novembro 01, 2015

Justiça restaurativa

O Estabelecimento Prisional do Linhó promoveu na semana passada uma sessão de “Justiça Restaurativa”.
Ou seja, o momento em que alguns reclusos (condenados por violência doméstica e roubo) se confrontam com as vítimas, no ensaio de compreenderem e suplantar o mal do crime.
Observei imensas lágrimas, alguns abraços e uma máxima evidenciou-se, “Qualquer homem é maior que o seu erro”.
Este tipo de iniciativas promovem um contributo essencial para a recuperação emocional das vítimas, ao mesmo tempo que se caminha para a recuperação social do recluso.
Seria positivo que todos os agentes da justiça notassem que a história do direito penal não finda no crime nem na condenação. Num estado de direito democrático, onde naturalmente não é solução a neutralização dos infractores, ressocializar é uma necessidade.