19/05/2015

Filipe Macedo Silva - PSP em Guimarães

O episódio que ocorreu em Guimarães após o jogo com o Benfica é a demonstração clara de que é polícia quem pode, não quem pretende.

O Subcomissário Filipe Macedo Silva, por muito que goste da profissão, não a pode ter, demonstrou não ter capacidade para tal.
Em modesta opinião, demonstrou exerce-la pelos motivos errados e objectivos distintos do que se exige. Representou um perigo para a sociedade, quando deveria modelar por fazer germinar a segurança.
Enquanto instituição, não se pode excluir a PSP de responsabilidades.

O episódio retrata uma violação tremenda aos princípios basilares da utilização da força. O Subcomissário Filipe Macedo Silva, violou profundamente o Princípio da legalidade, da necessidade, da proporcionalidade, e da conveniência. A nível moral, estende-se uma lista de violações superior.

Se incalculáveis vezes é imprescindível o uso da força pelos OPC’s para fazer imperar a calma e segurança social, em todas sem exepção seria necessário o uso do bom-senso, o respeito dos valores e profissionalismo! Falhou tudo quando tal submissão indigna (e na forma que ocorreu) é operada diante dos filhos do detido, para não abordar a agressão a um idoso. Pergunto:

Naquelas circunstâncias de facto e lugar, que perigo representava aquele Pai, filhos e Avô para o agente ou para a sociedade?


Eu que sou um medricas diria, pouco.
(Não vou sequer abordar as declarações do Subcomissário na tentativa vácua de legitimar tal atrocidade, porque seria desperdiçar tempo com um cidadão que por ignorância ou nervosismo, se contradisse de início ao fim das mesmas).

Por sua vez, quero terminar dizendo que a PSP não é isto! Acredito que a PSP representa um papel fundamental na segurança e perseverança da mesma. Apelo do mesmo modo, que não devemos de forma alguma generalizar as forças de segurança pública, com este acto infeliz.


Eu acredito. Mas também acredito que será extremamente complicado fazer aquela criança acreditar. E isso deve ser pensado.