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CrIvo de Almeida™

Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Abandona-me no local onde ocupa uma dor superior a cinco continentes unidos, no cerco onde as palavras não mais têm vivacidade e o riso é um luxo do passado.

Gritam todas as noites as memórias da ‘ida ás molas’, dos smarties em sofisticados calmantes de descanso soalheiro, e o aconchego do amor. Não do amor dito, comentado ou escrito. Gritam as nostalgias do amor exprimido, das mil e uma maneiras possíveis que alguém possui de gritar que nos ama.

Foi embora fragmento de mim, fracção da minha história, retalho do meu passado. Foi embora a professora, retirou-se a anciã, afastou-se a amiga, alienou-se a pequena mãe, transferiu-se a Avó, a minha Avozinha.

Com esta saída, fico cerceado de liberdade, por não haver eco do amor que te tenho.

Fica agora o sobressalto dos dias sem pé, a claustrofobia do metro e noventa dentro do frasco de formol. Só algo supera. O Orgulho incomensurável de te ter vivido.

Amo-te, e amar-te-ei até ao último suspiro de força que tenha para o libertar.

Partiu. Partiu uma das mulheres da minha vida.

Amo-te*


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Na impossibilidade de explicar a razão do meu amor por ti, sobra-me a vida para te fazer entender o que jamais serei capaz de explicar. Não desistindo de o fazer, é certo que só saberás no fim, no último segundo, no folgo final, no cair do pano.
Não é o primeiro Natal que passo afastado de ti, mas cada dia mais custa esta distância. São insignificantes quilómetros de muitas saudades, de falta, de aperto. Cerceado desta minha determinação de te abraçar, decotado, incluso deste vazio, sem ti.

Nesta época de luz, amor e família, quero muito salientar-me no teu coração, evidenciar-me na tua vida, porque afinal se é de família que se trata, é da tua que quero fazer parte, criando todos os dias um pouco mais a nossa. Queria deixar que te (re)lembres de uma razão para te amar, e se assim é, o resto da minha vida não chegaria. Daqui a 50 anos estaria eu curvado à luz de vela, escrevinhando mais uma linha dos mil blocos com o sorriso de quem recorda a música mais bela, a imagem mais bonita, a dança mais viciante. E eras tu. Nascer-me-ias dos dedos por me transbordares da imaginação, ultrapassarias o vocabulário conexo, e daria por mim a inventar palavras para te desenhar na escrita irrepetível.

Amo quando te vejo a dormir, alheada do mundo, enroscada em 4 ou 5 cobertores que roubas só para ti, deixando-me meio destapado. Depois acordas a meio da noite, verificas esse teu jeito, tapas-me enquanto eu finjo que durmo, para tu, passado trinta segundos me abraçares por já estar a tiritar de frio. Depois vem esse abraço, abraço-lar, abraço-amor, abraço-abraço. Com esse aperto fico pronto para dançar no gelo, mergulhar nos polos, e rir-me da neve. Com esse abraço devolves-me a casa, a família e os meus peluches preferidos. Com essa pressão à minha volta, vivo o mundo, conheço as leis, e a fundamental é entrelaçar os meus dedos nos teus. És minha.

Amo quando acordo de manhã para ir trabalhar, sento-me de fato bonito e gravata aprumada na cama ao teu lado, passo os dedos pelo teu cabelo e digo que te amo enquanto dormes, fazendo-te deambular entre o sono e a vida, e sopita sem abrir os olhos, condescendes e correspondes o amor que te presto, somente abanando a cabeça afirmativamente. Como adoro a tua letargia matutina que quase faz começar audiências sem mim. Fascinado com mil serpentes ali fico, até o relógio me bradar que estou atrasado. Sorrio, afastando-me sem te apartar de mim. Não há melhor dia, que aquele que se inicia sabendo que termina em ti.

Amo quando acordas ao meu lado. Quando acordas com cabelos que parecem lisos mas terminam revoltados, ondulando de forma perfeita às curvas dos meus olhos. Foram feitos para os meus dedos os cruzarem, descobrindo mil caminhos de ternura, descobrindo-nos.

Amo esses teus olhos rasgados, vivos. Olhos que riem, e fazem sorrir o meu espirito. Olhos sempre prontos a deplorar pelas injustiças, por tantas tristezas, por inumeráveis alegrias. Olhos singulares, puros. Teus. Meus. Tens o olhar de me fazer estancar a ventilação, de me mimosear com a serenidade. Petrifico nos teus olhos, e por lá ficaria o resto da vida, atentando a cada ‘pormenor-pormaior’, principiando nas sobrancelhas vigorosas, findando no minudente sinal ocular abaixo da retina direita. Olhos de cristal, aspiro preleccionar o meu destino neles, viagens, gargalhadas, choros e até memórias.

Amo esse teu sorriso. Sorriso de maravilhas, desenhado a pincel de óleo capaz de fazer disparar o meu. Perdi a conta ao número de vezes que me perdi nele, me encontrei e sonhei acordado. Se usufruísse de desenhar o teu semblante, não teria arte suficiente para o retractar a forma perfeita como aos meus olhos ele se apresenta.

Verdade é que uma vida não chegaria para evidenciar o quanto assisto em ti, o quanto és, o quanto tens. Tenho em mim uma pessoa complicada, tu não és uma pessoa absolutamente fácil, porém, e aparte disso, és a pessoa mais fantástica que alguma vez conheci. Quero tornar-te consciente, hoje e sempre, que mesmo no centro das nossas arrelias, continuo a amar-te como fosse hoje o nosso primeiro dia, mesmo em torno dos teus ciúmes inexoráveis, continuas a destacar-te como a melhor, procedes como a minha princesa de histórias encantadas, que leio, releio-o vezes em conta sem planear cerrar o livro, ou encerrar capítulos. Especialmente ao inverso, acalento escrever inúmeras linhas deste nosso conto mágico, misturando a minha com a tua caligrafia, formando e gerando ‘flores que vamos regar’ por toda a vida, e na memória.

Contigo, basta-me existir para ser o homem mais feliz, o mais afortunado da pessoa maravilhosa que conheci, o maior felizardo deste meu destino, o significado de valer a fundo todas as minhas causas. És essa razão, obrigado.

Na impossibilidade de explicar a razão do meu amor por ti, sobra-me a vida para te fazer entender o que jamais serei capaz de explicar. Não desistindo de o fazer, é certo que só saberás no fim, no último segundo, no folgo final, no cair do pano.

Amo-te



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Desconfio solenemente que é amor profundo.
Afinal, enamoramo-nos não só por uma capa, ou algumas folhas, nem mesmo por uma bonita combinação de 23 letras.
Mais grave e penetrante que isso, apaixonamo-nos por tudo o mais que elas dizem, pensam e sussurram. Pelo que nos ensinam, e oferecem. Apaixonamo-nos por um interior, porque é esse o mais sublime.
Lá está, quando eu me apaixono pelo interior, não é somente paixão. É feitiço, é amor.
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É absolutamente surreal as experiências que se vive na mais dissimulada das situações. Não é preciso procurar sequer.
Numa simples ida ao mecânico mudar dois pneus ao carro, não fazia ideia de assistir a uma primitiva dança de acasalamento, em primeira pessoa, e desta vez por humanos.

Quando ela surgiu no carro cinza metalizado, de imediato o mecânico a denotou, negligenciando o que fazia, fixou-a em todos os pontos excepto nos olhos. A moça de nome quase monarca, apercebendo-se, ignorou tal postura.

Carente de percepção mínima com tal figura, ao estilo de jurisprudência nacional, macho lusitano arisca que certamente seria, passou do olhar simples para o sorriso, com olhar malandro e galanteante proporcionava das melhores estiradas que ouvi, ao ritmo de “tu não tens um pingo de vergonha/como um homem sonha/ter alguém assim”.
Abruptamente crente de uma fé maior, “Ai meu Deus” ou mesmo qualificado de uma engenharia requintada com “Até a barraca abana”. No fundo, uma experiência que em duas palavras sensatas eu diria, «espalhou charme».

Era ele artista de uma película que me tornava ignorante a cada momento. As pipocas não eram doces, nem o filme o mesmo.
Pelo menos, a julgar por aquele andar gingão e olhar confiante de quem tinha conquistado o que a meus olhos, nunca tinha estado tão longe de acontecer.

Levanta-se o tema da procura e da oferta. Isto porque temo concluir que a julgar pela conduta de excessivo apuro de maneiras cativantes, já deve outrora ter tido os seus resultado (o que me assusta), caso não teria mudado a estratégia.

Zé-zé Camarinha, Ivo Almeida, e demais inadaptados dos tempos modernos, temos tanto a aprender.

Quanto a mim, começarei com aqueles calendários suspensos nas paredes da oficina, a lá «almanaque de bons costumes».
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Time heals all hounds, mas não sei se será realmente assim. Consigo ter opinião contrária.
O mais proveitoso no meio de tudo isto, não é tanto a passagem do tempo curar as feridas, mas antes a dor que sentimos, prevenir que as evitemos. Não o faz com um composto social nobre, porque julgo que o medo não deveria levar alguém a parar ou avançar; mas de facto, é esse mesmo medo o responsável por uma posição menos proactiva na busca das nossas vontades e desejos. É essa dor que de noite nos ameaça aos ouvidos do quanto perigoso se torna, caso não paremos a tempo. E se lhe damos ouvidos!
Em tempos de outrora, essa era uma das vozinha desprezíveis, inúteis que só nos faziam parar de viver. Aliás, nessa altura nem importava os arranhões com que lá chegávamos  e os receios ou duvidas eram só uma ventania mais forte, que nem me importunava.

Nos dias de hoje, tudo mudou. Vendeu-se o carro e comprou-se a mota. Agora as quedas doem na falta de 4 paredes, e aparece a voz da minha mãe em luzinha vermelha a dizer “Tem cuidado que agora os para-choques são as pernas”. É mesmo.
Se “Time heals all hounds”, “the pain teach you how to dodge/run away them”.

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Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido. 

Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados. 
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.
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A busca da felicidade é desumana, e até Dalai Lama (14º) escreveu sobre esse esforço inócuo. Hoje, passados imensos anos de tal sapiência, ainda acrescento que ninguém quer ser feliz pelos motivos certos.
Fantástico eu sei, dois erros só numa frase, não me agoira grande texto mas assim como assim, é mais um desafogo.
Existe hoje a vontade frenética da perfeição, do resultado histórico, do tropeçar na simbiose perfeita, e ser o mais feliz do mundo. O coração grita por um lugar ao sol todos os dias, e como é cada um de nós que o atura, é mesmo melhor dar-lhe quanto antes. Nada menos que uma coroa, nada menos que um castelo. Essa história de o construir a dois, pedra a pedra, é para trolhas, e por isso mais vale investir na prospeção de mercado que perder tempo em obras. Vai no fim, ainda alguém a embarga. Os diamantes brutos são para vender a peso, e depois logo se arranja aquele fio que é mesmo a nossa cara.
Tenho para mim, que nesse raciocínio perro, há paradigmas que lhes escapam. Ainda não entenderam que a minha perfeição é diferente da tua, e ambas se constroem, ou não serão elas nossas, nem sequer perfeitas. Sejam descartáveis com a sopa, ou com as máquinas fotográficas. Não com as pessoas.
O que mais valoro nos génios é a sua capacidade de ser intemporal, e Dalai Lama foi inquestionavelmente de uma grandeza ímpar nesse sentido. Do despautério todo que acima referi, o Profeta termina o meu texto como o que mais o surpreendia; ‘o homem perder a saúde para juntar dinheiro, e depois, perder o dinheiro para recuperar a saúde’.
A lógica continua a mesma, seja em assuntos profundos a que Dalai Lama se referiu, quer em caprichos como eu escrevi.
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A tua ausência não tem fim, e se um dia me perguntarem por ti, mantem-se aquela resposta toda senhora de si, como quem ainda fala do que é seu. «Foi ali e já vem». «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece». Tem de haver razões para te odiar. Tem de haver forma de não te desculpar, para me desculpar, e areia suficiente para que nem cobarde, lá colocar a cabeça. Tem de existir maneira de me libertares deste fato três números abaixo do meu. Eu sou pequeno não o consigo despir, e ouvi dizer que “lá fora faz mais frio”. Como posso eu escolher desligar-te da máquina, quando é apenas a ciência que diz que não tens salvação possível. Quando são apenas os livros que dizem que transitou em julgado. Quando são apenas os sábios que me mostram que és feliz a dormir. Quando é apenas o mundo que diz basta!
Nada sabem! A ciência erra, os livros foram escritos por cientistas, os sábios também escrevem livros, e o mundo, esse não sabe quem eu sou. Eu sou aquele que se um dia me perguntarem por ti, vai responder, «Foi ali e já vem», «Demorou por causa do trânsito, mas não tarda aparece».


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.: Timeo hominem unius libri :. Ridendo castigat mores :. Ne quid nimis .:

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