18/03/2015

Sou nada

"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada".
Nada. Nem nome, nem alma nem esperança. Só um vazio embrulhado em folha arrebatante. Prenda de coisa nenhuma, ausência de rés. Sem peso, forma nem rosto. Sou a incompatibilidade de ser. Um punho aberto, uma despedida na aparição, ou vento que não sopra.
Sou eu. Quem?
Ninguém