10/10/2015

Maioria de esquerda

Em democracia governa quem ganha as eleições. É sabida a horrenda complexidade de assumir derrotas eleitorais em Portugal, mas seria imprescindível existir a firmeza do novo governo e demais líderes partidários, colherem as mensagens claras que o povo português desordenadamente deixou expresso nas legislativas. Contudo, aproveitar-se, para alcançar uma vitória pretensiosa na secretaria, não me parece que seja esse o propósito das eleições. Deveria predominar o sentido de estado.
Tenho para mim que toda esta odisseia de entendimento entre a esquerda em contraponto com a reunião contraproducente à direita, nada mais é que um factor intencionalmente destabilizador. Com tremenda eficácia, diga-se. Disso não passa. Não creio que um governo PS/BE/CDU seja materializável.
Em oposição à visão democrática, temos um P.R.(?) que sem encapotar a sua ideologia política, violou a C.R.P. no seu art. 187.º n.º 1, e/ou não sendo este o entendimento, jamais deveria ter reunido com P.P.C., descorando os demais partidos com assento parlamentar.
Não que este não merece-se, mas acredito que o PS será astucioso ao ponto de se entender com a coligação, fazendo as pazes com algum eleitorado, e ficará assim, em condições de ser o último garante da austeridade em Portugal.
Que o bastião da mudança seja a necessidade social e, jamais a vingança.