27/03/2016

Portugal é infantil, mas vivemos orgulhosos disso

Parecia-me suficiente este título, mas se me solicitam para o aprofundar, tornando a ideia mais clara, tudo bem.
- Portugal pode ser o «barquinho à vela» que a destreza da tripulação não permite que vá ao fundo, contudo só navega para onde o vento o leva. E vivemos orgulhosos disso.
Vivemos com a pedagogia iniciática da gesta dos descobrimentos naqueles malfadados testes da primária, e interrogo-me, e depois? E depois afigura-se redutor. Temos gente fantástica, desde que a unidade de medida do nosso valor e grandeza seja o número de prémios ganhos internacionalmente. É isto.
Em súmula, nas mais variadas matérias de fundo, assumimos o nosso mérito pela apreciação que os estrangeiros (seja lá que classe é essa) têm de nós. E vivemos orgulhosos disso.
Entretanto ocorre-me que o Prémio Liderança Transatlântica, a Grande Cruz da Lituânia, e a Medalha de Honra da Cidade de Nicósia, foram todos prémios concedidos ao Sr. Durão Barroso.
O Sr. Durão Barroso está apinhado de prémios estrangeiros, e é quando senão, atestamos que afinal, auferir prémios lá fora, não me aparenta ser um sinal de algo assim tão relevante.
Perdoem-me a memória, é que não me recordo do Sr. Durão Barroso ser rigorosamente fantástico.
Mas claro, vivemos orgulhosos disso.