27/05/2014

António Costa



É com alguma satisfação que vejo finalmente o grande amigo, António Costa, dar um passo para o que era inevitável. Não obstante a cores partidárias, António José Seguro consegue não ser fantástico em nada. É apático na política, do mesmo modo que impassível em momentos que se exigia uma vitória mais folgada. Não agrada nem aos socialistas, pelo que o seu possível afastamento causa compreensível temor a uma direita que vê a susceptibilidade de sair um elo mais fraco, dando lugar a um político de peso.
Chamem a ‘facada de Costa’, o ‘beijo de judas’. Mas a realidade é esta, um partido como o Socialista, terá sempre de ter um S.G muito mais activo, e credível.

23/05/2014

Manuel Baltazar. 'Palito'.


Preciso urgentemente que me indiciem ao meu país. O Presidente da República que se chegue a mim, e nos apresente por exemplo. Ivo, este é Portugal. Portugal, este é o Ivo.

Não é que eu já não o saiba, mas por esquecimento ou distracção, não tenho acompanhado estas novas vagas desta sapiência desmesurada.

Dou por mim a ligar a televisão, ver um homem andar fugido durante 34 dias por ter tentado matar quatro pessoas. A idade já não era a melhor, e ‘só’ assassinou duas. Problemas de vista, mira torta, o que seja. Problemas.

É finalmente capturado e à saída do carro para o tribunal é ovacionado(?) por largo número de pessoas.

Podem dizer [os cautos] que os aplausos foram para a Polícia que o capturou. Certo, alguns aplausos com certeza, mas notório foi, que a maior ovação, acontece quando o Sr. Baltazar sai da viatura. Dirigem-se irrefutavelmente a ele. Porém, é só a minha opinião, e o relato que o CM conseguiu do local.

Tenho para mim, que a população, incorporou naquele procedimento um recalcamento notório que tem vindo a existir, contra o ‘sistema’. De alguma forma, aquele ‘Palito’, fez-lhes frente. Não tanto à polícia, mas ao sistema.

É esse o sentimento por detrás dos aplausos. Esse e parvoíce aguda.

Estou incomodado, mas não surpreso. Relembro-me que não há muito tempo, se montou um cordão humano, de solidariedade, para com um rapaz Português que assassinou um Carlos Castro em Nova Iorque. Nobre, não foi? Quase chorei.

É impressionante a veia novelesca, romântica, quase trôpega, que faz com que este nosso povo tenha uma incompabilidade absoluta de se colocar ‘do outro lado da barricada’.

Porque do outro lado do Herói, e nas costas do bom Renato, vive a dor de uma família e amigos que perderam duas pessoas que amam. Que irrecuperavelmente não ultrapassarão a dor da morte injusta de quem, no fim de contas, é aplaudido e/ou homenageado.

Peço um minuto de barulho, para estas mentalidades.