30/09/2016

O mito das estações do ano

O que é que o rapto de uma criança, tem a ver com as estações do ano?
Bem, os Gregos explicam as estações do ano através de um curioso mito, amplamente propagado por todas as civilizações na época.
E Deusa Deméter, que era a «Deusa da Terra», verifica que a sua filha Perséfone tinha desaparecido. Apercebe-se entretanto, que Perséfone tinha sido raptada por Hades.
Hades é para já duas coisas. - O «Deus do Submundo do inferno e os mortos» e é também a forma como alguns dirigentes desportivos conjugam o verbo haver.
Felizmente que neste mito Grego, é só o Deus do Submundo, o que me facilita em boa parte.
Posto isto, Deméter vai ter com Zeus, e exige que este obrigue Hades a devolver-lhe a sua filha.
Como Zeus é irmão de Hades e não se quer meter nos entretenimentos do maninho, prefere não fazer nada. Assim fica.
Com este gravíssimo conflito de interesses familiar, a Deusa Deméter amua de beicinho e braços cruzados, e recusa-se a fazer crescer planta alguma. A Terra começa a mirrar. Nada floresce. Era o caos.
Por esta altura, Zeus determina o impasse com um compromisso. Seis meses Perséfone ficaria com a mãe, e nos restantes seis, com Hades.
É então por isso que nós temos uma terra que durante seis meses tudo floresce, e nos outros seis, está aparentemente mais triste.

28/09/2016

Dizem que partiste há dois anos

Dizem que partiste há dois anos, mas comento que foram todos aldrabados.
Ainda ontem eram quatro e meia da manhã e me cobriste com o lençol que eu sempre insisto em dormir por cima. Deste pelo meu frio, pulaste dessa tua ausência e, ficaste a olhar para mim.
Tem sido difícil não puder resmungar contigo também.
Têm sido dois anos de piscinas sem pé. De alto mar sem bóias que flutuem. Dias do meu corpo de gigante a residir num pequeno frasco de compota. Dóis-me e não sei mencionar onde. Explicar?
- Mas Sr. Doutor, eu juro que me dói!
Ele não entende Avó. Ele não sabe de uma dor que não sente.
A tua saída viola-me o sangue, violenta-me o espirito. Subtrai-me o sorriso e desenraíza-me a carne.
Olha para ti. Mal sabias ler e deste-me a maior lição de todas. Sem te pedir ou desejar, dedicaste-me o livro do sofrimento. Quando o terminei, Amo-te cada vez mais.
Diz-me tu, mas que lição é esta?
Promete que vais aparecendo…
Amo-te*

22/09/2016

Meta dos 100.000 Leitores?!

A sociedade está perdida!
Conto de Falhas é o equivalente literário a - Um Fedelho discreto com dez anos, que só cospe chupetas e lança pérfido odor das fraldas.

 No fim, é visitado por 100.000 indivíduos respeitáveis – que com estes hábitos de leitura, não vão a lado nenhum.

 OBRIGADO!

21/09/2016

JÁ LI O LIVRO PROIBIDO – E O AUTOR É INSANO!

Todos nós já escrevemos algo demais. Algo que posteriormente apagámos. «Espera que aqui passei os limites. Vou corrigir, antes que me corrijam». O Arquitecto António José Saraiva, nunca apagou nada. É um incontinente editorial.
Criatura sórdida e director do Jornal Sol, que decidiu editar um livro onde escarnece de forma imunda, repugnante e infeliz, a vida privada de 42 figuras públicas portuguesas. Trata-se então, de uma devassa gratuita da intimidade, sem outro objectivo que não o de penetrar, ferir e lucrar com toda essa tabidez que habita no córtex frontal deste prodígio.

São relatadas conversas privadas e pormenores íntimos destas personalidades portuguesas. Revelações sobre orientação sexual, infertilidade, ódios de estimação, intrigas, insultos e jogos de bastidores. O pináculo desta ingerência no respeito e boa imagem, é o relato de uma conversa privada com uma pessoa que já faleceu, acerca da vida sexual de uma figura pública. Bingo na javardeira.
A selecção das pessoas visadas pelos desconchavos de António José Saraiva, destapa um recalcamento profundo com uma retaliação notória, porque naturalmente, existem muitas outras figuras relacionadas entre partidos, cores, agremiações e obediências, que passam incólumes a todo este vexame desprezível.
Para apresentação de sebenta devassa da vida privada dos muitos visados, foi convidado o Ex Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
Contemplar Pedro Passos Coelho a apresentar uma obra(?) desta natureza acerca de gente que lhe é contígua, deixa-me a ponderar que ou o apresentava, ou o próprio era visado no livro.
Se não foi possível impedi-lo, ao menos que sirva de malicioso exemplo. É que quando não há vergonha, não há remédio.
Ora aqui está um texto que provavelmente o deveria ter apagado antes de o publicar.

18/09/2016

AS DESCULPAS QUE NÃO SE PEDEM, SENÃO EM TRIBUNAL

Assistimos em primeira fila ao desmantelamento da Democracia.
Juízes de Instrução Criminal que não têm a capacidade de se distanciar dos arguidos. Comunicação social que se constitui Assistente num processo com o exclusivo proveito em transgredir o seu segredo nas bárbaras manchetes de pasquins rasteiros. Anuência colectiva na violação de todos os prazos consagrados na lei processual.

É tão absolutamente perverso como real, o impacto que a comunicação social irresponsável e subordinada a uma agenda económica e ideológica, tem na justiça.
É absolutamente perverso o impacto que a promiscuidade de alguns agentes da justiça de proeminência com a comunicação social leviana, têm na justiça.

Não é democraticamente razoável a postura que o Correio da Manhã tem vindo a fruir ao longo de vários processos mediáticos.
Desprestigiando a Justiça. A Democracia. Os Órgãos de soberania. Inclusive, a separação de poderes.
As desculpas não são bastantes, quando o impacto é de uma proporção avassaladora. É de um crime que falamos. – Não carecemos de revisões constitucionais, ou reformas penais. Essencialmente, urge que se cumpram as que existem.

O Correio da Manhã não se limita a assumir o erro de uma notícia falsa, (que sem pudor algum a publicou em primeira página) como identifica o mentor de tal afirmação - O Exmo. Sr. Procurador Rosário Teixeira.
Se dúvidas existiam relativamente à origem das fugas no Segredo de Justiça, só alguém muito patego ou fanático ainda repousa na ignorância.

As proporções deste ataque reiterado à Democracia, já não permite que se imiscuam personalidades como a Ministra da Justiça, a Procuradora Geral da República, o Primeiro-ministro, e inclusive o Presidente da República.
Sim Professor Marcelo, há-de chegar o momento em que o porte de encantar a este mundo e ao outro, tem de terminar.
O desmantelamento da Democracia, é um desses momentos.

16/09/2016

14/09/2016

Envergonhado deste meu Benfica - Talisca

Aceito que o atleta Talisca tenha sido filmado a jogar futsal com os amigos em Sobral de Monte Agraço. Uma delas no dia anterior ao jogo com o F.C.Porto - jogo esse que seria decisivo para o título - violando assim normas e critérios exigidos a atletas profissionais federados, e o regulamento interno do clube.
Compreendo que tenha dado uma entrevista na Turquia a dizer que a saída do Benfica é resultado do seu estilo de vida desadequado com a profissão de atleta profissional.
Admito a sua entrevista a um órgão de comunicação social Português que o seu comportamento desajustado foi resultado da tenra idade e que estava hoje (na altura) ciente disso…
Agora…
Não posso aceitar que o Benfica permita que um jogador que ganha € 500,00 por mês, a recibos verdes, fique sem dinheiro para comprar fraldas à sua filha de seis dias. É desumano.
Vamos unir-nos contra o trabalho precário! Ajudem o Talisca!
#AjudaOTalisca

12/09/2016

Acabaram as férias


Infelizmente, acabaram as férias.
Em zapping pela televisão da sala apanho: «Não leio porque faz mal aos olhos».
Foi um tal de Nuno - casa dos segredos 6. Futura personagem com página de figura pública pelo Facebook.

 TVI não falha nos castings.

10/09/2016

Entrevista ao Juiz Carlos Alexandre

Soube na Terça-Feira que o Juiz Carlos Alexandre iria conceder uma entrevista à Sic, e depressa indaguei - mas porquê? Fui imediatamente sustido por curiosos de plateia, abonando que «quem não deve, não teme». Isso.
Para mim, em cada português povoa um pequeno Alberto Caeiro, e todos querem «ver como uns danados».
Pois bem.
Um Juiz não deve vir a público elucidar que ninguém o deve temer, rematando que, inicialmente não compreende que tenha ‘Poder’, mas que pasme-se! - Em inquieta cabriola já o tinha, e afirmou que poderia ser perigoso utilizá-lo para o mal.
A justiça não se unifica ou pratica nas televisões do país, do mesmo modo que um Juiz não deve, pese embora possa – em casos que a lei assim permitir - manifestar-se publicamente sobre casos que tem ou teve em mãos, tentado asseverar a sua rectidão, isenção e dignidade.
Ontem, o Juiz Carlos Alexandre pese embora não acoste ao caso em apreço, como tão bem os estatutos dos magistrados plasmam, não deve retrucar «Não tenho dinheiro ou contas bancárias em nome de amigos». Tratou-se de uma clara sugestão ao arguido da Operação Marquês. E se me comentam que não há alusão alguma, repito. Não deveria o Juiz Carlos Alexandre, ainda que sob o seu «super-véu» de rectidão e idoneidade colocar-se nessa posição, especialmente consciente - que deve ser - do impacto de cada palavra terá nos sequiosos populistas de sofá. Não, não foi inocente.
Na sociedade que hoje vivemos, atendemos a uma espécie de comunicação social que tem manifesto interesse em mirar através das fechaduras, e amalgamam tudo isso com Liberdade. Aliás, invocam-na para tentar legitimar o seu comportamento que é de génese económica. Não outra. Pior que essa política de refutação à concorrência mediática, sou eu a observar pessoas interessadas a escancarar a sua porta, para se expôr publicamente. O Juiz Carlos Alexandre com quinhão industrial de despretensão não estima que na sociedade o apelidem de «Super-Juiz», e depois vem outorgar uma entrevista à Sic.
Das inúmeras questões colocadas pela jornalista, que só a candura em pessoa não verificava o prévio ensaio das mesmas, não ouvi pronúncia alguma acerca da anuência ou posição do Conselho Superior de Magistratura quanto à entrevista que Carlos Alexandre deu. - Veremos se a entrevista não oferecerá queixa conta o Juiz Carlos Alexandre.
Eu estou interdito de me « (…) pronunciar publicamente, na imprensa ou noutros meios de comunicação social, sobre questões profissionais pendentes».
O Carlos Alexandre detém uma prerrogativa especial que lhe permite fintar a abordagem ao caso em concreto e de seguida confeccionar afirmações que consintam assemelhações e afinidades com casos pendentes, por sinal, que os detém em mãos?
Permita-me tratá-lo por Carlos. Foi quem eu escutei ontem. O cidadão Carlos Alexandre numa espécie de entrevista, que jamais deveria ter sucedido.
O Juiz Carlos Alexandre não sei, mas o cidadão Carlos, por falar em Kant e obediências, esse é o ‘Lagarto’ da Opus Dei. Aquele que não pode ficar na cama depois de despertar.
Eu detesto os virtuosos. Desconfio solenemente dos fariseus. Sou cheio de defeitos, e sempre gostei dos homens com defeitos. Não acredito nos virtuosos em causa própria.