04/08/2015

Alcácer Quibir

Passa hoje mais um ano sobre o horrendo desastre de Alcácer Quibir a norte de Marrocos. Faz hoje 437 anos que Portugal perdeu muito mais que um Rei, muito mais que uma contenda.
Desde então foi desabrochando nos portugueses a particularidade que mais me martírio me causa – “O Sebastianismo”.
Este “Messianismo de esperança apática”, de optimísmo irresponsável, de diplomacia deplorável, encarna várias vezes em figuras tão medíocres quanto esse Rei, que nos atirou para a calamidade.


Seria absolutamente revigorante, que ao fim destes 437 anos, os portugueses assimilassem que D. Sebastião não retornará a Alcácer Quibir, seja quais forem as cores ou roupagens que lhe ofereçam. Faça nevoeiro de manhã, sol de noite ou chovam pedras à tarde. Não.