julho 31, 2014

Amigos imaginários

Não critiquem quem teve amigos imaginários na infância. Há quem ainda os tenha em adulto.
Pensam que são amigos, mas afinal, era imaginação.

julho 30, 2014

Um por todos, TODOS pelo BES

Não sei se é geral, mas na minha televisão o BES, de pés juntos, disparou o valor de 3.577 milhões de euros de prejuízo no primeiro semestre de 2014, o que faz com que este necessite de um aumento de capital, pois o défice está abaixo do legalmente permitido pelo banco de Portugal.
Certamente que já repararam que o BES é um banco totalmente privado, contudo a injecção de capital, será deferida com dinheiro público, dos contribuintes, de todos nós.
Estou tão orgulhoso do meu país, que só me vem à memória ‘Governar’ do brilhante Carlos Drummond de Andrade.


“Os garotos da rua resolveram brincar de governo, escolheram o presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.
– Pois não – aceitou Martim. – Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança.
Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.
– Com que dinheiro? – atalhou Januário.
– Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do governo.
– E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.
– Lucram a certeza de que têm um bom presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.
– Assim não vale. O presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.
– Eu sou o presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser presidente é moleza? Já estou sentindo como esse cargo é cheio de espinhos.
Foi deposto, e dissolvida a República”.

julho 29, 2014

Amizade

Já o vi 10 para 15 vezes, e ao longo de anos nunca aprovei da história, só do filme. Porquê? Facto desconhecido.

Ontem, acelerei em zapping de pesquisa rápida, e apareceu-me o Danny e o Rafe do Pear Harbor em casa. Recorri à fibra, e o AXN concedeu-me o filme do início. De tempos a tempos, recorro a filmes que já vi. Tenho para mim que jamais são o mesmo, e que mudam na pertinaz proporcional do meu estado de alma.

Porém no fim, mais do mesmo. Não aprovei da história, só do filme.
Acatava o “Tennessee” de Hans Zimmer, quando me apercebi que o filme brinda aquilo que a sociedade já não concebe. A amizade.

Faz brotar em mim um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são débeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, cumprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do Restelo, dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a mínima hipótese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugaz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem a ver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

Afinal descobri o meu porquê. Enfim, existe um motivo. Existe sempre um motivo.



julho 25, 2014

Incorruptíveis

Muitos políticos são absolutamente incorruptíveis; ninguém consegue induzi-los a praticar a honestidade.

julho 18, 2014

Maria Vieira em hiperactividade critica

Li 3 dos 4 livros que Maria Vieira lançou, e certo é que não revejo nas suas obras importância, conhecimento, mestria na escrita, pensamento astuto, ou qualquer outra virtude passível de se mencionar como virtude. Afinal, lançar livros onde se narram férias com o marido e um cão, não é de todo a minha saga de eleição. Contudo, não é por isso que antipatizo a nossa ilustre Maria Vieira. Apreciando ou não a sua obra, resisto-me de opinar pejorativamente a algo atinente à sua autora, salvaguardando o respeito que todo e cada um de nós, merece. No máximo, reprovo a obra.

Apreciei por horas a fio o trabalho de Diego Maradona. E com isto, não significa que aprove todas as suas condutas e opiniões na sua vida pública e pessoal. Parece-me simples.

Mas no que aos factos concerne, encetou pelo Diogo Morgado, passando agora para a Mãe do Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro. Maria Vieira, bem ao estilo do Dr. Mario Soares, perde todos os dias incalculáveis oportunidades de se retirar de cena nas boas estimas, como alguém de respeito na sociedade portuguesa, e afinal, agora com a adiantar da idade, deixa-se levar pela frustração cobiçosa de quem observa do sofá, os que fazem sucesso através de um mérito e valor, que não mais lhe é atribuído. Há pessoas que não lidam bem quando os aplausos terminam.

Infelizmente são poucos os Portugueses que levam o nome do nosso retângulo aos quatro cantos do mundo por bons motivos, e Maria Vieira inicialmente, debruçou-se a criticar Diogo Morgado, e desta vez, a Mãe de Cristiano Ronaldo. Daniela Ruah, José Mourinho, entre outros, tomem cuidado, porque pézinho em ramo verde, e ganham ingresso VIP e directo para o perfil do Facebook da nossa Maria.

Certo é, que Maria Vieira enquanto cidadã livre, de bons costumes, e num país democrático, tem ao seu alcance, a crónica, o comentário, o parecer ou a apreciação, que lhe permitem, como a qualquer um de nós, tecer opiniões relativamente a alguma situação, estado as figuras públicas como é natural, numa condição de maior escrutínio.

Contudo, a liberdade de expressão, convém ser musculadamente diferenciada de ‘Liberdade de excreção’. Excreção Ivo? No comentário da amiga Maria Vieira encontramos :

Esta mulher vale o seu peso em ouro e, pesada como ela é, calcula-se que o seu peso dê para alimentar muitas famílias...

Quando assim é, entramos por sua vez, no âmbito da deselegância no trato, de instrumentalização de princípios, valores, banalizando o facto de também Maria Vieira ser uma figura pública, acarinhada por muitos Portugueses, que neste momento, não se revêm nesta hiperactividade, porventura resultante de uma crise de idade avançada.

Ajudem a nossa ‘Parrachita’ por favor.




Mundial 2014

'Isso representa mais que um simples jogo! Representa a vitória da competência sobre a malandragem! Serve de exemplo para gerações de crianças que saberão que p…ra vencer na vida tem-se que ralar, treinar, estudar!
Acabar com essa história de jeitinho malandro do brasileiro, que ganha jogo com seu gingado, ganha dinheiro sem ser suado, vira presidente sem ter estudado!
O grande legado desta copa é o exemplo para gerações do futuro! Que um país é feito por uma população honesta, trabalhadora, e não por uma população transformada em parasita por um governo que nos ensina a receber o alimento na boca e não a lutar para obtê-lo!
A Alemanha ganha com maestria e merecimento! Que nos sirva de lição! Pátria amada Brasil tem que ser amada todos os dias, no nosso trabalho, no nosso estudo, na nossa honestidade!
Amar a pátria em um jogo de futebol e no outro dia roubar o país num ato de corrupção, seja ele qual for, furando uma fila, sonegando impostos, matando, roubando! Que amor à pátria é este! Já chega!!!
O Brasil cansou de ser traído por seu próprio povo! Que sirva de lição para que nos agigantemos para construirmos um país melhor! Educar nossos filhos pra uma geração de vergonha!
Uma verdadeira nação que se orgulha de seu povo, e não só de seu futebol'.

Jô Soares

julho 15, 2014

Contestar a justiça

Em sede de consciência social há um grande declive em Portugal, quando em comparação com outros países de Europa. Confunde-se constantemente a Justiça com a violência. Tanto é, que é vulgar não haver reacção contra o crime, mas inúmeras contra a pena.

julho 11, 2014

Os velhos 'Doutores do restelo'

São as atitudes que ratificam as teorias, e muitas vezes comprovam ou não um curriculum extenso. As segundas sem as primeiras, não aproveitam de mérito.

Se essa [mudança mundial/social] é corolário de carência de humildade, esquecimento da educação, e banalização do respeito, saltando princípios e valores, errou. Não é forte mudança, é 'triste decadência'.

julho 08, 2014

Brazil - 1 Alemanha - 7

O Brasil tem reivindicações diárias que ajuízam o Mundial de Futebol carrasco de inúmeras injustiças económicas ao país.

A dar força a essas reclamações, aparece Scolari, Júlio César, Maicon, Ramirez, Dante, Hulk, Fred, Oscar, Marcelo, que vão ao jogo e não pagam sequer bilhete.

Assim, não há economia que relute, nem boca que se omita.

Querem ver o jogo, pagam bilhete como os outros, ora!



julho 02, 2014

Sophia de Mello Breyner Andresen

Merecidamente as portas do Panteão se abrem, para que agora se brote aquela índole de recordação, como uma pertença ou partilha, que não se esfuma com os sinais desagregadores da morte.

"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

Obrigado.

Portugália

Quando era mais novinho adorava ir com os meus pais à Portugália. Ir à Portugália significava à data, uma parafernália de sensações e prazeres, especialmente ao nível da degustação. Isto tudo porque não estava ao alcance de qualquer outra casa de pasto, oferecer aquele molho amarelo, de mistura de leite com mostarda. Era a ‘chicha’ de uma vazia sagrada, certamente proveniente de príncipe bovino, que tinha crescido só para me agradar em Algés, precisamente antes do passeio a Belém.

Hoje de passagem pelo Campo Pequeno, os olhinhos piscaram no placard luminoso da ‘Portugália ao balcão’ – ao balcão? Mas que conversa é esta? – e atentaram-se a lançar-me aos sabores de infância.

A infância esgotou-se na memória. De salto da inovação para a modernidade, lá aparece também a Portugália a oferecer menus, bebidas pequenas, médias e grandes, e no fim, juro que tive receio que me perguntassem se ia desejar brinquedo e uma caixinha de cartão para montar em casa.

Portugália virou um fast food – not so fast, not so food – para fazer frente à restauração de centro comercial.



Jorge Jesus

Foi durante um Sushi de esmero que me coloquei em posição de vos dizer a todos:

- Jorge Jesus não continua no Benfica!

Por ser verdade, já conta com alguns trabalhos desta vez ligados à sétima arte.
Assombroso.