05/05/2016

Sabores do oriente

O dia brotou sisudo e mádido, obrigando-me a dar passo largo até ao balcão de sempre, onde um café cheio em chávena fria me amornava o corpo e alvoroçava a alma.
- Dr., conhece aquela moça ali?
Atónico e desajeitado, lancei mirar atento na cara pálida, e nada. «De todo» – acenei a cabeça negativamente.
- «Bem, ela pagou-lhe o café». De olhar ‘portuga-malandrinho’ como quem conta um mistério, continuou - «Sabe Dr., ela pagou o seu café, mas não pagou o dela».
- «Sim… Diga-me, vai querer apresentar queixa?»
- «Como?»
- «Bom dia Sr. Augusto!».