outubro 26, 2016

«DIFAMAÇÃO» - O CRIME SEM JUSTIÇA

Os Tribunais são órgãos soberanos que administram a justiça em nome do povo. Já a justiça, é tálamo entre uma sociedade desabrigada e o restauro dos seus direitos. Quando se busca a justiça, mais do que paridade, procura-se um contrabalanço de direitos injustamente transgredidos. É a voz de ordem que regala o equilíbrio. Contudo, a justiça não consegue responder a todos os crimes. Não é capaz de oferecer o equilíbrio esperado, e isso verifica-se na «Difamação».

Quer judicial ou socialmente, não há pena ou sanção eficiente no contrabalanço de direitos injustamente transgredidos. O bom-nome, a imagem, a honra, a dignidade, et cetera.
Quando o agente que executa a maledicência de uma opinião, juízo de valor errado, é confrontado com esse flagício - responsabilizando-se - podemos afirmar que do ponto de vista da vítima/difamado se fez justiça quando a nível pessoal? Estará ou não este, ainda privado da sua paz social? Sim, porque manifestamente essa não se transforma.

O dístico perdurará ancorado como um barco encalhado na terra, independentemente de perdões, arrependimentos, indemnizações e várias sanções de qualquer índole. Nem a pena capital seria solução, porque não existe forma de justiça. Somente reposição moral.
Do mesmo modo que uma notícia sensacionalista vale muito mais que um Acórdão judicial, habitamos num mundo de cidadãos onde a verbosidade impaciente não domina o alcance tenebroso que uma apreciação caluniosa pode ter.
Não há justiça, para a difamação.