maio 24, 2015

PS - Reclusos

“Podes observar a forma como um país é desenvolvido, na forma como ele trata os seus reclusos!”.
Esta é uma frase centenária que me faz cada dia mais sentido.


É certo que presentemente se observa uma enorme discordância entre a quimérica “recuperação dos infractores para a sociedade” e as condições dos Estabelecimentos Prisionais.
Só quem nunca entrou numa prisão o pode refutar.


Não me recordo de um candidato a primeiro-ministro ter alguma vez agregado nas suas propostas, medidas respeitantes aos reclusos.
A justificação é simples.


Primeiramente é uma matéria de extrema controvérsia na medida em que são todos os contribuintes a pagam essas garantias na persecução da reabilitação do agente, e normalmente o povo (em geral) não age com justiça, mas prepõe actuar que nem vingador, na odisseia de represália da vítima.


Segundo, e talvez mais importante, os reclusos não votam!


Não asseverando a minha subscrição na supra mencionada medida, pois embora aceite a sua necessidade, tenho as minhas ressalvas no que respeita ao seu sentido oportuno/conveniente.
Porém saliento a mesma como uma inovação na cultura eleitoral.