16/07/2017

Gentil Martins, o anormal ideológico


Passaram-se 43 anos desde a revolução dos cravos, mas poder-se-iam ter passado 43 dias. As declarações do Dr. Gentil Martins relembram-me que afinal a época em que Einstein garantiu ser «mais fácil destruir um átomo que um preconceito», ainda coincide com a actual na mente de vários dos estagnados do tempo. Gentil Martins revelou-se uma vítima preconceituosa, que é locatário sem renda de uma mente intolerante. Não o fez num percurso sem mácula ou nódoa, acumulando estas afirmações com as anteriores acerca do Cristiano Ronaldo; (Cristiano) «é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma!». 

Soltam-se vozes com inumeráveis atenuantes em razão das cirurgias que fez, das vidas que salvou.
Existe uma dificuldade imensa em separar o profissional inegável que sempre foi, com a discordância de opiniões que se possa ter. Debato-me e debater-me-ei na ideia de que a pessoa que nos oferece o pão, não conquista legitimidade e/ou impunidade para o pontapé nas costas. Á força do(s) pontapé(s), poderá ou não, manchar a primeira.