29/02/2016

CONHECEM PESSOAS QUE DISPERSAM AS CONVERSAS?

Todos nós conhecemos, ao longo da nossa vida, aquela pessoa que é impossível perguntar as horas, sem que já seja tarde. Porquê? Porque há pessoas que vivem absolutamente sôfregas por contar coisas. Coisas! Elas existem com a garganta atascada de umas quantas palavras que o cérebro não organizou.
Quando assim é, um banal «Bom dia Senhor Artur!», transfigura-se no libertar as amarras, abrindo os portões daquelas palavras outrora presas, que pulam, escorregam, e se agitam na precisa direcção dos nossos ouvidos, por sinal sensíveis.


- “Mas diga-me minha senhora, parece-lhe ter sido intencional o atropelamento ao seu marido?”
- “Escute, eu já cá ando há munto tempo! Lembro-me como se fosse ontem! Tinha pedido ao Artur para me ir comprar umas batatas à mercearia da Dona Olívia, porque pronto, sei que lá é produto sem aditivos e tudo isso que faz mal... Eu cá prefiro pagar mais, do que ir para Jumbos e quês, tudo bem, mas a batata não presta e vem cheia de olhos… prontos. O meu marido é que já não gosta tanto, porque coitadinho… diz que parece mal. Parece mal porque o Sr. João que é o marido da Dona Olívia le deve uns favores de canalização, porque houve um dia, aqui há uns anos, uns… 3 anos, ou 4. Não, foi há uns 3 sim, sim foi há 3 porque foi quando a minha mais piquena se juntou com o filho do Sr. Tomás. O Tomás da… da… o presidente da junta. Ela andava a tirar lá o curso das massagens e o Sr. Presidente até le arranjou para estagiar e fazer as coisas dela. Diz que tem umas mãos de anjo, e digo-le não é por ser minha filha, não é, mas é munto boa naquilo que faz. Eu a esse respeito tive munta sorte com os meus filhos que nunca foram de drogas nem saídas, nem nada dessas coisas. Por isso, é como le digo.”
- “Exacto, mas diga-me onde estava no dia do atropelamento do seu marido?”
-“ Do meu marido? Credo! Não! Foi o nosso cão que foi atropelado…”


Se neste momento não te ocorre nenhuma pessoa que disperse as conversas, atenção!
Provavelmente tu és a pessoa a quem nunca irei perguntar as horas…

28/02/2016

O QUE AS MULHERES ENTENDEM DE FUTEBOL

Como apaixonado por futebol, devo dizer que ver um jogo de futebol ao lado da namorada é o equivalente a levarmos uma calculadora para um exame de matemática, mas sem pilhas. Não fazemos as contas, nem o exame.
É impraticável desfrutar do brilhantismo da equipa, do regozijo da finta ou mesmo da mágica do golo. Porquê? Porque somos bombardeados com interrogações de quem compreende tanto de futebol como eu de física quântica. Experiência insuportável.
Quando assistimos a um jogo, há de forma obrigatória uma questão que surge, porque serve de mote à sua demonstração de interesse:
«Então, onde é que é isto
Ora bem, mas qual é o interesse de onde seja o jogo? É num campo. Tanto faz.
Já não bastava o Eliseu ter 256 kg, a rapidez de uma lesma em marcha-atrás, o Benfica estar a perder desde os 3 minutos de jogo e, ainda tenho de saber o número de polícia e morada do estádio onde se realiza o jogo. Neste momento sinto-me competente de enviar cartas, de cabeça, para qualquer estádio de Europa! Foi o que esta idiotice me regalou.
Quando senão, após dois delongados minutos em que coerentemente diga-se, liberto grunhidos histéricos ao mundo porque o árbitro concede “lei de vantagem” a um jogador no meio de 3 adversários, surge:
- “Amor, é possível marcar penalties de cabeça?
- “Então não é… nos matraquilhos! Agora deixa-me ver o jogo, vá”.


Germinam 7 caretas indigestas porque fui bruto na resposta e, após cinco, sim cinco(!) minutos de silêncio onde focado, transpiro mais que o meio campo do Benfica, ela berra como se um antílope lhe estivesse a mastigar um pé, e afirma:
«AGORA!!! Agora é que o Benfica podia aproveitar para atacar porque a defesa contrária está muito subida amor!»
«Agora… É o intervalo».
(…)
«Pois, mas eu também não concordo com a selecção dos jogadores o Benfica Ivo».
«… Não?»
«Não. Eles só mete os jogadores grandes em campo. Os pequeninos coitados, que estão ali à aquecer há imenso tempo e nada!»
«… São os apanha-bolas
».


E ainda faltam 45 minutos…





26/02/2016

BE: "JESUS TAMBÉM TINHA (de facto) DOIS PAIS"

De facto, há imenso tempo que sentia (ou não?) que o Bloco de Esquerda na querela da «adopção por pessoas do mesmo sexo», se movia por questões de fé.
É isso e a minha oposição agressiva à doutrina que determina uma “Família modelo” com: dois pais, uma mãe, e uma Pomba. Não sei... mas parece-me tão irreflectido como principiar um texto com: “De facto”.



25/02/2016

Camilo Lourenço não apanha Moody's TV

Camilo Lourenço não pagou a mensalidade e, cortaram-lhe o acesso à informação económica do país.
José Gomes Ferreira apercebeu-se e, convidou-o para “ir ver lá a casa”.
Para infortúnio de ambos, também neste o sistema estava em baixo, porque umas vastíssimas Palas bloqueavam o sinal em absoluto.
Exasperados com a situação, quiseram imediatamente mudar de operadora, e foi quando descobriram que se encontravam fidelizados por 250 anos à PàFiana-Telecomunicações .S.A.

24/02/2016

Ódio e rancor

O ódio e o rancor, é a secreção em recipiente fechado de prolongadas impotências.
- Quem odeia deve ultrapassar, e renunciar ao facilitismo de odiar.

Juros de Portugal em queda

Os proclamadores da aflição estão em depressão. Os cartomantes da desgraça processam as bolas de cristal. Os mensageiros da calamidade incriminam o árbitro.
Os juros a 2 anos caem mais de 50%;
Os juros a 5 anos caem cerca de 10%;
Os juros a 10 anos caem mais de 3%;


A notícia só pode ser falsa, ou é o holocausto que se avizinha.

23/02/2016

A vida

A vida também danifica as pessoas.
Hoje, incontáveis são as frases que só me colhem a atenção, quando chegam ao «Mas…».

Sporting

Se eu não vencesse um campeonato nacional ...
• há 13 anos, em futebol ...
• há 33 anos, em basquetebol ...
• há 27 anos, em hóquei em patins ...
• há 21 anos, em voleibol ...
• há 18 anos, em corta-mato ...
• há 9 anos, em andebol ...
• há 5 anos, em atletismo de pista ...
• há 4 anos, em atletismo em pista coberta ...
• há 3 anos, em corta-mato curto ...
• há 3 anos, em ténis de mesa ...
• há 1 ano, em futsal ...
... não teria lata para afirmar
"... queremos manter estatuto de maior potência desportiva nacional"!!!

Mireia Darder

“Só quando estou sozinho me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesmo e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, numa sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contacto novamente consigo. É um movimento de contracção necessário para recuperar o equilíbrio

19/02/2016

PARABÉNS MÃE!

Na impotência humana de demonstrar a dimensão do meu amor por ti, sobra-me a vida que me deste, para te fazer entender tudo aquilo que é impossível de te explicar.
Obrigado pelo exemplo, pelo amor, pelo tempo. Obrigado por tudo, obrigado por ti!
Obrigado por seres, o melhor de mim.
Amo-te, daqui até à França.
Melhor mãe do mundo.
Filho.



16/02/2016

Mentira

A inferioridade dos mentirosos é que são acusáveis sem motivo. Ao contrário de outro qualquer delito, onde a indagação incide sobre o “motivo, meio e oportunidade” nestes, a mentira é muitas vezes, tão involuntária quanto a respiração.

09/02/2016

A JUSTIÇA NA SUA CONCEPÇÃO ALTRUÍSTA (1/6 ou 1/5?)

É vital sabermo-nos rir de nós, afinal assim não sendo, sobrevive uma ilegitimidade moral aquando nos rimos de alguém.

Declarada a penhora de 1/6 do vencimento mensal do Executado para pagamento de uma dívida, vem a tribunal requerer em Oposição, que a sua carência económica, não lhe permite após douta decisão, de subsistir pagando as suas obrigações correntes.

Após nobre e filantropa sensatez, delibera o tribunal em REDUZIR a penhora do Executado para 1/5(!) do seu vencimento.

A matemática é uma ciência admirável.



06/02/2016

ORÇAMENTO PARA 2016 APROVADO POR BRUXELAS

É natural dizer-se que António Costa é um político que fica aquém do discurso entusiasta de tantos outros. É legítimo julgarem-no ineficaz por tal facto, porém, quem pensava que António Costa era igual a outros do passado, está equivocado.
Há um mérito absoluto que lhe deve ser entregue. António Costa é um homem de consensos. Fê-lo internamente, e destacou-se repetidamente nas negociações internacionais.
António Costa conseguiu de uma só retesada cumprir as suas promessas eleitorais, honrando compromissos europeus. Pela primeira vez, diga-se.
Quem do alto da sua sapiência sectária bramava-se a pulmões plenos que não existia alternativa. Ainda há curtas semanas se traçava a obrigatória devolução da sobretaxa. Desacertaram profundamente.
Podem concordar, discordar, contudo, não é intelectualmente honesto ignorar que este orçamento é diferente. Repõe rendimentos, luta contra as desigualdades sociais, é inovador, é anti - austeridade e pró- futuro.
É dissemelhante taxar a gasolina, os bancos, o IMI dos imóveis (dos bancos), o tabaco, do que os baixos rendimentos dos portugueses. É esta a enorme diferença para com o Governo anterior.
António Costa demonstrou finalmente que não existe mais um Governo submisso. Que não pensa em ir além da Troika. Existe até então, um Governo que se pode discutir a forma, mas jamais o empenho na construção de um futuro assente num novo paradigma para a sua comunidade.
Aprovado este orçamento, António Costa acabou com o aluno subserviente.
E pasmem-se os comentadores do infortúnio, o Governo não caiu? A coligação não se desfez? A comissão Europeia aceitou o orçamento?
Os Deuses estão absolutamente loucos!