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CrIvo de Almeida™

Há realmente características que poderiam ser abolidas da capacidade do ser humano. A ingratidão é para mim a de mais difícil digestão. Compreendo os dias maus, as semanas más, e até mesmo o mês que não correu bem. Compreendo que os dias maus se possam transformar num discurso mais rude, numa presença mais fria, e até mesmo num olhar acusatório de tudo o que mexe. Ainda assim, não compreendo que situação alguma dê lugar á Ingratidão. Ingratidão é a traição, é o meu ser conservador em luta com a injustiça liberal e desonesta. Sou um homem de lei, mas acima de tudo um homem de justiça. Baseio as minhas opções e relações, muito pela fasquia da justiça, do ‘ser justo com’. Ingratidão faz-me gerar a visão de insegurança de um mundo cão, onde já não mais há valores, princípios e condições. Não se pode ser ingrato, sem se estar sob pena de um julgamento profundo, que se relaciona por inteiro com um intimo egoísta e desenquadrado de um mínimo senso e conceito de sociedade. Pelo menos por mim. Mas afinal, quem sou eu?
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Como me regozijo em ser notiticado de forma a que o envelope até pode (quem sabe) ter voado por esses ares de Lisboa! Na realidade, a 'competência para', e a 'autoridade do' assim como os valores dos processos executivos têm mesmo de ser revistos.
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Está confirmado que dentro de aproximadamente um mês, o código de processo penal, e o código penal, irão sofrer algumas alterações intercalares. Na revista em questão, entendo em que todos os temas a que se propõe alteração, são de há muito, temas que urge uma re-análise na procura de solução á morosidade do actual sistema judicial. Desta forma, incidem os temas na 'Aplicação das medidas de coacção', assim como o da 'Possibilidade das declarações dos arguidos prestadas perante advogado e magistrado do ministério público ou judicial serem válidas em julgamento', o 'Regime de prescrições', e ainda os 'Efeitos dos recursos' e 'Eliminação da aclaração'. Os pontos chave foram tocados, e agora é questão de aguardar que a materialização destas alterações se manifestem no resultado desejado, colmatando as lacunas ás quais esta alteração se propôs.

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Mais um. Luís, Amélia, Joana, Capitão Mário Branco, Francisco, e mesmo a D. Beatriz, vão deixar saudades.


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"Pior, ela não é feia... Ela é geneticamente foleira. A frase desperta-me da inércia de mais uma viagem a caminho de casa. Ao meu lado, duas produtoras de televisão ou algo parecido falam de outra pessoa. A conversa chega-me aos ouvidos entre-cortada, entre a poesia de Carlos Drumond de Andrade e os ruídos de fundo. Passa-me quase ao lado até que a expressão 'geneticamente foleira' me faz erguer o sobrolho de curiosidade. Confesso que me deixou deliciado. Não ouvia uma tão ridiculamente engraçada desde 'trolha enough'. Na altura, pouco mais que adolescente e trocava um piropo com um amigo meu, entre risadinhas tão parvas quanto cúmplices. Era adjectivo obrigatório sempre que um de nós, movidos pelo natural explosão de hormonas, conheciamos uma rapariga gira ou fisicamente apelativa, mas aquém das nossas exigências intelectuais. A 'trolha enough' tinha para nós um significado muito idêntico ao de hoje. Voltando ao epíteto 'genéticamente foleira', tanto quanto percebi, establece que os traços fisionómicos por exemplo, podem constituir um motivo de avaliação social. Segundo a interlocutora, há características que determinam se a pessoa é ou não 'genéticamente foleira', e dificilmente são contornadas pelo estatuto ou quaisquer outros adereços adquiridos. Não me vou apoderar da expressão, mas confesso com algun embaraço que me recordo dela para 'etiquetar' algumas figuras que conheço. É discutível, facciosa e até segregadora, mas simplifica muitas considerações. Uma vez ou outra, dou por mim a pensar nesta ou naquela pessoa bem sucedida, elegante e intelegente a quem falta um "je ne sais quoi". No caso de ausência de "je ne sais quoi", é o promenor que a faz ser 'genéticamente foleira'. Uma patetice, claro..."
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Aquilo lá para os lados do frio, deu-se um arrufo de namorados não foi? São fases nas relações, que todos passamos por elas. A deles chama-se «Merkel afina o Franciú!»
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If you can promise me anything... Promise me that whenever you're sad or unsure, or you lose complete faith, that you'll try to see yourself through my eyes, coz for me... You know how to be perfect. Thank you for the honor of being my babe. I'm a man with no regrets. How lucky i am. You made my life princesa, and always love you!


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É uma prova de desagrado geral para com o estado do país, desta forma directamente na pessoa do Presidente da República, após as infelizes, quiçá vergonhosas declarações que o mesmo proferiu. Já tratou de tentar reparar o erro, não só com novas declarações, como por carta escrita á Lusa. Tratou-se simplesmente de uma tentativa vã de «tentar desculpar o indesculpável». Ficou na boca do país e pior que isso, na memória dos cidadãos, gerando-se assim uma corrente reivindicativa que tratou de colocar em alvoroço toda a classe política Portuguesa. Por sua vez, esta mesma classe, fala agora com uma revolta compreensível, mas assim como qualquer radicalismo, há-de se fazer atenção ao fundamento e ás medidas que nos propomos a tomar. A petição electrónica, é uma demonstração de um descontentamento geral, do qual o avultoso número de signatários já fala por si. As mais de quatro mil assinaturas são necessárias para uma apreciação por parte da AR, contudo, é também importante de esclarecer, que ESTA petição não é admissível de apreciação pela assembleia da república, pois estamos perante uma petição de «objecto impossível». A nossa lei fundamental, chama-se Constituição da República Portuguesa, e é precisamente este diploma que não permite a demissão do Presidente do república, que não responde sob nenhum outro órgão de soberania. Compreende-se da leitura da lei, que o Presidente da República, apenas pode terminar o exercício das suas funções como tal, numa perspectiva voluntária, ou involuntária. Entenda-se que a voluntária é o próprio demitir-se por opção, ou em razão de problemas de saúde, e involuntária é apenas a morte. Significa isto, que a Constituição não prevê a demissão do PR, baseando-se no fundamento da petição.
Este era um esclarecimento que urgia nos cibernautas mais revoltosos.
No entanto, no meu ponto de vista, tal como acima descrito, esta petição surge sendo o ideal, porventura, numa perspectiva de primeira grande manifestação da participação dos cidadão na vida política. Tento havido muitas criticas relativas á falta de participação dos cidadãos, estamos a realizar um exemplo de participação ordeira, sem recurso a manifestações violentas e que tem como base a demonstração do descontentamento português com o PR. É como tal que se mantém na extrema importância todos os portugueses que se revejam na revolta a que esta corrente nos alude, constar como signatário.
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Mas qual Facebook? Na Blogosfera, Aníbal Cavaco Silva tem feito amigos a uma velocidade estonteante!
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A questão já nem é o azar do Sporting ao não conseguir vencer um único jogo no ano de 2012. Falamos agora da tremenda sorte que vão tendo. Hoje no Algarve, foi mesmo uma tremenda sorte terem conseguido o empate. Quem vos ouviu...
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E há outras que são.
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Ela inclinou ligeiramente a cabeça para trás, e fitou-o nos olhos e o sorriso maroto evaporou-se-lhe da boca e o rosto perfeito tornou-se meigo e doce, tão langoroso e suave como a resposta que soprou num murmúrio ardente. "Olá".
Pela primeira vez tão perto um do outro, pôde ele cheirar-lhe o perfume de rosas e ela sentiu-lhe o cheiro a rapaz que já era homem. Os olhos de mel, fundiram-se com os castanhos dele, as respirações enlaçadas num único fôlego, os corações inflamados de ardor, ambos perscrutando o rosto do outro com a intensidade de quem sabe que encontrou o amor.
Incapaz de resistir, ele inclina-se devagar sobre ela. Foi apenas um movimento ligeiro, mas o suficiente para lhe tocar os lábios aveludados, primeiro ao de leve, como quem prova um doce, depois com sofreguidão, a gula tornada fome; eram pétalas açucaradas, gomos deliciosos que se abriam como uma flor diante do Sol. O dia fez ambos perderem-se para lá do horizonte, num paraíso de sensações e sentimentos, afogados um no outro, derretendo-se num amor incandescente. Era como se nada mais existisse no mundo; apenas havia o outro e aquele instante em que os lábios se colaram e os dois se fundiram num só.
O primeiro beijo.
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Estes sim, sempre foram para mim os povos irmãos.

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Após a fantástica FÓRMULA DE DEUS, Portugal regressa aos anos 30. Salazar acaba de ascender ao poder, e com mãos de ferro vai impondo ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equílibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição. Luis é estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois, vai porém, ser duramente posto á prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha. Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o estado novo. Com A VIDA NUM SOPRO, José Rodrigues dos Santos confirma a sua mestria e o lugar que para mim já ocupa nas letras portuguesas.
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Para que hoje ao adormecer, seja o sono dos sonos. Que haja o reboot e o reset do dia. Sim, porque há dias que a água deixa de lavar, e apenas gera ferrugem.
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Assombroso. O Pinto da Costa espirra, e os árbitros constipam-se. Vêm a correr pedir desculpa no facebook. Tenho medo, sim. Tenham muito medo.
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"Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada." Oscar Wilde
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Talvez este nem seja muito comprido. Isto porque resta saber se realmente eu tenho muito para dizer. Talvez eu seja uma espécie de amputado espiritual. Não tenho propriamente um testemunho para dar, eu poderia falar de uma revelação que tive, no entanto uma «não-revelação», não existe. É o mesmo que eu falar do movimento de um braço que não tenho. A inexistência do braço, quase implica que eu nada tenha a dizer sobre ele. Não teria muita lógica, e seriam terrenos profundos para alguém como eu amputado. Eu tenho acompanhado com algum interesse, uma espécie de ressurgimento de movimento ateísta em Londres, e falo mesmo de algumas contribuições financeiras, por parte de um senhor chamado Richard Dawkins, que é um autor de best-sellers científicos, e todos juntos, elaboraram algo curioso, que diria profundamente secular; Um anúncio publicitário. Compraram espaços publicitários em autocarros da cidade inglesa, onde colaram a mensagem «Very likely there is on God, so stop worry and enjoy your life». Ora, de acordo com a larga maioria da publicidade, esta é claramente enganosa. Se Deus não existe, não nos preocuparmos e desfrutar da vida, torna-se uma opção difícil. Pessoalmente não tenho um código de valores que eu possa aderir, mais ou menos criticamente, está claro. Viver a vida sem preocupações é mais ou menos complicado, porque eu acredito que existe claramente a hipótese de que quando morrer; e julgo que isso vai acontecer um dia, ir precisamente para o mesmo sitio onde estava antes de ter nascido. Na verdade, isso é um assunto que me transtorna, como calculam.
Eu fui educado segundo uma católica praticante, indo á missa e mesmo as aulas de religião, e sou baptizado. Por onde passei, nunca notei grande força na tentativa de me converter, excepto claro, a tia da aldeia que só já falava em latim. Tenho dois pontos de vista distintos sobre a questão de não me tentarem converter. Ou porque eram pessoas sensíveis e tolerantes, respeitadoras da diferença; ou então, porque ao fim de tantos anos de convívio tiveram a ideia clara que eu não tinha salvação possível. Há uma possibilidade muito forte de ser a segunda.
Eu não tenho de ganhar o céu, e nessa perspectiva há comportamentos meus, que serei eu a ditá-los. Apesar de eu não ter um quadro de valores que me foi imposto, eu não acredito em Deus. Eu já escrevi sobre isto anteriormente, por exemplo, eu não acredito em Cristo mas acredito nos Cristãos. Isso já não é mau, certo? Eu acredito nas pessoas, e a minha relação com as pessoas é certamente próxima daquela que 'vocês' protocolaram como praticar o bem. Este 'vocês', parece que estou a falar com estrangeiros; mas bem vistas as situações até se pode entender que tempos pátrias diferentes.
Em resumo, e o que tentava passar maioritariamente, é que eu não sou um selvagem. Eu também tenho valores, podem não ser exactamente os que estão na Bíblia, mas eles estão cá. Por exemplo, um Ateu como eu, ter tão presente o valor do «Perdão». Como Ateu, onde irei eu buscar solução para o problema da «Morte»? Julgo que é essa a questão vital. Há um poema do Philiph Larkin que diz «A religião é uma estratégia para fingir que a morte não existe'. É mesmo isso que está em causa para mim, a questão da morte. Como disse há pouco, acredito que após a minha morte, eu volte precisamente para o local onde estava, antes de estar vivo. É curiosa esta diga-se «definição», porque ao longo da história, o Platão, na Apologia de Socrátes, quase que dá vontade de morrer com ele. Ele está a beber a Cicuta, e está a dizer aos companheiro, demonstrando algum regozijo, e a questionar, 'Há quanto tempo é que não dormem uma boa noite de sono?' O que Socrátes diz no fundo, é que a idade á avançada, e está mais que preparado para um grande sono. É ainda curioso constatar que uns séculos mais tarde, o Hamlet, no seu solilóquio mais conhecido de todos, «A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca», que começa com «to be or not to be, that is the question, Whether 'tis nobler in the mind to suffer», é para quem sabe uma altura em que ele está a ponderar matar o tio, por causa da suposta maldade que ele lhe fez, e a peça é praticamente toda de Hamlet a ponderar o homicídio do tio, até que uma altura que ele quer matá-lo mas o tio está a rezar. Segundo Hamlet, matar alguém que está a rezar, é garantir-lhe o céu, e isso nunca poderia ser um castigo. Referente ao «ser ou não ser», Hamlet diz, que 'não ser', começa a ser uma questão apelativa, derivado então do famoso «Sono sem sonhos».
Ainda uns séculos mais tarde, há um livro também bastante conhecido, de Philip Roth nome «Everyman». Nesse livro, há também um homem que está a ponderar na questão da morte, e tal como Hamlet no cemitério, este homem também fala com o coveiro, e manifesta mais uma vez a definição do sono sem sonhos, mas ao contrário de Socrátes que se mostrava ansioso para a morte, este, séculos mais tarde, achou tudo bastante desinteressante. Isto significa que estamos nós ateus, novamente no mesmo ponto, que a morte é manifestamente um sono sem sonhos, e continuamos com um assolapado mau-perder em relação a isso.
Ainda assim há onde ir buscar algum conforto. Há um livro, chamado a Bíblia, e um livro especifico de nome «Eclesiastes». Isto agora vai ser muito polémico, e deveras absurdo, mas estou notoriamente convencido que quem escreveu o eclesiastes é um não-crente. A voz que fala no livro do eclesiastes é um senhor de nome Kruella, que é o pregador. E este pregador vai dizendo basicamente tudo aquilo em que eu acredito, tudo aquilo a que partilho a opinião. Num ponto, do livro, o Pregador diz-nos que tudo é vão. Não há justiça no sentido em que os bons e os maus, os ricos e os pobres. Diz-nos ainda que a toda a humanidade, acontece o tempo e o acaso. Ou seja, era uma óptima pessoa, morreu. Era uma péssima pessoa, morreu também. É basicamente isso que ele diz, embora que de uma outra forma. Está em original algo do género «Vapor of vapors, and futilitys of futilities, all is vanity and emptyness». Entende-se por tudo ser vão. Eu juntei uma enorme fortuna, morri. Ganhei muito conhecimento, morri. Fui bom para o meu semelhante, morri. Fui mau, morri também. A questão passa agora por, se Deus existir, não pode ser vão. Se Deus existir, isto não pode ser o vapor dos vapores, e isto tem um sentido, há uma repercussão para isso e um significado para a nossa existência aqui. No final, é também muito curioso, o Pregador diz, «por isso nada mais resta ao homem, que comer, beber e divertir-se».
Julgo conhecer relativamente bem, tanto o antigo testamento, como o novo, e a realidade é que existem situações que fogem á minha interpretação lógica. Sem querer identificar um 'Deus cruel', o episódio de Abraão, em consegue convencer Deus que em Sodoma há inocentes. Deus, acordou com a descoberta, dizendo que se houvesse dez inocentes, não queimaria Sodoma, que poupava Sodoma. É certo que só em Sodoma existiam centenas de crianças, logo inimputavéis de pecados contra-natura. Nada serviu, pois todas elas acabaram assim como inteira Sodoma num auto de fé em chamas devoradoras. Deixo ainda suspenso o episódio do castigo de Deus a Jóh, ás mãos de Satã.
Novas teorias, e praticamente ondas doutrinais colocam-se um pouco afastadas da bíblia, quando confrontadas com a ideia de que poucos são os crentes que a conhecem. No entanto, não quero deixar de relembrar, que o antigo e o novo testamento, são considerados os livros «Sacros», e nunca podem ser apenas vistos como um manual de interpretação simbólica, quando tanto da leitura que lá está é literalista. Existe sim, como uma força suprema e inteligente, não como descrito num livro que me atreveria a chamá-lo de 'quase-bélico', por razões obvias.
Eu não consigo acreditar no Deus da bíblia, mas não nego a existência de um ser superior, inteligente que á altura do nascimento do universo se emergiu. Embora não tenha sido logo identificado.

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E depois tem a maneira como ele a abraça, nunca vira nada assim. 'Vira' de ver, mesmo. De como os ombros dele se encurvam, contemplando-a toda, primeiro com uma aparência devoradora, como uma piton escancarando as mandíbulas e preparando-se para a deglutir inteira, anestesiando-a primeiro, hipnotizando-a, açambarcando-lhe a pele, crescendo perante ela, tapando-lhe o sol. Há uma falta de ar que se insinua nela, como se pressentisse o fim e nada mais valesse a pena, respirar para quê?; mas depressa cede ao calor daqueles braços que crescem e descem sobre ela, redondos, um cordame que se enrola e aperta, o tronco dele a acompanhar o movimento, a ajeitar-se de lado, descaindo um pouco por forma a fechar sobre ela o círculo, comprimindo-a com uma suavidade determinada de ressuscitar corações. Ele é alto, e por mais que se ajeite e se entorte e a circunde, ela esparrama-lhe sempre a cara no peito, expirando tanto receio como alívio, escondendo o nariz entupido de emoção naquele torso largo, que carrega lá dentro um compasso cardíaco acelerado, o compasso de quem quer guardar o outro para sempre dentro de si, carregá-lo em modo marsupial, levá-lo ao médico, às compras e para a cama, porque senão morre. Depois ele embala-a, como se faz a um bebé, numa cadência fina que transmite a certeza de ainda ali estar no dia seguinte, de pé embrulhado nela, porque não, os cavalos nem sempre se abatem, e ela não sabe se aquilo é amor ou se ele um corta-vento, só sabe que adormece e tudo o que ele podia fazer dela, se quisesse.
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