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O homem sincero

Quando entrou no bar fez-lhe sinal para se sentar na mesa junto da janela. Com trepidez, ela sentou-se com olhar de quem apela «cuidado não me magoes!». Dele só podia sair aquela franqueza mais perniciosa, capaz de britar o gelo dos pólos.
«Sabes – começou - o que me desvia de ti não é medo de querer que fiques. É o receio de querer que vás ficando. Eu sou futilmente sensível à beleza do teu corpo, da tua face e tu… bem, tu és bela como a Adrianne Palicki. Houve em tempos uma rápida aflição que pensei ser saudade, mas não passava da pedinchice de um corpo em carência, de mera leviandade hormonal.
Repara, tu és puramente um refrão de uma música de três acordes. Dó-Sol-Fá, e que dó me dá. Desculpa… Vejo-te um solilóquio, um livro de três mil páginas que renuncio a leitura ao fim do segundo capítulo. Tem dias que vou ao terceiro, mas nunca me prende o conto. Tenta não me odiar. És uma boa alma, mas só me apetece ter-te para puro prazer da vista e do toque, como uma escultura ou um quadro, que contemplamos e rectificamos da perspectiva que nos almeja. Deste teu quadro, nunca descubro traços novos, independentemente da perspectiva adoptada.
A tua conversa é enfadonha como a senha 86 da segurança social às 15 horas. És uma ida às finanças.
O sexo é bom, e às vezes mediano - o que é bem pior do que ser mau, porque a ser, geraríamos algo novo. Descoberta fantástica que nos riamos noite fora. Nada.
Se eu tencionasse mesmo, mesmo muito, dar-te-ia a aprender um mundo novo, apresentava-te a minha cabeça «superhipersónica».
Confundir-te-ia, banzada, com as minhas reviravoltas intelectuais, as exasperantes aparentes antinomias e a superfluidade comovedora.
Acredita, perder-te-ias no meu labirinto interior, de tantas revindas que te deixaria tonta e disparatada, inábil de hábitos e obrigada a resistências imprevisíveis. Mas não quero.
Sabes Porquê? Pelo que mais se destaca no espaço amoroso: não entendes as minhas piadas».

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