25/06/2016

JÁ QUE SE BRINCA COM FOGO, TAMBÉM QUERO UM REFERENDO LÁ PARA CASA

Todas as revoluções não o são, até o primeiro afoito altear a mão da danação e, elevar a voz do «Basta!»
O Reino Unido sem saber, apresentou à Europa uma nova figura muito querida, porém esquecida, da nossa mais antiga democracia chamada «Referendo». Vem do antigo «Referendum». - Achei que ficava bem uma alusão ao latim, porque transparece cultura, e saber. Wikipédia é um mundo.
Certo é que dois dias volvidos do resultado deste, sinos ressoaram com eco no âmago da mais nobre soberania de cada estado, e hoje já são alguns, os candidatos a percutores desta via de pronúncia dos cidadãos.
O efeito dominó já se sente, e certo é que Holanda, Suécia, Itália, França, Turquia, já ponderaram este instrumento de Referendo, para que o povo de pronuncie acerca da permanência na U.E. Por sua vez, já o Reino Unido reuniu mais de 100.000 assinaturas, para se elaborar novo referendo, fundamentando que menos de 60% dos britânicos jogaram no Brexit.
Parece-me, que é a esta ideia de munir a população de poder, de decisão, de capacidade de mudar o país, do “rumo”. Inebria qualquer papalvo, diga-se.
Assim seja. Quanto a mim, há matérias em que os resultados do referendo não passariam de informativos, a vinculativos. A leitura popular esgota-se na restituição de uma cultura tão própria, dos costumes, e especialmente, no soltar amarras de uma Europa inquisidora. Todavia, escapa ao mais comum dos cidadãos, o impacto económico que esse patriotismo de afronta trará. E era espectável que escapa-se, repare-se. Chamamos em direito a «Teoria do homem médio», e provém do latim «Circum Stare». Repararam neste? Um génio este moço!
Por sua vez, já seria concebível um Primeiro-Ministro responsável, que não edificasse a sua total carreira política num teste de fogo, com a promessa de um tão tentador referendo. (Não sei se já disse, vem do antigo «Referendum»).
Sim, há um responsável por tudo isto que não é o povo. Chama-se, David Cameron.
Bem vistas as coisas, também eu quero um referendo lá por casa, a fim de se discutir a obrigatoriedade do silêncio enquanto o Ivo vê futebol na televisão. É muito aborrecido, as perguntas incipientes do «É contra quem?», «Somos os vermelhos?», «Temos de marcar em que baliza?». Por mim, referendo. Isso e massagens nos pés.
Referendo sobre massagens nos pés ao Ivo. É que vem do latim, «Pede Suspendisse»…