junho 29, 2013

Politico na vida

Com o cinismo, mesquinhes, e mau génio que existe actualmente, se não fores politico com grande parte, nunca ganharás a boa sorte no mundo.

A justiça do Bastonário da Ordem dos advogados.

O paradigma da justiça em Portugal alterava-se assim que o bastonário da ordem dos advogados fosse algum dia ministro da justiça.

1 – Os passarinhos gritariam de alegria;
2- Os juízes jamais poderiam exercer o seu poder brutal sobre os cidadãos;
3- Só poderia ser um dia juiz, quem fosse eleito através do voto popular e, aí sim, imbuído do poder divino, que só o povo pode conceder pelo voto, poderia exercer o seu poder;
4- Sim, porque para o Bastonário da Ordem dos Advogados, os juizes têm poder, não têm deveres;
5- E então, o juiz teria de se candidatar em listas organizadas, prometendo fazer a melhor justiça;
6 – Distribuindo cartazes e autocolantes pelas ruas da comarca;
7 – Só assim o povo conheceria e respeitaria o juiz;
8 – Certamente, tanto melhor justiça faria o novo juiz, quanto o ajudassem a alcançar tão poderoso cargo;
9 – Numa genorisidade que o juiz iria, com generosidade, distribuir aos apoiantes;
10 – Os que tiveram o desplante de apoiar outros para juizes, teriam de passar a ter alguma cautela extra com a sua vida;
11 – Mas que paraíso seria a justiça no novo mundo do Bastonário da OA;
12 – O mundo da justiça do Bastonário da OA precisa de si para ministro;
13 – E os passarinhos gritariam de alegria...


Autch.

Conduz simplesmente

Não há droga para isto. Comentava hoje com a minha mãe a caminho de casa, que não obstante a cada pessoa ter as suas próprias manias, feitios, e personalidades, teria de existir algo caracteristicamente comum entre as mulheres. (Não sei se teria mesmo, mas reunia toda a piada para mim que assim fosse). Aquele aspecto que independentemente do estado, local ou momento, todas elas partilhassem. O imperativo, que não conseguissem de forma alguma fugir. Depois de pensar, avancei bravo e orgulhoso com a sentença. As mulheres não sabem aceitar um “não estou interessado” de um rapaz. É oficial. Ele é o melhor do mundo, até dizer “Não obrigado”. Depois disso, ora, depois disso, passa a ser arrogante, convencido, prepotente e até manipulador. Passa a ser conversa fresca entre as amigas, onde se pode pejorar aquele patife que se deve achar. 'Nem foi capaz de olhar para mim! Tem o rei na barriga o pobre coitado'.
Foi pois, nesta quase dissertação que explicava o novo sentido que a palavra 'ressabiamento' me fazia, agora muito mais lógico. Quando no fim, tirei os olhos da estada e olhei para a mãe-silêncio, que respondeu; «Não são as mulheres, são as crianças».
É isso. Seis palavras, e fui calado até casa.

junho 22, 2013

Bruno Proênça

Os portugueses têm uma habilidade especial para transformar uma boa ideia numa grande trapalhada. Em teoria, a limitação de mandatos para os presidentes das Câmaras Municipais é uma óptima ideia.

Garante a necessária rotatividade nos presidentes dos municípios para combater uma das tendências da democracia nacional no pós-25 de Abril - o nascimento dos dinossauros autárquicos.

Pelo País surgiram vários casos dos presidentes que se confundiam com as câmaras que geriam. Alguns com mérito pelo trabalho que apresentaram. Mas muitos beneficiaram do enviesamento do sistema. Com a desertificação económica e social do interior, as câmaras, as empresas municipais e as instituições sociais ligadas às autarquias transformaram-se nos maiores centros de emprego do concelho. Por isto, tornou-se fácil para os políticos mais habilidosos eternizarem-se no lugar através do controlo dos caciques locais. Noutras autarquias, surgiram as relações perigosas entre a câmara e empresários, com negócios pouco claros.

Por tudo isto, todas as medidas que promovam a transparência na política devem ser aplaudidas. A legislação que define a limitação de mandatos foi aprovada em 2005, durante o primeiro Governo de Sócrates e teve a concordância dos dois maiores partidos: PS e PSD. Tudo parecia seguir no caminho correcto, até que teve de ser aplicada pela primeira vez. Então surgiu a habilidade nacional. Muitos dinossauros autárquicos decidiram aproveitar um vazio da lei para tentar contorná-la. Dão um passo ao lado e candidatam-se a uma câmara vizinha e, desta forma, eternizam-se.

Todos percebemos esta finta à lei menos os maiores partidos políticos que decidiram meter a cabeça na areia. PSD, PS e CDS podiam ter feito uma simples alteração à lei no Parlamento e esclareciam todas as dúvidas, acabando com a barafunda. Preferiram o caos. Com a miopia de quem faz tudo para garantir mais uma câmara e mais uns lugares, avançaram com candidaturas que claramente pisam o risco. Fernando Seara em Lisboa e Menezes no Porto são os exemplos mais óbvios no PSD, mas também há casos no PCP. Agora os tribunais dizem que a candidatura de Seara em Lisboa não poderá avançar. O PSD, em vez de acatar a decisão, insiste e diz que tem outra interpretação da lei. Uma legislação que vai no caminho certo - a moralização da vida política - acaba a ser discutida nos tribunais. É por isto que o fosso entre os portugueses e os partidos políticos é cada vez maior.

É difícil respeitar uma classe política que transmite o pior dos sinais: quer o poder a todo custo, mesmo que para isso tenha de fintar a lei. Esta crise económica, política e social devia servir para mudanças que vão para além do sistema produtivo e da redução das dívidas. Devia servir para uma mudança radical nas políticas e nos políticos. Pelos vistos, os partidos não aprendem.

Para eles, vale tudo.

Fernando Seara

A Relação confirmou uma decisão do Tribunal Cível de Lisboa que não autorizava a candidatura de Fernando Seara a Lisboa, devido à lei de limitação de mandatos, uma vez que já tinha cumprido três mandatos na autarquia de Sintra, e o que Fernando Seara faz? 
Apresentou hoje a sua candidatura á Câmara de Lisboa.
Se isto é desrespeitar uma decisão proferida por um órgão de soberania que administra a justiça em nome do povo? Pode ser.
Se isto vindo de uma social-DEMOCRATA ganha nova dimensão, visto desrespeitar directamente o estado de direito e por sua vez a democracia? Sim, é verdade.
Se o Ivo está admirado por isso? De forma nenhuma. 

Seara, que nem bom seguidor das ideologias/filosofias do actual governo, também ele pode não respeitar uma decisão de um tribunal. É um direito que em uniformização de jurisprudência nunca lhe será negado certamente. Seja uma decisão do Constitucional, da Relação ou até Primeira Instância.
O importante é ser coerente, e de tudo o mais, Seara está a ser.

junho 13, 2013

Discutir o amor

Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido.
Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados.
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.

junho 12, 2013

Noticias do dia

Noticias em ordem do dia!

1- São hoje os tempos em que se dispara as responsabilidades do estado do país para todo o lado e mais algum. O importante é que desapareça, se for para longe tanto melhor.

2- Um banqueiro disse ontem á noite, pomposo, solene e pesaroso, que "andámos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades" (José Maria Ricciardi a Mário Crespo). Como se os bancos não tivessem sido os primeiros a impingir crédito fácil para ganharem, como ganharam, muitos milhares de milhões. Antes tinha metido os pés pelas mãos a não explicar por que motivo traz dinheiro do BCE a 0,5 por cento e o empresta a 7 por cento, como disse o Presidente da República. Depois, negou qualquer conflito de interesses no facto de o BES assessorar a venda da TAP, tendo vendido a sua companhia aérea falida -a Portugália - à mesma TAP. Por fim, achou perfeitamente natural - como não? - que o Governo tenha contratado para assessorar a venda dos CTT um banco (o J.P.Morgan) que, ainda há poucas semanas, queria levar a tribunal por causa dos famigerados swaps. Há entrevistas a banqueiros que deviam ter bolinha vermelha.

3- O governo proibiu os organismos de pagar os subsídios de férias em Junho em razão de não existir fundos para tal. Ressurgiram-se inúmeras vozes a protestar que é absolutamente necessário deste modo, falar no total desrespeito por uma decisão do Tribunal Constitucional, e por inerência imperativa, no afastamento deste executivo do que é a democracia e o estado de direito. É certo que o governo não disse que não pagaria, mas antes que não o faria no prazo acordado também pelo Tribunal Constitucional. Quando/se eu não respeitar um acórdão de um tribunal no relativamente ao prazo, qual me obrigue a pagar uma indemnização, incorro imediatamente numa violação do disposto em sentença, onde por sinal existem imediatamente mecanismos que disparam para me forçar ao cumprimento da mesma. É isto.

4- Por fim, se hoje a marcha de BENFICA ganhar, é certo que vou festejar para o Marquês de Pombal. Que me perdoem, mas tenho este recalcamento de alguns meses, em festejar um título na rotunda mais conhecida de Lisboa. Compreendam!

junho 11, 2013

Como os EUA controlam o mundo

O mínimo que se pode dizer é que Barack Obama é um político integro como há poucos, e aqui está a prova de que as suas campanhas políticas foram absolutamente geradas na sua indiscutível sinceridade.

- Quando Barack Obama prometeu que ouviria todos os americanos, eu nunca pensei que fosse literalmente, e muito menos que a senda de vigilância se arrastaria ao resto do mundo.

- Até as estatísticas comprovam esta digna realidade. Quando o próprio atirou que tem feito de tudo para despistar os escândalos de toda a índole, 53% dos americanos disseram estar de acordo com o trabalho que Obama vem a fazer. Os outros 47% estão certamente a ser auditados.

«Yes, we (s)can!»

junho 05, 2013

Greve

Portanto xadrez deve ser isto. Xadrez sem escrúpulos claro. Mas alguém esperava que relativamente á proposta de greve pelos sindicatos, fossem estes de uma vez por todas pensar nos alunos como objecto primordial na defesa dos seus interesses? Claro. Tanto quanto o Ministro da Educação e da Ciência deixou ontem em tom de alerta, a possibilidade de avançar com uma requisição civil para garantir a realização dos exames de Português. Faz sentido! Até porque acho que assim estão reunidas todas as condições necessárias para os alunos realizarem as suas provas livres de pressões, verdade?
Isto de causídico até que é giro. No direito da família  em sede divórcios litigiosos é que vemos amor pela acção, quando os filhos se transformam constantemente em armas de garantia e arremesso para o outro cônjuge  Se nestes casos deviam ser os filhos a entidade por excelência a ser protegida? Pois, secalhar deviam. 
Então e os alunos no caso da greve? Pois, pensem lá nisso.

junho 03, 2013

Já chega!

Para o jantar me cair mal, nada melhor que a abertura do telejornal da RTP. Como primeira notícia ouvi o relato de um cidadão da Nazaré que só come uma vez por dia, e toma banho de água fria, porque não tem disponibilidade financeira para pagar nem alimentos, nem gás. A segunda notícia tratou de apresentar uma pequena reportagem, onde mostra ao país a entrega de Kits para idosos em risco. Entende-se então por idosos em risco, os que já não têm dinheiro para se alimentar. (Já nem se fala de medicamentos).
Este não é de todo uma publicação politica, é de bom senso. Mudem a táctica, técnica ou estratégia. Por mim, façam o pino! Agora a decadência a que este nosso Portugal chegou, já ultrapassou todos os limites aceitáveis. 

A honra e dignidade das pessoas é algo violado constantemente. 
Não quero prender-me em ideologias políticas, partidos ou ódios de estimação, porque o que falo aqui é bem mais nobre que tudo isso. Há uma enorme carência de valores hierárquicos relativo ás importâncias no mundo. Não se pode politizar o que transcende a vida social, passando para a esfera da vida humana. Urge que entendam a diferença entre temas importantes, e temas fundamentais.
A liberdade politico-governamental executiva, também tem os seus limites.
Se Portugal quando aboliu a pena capital se aclamou democrático e desenvolvido, deixar cidadãos passar fome, é então crime nesta ordem de ideias.
Ponham homens no poder, porque quem admite isto, de humano nada tem. Chega!

junho 01, 2013

O tempo cura as feridas, mas a dor ensina a evitá-las

Time heals all hounds, mas não sei se será realmente assim. Consigo ter opinião contrária.
O mais proveitoso no meio de tudo isto, não é tanto a passagem do tempo curar as feridas, mas antes a dor que sentimos, prevenir que as evitemos. Não o faz com um composto social nobre, porque julgo que o medo não deveria levar alguém a parar ou avançar; mas de facto, é esse mesmo medo o responsável por uma posição menos proactiva na busca das nossas vontades e desejos. É essa dor que de noite nos ameaça aos ouvidos do quanto perigoso se torna, caso não paremos a tempo. E se lhe damos ouvidos!
Em tempos de outrora, essa era uma das vozinha desprezíveis, inúteis que só nos faziam parar de viver. Aliás, nessa altura nem importava os arranhões com que lá chegávamos  e os receios ou duvidas eram só uma ventania mais forte, que nem me importunava.

Nos dias de hoje, tudo mudou. Vendeu-se o carro e comprou-se a mota. Agora as quedas doem na falta de 4 paredes, e aparece a voz da minha mãe em luzinha vermelha a dizer “Tem cuidado que agora os para-choques são as pernas”. É mesmo.
Se “Time heals all hounds”, “the pain teach you how to dodge/run away them”.