo exemplo – vergonha é não ser um exemplo.

O Benfica será propriedade dos sócios, para sempre, e dotado da estabilidade necessária que nos permitam voltar a ser um dos maiores clubes europeus, também no Século XXI.

Recebemos das nossas glórias, e em especial de Cosme Damião, uma herança única e indiscutível. Somos obrigados a ser leais aos nossos valores e à nossa história. O nome do Benfica tem que ser admirado e respeitado, o nosso estilo será baseado no talento, no esforço, e na busca permanente da vitória. Emocionar, vencer e convencer.

A este propósito, não podemos ignorar o momento difícil que todos no nosso país vivem. O Benfica não pode ignorar as dificuldades de tantos Benfiquistas, e esta dimensão solidária será um desígnio fundamental do nosso projeto. A solidariedade e um projecto social são marcas indeléveis da mística Benfiquista.

Os Benfiquistas têm que estar mais do que nunca unidos para levar em frente este projeto. Contra o desencanto, com trabalho e com dedicação. Juntos vamos recuperar a paixão. Os sócios todos juntos construirão um grande projeto transparente e ganhador.

Rui Rangel




                  




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Em tempos que um povo celebra a implantação de uma república inconstitucional, erguida sobre um regicídio sem consulta popular, e omite quase por completo o verdadeiro significado do 5 de Outubro, urge necessidade de deixar explícito um pouco do real significado do dia de hoje. O 5 de Outubro é actualmente fazer uma introspecção sobre como uma implantação se sobrepõe a um nascimento. Sinais dos valores que temos. Por isso hoje celebro o Tratado de Zamora, que foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal.
Relativamente á possibilidade de existir uma alteração para um sistema monárquico, essa está actualmente vetada por força do Artigo 288º B), da CRP.
Na realidade nem sei até que ponto não se deve falar de um carácter contraditório com alguns principios fundamentais da nossa Constituição, como por exemplo a livre ideologia politica consagrado algures no espirito da lei do art 13º. Essa limitação imposta pelo Art. 288º b), mostra-nos a democracia mais fantasiada de todas. É um reflexo de bloqueamento mental, na vã espectativa de que se caía no esquecimento de que uma monarquia, acima de opções sociais, é sem dúvida das únicas formas que dão alma a um país. Em alturas em que se vende luz, espáço aério, património e até a própria língua com acordos impensáveis, o país é visto por uma república que olha para fronteiras e contas bancárias. Um país é mais do que isso. A monarquia mostra um país além fronteiras, com um espirito, e uma alma que só se sente quando é impulsionada por uma monarquia que arrasta consigo toda uma história, um passado que a todos nos deve orgulhar. Especialmente em momentos mais complicados, poderia sim o regime misto, além da divisão de poderes (Seg. Social, Finaças - Ex: Monarquia Inglesa), também trazer de certa forma a esperança e alento a milhares de portugueses que estão desacreditados de um país sem alma. Em modesta opinião, urge a alteração do Art 288º B) que diz que é "inalterável a forma repúblicana de governo", para um sensato "Inalterável a forma democrática de governo", e isso sim seria uma real democracia, e um vantajoso passo para um futuro sem esquecer de onde viemos. Viva Portugal! 


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