Dizer que nos pequenos pormenores surgem as grandes pessoas, significa por vezes estar sozinho ou isolado, mas ao mesmo tempo, ser aquele que até em lágrimas, adormece a sorrir.
♥O amor para quem é mais novo, e não sabe como o fazer, não é uma técnica ou uma táctica. Não há segredo. Não há lições. Ou se ama, ou não se ama. Ou se é amado, ou não se é amado. (...) O segredo não é ter paciência, é antes conseguir manter a impaciência num estado de excelsitude. É como o ‘Nunca mais é domingo’. Se não sentirmos, que todos os dias, nunca mais é Domingo, quando Domingo chegar, parecer-se-á com outro dia qualquer. Os dias bons não são os que ficam na lembrança. São aqueles que se esquecem, porque se repetem na mais estúpida felicidade mas que, todos juntos, servirão para um dia eu poder dizer, ‘Sim, eu já fui feliz’.♥
O Eng. António Ferreira da Silva, foi ontem (08/12/2012) condenado a 20 anos de prisão efectiva, e pagamento de 50.000.00€ pelo crime de homicídio qualificado atípico do advogado Dr. Cláudio Rio Mendes. Novamente a imprensa nacional, a marcar um tipo de posição que nos tem vindo a habituar. No CM de hoje, lê-se na capa “Pai de Juíza condenado a 20 anos de prisão”. Ora aqui está uma primeira capa com uma manchete reveladora. O arguido, podia ser ‘O arguído’, ‘Ferreira da Silva’, ‘o homicida’, ‘o ex-genro’, e por muitos outros nomes identificado. Mas não. A capa, é o ‘Pai de Juíza APANHA 20 anos’. Faz sentido. Além de ser verdade, é assim que mais vende, porque é desta forma que mais suscita o aspecto critico ao público, é desta forma que deixa levantar um pouco de desconfiança ou indício de falta de transparência no julgamento. O importante é o ruído que causa, simplesmente porque o ruído é o que mais vende. ‘A justiça está mal’, e o que tem de se fazer é potenciar que todos os sinais tendem a ir de acordo a essa missiva. Arrisco-me a dizer que SE um dia ‘a justiça deixar de estar assim tão mal’, alguns jornais correm o risco de fechar, ou alguns jornalistas serem despedidos.
É uma ideia, mas na verdade, não é este o maior problema que se eleva com estas tendenciais manchetes a espicaçar constantemente o leitor, mas a frase ‘Justiça está má’, é sem dúvida apetitosa. Destaco desde já os dois problemas mais graves que se colocam nesta atitude sistemática da imprensa.
1) Problemática que vem no sentido de se poder vir a realizar sério risco de um julgamento livre de pressões.
O raciocínio torna-se simples, quando imaginamos que neste caso em concreto, quer por tramitação ou vicissitudes processuais em fase de alegações ou prova, o arguido era julgado no sentido da absolvição por falta de provas, ou até não condenado por provado. Estava instalado o caos. A notícia fala do ‘Pai de Juíza’, e assim todos os leitores saberiam, afinal, porque é que o arguido tinha sido absolvido de tal crime. Que nem Portugueses somos, para as sombras tenebrosas do conluio e cabala surgirem mais uma vez. Por outro lado, o do Magistrado que julga o caso, sério será o pensamento de uma quase coacção mental de pressão, na prespectiva de saber que ao absolver este arguido, será seriamente contestado por público sem informação, e por imprensa sem moral. Afinal talvez o princípio do julgador, seja hoje partilhado por uns quantos julgadores sem formação específica para tal.
2) A problemática no sentido da dupla condenação. Condenação judicial, e a condenação social.
Os tribunais são os órgãos que têm a legitimidade para julgar os casos a que aos mesmos se apresentem. Desse julgamento, obrigatoriamente sai uma decisão reflectida e que melhor de adeque á parte. Das várias decisões possíveis, a condenação é uma bastante sonante, e chamo-lhe então a condenação judicial. A liberdade de imprensa em nada se aproxima da competência de um tribunal para julgar, mas consegue constantemente decretar sentenças sensivelmente mais rudes e drásticas que os próprios tribunais, As condenações sociais. Mais graves e drásticas no sentido que abordam processos em que o agente indiciado pelo crime já é o criminoso aos olhos do público, e muitas vezes ainda não foi sequer presente á fase de inquérito. Há doutrina séria em sede de direito penal, da qual eu partilho opinião, que identifica um crime de Difamação, ou o de Difamação com o Art.º184, que é a sua agravação, como o crime sem justiça. Esta ideia é retirada na prespectiva em que, mesmo que um arguido indiciado por prática de crime de Difamação agravada seja condenado em tribunal, poderá a vítima dizer que se fez justiça quando a nível pessoal, ainda está e ficará privado da sua paz social? É que essa não muda. Não me parece. É de vital importância, alguns jornalistas assimilarem que poderão estar em posições de maior responsabilidade do que porventura têm demonstrado que conhecem, e dessa forma agir em conformidade não só com essa responsabilidade, mas também com o conhecimento do país que deviam como profissionais ter. É que infelizmente, ainda estamos num país, em que para boa parte do mesmo, uma notícia sensacionalista, valerá sempre muito mais que um acórdão judicial.
- a) As resultantes de um sinistro na via.
- b) As resultantes da curiosidade dos restantes que param para ver.
- Conclusão: A alínea b) enerva muito mais que a a)!
2) Descobri! Fazer a barba é a condição que me faz chegar atrasado a todo o lado.
Em apenso:
- a) Qualquer relação com os factos supracitados e a minha condição de super atrasado/sem paciência para o trânsito, é mera coecidência.
- b) Bom dia! *
‘August Rush’, sei que não é um filme propriamente recente, mas um tanto intemporal no conteúdo. Talvez até eu tenha sido geneticamente programado para apreciar esse teor, mas o que comento agora é diferente. Intemporal sim, na medida em que retrata um Grande amor, uma enorme paixão, com uma tremenda dedicação. Um porquê de vida, como são os ‘amores’ daquelas pessoas especiais que têm coração suficiente para isso. Em resultado, uma lição emprestada por uma criança de doze anos a todos nós.
Não podia deixar de finalizar o escrito com uma passagem que se encaixa como das melhores de sempre. (2:46 – vídeo)
- ‘What do you want to be in the world? I mean the whole world. What do you want to be? Close your eyes and think about that.
Quando dizemos que actualmente temos um país diferente, infelizmente, é em atitudes como estas que chegamos á conclusão que essas conclusões não passam de uma grande vontade que assim fosse, nada mais do que vontade. A cegueira e raiva deliberada, como se viu hoje em frente á Assembleia da República, demonstra que inúmeros energúmenos não entendem sequer o que significa vida e valor humano, quanto mais Democracia. Infelizmente não se pode esperar que esta gentinha saiba a diferença entre o direito de greve e manifestação (consagrado especialmente para se fazer sentir um desacordo com as visões politicas de um governo), com a figura de desacatos em via pública, vandalismo, ou mesmo atitudes criminosas contra agentes de segurança. A nossa lei fundamental, explica que a todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação, mas é tão explícito quanto o frisado, que no mesmo diploma se entende por manifestação, o direito de se reunir pacificamente e sem armas. Sento-me e reparo na assolapada impossibilidade de explicar a vândalos revoltados que o caminho não é a agressão, especialmente contra quem em nada tem haver com todos os pontos que reivindicam. Sejam eles, austeridade, acordos internacionais, dívidas públicas, visões políticas de esquerda, de direita, até horizontais se conhecerem alguma. Não são os órgãos de polícia que são responsáveis por tais danos na sociedade portuguesa. Primeiro, o ordenado deles é pago com os impostos de todos nós, segundo e mais importante, mesmo que fossem eles os responsáveis, a luta faz-se nas ELEIÇÕES, e não atirando pedras e demais objectos, que nem selvagens se demonstram. É que no fundo, não deixa de ser irónico as inúmeras manifestações, as várias demonstrações de incompreensão com o governo, quando nas últimas eleições o partido que as ganhou foi a ‘ABSTENÇÃO’, com cerca de 70% dos votos eleitorais. É esta mentalidade que me faz alguma espécie. Em massa, são omissos quando se devem fazer notar e utilizar a maior arma que o povo tem, o voto no sufrágio. Por outro lado, extravasam todo e qualquer limite de respeito, justiça, princípios, valores, e dignidade com atitudes que julgam nobres na defesa de direitos! A sério? Eu não defendo cores, mas antes pessoas. Eu não sou de esquerda, ou de direita, ou do centro. Sou Português. Essa cor, não tem sido defendida tão veementemente como as partidárias. É uma pena, quase vergonha. É com distância político-partidária que faço o seguinte comentário. É com clara ousadia que o Secretário-Geral da CGTP, o senhor Arménio Carlos, em declarações posteriores ao levantamento de calçada portuguesa, diz que ‘Lamenta profundamente’, o sucedido. Folgo em dizer que partilhamos o sentimento de lamento profundo, até vergonha, relativamente ao cenário que se viu. A diferença não é bem essa. Essa diferença acontece porque o Ivo Filipe Almeida, não esteve no Terreiro do Paço, com um discurso bélico, disfarçado de diplomático, a atiçar os cidadãos que têm tendência especial para a influência, e o nosso Arménio Carlos esteve. As manifestações, devem ter um fundamento, e as greves argumentadas com um motivo coerente, é certo. O discurso do Secretário Geral da Organização Intersindical Nacional que promoveu a mesma, faz todo o sentido, numa prespectiva de esclarecimento, e de agradecimento aos que a esta aderiram; no entanto, perde toda a sua causa nobre, quando é feito num ambiente de revolta contagiosa, de quem coloca pólvora e dá tiros para o ar, potenciando o confronto com palavras que motivam ao próximo motim. Isto sem estar a criticar negativamente o teor ideológico da CGTP enquanto organização, mas por outro lado, reprovo acima de tudo, que na pessoa de Secretário-Geral da maior Organização Sindical em Portugal, que certamente está munido de flexibilidade e astucia suficiente, deveria então colocar as cores nacionais em primeiro lugar, alegando as suas ideias e criticas, mas sem nunca em detrimento ou prejuízo da estabilidade e equilíbrio do país. O que se viu hoje, foi um país desequilibrado não só em ideias políticas, como principalmente em mentalidade cívica. A mentalidade que existe hoje em algumas pessoas é medíocre, e urge alteração. Essa alteração não se fará por ela própria e todas as ajudas nesse sentido serão fulcrais. Desse modo, que comece por quem está á frente de grupos de pessoas, pois esses sim, têm forma muito mais eficiente de difundir uma mentalidade politica mais racional e pacifica.
– Filha, deixa os brinquedos. Está na hora de ires dormir.
– Porquê, pai?
– Porque já é tarde. Olha, são quase onze horas da noite e já não são horas das meninas de três anos estarem acordadas.
– Porquê, pai?
– Porque as meninas, e todas as pessoas, têm de descansar. Depois de andarem todo o dia a correr e a brincar e a fazer coisas, têm de descansar. Além disso, amanhã, tens de acordar pronto para mais um dia. Amanhã, vai ser um dia mesmo bom, vais brincar mais, vais passear, vais ver muitas coisas novas.
– Porquê, pai?
– Porque é assim todos os dias. Cada dia tráz sempre muitas coisas novas. Agora, neste momento, não sabemos ainda tudo aquilo que vamos ver, mas tenho a certeza de que vai ser assim. Amanhã, vais aprender palavras novas e, quando voltar a ser hora de ir dormir, já vais ser uma menina mais crescida, a saber coisas que agora ainda não sabes. Vai ser assim todos os dias, todos os dias.
– Porquê, pai?
– Porque cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.
– Porquê, pai?
– Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filha. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.
– Porquê, pai?
– Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.
– Porquê, pai?
– Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.
– Porquê, pai?
– Porque tivemos sempre boas intenções, porque tentámos sempre proteger aquilo que nos era mais precioso e aqueles que conhecíamos como importantes e válidos, aqueles que tínhamos visto sempre perto de nós a acharem-nos importantes, válidos e a protegerem-nos também. Mas isto que acontece connosco acontece também com aqueles que não conhecemos. Também esses acreditam que têm boas intenções e que tentam escolher o melhor. E, se escolhem um mal, tentam que seja um mal mínimo. E também eles choram às vezes.
– Porquê, pai?
– Porque somos todos iguais na fragilidade com que percebemos que temos um corpo e ilusões. As ambições que demorámos anos a acreditar que alcançávamos, a pouco e pouco, a pouco e pouco, não são nada quando vistas de uma perspectiva apenas ligeiramente diferente. Daqui, de onde estou, tudo me parece muito diferente da maneira como esse tudo é visto daí, de onde estás. Depois, há os olhos que estão ainda mais longe dos teus e dos meus. Para esses olhos, esse tudo é nada. Ou esse tudo é ainda mais tudo. Ou esse tudo é mil coisas vezes mil coisas que nos são impossíveis de compreender, apreender, porque só temos uma única vida.
– Porquê, pai?
– Não sei. Mas creio que é assim. Só temos uma única vida. E foi-nos dado um corpo sem respostas. E, para nos defendermos dessa indefinição, transformámos as certezas que construímos na nossa própria biologia. Fomos e somos capazes de acreditar que a nossa existência dependia delas e que não seríamos capazes de continuar sem elas. Aquilo em que queremos acreditar corre no nosso sangue, é o nosso sangue. Mas, em consciência absoluta, não podemos ter a certeza de nada. Nem de nada de nada, nem de nada de nada de nada. Assim, repetido até nos sentirmos ridículos. E sentimo-nos ridículos muitas vezes e, em cada uma delas, a única razão desse ridículo é não conseguirmos expulsar da nossa biologia, do nosso sangue, dos nossos órgãos, essas certezas injustificadas, ou justificadas por palavras sempre incompletas. Mas é bom que seja assim. Porque podemos continuar e, enquanto continuamos, continuamos. Estamos vivos. Ou acreditamos que estamos vivos, o que é, talvez, a mesma coisa.
O Ponto G das mulheres está nos ouvidos, e por isso escusam de procurar noutro lugar. Vá, deixem-se de infantilidade e vamos todos ser homens, para uma sociedade mais higiénica!
Terminou ontem às 22:40 a odisseia que algum tempo me tomou, e imensa realização me deu. O SL Benfica, com os seus adeptos e sócios, demonstrou ontem uma dimensão activa á altura de um nome que se julgava adormecido, e foi desta forma que conseguimos não só o MAIOR número de votantes de toda a história do SL Benfica, como o maior número de votos numa lista concorrente á lista A. Nesta importante prespectiva, agradeço desde já a todas as pessoas que apoiaram este movimento, mensagens, emails e demais iniciativas de colaboração comigo e com a campanha. Um ‘agradecimento especial’ também por todas as outras chamadas que resultavam de ofensas, ameaças e perseguições, dando-me a ideia que mesmo com humildade, rectidão e atitude proactiva, conseguimos provocar algum desconforto democrático e temor de quem tal engenho utilizou para apaziguar os seus fantasmas. Os resultados de ontem são hoje uma evidente demonstração de diversas situações; entre elas, e a de maior prioridade ao momento, passa por ter contribuído para uma maior democraticidade, vitalidade e liberdade deste nosso Benfica. É não só com orgulho que me senti parte deste grande desafio, criando história e que a mesma lavrou em resultados históricos na longa vida do Benfica com a maior votação se sempre, como feliz, pois mais uma vez o Benfica indubitavelmente marcou a minha, de forma absolutamente pura e genuína. Os benefícios tentaram ser alicerçados ao máximo, cultivando assim, a ideia do não-silêncio, e da discussão do Benfica. Ainda, espero eu, a prespectiva de uma competitividade salutar na medida em que outros projectos podem surgir com novas soluções, assim como uma conduta e de vigilância constante dos adeptos do Benfica, na procura de um ideal comum a todos nós, que passa pelo sucesso do Benfica; pois independentemente do que se vote ou pense, a realidade é que o Benfica é nosso, e nós todos somos o Benfica, somos o maior clube do mundo. Obrigado por tudo.
Um dos comportamentos típicos e reiterados do ser humano enquanto ser social, é observar o valor de variados momentos apenas quando diz ‘Mas que saudades’, em detrimento de os viver com a consciência real ou aproximada de sua efectiva importância.
Por esse secular fenómeno, foi com o maior orgulho que me fiz presente na cerimónia solene do Doutoramento Honoris Causa do Ex-Presidente da República do Brasil, Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso.
Na presença das mais ilustres e relevantes individualidade do país, a Universidade Autónoma de Lisboa, foi escolhida como mui nobre instituição, para eternizar este marco á escala mundial, onde se escutou a fantástica intervenção de sapiência do Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso, relatando uma visão geral sobre a conjuntura que se observa nos dias de hoje com esta crise económica sem precedentes, denotando toda a sua boa reputação, virtude, mérito ou acções de serviço que transcenderam famílias, pessoas e instituições.
Ao contrário dos demais clubes do mundo, sei que ser BENFIQUISTA é ser diferente. Ninguém pode ser do BENFICA por gostar da cor, ou simplesmente porque até simpatiza com os atletas e restante administração. Ser do BENFICA, exige de todos e cada um de nós, tanto mais que isso. Ser do BENFICA, traduz-se em palavras fortes e sentimentos nobres. Falamos de Paixão por um clube, Amor por uma história, um passado e uma bandeira. Amor por ser BENFICA.
Falamos de um sentimento inexplicável, transversal a sexos, idades, ordens sociais, religiões e mesmo ideologias, onde acaba por se comprovar que os homens choram mesmo, se pelo BENFICA tiver de ser.
Ser do BENFICA é ‘ser BENFICA’!
Atendendo a todas estas realidades completamente alheias ao nosso controlo, quem senão nós, sim, nós adeptos, sócios, amantes e apaixonados por este nosso BENFICA, temos toda a legitimidade de cada vez mais fazer parte deste nosso amor. Não fazer parte festejando os golos e as vitórias, nem mesmo, e apenas, comentando o que os jornais tanto intrigados com a nossa grandeza, vão lançando em verborreia invejosa. Não. Fazer parte activa deste BENFICA, saber a realidade de todas as situações, é denotar e ter opinião sobre quem está á frente, o que fez, e o que tenciona fazer. Após onze, sim onze anos de uma presidência, que em sucessos, se enquadrava em muitos clubes apenas aspirantes a Grandes, recheados de promessas e devoções, que ficaram por terra quando o factor monetário mais alto falou, e até se opinava por sua vez, construir um estádio em simbiose com o nosso maior rival, a fim de minimizar os custos. Caros BENFIQUISTAS, isso não é gestão! É perder a soberania, uma alma, de um espirito e uma mística. Sim, quem não vive o BENFICA não sabe, mas o nosso BENFICA, é muito mais que um nome, uma bandeira ou um estádio. O BENFICA, tem uma alma, um espirito e uma história.
É então em momento de eleições, que todos nós, amantes do BENFICA, merecemos ser esclarecidos, merecemos ouvir falar do que realmente não nos deixa mais crescer como outrora. Merecemos, por um BENFICA que nunca virámos costas e o sentimos, sentar os candidatos frente a frente, cara a cara, e que Luis Filipe Vieira nos esclareça o porquê deste défice de resultados, o porquê desta venda de património, o porque desta dívida, o porquê deste passivo ser superior ao passivo conjunto dos dois nossos maiores rivais! Urge esclarecimento, não apenas porque estamos a falar de condutas semelhantes ás de corrupção, mas especialmente porque estamos a falar do NOSSO BENFICA!
A BENFICA TV, como órgão de comunicação social, é por excelência a plataforma logística capacitada para nos informar, e esmiuçar estas eleições, mas infelizmente não o faz nem vai fazer! Não o faz porque as cotas que todos nós pagamos (Que aumentaram), porque o bilhetes que todos nós comprámos (Sem resultados), porque todo o tempo e amor que disponibilizamos não se revertem em crescimento para o nosso BENFICA, não servem os nossos adeptos, e preferem deste modo bloquear a informação, deixar os BENFIQUISTAS no escuro, de forma a que a falta da informação relativamente á praticamente ‘FALÊNCIA TÉCNICA’ em que o presidente cessante nos colocou, seja banalizada, e até ignorada. A não-democracia praticada pela actual direcção, é gritante, quando ao fim de onze anos de lista única, uma lista com valor e legítima, ao formalizar aos sócios a sua candidatura, a BENFICA TV, monopolizada por interesses pessoais e ditatoriais, não comparece ao contrário dos demais órgãos de comunicação social. Está visto que os interesses do BENFICA não são de forma nenhuma os prioritários para a direcção de Luis Filipe Vieira.
O candidato á presidência do BENFICA, RUI MANUEL DE FREITAS RANGEL, quando ontem decidiu dar vóz a todos nós que queremos um BENFICA para verdadeiros BENFIQUISTAS, foi esclarecedor e prático, reiterando mais uma vez a TOTAL disponibilidade para o DEBATE PÚBLICO que todos nós, BENFIQUISTAS merecemos!
RUI RANGEL assim o fez, não apenas por ser um homem da justiça há 30 anos, não apenas por ser uma das mais mediáticas figuras nacionais que sempre pautou a sua vida pela exactidão das suas palavras e pela rectidão dos seus actos, mas acima de tudo e indubitavelmente, por ser um de nós, por SER BENFIQUISTA!
Luis Filipe Vieira, ao não aceitar o desafio, ao não esclarecer os BENFIQUISTAS sobre os temas que deve fazer, é sem dúvida, e mais uma vez, preocupar-se mais com interesses de ordem pessoal, que no real interesse no BENFICA. O BENFICA, sou eu, és tu, o BENFICA somos todos nós! Quem olvida tal situação, não merece sequer estar associado a este nosso clube, e não pode de todo, ‘SER BENFICA!’
É desígnio da nossa candidatura recuperar os valores, a grandeza histórica, a vida e essência que marcaram o Sport Lisboa e Benfica. O desafio é enorme, a situação difícil, mas temos a paixão, a entrega, as ideias e o projeto adequado.
Construiremos uma equipa vibrante, apostaremos na formação, queremos ver, no futuro jovens portugueses guindarem-se à nossa equipe principal. De
acordo com a nossa história, a nossa identidade, a matriz que já foi nossa.
Pugnaremos por um modelo económico líder que nos permita ser uma referência no desporto Português. Dotaremos o clube duma estrutura profissional e de vanguarda (e de benfiquistas) e voltaremos a ser uma força desportiva capaz de trazer sonho, paixão e alegrias (como no passado) aos sócios fazendo do Benfica uma instituição inexpugnável e liderando pelo exemplo – vergonha é não ser um exemplo.
O Benfica será propriedade dos sócios, para sempre, e dotado da estabilidade necessária que nos permitam voltar a ser um dos maiores clubes europeus, também no Século XXI.
Recebemos das nossas glórias, e em especial de Cosme Damião, uma herança única e indiscutível. Somos obrigados a ser leais aos nossos valores e à nossa história. O nome do Benfica tem que ser admirado e respeitado, o nosso estilo será baseado no talento, no esforço, e na busca permanente da vitória. Emocionar, vencer e convencer.
A este propósito, não podemos ignorar o momento difícil que todos no nosso país vivem. O Benfica não pode ignorar as dificuldades de tantos Benfiquistas, e esta dimensão solidária será um desígnio fundamental do nosso projeto. A solidariedade e um projecto social são marcas indeléveis da mística Benfiquista.
Os Benfiquistas têm que estar mais do que nunca unidos para levar em frente este projeto. Contra o desencanto, com trabalho e com dedicação. Juntos vamos recuperar a paixão. Os sócios todos juntos construirão um grande projeto transparente e ganhador.
Em tempos que um povo celebra a implantação de uma república inconstitucional, erguida sobre um regicídio sem consulta
popular, e omite quase por completo o verdadeiro significado do 5 de
Outubro, urge necessidade de deixar explícito um pouco do real significado do dia de hoje. O 5 de Outubro é actualmente fazer
uma introspecção sobre como uma implantação se sobrepõe a um nascimento. Sinais dos valores que temos. Por isso hoje celebro o Tratado de
Zamora, que foi um diploma resultante da conferência de paz entre D.
Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5
de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de
Portugal. Relativamente á possibilidade de existir uma alteração para um sistema monárquico, essa está actualmente vetada por força do Artigo 288º B), da CRP. Na realidade nem sei até que ponto não se deve falar de um carácter contraditório com alguns principios fundamentais da nossa Constituição, como por exemplo a livre ideologia politica consagrado algures no espirito da lei do art 13º. Essa limitação imposta pelo Art. 288º b), mostra-nos a democracia mais fantasiada de todas. É um reflexo de bloqueamento mental, na vã espectativa de que se caía no esquecimento de que uma monarquia, acima de opções sociais, é sem dúvida das únicas formas que dão alma a um país. Em alturas em que se vende luz, espáço aério, património e até a própria língua com acordos impensáveis, o país é visto por uma república que olha para fronteiras e contas bancárias. Um país é mais do que isso. A monarquia mostra um país além fronteiras, com um espirito, e uma alma que só se sente quando é impulsionada por uma monarquia que arrasta consigo toda uma história, um passado que a todos nos deve orgulhar. Especialmente em momentos mais complicados, poderia sim o regime misto, além da divisão de poderes (Seg. Social, Finaças - Ex: Monarquia Inglesa), também trazer de certa forma a esperança e alento a milhares de portugueses que estão desacreditados de um país sem alma. Em modesta opinião, urge a alteração do Art 288º B) que diz que é "inalterável a forma repúblicana de governo", para um sensato "Inalterável a forma democrática de governo", e isso sim seria uma real democracia, e um vantajoso passo para um futuro sem esquecer de onde viemos. Viva Portugal!
Hoje, na Assembleia da República, a tua AAUAL em reunião com o grupo partidário CDS, a defender os maiores interesses dos alunos, mostrando resistência á lei vigênte, e peticionando pelo 'fim da exclusão ao direito á bolsa por motivos familiares', incidindo especialmente nos factores de elegibilidade do mesmo.
É impossível faltar a criatividade de escrita num país como este, especialmente neste país com uns governantes como estes. Assumo que seja das únicas prespectivas positivas que posso retirar, sendo certo que não é para isso que lá formaram governo. Na verdade a experiência de sobrevivência que esta desmesurada austeridade nos presenteou, pode ser que nos dê de certa forma alguma bagagem, ou experiência para nos tornarmos mais activos politicamente. Com ou sem bagagem, o certo é que a duração e dificuldade que nos imprimem, nos deu mais que legitimidade de contrapor tais medidas, seja em manifestações, ou mesmo a comentar em textos como este. Portugal, enquanto estado, tem hoje tremendas dificuldades no pagamento da dívida externa ao Fundo Monetário Internacional, o que não é de forma alguma inesperado, tendo relacionado os juros exorbitantes que nos foram aplicados. Por todo o país surgem revoltosas vozes, onde tantas delas não se fizeram ouvir em tempo útil de eleições, e contribuíram para os 70% de abstenção. As manifestações geradas já ecoaram alguns resultados, nomeadamente no recuo da TSU, que se torna em requintada golfada de ar fresco para boa amostra de portugueses. Contudo, denota-se perfeitamente que o âmbito de foco das manifestações não ficou de forma alguma preenchido, quando a real vontade dos manifestantes passa pela queda do governo a todo o custo. Por um lado lutam estoicamente pela demissão de um primeiro-ministro em brasas, e por outro, não com tanta força, procuram um governo de salvação nacional, como solução á opressão deste.´
No doloroso exercício da imparcialidade partidária, não consigo de forma nenhuma achar oportunamente positivo para o país, a destituição do governo por parte do PR, por razões semelhantes ás que o TC alegou para afastar a aplicabilidade directa das inconstitucionalidades fiscais, colocando assim, o real interesse do país prioritariamente á frente das demais ordens.
Vários são os problemas da política em Portugal, começando por uma miserável oposição, passando por ideia de não respeitar o pagamento da dívida e acabando pela enorme perca de soberania de ser uma politica externa a governar-nos.
Não sou político, pelo menos não mais do que cada um de nós, e como qualquer outro, compreendo a situação complicada que atravessamos. No entanto, não posso deixar de me auxiliar na memória histórica, a remeto-me para a Alemanha pós-holocausto, onde ficou deliberado o pagamento pelo respeito e honra violados, a diversos países afectados de forma violenta. Ao ser conhecida a sentença que ditava o pagamento, a Alemanha prontamente retorquiu dizendo: ‘Procederemos ao pagamento da dívida transitada, na constante proporcional ao nosso crescimento económico’.
Penso seriamente que existe tempo certo para diversas atitudes, e desta forma, existe tempo para pagar a dívida externa que Portugal está obrigado, mas também deveria haver tempo útil para cuidar de crescer economicamente. Sensato será denotar que ambas as situações em simultâneo são drásticamente contraditórias, e danificam-se uma á outra. Em modesta opinião urge, acima de potenciar uma destituição de governo ou de cessar o pagamento da dívida externa, uma real proposta ao Fundo Monetário Internacional, clausulado nestas premissas relativas ao pagamento da dívida na constante proporcional ao nosso crescimento económico.
É certo que tal movimento poderá ser de todo negado por influência de uma Alemanha esquecida do passado, cínica, e que tende a governar Europa desta vez por virtude económica em substituição da bélica; contudo, se é realmente a atitude que poderá de alguma forma mudar um rumo sem luz nem esperança, ao menos que seja uma atitude sensata, e que sirva o país e não alguns 'dos portugueses’.
Há alturas na nossa vida que temos de deixar de vestir as roupas antigas, mesmo aquelas que já têm a marca do nosso corpo, para experimentar umas novas. Chama-se a isso o período de transição. Ainda que a nova roupa não tenha o nosso cheiro, as nossas formas ou mesmo a nossa cara, é certo que nos vai proteger do frio quando assim for necessário.