novembro 07, 2014

Ajuda externa - A vergonha

A ideia de enviar centenas de jovens pré-delinquentes para casas de correcção, é na realidade, tentar capacitar o menor/jovem, daquilo que os pais não foram capazes. É dar-lhe uma oportunidade de reintegração. Não deixo de abordar estas situações, como uma transferência de 'legitimidade educativa' dos pais, (incapazes) para o Estado.
Aparece então uma entidade de nome comprido que nada é ao jovem, e tenta fornecer-lhe os valores, princípios, a educação, porque os seus progenitores foram incompetentes nessa matéria.
À porta do tribunal contemplo mães que incitaram os filhos a extorquir, por ora, choram por se responsabilizar da conduta amarga dos seus descendentes.


É neste âmbito que relaciono o acima descrito, com a ajuda externa ao país. É que também nós, somos filhos desacertados de um pai incompetente
A sociedade que vota num o governo irresponsável demais para governar, incapaz de o fazer, e então, obriga-se a uma transferência de legitimidade governamental para uma ‘Entidade’, por sinal externa, que nada é ao governo, e vem tentar ensinar-nos(lhes) a governar um país.


A diferença é que não tive a aptidão de observar o pranto da auto-responsabilização governamental, a vergonha da incapacidade a que nos obrigaram, e por sua vez, Ministros da Economia fazem shows de Stand-up na Assembleia da República, em torno de risos e galhofa.
A educação, a justiça, a economia, a saúde. São colunas primárias para o progresso de um Estado.

Porém, pior está a política. A governamentação.


Estes, vêm a receber aulas de um ‘professor fraudulento’, que ao contrário destes alunos não é totalmente órfão do seu encéfalo, contudo, não os vejo instruir-se minimamente com a lição.