25/02/2017

Em dia de Mitroglou, falo de Jonas

Desde muito pequeno que o futebol foi uma paixão. Fui federado a partir dos seis anos, passei por todos os escalões. Vários balneários, vitórias, derrotas, medalhas, taças, amigos, e definitivamente muitas experiências que sequer as consigo relatar sem chorar a rir.
Há amantes de futebol alienados pela finta, o drible. Pela velocidade. Pela potência de remate. Conheci inclusive alguns que ambicionavam rematar com estrondo à barra. Ver o ferro a sacudir após o som da colisão da borracha no metal. Depois passou a fibra. Praticavam CrossBar Challenge durante os jogos. Felizmente não eram assim tão rigorosos e marcavam alguns golos.
Ainda aqueles que apreciavam ver os Redes estáticos e vencidos a olhar para a bola entrar na baliza, petrificados incapazes de fazer com que o corpo correspondesse à visão. Os brincalhões das cuecas, claro. Os traquinas dos cabritos. O Ronaldinho a demonstrar-nos a partir de Barcelona a finta do elástico que se traduziu na ‘vírgula’ dos nossos tempos. Volta ao mundo, trivelas, letras e os vulgos ‘traços’.
Eu sempre fui bastante pragmático. Adorando tudo o acima descrito, há dois momentos ainda hoje me fazem saltar o meu pequeno coração.
O golo, e a Recepção orientada.
O golo por baixo, alto, de longe, calcanhar, de cabeça. Penalti. Querem ver-me sorrir, é agitar a rede. Fácil.
Estes disparates todos supra descritos eram só mesmo para dizer isto:
O Jonas tem uma recepção orientada fenomenal! (É que só eu ligo a isto!)