Faz hoje 130 anos que partiu Manet. Mas ficou como um dos mais extraordinários criadores do séc. XIX. Quando o vi pela primeira vez percebi que é possível pintar a alma. Tinha de deixar por aqui este apontamento.
“Jamais se nutre sentimento mais sincero, que aquele pela condutora do lado numa fila de trânsito”. Isto é universalmente certeiro, acreditem em mim porque ao meu lado, o professor Bambo é um amador que não adivinha um incêndio nem quando as chamas lhe estão a tostar o rabo. Na condução a caminho de casa, existe a folia do dia terminado, e lá vamos nós, sem imaginar que em menos de 1 km vamos estar paradinhos na fila da 25 de Abril em hora de ponta. E não é uma fila qualquer, é daquelas filas em que os condutores que avançam em sentido contrário já olham para mim com pena. É precisamente nesta altura que o rádio grita como nunca antes, “Trânsito lento nas saídas de Lisboa...” Lento? Isto está parado! “...nomeadamente a evitar os acessos á Ponte 25 de Abril, com atrasos de 45 a 60 minutos” Ainda bem que avisaste a tempo, boi! Enquanto ralhamos com a nossa má sorte, somos obervados por outros condutores que pouco mais têm de fazer senão olhar para as nossas esquizofrenias. No meio destes voyeurs de rodas, está lá uma loira, sozinha, de vidros abertos, a ouvir BonJovi, que mesmo nesta situação consegue ter um sorriso na cara como se esta fila fosse um golo do Benfica. Dentro dos carros, ganhamos aquela confiança de não desviar o olhar sempre que o cruzamos com outro, e deste modo torna-se inevitável não ver naquela loira as nossas dores e lamentos de trânsito. Sentir que alguém nos compreende desde logo, sem palavras, sem contacto, é algo que só nas filas de trânsito acontece. Tenho para mim que se a vida fossem filas de trânsito não haveria encalhados no mundo, nem o vaticano deixaria os padres conduzir.
Logo de seguida ouvimos uma buzina que diz “Tira os olhos da moça e anda com a lata velha para a frente oh atrasado!”, e lá vamos nós, trocando o ponto azul do GPS pelo amarelo da menina.
Quanto a mim, boas notícias. A mulher da minha vida, será tudo menos claustrofóbica. Vou ver se há filas de trânsito para os lados de Curitiba.
Quando um rapaz como eu julga que tem a noite estragada, o Barcelona aparece e salva-o! Estava tudo a correr ligeiramente mal, mas aparece o Barcelona e levou 4 golos que é um alívio, e viva o Barcelona. É que até se dorme melhor e tudo.
Eu tenho para mim que o jogo de hoje entre o Bayern Munchen e o Barcelona (Já não consigo fazer isto sem rir), não foi bem um jogo. Aquilo foi sobretudo falta de educação. Receber as pessoas na própria casa, que ainda por cima são simpáticas e Espanholas, colocar a bola no chão e depois ensinar a melhor equipa do mundo a jogar futebol, metendo a bolinha das estrelas nas redes, e assim quatro vezes – não é futebol, é crueldade.
E o que dizer da disponibilidade física do Robben? Aquilo é fazer pouco! É que parece mesmo aquelas regras que nós putos inventávamos para equilibrar o jogo «Como vocês são fraquinhos, nós só podemos ganhar se for por mais de 3». E assim foi! (Ainda me estou a rir)
É real, e não foi inventada por mim. Essa influência catastrófica vem desde o primeiro livro de Moisés – Génesis – e desse modo remete-nos para antes do nascimento de JESUS, pouco depois da criação da terra. Um paraíso visto daqui, porque Vítor Gaspar sendo pó, parece-me poético. Nesse tempo ADÃO andava sozinho na terra, tendo este sido criado para lavrar, guardar e dar nomes aos animais do planeta. Desde logo se coloca o homem a trabalhar arduamente sem fato nem gravata (Façam atenção nisto, e informem a nossa classe politica). Após longos campos de cultivo, Deus apercebeu-se então que ADÃO estava sozinho, e fez a EVA. Aqui é que a coisa mudou, e deu-se oportunidade para o nascimento do Vítor Gaspar, Relvas, Passos Coelho, e Sócrates. (Génesis 2.18-25) Eu sei que eles só iriam nascer milhares de anos depois, mas só essa possibilidade já era intimidadora na altura.
DEUS no princípio criou os céus e a terra, o mar e o ar, os animais e as árvores, assim como todas as condições á sobrevivência e multiplicação do homem. Mas a EVA não, não desta forma, e porquê? Digam-me a verdade, por uma costela não queriam milagres pois não? Foi o que se arranjou.
Ao ser criada, ADÃO olhou para EVA e comentou “ESTA, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada”. (Gn 2.23) Sabe-se então o porquê de EVA ter sido criada da costela de ADÃO, e não do barro.
É que EVA não foi criada para ralhar com ADÃO, ou para gritar ao ADÃO que está farta de futebol; que ADÃO tinha deixado a tampa da sanita levantada, ou mesmo para obrigar ADÃO a comprar sapatos de salto alto e oferecer-lhe. Nada disso. EVA foi criada, para ser companheira de ADÃO, estando ao seu lado e auxiliando-O em todas as situações.
Deste modo, a cumplicidade entre ADÃO e EVA era tão forte e verdadeira que ADÃO se deixou enganar.
ADÃO que até então sempre levara uma vida santa, baseada na confiança deixou finalmente EVA tomar as rédeas da situação, e confiando nela plenamente, nem a indagou quando esta lhe ofereceu uma peça de fruta que DEUS tinha proibido. (Sim, foi EVA que tentou e ofereceu a ADÃO a maçã – Gn 3.6). Ele simplesmente aceitou. EVA podia ter pedido que ADÃO escrevesse “ADÃO Love EVA” na árvore do conhecimento, podia ter-lhe até dado um Iphone, mas envés disso, ofereceu-lhe o fruto proibido. Está bem.
Caíram no pecado juntos, e conheceram o bem e o mal. Começaram a ver-se nus, e a ter um olhar diferente um sobre o outro. ADÃO fez-se amigo de EVA no Facebook, e ao fim de uns ‘Likes’, já andavam a esconder-se de DEUS. Apagaram comentários, mas DEUS, a quem nada escapou, fez print-screen, e chamou-OS (Gn 3.8).
Conclusão; deste pequeno texto, podemos então compreender que ADÃO e EVA são não somente um exemplo de companheirismo, mas acima de tudo a demonstração empírica do poder de persuasão da mulher, e da submissão que obriga ao homem.
O que a mim me parece é que se a mulher tivesse sido criada para influenciar nas decisões do marido, talvez DEUS a tivesse criado juntamente com ADÃO, para o ajudar a dar os nomes aos animais da terra, e não somente para O tirar da solidão nos jardins do Éden. Para isso, um Mp3 chegava.
Acabaram os 90 minutos que mais nervos me fizeram ter. O Benfica ganhou 2-0 ao Sporting, e fica assim muito mais próximo de validar o título de campeão nacional. Arbitragens aparte, ganhou a melhor equipa, é para mim justo comentar que já se vê muito de Jesualdo Ferreira naquele Sporting. Por outro lado, faz-me uma certa confusão ver o Bruma, o Ilori e o André Martins a jogarem da forma fantástica que fizeram, e o Sporting a gastar 14 Milhões em Bonjinov, e Elias. Da mesma forma, é também justo falar do segundo golo do Benfica, marcado por Gaitan e Lima. Quem joga ou jogou futebol, entende perfeitamente que aquele golo não acontece por acaso. Só por rara magia divina se constrói uma jogada daquelas. Parabéns ao Sporting pelo imenso jogo que fez. Parabéns ao meu Benfica, faltam só mais 5 desafios, onde o último é o Marquês.
Neste momento está a dar na Tvi um episódio do Inspector Max, onde tentam capturar um Skinhead chamado Adolfo Hilário. O Inspector Max é mesmo fantástico. Resultado disso é só no tempo de vir aqui escrever isto, e já começou a passar uma cena em que capturaram um terrorista em Boston. O cão ainda agora estava na PJ de Setubal e entretanto já capturou um Russo na América. Não me canso, fantástico este Max!
A busca da felicidade é desumana, e até Dalai Lama (14º) escreveu sobre esse esforço inócuo. Hoje, passados imensos anos de tal sapiência, ainda acrescento que ninguém quer ser feliz pelos motivos certos.
Fantástico eu sei, dois erros só numa frase, não me agoira grande texto mas assim como assim, é mais um desafogo.
Existe hoje a vontade frenética da perfeição, do resultado histórico, do tropeçar na simbiose perfeita, e ser o mais feliz do mundo. O coração grita por um lugar ao sol todos os dias, e como é cada um de nós que o atura, é mesmo melhor dar-lhe quanto antes. Nada menos que uma coroa, nada menos que um castelo. Essa história de o construir a dois, pedra a pedra, é para trolhas, e por isso mais vale investir na prospeção de mercado que perder tempo em obras. Vai no fim, ainda alguém a embarga. Os diamantes brutos são para vender a peso, e depois logo se arranja aquele fio que é mesmo a nossa cara.
Tenho para mim, que nesse raciocínio perro, há paradigmas que lhes escapam. Ainda não entenderam que a minha perfeição é diferente da tua, e ambas se constroem, ou não serão elas nossas, nem sequer perfeitas. Sejam descartáveis com a sopa, ou com as máquinas fotográficas. Não com as pessoas.
O que mais valoro nos génios é a sua capacidade de ser intemporal, e Dalai Lama foi inquestionavelmente de uma grandeza ímpar nesse sentido. Do despautério todo que acima referi, o Profeta termina o meu texto como o que mais o surpreendia; ‘o homem perder a saúde para juntar dinheiro, e depois, perder o dinheiro para recuperar a saúde’.
A lógica continua a mesma, seja em assuntos profundos a que Dalai Lama se referiu, quer em caprichos como eu escrevi.
Não foi há muito tempo que usei a seguinte frase: ”…ainda estamos num país, em que para boa parte do mesmo, uma notícia sensacionalista, valerá sempre muito mais que um acórdão judicial”, mas afinal não é necessário nenhuma notícia sensacionalista; o desrespeito pelos tribunais materializa-se só porque sim. Coloque-se as questões deste modo;
- A República Portuguesa é um estado de direito democrático – Artigo 2º da CRP.
Uma das características de um estado de direito, é que as decisões dos tribunais são obrigatórias, e prevalecem sobre a toda e qualquer outra autoridade. Isto também não sou eu que digo, é o Artigo 205/2º da CRP. Toda a atitude que seja contrária a uma decisão de um tribunal, é uma afronta ao mesmo. (Como este exemplo). As conclusões a retirar desta situação, assim como a postura do PM em relação ao acórdão do TC, é no mínimo uma irreverência desrespeitosa que não fica bem a muita gente, e piora quando é o Primeiro-Ministro de um país. Um tribunal jamais poderá ser um adversário político, muito menos um bode expiatório de um mau resultado. O poder judicial não tem, nem pode ser subsidiário do poder político, mas antes um órgão norteador dos limites a implementar. (Estado de direito)
Já as nomeações dos Juízes do TC, não são para mim uma grande separação e interdependência de poderes, quando mais esta clara tentativa de desjudicialização dos tribunais, tentando politizar a todo o custo. Absolutamente contra.
Facebook é incompatível com o amor. Sei que é radical a afirmação, mas infelizmente milhares de encalhados espalhados pelo mundo a apoiam. A sociedade vai sofrendo as metamorfoses normais da evolução, o chato é que essa modernidade glorifica a tecnologia prejudicando as relações. A culpa não é dele, nem dela. A culpa é do ‘like’, a culpa é da tal amiga do primeiro beijo que reapareceu, «tem cara de vaca, não tem?», a culpa é do rapaz que nunca mais a viu, e fala agora ao fim de 2 anos, como se ontem tivessem a chorar no ombro um do outro. Quem ama tem receio de perder, e é saudável se ficar por aqui. Não fica!
Não é que o planeta seja feito de egoístas, mas ter de partilhar a nossa cara-metade com 5.000 novos amigos, é um exercício que vai crescendo como lava, e a erupção surge um dia. «Não é que tenhas culpa amor, eles é que se esticam».
Se é verdade que bonitas relações começaram na rede social da moda, vos garanto que milhares delas são hoje só mudanças de estado (Por sinal com inúmeros Likes- vai-se lá entender). A linha é ténue e façam atenção a esse Facebook, pois é «Bullying cibernético» que esse Mark Zuckerber nos ofereceu.
O facebook foi aquele menino que tirou apontamentos do Hi5, a cor do Myspace e nasceu ainda mais forte na sua missão assolapada de dizimar os pombinhos. Corro o sério risco de me apaixonar pela primeira moçoila que no dia que ia abrir a conta de facebook, preferiu comer uma maçã.
Nesse dia, serei que nem Adão a trincar o fruto proibido da árvore da ciência.
"CHIPRADO": adjectivo.
- Significado: que foi objecto de roubo, furtado, afanado, subtraído sem consentimento.
- Sinónimos: roubado, gamado, entroikado, depenado
- Utilizações célebres: sherife de Notingham, FMI, Goldman Sachs - Conjugações como verbo: eu chipro, tu chipras, o Gaspar chipra, nós no governo chipramos, vós na troika chiprais, eles na Alemanha chipram
- Conjugações comuns no Sul da Europa: eu sou chiprado, tu és chiprado, ele é chiprado.
Soltaram-se as feras às novas que dão certo o acordo entre José Sócrates e a RTP. De ultraje a traição social, todas as injúrias, calúnias e difamações são válidas para apelidar a medida da RTP. Já se perdoa os Reality Shows e as demais ferramentas vocacionadas ao público que existe no país; agora José Sócrates, foi o rebenta-a-bolha de já 20.000 cidadãos que trataram de assinar uma petição que se intitula de “Não queremos José Sócrates como comentador da RTP”, e fazem questão de alcançar as 40.000 assinaturas para que a mesma seja discutida em plenário da AR. As feras são tremendamente revoltadas, imaginam-se astutamente politizadas, e admitem que a acção a ter é esta. Pois bem, é de todo aquilo que chamo incompatibilidade lógica. Nesta assolapada senda de criar petições para que a AR as discuta, em conversa sobre o tema propus como signatário elaborar a “Petição contra os pêlos no peito”, e outra ainda que não ouso colocar o título, pois temo a passagem de brinquedos pré-escolares por estas paragens. Não obstante a ser um disparate esta dita “actividade política” em forma de petição, faria muito melhor a todos nós, que a “actividade politica” não fosse manifestamente resultante numa abstenção de 70% nas últimas eleições. Mas as feras escolhem demonstrar a sua politização em Petições, que porventura nos tempos que correm, como os nossos políticos pouco mais têm de fazer e pensar, vão colocar uma AR inteira a esmiuçar um comentador da RTP. Faz bastante sentido, até porque me parece que um país não pode crescer economicamente, sem discussões políticas desta magnitude. Muito bem.
Outro lado da eloquente petição pública, passa por tentar fazer entender que em regra as leis existem para regular uma sociedade. Neste sentido surgem as minhas reservas para com essa petição, sendo que seria mais institucional começarem por lançar o assunto junto daquilo que foi criado para o efeito. Se para beber água costumo ir ao frigorífico, porque hei-de eu lutar contra uma almofada por ela não me matar a sede? As boas noticias aqui, é que a almofada nunca me vai servir água, e por outro lado a ERC- (Entidade Reguladora para a Comunicação Social), é a entidade competente e legitima para o efeito a que se querem propor, fazendo desta forma a actividade para a qual foi concebida. É astuto este espirito reivindicativo, politizando a vida de todos e mais alguns, mas só para que não se magoem nas investidas, vamos lá apontar para o sítio certo.
Era este o título da notícia, e eu sinceramente, encontro-me com muita dificuldade em compreender estas orientações. O apuramento da culpa, cabe em exclusivo ao tribunal e a sua comunicação de ilegalidades é obrigatória. Os funcionários públicos e inspectores estão obrigados a denunciar a prática de um crime, se tomarem conhecimento dele. A questão é, qual é a margem para comunicar esse crime, está certo. Mas não cabe ao funcionário fazer essa classificação. Cabe sim ao MP fazer a investigação. Não de todo é aceitável que um organismo do Estado faça uma interpretação sofisticada desse dever para decidir se deve haver participação ou não. Esta restrição, está a violar directamente o dever de denúncia. Mas que se anda a passar com estas leis?
E eu que sempre pensei serem os Tribunais órgãos do Estado que administram a Jusdftiça em nome do povo...(cito Artigo 202.° da CRP), mas depois veio esta "moda" da desjurisdicionalização, com julgados de paz, solicitadores/agentes de execução, inventários nos notários e nas conservatórias, mediações penais, Etc.
Senhora Ministra da justiça, fica aqui algumas propostas á escassa criatividade
- Balcão Nacional das Reivindicações e Demarcações;
- Balcão Nacional dos Procedimentos Cautelares; - Balcão Nacional da Família e Menores;
- Balcão Nacional dos Crimes Rodoviários;
- Balcão Nacional das Injúrias, Difamações, Ameaças, Ofensas à Integridade Física e Quejandas;
- Balcão Nacional da Execução de Penas.
E já agora, tudo a funcionar em moldes semelhantes ao processo de injunção ou acção executiva com agentes de execução (como o balcão da execução de penas).
Claro que, no caso dos procedimentos cautelares, era só apresentar o requerimento para aposição da choca.
É o Futuro, caros concidadãos, muito rápido e eficaz! Só não compreendo por que razão não se parte (rectius, partiu) do que já existe (rectius, existia), os Tribunais, dotando-os dos meios necessários e adequados para que a Justiça se faça por quem a deve fazer.
Precisamente os Tribunais.
Em tempos que a soberania de um país significa tanto para os governantes, como o meu báton para o cieiro, por dinheiro os nossos políticos até mãe enrolada á bandeira nacional venderiam se assim necessário. Foram as pescas, a agricultura, desde a TAP á EDP, com ANA’s pelo caminho tudo vai a seu tempo, chegando ao cúmulo de se vender a própria língua, com acordos ridículos. Hoje ninguém compreende mais do que se passa á superfície, e esta visão modernamente errada, cria os seus danos de profundidade impensável para uma recuperação breve. Esta política bate em todas as campaínhas, e chega a portas que seria impensável também elas contribuírem para esta onda de mudanças radicais, onde não interessa mais que meios se usa, que direitos ou garantias se violam. É a justiça também utilizada para aproveitar às novas medidas. As alterações legislativas podem ser medidas importantes para se aproximar a lei da sua eficácia prática, para se fazer com que a lei seja mutável ao ponto de acompanhar as mudanças também existentes na sociedade actual. Não é de todo o que acontece. Leis importantes criadas por grandes legisladores, em que os seus nomes ficarão para sempre salientes como grandes mentes do direito, da lei, e da justiça em Portugal, são hoje banalizadas. São hoje insultadas no seu núcleo, porque hoje, não são legisladores que a escrevem, mas políticos! Sim políticos que as alteram, sem sequer terem a prudência de estudar o seu factor histórico, a sua aplicabilidade, e/ou os seus efeitos na sociedade. Que nem políticos que promovem as novas reformas, são estas armas letais para responder aos interesses dos mesmos, e não mais á posição e situação actual que a sociedade. Deveria ser somente para esta, que a lei se altera. As reformas civis, penais, (as tentativas das constitucionais), são alteradas para atender a um momento de actualidade fugaz, indo ao encontro de interesses momentâneos. Amanhã, amanhã logo se vê, mas em princípio, o próximo governo que a altere novamente. Não deveria ser necessário relembrar que são as leis que regulam um país, que regulam um povo, que equilibram, e surgem para auxiliar quando o desequilíbrio toma conta de alguma forma. Aprovar diplomas, revogar leis, aprovar propostas legislativas em momento de desequilíbrio total, parece-me continuar o exercício de andar no trapézio, só que desta vez, sem a rede de segurança. Tenham cuidado! A lei não foi criada para ser alterada por políticos, mas antes por legisladores com o espirito de dever para com a sociedade.
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Não sei o que mais brilhava. Se esses olhos azuis cor do pacifico nos filmes, ou a saliva a escorrer nos cantos da boca de sorriso descontrolado. ‘Artur concentra-te’, disseram-te quando olhaste para mim perdendo-te nos passos. Olhaste para os pés, para confirmar se ainda lá estavam, e então depois retomaste a marcha lenta e dolorosa. Observar-te na luta diária, fez-me desejar que pudesses responder a todas as pessoas que te chamavam ‘coitadinho’, todas aquelas que desistem, todas aquelas que julgam ter problemas, todas aquelas que choram a sua má sorte na vida, todas elas, elas que gritam desenfreadas no trânsito que ‘O dia não lhes está a correr bem’. Nada respondeste, não podias ou não querias, mas não o fizeste. Passaram 20 minutos, e voltavas tu resistente de 5 metros de chão, a demonstrar essa tua luta contra o piso que fugia. Desta vez notei que respondias a todas e a cada uma pessoa. Por quem passavas, olhavas nos olhos de sorriso descontrolado. A mensagem surgiu-me distorcida mas tornando-se clara aos poucos, cantando que ainda era tão cedo para querer parar. A cada um de nós, escreveste na planície que queres parar mas não assim, explicaste que a luz que todos víamos partia de ti, e que um dia de chuva pode bem ser mil estradas de vidro, bonitas e únicas como nunca outras. Deixaste como ponto final, “O mundo não compreende mais do que está á superfície”. Afinal, respondeste mesmo.