agosto 06, 2015

70 anos de vergonha

Faz hoje 70 anos de uma história triste. Uma história que apesar de ser contada há quase um século, nos tenta ensinar todos os dias, que quando tudo vale, não existem vencedores.
O poder inutiliza o ser humano. Melhor, a persecução que se faz em prejuízo desse poder, decompõe o ser humano à sua raiz inválida, inútil. Controla-o, define-o, e coloca no mostruário do mundo o que cada um é hábil de fazer por tal perseguição desenfreada. Vergonha.
Seja por dinheiro, protagonismo, confiança, verifica-se até então, que se vende a alma ao diabo por exígua dose de alguma dessas buscas. É uma adição ao requinte de alibi perfeito, onde se transfere o perigo de overdose eminente para quem nunca procurou consumir.
A política nacional é um reflexo e exemplo de excelência deste mesmo facto.
A ambição própria levada ao extremo (o que sucede mais apressadamente do que parece), consegue ser das particularidades mais arrebatadoras do próprio humanismo, anatomizando a disposição social que se carece à comunidade.
Setenta anos depois dos bombardeamentos atómicos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, hospitais no Japão continuam a receber milhares de pessoas que ainda sofrem com sequelas deixadas pelos ataques.
Deixem-me perguntar, e respondam-me se souberem:
- Quem são mesmo os terroristas?!