janeiro 09, 2015

Gustavo Santos

Cheguei ao dia em que a limpeza dos ‘amigos’ de Facebook faz algum sentido para mim. Já vi suceder antes por vários utilizadores mais astutos que eu, e sempre julguei que era necessidade acessória de quem queria evidenciar-se pela distinta. Afinal não será assim obrigatoriamente. Faz sentido especial, quando vejo alguns dos meus “amigos”, a colocar ‘like’, numa verborreia acéfala como esta. Diz um tanto sobre o “tanque em que vou nadando”.

Primeiro aos meus contactos.
 
A rede social ‘Facebook’ pode realmente ser um perigo no que alude ao ‘Abuso de Menores’, à ‘Perseguição’, à ‘Difamação’, à ‘Injúria’, à ‘Organização Ilícita/Criminosa’, entre outras manobras socialmente reprováveis. Porém hoje, gostaria de expôr um perigo que ainda não vi comentado. O perigo do ‘Facebook’ no que se relaciona com a consciência social, com o perigo do arrastão dos influenciáveis. Quer por ser Figura pública, ou por escrever com alguma forma, independentemente do conteúdo, gera um inúmero lote de seguidores prontinhos a dar o salto solidário para o abismo.

Agora ao senhor Gustavo Santos.

Que não conheço senão das suas aparições mediáticas, intitula-se de “Life Coach”, e passou de um grotesco sinaleiro (literalmente) de banalidades, para um anómalo comentador de igual nível. Paupérrimo.
Inicialmente pensei que os seus vídeos “Quanto tempo esperavas pelo amor da tua vida?” não passavam de uma pândega; ficando desde cedo chocado com a quantidade de pessoas que julgavam não ser. Depois veio o maior abalroamento. Até o Gustavo achava que não eram. Enquanto lhe iam prestando salvas, observava eu de esguelha, aquele que trocava a palavra ‘primordialmente’ por ‘primariamente’, lançava um, dois, três, dez livros.
Agora, com (mais) este capítulo, Gustavo ao compor esse texto, explicando que o Charlie se ‘colocou a jeito’, elabora o mesmo raciocínio de quem diz que uma mulher a usar mini-saia na rua quer ser violada, ou apronta-se a tal.
Respeitando as suas opiniões, aceitará as minhas como “life coach temporário”, pode ser? Aqui vai.

1. Caro Gustavo, respire fundo, relei-a o que escreveu com calma, e então aperceba-se que acabou de afirmar que quem ataca com uma AK-47 está no mesmo grau de culpa e motivo, de quem satiriza com um lápis Nº4.

2. Na sua linguagem lhe explico, peço-lhe, estou ofendido com o seu trabalho, choca com as minhas crenças. Por favor, pare.

3. Liberdade de Expressão, aqui em Portugal foi conquistada há quase 41 anos mas pelos vistos ainda há muito boa gente que desconhece o seu significado, sendo o Gustavo uma delas. As únicas pessoas que ultrapassaram limites foram os psicopatas que se lembraram de sair à rua e mataram pessoas inocentes.


4. Gustavo, faltou absolutamente às lições de Direitos Fundamentais. Quer a sua crença religiosa, quer a sua liberdade de expressão estão totalmente protegidas na Constituição do seu país, bem como em qualquer Estado que se diga de Direito e Democrático.


5. Por fim, e de Life Coach temporário, para si, altamente profissional, proponho um novo vídeo dentro da temática, sustentando-se do anterior para constituir saga. “Quanto tempo esperaria por um cérebro na sua vida?

E é tudo. Espero não estar a exigir demais. 


É que subitamente me caiu a ficha, e afinal, o que esperar de alguém cuja definição de sentido de humor são os ‘sketches’ que o Sr. João do ‘Querido Mudei a Casa’ e o Sr. Electricista de bigode fazem enquanto metem um soalho flutuante num T2 em Algueirão?

Poderia eu continuar, mas paro por aqui. Receio que Gustavo me venha bater à porta com uma caçadeira de canos. Não, não temo a morte, mas assim evito ouvi-lo falar.

PS: A limpeza do Facebook não foi esquecida.