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CrIvo de Almeida™

Terminou ontem às 22:40 a odisseia que algum tempo me tomou, e imensa realização me deu. O SL Benfica, com os seus adeptos e sócios, demonstrou ontem uma dimensão activa á altura de um nome que se julgava adormecido, e foi desta forma que conseguimos não só o MAIOR número de votantes de toda a história do SL Benfica, como o maior número de votos numa lista concorrente á lista A. Nesta importante prespectiva, agradeço desde já a todas as pessoas que apoiaram este movimento, mensagens, emails e demais iniciativas de colaboração comigo e com a campanha. Um ‘agradecimento especial’ também por todas as outras chamadas que resultavam de ofensas, ameaças e perseguições, dando-me a ideia que mesmo com humildade, rectidão e atitude proactiva, conseguimos provocar algum desconforto democrático e temor de quem tal engenho utilizou para apaziguar os seus fantasmas. Os resultados de ontem são hoje uma evidente demonstração de diversas situações; entre elas, e a de maior prioridade ao momento, passa por ter contribuído para uma maior democraticidade, vitalidade e liberdade deste nosso Benfica. É não só com orgulho que me senti parte deste grande desafio, criando história e que a mesma lavrou em resultados históricos na longa vida do Benfica com a maior votação se sempre, como feliz, pois mais uma vez o Benfica indubitavelmente marcou a minha, de forma absolutamente pura e genuína. Os benefícios tentaram ser alicerçados ao máximo, cultivando assim, a ideia do não-silêncio, e da discussão do Benfica. Ainda, espero eu, a prespectiva de uma competitividade salutar na medida em que outros projectos podem surgir com novas soluções, assim como uma conduta e de vigilância constante dos adeptos do Benfica, na procura de um ideal comum a todos nós, que passa pelo sucesso do Benfica; pois independentemente do que se vote ou pense, a realidade é que o Benfica é nosso, e nós todos somos o Benfica, somos o maior clube do mundo. Obrigado por tudo.










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Um dos comportamentos típicos e reiterados do ser humano enquanto ser social, é observar o valor de variados momentos apenas quando diz ‘Mas que saudades’, em detrimento de os viver com a consciência real ou aproximada de sua efectiva importância.
Por esse secular fenómeno, foi com o maior orgulho que me fiz presente na cerimónia solene do Doutoramento Honoris Causa do Ex-Presidente da República do Brasil, Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso.
Na presença das mais ilustres e relevantes individualidade do país, a Universidade Autónoma de Lisboa, foi escolhida como mui nobre instituição, para eternizar este marco á escala mundial, onde se escutou a fantástica intervenção de sapiência do Professor Doutor Fernando Henriques Cardoso, relatando uma visão geral sobre a conjuntura que se observa nos dias de hoje com esta crise económica sem precedentes, denotando toda a sua boa reputação, virtude, mérito ou acções de serviço que transcenderam famílias, pessoas e instituições.












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SABEM O QUE É SER DO BENFICA?!

Ao contrário dos demais clubes do mundo, sei que ser BENFIQUISTA é ser diferente. Ninguém pode ser do BENFICA por gostar da cor, ou simplesmente porque até simpatiza com os atletas e restante administração. Ser do BENFICA, exige de todos e cada um de nós, tanto mais que isso. Ser do BENFICA, traduz-se em palavras fortes e sentimentos nobres. Falamos de Paixão por um clube, Amor por uma história, um passado e uma bandeira. Amor por ser BENFICA.
Falamos de um sentimento inexplicável, transversal a sexos, idades, ordens sociais, religiões e mesmo ideologias, onde acaba por se comprovar que os homens choram mesmo, se pelo BENFICA tiver de ser.

Ser do BENFICA é ‘ser BENFICA’!

Atendendo a todas estas realidades completamente alheias ao nosso controlo, quem senão nós, sim, nós adeptos, sócios, amantes e apaixonados por este nosso BENFICA, temos toda a legitimidade de cada vez mais fazer parte deste nosso amor. Não fazer parte festejando os golos e as vitórias, nem mesmo, e apenas, comentando o que os jornais tanto intrigados com a nossa grandeza, vão lançando em verborreia invejosa. Não. Fazer parte activa deste BENFICA, saber a realidade de todas as situações, é denotar e ter opinião sobre quem está á frente, o que fez, e o que tenciona fazer. Após onze, sim onze anos de uma presidência, que em sucessos, se enquadrava em muitos clubes apenas aspirantes a Grandes, recheados de promessas e devoções, que ficaram por terra quando o factor monetário mais alto falou, e até se opinava por sua vez, construir um estádio em simbiose com o nosso maior rival, a fim de minimizar os custos. Caros BENFIQUISTAS, isso não é gestão! É perder a soberania, uma alma, de um espirito e uma mística. Sim, quem não vive o BENFICA não sabe, mas o nosso BENFICA, é muito mais que um nome, uma bandeira ou um estádio. O BENFICA, tem uma alma, um espirito e uma história.

É então em momento de eleições, que todos nós, amantes do BENFICA, merecemos ser esclarecidos, merecemos ouvir falar do que realmente não nos deixa mais crescer como outrora. Merecemos, por um BENFICA que nunca virámos costas e o sentimos, sentar os candidatos frente a frente, cara a cara, e que Luis Filipe Vieira nos esclareça o porquê deste défice de resultados, o porquê desta venda de património, o porque desta dívida, o porquê deste passivo ser superior ao passivo conjunto dos dois nossos maiores rivais! Urge esclarecimento, não apenas porque estamos a falar de condutas semelhantes ás de corrupção, mas especialmente porque estamos a falar do NOSSO BENFICA!

A BENFICA TV, como órgão de comunicação social, é por excelência a plataforma logística capacitada para nos informar, e esmiuçar estas eleições, mas infelizmente não o faz nem vai fazer! Não o faz porque as cotas que todos nós pagamos (Que aumentaram), porque o bilhetes que todos nós comprámos (Sem resultados), porque todo o tempo e amor que disponibilizamos não se revertem em crescimento para o nosso BENFICA, não servem os nossos adeptos, e preferem deste modo bloquear a informação, deixar os BENFIQUISTAS no escuro, de forma a que a falta da informação relativamente á praticamente ‘FALÊNCIA TÉCNICA’ em que o presidente cessante nos colocou, seja banalizada, e até ignorada. A não-democracia praticada pela actual direcção, é gritante, quando ao fim de onze anos de lista única, uma lista com valor e legítima, ao formalizar aos sócios a sua candidatura, a BENFICA TV, monopolizada por interesses pessoais e ditatoriais, não comparece ao contrário dos demais órgãos de comunicação social. Está visto que os interesses do BENFICA não são de forma nenhuma os prioritários para a direcção de Luis Filipe Vieira.

O candidato á presidência do BENFICA, RUI MANUEL DE FREITAS RANGEL, quando ontem decidiu dar vóz a todos nós que queremos um BENFICA para verdadeiros BENFIQUISTAS, foi esclarecedor e prático, reiterando mais uma vez a TOTAL disponibilidade para o DEBATE PÚBLICO que todos nós, BENFIQUISTAS merecemos!
RUI RANGEL assim o fez, não apenas por ser um homem da justiça há 30 anos, não apenas por ser uma das mais mediáticas figuras nacionais que sempre pautou a sua vida pela exactidão das suas palavras e pela rectidão dos seus actos, mas acima de tudo e indubitavelmente, por ser um de nós, por SER BENFIQUISTA!

Luis Filipe Vieira, ao não aceitar o desafio, ao não esclarecer os BENFIQUISTAS sobre os temas que deve fazer, é sem dúvida, e mais uma vez, preocupar-se mais com interesses de ordem pessoal, que no real interesse no BENFICA. O BENFICA, sou eu, és tu, o BENFICA somos todos nós! Quem olvida tal situação, não merece sequer estar associado a este nosso clube, e não pode de todo, ‘SER BENFICA!’


                                          Vota Rui Rangel!
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Caros consócios,

É desígnio da nossa candidatura recuperar os valores, a grandeza histórica, a vida e essência que marcaram o Sport Lisboa e Benfica. O desafio é enorme, a situação difícil, mas temos a paixão, a entrega, as ideias e o projeto adequado.

Construiremos uma equipa vibrante, apostaremos na formação, queremos ver, no futuro jovens portugueses guindarem-se à nossa equipe principal. De
acordo com a nossa história, a nossa identidade, a matriz que já foi nossa.

Pugnaremos por um modelo económico líder que nos permita ser uma referência no desporto Português. Dotaremos o clube duma estrutura profissional e de vanguarda (e de benfiquistas) e voltaremos a ser uma força desportiva capaz de trazer sonho, paixão e alegrias (como no passado) aos sócios fazendo do Benfica uma instituição inexpugnável e liderando pelo exemplo – vergonha é não ser um exemplo.

O Benfica será propriedade dos sócios, para sempre, e dotado da estabilidade necessária que nos permitam voltar a ser um dos maiores clubes europeus, também no Século XXI.

Recebemos das nossas glórias, e em especial de Cosme Damião, uma herança única e indiscutível. Somos obrigados a ser leais aos nossos valores e à nossa história. O nome do Benfica tem que ser admirado e respeitado, o nosso estilo será baseado no talento, no esforço, e na busca permanente da vitória. Emocionar, vencer e convencer.

A este propósito, não podemos ignorar o momento difícil que todos no nosso país vivem. O Benfica não pode ignorar as dificuldades de tantos Benfiquistas, e esta dimensão solidária será um desígnio fundamental do nosso projeto. A solidariedade e um projecto social são marcas indeléveis da mística Benfiquista.

Os Benfiquistas têm que estar mais do que nunca unidos para levar em frente este projeto. Contra o desencanto, com trabalho e com dedicação. Juntos vamos recuperar a paixão. Os sócios todos juntos construirão um grande projeto transparente e ganhador.

Rui Rangel




                  




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Em tempos que um povo celebra a implantação de uma república inconstitucional, erguida sobre um regicídio sem consulta popular, e omite quase por completo o verdadeiro significado do 5 de Outubro, urge necessidade de deixar explícito um pouco do real significado do dia de hoje. O 5 de Outubro é actualmente fazer uma introspecção sobre como uma implantação se sobrepõe a um nascimento. Sinais dos valores que temos. Por isso hoje celebro o Tratado de Zamora, que foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e o seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal.
Relativamente á possibilidade de existir uma alteração para um sistema monárquico, essa está actualmente vetada por força do Artigo 288º B), da CRP.
Na realidade nem sei até que ponto não se deve falar de um carácter contraditório com alguns principios fundamentais da nossa Constituição, como por exemplo a livre ideologia politica consagrado algures no espirito da lei do art 13º. Essa limitação imposta pelo Art. 288º b), mostra-nos a democracia mais fantasiada de todas. É um reflexo de bloqueamento mental, na vã espectativa de que se caía no esquecimento de que uma monarquia, acima de opções sociais, é sem dúvida das únicas formas que dão alma a um país. Em alturas em que se vende luz, espáço aério, património e até a própria língua com acordos impensáveis, o país é visto por uma república que olha para fronteiras e contas bancárias. Um país é mais do que isso. A monarquia mostra um país além fronteiras, com um espirito, e uma alma que só se sente quando é impulsionada por uma monarquia que arrasta consigo toda uma história, um passado que a todos nos deve orgulhar. Especialmente em momentos mais complicados, poderia sim o regime misto, além da divisão de poderes (Seg. Social, Finaças - Ex: Monarquia Inglesa), também trazer de certa forma a esperança e alento a milhares de portugueses que estão desacreditados de um país sem alma. Em modesta opinião, urge a alteração do Art 288º B) que diz que é "inalterável a forma repúblicana de governo", para um sensato "Inalterável a forma democrática de governo", e isso sim seria uma real democracia, e um vantajoso passo para um futuro sem esquecer de onde viemos. Viva Portugal! 


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Hoje, na Assembleia da República, a tua AAUAL em reunião com o grupo partidário CDS, a defender os maiores interesses dos alunos, mostrando resistência á lei vigênte, e peticionando pelo 'fim da exclusão ao direito á bolsa por motivos familiares', incidindo especialmente nos factores de elegibilidade do mesmo.

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É impossível faltar a criatividade de escrita num país como este, especialmente neste país com uns governantes como estes. Assumo que seja das únicas prespectivas positivas que posso retirar, sendo certo que não é para isso que lá formaram governo. Na verdade a experiência de sobrevivência que esta desmesurada austeridade nos presenteou, pode ser que nos dê de certa forma alguma bagagem, ou experiência para nos tornarmos mais activos politicamente. Com ou sem bagagem, o certo é que a duração e dificuldade que nos imprimem, nos deu mais que legitimidade de contrapor tais medidas, seja em manifestações, ou mesmo a comentar em textos como este. Portugal, enquanto estado, tem hoje tremendas dificuldades no pagamento da dívida externa ao Fundo Monetário Internacional, o que não é de forma alguma inesperado, tendo relacionado os juros exorbitantes que nos foram aplicados. Por todo o país surgem revoltosas vozes, onde tantas delas não se fizeram ouvir em tempo útil de eleições, e contribuíram para os 70% de abstenção. As manifestações geradas já ecoaram alguns resultados, nomeadamente no recuo da TSU, que se torna em requintada golfada de ar fresco para boa amostra de portugueses. Contudo, denota-se perfeitamente que o âmbito de foco das manifestações não ficou de forma alguma preenchido, quando a real vontade dos manifestantes passa pela queda do governo a todo o custo. Por um lado lutam estoicamente pela demissão de um primeiro-ministro em brasas, e por outro, não com tanta força, procuram um governo de salvação nacional, como solução á opressão deste.´
No doloroso exercício da imparcialidade partidária, não consigo de forma nenhuma achar oportunamente positivo para o país, a destituição do governo por parte do PR, por razões semelhantes ás que o TC alegou para afastar a aplicabilidade directa das inconstitucionalidades fiscais, colocando assim, o real interesse do país prioritariamente á frente das demais ordens.
Vários são os problemas da política em Portugal, começando por uma miserável oposição, passando por ideia de não respeitar o pagamento da dívida e acabando pela enorme perca de soberania de ser uma politica externa a governar-nos.
Não sou político, pelo menos não mais do que cada um de nós, e como qualquer outro, compreendo a situação complicada que atravessamos. No entanto, não posso deixar de me auxiliar na memória histórica, a remeto-me para a Alemanha pós-holocausto, onde ficou deliberado o pagamento pelo respeito e honra violados, a diversos países afectados de forma violenta. Ao ser conhecida a sentença que ditava o pagamento, a Alemanha prontamente retorquiu dizendo: ‘Procederemos ao pagamento da dívida transitada, na constante proporcional ao nosso crescimento económico’.
Penso seriamente que existe tempo certo para diversas atitudes, e desta forma, existe tempo para pagar a dívida externa que Portugal está obrigado, mas também deveria haver tempo útil para cuidar de crescer economicamente. Sensato será denotar que ambas as situações em simultâneo são drásticamente contraditórias, e danificam-se uma á outra. Em modesta opinião urge, acima de potenciar uma destituição de governo ou de cessar o pagamento da dívida externa, uma real proposta ao Fundo Monetário Internacional, clausulado nestas premissas relativas ao pagamento da dívida na constante proporcional ao nosso crescimento económico.
É certo que tal movimento poderá ser de todo negado por influência de uma Alemanha esquecida do passado, cínica, e que tende a governar Europa desta vez por virtude económica em substituição da bélica; contudo, se é realmente a atitude que poderá de alguma forma mudar um rumo sem luz nem esperança, ao menos que seja uma atitude sensata, e que sirva o país e não alguns 'dos portugueses’.
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Há alturas na nossa vida que temos de deixar de vestir as roupas antigas, mesmo aquelas que já têm a marca do nosso corpo, para experimentar umas novas. Chama-se a isso o período de transição. Ainda que a nova roupa não tenha o nosso cheiro, as nossas formas ou mesmo a nossa cara, é certo que nos vai proteger do frio quando assim for necessário.
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Não é humanamente possível passar pela vida com o mesmo curriculum sentimental, se é que entendem o conceito. Afinal o que fizeste ontem é motor da tua decisão de amanhã. Sem saber e aos poucos, geramos o nosso pior inimigo, criamos esse inimigo com um sentimento tão forte como o do amor, só que não tenho nome para lhe dar. Sentamo-lo á nossa mesa, e oferecemos o melhor para o seu desenvolvimento. Durante o dia ensinamo-lo a ser forte, e á noite a magia dos apaixonados, daqueles que nem Romeu e Julieta que morrem por amor, e fazem outros tantos disparates parecerem sensatos. É assim a sua educação, e somos nós a oferece-la, dedicados a uma gestação repleta de sorrisos, com ele caminhamos lado a lado, pegamo-lo ao colo até que ele adormeça. Ele chega mesmo a adormecer, mas só depois de nos adormecer primeiro. Letal como anestesia sofisticada, ele não dorme, descansa, mas não morre. Não morre e acorda um dia, para nos deitar á cara tudo aquilo que de mau hábito lhe ensinamos. Acorda um dia, para se revelar uma caixinha de maus valores, que só magoa, e mesmo assim consegue ser tão nosso. Se o virem ao espelho, até o confundem connosco. Arrepiante não é? Mas é absolutamente compreensível. Não só se parece assolapadamente connosco, como é grande parte de nós que ali vive. Maltratados a quem tanto demos, impotentes e cravados, sim cravados com mais uma tatuagem para a vida. E lá se muda mais uma opinião, lá se altera uma ideologia, lá vem uma alteração tão profunda quanto genética, tornando-nos muitas vezes amputados sentimentalmente, bloqueados de biblioteca, fechados numa toca, onde todos os dias toca a mesma música, que por sinal é a primeira que ouvimos, e se mostra transversal ao tempo, intemporal que nem Eça, nos coloca a pensar se os erros são todos iguais ou será que esta não é mais uma tatuagem, esta é afinal a continuação da última. É verdade, o nosso maior inimigo, somos nós que o criamos.




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Sempre fui acérrimo defensor do dever de sufrágio. O artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, sempre me pareceu aprumadinho e janota. É um dever cívico, e acima de todas as classificações, é a única forma de exercer o maior dos poderes que enquanto povo retemos; o de escolher e delimitar o nosso futuro. Ainda que as opções de escolha sejam entre o meu e o péssimo, é de ressalvar que entre votos em branco, e estratégias de nos fazer ouvir enquanto cidadãos, o importante é fazer um voto activo. Um não-voto, será sempre uma não actividade cívica, e de certa forma quase deveria ser um conhecido atalho directo a um não-direito. O da indignação. De todas as pessoas, aquelas que não votam, pouco me diz a sua indignação, a sua revolta pelo rumo do país, mais a sua resistência ao sistema que o governo implementa, tudo isso. Criticam onde a sua parte activa deveria ter sido ouvida no dia das eleições, e agora, por entre manifestações, gritos e insultos, já de pouco vale. Como tal, nunca encontrei lógica inteligente para que o partido que mais ganha as eleições no meu país, seja o da abstenção, que é precisamente o qual, que os seus militantes mais se fazem ouvir em revoltas eternas. Desta minha e de sempre, difícil digestão do não-voto, encontro agora este meu valor fragilizado, porque temo que das opções de voto que encontramos no boletim no dia das eleições, já nada se relaciona com o real governo do país. Faria agora sentido passar a exercer o direito de sufrágio nas eleições Alemãs, pois dessa forma, talvez todos nós conseguisse-mos uma real participação na vida pública, com o direito de tomar parte na vida politica assim como na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos.



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'Em tempos idos, não muito idos, mas que a memória já leva quase um ano, escrevi e muito acerca de um amor impossível ou até contra natura, como se ao amor se pudesse arranjar limites ou adjectivos, hoje amo um amor solidário e verdadeiro, um amor calmo, pensado e aceite, hoje a minha veia literária foge-me para futilidades ou então para coisas mais terrenas, menos abstractas, hoje não tenho nada para mostrar e do amor anterior nada há para mostrar porque num momento de raiva deitei fora os melhores textos, ficaram só alguns esboços daquilo que nunca entreguei ou daquilo que não deveria ter entregue.
Quem nunca amou ou quem foge do amor não são "pessoas" são "coisas".'


Por, António Costa
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Road to Allgarve!
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Desde o dia em que me abraçaste, o mesmo pesadelo tem surgido vezes sem conta. Sempre diferente, mas no conteúdo, sempre o mesmo, tão repetitivo no tema que se tornava recorrente.
É desde então que me coloco a pensar na importância dos nossos sonhos. Talvez estes ocultem um desejo e um sentimento de culpa. O desejo de te ter a meu lado, e o sentimento de remorços de não ter sabido proteger, não ter sabido agarrar para nunca mais fugires.
A minha mente é assaltada constantemente por mundos alternativos, por hipóteses diferentes. A palavra ‘se’, vem a atormentar-me a todo o instante, pois penso sempre que ‘se’ eu tivesse feito algo diferente, se tivesse agido de outra forma. Tantos pormenores surgem em mim, tantas pedrinhas, tantos pequenos nadas que não foram alterados, e transformam-se nesta dolorosa avalancha de culpa que me consome todos os dias, cruel e implacável, obsessiva e incansável.
A vontade é de ficar em casa, derradeiramente isolado do mundo, enterrar-me no quarto com todos os meus demónios, atormentados por todos os fantasmas que me assombram a alma.
Apetece-me conversar calado, calado de olhares, e de pensamentos até. Em silêncio, deprimido, mergulhado nas minhas memórias e em tantos planos e sonhos destroçados. Ataques de ansiedade e acessos de culpa.
Tantas vezes receio estar permanentemente acordado, tais são os pesadelos que medo tenho de cair no sono que teima em aparecer.
Sinto-me fraco, sem energia. Até mesmo para fazer a barba e mudar de roupa. Apático e metido comigo, calado e impensavelmente mais solitário do que sempre fui. Não consigo passar cinco minutos sem pensar em ti, sem pensar que sinto dó desta desgraça.
Todos os meus sonhos agora, todos os pensamentos concentram-se obcecadamente no mesmo tema, como que a todo o tempo tente reorganizar o passado, como que procure um desenlace diferente, mais feliz.
Custa-me acreditar, e aceitar a realidade. Alimenta-me por vezes a secreta esperança de que algo divino altere tudo, e acordo por vezes de manhã com a fugaz ilusão de que tudo não foi mais que um pesadelo, mas invariavelmente, é sempre e apenas por um breve instante de traiçoeira fantasia. Logo de seguida caio em mim, caio de novo no que não quero acreditar, e apercebo-me que o guião já foi escrito, e é tão difícil aguentar a dor de não poder mudar o passado, dá pavor imaginar que tudo o que dói, é uma estrada percorrida, sem retorno, uma opera triste que já foi cantada.
Pequenas coisas, palavras, sons, melodias, aromas, minúsculos nadas lembram-me de ti. Dói tanto, mas tanto a forma abrupta como tudo aconteceu, a impossibilidade quase parva de me despedir, pois nem nunca soube que o estava a fazer na realidade. Agonizo em todos os momentos, mergulho num abismo sem cor, sem ar, sem fundo, sem ti
Sem ti…
Preciso-te, porque finalmente Amo.
Finalmente encontrei-te.
Entende, és Tu.
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Na vida, concluiria um dia, que todos têm o direito a conhecer o seu verdadeiro amor. Uns achá-lo-iam num cruzamento perdido e com ele seguiriam até ao fim do caminho. Teimosos e a abnegados, até que a morte desfizesse o que a vida fizera. 
O medo não é da decisão para a vida. O medo é antes 'daqueles' fadados para a tragédia, os amores que se encontravam sem nada desconfiar que era afinal efémero, furtivo, um mero sopro na corrente do tempo, um cruel interlúdio antes da dolorosa separação, um beijo de despedida no caminho da solidão. 
É a alma abalada pela sombria angústia de saberem que havia outro percurso, uma outra existência, uma passagem para o mundo dos sonhos que lhe foi vedada.
São esses os verdadeiros infelizes, os dilacerados pela revolta, até serem abatidos pela resignação.
São daqueles que percorrem a estrada da vida, vergados pela saudade do que poderia estar a ser, do futuro que não chega, do trilho a dois que tanto demora.
Quem por isso passa, por isso fica marcado. Marcado pela amarga e profunda nostalgia de um amor por viver.
Pobre 'eles'...

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Poder ler este texto, significa a imensa coragem que tive para o escrever, o que á primeira vista parece bastante simples, mas não é, não foi de todo. Bom para mim.
Podes mesmo pensar que não me conheces assim tão bem, quando a realidade é que não sei quem me conhece melhor, mas qualquer das formas, se me deixares, tenho a força e a genica do mundo para te mostrar o que sempre soubeste, quem sempre conheceste. Sempre cada vez mais, e mais. Porque eu tenho a certeza que é isto que é certo para mim. 
Foi, sem dúvida alguma, o texto mais difícil que alguma vez escrevi.
Não há forma nem fórmula que facilite a maneira de dizer isto, nem mesmo como, por isso, vou apenas dizer.
Eu conheci alguém, foi mesmo um acidente, não procurava nada nem ninguém. Foi uma trovoada perfeita. Ela disse uma coisa, e eu dizia outra, mas foi bastante, pois logo ali descobri que queria passar o resto da minha vida a meio daquela conversa.
O sentimento que em meu peito habita, por tão diferente ser, sei mais ainda que é o tal. Entendo que isto é mesmo de loucos, mas a forma como me faz sorrir, como me faz sonhar, não é mais um. É o.
O grande mistério, já só mesmo a ti pertence, porque essa pessoa és tu. Só tu, e sempre foste tu. Essas são as boas noticias.
Chegamos á realidade indubitável á cena imperativa, e a verdade é que este é um mundo enorme e mau demais, para perder tempo, nem que seja num piscar de olhos. É nessa fracção de tempo que é suficiente para perder o tal momento, onde se pode mudar tudo.
Não sei o que o futuro nos reserva, nem mesmo a fé que te posso inspirar, mas sabes, cheiras realmente bem, cheiras a lar.
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O que se faz quando o sono não vem? Quando se acorda a meio da noite, como se todo o pouco sono sentido tenha sido passado dentro de um comboio. Daqueles com bancos pequenos demais para mim, onde são o ideal para uma pedrada de sono, mas horríveis para um acordar descansado. É assim que aprendemos que afinal temos mais ossos do que imaginávamos, porque agora sentimo-los a todos. Doem todos eles. Foi assim que acordei agora mesmo.
Algumas coisas têm de morrer; alguns sonhos de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Só o que é esquecível nos dá a capacidade de poder esquecer. É preciso saber sentir o que significa realmente para nós. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente de quem é inesquecível, a outra pode ficar-lhe para sempre. Fica mesmo. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar aquelas tatuadas na alma, aquelas que são 'a tal', e quanto a isso, nunca mudarão. Elas não saem de lá. Estúpidos! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é delimitar-mos com que doença estamos a lidar. Pode acontecer não ser apenas alguém, e ser já parte de nós. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se e sonhando de novo. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem de nós faz parte, é inseparável, como esquecer quem nunca terminaremos de lembrar? Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. O amor pode ser por vezes uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. Muitas vezes, durantes as relações verdadeiras é uma dor que é preciso aceitar, para depois aprender a não desistir. Aprender o que é realmente importante.
É preciso aceitar esta caríz de interface entre a metafisica e os humanos. Chama-se amor. Amor dos antigos, dos que são para valer, daqueles que olham de esguelha para os descartavéis e dizem aos seus botões "Miudos!" É preciso aceitar o amor e principalmente saber diferenciar das paixões da adolescência. Quantos problemas do mundo seriam menos dramáticos, se todos nós fossemos guerreiros dos nossos sonhos?
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O desconhecimento e ignorância, agregado á grande vontade de aprovação, gera conspirações das mais infantis que se pode presenciar
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O tribunal Constitucional pronunciou-se e deliberou não de forma pacífica, a inconstitucionalidade na medida que retira o subsídio de férias e de Natal, aos trabalhadores do sector público, fundamentando que esta viola o princípio da igualdade plasmado no Art.º13º da nossa lei fundamental, não respeitando assim, uma equidade democrática. Desta forma, e após a pressão causada pelo PCP, BE e PS, o TC pronunciou-se salvaguardando este ano, e obrigando imperativamente a sua eficácia decisória a partir de 2013.
Já se levantam vozes quase eufóricas, em tom de vitória de coisa nenhuma, apontando a uma enorme derrota do governo, e principalmente do PR, que após tanto ruído, decidiu promulgar a medida. Penso que neste caso, o lado de economista do nosso PR falou mais alto, aliado á calendarização urgente na promulgação na mesma. Não consigo discordar de quem entende que se trata de uma «humilhante» derrota, mas apraz-me ressalvar por outro lado, que gostaria que o dano final e nefasto que esta inconstitucionalidade emana, fosse apenas essa derrota, mas não é.
É um pouco mais importante.
Aguardo com paciência o desenrolar da situação, no que concerne á obrigatória explicação que Portugal terá de dar á Troika, pois torna-se agora muito mais complicado manter os requisitos por esta ordenados, de dois terços de despesa e dois terços de receita. É óbvio que por agora, o consumo se irá alterar, diminuindo.
Na realidade, penso que todo este ruído se esvai com a criação de equidade, e esta vai certamente passar pela criação de um imposto, que recaía sobre o sector privado, abrangendo-se assim os dois sectores com igual austeridade.
Logicamente que os tribunais são soberanos, mas faz-me alguma espécie, quiçá por desconhecimento, de que o TC tenha poupado o sector privado até ao fim do ano de 2012, quando eu pensava que na matéria em concreto, a decisão vem munida de aplicação e eficácia imediata. Bem, vamos esperar.
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Ontem vieram-me falar de amor sem ciúmes. 
Mas o que se fala realmente quando se fala de amor? Os ciúmes, esse velho companheiro de guerra e para a guerra, presente em todos os ‘amo-te’, é responsável por tantas discussões, tantas lutas, zangas e divórcios é certo, mas mitigado e salutar, é também personagem principal na demonstração de um verdadeiro  e sentido amor. 
Não potencio e reprovo ao ciúme doentio, ao ciúme controlador em metamorfose possessiva. Não, esse é um amor viciado, egoísta por confortabilidade. Reprovado.
Mas amor sem ciúme? Nenhum?
Voltamos á questão, «O que se fala, quando falamos de amor?»
Não é certamente de duas pessoas que se amam e falam todo o dia sem dizer nada. Jamais de gente que não teme, que não explica, e não tem ciúmes, que não aproveita a oportunidade, de gente que vive só virada para si. Não é.
Não; o ciúme salutar, aquele que nos faz sentir necessários, precisos e importantes para alguém, não está relacionado com a falta de confiança, mas directamente com o amor. Não será por não confiar na pessoa que amo, que terei medo de a perder. O medo mantêm-se até na mais pura lógica aleatória da vida. Amanhã um de nós pode não estar por cá, e espero que seja eu. Isso é amor! Isto é medo de perder.
Que comodidade absurda de quem está na vida apenas a vê-la passar! Gente que não corre riscos, que vive confortável nos gestos seguros. De que nos serve um coração forte e pleno se não o usarmos da melhor forma, se não for para proporcionar a quem amamos um pouco do sentimento de utilidade. Em todo o lado, em toda a hora, quem ama tem medo de perder, e se esse medo não existir, ainda que a título de nunca deixar de cuidar, nunca esquecer de tratar, fazer por cultivar e inflamar o que nos vai no peito, é ou torna-se um amor de hábito, um amor de cama ou um amor intelectualmente controlado. Não existe intelectualidade no amor. Insípido.
Não o admito e muito menos o alimento. O meu coração vomita-a, ou então não lhe abre a porta. É disso que eu falo quando falo de amor. Falo de conversa apaixonada, desejos, sonhos, ciúmes, brigas e reconciliações. Posso só dizer disparates, mas quando falo de amor. Falo. Não deixo que o façam por mim.
Amor sem ciúmes?



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O fustigado tema da responsabilização dos políticos corruptos.
Com este tema mais que actual, deveríamos ter atenção e talvez adotpar uma posição um tanto mitigada. Isto porque as responsabilidades imputadas a políticos, deveriam ser iniciadas, aos políticos que por sua posição social, poder, e oportunidade, directa ou indirectamente, usufruírem de tais ilícitos para beneficio próprio dolosamente. Por outro lado, tal como nos deparamos actualmente em praça pública, procura-se uma chacina ao politico, mesmo que o ‘dito’ ilícito tenha sido resultado de uma ideologia politica diferenciadas das demais vozes que se elevam. A não esquecer, que este, foi eleito de forma legal, democraticamente por obrigatoriedade Constitucional, e sufrágio esse, em que se deveria traduzir na vontade do povo. Estou de acordo com a responsabilização de políticos corruptos, da mesma forma que responsabilizo outro qualquer cidadão corrupto; agora, não devemos esquecer que uma prespectiva desmesuradamente inquisitória da lei nestes casos, sem delimitação de cargos específicos, pode resultar na inércia, na falta de coragem da classe politica para as mudanças que urgem e são necessárias, e quiçá alguma violação á democracia.
Talvez devêssemos mesmo mandar sair da assembleia os ‘Políticos profissionais’ e colocar lá alguns ‘Profissionais na política’.
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