Ainda sinto o cheiro a bafio e setin. O dia da minha morte era esperado com o desassossego de quem almejava e muito, os dias sequentes.
Morreriam comigo naquele dia todos os defeitos, imperfeições, vícios e passados inúteis. Era sucumbir agrilhoado aos preconceitos e ás superstições, aniquilando os laivos de uma sociedade infamante que se dissipavam.
Morri numa qualquer cidade da Europa, uma cidade antiga, daquelas com largos e praças apinhadas de narrativas históricas e reminiscências virtuosas.
Quando me conduziram pela mão, á minha última morada enquanto impuro, nem mais a venda me fazia não adivinhar os degraus comedidos. Em sua vez, quando me indagaram se estava atemorizado ou receoso, sorri como demente e redargui; “jamais convosco irmãos”.
Cessei depressa, feito obeso no gélido do xadrez. Desprezei-me e corri freneticamente para mim mesmo. Ao chegar, renasci. Ressurgi brotando pela primeira vez, contemplando pela primeira vez, cheirando pela primeira vez, sentindo pela primeira vez, e sendo, sim existindo finalmente.
Contemplar outras cores, renovado mundo. Adivinhar enxofre de aroma primário, água, sal e vida. Auscultar sabres que cortavam o ar, juntando-se no aço com centelhas, fagulhas e faíscas de ipiranga.
Quando nasci, o mundo acreditava por mim, com nova parentela, com novo afecto.
Afinal, livre.:.
Morreriam comigo naquele dia todos os defeitos, imperfeições, vícios e passados inúteis. Era sucumbir agrilhoado aos preconceitos e ás superstições, aniquilando os laivos de uma sociedade infamante que se dissipavam.
Morri numa qualquer cidade da Europa, uma cidade antiga, daquelas com largos e praças apinhadas de narrativas históricas e reminiscências virtuosas.
Quando me conduziram pela mão, á minha última morada enquanto impuro, nem mais a venda me fazia não adivinhar os degraus comedidos. Em sua vez, quando me indagaram se estava atemorizado ou receoso, sorri como demente e redargui; “jamais convosco irmãos”.
Cessei depressa, feito obeso no gélido do xadrez. Desprezei-me e corri freneticamente para mim mesmo. Ao chegar, renasci. Ressurgi brotando pela primeira vez, contemplando pela primeira vez, cheirando pela primeira vez, sentindo pela primeira vez, e sendo, sim existindo finalmente.
Contemplar outras cores, renovado mundo. Adivinhar enxofre de aroma primário, água, sal e vida. Auscultar sabres que cortavam o ar, juntando-se no aço com centelhas, fagulhas e faíscas de ipiranga.
Quando nasci, o mundo acreditava por mim, com nova parentela, com novo afecto.
Afinal, livre.:.
