maio 02, 2015

António Costa e a imprensa

Deixem-me ver se compreendo este episódio de complexidade em torno de uma mensagem de telemóvel.

Um jornalista dirigindo-se a António Costa, apelidando-o de alguém com “falta de coragem”, “ausência de um pensamento político”, que “faz política de tubo de ensaio”, que “encomenda umas contas que não comprometem ninguém”, é segundo o próprio, um - exercício da liberdade de pensar.


Todavia, se o alvo dessas apreciações resolve reagir, ingressamos no império da incursão e cerceamento à condição e liberdade do insatisfeito jornalista.
Não me cingindo somente ao caso em apreço, há muito tempo que a imprensa nacional (na sua imensa maioria) tem sido uma inquietação para mim, divulgando pouco mais que um reflexo de uma profissão soberana, influente, profícua, necessária, que em tempos era executada por profissionais, com valores, princípios e respeito. Particularmente conhecedores do próprio código deontológico, onde o carácter subjectivo é hoje, nada mais que uma palavra que ninguém sabe se dissipou o ‘C’.


Vivemos salvo raras excepções, de uma imprensa política(!) em detrimento de informável, desprezível, envés de publicamente útil.