26/12/2013

Natal 2013



Na impossibilidade logística de agradecer todas as mensagens de Natal, deixo aqui o meu muito obrigado, assim como o desejo sentido de que este Natal tenha sido revitalizante de paz, tradição, e especialmente princípios nobres no coração de todos nós.

O (re)inicio de um pensamento livre, mas que este cresça verdadeiramente de uma liberdade útil. Uma reflexão mais vertida na sociedade e não tanto na pessoa-singular. Um pensamento como pessoa una, vai concentrar-se de alguma forma no seu engrandecimento e beneficio, enquanto porventura dever-se-ia focar na igualdade.

Igualdade como resposta. Igualdade, pois desta surge a justiça, impugnando as divergências culturais, financeiras e intelectuais. Igualdade para trazer o respeito social e humano.
Que este Natal seja realmente instigador de uma fraternidade influente para o equilíbrio social, especialmente nestes períodos mais rigorosos que atravessamos.:.

Obrigado a todos.

17/12/2013

Praxes Académicas - Praia do Meco

Aquele (não tão pequeno) grupo de pessoas, que ao estilo de Mariano Gago, têm atacado desmesuradamente as Praxes académicas, apontando-as como sendo directamente responsáveis pelo desaparecimento dos cinco jovens na Praia do Meco, estão a entrar no semelhante e ignóbil raciocínio de criticar os homens ou mulheres no seu género, porque um dia alguém traiu.

O conceito de «Praxes», «Homens» ou «Mulheres», são absolutamente diferentes de «Praxes abusivas», «Homens infiéis», e «Mulheres adulteras».

11/12/2013

Ucrânia quer democracia



Os confrontos entre manifestantes e a polícia continuam incessantes em Kiev. Da forma renovada como sucedem, pode dizer-se tudo, menos que estes amotinados não estejam desassossegados com as direcções que o país toma.

De facto, só me ocorre uma motivação de extrema grandeza, que faça com que estes manifestantes protestem com violência a uma temperatura de 10 graus negativos. O Medo.

É de gente que sabe o que quer, e melhor, o que não quer.

É na minha perspectiva um apavoramento da ‘noite comunista’ que os Ucranianos têm vindo a espreitar. Desde logo, a convicção que o regime comunista deixou marcas profundas naquele país.

Digo isto, porque não me parece de todo bastante, o facto de estar pendente o pedido de adesão á UE, valorizando-se a acoplagem á Rússia.

É este um povo que testemunhou a democracia, e não mais quer abeirar-se sequer de quem, com repressão lha arrancou durante muitos anos, amontoando uma miséria geral, que exaltando inúmeras percas humanas.

07/12/2013

Nelson Mandela


Foi com profundo pesar que recebi a notícia da morte de Nelson Mandela. O mundo deixou ontem ausentar-se um ‘profeta do tempo em que não haverá escravos nem indignos’. Lições de paz, liberdade e humanismo que nos deixaram, ficando a obra. Partiu ontem um prémio Nobel da Paz que considerava que o ódio se aprende, mas aprender o amor era sempre mais fácil.

Solto aqui as minhas sentidas condolências á família, e, quer se queira ou não, deixo-as similarmente e infelizmente, a uma humanidade que fica mais pobre.

--/--
Não podia falar do assunto ‘Mandela’, sem arrolar ao texto, o que Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República enviou a Jacob-Zuma. Vernaculamente, palratório de Presidentes.

Entre as inúmeras apreciações sentidas, e compaixões pesadas, Cavaco, ainda solta a sua colossal apreciação pelo legado deixado por Mandela. Vai mais distante, em repuxados vocábulos que preadivinham que o seu conceito de coragem, liberdade e humanismo, se perpetuem por gerações.
Ora, tudo isto pode revestir aspecto absolutamente exemplar, e até apropriado á situação pesarosa.

No entanto, em 1987 era o mesmo Cavaco Silva o Primeiro-ministro, quando votou contra uma resolução das Nações Unidas que tratava precisamente da libertação de Nelson Mandela então detido há 25 anos.
Hoje desfaz-se em lamúrias (hipócritas?) para a África do Sul.

Das possíveis considerações que a morte de um homem indulgente nos permite analisar, é sem dúvida a constante inclinação do Ser humano em valorar o homem-vivo de forma distinta do Homem-memória, ou do homem-obra. Sim, 80% das homenagens são pós-mortem.
Se me entendem, vou evitar a divulgação das minhas pinturas sem valor, sob risco de falecer contra vontade.