30/09/2013

PS derrotado?

Mesmo após Pedro Passos Coelho em declarações oficiais ter vindo acolher uma «derrota estrondosa» para o PSD, ainda se insurgem laranjinhas revoltados, na vã tentativa de apaziguar a sua dor, arrastando o PS para uma análoga derrota. (PS derrotado?)

Verbalizam que é em pelo facto do PS ter perdido autarquias de alguma utilidade.

Bem, perder autarquias e ganhar autarquias, é trivial a todos os partidos, (desta vez) com a prerrogativa do BE que unicamente experimentou a primeira.

No entanto, parece-me ponderado que se considere vencedor de umas legislações autárquicas, o partido que chega ao fim das mesmas com o maior número de autarquias. Esse partido foi o PS.

Acrescento ainda, que no sentido dos resultados conquistados, torna-se incongruente identificar o PS como derrotado. Afinal, um partido que além de atingir o maior número de autarquias, regista também o seu melhor resultado de sempre, «derrotado» é grotesco.

Bem, 150 Câmaras, é exclusivamente o melhor resultado de qualquer partido em Portugal.

Derrotado?
Vamos lá tentar notar o mundo com olhos empenhados de quem se exime de toda essa limitação, que se chama facciosismo, fanatismo e intolerância.

29/09/2013

Autárquicas 2013

Sempre fui acérrimo patrocinador do compromisso de sufragar. O artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, sempre me pareceu aprumadinho e pimpão.

É um dever cívico, e acima de todas as classificações, é a única forma de exercer o maior dos poderes que enquanto povo embargamos; «o de escolher e delimitar o nosso futuro».


Ainda que as opções de escolha sejam entre o meu e o péssimo, é de ressalvar que entre votos em branco, e estratégias de nos fazer ouvir enquanto cidadãos, o importante é fazer um voto activo.


De tantas pessoas, aquelas que não votam; pouco me diz a sua indignação. Pouco me diz a sua revolta pelo rumo do país, e pouco me diz a sua resistência ao sistema que o governo implementa. De facto, nada me diz tudo isso. 


Reprovam tudo e todos, e olvidam que a sua insurreição deveria ter sido «sentida» no dia das eleições. Mas não. Optam o não-voto, agendando ulteriormente a sua luta por através manifestações, brados e insultos extemporâneos, onde já de pouco vale.

26/09/2013

Voto útil

Causa-me genuína agitação, os Portugueses não dedicarem efectivamente o seu voto ás pessoas que nos governam.

Ainda no Domingo Ângela Merkel ganhou as eleições, e nós nem votámos.

Viva a ‘Demo!’, que também é ‘Cracia!’.

23/09/2013

Maturidade, vem logo.

Certo é que, refutar a ignorância alheia, é cair numa igual ignorância, ou pior. A postura elegante é ignorar.

Por outro lado ignorá-la, é que nem refeição vegetariana. Tem (quase todos) os nutrientes necessários, mas jamais nos sentimos inteiramente saciados.

Certamente que isto se resolve com maturidade.

Aceitam-se sugestões.

22/09/2013

Comerciais de si próprios

Ao meu lado loira, não obesa mas cheia, tinha o seu primeiro encontro de café com o mecânico, da sua irmã.

Vestida de ganga justa ás curvas, embora sóbria, prescindia toda a pro-actividade emocional para o sofisticado mecânico que de camisa branca, respigava distintos argumentos para a convencer da sua nobreza e distinção.


- «Podes não ter namorado, mas tens muitos pretendentes de certeza»


Em clara negação com a mente, ela retribuía negativamente ás investidas dele, – no esforço de o agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava – 


Por outro lado, mesmo que sem pergunta, fazia este mecânico tema, o de enfatuar-se, discorrendo das mil e uma mulheres que o desejavam, e ele somente considerava a que estava á sua frente. Tudo isto, – no esforço de a agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava –


Hoje, acho absolutamente ignóbil esta forma de aleitar, gerar, fazer nascer algo pelos caminhos surreais. Iniciar um caminho pela ostentação, falando do que não é, abordando o que nunca foi, para agradar ao que se pensa ser. Esquecer que somos todos susceptíveis a esta debandada (assustadora) de metamorfoses da sociedade, pelo que, dá-se o não tão raro acaso, de encarar-mos numa mesa de café, com alguém precisamente como nós. 


«Era uma vez, um embuste a criar paixão» Não é uma história de facto, mas infelizmente as crianças hão-de aprender.


Sim, hoje não se criam relações, antes empresas. As partes, somente comerciais de si próprios.

21/09/2013

Humanizar o mundo

Doutor, feche os livros e ria da ciência - Tire a gravata Doutor, e por uma vez, peço-lhe, cale os seus olhos.

17/09/2013

Escolhas

Se dizem que na Internet, todos nós podemos ser o que quisermos, então porque razão tanta gente escolhe ser estúpida?

15/09/2013

Uma arma

Falamos de risco. Pequenina crescida de mortíferos ataques. Nível bélico superior ao químico, não há G20 que sossegue, ‘Obamas’ que reivindiquem, ou concertações que apazigúem esses ataques categóricos. 
De design aerodinâmico para distribuir sofrimento, saudades, saudades, mágoas e todas as outras que a ciência não classificou. 
Daquelas que fazem o estômago ir á boca e voltar ao sitio habitual. Tudo no mesmo fuso horário. 
Predadora eficaz, ali se reúne todos os apetrechos úteis ao disparo.

Nem vale a pena falar em camuflagem. Mestre da arte da discrição, de semblante brando, hábitos bem-nascidos, encanta de viola do lado canhoto, da mesma forma que dança aquele sinal do lado direito do coração.


O humano que invulgarmente dorme.

12/09/2013

Patrícia Henriques

Como nunca antes sucedera, aceitei o auxílio de uma amiga para a crónica mensal.
Tinha até á meia-noite, para fazê-la chegar á redacção, para posteriormente ser editada e publicada.
Mesmo de empenhos aglomerados em solidariedade, não foi possível a entrega em prazo útil.

Incapaz de ficar desgostoso com o decorrido, encontro-me por sua vez, orgulhoso do texto que me chegou para “eu alterar”.

Texto esse que ao invés de alterado, o reproduzo na integra, da forma que me chegou.

A mudança é difícil, mas mais difícil ainda é quando se decide realmente fazer. No entanto é também a mudança mais necessária.
Quando é essencial tomar alguma decisão importante as pessoas deixam sempre para depois. Aliás o provérbio “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” não se aplica no povo Português, sendo mais “se podes fazer amanha porquê fazer hoje?”
Será o medo do desconhecido? O orgulho? A resistência? A ambivalência?
Num dia como tantos outros, esperando pela minha boleia começo a ouvir um grupo de jovens a falar sobre o peso. Cliché feminino.
Ao olhar, reparo que a jovem mais “cheiinha” está agarrada a uma tablete de chocolate, a comer com os olhos e empanturrar-se com a boca. “Vocês são tão magras e olhem para mim ”, frase que me ficou na cabeça. Repito agarrada a uma tablete de chocolate.
As amigas, pelo menos naquele momento, com uma pancadinha nas costas confortam a adolescente dizem “oh não digas isso, estás óptima”, olhando umas para as outras com um olhar que mostrava o oposto.
Querer mudar é fácil, aliás querer é fácil. Mas decerto nunca ninguém conseguiu algo apenas por teoria.
O primeiro passo para superar essas resistências é mudar a nossa forma de pensar sobre a mudança. Não nos vamos dando conta, como o medo de mudar vai ocupando tanto da nossa vida, começamos a tecer uma teia que aos poucos nos vai imobilizando. E muitas vezes falta discernimento e coragem para interromper esse ciclo vicioso.
Comece por mudar o pensamento, "Eu espero que as coisas mudem", para o pensamento, "A única forma de as coisas mudarem é quando eu mudo"


Patricia Henriques

Obrigado.

08/09/2013

Aperfeiçoamento

Os olhos são inúteis sempre que a mente é cega. O contínuo e necessário aperfeiçoamento do carácter, é na sua boa forma, libertar a mente de tanto que o vicio a prende.

Só assim podemos todos nós chegar tanto quando possível, ao máximo do nosso potencial, e por sua vez auxiliar o próximo.'.

05/09/2013

Limitação de mandatos

Salvo o devido e merecido respeito por entendimento distinto,
é aqui que o Juiz deixa de ser julgador, e abraça a política.

“(…) entendo que tal limitação é apenas territorial e não funcional. Ou seja, apenas se aplica àquele concreto município e não a um outro.
Defender posição contrária é, antes de mais, uma menorização e perda de confiança no funcionamento das regras da democracia e do princípio democrático no sentido em que revela mesmo uma desconfiança perante a livre decisão dos eleitores nas urnas (…)”

Trecho retirado do ACÓRDÃO N.º 480/2013, do Tribunal Constitucional, relativo ao recurso de impugnação á candidatura de Luís Filipe Menezes á Câmara do Porto.

03/09/2013

Diogo Campos

Acrescento, estamos na presença do mais recente modelo sexy homo sapien otariens.

Palmas por favor!