junho 11, 2015

PORTUGAL DO DESCRÉDITO

O maior e mais nocivo dos fantasmas nacionais é a descredibilização.

A descredibilização nacional tomou de assalto organismos vitais da nossa sociedade. E tomou-o em doses industriais, de complicado retrocesso.
A Justiça, a Saúde, a Educação, a Política como agregadora de todos os anteriores, são de ponta a ponta, corridos a um descrédito social sem precedentes.
Assusta-me esta ideia.


O descrédito exponenciado a determinada dimensão, gera a apatia do renegado. Nasce o espírito do “não vale a pena”. E assim, de facto, não valerá de todo.
Tem de existir um iminente compromisso de inversão, e credibilizar as nossas instituições perante as massas, sendo que essa confiança se motiva com a responsabilização dos agentes desestabilizadores.


Portugal tem manifestamente um défice de assunção de responsabilidades. É possível que isto se aflore como corolário de 40 anos de ditadura e de opressão, certo é que tal dificuldade nasceu assente, no estímulo da cobardia.
Quando pode ser alguém, eu é que não fui!


Quase todos os dias o parlamento abre comissões de inquérito, de conclusões inconclusivas.
Deve-se percorrer o caminho das soluções práticas, em detrimento das mediáticas.


Vamos procurar utilizar da «ética do exemplo», «ética da responsabilização» que nos ensinou Platão, Aristóteles, e Hans Kelsen.


Um povo que não acredita, é um país sem caminho para andar(!)