dezembro 11, 2015

DE UMA INTELIGÊNCIA INCOMUM.

Ao inverso dos 45 minutos do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, a SIC somente brindou o Professor Sampaio da Nóvoa com 20 minutos rápidos. Todavia, foi mais que o suficiente para que este revela-se aos mais desatentos a sua personalidade, o discurso fascinante, confiante e, esperançoso.
Os jornalistas sem facilitar, arrojaram as oportunas e comerciais armadilhas envoltas da «política politiqueira» com que o queriam enredar, mas com sagacidade e elegância livrou-se destas, sobressaindo o essencial da sua carta de princípios.
Sampaio da Nóvoa conseguiu hospedar a ordem na entrevista, em nome da sensatez e, da escusa em confirmar palpites entretanto irradiados pelos jornais e ali contestados.
Sampaio da Nóvoa reiterou a característica independente da sua candidatura, neutra e exógena em relação aos partidos, capaz de admitir apoios de todos os partidos de esquerda, e não só, porque também reproduz sectores sociais e culturais não diretamente a ela vinculados.
Quando persistiram no tom, a resposta foi elegante, mas sem contemplações: “não venho aqui em nome de tricas políticas, em nome de intrigas, em nome de ajustes de contas partidárias, não venho em nome da política do mesmo. (…) Venho em nome de outra maneira de estar na política, numa outra maneira de participar no futuro de Portugal – do país da Educação, do Conhecimento, da Cultura. Do país que leva tudo isso para a Economia e para a sociedade. De um país que leva tudo isso para a livre iniciativa das pessoas, das instituições e das empresas.”