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CrIvo de Almeida™

Preciso iniciar esta nota dizendo que a decisão do Presidente da República era espectável e, quanto a mim, sensata e legítima! Em democracia governa quem ganha as eleições. Contudo, a comunicação é no mínimo insólita.  O conteúdo assertivo de hoje dissipou-se, no ruído da forma como o fez. Ouvimos novamente, um dirigente partidário e não um Presidente da República.

- A fundamentação que o Presidente da República utilizou, revelou a sua já ratificada tendenciosidade, omitindo que ‘tradição’ pode ser lei Civil, porém, jamais Constitucional. Nem pode ser invocada para resolver uma situação nova.
- Deveria ter aberto a sua justificação, recordando-se do valor da palavra. Valor da palavra quando expressou apenas indigitar um Primeiro-Ministro com maioria parlamentar. Era perfeitamente contornável, mas não se ouviu.


- O Presidente da República pode definir quais são os partidos na governação, porém, jamais com o fundamento de serem antí-europeístas. Catalogou-os, e deixou passar uma imagem perigosa – que BE e PCP, em razão da sua ideologia política, não têm os mesmos direitos democráticos do que os outros partidos – (Democraticamente) anulou a existência de dois partidos.


- Neste sentido interrogo, quando é que Cavaco vai recomendar a ilegalização do PC e do BE? Postura perigosa Sr. Presidente.

- Recordo-me do CDS ser um partido antí-europeísta. Neste caso o Presidente da República já credenciou a fidelidade da sua conversão?


- Por fim e no que à Lei diz respeito, falhou!
O Exmo. Sr. Presidente da República jamais deveria abalroar o art. 187.º n.º 1 da C.R.P., interpretando-o como obrigacional na indigitação que acabara de promover. Não é. Está claro na letra da lei que “Ter em conta os resultados” não significa “em consequência dos resultados”. O que modifica substancialmente a interpretação inadequada que fez.


- Caro Presidente da República era “proibido” dar a entender um impedimento ou incumbência emergente do Art. 187.º n.º 1 da C.R.P., porque manifestamente não existe. E porque o P.R. deveria acima de tudo, dominar a Constituição. Esse tema pedia o seu silêncio. Optou por evidenciá-lo, quanto a mim, erroneamente.
(Para não falar que existiu em 1982 um proposta de alteração à redacção do artigo, que concluiu chumbada).


- Aparenta-se notória a decisão de apresentar na A.R. uma moção de rejeição por parte da CDU. Deveria imperar o sentido de estado, e mais que nunca, a sagacidade.
Astúcia ao ponto de se produzir anuências com a coligação, serenar as hostes com algum eleitorado, unificar o partido, e o PS ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.


Na política não se ganha pelo vigor do ataque, mas pelo momento certo de o lançar. Não é agora.


Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.



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É o que chamamos em direito, uma «confissão sem reserva».
Perante a insistência de um manifestante, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, aconselhou-o por diversas vezes a recorrer à Justiça, e acabou por dizer que - Se não têm dinheiro para ir lá, o próprio organizará uma subscrição pública para os ajudar a recorrer ao tribunal -
Isto é quase tão revelador como grave.


O Primeiro-Ministro de Portugal, como o primeiro responsável por toda a administração pública, incluindo a administração da justiça, sugere que o direito de acesso à justiça e aos tribunais se garante por via da caridade, confessa imediatamente, a ineficiência do sistema de apoio judiciário(!)


Esta confissão é dramática, porque se o acesso aos tribunais está vedado a quem quer que seja por motivos económicos, a administração da justiça (i.e., o governo) deve rever a lei, sob pena de se estar a caminhar na ilicitude e desrespeito na nossa lei fundamental.
Exmo. Sr. Passos Coelho, pode apoiar as causas que entender, mas sendo Primeiro-Ministro, numa situação destas, tem de assumir as suas responsabilidades (!)
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Quando vejo esta notícia chego a ficar bastante preocupado. Sinto que isto é o reflexo de uma política sem defesa da causa pública, ou necessidades reais de uma sociedade com elevados índices de pobreza.
Mas depois acalmo-me.
Pedro Passos Coelho diz-nos que o país está melhor(!)
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Vivemos numa sociedade de líderes incompetentes e tem sido esse o nosso insatisfeito destino.
Em efeitos colaterais bem conhecidos da requintada Poncha Madeirense que tanto aprecio, o nosso Exmo. Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho em visita a Lagoa, deixou em forma de dardo para os Socialistas, que - os portugueses não se alimentam de TGV’s, nem de autoestradas -


Tem absoluta razão, e desconfio que qualquer português preferisse uma saúde, justiça e educação minimamente condignos com um país europeu em detrimento de infraestruturas rodoviárias de excelência (?).

Mas não posso deixar de notar que a aproximação das eleições legislativas exalta (finalmente) preocupações nobres ao nosso Primeiro-Ministro, que tanto vozeou estar a “lixar-se para as eleições”. É que falta de pão na mesa de milhares de portugueses já se sente há muito tempo, não é de agora.
Por sua vez, carece uma posição de honestidade para com volutada parte deste povo português que tem passado tamanhas dificuldades económicas, perdendo a sua casa, bom nome e dignidade. Esperança.


Essa honestidade que entendo necessária, passa por não tão-somente pejorar de uma ementa repleta de TVG’s, e autoestradas, mas igualmente, apontar o dedo aos menús do dia em forma de submarinos, SLN, BPN, BES e Tecnoforma, entre outras iguarias que tornam Avillez um mero assador de feira.
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Existe na nossa A.R. a ideia de que uma hiperactividade legislativa é o caminho para suprir lacunas em diplomas de vital importância para o normal funcionamento da sociedade. Não é.
O Código do Trabalho(!) é um denso exemplo claro desse infeliz facto.


É desnecessário legislar constantemente tentando responder a casos específicos, quando se deveriam salvaguardar as situações, promovendo a sua perspectiva geral.


Se por cada revogação, se investisse na fiscalização dessa mesma lei, seria muito mais útil para os trabalhadores, empresas e economia.


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     É isto que eu chamo um GOVERNO à la Harry Houdini.
     Como por magia, feitiço ou bruxaria, desaparecem documentos.


1. Do Centro Português para a Cooperação – Organização Não-Governamental criada pelo Dr. Pedro Passos Coelho.


2. Similarmente em sortilégio metafisico, desapareceram os projectos submetidos à aprovação governamental para efeitos de financiamento, por parte da organização sediada nas instalações da Tecnoforma, em Almada.


3. Do Ministério da Defesa, lá sucumbiram os documentos relativos aos negócios dos Submarinos.


4. Com os documentos do ponto anterior, ausentam-se particularmente os registos das posições que a antiga equipa ministerial do Dr. Paulo Portas assumiu na negociação.


     Eu prosseguia mas terei de ‘me desaparecer’. Tenho às 15:30 um julgamento de ‘Peculato’ no Tribunal Penal de Grande Instância de Hogwards.




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Dizem que não posso ficar desagradado com o regresso do Dr. Paulo Portas ao Governo. Não posso? E eu que penso justamente o contrário.

É uma brincadeira irresponsável sim, e bastante claro o porquê de eu não ficar contente com o suposto regresso de Paulo Portas, e permanência do Governo. E é fácil explicar porquê. A nossa classe politica com estas últimas andanças, está claramente a brincar aos políticos, a brincar ás governações. É uma tremenda falta de respeito o que se passou Nuno. Para teres ideia, o ter vindo a público a forma como PPC trata o restante executivo, o ter sido tornado público o clima de guerra que brotou entre o PPC e o líder da coligação, a questão da infantilidade de PPC ao não ter dado ouvidos ao Paulo Portas, as birras constantes que tem vindo a fazer... Digam o que disserem, e independentemente de cores partidárias, mas este governo perdeu a réstia de credibilidade que tinha. Já não era muita, mas agora, são crianças a brincar aos poderes. Tu sabes, eu sei, que não fosse o inábil PR e este governo era passado. Claro que não posso achar que será melhor para nós. Chegou um comunicado de Bruxelas no dia 6, a dizer que o governo Português tinha perdido imensa da pouca credibilidade que tinha ganho. Podem querer por perfume no podre, mas, não é correcto. Também eu gostava de ter hoje um Governo (fosse ele qual fosse, ok) mas com sustento e credibilidade. Com políticos e não crianças. Com atitudes e não infantilidades. Com democracia e não arrogância. A panóplia de cenas já passadas á volta desde (ou fosse qual fosse o governo), jamais poder garantir a sustentabilidade para a continuidade credível. Eu sei quando dizem que a situação é grave. É mesmo. Mas a postura e conduta deste governo também tem sido no seu núcleo mais directo, Os Portugueses. A irresponsabilidade de Portas e Passos figura hoje numa página muito negra na história contemporânea de Portugal. Os prejuízos que estes dois senhores já causaram ao país são irrecuperáveis, devem e vão ser retidos na memória dos cidadãos e não fosse a minha posição especifica relativa á responsabilidade política, seriam cobrados integralmente. Nesta grave situação política é imperioso evitar o caos social, que poria seguramente em causa, agora sim definitivamente, os fundamentos democráticos e os adquiridos civilizacionais. É preciso sangue frio, sentido de estado e racionalidade. Ora, na floresta de egoísmo em que se transformou a política em Portugal só um partido longe deste descrédito criado em primeira pessoa por este governo, está em condições de surgir, aos olhos dos portugueses, como um factor positivo e catalisador para a ultrapassagem da crise. Não, não será fácil. Um governo terá em primeiro lugar de se afirmar como o garante das instituições e do regime, em segundo lugar, como colateral das obrigações externas assumidas e, finalmente, como agente activo de políticas publicas e renegociações internacionais dirigidas ao bem estar dos portugueses e à indispensável recuperação económica, financeira e social. Não há os bons de um lado e os maus do outro. Existe apenas Portugal, e todos deveriam ter esse sentido hierarquicamente superior a todos os outros, birras inclusive. Tenho para mim que o governo de momento, não tem actualmente capacidade para continuar. Tens o Ex-Ministro da economia a fazer “Mea-Culpa” das estratégias relativas á curva deflectora do desemprego. Não é a oposição a falar atenção! São os Portugueses que hoje não acreditam mais no Governo de PPC, e pouco me importa qual a cor que falamos, ou qualquer outro partido. Os portugueses tem de identificar um partido vindouro ao governo, com uma agenda de consenso em volta da defesa do regime e na luta contra o desemprego e pelo crescimento económico. Tal Vitor Gaspar já falou na sua última carta. Sabemos que não é fácil, mas este é roteiro que tem de estimular a actual direcção próximo partido no governo. O regime democrático e as instituições que o representam estão primeiro que tudo. Segundo um filósofo muito conhecido e respeitado, "quando o povo tem fome, começa, muitas vezes, por incendiar as padarias". Lembrei- me dele quando ouvi alguns comentadores parciais, que dizem falar em nome do PS (porque são atrevidos ou porque os deixam?) defenderem soluções institucionais que acabariam no caos e na desgraça social. É preciso meditar nisto, pois o voluntarismo é pior que a incompetência e quando se juntam, formam uma combinação explosiva e incontornável.
A postura de PPC para com o país, para com os portugueses, para com o Paulo Portas, para com o TC, para com a eleição da nova ministra das finanças, é para mim, um governante que está afastado da realidade politica. Ele tem de descer á terra, entender que perdeu a confiança não só dos Portugueses, como dos próprios ministros, como até do seu ministro das finanças, a confiança do seu ministro dos negócios estrangeiros, e líder da coligação. Este PM e o seu governo, colocou o país numa crise política sem história. O que se passou, foi como disse, uma falta de respeito por todos os sacrifícios políticos que têm vindo a ser pedido aos Portugueses. Tornou-se intolerável, e os Portugueses não mereciam tamanha falta de respeito. Está a faltar autoridade politica hoje.
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